Guarda-roupa: Supergirl

blog-abreAproveitando que a série de TV da Supergirl retornou ontem para uma aguardada segunda temporada (que promete causar horrores, com a presença do Superman), ressuscitamos essa seção para dar uma olhada no visual da Heroína de Aço ao longo de sua trajetória de mais de 50 anos.

Antes da Supergirl, Lois Lane já foi uma Superwoman.

Antes da Supergirl, Lois Lane já foi uma Superwoman.

Antes de abrir o armário da heroína de Krypton, cabe uma contextualização: após a estreia e o sucesso da Mulher-Maravilha em 1941, a DC Comics planejou criar uma versão feminina para o Superman e registrou o nome Superwoman, aguardando uma oportunidade para lançar a personagem. Houve alguns “testes” prévios: em Action Comics 60 (1943), Lois Lane sonha que faz uma transfusão de sangue com o Superman e se torna a Superwoman.  Em Superboy 5 (1949), o Garoto de Aço conhece a Rainha Lucy, uma exímia atleta de uma nação distante, por quem ele se apaixona. Num show de TV, ele usa seus poderes para fingir que ela também é super, chamando-a de Super-Girl (assim mesmo, com hífen).

Superboy em versão cross-dresser. Morra de inveja, Laerte!

Superboy em versão cross-dresser. Morra de inveja, Laerte!

Em Superboy 78 (1960), o jovem Superman é transformado em uma mulher por uma alienígena e, para proteger sua identidade secreta, afirma ser Claire Kent, uma irmã de Clark, vinda de outra cidade. Por fim, em Superman 123 (1958), Jimmy Olsen usa um totem mágico para criar uma companheira para o Superman, dando origem à Super-Girl, que acabou morrendo envenenada por kryptonita. E assim, chegamos à versão definitiva da heroína – que, como veremos, nem foi tão definitiva assim.

Superestreia

Superestreia

Original: A Supergirl surgiu na revista Action Comics 252 (1959), vinda de Argo City, uma cidadela de Krypton que sobreviveu á explosão do planeta. Como um meteoro de kryptonita danificou o escudo protetor da cidade, a jovem Kara Zor-El – então com 15 anos – foi enviada à Terra para se salvar. Seu traje original era praticamente uma reprodução do uniforme de seu primo, com minissaia azul.

Leitores colaboram com novas versões de traje

Leitores colaboram com novas versões de traje

Desfile de moda: Começando em Adventure Comics 397 (1970), Supergirl passou a usar uma diversidade de uniformes diferentes, cujo visual foi criado pelos próprios leitores, mas nenhum deles se tornou oficial. As versões iam desde o mais recatado, com o corpo da heroína totalmente coberto, ao mais ousado, com o corpo praticamente exposto, passando até pelo traje de noite, um vestido longo azul  e luvas vermelhas que cobriam todo o braço da heroína. Os trajes foram publicados em Adventure Comics 397 (1970), 402, 407 a 412 (1971)  e 415 (1972).

Simbolo discreto, decote nem tanto.

Simbolo discreto, decote nem tanto.

Símbolo lateral: Baseado num design enviado por um fã, a DC adotou oficialmente um traje bem diferente, com um generoso decote e o símbolo da heroína mais discreto, disposto ao lado esquerdo do peito. Completava o visual uma faixa vermelha no pescoço, short da mesma cor e cabelos mais longos. A nova roupa estreou em Adventure Comics 410 (ainda com o visual do leitor) e sofreu pequenas variações nas edições seguintes.

Uniforme mais jovem, que ficou melhor com a faixa vermelha na testa.

Uniforme mais jovem, que ficou melhor com a faixa vermelha na testa.

Traje Jovial: No começo dos anos 1980, a Supergirl recebeu outra repaginada que a deixou bem mais moderna e em sintonia com a juventude da época. A minissaia vermelha voltou, um pouco mais mini e a heroína perdeu seu decote, com o símbolo voltando a ganhar destaque no peito, na parte superior da blusa, ladeado por duas faixas vermelhas que vinham dos ombros. Um cinto em formato V e botas com uma borda amarela dava mais leveza ao design, que estreou em The Daring New Adventures of Supergirl 13 (1983) quando a revista completava seu primeiro aniversário. Na edição 17 (1984), a heroína de aço ganhou uma faixa vermelha na testa e cabelos crespos, rejuvenescendo ainda mais seu visual. Ela permaneceu com esse visual até sua morte, em Crise nas Infinitas Terras 7 (1985).

Versão cinematográfica. à direita um teste de cena da atriz com roupa similar à dos quadrinhos que... bem, esqueça.

Versão cinematográfica. à direita um teste de cena da atriz com roupa similar à dos quadrinhos que… bem, esqueça.

Clássico: o traje utilizado pela Supergirl no longa-metragem de 1984, estrelado por Helen Slater era uma variação do original com a versão moderna: blusa longa com o símbolo no meio do peito e saia vermelha, com cinto em V e botas vermelhas com bordas amarelas. Esse visual mais clássico caiu perfeitamente na versão live-action, apesar da ideia original dos produtores fosse reproduzir o mesmo design dos quadrinhos. Ainda bem que desistiram da ideia, pois, como dá pra ver nessa imagem de teste de cena da atriz com seu figurino que… bem, não ficou legal…

Matriz foi uma ideia bem esdrúxula da editora para criar uma nova Supergirl.

Matriz foi uma ideia bem esdrúxula da editora para criar uma nova Supergirl.

Matriz: Após a Crise nas Infinitas Terras, a ideia era que o Superman fosse o único sobrevivente de Krypton. Mas a Supergirl era uma heroína legal demais para permanecer morta e a DC resolveu trazê-la de volta, mas sem que ela fosse de Krypton. Assim, a nova Supergirl veio do Mundo Compacto, um universo paralelo. Criada por Lex Luthor, Matriz era uma forma de vida artificial e amorfa que adotou uma aparência inspirada em Lana Lang e veio ao nosso mundo pedir ajuda ao Homem de Aço contra vilões kryptonianos que invadiram sua dimensão. O uniforme era semelhante à versão do cinema, mas as botas reproduziam o mesmo estilo da usada pelo Superman, com bordas em M ao invés do V invertido amarelo.

Antes da Gwen-Aranha, a DC já tinha criado a Super Gwen!

Antes da Gwen-Aranha, a DC já tinha criado a Super Gwen!

Versão animada: Com o sucesso da série animada do Batman produzida por Paul Dini e Bruce Timm, a Warner logo lançou também um desenho do Superman… e num dos episódios, Supergirl faz uma participação especial, com um uniforme bem diferente do usual: miniblusa branca, minissaia azul, capa mais curta (até a cintura), luvas brancas e faixa azul nos cabelos (um pouco semelhante à Gwen Stacy, a falecida namorada do Homem-Aranha. Nós reparamos isso, DC!!). Esse visual se consagrou de tal forma que foi parar nos quadrinhos, a partir de Supergirl 51 (2000).

De volta ao básico... mas mantendo a sensualidade.

De volta ao básico… mas mantendo a sensualidade.

Versão animada II: O desenho Liga da Justiça sem Limites trouxe outra variação do uniforme da Supergirl no episódio “Caos no Centro da Terra”. Nele, há uma volta à versão clássica, mas com a blusa mais curta, deixando de fora a barriga da heroína.

As barras douradas criaram uma combinação interessante no traje.

As barras douradas criaram uma combinação interessante no traje.

Michael  Turner: Em Superman/Batman 8 (2004), voltam os conceitos originais da personagem, com pequenas alterações para adaptar-se à nova realidade. Agora, Kara Zor-El é uma adolescente de 16 anos que foi enviada à Terra na explosão de Krypton para cuidar de seu primo Kal-El. Sua nave, porém, se perdeu no espaço e entrou num campo de animação suspensa, permanecendo congelada no tempo. Assim, Kal-El envelheceu enquanto Kara permaneceu adolescente. Treinada pela Mulher-Maravilha e suas amazonas, Kara aprende a lidar com seus poderes na atmosfera terrestre e se torna a Supergirl. O novo visual da heroína mantem a barriga de fora, com saia azul, capa até os tornozelos e barra dourada, tanto na capa quanto no traje. O cinto ganhou um visual mais comum e tradicional.

Supergirl sem uniforme (ou quase)

Supergirl sem uniforme (ou quase)

Smallville: Na série de TV do jovem Superman (Tom Welling), a premissa era que o herói não usaria uniforme. Assim, sua prima (interpretada por Laura Vandervoort) também aparece em trajes civis: um short jeans, corpete azul claro, colete azul marinho (há uma versão do colete vermelha) e bracelete e cinto vermelhos. Na última temporada, mais heroica, Kara adotou o traje clássico para se disfarçar, mas sem capa e símbolo no peito.

Supergirl do mal.

Supergirl do mal.

Bad Girl: A versão maléfica da Supergirl surgiu quando Luthor atingiu a heroína com um raio de kryptonita preta, utilizando uma armadura forjada em Apokolips, o planeta de Darkseid. Ao invés de corromper a Supergirl, como ele esperava, a kryptonita criou uma nova versão do mal, com o traje todo preto e detalhes em prata. Em se tratando do lado negro da própria Supergirl, a Mulher-Maravilha conseguiu fundi-la novamente à heroína utilizando seu laço mágico e a Supergirl do mal deixou de existir.

Novos 52 e suas esquisitices

Novos 52 e suas esquisitices

Novos 52: Com a reformulação do Universo DC em 2011, a Supergirl também passou por uma repaginada em seus conceitos e ganhou um visual bem mais ousado. O uniforme da heroína passou a ser uma espécie de maiô com mangas longas, com detalhes em vermelho nas partes baixas, dispensando a saia ou o short desta cor. Uma listra amarela, semelhante a um cinto, com uma formação em diamante que imita o símbolo da heroína complementa o figurino. A capa manteve a barra dourada e se prende no pescoço, formando uma gola. O símbolo adotou formas mais pontiagudas, diferente até do que é usado pelo Superman na mesma fase. As botas também ganharam novos traços, com cano mais longo e aberto no joelho. Esquisito, como tudo na versão Novos 52.

Brilhando na TV, agora na companhia do superprimo.

Brilhando na TV, agora na companhia do superprimo.

Série de TV: Finalmente, chegamos à série de TV, que traz uma mistura do visual clássico da heroína (interpretada por Melissa Benoist) com a versão cinematográfica no tom de azul e na textura do uniforme. O S perdeu o fundo amarelo, ganhando apenas um fino contorno nessa cor, mas manteve o design consagrado, sem as invencionices das versões do cinema.

Volta às origens

Volta às origens

Atualmente, em Supergirl Rebirth, nova série da DC que reformula (de novo!) seu universo, há uma volta as origens. Como dá pra notar, o uniforme é bem clássico, apenas com o S mantendo sua versão com linhas pontiagudas. Em se tratando de moda, a jovem prima do Superman não pode ser acusada de démodé, sempre acompanhando as tendências e esbanjando seu meio superpoder: o supercharme.

 

 

Guarda-roupa: Os uniformes do Capitão América

Aproveitando o lançamento do filme do Capitão América, abrimos o guarda-roupa do Sentinela da Liberdade para revelar os uniformes já usados pelo herói ao longo das décadas. Para quem não sabe, o Capitão América foi criado em 1941, por Joe Simon e Jack Kirby, pouco antes dos Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial. Com o final do conflito, o herói foi perdendo popularidade e ficou esquecido nos anos 50. Em 1961, com o advento dos super-heróis, Stan Lee resgatou o personagem do limbo e o tornou um dos mais importantes e icônicos da Marvel. Embora seja sempre lembrado por vestir as cores da bandeira dos Estados Unidos, nem sempre o uniforme do Capitão foi o mesmo.

Face a face com Hitler

Traje original: O Capitão América estreou na revista Captain America Comics 1, datada de março de 1941 (mas, segundo consta, foi distribuída em dezembro do ano anterior). Nesta edição, o personagem já usava o uniforme que conhecemos: azul com escamas (provavelmente para indicar que era de cota de malha, como dos guerreiros medievais), uma grande estrela no peito, faixas vermelhas e brancas na cintura, botas e luvas vermelhas. A máscara, porém, era independente e não cobria o pescoço. O escudo também era diferente: triangular, com três estrelas e faixas verticais (bem “parecido” com o traje do herói O Escudo, criado um ano antes). Esta versão teve vida curta e já mudou na edição seguinte.

O Escudo: surgido meses antes, o herói inspirou a criação do Capitão América.

Traje Clássico: imutável por décadas

Clássico: As mudanças se fizeram sentir já na edição 2 de Captain America Comics: A máscara passou a ser uma peça inteira com a blusa, cobrindo o pescoço e deixando as orelhas de fora. A justificativa para isso foi dada muitos anos depois, na revista Captain America 255 (1981): em uma de suas primeiras missões, um nazista atingiu o rosto do Capitão América com um cano e a máscara quase foi arrancada. Para preservar sua identidade e mantê-lo um símbolo vivo da liberdade, o Governo alterou seu traje, fazendo a máscara cobrir o pescoço e se ligar ao tronco. O escudo também mudou e se tornou redondo, com apenas uma estrela no centro e faixas circulares alternando o vermelho e o branco.

Herói sem Pátria

Nômade: Há quem considere o Capitão América um personagem demagogo e propagandista do Governo Americano (vale lembrar que na China, Coreia do Sul e Rússia, o filme teve o nome reduzido para The First Avenger) mas isso só demonstra um desconhecimento do personagem. Não raras vezes, o herói bateu de frente com o Governo por discordar dos métodos que iam contra os ideais de liberdade e justiça que ele simboliza. Numa destas vezes, desgostoso com a corrupção que se instalou na própria presidência (na verdade, uma metáfora para o caso Watergate, que envolveu o presidente Richard Nixon), o Capitão abandonou seu traje e adotou a identidade de Nômade, o herói sem pátria. Isso aconteceu na revista Captain America 180 (1974). Claro que isso durou pouco tempo e ele logo voltou a ser o Capitão América quando entendeu que o mundo precisava de um símbolo em que acreditar.

As duas versões do uniforme nos filmes para TV.

Capitão América, o filme: a década de 70 foi próspera em adaptações de super-heróis para séries live-action: tivemos o Homem-Aranha, o Hulk, a Mulher-Maravilha, o Capitão Marvel… e o Capitão América. A maioria destas adaptações não seguia os conceitos das HQs e o resultado são filmes B que valem mais pela curiosidade do que pela qualidade. O Capitão é um desses, cuja única semelhança com os quadrinhos é o nome do protagonista. Até o uniforme é totalmente diferente: com faixas diagonais no peito, luvas e botas com faixas brancas e estrelas e o herói não usa máscara, mas um capacete de motoqueiro. Até o escudo é diferente: as partes brancas são transparentes. Estrelado por Reb Brown, o filme ganhou uma continuação onde o uniforme foi corrigido. Mas o capacete continuou. Bizarro… mas clássico.

Fase negra

Capitão: Mais uma vez, o Capitão América se desentendeu com o Governo. Em 1987, percebendo que as atividades do herói estavam se tornando cada vez mais independentes e querendo manter seu “cãozinho” na coleira, agentes especiais chamaram Steve Rogers e informaram que, a partir daquela década, ele deveria apenas cumprir as missões para as quais o Governo o designasse. Sentindo-se violado na sua liberdade – valor do qual ele é o principal símbolo – Rogers devolveu o uniforme e o escudo ao Governo – que alegou que a “marca” Capitão América fora criada por eles.  Com a ajuda de Tony Stark, que lhe desenvolveu um novo escudo, o herói adotou a identidade de Capitão, trajando uma roupa preta com listras vermelhas e brancas. Esse novo uniforme foi apresentado aos leitores em Captain America 337 (1987), numa fase que durou até a edição 350. Quem assumiu a identidade de Capitão América foi o ex-guerrilheiro John Walker. Quando reassumiu sua identidade, Steve passou seu uniforme preto para Walker, que adotou o nome de Agente Americano e continuou servindo o Governo.

Capitão de Ferro

Armadura: Nos bizarros anos 90, os quadrinhos de super-heróis passaram por uma crise criativa e o Capitão América também foi vítima deste “furacão”. Quando o soro do supersoldado, que lhe conferiu força sobre-humana, começou a perder o efeito, Steve viu seu corpo enfraquecer rapidamente, ficando à beira da paralisia. Foi quando o Homem de Ferro (ele de novo) ajudou o amigo e criou uma armadura ativada por comandos mentais, que lhe garantiram, não apenas manter seus movimentos, como um exoesqueleto, mas lhe conferiu capacidade de voo e vários armamentos, como mísseis e lasers. Esse “Capitão de Ferro” estreou na edição 438 da revista do herói.

Capitão, no traço do “amado” e “talentoso” Liefeld

“Capeitão” América: Continuando as bizarrices dos anos 90, a Marvel decidiu renovar seus principais heróis. Criou a saga Massacre, na qual o Professor X e Magneto se fundiram num único ser poderosíssimo e, para impedí-lo, o Quarteto Fantástico e os Vingadores foram dados como mortos (Na verdade, eles foram enviados para um mundo alternativo criado por Franklin Richards, o filho superdotado do Sr. Fantástico e da Mulher Invisível). Neste novo universo, tiveram suas origens recontadas, na fase que ficou conhecida como Heróis Renascem. O Capitão América ganhou um novo título escrito e desenhado por Rob Liefeld, o desenhista odiado por dez entre dez fãs de quadrinhos por seus exageros anatômicos. Por conta do tórax avantajado, o Capitão passou a ser chamado de Capeitão América entre o fandom. E o uniforme aboliu o A da máscara, adotando uma águia estilizada.

Versão Ultimate

Versão Ultimate: Em 2002, aproveitando o sucesso da nova linha Ultimate, que recontava as origens dos heróis adaptando-os para o novo milênio, o roteirista Mark Millar e o desenhista Brian Hitch também recauchutaram o Capitão América. Menos “super-herói” e mais “soldado”, o Capitão América Ultimate tem seu traje mais parecido com um uniforme militar, com capacete no lugar da máscara (que se prende ao queixo), sem as tradicionais asinhas, cartucheiras na cintura e estrelas também nos ombros. Esse uniforme serviu de base para o Capitão América do filme que acaba de estrear nos cinemas, trazendo o personagem mais próximo da realidade.

Bucky assumiu a identidade do Capitão com uniforme novo

Capitão Bucky: Numa história que movimentou a imprensa mundial, o Capitão América foi assassinado após a saga Guerra Civil (2007). Antes de morrer, porém, ele deixou uma carta com Tony Stark pedindo que o escudo fosse passado para alguém que mantivesse o símbolo da liberdade vivo. O escolhido foi seu antigo parceiro, Bucky Barnes, que se tornou o novo Capitão América, com um traje negro e um peitoral que lembra uma armadura, abolindo as velhas escamas e adotando um visual mais brilhante. Surpreende também o fato deste Capitão América utilizar armas de fogo, algo que sempre foi rejeitado por Rogers, que considerava o corpo humano a melhor de todas as armas.

Capitão High-Tech

Versão Tron: Como estratégia para o divulgação do filme Tron: o Legado, a Disney (que comprou a Marvel em 2009) encomendou algumas capas alternativas das revistas Marvel com os personagens em versões “tronizadas”. O Capitão América ficou bem moderno e, verdade seja dita, o uniforme em neon ficou melhor que o original. Poderia virar uma versão de verdade.

Nova identidade, nova roupa

Super Soldado: Ressuscitado após a minissérie Capitão América: Renascimento (2009), Steve Rogers recusou-se a aceitar seu escudo de volta e Bucky continuou sendo o Capitão América. Quanto a Rogers, ele adotou uma nova identidade, a do Super Soldado e reuniu uma nova equipe de Vingadores, os Vingadores Secretos (que estão chegando ao Brasil agora, na nova revista Capitão América e os Vingadores Secretos, lançamento da Panini). Como Super Soldado, o uniforme do ex-Capitão América é todo azul marinho, com faixas brancas no peito e ombros e as indispensáveis estrelas. Como tem sua identidade reconhecida publicamente, o Super Soldado não usa máscara. O traje escuro ajuda a manter-se a discrição exigida pelas missões secretas nesta nova fase do herói.

Filme mostra o capitão como soldado

First Avenger: Adotando elementos do Universo tradicional e Ultimate, o Capitão América que acaba de chegar aos cinemas tem um traje que se assemelha a um uniforme militar. As asinhas são desenhadas no capacete-máscara e, na cintura, uma espécie de suspensório de couro pintado de vermelho, faz as faixas coloridas do uniforme do herói. As cartucheiras complementam o visual.

No filme dos Vingadores, uniforme muda

Este traje será modificado no filme dos Vingadores, conforme foi visto no preview mostrado na Comic-Con e o Capitão América terá um uniforme mais parecido com os quadrinhos.

Como se vê, mesmo um símbolo pode ser mudado ao longo dos anos. Pequenos detalhes foram alterados, mas uma coisa não mudou: o Capitão América continua sendo uma lenda viva, símbolo dos valores que todo cidadão, seja ele americano ou de qualquer continente, deve lutar para manter: a liberdade, a justiça, a honra e o amor ao seu País.

O Sentinela da Liberdade, na arte de Caio Cacau

Guarda-roupa: Supertrajes

Icônico. Clássico. Quase sagrado. Não há no mundo inteiro quem não reconheça o traje do Superman, que serviu de referência para tantos outros trajes de super-heróis que surgiram depois dele. Quando Jerry Siegel e Joe Shuster criaram o Homem de Aço em 1938, eles estavam no auge de sua inspiração, pois desenvolveram um personagem que se tornou símbolo tanto pela sua roupa como pela insígnia que carrega no peito. Uma figura tão marcante que parece imutável. Só parece, porque o desenhisa Jim Lee redesenhou o traje do herói para o reboot/relaunch/restart/requalquercoisa que a DC pretende fazer a partir de setembro e mexeu num dos itens mais característicos dos uniformes de heróis que é a famosa “cueca por cima da calça”. Heresia!

“Lois! Cadê minha cueca vermelha?”

Mas, para quem pensa que essa foi a mudança mais drástica no clássico traje azul e vermelho, nós escarafunchamos 70 anos de quadrinhos e trouxemos as várias versões do uniforme mais clássico das HQs. Já fizemos uma matéria anterior sobre a evolução do símbolo do Superman (conheça ou relembre estas mudanças aqui) e agora, relembramos todas as vezes que o Superman trocou de roupa. Afinal, até mesmo um supertraje precisa ir pra lavanderia de vez em quando…

Não é um pássaro nem um avião

Clássico dos clássicos: Roupa azul, cueca vermelha por cima da calça (na verdade, um sungão; chamar de “cueca” é pura brincadeira), cinto amarelo, capa vermelha esvoaçante, botas vermelhas, símbolo em formato de diamante com um S estilizado. Esta é a roupa que marcou a estreia do Superman e com a qual o herói se tornou mundialmente conhecido. Um traje intocável, pra dizer o mínimo.

Traje preto: teve curta duração, mas marcou época.

Traje negro: nos trágicos anos 1990, a moda era ser sombrio e violento. Os heróis que mais faziam sucesso eram aqueles que tinham um código moral questionável e não pensavam duas vezes em matar, aleijar e fazer justiça com as próprias mãos. Heróis “certinhos” como o Homem-Aranha e o Superman foram perdendo popularidade, obrigando as editoras a mudar o estilo desses personagens. O Homem-Aranha ganhou um traje negro (que mais tarde se transformou no vilão Venom), o Capitão América também “desvestiu” as cores da bandeira e passou a usar uma roupa preta e o Superman não foi diferente. Depois de morrer nas mãos do alienígena Apocalipse, ele ressuscitou repaginado: cabelos longos e traje preto com símbolo metálico. O uniforme não durou muito: ele funcionava apenas como um armazenador de energia solar, fonte dos poderes do Homem de Aço. Depois de “recarregar as baterias”, o Superman voltou ao seu uniforme tradicional para alegria geral da nação. Porém, o impacto foi tão grande que ele chegou a ser adaptado para a série Lois & Clark, com Dean Cain vestindo uma versão.

Bizarro: o pior inimigo do Superman não foi um personagem, mas um roteirista.

Traje elétrico: Depois da ressurreição, o Superman teve um colapso em seus poderes. Fruto de uma crise de criatividade dos roteiristas, o herói passou pela mudança mais bizarra que poderiam ter feito: como suas células funcionam como uma bateria solar, o Superman “desligou” após a batalha com Apocalipse e foi “ligado” novamente tempos depois. Isso causou um choque (literalmente) e o herói teve seu corpo transformado em energia pura, necessitando de um traje de contenção. O resultado é essa “coisa” que está ao lado.

Tenha medo! Tenha muito medo!

Dupla personalidade: Não bastasse a bobagem de dar ao Superman poderes elétricos, a bizarrice continuou: seus poderes evoluíram ainda mais e dividiram o herói em dois: um vermelho e outro azul, cada um com uma personalidade. Enquanto o azul tinha a índole bondosa e moralista do Homem de Aço, o vermelho era agressivo e arrogante. Ok, gente. Já chega, né?

Vindo diretamente de Krypton

Kryptoniano: Em um determinado momento de sua história, o Superman foi dominado por sua personalidade kryptoniana. Isso significa que ele, por ser um alienígena muito mais avançado que os seres humanos, tornou-se arrogante e passou a menosprezar a humanidade e tratar todos como inferiores. Para caracterizar essa mudança, passou a usar uma roupa semelhante a que era usada em seu planeta natal. Reparem nos babados de renda nas mangas. Nem Ronaldo Ésper bolaria algo mais fru-fru.

Superman do futuro

Reino do Amanhã: Nos diversos universos alternativos da editora, um deles é o futurista e apocalíptico mundo mostrado na maxissérie Reino do Amanhã, de Alex Ross. Nela, o Superman é um homem aposentado que retoma sua missão de ser inspiração para a humanidade após perceber que as novas gerações apresentam valores distorcidos. Qualquer semelhança, não é mera coincidência. O traje é uma variação do tradicional, em tons mais escuros e o símbolo com fundo preto. Evidentemente para mostrar um futuro sombrio.

Superman do futuro beeeeeeeeeem futuro.

Superman Um Milhão: Em outro universo alternativo, criado para a série DC Um Milhão, o Superman aparece no século 853 vestindo um traje baseado no tradicional, mas com um símbolo bem esquisito. Afinal, que raio de S é esse? Esse Superman futurista também usa luvas e sua capa e ombreiras formam uma coisa só. Sai o cinto, mas a cueca continua! Estiloso, mas estranho.

Bota cor na sua vida, Clark!

Sobretudo preto: Na série Smallville, um novo conceito foi apresentado: a série encarregou-se de contar as aventuras do Homem de Aço antes dele vestir o seu uniforme, na época em que ainda estava descobrindo seus poderes. O sucesso do seriado fez com que a história avançasse além do planejado e os roteiristas acabaram desviando-se da cronologia oficial do Superman para criar a sua própria. Na série, para proteger sua identidade, o jovem Clark passou a usar um sobretudo preto, roupa preta, calça preta, botas de couro pretas… E de Superman passou a ser o Borrão. Tava mais pra Mancha Negra.

Quase um Superman. O cabelo lambido, pelo menos, já tem.

Jaqueta vermelha: Incentivado pela amiga Chloe, Clark mudou o visual nas últimas temporadas. Ninguém pode ser um símbolo de Esperança vestido como o Zé do Caixão. Assim, Clark adotou o azul e vermelho, mas ainda não era o uniforme definitivo: uma jaqueta vermelha de couro, com o símbolo em relevo e calças jeans. O visual agradou os fãs, tanto que a jaqueta pode ser encontrada em lojas especializadas por um preço nem tão especial assim. Se não fosse tão cara, até eu teria encomendado uma. 😛

Atençãããão… Sentido!

Traje militar: Recentemente, o Superman descobriu uma cidade engarrafada com 100 mil kryptonianos que, libertos em nosso planeta, começam a causar uma série de problemas. Para não criarem confusão, os kryptonianos desenvolvem um novo planeta, chamam de Novo Krypton e vão morar por lá. Em crise sobre se continua na Terra ou se vai morar com os de sua raça, Kal-El decide abandonar o nosso planeta. Em Novo Krypton, se torna o líder das forças armadas, juntamente com o General Zod, que é o herói local. Em sua nova condição militar, passa a usar uma roupa cinza, com o símbolo de sua linhagem apenas como um distintivo. Bem pouco heróico.

A imagem do sacrilégio

Sem cuecas: O novo traje, redesenhado por Jim Lee para a nova fase da DC estreia em Justice Leage of America 1, à venda nas comic shops americanas a partir de 31 de agosto. A novidade fica por conta que a cueca por cima da calça foi abolida e o herói parece estar usando uma armadura, com as ligações nas juntas bem delineadas e as botas com aparência metálica. A nova revista do Superman terá roteiro de George Pérez e arte de Jesus Merino. Só por Jesus, mesmo! Vamos ver quanto tempo isso vai durar…

Talvez essas inovações não durem tanto tempo, mas o fato é que algo permanecerá intacto para sempre: a força do Superman como um ícone da cultura pop, essa sim, é inviolável. Primeiro de todos os super-heróis, o Homem de Aço mostra que, independente da roupa ou da equipe criativa, nada consegue abalar sua popularidade. É um personagem eterno, que ainda vai encantar muitas gerações.

Guarda-roupa: Trajes aracnídeos

Após a morte do Tocha Humana (publicado nos EUA na edição Fantastic Four 587), a revista do grupo foi cancelada. Bem, mais ou menos… Na verdade, isso foi apenas uma desculpa para o lançamento de um novo título, no qual os três remanescentes do Quarteto Fantástico se juntam ao não menos fantástico Homem-Aranha para criar a Future Foundation (Fundação Futuro, em tradução livre). Note que o FF do título original (Fantastic Four) permanece.

“Tia May, por favor, lave meu lençol…”

Chama a atenção o novíssimo uniforme do aracnídeo, que deixou o clássico azul e vermelho e adotou um todo branco, com detalhes em preto, como se tivesse saído de um episódio de Plantão Médico ou das aventuras do Gasparzinho. Mas, quem pensa que o Amigão da Vizinhança adota o estilo conservador na confecção de seus trajes, engana-se. O guarda-roupa do herói é repleto de versões variadas do seu uniforme, que migra entre o bacana e o bizarro com a mesma fluência com que ele se balança pelos telhados em suas teias. Acompanhe a seguir as mais marcantes:

Calma, gente! Ele lava o sovaco, sim. As teias são parte do uniforme!

Clássico com teias nas axilas: Quando o herói foi criado, em 1963, o desenhista Steve Ditko dotou o personagem com teias embaixo dos braços. O motivo é simples: como ele não podia voar, as teias serviam para que os ventos pudessem ajudar o Homem-Aranha a planar enquanto se balançava. O tamanho das teias variava conforme a aventura, o que levanta a seguinte questão: a teia fazia parte da roupa ou o herói as fazia a cada troca de roupa, usando seus lançadores? Hmmm… melhor não saber a resposta…

Visual Clássico

Visual Clássico: Com a saída de Ditko da arte do aracnídeo, assumiu John Romita, com um desenho mais clean e traço bem definido. Nos primeiros desenhos, Romita manteve as teias sobre as axilas, mas gradativamente elas foram diminuindo até sumirem de vez.

Uniforme que se tornou bastante popular nos anos 90

Traje Negro: Na saga Secret Wars, o Homem-Aranha teve seu uniforme destruído durante uma batalha. Utilizando a tecnologia alienígena do planeta em que se desenrolava a história, o herói criou para si um novo traje, inconscientemente influenciado pela roupa da nova Mulher-Aranha. Mais tarde, descobriu que o traje era, na verdade, um ser vivo que se alimentava de sua adrenalina e conseguiu expulsar o simbionte. Este, se uniu a Eddie Brock e formou o vilão Venom. O visual da roupa, no entanto, se tornou bastante popular e Peter fez para si um outro uniforme em tecido, aposentando o vermelho e azul por um tempo.

 

A coisa mais legal da Saga do Clone

Aranha Escarlate/Novo Aranha: Durante a controversa Saga do Clone, nem Peter Parker aguentou tanta babaquice e decidiu abandonar a carreira de herói para dedicar-se a Mary Jane e à bebê que  ela esperava. Com isso, o seu clone, Ben Reilly, assumiu a identidade de Homem-Aranha. O clone já vinha atuando como Aranha Escarlate havia algum tempo, mas quando adotou o nome de Homem-Aranha, decidiu caracterizar a mudança com um novo uniforme (até bacana, por sinal): a aranha do peito cresceu, os lançadores de teia ficaram expostos, as luvas ganharam detalhes azuis nos dedos e a calça e botas também mudaram. Com o fim da saga, Peter reassumiu sua identidade e seu uniforme antigo. Pena que o Aranha Escarlate também morreu.

Homem-Aranha Clone e seu novo uniforme

Aranha-Fênix?!? WTF???

Aranha Fênix: Ok, roteiristas. Agora vocês extrapolaram! Numa aventura em que se une ao grupo Excalibur, o Homem-Aranha ganhou os poderes da Fênix e combinou seus poderes com os da mutante. Ou quase isso. Sei lá, nunca li essa história mesmo! Só sei que, graças a Deus, ela nunca chegou a ser publicada no Brasil. É muita bizarrice pra um personagem só.

Te cuida, Capitão Marvel!

Aranha Cósmico: Possuído por uma entidade alienígena chamada Capitão Universo, o Homem-Aranha ganhou poderes cósmicos por um curto período, durante a saga Atos de Vingança. O traje acompanhou essa mudança de personalidade.

Cafonice sem limites

Homem-Aranha Sem Limites: Criado para um desenho animado do herói nos anos 90 (Spider-man Unlimited), o novo traje conferia ao aracnídeo algumas habilidades para viver aventuras espaciais. O desenho não agradou e foi cancelada após 13 episódios. A brincadeira, no entanto, rendeu uma utilização deste mesmo traje numa HQ do herói em que ele enfrenta Blastaar, o tirano da Zona Negativa e o Carnificina. O uniforme aparece do nada e desaparece da mesma forma mal explicada, dando a entender que tudo não passou de uma brincadeira mesmo! E de mal gosto!

Traje não utilizável em dias de chuva

Aranha de Ferro: Para enfrentar vários inimigos de uma só vez, o Homem-Aranha precisou de uma proteção extra e de fluídos de teia especiais. Então, criou para si uma armadura pra lá de bizarra que não durou nem até o final da história. Os leitores agradecem.

Variação feia do traje clássico

Aranha Dinastia M: Quando a Feiticeira Escarlate enlouqueceu, sua mente criou um mundo onde os mutantes dominaram a humanidade e os humanos eram minoria. Nesse mundo maluco, o Homem-Aranha estava casado com Gwen Stacy, seu primeiro grande amor, e seu uniforme também sofreu pequenas alterações.

Literalmente, uma aranha!

Aranha de Ferro II: Surgiu na saga Guerra Civil e foi criado pelo bilionário Tony Stark como um presente para Peter, para que ele tivesse poder suficiente para a guerra que se avizinhava. Na verdade, foi uma forma que Tony encontrou de “comprar” a amizade de Peter para o seu lado da Guerra, pois o Homem de Ferro é, antes de tudo, um estrategista. A roupa tinha as mesmas cores da armadura do Homem de Ferro (vermelha e amarela) e tinha acoplado nas costas quatro “patas” de aranha para dar um auxílio extra ao herói. Além disso, o traje também tinha um rádio embutido para sintonizar a frequência da polícia, lentes infravermelhas e ultravioletas, filtros de carbono na região da boca para proteger o herói de toxinas, uma liga de teia que permitia voos a curta distância, GPS e comunicação por micro-ondas. Tudo isso também permitia a Stark monitorar o herói, claro (de bobo, Stark não tem nada!). Após romper com o Homem de Ferro e passar para o lado do Capitão América na guerra, o Aranha abandonou a armadura, que foi aproveitada na Iniciativa dos 50 Estados e deu origem ao grupo dos Aranhas Escarlates.

Ideal para passeios noturnos

Aranha Neon: Uniforme recém-lançado nos EUA e que faz parte da nova saga do aracnídeo, Big Time. Suas características ainda são desconhecidas, mas o visual é bem Século XXI, não acham?

O visual até que é legal. As cores é que não combinam…

Aranha FF: Uma inversão do traje negro – branco com detalhes negros – a nova roupa marca o ingresso do herói na equipe do Sr. Fantástico, Mulher Invisível e Coisa, em substituição ao Tocha Humana. Novo grupo, novo traje. O futuro tece sua teia e o Homem-Aranha acompanha as tendências da moda.

Outras versões:

Esse uniforme foi só um delírio da Disney…

Homem-Aranha Tron: No final do ano passado, para promover o filme Tron: O Legado, a Marvel (como nova subsidiária da Disney) lançou capas especiais de suas revistas com os heróis em trajes que lembravam o filme recém lançado. Nas histórias em quadrinhos, no entanto, o Homem-Aranha nunca usou este uniforme. No entanto, não deixou de ser uma experiência divertida e que criou um visual bem bacana.

Teaser promocional. E só.

Aranha Quarteto: Uma imagem teaser foi lançada, no final do ano passado, para promover as edições 2011 dos títulos Marvel, com o Aranha usando uma variação do traje do Quarteto Fantástico. Provavelmente tratava-se apenas de uma chamada para a o ingresso do herói no grupo, uma vez que ele nunca usou tal uniforme.

Homem-Aranha do futuro

Homem-Aranha 2099: No final deste século, o jovem Miguel O’Hara tem seu DNA alterado por acidente e adquire poderes especiais, assumindo o manto de ser o novo Homem-Aranha. O traje foi baseado numa velha fantasia de Halloween e está mais para fantasmagórica do que para aracnídea. O Universo 2099 foi criado em 1992 e apresentou aos leitores novas versões de heróis clássicos da Marvel, mas não durou muito tempo. O Homem-Aranha, porém, se manteve na memória do público até hoje, Seja no presente ou no futuro, o Amigo da Vizinhança mantém o posto de herói mais popular do Universo Marvel.

Santa Fashion Week, Batman!

Primeiro foi a Mulher-Maravilha que causou polêmica ao aparecer de roupa nova (escondendo o corpo) na edição 601 de sua revista. Agora é o Batman que trocou de uniforme e tem causado furor nos fãs do Morcegão, alguns vibrando de alegria, outros bufando de raiva (como sempre!). A polêmica da vez em torno da roupa é por conta do retorno da elipse amarela ao redor do morcego no peito do herói, algo que muita gente detesta, mas que se tornou uma marca registrada do Homem-Morcego, criado por Carmine Infantino e Joe Giella em 1964 e consagrado pela série de TV e pelo desenho dos Superamigos.

No lugar da cueca por cima da calça, uma proteção pras partes baixas.

Outro diferencial do uniforme é a ausência da tradicional “cueca por cima da calça”, usada por nove entre dez uniformes de super-herói, e o cinto de utilidades, que passa também a ter o símbolo do morcego dentro da elipse. Tanto no peito como no cinto, o símbolo tem detalhes em 3-D. A mudança faz parte do arco que traz o esperado retorno de Bruce Wayne ao personagem (Ele havia sido dado como morto durante a Crise Infinita e Dick Grayson assumiu o manto do Homem-Morcego desde então).

Arte clean de Andy Kubert

O novo uniforme estreia em outubro, na nova revista Batman Inc., que terá roteiros e arte de David Finch, e  continua em Batman: The Dark Knight, em novembro, com roteiro de Grant Morrison. Veja, abaixo, algumas mudanças que aconteceram com o herói ao longo das décadas:

Batman a la DaVinci

O original (1939): Quando foi criado por Bob Kane, o Homem-Morcego tinha um visual sombrio, condizente com seu objetivo, que era impor o medo nos criminosos. Assim, o uniforme era cinza, com capa preta em formato de asas de morcego, semelhante ao modelo criado por Leonardo DaVinci. As orelhas da máscara eram mais abertas, bem parecidas com as do animal que inspirou o herói.

Do preto para o azulado

Primeira mudança (1940): Quando ganhou um título próprio, no ano seguinte à sua estreia, o Homem-Morcego já teve sutis mudanças no uniforme: a capa, máscara, botas, luvas e sunga passaram a ser azuis e as luvas ganharam as “garras” laterais. As orelhas da máscara também adotaram o padrão que se usa até hoje (embora menos pontudas). A mudança foi para tornar o herói menos obscuro e aproximá-lo das crianças (Robin também estreou alguns meses antes, na revista Detective Comics 38, dando origem aos sidekicks, parceiros mirins dos super-heróis). Afinal, o herói tinha que causar medo nos criminosos, não nos leitores!

Batman de Neal Adams: Capa gigante e orelhas mais pontudas

A elipse (1964): A elipse amarela no uniforme estreou em Detective Comics 327 (maio de 1964) e foi usada até meados dos anos 80. Neal Adams, um dos principais desenhistas do Homem-Morcego na década de 1970 foi o responsável por trazer o personagem de volta ao seu lado sombrio, sem o Menino-Prodígio (na época, Dick Grayson tinha ido para a faculdade) e fez algumas mudanças no uniforme, como uma capa maior, orelhas mais pontudas e as cápsulas do cinto de utilidades mais salientes.

Batman sem limites

Cavaleiro das Trevas (1986): Na reformulação feita pela DC Comics após a saga Crise nas Infinitas Terras, a minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas pode ser considerada como o marco zero do personagem. Escrita e desenhada por Frank Miller, a série trouxe de volta o Batman amargo e amoral da Era de Ouro, que não hesitava em castigar criminosos da pior forma que pudesse, sem matá-los. Foi a definição da personalidade do Homem Morcego para os novos tempos, que vem sendo adotada até hoje. Quanto ao uniforme, o morcego cresceu, a elipse amarela sumiu, o negro voltou na máscara e capa e o cinto de utilidades ganhou pequenas bolsas para guardar os bat-apetrechos. O visual também foi adotado pelo arco Batman: Ano um, do mesmo autor. No entanto, o visual antigo ainda foi mantido nas revistas de linha por algum tempo.

Novo Batman, novo uniforme

Bat-Armadura (1994): Quando o vilão Bane invadiu a bat-caverna e aleijou o Homem-Morcego, o mundo não podia ficar sem um Batman. Bruce Wayne convocou, então, o jovem Jean-Paul Valley, que era conhecido como o vigilante Azrael, para assumir o manto do herói. Instável, o rapaz transformou o uniforme do Batman numa armadura, utilizava métodos extremamente violentos e chegou até a matar um criminoso. Esse novo Batman surgiu na saga A Queda do Morcego, que durou quase dois anos até que Bruce Wayne assumisse novamente sua identidade, após recuperar os movimentos e, claro, lutar contra seu sucessor para honrar seu nome.

"Eu sou a noite!"

De volta ao negro (2000): Após a saga Terra de Ninguém, na qual Gotham City é destruída por um terremoto, Batman decidiu recomeçar junto com a cidade. O uniforme todo preto e só com o morcego como símbolo foi adotado em definitivo. Dependendo do colorista, a máscara e a capa assumem um azul acinzentado, bem menos berrante do que era antigamente. É o uniforme usado até o momento, antes das recentes mudanças promovidas pela DC.

Batman ou Drácula?

Batman do Futuro (1999): Criado para a série de animação Batman Beyond, esse uniforme assemelha-se mais a uma roupa de vampiro, com tons em vermelho e máscara que cobre todo o rosto do jovem Terry McGuiness, a nova identidade deste Batman futurista. A série não revela em que ano se passam as aventuras, mas sabe-se que é 20 anos após Bruce Wayne ter abandonado a identidade do herói. Para combater as ameaças de sua época, Terry se torna o novo Batman, mas ele bem que poderia ser o novo Drácula. Só não bebe sangue de ninguém.

Século 853? Então tá...

Batman do Futuro Beeeeeeeeem distante (1998): Em 1998, a DC lançou uma complicada série chamada DC Um Milhão. A história se passa no século 853 e todos os heróis tem a sua versão futurista. Esse é o Batman, com um uniforme não tão futurista assim (para um século tão distante). Apenas luvas e botas de metal, máscara cobrindo todo o rosto e um estranho símbolo no peito que, visto em conjunto com um par de ombreiras, lembra um morcego voando.

Sempre na moda

Na onda do filme do Homem de Ferro, apresentamos hoje um apanhado geral das principais armaduras já usadas pelo herói. Criado como um herói tecnológico, seria incoerente se o Homem de Ferro vestisse sempre o mesmo traje, como faz o Superman e o Homem-Aranha, por exemplo (apesar que eles também já tiveram roupas novas, mas basicamente mantêm o mesmo visual de quando foram criados). As armaduras do Homem de Ferro vão mudando, conforme se faz necessário, sempre atualizando conceitos e acrescentando novos armamentos. Decididamente, Tony Stark não precisa da visita do Esquadrão da Moda (bem, em alguns casos, talvez… porque tem algumas armaduras que são pavorosas!!).

Estreia do herói

Original: Esta armadura marcou a estreia do herói, na revista Tales of Suspense 39 (1963). Era feia de doer, mas era o que deu pra fazer, afinal, um prisioneiro de guerra não ia ter acesso a material de primeira, né?

Gladiador Dourado

Dourada: Na edição seguinte (TS 40), o herói já mudou para o dourado, para ficar mais parecido com os gladiadores medievais. Além do mais, o ouro é chique e alterego do herói é bilionário!

Visual definitivo

Clássica: Como a armadura toda dourada era meio demodê, Stark acrescentou algumas partes em vermelho. O visual ficou tão bacana que até hoje a armadura mantém esse mesmo design, com umas alterações aqui e ali. Nos primeiros números, a máscara era pontuda e depois passou a apresentar rebites ao redor do rosto. Com o tempo, isso desapareceu e esse visual foi mantido por muito tempo sem mudanças.

Meio descolorido, não?

Centurião Prateado: Em 1985, resolveram mudar a cor do herói para prateado. Talvez porque a cotação do ouro estivesse muito alta… Brincadeiras à parte, esse visual não durou muito tempo e logo ele voltou a usar o dourado.

Homem de Ferro esmaga!!

Caça-Hulk: Para enfrentar o Hulk, é preciso uma armadura muito mais resistente, porque “Hulk esmaga” tudo que vê pela frente. Essa armadura reforçada é usada apenas quando Stark tem que cair na porrada com o Gigante Verde. E mesmo assim, a cada luta, ele tem que construir uma nova.

Cadê a sua boca, Tony?

Espacial: esta armadura era usada em missões no espaço, projetada para resistir ao vácuo e à pressão.

Ideal para velórios

Stealth: Armadura de espionagem: toda negra para ficar oculta e incapaz de ser detectada por radares.

Discrição zero

Modular: Esta armadura é formada por diversos módulos que são acoplados conforme a necessidade, o que a torna muito mais leve e funcional. Cheia de luzes ao redor do pescoço, no elmo e nas luvas, é o tipo de traje que faria muito sucesso em festas natalinas.

"Eu sou o Homem de Ferro" (literalmente)

Extremis: Com os avanços baseados em nanotecnologia, a armadura Extremis está inserida no corpo de Tony Stark e é ativada por sua mente. As partes vermelhas (capacete, colete, luvas e botas) são carregadas na maleta do empresário e atraídas magneticamente. Tony não veste mais a armadura, ele É a armadura!

Outra realidade, mesmo herói

Versão Ultimate: é a versão do universo alternativo criado pela Marvel para revitalizar seus heróis para os tempos atuais.

Há muitos outros modelos, capazes de fazer inveja a qualquer estilista, mas não são tão relevantes. Trata-se de uma outra versão da mesma armadura, com pequenas alterações. O que importa é saber que, onde quer que a tecnologia possa alcançar, a armadura do Homem de Ferro estará sempre acompanhando esses avanços.