Xeretando: A primeira versão de Jabba, o Hutt

Star Wars encerrou sua terceira trilogia em dezembro passado e, mesmo com as inúmeras críticas negativas e algumas centenas de fãs furiosos, ninguém pode negar que a franquia modificou a história do cinema. É bem verdade que, enquanto o avanço da tecnologia permitiu uma melhoria na qualidade dos efeitos especiais, essenciais para a saga espacial, por outro lado, houve uma considerável queda nos roteiros, que não conseguiram manter o clima da trilogia original. Mas isso não impediu a franquia de ultrapassar as gerações e fazer fãs (e “fã-náticos”) ao redor do mundo.

A Força está com eles.

Mesmo com os parcos recursos do final dos anos 1970, George Lucas criou uma história apaixonante, mágica, cheia de metáforas e, incontestavelmente, inesquecível. Graças aos episódios IV – Uma Nova Esperança (1977), V – O Império Contra-Ataca (1980) e VI – O Retorno do Jedi (1983), estamos ainda hoje, consumindo Star Wars em todas as mídias: cinema, literatura, animações, quadrinhos, games e onde mais o logotipo da série puder ser impresso.

George Lucas e o elenco da trilogia original.

Obviamente, quando idealizou sua saga espacial, Lucas não tinha nenhuma previsão do que ela iria se tornar e sua pretensão era, como qualquer cineasta, fazer um filme que divertisse a plateia e, claro, arrecadasse uns “trocados” (no caso de SW, elevados à enésima potência). Sem saber que seu filme seria um sucesso estrondoso, o diretor criou uma trama aberta para uma possível continuação, mas fechada em sua história, com a vitória final dos mocinhos contra os vilões. Alguns personagens nem foram totalmente desenvolvidos e até cortados na montagem final por restrições de orçamento.

Na cena original deletada, Jabba era humano. Na remontagem de 1997, já tinha sua tradicional cara de lesma.

É o caso de Jabba, o Hutt, que hoje sabemos se tratar de um alienígena parecido com uma enorme lesma, com olhos enormes e corpo gelatinoso. Mas originalmente, Jabba foi idealizado como um humano, interpretado pelo ator Declan Mulholland, que filmou uma cena para o Episódio IV, na qual aparece dialogando com Han Solo (Harrison Ford) para cobrar sua dívida com o mercenário. A ideia do diretor era substituir o ator por um personagem feito em stop motion na edição final, mas por conta do tempo e orçamento curtos, a cena foi deletada. Em 1997, Lucas lançou uma nova versão da saga, acrescida de novos efeitos digitais, ele incluiu a cena na nova versão do Episódio IV.

Jabba, o Hutt, na interpretação de Howard Chaykin.

Star Wars ganhou uma versão em quadrinhos pela Marvel apenas dois meses depois de sua estreia no cinema, baseada no roteiro original de George Lucas, onde consta a cena do diálogo entre Jabba e Solo. A curiosidade é que, como o personagem ainda não estava bem definido, o desenhista Howard Chaykin o fez com a aparência de um macaco misturado com morsa, trajando uma farda militar. A imagem foi publicada em Star Wars 2 (agosto de 1977).

Segunda aparição de Jabba nos quadrinhos.

Ele tornou a aparecer em Star Wars 28 (outubro de 1979) para depois cair no limbo do esquecimento. Para a trama, o personagem nem tinha tanta importância: era apenas um credor a quem Solo devia uma quantia em dinheiro e a questão ficou meio resolvida ali mesmo, no Episódio IV: Solo matou Greedo, capanga de Jabba que veio fazer a cobrança, e fugiu, deixando a dívida pendente, como qualquer mercenário esperto faria. No cinema, porém, a história da dívida foi sendo trabalhada e Jabba fez sua primeira aparição em O Retorno do Jedi, já com a aparência que conhecemos. A quadrinização do filme também mostra Jabba com o mesmo visual do cinema.

Jabba em uma HQ dos X-Men? Ah, então está explicado: ele é um mutante capaz de mudar de aparência!

Mas o que aconteceu com o personagem com cara de macaco-morsa? Sofreu uma plástica? Metamorfose? Mutação genética? Tanto a Marvel quanto George Lucas fazem cara de paisagem, fingindo que nada aconteceu e deixando uma curiosa e divertida caracterização de um personagem numa das mídias que expandiram o universo de Star Wars além das telas. Uma última curiosidade: ele fez uma breve aparição ao lado de Bobba Fett na revista X-Men 245 (junho de 1989), durante uma reunião de raças alienígenas que preparavam uma invasão ao planeta Terra. Trata-se de uma homenagem do roteirista Chris Claremont à saga espacial que atravessou as décadas e permanece como uma das marcas mais lucrativas do mundo do entretenimento.

(Agradecimentos ao amigo Júnior Batson pela sugestão da pauta. Que a Força continue sempre com você!)

Xeretando: O filme da Mulher-Hulk

Filmes de super-herói entraram definitivamente na moda e vêm atraindo grande parcela de público, tornando as sessões bastante disputadas. Com dois a três filmes do gênero estreando todo ano, todos os personagens principais já ganharam sua versão live-action, o que leva os estúdios a investirem nos secundários. Um dos mais aguardados pelos fãs é a adaptação da Mulher-Hulk, versão feminina do Golias Esmeralda, que estreou nos anos 1980, na cola do sucesso da série de TV. O que pouca gente deve saber é que já existe um longa-metragem da heroína – e não é aquela tentativa frustrada estrelada pela atriz Brigitte Nielsen!

A Verdona estreou para garantir os direitos da personagem. E agradou.

Com o sucesso da série de TV do Incrível Hulk, protagonizada por Lou Ferrigno e Bill Bixby (no papel da parte humana do herói), a Marvel decidiu criar uma versão feminina do Gigante Verde a fim de registrar os direitos da personagem antes que alguma produtora o fizesse. Com isso, a Mulher-Hulk estreou em título próprio, Savage She-Hulk 1 (1980). A advogada Jennifer Walters, prima de Bruce Banner, sofre um atentado por defender um cliente envolvido com mafiosos. Baleada e perdendo sangue, ela recebe uma transfusão de sangue de Banner e o sangue contaminado com radiação gama a transforma na Mulher-Hulk. Ao contrário do primo, que perdia seu intelecto e se tornava um monstro irracional, Jen manteve sua personalidade e inteligência.

De Sonja a Mulher-Hulk: Brigitte Nielsen fez um ensaio com o visual da heroína. Bem… mais ou menos…

Com o tempo, a personagem ingressou nos Vingadores, foi parte do Quarteto Fantástico e viveu muitas aventuras solo, conquistando uma legião de fãs. Obviamente, a Marvel já tentou transformá-la em filme, exatamente na mesma época em que tentava ressuscitar a série do Incrível Hulk, com filmes longa-metragem feitos para a TV estrelado por outros heróis, como Thor e Demolidor. O longa A Morte do Incrível Hulk deveria ter uma participação da heroína, mas não rolou. Tempos depois, foi anunciada a produção de um longa-metragem solo estrelado pela atriz Brigitte Nielsen – na época casada com Sylvester Stallone. Ela chegou a fazer um ensaio encarnando a personagem, mas o projeto foi cancelado tempos depois.

Pôster do filme da Mulher-Hulk

Porém, entre 2006 e 2007, o cineasta Garrett Gilchrist produziu o fan film Shamelessly She Hulk (A Descarada Mulher-Hulk, em tradução livre), com 90 minutos de duração, extremamente fiel às HQs e com a participação de inúmeros super-heróis, como Homem-Aranha, Capitão América, Justiceiro e até mesmo Batman e Superman – o sonho de qualquer fã de quadrinhos! O enredo nonsense mostra a origem da Mulher-Hulk tal e qual ela foi publicada nos quadrinhos: a advogada Jennifer Walters (Lesley Youngblood) é baleada pelos capangas do criminoso Nick Trask (Alex Vetangle) e recebe uma transfusão de sangue gama de seu primo Bruce Banner (John Nania), transformando-se na Mulher-Hulk (Kiesrtyn Elrod) em momentos de tensão. Então, decide fazer um filme contando sua história.

A produção contou com várias participações especiais de heróis Marvel… e DC!

O elenco também conta com o melhor amigo Zapper (David Pintado), o irritante promotor Buck Buckowski (Spike Spencer), a amiga Jill (Monique La Barr) e o pai de Jen, o xerife Morris Walters (Mike Muscat). O diretor faz uma ponta, interpretando o vampiro Morbius. O baixo orçamento, estimado em US$ 10 milhões não propiciou uma produção condizente e o filme nunca chegou a ser efetivamente finalizado, mas algumas cenas foram publicadas no You Tube, mostrando a baixa qualidade tanto do roteiro como dos efeitos especiais, tecnicamente amadores. Os vilões – Titânia, Meteorologista e Xemnu – só ajudam a ridicularizar ainda mais a produção.  Pelo menos, a caracterização da heroína está bacana e bem fiel aos quadrinhos.

O Hulk de John Nania é pra ficar verde de vergonha.

Vale destacar que o ator John Nania, intérprete de Bruce Banner, é dublê de Christian Bale e atuou no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), bem como em outras produções de super-heróis como Vingadores: Ultimato (2019), Patrulha do Destino (2019), Agentes da Shield (2013), Fugitivos (2018), Demolidor (2018) e Os Defensores (2017). Ele também interpreta o jovem Peter Parker no mesmo filme, demonstrando sua versatilidade e experiência – talvez o único na produção a ter tal atributo.

Outras produções menores tentaram personificar a heroína. Melhor esquecer…

Há outra produção estrelada pela Mulher-Hulk, de apenas 9 minutos, estrelada por Heidi Habarchik e datada de 2008, mas apenas o pôster do curta-metragem já indica a péssima qualidade do projeto, onde até a pintura da pele da atriz está mal acabada. E, claro, há também a versão pornô de Axel Braum (mas esse é melhor a gente não comentar, para mantermos o nível familiar do nosso blog). Melhor mesmo é torcer para que a Marvel Studios perceba o potencial da heroína e invista em um longa-metragem estrelado por ela.

“Assistam… ou eu queimo sua coleção de Star Wars e O Senhor dos Anéis”

Vejam abaixo um dos vídeos disponíveis no You Tube e a (não) qualidade do filme:

Xeretando: o filme do Stan Lee

No dia 12 de novembro, o mundo perdeu um dos maiores colaboradores da cultura pop. Stan Lee, o criador de heróis como Homem-Aranha, Hulk, X-Men, Quarteto Fantástico, Thor, Homem de Ferro e tantos outros – que hoje, graças às produções cinematográficas, alcançaram o auge da popularidade – morreu aos 95 anos em Los Angeles (EUA) e deixou órfãos uma legião de fãs ao redor do mundo inteiro, que se acostumaram a ver o simpático e sorridente velhinho em suas divertidas participações especiais nos filmes da Marvel Studios.

Será que ele julgaria o Hulk culpado ou inocente?

Pouca gente sabe, porém, que as participações de Lee não se limitaram às atuais produções. Sua primeira participação especial foi como jurado no longa-metragem O Julgamento do Incrível Hulk (1989), filme feito para a TV que tentava ressuscitar o famoso seriado. Depois disso, ele também fez várias pontas em longas-metragens obscuros como A Ambulância (1990), Vampiros, Os Habitantes das Trevas (1994), Barrados no Shopping (1995) e As Aventuras da Filha de Cinderela (2000), onde interpretou o padre. Até mesmo as séries Heroes (2006-2010) e Big Bang Theory (2007-) contaram com uma aparição do onipresente editor.

Quantos criadores podem ser protagonistas de suas próprias animações?

Mas, além das inúmeras participações especias em filmes, séries, videogames e desenhos animados, Stan Lee ganhou um filme animado com seu nome. Em Os Sete Super-Heróis de Stan Lee (Stan Lee’s Mighty 7, 2014), o criador é o protagonista da história, onde ele é contratado pela Archie Comics – editora americana responsável pelas HQs de Archie e seus amigos – para criar um novo título de super-heróis, mas lhe falta inspiração. Assim, ele viaja pelo deserto americano para relaxar a mente e buscar ideias.

Um passeio pelo deserto para buscar inspiração

Enquanto isso, uma nave espacial contendo cinco criminosos alienígenas escoltados por dois policiais passa pela nossa galáxia. Os bandidos conseguem escapar e, na batalha que se segue, a nave entra em pane, caindo no meio do deserto onde – adivinhem! – o velho Stan Lee passava. Obviamente, o roteirista acaba se envolvendo com o grupo, que faz uma trégua para conseguir escapar de nosso mundo e aceita a ajuda de Lee para se esconder do Exército, que passa a persegui-los. 

O criador entre os heróis do espaço

Para piorar, os sete heróis descobrem uma conspiração alienígena orquestrada pela raça Teagon, seres reptilianos que estavam infiltrados entre nós. Assim, Lee tem sua ideia para a nova revista em quadrinhos e nomeia os alienígenas com apelidos heroicos: Mr. Braço, Ave Prateada, Mulher-Raio, Roller, Lorde Laser, Garoto Cinético e Micro. Além de Stan Lee, que dubla a si mesmo, o desenho animado conta com grandes astros dublando os personagens: Sean Astin, Teri Hatcher, Armie Hammer, James Beluschi, Christian Slater e Michael Ironside

Série britânica criada por Stan Lee

Antes de virar desenho animado, os personagens estrearam numa HQ lançada pela Archie em 2012, que teve apenas três edições. O carismático editor também desenvolveu, em 2016, o seriado policial Lucky Man (O Sortudo, em tradução livre), para a rede de TV britânica Sky1.  A série conta a história de um brilhante policial que tem a habilidade de controlar a sorte e já está em sua terceira temporada e é um dos maiores sucessos da emissora. Por enquanto, esta série permanece inédita no Brasil, mas espera-se que, com a morte do editor e as atenções voltadas para suas criações, alguma rede de TV se interesse por exibi-la.

Não é preciso ter superpoderes para se tornar um herói.

Stan Lee deixou muitas saudades, mas suas criações – estima-se que sejam cerca de 300 personagens – continuarão para sempre na memória e no coração dos fãs. Mesmo que sintamos sua ausência nas participações especiais no cinema, sempre podemos rever cada uma delas nos DVDs e blu-rays. Obrigado, velho amigo. Ao criar seu próprio universo, você não apenas nos deixou um legado, mas também eternizou a si mesmo. Excelsior!

Xeretando: O tema cantado do Superman

Em mais uma edição do nossa seção Xeretando, desencavamos uma pérola musical do final dos anos 1970. Não é nenhum exagero afirmar que o tema de Superman – O Filme (1978), composto por John Willians para o longa-metragem do Homem de Aço é uma das mais icônicas trilhas sonoras de cinema e tornou ainda mais memorável o filme estrelado por Christopher Reeve – aliás, em se tratando de John Willians, é difícil uma trilha criada por ele que não tenha se tornado icônica. 

“Olha lá no céu! É um disco voador? Não! É o disco vinil do Superman!”

A marcha é tão marcante que é impossível pensar no Superman sem que os acordes da música venha à mente e vice-versa: não dá para ouvir a música sem mentalizar o herói. E é curioso notar que o tema tem alguns acordes bem parecidos com a trilha da série de TV dos anos 50, estrelada por George Reeves. O fato é que Willians conseguiu criar um tema vibrante, inspirador e heroico, que começa suave e vai crescendo até atingir as alturas, bem à semelhança daquele a quem a música representa.

Disco raríssimo com a única versão cantada do clássico tema de John Willians

Mas pouca gente sabe é que o tema instrumental teve uma versão cantada, voltada para crianças, lançada em 1979 – ano do lançamento do filme no Brasil (por aqui o longa só estreou em abril de 1979, quatro meses depois dos Estados Unidos). Trata-se de um compacto em vinil azul, transparente (como era comum nos discos infantis), lançado pela WEA Discos, gravadora pertencente à Warner Bros., o que deixa claro que a versão foi feita com o aval da produtora.

O vinil era azul e transparente, bem comum nos discos infantis da época.

O lado A do disco trazia a música “Super-Homem” – Tema do Super-Herói, enquanto que o lado B tinha “The Flying Sequence”, o tema romântico do Superman (esta, apenas instrumental), ambas com arranjos do maestro Eduardo Assad. A versão cantada é de autoria do compositor Paulo Sérgio Valle e as vozes ficaram por conta de um coral infantil chamado Os Pequenos Cantores de Krypton, em sua única gravação conhecida (no disco, Krypton estava grafado com I). A letra ainda traduzia o nome do herói, que só passou a ser chamado de Superman na segunda metade da década de 1990, após a série Lois & Clark. Abaixo, a letra da música e o vídeo para você ouvir esta pérola musical:

Eterno Christopher Reeve

Super-Homem 

Atenção, vem vindo no ar
Parece até que é um avião
Um ser do espaço, é o Super-Homem
O Homem de Aço que vem lutar pelo bem

Mais veloz que a luz e o som
Tão audaz, de tudo é capaz
Ele veio do espaço, de outro planeta
Onde morava Jor-El,
Em um ponto do céu

Onde houver perigo o Super-Homem vai
Defender com muito amor a nossa paz
É por isso que ele é o nosso herói
Sempre do lado de quem
Só quer fazer o bem

Onde houver amor o Super-Homem vai
Pra fazer um mundo bom pra se viver
Seu poder faz dele o nosso super-herói
Superamigo também
Que as crianças têm

Xeretando: Para ler no banheiro

Quem nunca levou uma revista ou jornal para o banheiro naquela hora em que se vai fazer as necessidades – o chamado “número dois” – que atire a primeira pedra. É o melhor momento para relaxar e curtir uma leitura, porque estamos sós e em silêncio (pelo menos, até a mãe começar a bater na porta por conta da demora). Acredite se quiser, mas no ano de 1979, a Marvel teve uma ideia bem inusitada: colocar uma HQ curta do Homem-Aranha e do Hulk em rolos de papel higiênico.

A cólica foi forte e não deu tempo de pegar algo pra ler? A Marvel resolveu seu problema.

Não, não estamos falando da embalagem. A HQ estava no papel mesmo. O próprio, que você usa para funções nada simpáticas, principalmente considerando o destino do trabalho artístico de algum roteirista e desenhista (no caso, Jim Salicrup e Michael Higgins, que não devem ter se sentido nada à vontade com a utilidade de seu trabalho). De qualquer forma, eram outros tempos e a Marvel talvez quisesse tornar uma atividade tão solitária, e por vezes desagradável, num momento descontraído.

Cada rolo vinha embalado numa caixinha bem legal!

Uma jogada de marketing bem interessante, mas que nunca mais se repetiu, por motivos óbvios. Aliás, nem temos informações de como essa iniciativa repercutiu mercadologicamente e se o papel higiênico cultural foi líder em vendas. Mas vale dizer que a história, que mostrava o Aranha aliado ao Hulk para combater o Líder, que decide roubar um equipamento numa exposição de ciências. Esta HQ está disponibilizada abaixo, em nossa galeria, para você ler e se divertir. Pode ler no banheiro utilizando seu tablet, notebook ou celular, mas desta vez, não vai dar pra usar.

Xeretando: A série não lançada do Demolidor

Estamos lançando uma nova seção no nosso blox, que trará uma série de curiosidades sobre quadrinhos, cinema, TV e tudo que envolve o universo da cultura pop em informações pouco (ou nada) divulgadas. Para estrear a seção Xeretando, você sabia que o Demolidor quase teve uma série de TV estrelada pela esposa do cantor David Bowie como Viúva Negra? Pois é… Se hoje todos estamos muito satisfeitos com o rumo que a Netflix deu ao herói cego da Cozinha do Inferno, nem sempre a Marvel esteve no auge de produções de qualidade.

Uma foto para registrar… e mais nada.

O ano era 1975 e, nos quadrinhos, o Demolidor vivia, já há alguns meses, uma fase em que dividia suas histórias com a Viúva Negra, numa parceria que ia além do combate ao crime (os dois heróis também tiveram um romance). Interessada na personagem, Angela Bowie, esposa do roqueiro David Bowie, entrou em contato com Stan Lee e pediu autorização para produzir uma série de TV do Homem sem Medo, estrelada por ela própria como a espiã russa. Lee deu sinal verde para o projeto e a “atriz” teve os direitos por um ano. Ela chegou a fazer imagens promocionais, fantasiada de Viúva Negra, ao lado do ator Ben Carruthers como Demolidor.

Primeira versão live-action do Demolidor (bem… mais ou menos…)

Considerada muito cara para ser produzida, a série não passou disso. O Demolidor só seria adaptado para live-action em 1989, quando o ator Bill Bixby incluiu o herói no telefilme O Julgamento do Incrível Hulk. Interpretado pelo ator Rex Smith (da série Moto Laser), o Demolidor tinha um visual que pouco lembrava o dos quadrinhos, com um uniforme todo preto e máscara sem abertura para os olhos. Curiosamente, este visual seria usado por Frank Miller na minissérie O Homem sem Medo (1993).

Continuaremos xeretando pelo universo pop e, em breve, traremos mais curiosidades. Agradecimentos ao amigo Júnior Batson pela batalha na escolha do nome desta seção.