Guarda-roupa: Supergirl

blog-abreAproveitando que a série de TV da Supergirl retornou ontem para uma aguardada segunda temporada (que promete causar horrores, com a presença do Superman), ressuscitamos essa seção para dar uma olhada no visual da Heroína de Aço ao longo de sua trajetória de mais de 50 anos.

Antes da Supergirl, Lois Lane já foi uma Superwoman.

Antes da Supergirl, Lois Lane já foi uma Superwoman.

Antes de abrir o armário da heroína de Krypton, cabe uma contextualização: após a estreia e o sucesso da Mulher-Maravilha em 1941, a DC Comics planejou criar uma versão feminina para o Superman e registrou o nome Superwoman, aguardando uma oportunidade para lançar a personagem. Houve alguns “testes” prévios: em Action Comics 60 (1943), Lois Lane sonha que faz uma transfusão de sangue com o Superman e se torna a Superwoman.  Em Superboy 5 (1949), o Garoto de Aço conhece a Rainha Lucy, uma exímia atleta de uma nação distante, por quem ele se apaixona. Num show de TV, ele usa seus poderes para fingir que ela também é super, chamando-a de Super-Girl (assim mesmo, com hífen).

Superboy em versão cross-dresser. Morra de inveja, Laerte!

Superboy em versão cross-dresser. Morra de inveja, Laerte!

Em Superboy 78 (1960), o jovem Superman é transformado em uma mulher por uma alienígena e, para proteger sua identidade secreta, afirma ser Claire Kent, uma irmã de Clark, vinda de outra cidade. Por fim, em Superman 123 (1958), Jimmy Olsen usa um totem mágico para criar uma companheira para o Superman, dando origem à Super-Girl, que acabou morrendo envenenada por kryptonita. E assim, chegamos à versão definitiva da heroína – que, como veremos, nem foi tão definitiva assim.

Superestreia

Superestreia

Original: A Supergirl surgiu na revista Action Comics 252 (1959), vinda de Argo City, uma cidadela de Krypton que sobreviveu á explosão do planeta. Como um meteoro de kryptonita danificou o escudo protetor da cidade, a jovem Kara Zor-El – então com 15 anos – foi enviada à Terra para se salvar. Seu traje original era praticamente uma reprodução do uniforme de seu primo, com minissaia azul.

Leitores colaboram com novas versões de traje

Leitores colaboram com novas versões de traje

Desfile de moda: Começando em Adventure Comics 397 (1970), Supergirl passou a usar uma diversidade de uniformes diferentes, cujo visual foi criado pelos próprios leitores, mas nenhum deles se tornou oficial. As versões iam desde o mais recatado, com o corpo da heroína totalmente coberto, ao mais ousado, com o corpo praticamente exposto, passando até pelo traje de noite, um vestido longo azul  e luvas vermelhas que cobriam todo o braço da heroína. Os trajes foram publicados em Adventure Comics 397 (1970), 402, 407 a 412 (1971)  e 415 (1972).

Simbolo discreto, decote nem tanto.

Simbolo discreto, decote nem tanto.

Símbolo lateral: Baseado num design enviado por um fã, a DC adotou oficialmente um traje bem diferente, com um generoso decote e o símbolo da heroína mais discreto, disposto ao lado esquerdo do peito. Completava o visual uma faixa vermelha no pescoço, short da mesma cor e cabelos mais longos. A nova roupa estreou em Adventure Comics 410 (ainda com o visual do leitor) e sofreu pequenas variações nas edições seguintes.

Uniforme mais jovem, que ficou melhor com a faixa vermelha na testa.

Uniforme mais jovem, que ficou melhor com a faixa vermelha na testa.

Traje Jovial: No começo dos anos 1980, a Supergirl recebeu outra repaginada que a deixou bem mais moderna e em sintonia com a juventude da época. A minissaia vermelha voltou, um pouco mais mini e a heroína perdeu seu decote, com o símbolo voltando a ganhar destaque no peito, na parte superior da blusa, ladeado por duas faixas vermelhas que vinham dos ombros. Um cinto em formato V e botas com uma borda amarela dava mais leveza ao design, que estreou em The Daring New Adventures of Supergirl 13 (1983) quando a revista completava seu primeiro aniversário. Na edição 17 (1984), a heroína de aço ganhou uma faixa vermelha na testa e cabelos crespos, rejuvenescendo ainda mais seu visual. Ela permaneceu com esse visual até sua morte, em Crise nas Infinitas Terras 7 (1985).

Versão cinematográfica. à direita um teste de cena da atriz com roupa similar à dos quadrinhos que... bem, esqueça.

Versão cinematográfica. à direita um teste de cena da atriz com roupa similar à dos quadrinhos que… bem, esqueça.

Clássico: o traje utilizado pela Supergirl no longa-metragem de 1984, estrelado por Helen Slater era uma variação do original com a versão moderna: blusa longa com o símbolo no meio do peito e saia vermelha, com cinto em V e botas vermelhas com bordas amarelas. Esse visual mais clássico caiu perfeitamente na versão live-action, apesar da ideia original dos produtores fosse reproduzir o mesmo design dos quadrinhos. Ainda bem que desistiram da ideia, pois, como dá pra ver nessa imagem de teste de cena da atriz com seu figurino que… bem, não ficou legal…

Matriz foi uma ideia bem esdrúxula da editora para criar uma nova Supergirl.

Matriz foi uma ideia bem esdrúxula da editora para criar uma nova Supergirl.

Matriz: Após a Crise nas Infinitas Terras, a ideia era que o Superman fosse o único sobrevivente de Krypton. Mas a Supergirl era uma heroína legal demais para permanecer morta e a DC resolveu trazê-la de volta, mas sem que ela fosse de Krypton. Assim, a nova Supergirl veio do Mundo Compacto, um universo paralelo. Criada por Lex Luthor, Matriz era uma forma de vida artificial e amorfa que adotou uma aparência inspirada em Lana Lang e veio ao nosso mundo pedir ajuda ao Homem de Aço contra vilões kryptonianos que invadiram sua dimensão. O uniforme era semelhante à versão do cinema, mas as botas reproduziam o mesmo estilo da usada pelo Superman, com bordas em M ao invés do V invertido amarelo.

Antes da Gwen-Aranha, a DC já tinha criado a Super Gwen!

Antes da Gwen-Aranha, a DC já tinha criado a Super Gwen!

Versão animada: Com o sucesso da série animada do Batman produzida por Paul Dini e Bruce Timm, a Warner logo lançou também um desenho do Superman… e num dos episódios, Supergirl faz uma participação especial, com um uniforme bem diferente do usual: miniblusa branca, minissaia azul, capa mais curta (até a cintura), luvas brancas e faixa azul nos cabelos (um pouco semelhante à Gwen Stacy, a falecida namorada do Homem-Aranha. Nós reparamos isso, DC!!). Esse visual se consagrou de tal forma que foi parar nos quadrinhos, a partir de Supergirl 51 (2000).

De volta ao básico... mas mantendo a sensualidade.

De volta ao básico… mas mantendo a sensualidade.

Versão animada II: O desenho Liga da Justiça sem Limites trouxe outra variação do uniforme da Supergirl no episódio “Caos no Centro da Terra”. Nele, há uma volta à versão clássica, mas com a blusa mais curta, deixando de fora a barriga da heroína.

As barras douradas criaram uma combinação interessante no traje.

As barras douradas criaram uma combinação interessante no traje.

Michael  Turner: Em Superman/Batman 8 (2004), voltam os conceitos originais da personagem, com pequenas alterações para adaptar-se à nova realidade. Agora, Kara Zor-El é uma adolescente de 16 anos que foi enviada à Terra na explosão de Krypton para cuidar de seu primo Kal-El. Sua nave, porém, se perdeu no espaço e entrou num campo de animação suspensa, permanecendo congelada no tempo. Assim, Kal-El envelheceu enquanto Kara permaneceu adolescente. Treinada pela Mulher-Maravilha e suas amazonas, Kara aprende a lidar com seus poderes na atmosfera terrestre e se torna a Supergirl. O novo visual da heroína mantem a barriga de fora, com saia azul, capa até os tornozelos e barra dourada, tanto na capa quanto no traje. O cinto ganhou um visual mais comum e tradicional.

Supergirl sem uniforme (ou quase)

Supergirl sem uniforme (ou quase)

Smallville: Na série de TV do jovem Superman (Tom Welling), a premissa era que o herói não usaria uniforme. Assim, sua prima (interpretada por Laura Vandervoort) também aparece em trajes civis: um short jeans, corpete azul claro, colete azul marinho (há uma versão do colete vermelha) e bracelete e cinto vermelhos. Na última temporada, mais heroica, Kara adotou o traje clássico para se disfarçar, mas sem capa e símbolo no peito.

Supergirl do mal.

Supergirl do mal.

Bad Girl: A versão maléfica da Supergirl surgiu quando Luthor atingiu a heroína com um raio de kryptonita preta, utilizando uma armadura forjada em Apokolips, o planeta de Darkseid. Ao invés de corromper a Supergirl, como ele esperava, a kryptonita criou uma nova versão do mal, com o traje todo preto e detalhes em prata. Em se tratando do lado negro da própria Supergirl, a Mulher-Maravilha conseguiu fundi-la novamente à heroína utilizando seu laço mágico e a Supergirl do mal deixou de existir.

Novos 52 e suas esquisitices

Novos 52 e suas esquisitices

Novos 52: Com a reformulação do Universo DC em 2011, a Supergirl também passou por uma repaginada em seus conceitos e ganhou um visual bem mais ousado. O uniforme da heroína passou a ser uma espécie de maiô com mangas longas, com detalhes em vermelho nas partes baixas, dispensando a saia ou o short desta cor. Uma listra amarela, semelhante a um cinto, com uma formação em diamante que imita o símbolo da heroína complementa o figurino. A capa manteve a barra dourada e se prende no pescoço, formando uma gola. O símbolo adotou formas mais pontiagudas, diferente até do que é usado pelo Superman na mesma fase. As botas também ganharam novos traços, com cano mais longo e aberto no joelho. Esquisito, como tudo na versão Novos 52.

Brilhando na TV, agora na companhia do superprimo.

Brilhando na TV, agora na companhia do superprimo.

Série de TV: Finalmente, chegamos à série de TV, que traz uma mistura do visual clássico da heroína (interpretada por Melissa Benoist) com a versão cinematográfica no tom de azul e na textura do uniforme. O S perdeu o fundo amarelo, ganhando apenas um fino contorno nessa cor, mas manteve o design consagrado, sem as invencionices das versões do cinema.

Volta às origens

Volta às origens

Atualmente, em Supergirl Rebirth, nova série da DC que reformula (de novo!) seu universo, há uma volta as origens. Como dá pra notar, o uniforme é bem clássico, apenas com o S mantendo sua versão com linhas pontiagudas. Em se tratando de moda, a jovem prima do Superman não pode ser acusada de démodé, sempre acompanhando as tendências e esbanjando seu meio superpoder: o supercharme.

 

 

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