Coisas que você (provavelmente) não sabia a respeito de Viva – A Vida é uma Festa

O filme Viva – A Vida é uma Festa estreou no último final de semana como terceira maior bilheteria do país. É uma história terna, que explora a cultura mexicana e os valores familiares, com muita sensibilidade e emoção. A animação foi feita com muito cuidado (como todo filme da Pixar, diga-se de passagem) e tem uma série de curiosidades a respeito de sua produção. Nós descobrimos algumas delas e revelamos para você.

“É a glória, garoto!”

1 – O filme estreou no México em 27 de outubro de 2017, três semanas e meia antes da estreia mundial, a fim de sincronizar com o feriado do Dia dos Mortos, que acontece de 31 de outubro a 2 de novembro. Em pouco tempo, tornou-se a maior bilheteria daquele país, superando o até então imbatível Os Vingadores (2012). No Brasil, o filme estreou só em janeiro para aproveitar o período das férias, em que os pais estão em casa para levar as crianças ao cinema.

“Receba as flores que eu lhe dooooooou…”

2 – Um elemento-chave da trama é uma pétala de flor alaranjada. Esta flor é chamada de Cempasúchil,  também conhecida como calêndula asteca ou calêndula mexicana. Ela é realmente usada na tradição do Dia dos Mortos servindo como guia para os mortos chegarem até seus familiares.

Muito carinho com a vovó.

3 – O título original “Coco” refere-se à personagem Mamá Coco, a bisavó de Miguel, que sofre problemas de memória. O nome é um apelido para “Socorro”, nome bastante comum no México. No Brasil, o título do filme foi mudado para “Viva – A Vida é uma Festa” para evitar a cacofonia com a palavra “cocô”.  O nome da bisavó também foi mudado no Brasil para Mamá Lupita.

O computador é velho, mas acessa o blog Raio X.

4 – O filme é tão minucioso nos detalhes que, para quem prestar atenção, a “tecnologia” usada na Terra dos Mortos é composta por antiquados walkie-talkies e computadores MacIntosh da década de 80, simbolizando que até os equipamentos estão “mortos”.

Depois da novela “Vovô e eu”, o filme “Bisavó e eu”.

5 – O ator Gael Garcia Bernal faz a voz do esqueleto Héctor, que acompanha o garoto Miguel em sua jornada pelo reino dos mortos. Bernal é o único ator do elenco que dublou o personagem tanto na versão em inglês quanto em espanhol. Outra curiosidade acerca de Bernal é sua grande amizade com o ator Diego Luna, que dublou o personagem principal de Festa no Céu (2014), animação produzida por Guillermo del Toro que também se passa no Dia dos Mortos e o protagonista (que é músico) vai parar na Terra dos Mortos, tornando-se um esqueleto.

Curta cortado.

6 – Como tradicionalmente acontece nos longas da Pixar, o filme principal é sempre precedido de um curta-metragem. Com Viva não foi diferente: o curta era Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen, uma história de Natal protagonizada pelo carismático boneco de neve. No entanto, como o filme estreou no Brasil com dois meses de atraso – e, consequentemente, depois do Natal – ele não está sendo exibido nos cinemas. Mesmo no exterior, a aventura de Olaf também foi suprimida após algumas exibições, porque causou desconforto na plateia devido à sua duração (22 minutos).

Giacchino antes e depois da dieta.

7 – A deliciosa trilha sonora do longa, calcada no alegre ritmo mariachi, é composta pelo músico Michael Giacchino, que também foi responsável pela trilha de filmes como Speed Racer (2008), Divertida Mente (2015), Doutor Estranho (2016) e Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), entre outros. O maestro que conduz a orquestra do show de Ernesto de La Cruz no final do filme é uma caricatura “esquelética” de Giacchino. (Ouça a trilha sonora de Viva pelo Spotify, clicando aqui).

Ernesto de La Cruz e sua inspiração.

8 – O personagem de Ernesto de La Cruz foi baseado no ídolo mexicano Pedro Infante (cujo nome verdadeiro era José Pedro Infante Cruz). O ator e cantor atuou em mais de 60 filmes e ganhou o prêmio Urso de Plata no Festival de Cinema de Berlim em 1957. Foi uma das personalidades mais amadas do país, juntamente com Jorge Negrete e Javier Solís, que eram chamados de Los Tres Gallos Mexicanos. Infante também foi representado no filme e interage com Ernesto de La Cruz.

Coincidências animadas

9 – O longa começou a ser produzido em 2011, sendo o filme de maior tempo de produção do estúdio (2011-2017). Por conta disso, as especulações de que seria “cópia” de Festa no Céu (2014) não procedem, uma vez que, quando este estreou, Viva já estava sendo produzido.

Eu entendi a referência!

10 – Como todo filme da Pixar, Viva é repleto de easter-eggs, entre eles: o tradicional A113 (número da sala onde os animadores da Pixar estudaram);  o carro da Pizza Planet; Luxo, a bola amarela; personagens de animações anteriores (Toy Story é de lei) entre outros. No meio de todos estes, há também o momento-merchan: quando Miguel e Héctor chegam à praça onde várias pessoas comemoram os fogos de artifício, na parede, há um pôster de Incríveis 2, que é a próxima animação da Pixar a estrear em 15 de junho de 2018.

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Top 10 – Melhores livros lidos em 2017

Encerrando nossa Retrospectiva 2017, vamos agora à lista dos melhores livros lidos este ano. Importante dizer que, como livros são algo mais permanente e exigem mais tempo para ler, as obras que figuram nesta lista não são, necessariamente, lançadas em 2017 (por isso mesmo, o título não é “Melhores de 2017”). Muitas delas estavam na lista de desejos e só este ano foram adquiridas; outras aguardavam um tempo livre para serem apreciados e, finalmente, há também os lançamentos, sempre bem-vindos.

Ler é uma viagem.

No início do ano, fiz um propósito de ler mais livros em 2017, visto que eu dava muita prioridade aos quadrinhos e deixava de ler algo mais complexo. Minha meta era um livro por semana, totalizando 52 livros, mas claro que isso não foi possível, uma vez que alguns deles demandaram mais tempo, nem sempre algo que me sobra. Num balanço geral até que fui bem: consegui ler 36 obras, entre os mais densos, obras de leitura mais rápida e livretos curtos, que lia no mesmo dia. A meta continua para 2018. E estes são os melhores deste ano.

Projeto educacional brilhante

10 – Aquarela (Alan Almario e Camila Soares) – Este é o terceiro livro fruto de um projeto pedagógico da Universidade Ibirapuera que insere os alunos do curso de Pedagogia na criação de contos com temática inclusiva. A primeira obra tratou de contos de fada recontados sob o ponto de vista de outros personagens; a segunda foi especificamente sobre inclusão social, com personagens das mais variadas minorias sociais; esta homenageia as músicas infantis que foram sucesso na televisão e tocou muito nas rádios. Cada conto tratava do tema seguindo a letra das músicas, num exercício de criatividade único e inovador. Uma pena que estes livros não estão à venda (foram produzidos pelos alunos apenas como trabalho de conclusão de curso e distribuídos em tiragem limitada), mas representam um esforço louvável dos professores Alan e Camila na busca pela valorização do processo educacional, tão decadente em nosso País.

Cantando os escritos… ou vice-versa.

9 – Ruído Branco (Ana Carolina) – Que Ana Carolina é uma excelente cantora, é indiscutível. Dona de uma voz ímpar e dotada de grande afinação, a cantora se destaca num cenário musical onde a qualidade nem sempre é predominante. No ano passado, ela também enveredou pelo caminho da literatura e lançou seu primeiro livro, com escritos aleatórios que incluíam poesias, prosas e letras de música inéditas, além de muitas fotos do seu acervo pessoal. A leitura é rápida, agradável e desperta muita reflexão. Uma delícia!

Aqui tem o Ragnarok verdadeiro, não aquela piada cinematográfica.

8 – Os Filhos de Odin (Padraic Colum) – Mitologia é um assunto que sempre me interessou. Quando se fala dos nórdicos, então, o interesse cresce mais ainda, por conta dos personagens fazerem parte do acervo de super-heróis da Marvel. Este livro traz contos originais da mitologia nórdica – muitos deles, quadrinizados por Stan Lee e Jack Kirby – numa linguagem atual e acessível a todas as idades. Muito bom conhecer detalhes dessa história que só conhecia pelos quadrinhos.

Texto ágil e inteligente.

7 – Por que fazemos o que fazemos? (Mário Sérgio Cortella) – O filósofo fala, com clareza e sem rodeios, das motivações que nos leva a tomar certas atitudes e orienta como superar alguns vícios que atrapalham o nosso convívio social. Uma aula de boa educação, que resgata valores e ensina que nem tudo que parece interessante num primeiro momento será positivo em nossa vida profissional.

Fábula encantadora

6 – O Chamado dos Bisões (Paola Giometti) – Terceiro livro da série Fábulas da Terra (que já contou a origem dos lobos e das águias), esta obra aborda o tema das migrações, feitas pela espécie dos bisões (uma espécie de búfalo que habita a América do Norte). Ao se perder da sua família, a pequena Mika inicia uma jornada para reencontrar sua família e aprende sobre a importância das mudanças. Uma história encantadora para adultos e crianças.

Uma série cada vez mais embananada.

5 – Diário de um Banana Vol. 12 – Apertem os Cintos (Jeff Kinney) – Os livros da série Diário de Um Banana completam 10 anos contando as desventuras do adolescente Greg Heffley em sua busca por popularidade. Este 12º. volume (sim, a conta está certa. Foram 12 livros em dez anos, sem contar os especiais Faça Você Mesmo e O Livro do Filme), mostra a família Heffley indo passar as férias num resort paradisíaco, mas claro que nem tudo sai como o planejado. Na verdade, nada sai como o planejado e o garoto vive as situações mais estapafúrdias, num roteiro que lembra bastante o filme Férias Frustradas, estrelado por Chevy Chase. Hilário.

Bom humor do cotidiano

4 – Diálogos Impossíveis (Luiz Fernando Veríssimo) – O estilo irreverente de Veríssimo é sempre uma leitura agradável, seja na sua coluna semanal no jornal O Estado de São Paulo, Zero Hora e O Globo, seja nos livros que compilam suas crônicas. Neste livro, a premissa é mostrar diálogos totalmente improváveis, que sempre resultam em muito bom humor. Um exemplo: Batman se encontra com o Conde Drácula no asilo e refletem sobre a vida e a morte. Outro mostra a mágoa de Isaac com seu pai Abraão, anos depois deste tê-lo tentado oferecer em sacrifício para Deus. É um mais divertido que o outro, sempre com leveza e uma conclusão surpreendente, como compete às boas crônicas.

O nascimento de um vilão. Ou quase isso.

3 – Cavaleiro Negro (Davi Paiva) – O fato do livro estar entre os três primeiros não é apenas uma gentileza com o autor, que faz parte do meu rol de amigos, mas porque a história é realmente boa. Conta a trágica história de Fidler Koogan e sua busca por vingança no fictício reino de Ryddle, tornando-se um hábil espadachim e usando todos os recursos possíveis – inclusive os não tão éticos – para conseguir seu objetivo. A trama é tão envolvente e bem escrita que você simpatiza com as trapaças de Koogan e dá razão a seus atos. Com claras influências de obras como Game of Thrones, O Senhor dos Anéis, Star Wars, Eragon e games como Ragnarök e Magic – The Gathering, tanto o reino como os personagens são desenvolvidos com profundidade e coerência.

Tributo a um mestre

2 – Os Mundos de Jack Kirby (Edson Diogo e Will) – Para comemorar o centenário de Jack Kirby, cocriador do Universo Marvel juntamente com Stan Lee, o site Guia dos Quadrinhos reuniu 100 artistas nacionais, onde cada um deu sua visão para um dos personagens criados pelo “Rei”. Só por este esforço hercúleo, o livro já mereceria um prêmio. Porém, ele é mais do que isso, pois reúne obras espetaculares para prestar um tributo às criações de Kirby. É um verdadeiro museu portátil, onde podemos apreciar lindíssimas obras de arte ladeadas por uma breve biografia dos personagens retratados e dos criadores. Mais do que um livro voltado apenas aos fãs de quadrinhos, a coletânea mostra também aos que não são familiares a este universo a grande contribuição que Jack Kirby deixou para a cultura em geral.

Agora é hora de alegria!

1 – Sílvio Santos – A Trajetória do Mito (Marcelo Morgado) – A popularidade que Sílvio Santos possui não é à toa. Ela não veio por um golpe de sorte ou por ele ter nascido em berço de ouro, nem tampouco foi conquistada por bobagens instantâneas postadas num vídeo no You Tube. O empresário precisou ralar muito para chegar aonde chegou e cada conquista foi celebrada com humildade e consciência de que sorte e talento são inatos, mas nada cai do céu se não for buscado com afinco. Este livro, com uma linguagem agradável, traz depoimentos do próprio “patrão” em vários assuntos (ou capítulos): negócios, artista, dono de televisão, política e vida pessoal. A leitura é tão envolvente que a gente não consegue parar enquanto não chega ao final, fascinados com o exemplo de luta e dedicação deste homem, que é um ícone da televisão. É muito fácil ser fã de Sílvio Santos vendo seus programas pela TV, pois sua simpatia é contagiante. Mas é muito mais fácil ser fã de Senor Abravanel quando conhecemos sua história de vida, que é modelo de empreendedorismo, dedicação e fé.

Como o desleixo pode estragar uma excelente obra.

Mico Literário – O mico literário do ano vai para o livro Almanaque dos Quadrinhos, lançado já há alguns anos pela Discovery Publicações. Vendido em bancas de jornal, a obra é um documento histórico sobre os quadrinhos, contando desde os primórdios da chamada Nona Arte até nossos dias. O autor, Franco de Rosa, é uma das pessoas que mais entendem do assunto no País e o melhor indicado a abordar as várias vertentes deste segmento. No entanto, o livro peca pela falta de zelo na revisão, talvez pela pressa em colocar logo nas bancas antes que a febre pelo tema acabe de forma repentina. Os absurdos vão desde a exibição – no topo de uma página, com destaque e fonte gigantesca – da quantidade de caracteres do editorial até um recado do editor, no meio do texto, pedindo a conferência de uma data. Legendas trocadas, imagens repetidas e informações mal checadas também fazem parte do conteúdo (Nem vou comentar o Superman com o S invertido, logo na capa…). Uma pena, pois alguém com o histórico de Franco de Rosa merecia um pouco mais de carinho no material produzido.

Top 10 – Melhores HQs de 2017

Continuando nossa Retrospectiva 2017, hoje listamos os dez melhores quadrinhos do ano. E foi uma tarefa bem árdua, nem tanto pela quantidade de coisas lidas durante o ano, mas sim pela qualidade, que está bem baixa, principalmente os quadrinhos da Marvel, cujas séries até começam bem, mas depois entram numa zona de conforto e não evoluem. Boa parte dos melhores do ano nem são deste ano, mas republicações de clássicos, o que prova que a fase atual está precisando de uma renovação.

Títulos renovados

Claro que nem tudo é ruim e tem muita coisa boa também, como prova a fase Renascimento, da DC, cujos títulos estão muito bons. Escolhemos o mais inovador para destacar essa fase, exatamente por ser diferente e inesperado. Como as resenhas já foram feitas ao longo do ano, não vamos dar muitos detalhes do conteúdo e destacar apenas o motivo pelo qual estas edições entraram na lista. É importante lembrar que as escolhas ficaram restritas àquilo que adquiri ao longo do ano dentro da minha coleção particular. Assim, muita coisa alternativa ficou de fora porque não fazem parte do meu acervo e, infelizmente, o preço ainda é um tanto proibitivo (entre manter a coleção e arriscar comprar algo que não conheço, é óbvio que vou escolher a primeira opção!). Vamos ao nosso Top 10 HQs!

Complemento da série de TV

10 – Agentes da Shield – Derivada da série de TV, a HQ insere no Universo Marvel os personagens criados para o seriado ao mesmo tempo em que tem a liberdade de usar uma série de caras conhecidas como Homem-Aranha, Dr. Estranho, Vingadores, coisa que a série nunca pode, por questões contratuais – o que afastou muitos fãs de acompanharem o seriado, diga-se de passagem. De qualquer forma, a HQ é divertida, leve, inteligente.

É Jack Kirby. Ponto.

9 – Lendas do Universo DC – Super Powers 1 e 2 – No ano em que Jack Kirby completaria seu centenário, a Panini resgatou os dois últimos trabalhos do Rei para a DC, numa publicação inédita, para homenageá-lo. As minisséries originais foram criadas para impulsionar a venda da linha de brinquedos de mesmo nome, lançada no final dos anos 1980 e têm um tom infantilizado que remete ao desenho dos Superamigos. Mas quem disse que todos os quadrinhos de super-heróis precisam ser complexos e realistas? Um pouco de leveza, com soluções absurdas e diálogos bobinhos também cumprem o papel dos quadrinhos, que é o de entreter. E, mais que tudo isso, é material de Jack Kirby, o que dispensa qualquer justificativa.

Terror psicológico

8 – Comunhão – Fora do âmbito Marvel-DC, este álbum de Felipe Folgosi, financiado pelo Catarse, traz uma história de terror psicológico e uma trama bem desenvolvida, passada em terras brasileiras. O fato do material ser em preto e branco e formato maior que o normal valorizou-o ainda mais. Também pesa o fato de ser o segundo título do artista que evoluiu sua narrativa desde Aurora (2015).

Menção ao conjunto da obra

7 – Graphic MSP – O selo de álbuns adultos de Mauricio de Sousa continua figurando na nossa lista de dez melhores porque se supera a cada novo volume, muito embora já tenha perdido o teor da novidade. Dos quatro volumes lançados em 2017 (Astronauta – Assimetria; Chico Bento  – Arvorada; Capitão Feio – Identidade e Turma da Mônica – Lembranças), todos são de qualidade ímpar. Até mesmo o Astronauta, que já teve três volumes em comparação a outros personagens que não tiveram nenhum, conseguiu surpreender positivamente. Chico Bento é de uma sensibilidade incomum. O Capitão Feio é renovado de maneira espetacular. E a Turma da Mônica nos “faz sorrir de amorzinho” (nas palavras de um conhecido meu).

A saga do clone que vale.

6 – A Coleção Definitiva do Homem-Aranha Vol. 3 – A Saga do Clone Original – A coleção lançada pela Salvat tem pouco material atrativo, pois se limita a republicar arcos já lançados em outras coleções e, as poucas edições que fogem disso, são HQs que pertencem a uma fase recente, onde o Aracnídeo já não tinha mais o frescor de seus primeiros anos. A exceção é esta edição, que reúne uma fase brilhante do roteirista Gerry Conway, cuja ideia inicial foi resgatada anos depois e gerou uma das fases mais negras do Homem-Aranha (algo que, aliás, o roteirista Dan Slott também bem fazendo: resgatar ideias antigas e recauchutá-las de forma piorada ao cubo). De qualquer forma, é um prazer reler estas histórias, que trouxe novos vilões e personagens à mitologia do Amigão da Vizinhança.

Fase maravilhosa

5 – Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha – Em quatro volumes, reúne toda a fase de George Pérez à frente do título da Princesa Amazona como roteirista (ele continuou mais um tempo, mas apenas na arte.) Só isso seria banal, se Pérez não tivesse renovado a heroína após a Crise nas Infinitas Terras e a devolvido seu status de um dos pilares da DC Comics. A fase é brilhante e traz a Mulher-Maravilha mais linda e heroica como nunca em toda sua carreira.

A nata de Frank Miller

4 – Os Heróis mais Poderosos da Marvel 63 – Elektra – A Saga da Elektra, a fase mais icônica do Demolidor, reunida num único volume em capa dura. Só por isso, o encadernado já merece estar nesta lista. Mas ainda tem um agravante: esta fase, que marcou a estreia de Frank Miller como roteirista do Homem sem Medo, é tão incrível que salvou o título do cancelamento e transformou o Demolidor num dos heróis mais populares da Marvel. Se você nunca leu a Saga da Elektra, você não sabe quem é o Demolidor.

As manhãs de sábado voltaram.

3 – Future Quest – Não é apenas um resgate nostálgico de personagens icônicos de Hanna-Barbera que animaram nossa infância. Future Quest é uma releitura desses personagens, reimaginando-os como se eles existissem de fato, numa história de espionagem e ficção científica que coloca juntos os grandes heróis do estúdio de animação. Uma trama de qualidade que junta Jonny Quest, Homem-Pássaro, Frankenstein Jr., Os Herculoides, Dino Boy, Mightor, Galaxy Trio e Space Ghost. Só faltou mesmo o Falcão Azul, Sansão e Golias e o mago Shazzan.

Novidade surpreendente

2 – Novo Super-man – Nas primeiras páginas deste encadernado, o novo Super-Man (assim mesmo, com hífen) nem de longe lembra o personagem que é modelo de virtude para todos nós. Um moleque irresponsável, bully, exibido e arrogante é escolhido por acidente e ganha poderes semelhantes ao do Homem de Aço para se tornar um representante da China. Contudo, conforme a história segue, ela flui de uma forma tão divertida e as situações são tão surreais que a gente não consegue parar a leitura. Uma das surpresas mais agradáveis da fase Renascimento. Ansioso pelo segundo volume.

Iaba-Daba-Du!

1 – Os Flintstones – No mesmo esquema de releitura dos personagens de Hanna-Barbera em versões mais adultas, este encadernado traz a família pré-histórica em seis histórias fechadas, cada uma abordando um aspecto da sociedade, com o humor que é característico aos personagens e uma pitada de acidez na crítica social. Claro que o desenho sempre foi assim, mas nesses novos tempos, a crítica ganha uma abordagem mais madura, mas nem por isso, menos divertida – principalmente com a ridicularização dos costumes. É sensacional! Pena que o título teve duração tão curta (apenas 12 edições, cuja conclusão deve ser publicada em breve pela Panini).

Se o filme for desse nível… vergonha alheia!

HQ Mico – Não tem nada mais desagradável do que você gastar uma grana numa edição elogiadíssima pela crítica, escrita por um autor “bestsellerizado” e passar raiva da primeira à última página. Este encadernado do Pantera Negra – Uma Nação sob Seus Pés fez isso comigo. Uma história sem atrativos, focada na política e lacração, que mostra Pantera Negra às voltas com uma crise em seu reino e mulheres exploradas. O autor Ta-Nehisi Coates é conceituadíssimo em textos políticos, mas seu estilo não casa com quadrinhos de super-heróis, que é uma “arte sequencial”, ou seja, exige uma sequência na narrativa, coisa que não existe. Conseguiu ser pior que Mulher-Maravilha Terra Um, outra forte concorrente ao HQ Mico deste ano (mas que merece uma menção honrosa nesta lista).

Top 10 – Melhores Filmes de 2017

Estamos começando nossa série de matérias com a Retrospectiva 2017 (sim, nós sabemos que é lugar-comum, mas se todo mundo faz, por que a gente ficaria de fora?) onde vamos analisar o que de mais legal nosso blog viu e leu neste ano que termina. Pra começar, vamos falar de cinema. E cabe um esclarecimento: ano passado fizemos o Top 10 em vídeo mas como a audiência foi baixa e ainda pode ocorrer do mesmo ser bloqueado pelo uso das imagens (apesar de ser um trabalho jornalístico, algumas empresas têm dificuldade de entender isso), este ano vai por escrito mesmo. Obrigado pela sua compreensão.

“Não sou capaz de opinar”

O ano foi bem rico na área cinematográfica, com seis produções voltadas para o universo dos super-heróis e muitas outras franquias de sucesso, que causaram muito burburinho entre os fãs. Parodiando Glória Pires, não somos capazes de opinar sobre todas elas, porque não conseguimos ver todas, mas vamos falar sobre as produções que pudemos conferir e que até causaram boas surpresas. Vamos lá!!

Música-chiclete

10 – Chocante – É realmente um choque saber que um filme nacional pode ser bem produzido e fazer rir sem precisar apelar para pobreza, criminalidade e baixaria. Chocante foge do comum e apresenta uma comédia deliciosa sobre uma boy band dos anos 90 que foi esquecida e decide voltar às paradas, com seus membros já quarentões. Uma metáfora sobre a superficialidade da fama e sobre valores familiares que tem, sim, seus clichês e um toque de breguice, mas a gente entra no clima da nostalgia e dá boas gargalhadas. E verdade seja dita: qualquer filme capaz de fazer a trilha sonora (de uma música só) ficar na sua cabeça merece uma posição entre os dez melhores do ano.

Conto tão antigo quanto o tempo

9 – A Bela e a Fera – Uma produção primorosa, com figurino espetacular e toda magia dos clássicos Disney, além da eterna Hermione (Emma Watson) no papel da protagonista. É verdade que o filme não foi ousado o suficiente para fugir da animação da mesma Disney, nos oferecendo uma fotocópia em live-action. Porém, como a animação foi acima da média, o resultado do longa com atores não poderia ser diferente.

Surpresa do ano

8 – Liga da Justiça – Indiscutivelmente, foi a surpresa do ano. Uma produção cheia de problemas desde o início, troca de diretores, refilmagens de última hora, uma aura de “mistério” totalmente desnecessária sobre a participação do Superman (quando todos sabiam que ele ia estar no filme) e estratégia de marketing totalmente errada só podia resultar num tombaço dos mais feios. Mas não foi assim. A chegada do diretor Joss Whedon, aos 45 minutos do segundo tempo, conseguiu aliviar a tonelada de problemas e gerar um produto que tem, sim, suas falhas, mas é agradável e divertido no fim das contas. Infelizmente, já era tarde: o filme atraiu para si uma aura de má vontade da crítica que nem a “cobertura de chantilly” colocada pelo novo diretor tirou o gosto ruim e a Liga está com resultado aquém do esperado. Melhor sorte para o Aquaman, no próximo ano.

O bom filho à casa torna.

7 – Homem-Aranha: De Volta ao Lar – Depois de sua estreia em Capitão América: Guerra Civil (2016), o Homem-Aranha de Tom Holland ganhou a aprovação dos fãs do Aracnídeo e, pela primeira vez desde que foi lançado no cinemas, em 2002, foi apresentado com fidelidade aos quadrinhos: um herói adolescente, nerd, piadista, sem sorte com as garotas, meio irresponsável, mas com um grande desejo de fazer o que é correto. O filme está à altura do personagem e trouxe o melhor Homem-Aranha do cinema, bem como uma atuação impecável de Michael Keaton no papel do Abutre. É uma produção que está longe de ser “espetacular” (com o perdão do trocadilho), mas é simpática o suficiente e entrega aquilo que prometeu, apenas.

Com a força do amor tudo fica possível…

6 – Mulher-Maravilha – O material apresentado nos trailers já mostrava que o tom do filme da Mulher-Maravilha seria bem diferente do clima obscuro adotado por Zack Snyder para o Universo Compartilhado da DC. Gal Gadot – a quem ninguém dava um tostão no papel da heroína – mostrou-se excepcional numa aventura empolgante e agradável de se ver, com o clima heroico que faltou a Homem de Aço (2013), o verdadeiro “ícone da luz” do Universo DC. A batalha final mal feita e carregada de breguice não foi capaz de estragar o brilho da personagem, que estreou nos cinemas de forma digna, como ela merecia.

Legado transferido em grande estilo

5 – Star Wars – Episódio VIII – Os Últimos Jedi – O mais recente episódio da saga Star Wars continua a missão de reconstruir o universo criado há quarenta anos. E fez isso com louvor: os novos personagens Rey, Finn, Poe, BB-8 e o vilão Kylo Ren, lançados em O Despertar da Força (2015), cumprem bem o seu papel (exceção feita a Kylo Ren, que nem de longe lembra a imponência e o carisma de Darth Vader, mas faz o arroz-com-feijão) e a trama os relaciona perfeitamente bem com os heróis da trilogia clássica. passando o bastão de forma condizente. Enquanto que o Episódio VII foi praticamente uma refilmagem de Uma Nova Esperança (1977), o novo longa traz uma aventura nova – embora tenha, sim, alguns momentos “chupados” de O Império Contra-Ataca (1980) – e empolgante. Os Últimos Jedi é um divisor de águas e encerra uma fase brilhante para começar outra, tão brilhante quanto. Aceitar isso dói menos. 

Todos os ingredientes de um bom filme na medida exata.

4 – Guardiões da Galáxia Vol. 2 – Como é bom ir ao cinema ver uma aventura de super-heróis com a dose certa de humor, drama e ação, inserindo novos personagens sem cair na superficialidade e agradar fãs antigos de quadrinhos, que identificam as referências, e os novos, que não percebem as citações, mas mesmo assim, não deixam de compreender a trama do filme. O diretor James Gunn conseguiu essa façanha e, de quebra, ainda deixou uma das cenas mais emocionantes do cinema, embalada, obviamente, por um clássico dos anos 70: a música Father and Son, de Cat Stevens. Quem não deixou escorrer uma lágrima, provavelmente é porque não viu o filme.

“Eu sou a noite. Mas não totalmente escura.”

3 – Lego Batman: O Filme – Não deixa de ser interessante constatar que o melhor filme do Batman dos últimos cinco anos seja uma animação, mesmo a Warner tendo todos os recursos para produzir o mais épico live action do personagem e o mesmo tendo, por si só, um apelo inegável de bilheteria. Depois do vexaminoso Batman V Superman (2016), os fãs do Homem-Morcego mereciam uma redenção para o personagem e esta veio nesta animação leve, divertida, que brinca com a mitologia do personagem tanto no cinema como nas animações e quadrinhos, resgatando personagens dos mais obscuros e fazendo piada de tudo. Sim, o Batman é soturno, mas não precisa necessariamente ser chato.

Humano, apenas.

2 – Logan – A despedida do ator Hugh Jackman ao papel de Wolverine, que o consagrou por 17 anos, não poderia ser mais perfeita. Um longa-metragem violento (às vezes com cenas até desnecessárias), mas com uma história bem narrada que conduz a um final honesto e coerente ao personagem. Foi uma boa surpresa, visto que os trailers apresentavam um filme pouco atraente e maçante, mas o que se viu na tela foi uma verdadeira obra-prima, que, mais do que uma aventura de super-heróis, trouxe um personagem humano.

Não é o Groot, mas é tão tocante quanto.

1- Sete Minutos Depois da Meia-Noite – Este foi o primeiro filme do ano e já abriu 2017 de uma forma tão marcante que nenhum outro conseguiu superá-lo. Uma história tocante e cheia de metáforas sobre a vida e a morte, que envolve o espectador na história até culminar com a cena final, capaz de desmontar o mais duro dos corações. Particularmente, não sou fã de dramas mas este longa tem uma pitada de fantasia que ajudou a contar a história de uma forma primorosa. É o filme do ano, sem qualquer sombra de dúvida.

Quem vê, pensa que é um super-herói. Só pensa.

Troféu Cinemico: O Troféu Cinemico de 2017, prêmio simbólico das produções que pagaram micão no cinema, não poderia ser para outro filme senão aquele que chegou aos cinemas sem saber se era uma produção voltada ao público infantil, se investia nas adolescentes ou se tentava conquistar os adultos, com cenas de ação constrangedoras. Max Steel tem roteiro fraco, efeitos sofríveis, péssimas atuações e um robozinho mais chato que o Jar Jar Binks de Episódio I. Estreou nos Estados Unidos em 2016, mas só chegou aos cinemas brasileiros no início deste ano e poderia ter saído direto em vídeo, poupando o vexame de fracassar nas bilheterias (Não há dados específicos do faturamento no Brasil, mas o Box Office Mojo registra vergonhosos US$ 2,4 milhões mundialmente e o Rotten Tomatoes marca 0% de aprovação – sim, até Mulher-Gato (2004)e Lanterna Verde (2011) são mais bem cotados!). 

Cara, ainda não consigo conceber que fizeram isso com a gente!

Menção honrosa: Não poderia deixar de figurar nessa seção outro longa-metragem capaz de causar vergonha alheia em Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. É claro que estamos falando de Thor: Ragnarok, filme que tinha tudo para fechar com chave de ouro a trilogia do Deus do Trovão e nos oferecer uma batalha épica sobre o fim do mundo, mas apresentou um show de stand up que não apenas descaracterizou o personagem como desconstruiu tudo o que foi mostrado nos filmes anteriores. Uma bola fora da Marvel Studios que, estranhamente, agradou o público.

Top 10 – Os Melhores Quadrinhos de 2016

blog-abreContinuando nossa retrospectiva 2016, hoje trazemos a lista com os 10 melhores quadrinhos do ano. O foco foi nas publicações da Panini porque, infelizmente, a editora ainda domina o mercado brasileiro e os independentes ainda têm um preço pouco convidativo. No vídeo, nossos dez classificados:

Top 10 – O melhor do cinema em 2016

blog-abreE aqui estamos nós para mais um Top 10 (Retrospectiva 2016 com nome metido) elegendo os melhores filmes do ano. No final de 2015, estávamos todos empolgadíssimos com a expectativa de um ano cheio de filmes nerds, mas o balanço não se mostrou tão positivo assim e a maioria dessas produções foi bem decepcionante.

pipocaMesmo assim, tivemos bons filmes e listamos os 10 melhores (os que assistimos, pelo menos. Talvez tenha algum muito bom aí nesse meio que não foi mencionado. Desculpem por isso!). Vejam quais foram eles no nosso vídeo:

Amanhã faremos a eleição dos dez melhores quadrinhos do ano. Não percam!

 

Top 10 – Cenas que você (provavelmente) não viu em Luke Cage

blog-abreATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

A série de Luke Cage está bombando na Netflix e, como sempre, traz várias referências ao universo do super-herói nos quadrinhos e também aos outros filmes e séries do universo cinemático da Marvel. Como nem todo mundo tem a percepção (ou o conhecimento) destas chamados easter eggs, a gente facilitou o trabalho e criamos esse Top 10 pra você ficar antenado em todos os segredinhos da série, que enriquecem a compreensão do personagem. Só tome cuidado na leitura: se você ainda não viu todos os episódios, este post contém revelações importantes sobre a trama (SPOILERS! SPOILERS! SPOILERS!).

Referência poderosa

Referência poderosa

1 – O Poderoso – Logo no primeiro episódio, Pop (Frankie Faison) chama Luke Cage (Mike Colter) de “Poderoso” – Power Man, no original. Esse é o nome com o qual o gibi do herói saiu nos anos 1970.

Quanto você quer pela edição 1 da sua revista?

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2 – Herói de Aluguel – Outra referência importante à origem do personagem: quando Luke Cage foi criado, em 1972, ele decidiu utilizar seus recém-adquiridos poderes em benefício próprio e só realizava trabalhos heroicos mediante pagamento. Na série, Luke é um cara mais legal e faz o bem de graça, mas os roteiristas não esqueceram seu passado. Na cena em que Luke defende o restaurante Genghis Connie de um bando de arruaceiros, a proprietária (Jade Wu) quer lhe pagar e diz que ele poderia ganhar muito dinheiro trabalhando como guarda-costas.

Ridículo... mas épico.

Ridículo… mas épico.

3 – Visual clássico – no trailer da série, os fãs mais antigos já se esbaldaram em ver Luke de braceletes e tiara saindo do tonel de produtos químicos, mas os produtores ainda reservaram o melhor. Ao fugir da cadeia, Luke  rouba de um varal uma camisa de seda amarela, calça azul e até o cinto de corrente. Visual dos quadrinhos completinho, pra arrancar suor dos olhos de qualquer fã. Valeu, Netflix!

Minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos... quanta diferença!!

Minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos… quanta diferença!!

4 – David Griffith – Essa ninguém percebeu, a não ser que tenha lido os créditos. O rapaz que vende DVDs do “incidente de Nova York” nas ruas do Harlem e convida Cage para filmar as ações dele e ganhar dinheiro com os vídeos – tornando-se uma espécie de agente do herói – é David Griffith (Jeremiah Craft), que, nos quadrinhos, atua como relações públicas de Cage, recebendo telefonemas e anotando os casos para ele resolver.

O que eu estou fazendo nessa série? Eu devia estar na série do Demolidor!

O que eu estou fazendo nessa série? Eu devia estar na série do Demolidor!

5 – Ben Donovan – Outro personagem que deve ter passado batido é “Big” Ben Donovan (Danny Johnson), o advogado de Boca de Algodão (Mahershala Ali), que também apareceu na segunda temporada da série do Demolidor. Nos quadrinhos, Donovan também é um advogado, que se destaca pela sua estatura avantajada e força proporcional ao tamanho. Em seu primeiro contato com Luke Cage, os dois se desentenderam porque Big Ben estava bêbado e achou que Cage estava se envolvendo com a mulher à qual ele estava interessado. Depois, porém, Ben mostrou que é bom caráter e ajudou o herói em diversas circunstâncias. Ele tem a característica de ser o cara certo se envolvendo com as pessoas erradas e isso também acontece na série.

Estive num SPA e ganhei esse corpinho esbelto.

Estive num SPA e ganhei esse corpinho esbelto.

6 – Black Mariah – Mais uma de personagem: a vereadora Mariah Dillard é uma representação da personagem Black Mariah, líder de uma gangue de criminosos nos quadrinhos de Luke Cage. Ela não possui superpoderes, mas se utiliza de seu tamanho acima do normal e sua força idem para tocar o terror nas ruas do Harlem. Embora a diferença física indique que não haja nenhuma relação entre as personagens, há uma cena em que a vereadora discute com Boca de Algodão e o gangster a ofende, chamando de Black Mariah, deixando claro essa ligação.

“Viu um crime? Denuncie!” Stan Lee ensinando cidadania.

7 – Stan Lee – Como já é tradição, Stan Lee faz sua participação especial na série, de forma bem velada. Quando Luke está fugindo da polícia e vê alguns criminosos se preparando para roubar um bar, na parede do estabelecimento há um pôster com a foto do criador da Marvel, vestido de policial. Vale lembrar que na série do Demolidor, titio Stan também apareceu numa foto na delegacia de polícia, o que significa que tem um “papel fixo” como policial no universo Marvel da Netflix.

Alguém aí tem um braço mecânico sobrando pra me emprestar?

Alguém aí tem um braço mecânico sobrando pra me emprestar?

8 – O braço de Misty – Nos últimos episódios, Misty (Simone Missick) leva um tiro que atravessa seu braço direito e perfura uma artéria. Claire (Rosario Dawson) a examina e diz que, se algo não for feito rapidamente, ela corre o risco de perder o membro. Como todo fã sabe, nos quadrinhos, Misty Knight teve seu braço direito destruído por uma explosão e substituído por uma prótese biônica. Na série, porém, ela aparentemente se recupera do atentado e tudo indica que isso foi só uma homenagem mesmo. No entanto, olhos mais atentos notaram que, de um episódio para outro, a tala que ela tinha no braço desapareceu. Será um erro de continuidade (o mais provável, admito!) ou um indicativo de que ela sofreu alguma cirurgia secreta e ganhou seu membro mecânico a ser revelado futuramente?

A minha voz continua a mesma, mas... ei, já usaram essa piada neste post!

A minha voz continua a mesma, mas… ei, já usaram essa piada neste post!

9 – Filha do Dragão – O último episódio reservou uma surpresa muito boa, com a revelação do novo visual de Misty Knight, que remete ao título Filhas do Dragão (2006) onde a detetive resolve casos com sua colega Colleen Wing (falaremos sobre ela no próximo tópico). A policial (ou ex?) adentrou a boate Harlem’s Paradise com cabelo black power e vestido vermelho, idêntica à sua versão nas HQs.

Gancho para a série do Punho de Ferro

Gancho para a série do Punho de Ferro

10 – Colleen Wing – Também no último episódio, Claire Temple pega ticket do anúncio da escola de artes marciais de Colleen Wing. Colleen é uma exímia lutadora que tem, juntamente com Misty Knight, uma agência de investigações em Nova York. Além disso, a jovem também é uma das melhores amigas de Daniel Rand, o herói conhecido como Punho de Ferro – que será a nova série da Netflix, a estrear em 17 de março de 2017. Esta cena já deixa um gancho para a próxima série e estabelece a conexão de Claire, que provavelmente vai à escola para aprender defesa pessoal (se envolvendo com tantos super-heróis, nada mais apropriado…).

Existem muitos outros easter eggs nos episódios, com citações de personagens como Demolidor, Jessica Jones, Justiceiro, Homem de Ferro, Capitão América, Vingadores… mas são muito óbvios, principalmente para quem vem acompanhando esse universo cinemático e televisivo da Marvel. Nosso post procurou destacar as referências mais sutis ou aquelas mais ligadas aos quadrinhos. E aí? Detectou mais alguma referência bacana que nos passou despercebida? Deixe seu comentário abaixo!