Os 15 anos de Elektra

No dia 14 de janeiro de 2005 (21 de janeiro no Brasil) estreou no cinema Elektra (idem), o primeiro spin-off cinematográfico da Marvel e primeiro filme da editora protagonizado por uma heroína. Com o sucesso mediano do filme Demolidor: O Homem sem Medo (Daredevil, 2003), a Marvel decidiu explorar um pouco mais a história da ninja assassina (estrelada por Jennifer Garner) em uma aventura solo. Na época, Elektra contava com boa popularidade graças a um título do selo Marvel Knights de autoria do roteirista Brian Michael Bendis (publicado no Brasil nas revistas Paladinos Marvel, Justiceiro & Elektra e Demolidor) e pareceu uma boa ideia uma investida cinematográfica.

Roupa preta não colou, Fox!

Só pareceu, porque, infelizmente, a Marvel ainda não estava estabelecida nos cinemas e seus personagens estavam sujeitos aos desmandos dos estúdios (no caso de Elektra, a 20th Century Fox), que nem sempre entendiam os personagens e faziam filmes sem qualquer respeito aos quadrinhos. Prova disso é que, no longa do Demolidor, a ninja usou uma roupa de couro preta, totalmente fora de qualquer conceito apresentado nas HQs. Os fãs reclamaram e, para seu filme solo, Elektra apareceu com a tradicional roupa vermelha, num visual até bastante parecido ao que os leitores estavam acostumados.

Sem usar o Google, você lembra o nome desses vilões? Pois é…

Porém, o roteiro ruim tornou o filme  um dos mais execrados pelos fãs. Mesmo com a dedicação da protagonista, as (poucas) cenas de ação não convencem, os vilões mal são apresentados e a trama é rasa feito um pires. Apesar disso, o longa tem certo charme e foi graças a essa “experimentação”, entre tentativa e erro, que a Marvel conseguiu fundar seu próprio estúdio e cuidar de suas criações, com todo zelo e fidelidade que os personagens mereciam. Para comemorar os 15 anos desta produção, separamos algumas curiosidades dos bastidores desta jovem debutante que não faturou o suficiente para pagar o baile.

Preguiça total em fazer esse filme…

1 – Jennifer Garner disse numa entrevista que achou o roteiro ruim desde que o leu pela primeira vez e só fez o filme por obrigação contratual do filme do Demolidor.

Pobre Matt… tá esperando Elektra até agora…

2 – Ben Affleck fez uma participação como Matt Murdock numa cena que foi deletada. Esta cena consta como extra do DVD e mostra Elektra tendo um sonho com seu amado, que lhe pede para que ela volte para ele, ao que Elektra diz que não está pronta. Então, Matt diz: “Estarei esperando!”. Outra cena que foi cortada da montagem final foi a cena do assassinato de McCabe (Colin Cunningham) – ele teve a cabeça cortada por Kirigi (Will Yun Lee). A cena foi aliviada para que o filme pudesse ter classificação PG-13.

O filme tem vários furos… mas a orelha da atriz não tinha.

3 – Nos quadrinhos, Elektra usa um par de longos brincos de argola, mas no filme, Jennifer Garner optou por não usá-los porque estes exigiam que se tivesse as orelhas furadas, coisa que a atriz não tinha.

Tyfoid: inspiração meio diferente.

4 – A atriz Natassia Malthe, que interpretou a vilã Tyfoid, fez testes para interpretar Elektra no longa do Demolidor. Tyfoid, por sinal, é uma personagem inspirada em Mary Tyfoid, personagem criada por Ann Nocenti e John Romita Jr. para as HQs do Demolidor. No entanto, enquanto nos quadrinhos ela é uma assassina com transtorno de identidade e poderes telecinéticos, no filme, Tyfoid possui poderes venenosos.

Oliver Stone: “Eu teria feito melhor…”

5 – Pode parecer piada, mas os direitos de um longa-metragem com Elektra já esteve nas mãos do diretor Oliver Stone em 1992. O filme se chamaria Elektra Assassina e seria baseado na graphic novel homônima de Frank Miller e Bill Sienkiewicz. No entanto, como os direitos da SHIELD (que perseguem a guerreira, na HQ) estavam com outro estúdio, a história mostraria Elektra enfrentando o Tentáculo. Como a Fox adquiriu os direitos da personagem, o projeto de Stone foi pra gaveta… e ficou por lá.

Frank Miller: “Quer fazer um filme comigo?”

6 – Quando estava filmando Robocop 2 (1990), Frank Miller em pessoa ofereceu à atriz Galyn Görg o papel de Elektra, numa futura produção sobre a ninja que o roteirista planejava fazer. No entanto, o convite ficou apenas na boca de Miller e nunca tomou forma, porque nenhum estúdio planejava transformar Elektra numa personagem live-action naquela ocasião.

“Filmo Elektra, Alias e ainda dá tempo de colocar as roupas no varal”

7 – As filmagens de Elektra duraram 62 dias. Jennifer Garner aproveitou o hiato de verão americano das séries de TV – ela era protagonista de Alias: Codinome Perigo (2001-2006) – para se dedicar ao papel da assassina.

Associação com os mutantes

8 – Embora seja um spin-off de Demolidor, os cartazes do filme trazem a inscrição: “Das mesmas forças que trouxeram X-Men“. Como o filme do Homem sem Medo não teve o retorno esperado, o estúdio preferiu associar sua nova produção ao filme dos mutantes, mais bem conceituado entre os fãs.

“Ops, foi mal! Cortei seu dedo. Ops, foi mal! Cortei de novo!”

9 – Durante a luta entre Elektra e Kirigi , Jennifer Garner teve os nós dos dedos feridos com a espada do vilão. A atriz fez o curativo e, quando voltou a filmar,  levou outro corte… no mesmo lugar!

Na luta das ruins, Elektra está mais bem contada, mas lucrou menos.

10 – Durante muito tempo, foi o filme da Marvel com cotação mais baixa no Rotten Tomatoes, com 11% no ranking geral. Mas aí veio o Quarteto Fant4stico (2015) e, com classificação de 9%, tirou o posto da guerreira. Esse percentual é o mesmo de Mulher-Gato (2004), outra bomba cinematográfica, feita pela concorrente DC. O curioso é que, na bilheteria, a sensual vilã dá um banho em Elektra: US$ 82,1 milhões contra US$ 56,6 milhões, respectivamente. Miau!

 

Top 10 – Melhores livros de 2019

Encerrando nossa retrospectiva com os melhores do ano que passou, listamos abaixo os 10 melhores livros do ano. Este ano li bem menos obras em comparação ao ano anterior, mas a quantidade foi compensada pela característica das mesmas, em sua grande maioria mais grossas e que exigiram um tempo maior de leitura. Mesmo assim, cumpri minha meta de 20 livros e estou finalizando o 21o. nos próximos dias. Separei aqui os dez mais:

Um guia para a criatividade literária.

10 – Como escrever microcontos (Edson Rossatto): um pequeno manual com dicas para aspirantes a escritor ou mesmo para os mais experientes aperfeiçoarem suas técnicas (porque a gente nunca para de aprender). O livro tem uma linguagem bem leve e os exemplos claros do autor passam longe da maçante linguagem técnica de livros especializados, se tornando indicado para qualquer idade e nível de experiência de escrita.

Uma obra cheia de magia!

09 – Magos (Davi Paiva): obra com vários contos que abordam o universo da magia em suas várias vertentes. Tem desde os magos “do bem” até bruxas e seres fantásticos. A temática instigante gerou histórias envolventes e com clima medieval. A variedade de autores nesta antologia, cada um com seu estilo, nos mostra a riqueza que um mesmo tema pode ter em suas diversas abordagens.

Aventura com cara de Sessão da Tarde.

08 – O Gênio do Crime (João Carlos Marinho): Aventura infanto-juvenil com todos os ingredientes que fazem parte do universo adolescente: mistério, humor, amizade, grupo de amigos, futebol, álbuns de figurinhas, escola… Um grupo de amigos que coleciona um álbum de figurinhas de futebol e descobre um esquema de tráfico de cromos difíceis, liderado por um gênio impossível de ser rastreado. A busca por esse chefe do crime organizado das figurinhas provoca muitas confusões e aventura. É o tipo de obra indicada para os não amantes de leitura se apaixonarem pelos livros.

A década de ouro em contos musicais.

07 – Playlist – Vidas em Medley (Leandro Schulai): Segundo volume da série de livros-música, com formato de caixinha de CD e contos inspirados em músicas. Esta edição aborda os anos 80 e, só por isso, já é sinal de qualidade, visto que a década foi a mais rica em questão de musicalidade. A criatividade da obra, tanto em relação à temática como ao formato já é apaixonante. Quando o texto é escrito com leveza e inspiração, tudo fica melhor.

Para salvar a Fantasia.

06 – A História sem Fim (Michael Ende): no ano em que o longa-metragem completou 35 anos de sua estreia nos cinemas (veja nosso post comemorativo aqui), resolvi ler a obra que o inspirou. Um livrão de 400 páginas com detalhes que mostram o quanto a obra é sensacional: cada capítulo começa com uma letra do alfabeto e o texto é escrito em duas cores diferentes, uma para a história de Fantasia e outra para a história real. É bem verdade que, da metade para frente, a história perde o ritmo e se torna um pouco cansativa, mas como conjunto, o livro é maravilhoso.

Uma vida fascinante de fé e amor.

05 – Santa Dulce dos Pobres (Mariana Godoy): O primeiro livro biográfico de Irmã Dulce depois de sua canonização, em outubro. A jornalista Mariana Godoy narra a história da freira que dedicou sua vida aos pobres mas, mais do que uma narrativa apenas, o livro apresenta relatos de pessoas que conviveram com ela e nos provam, mesmo sem mostrar, que Deus é uma realidade, porque não é possível que uma pessoa transforme sua vida e a vida de quem a rodeia apenas por uma ideia vazia. É uma obra inspiradora que nos restaura a esperança.

Quadrinhos em prosa.

04 – Super-Heróis (diversos autores): antologia de contos com a temática sempre fascinante de pessoas com superpoderes em seus trajes coloridos, ajudando no combate ao crime. Apesar das 304 páginas, o livro é de leitura rápida, pois os contos são breves e envolventes. Em sua grande maioria, os contos são criativos e têm o clima das histórias em quadrinhos, o tradicional berço desse tipo de personagens. O que mais chamou a atenção nesta obra foi a visão de futuro de uma autora, que batizou um herói de “Mito”, cuja característica era ser candidato à presidência e sofrer um atentado às vésperas da eleição (detalhe: o livro é de 2013, onde o atual presidente nem cogitava sua candidatura nem tinha o tal apelido).

Um tributo à emissora de Sílvio Santos.

03 – Almanaque SBT: feito para comemorar os 35 anos da emissora em 2016, o livro traz fotos inéditas e raras de todos – todos mesmo – os programas exibidos pela casa com seus logotipos e várias informações técnicas sobre duração e curiosidades de bastidores. Para quem viu a estreia da emissora, em 19 de agosto de 1981, o livro despertou muitas saudades e boas memórias. Uma delícia recordar tudo isso e redescobrir o porquê do SBT ser conhecido como “A TV mais feliz do Brasil“.

Um… dois… Freddy vem te pegar…

02 – Never Sleep Again – A Hora do Pesadelo (Thommy Hutson): uma “bíblia” de 528 páginas com tudo que envolveu a criação do filme dirigido por Wes Craven, que se tornou um clássico do terror e gerou um personagens que entrou para o ranking dos maiores monstros do cinema. Os detalhes de produção, sobre como com pouco dinheiro, conseguiram criar efeitos especiais, cenas e sequências aterrorizantes é fascinante e a apresentação gráfica caprichada do livro, pela Dardside Books, colaboraram para que esta obra se colocasse entre os preferidos do ano. E olhe que o texto é só sobre o primeiro filme, de 1984!

Para ler ouvindo

01 – Jingle é a Alma do Negócio (Fábio Barbosa Dias): a ideia deste livro foi além de apenas apresentar um estudo sobre a estratégia de marketing que reúne música e propaganda para gravar a marca na cabeça do consumidor. Acompanhado de um CD, proporcionou ler e ouvir os mais famosos jingles da História, proporcionando, além da parte informativa, um resgate da memória. A leitura se torna um pouco cansativa na parte que contém as biografias dos autores das pérolas musicais, mas não tirou o mérito do conjunto da obra que tanto pode ser um livro para profissionais da área como simplesmente para quem tem interesse em conhecer a história e relembrar as musiquinhas mais marcantes dos comerciais de TV.

Diário mal escrito.

Micolivro: Em meio a tantas obras bacanas, sempre tem aquela que nos deixa frustrados e que não eram tão boas quanto aparentava – tanto que tem aquele velho ditado, dizendo para não julgarmos um livro por sua capa. O livro O Diário de Rowley – Um Garoto Supimpa (Jeff Kinney) causou uma sensação muito ruim nem tanto pela história, que é tão divertida quanto os livros da série O Diário de um Banana, da qual é derivado. O problema está mesmo na edição, cheia de erros de ortografia e pontuação, nem um pouco condizentes com uma obra destinada a crianças ainda em fase de alfabetização. Se os erros foram intencionais, querendo mostrar a deficiência do personagem com a escrita, ainda assim, é uma técnica despropositada que não cabe num livro infantil. Melhor sorte no próximo volume!

Esperamos que tenham gostado dessa série. Aguarde, para breve, nosso também tradicional Preview 2020, com as principais estreias de cinema para o próximo ano. E que 2020 traga excelentes produções, ótimas leituras e quadrinhos muito divertidos!

Top 10 – O Melhor dos Quadrinhos 2019

Dando continuidade à nossa retrospectiva, hoje elegemos os melhores quadrinhos no ano que passou. Confesso que fazer essa lista não foi uma tarefa muito fácil. A qualidade das histórias em quadrinhos vem caindo a cada dia que passa e é bem difícil encontrar alguma coisa que realmente valha a pena. É verdade que muita coisa alternativa, fora das grandes editoras, vale o investimento, mas também requer uma boa dose de sorte: já investi em muito material que parecia interessante e, no fim, acabou não sendo lá aquela Brastemp.

Por isso mesmo, enquanto tenho que gastar para ler, prefiro que seja com aquilo que já sei que está no meu quadro de preferências. E, assim mesmo, muitas vezes me engano feio! Mas deixando de lado o blá blá blá, vamos à lista dos dez melhores quadrinhos deste ano, na humilde opinião deste que vos escreve, valendo títulos mensais, edições únicas ou coleções.

A volta do herói-criança.

10 – Shazam!:  Já fazia mais de 20 anos que o personagem não tinha uma revista solo (excetuando-se as edições especiais) e cinco anos desde que a trama da fase Novos 52 tinha sido descontinuada (na revista Liga da Justiça 21). Claro que a perspectiva de um filme do herói reacendeu na DC Comics o interesse em resgatá-lo do limbo, com histórias de excelente qualidade, escritas pelo roteirista Geoff Johns, que revitalizou o personagem. Aqui no Brasil, as histórias da Família Shazam ganharam um título (mais ou menos) bimestral que, infelizmente, se mostrou uma iniciativa um tanto precipitada e sem planejamento da editora, visto que a numeração já atingiu o mesmo número praticado nos Estados Unidos e agora temos que esperar sair uma edição nova por lá para que o título daqui continue. Independentemente da trapalhada editorial, a HQ é muito boa e merece estar no nosso ranking.

Além de uma história legal, ainda ganha um anel de brinde!

09 – O Fantasma – Em Busca da Cidade Perdida:  O Espírito-Que-Anda nunca foi um dos meus personagens preferidos (muito embora eu reconheça sua importância histórica) e li muito pouca coisa do personagem. A Editora Mythos tem lançado vários títulos dele, mas este, em particular, me chamou a atenção por trazer um brinde especial: um anel da caveira em metal – raridade que, por si só, já valeria o investimento, uma vez que as leis brasileiras (a lei, ora, a lei!) colocam tantos empecilhos para a veiculação de brindes que as revistas atuais pararam de presentear os leitores com mimos desse porte. Para complementar, a história é escrita por Peter David, roteirista que, geralmente, assina obras muito boas (Hulk e Homem-Aranha 2099, por exemplo). Sim, valeu cada centavo.

Edição caprichada, com vários extras.

08 – Grande Almanaque Disney 1: A notícia de que a Família Disney estrearia em casa nova foi muito bem recebida pelos fãs. As revistas lançadas pela editora gaúcha Culturama logo mostraram a que vieram, com papel de qualidade, uma caixinha simpática para guardar a coleção, adesivos, brindes para assinantes… e o lançamento de edições especiais, do qual o primeiro foi o Grande Almanaque Disney. Com relação às histórias, nada diferente das edições de linha, mas o diferencial estava na parte editorial, com entrevistas, matérias informativas e curiosidades, além de acabamento gráfico com verniz de destaque na capa e tamanho maior (15,5 x 21 cm). Para completar, a Culturama ainda lançou o almanaque no Festival Guia dos Quadrinhos e trouxe o artista Francesco Guerrini para o evento. Tem coisa melhor que pegar uma HQ caprichada com autógrafo e desenho personalizado?

Duas coleções históricas de primeiríssima qualidade.

07 – Coleção Histórica Marvel – O Incrível Hulk e Mestre do Kung Fu: Embora tenha dado uma pausa na coleção (no ano passado, foram publicados 8 volumes de cada título), os quatro números lançados este ano de cada personagem resgatam excelentes fases que vale a pena recordar. Enquanto que o Hulk vivia seus últimos momentos da “fase inteligente”, já se encaminhando para o aguardado arco da Encruzilhada (que eu, particularmente, detesto), o Mestre do Kung Fu enfrenta seu pai, Fu Manchu, numa batalha definitiva. Leitura deliciosa, em ambas as coleções. Uma pena que a qualidade editorial deixe a desejar, com uma série de erros de digitação e gramática.

A magia está de volta!

06 – A Espada Selvagem do Conan – A Coleção: Ainda dentro do espírito de resgate histórico, foi um acerto a publicação desta coleção de livros em capa dura com a reedição das histórias clássicas do cimério. A lombada desenhada torna tudo mais bacana para colocar na estante, mas não é isso que faz a diferença: as histórias exalam aventura por todos os quadros, num clima como só o gênero espada e fantasia podiam proporcionar. O papel mais fosco também dá mais charme à publicação, remetendo à época remota ao qual se referem as histórias. Uma pena que fatores como o preço elevado e, como já foi dito acima, a falta de cuidado editorial tirem um pouco do prazer da leitura.

Reunião de aracnídeos

05 – Homem-Aranha: Aranhagedom: Quando a Marvel anuncia uma grande saga, a gente já sabe o que vem: uma história de qualidade duvidosa que se espalha por incontáveis edições e dura meses a fio, com o único objetivo de impulsionar as vendas acima do normal. Aranhagedom não é diferente, claro, principalmente se lembrarmos que ela foi lançada na mesma época em que o filme Homem-Aranha no Aranhaverso estava em cartaz nos Estados Unidos, tornando-se um chamariz de público, mas a história é surpreendentemente boa. A trama volta a reunir os Homens-Aranha de várias realidades para lutar contra os Herdeiros, vampiros que se alimentam da energia de pessoas com poderes aracnídeos. Desta vez, porém, o protagonista não é Peter Parker, mas sim Miles Morales (Oh, por que será?), o que torna a saga interessante e surpreendente. E a Panini merece o crédito por ter concentrado todos os títulos interligados nos três encadernados (quatro, se contarmos o prelúdio) ao invés de pulverizar por edições mensais. O nosso bolso agradece!

Ficção e aventura

04 – Chaos: Lembra que eu falei lá em cima sobre quadrinhos bons de fora das grandes editoras? Este aqui é um exemplo. Continuação de Aurora, escrita por Felipe Folgosi (e que também foi uma das melhores HQs de 2015, como listado aqui), este álbum mostra que o evento boreal que deu superpoderes a um pescador não ficou apenas nele. Surgem outros meta-humanos que despertam o interesse das autoridades e criam um clima de perseguição e paranoia. Mais um roteiro cinematográfico, com arte caprichada e aventura mais ágil que a do volume anterior. Além disso, o álbum também tem o mérito de ter melhorado a qualidade editorial, valorizando o investimento.

O ano de 29019 proporcionou muitos encontros.

03 – DC Encontra…: Crossovers de personagens são apreciados por 10 entre 10 leitores de quadrinhos. É sempre divertido ver personagens que a gente gosta se encontrando para viverem uma história juntos. A brincadeira se torna muito mais divertida quando esses encontros são entre personagens que vivem em universos totalmente diferentes com probabilidade zero de se encontrarem, como é o caso desses dois encadernados: DC encontra Looney Tunes e DC encontra Hanna-Barbera. Afinal, quem poderia, um dia, imaginar um encontro entre o Batman e o Hortelino Troca-Letras? Ou entre os “policiais do espaço” Lanterna Verde e Space Ghost? E que tal o Pernalonga e a Legião dos Super-Heróis? Gladiador Dourado e os Flintstones? Mulher-Maravilha e Taz? Essas revistas são diversão pura!

Mônica descobre tesouros que o dinheiro não compra.

02 – Mônica – Tesouros: A cada ano, a série Graphic MSP surpreende com uma abordagem inovadora dos personagens de Mauricio de Sousa – tanto que uma dessas versões foi parar no cinema e até entrou no nosso ranking dos dez mais da Sétima Arte – veja aqui). O segundo título de autoria de Bianca Pinheiro esbanja ternura numa história bem menos “pesada” que a anterior (que tratava sobre a separação dos pais) e que explora ao valor da amizade e das descobertas que o universo infantil não cansa de revelar. Uma história daquelas que enchem o coração e nos fazem enfrentar o mundo com muito mais coragem.

Os heróis da Hanna-Barbera em nova abordagem.

01 – Future Quest Apresenta: Desde que a DC adquiriu os direitos de publicação dos personagens de Hanna-Barbera, ela vem apresentando um material bem interessante e mais adulto como jamais imaginaríamos ver. De todos os títulos, sem dúvida alguma, Future Quest é o melhor deles, pois reúne os super-heróis do estúdio em aventuras solo repletas de ação e espionagem. A HQ prima pelos excelentes roteiros e arte de grandes nomes da editora que mostram Space Ghost, Galaxy Trio, Herculoides, Homem-Pássaro, Mightor e Frankenstein Jr. como se eles existissem no mundo real. Em meio a tantos quadrinhos que não saem da mesmice, esse título é um oásis no deserto da falta de criatividade.

A capa já pede: “Fique longe!”

Troféu Lata de Lixo: Em meio a tanta coisa boa, sempre tem aquela HQ que te deixou decepcionado ao terminar a leitura, com vontade de pedir o dinheiro de volta. Foi o caso dessa Graphic MSP dedicada à Tina, com o título de “Respeito”. Infelizmente, o que deveria ser uma HQ de conscientização sobre assédio no trabalho se transformou em panfletagem ideológica feminista, onde todos os personagens masculinos são medíocres – até o Rolo, que é o melhor amigo da personagem! – com diálogos descerebrados, como se só as mulheres fossem inteligentes, vítimas e tivessem medo de sair sozinhas à noite. Essa vitimização que tomou conta dos quadrinhos, com tudo precisando obrigatoriamente ser representado e, se não for, é rotulado com algum termo pejorativo, já chegou ao limite. O álbum se chama “Respeito”, mas a autora só interpreta essa palavra para o lado dela. Se a história valesse para ambos os lados, aí seria um quadrinho inteligente e a mensagem teria o valor devido. Do jeito que está, é só mais um panfleto unilateral. Uma pena, porque a arte é uma espetáculo!

Amanhã, traremos os melhores livros do ano. Não percam!

Top 10 – O melhor do Cinema 2019

Lá vamos nós para mais uma série de retrospectivas anuais, listando aquilo que de melhor vimos e lemos no ano que passou. Este ano foi particularmente pobre em relação aos lançamentos cinematográficos, comparando com os anos anteriores. Mesmo assim, proporcionou boas produções que elegemos a seguir. Sempre bom lembrar que a lista é limitada à disponibilidade e viabilidade financeira deste que vos escreve, motivo pelo qual muitos filmes que gostaria de ter visto acabaram ficando de fora.

Este blog é isento de lacração.

Pesa também o interesse pessoal na hora de montar a lista, o que faz com que, provavelmente, aquele filme “modinha” com mensagem politizada e todo mundo TEM QUE gostar se não quiser ser excluído dos círculos sociais, também não estará aqui. Uma das vantagens de gerenciar o próprio blog é ter essa liberdade editorial e não precisar ter o rabo preso com ninguém na hora de falar mal de alguma coisa que desagrade. Isso, não há dinheiro que pague! Então, bora lá para o melhor do ano!

Uma gracinha!

10 –  Hebe – A Estrela do Brasil: Apesar das minhas restrições com produções nacionais, dou o braço a torcer quando algo é bem feito. Este filme é, apesar de estar longe de ser uma produção impecável. Com uma direção precisa e interpretação inspirada de Andrea Beltrão no papel da dama da TV, cumpre aquilo a que se propõe e presta uma bela homenagem à saudosa Hebe Camargo – muito embora mostre o lado menos glamouroso de sua história. Talvez seja esse mesmo o mérito do filme, pois Hebe era uma estrela, mas, acima de tudo, era um ser humano.  

“Você é meu amigo… até o fim…”

9 – Brinquedo Assassino: Na maioria das vezes, remakes resultam em cópias mal feitas da obra original, feita unicamente para ganhar mais alguns trocados sobre um título de sucesso. Mas sabe que esse novo Brinquedo Assassino é bacana? Claro, está longe – bem longe! – do clima tenso do filme que deu origem à saga do boneco Chucky, mas este filme consegue renová-lo sem estragar o que veio antes – até porque isso já foi feito em A Noiva de Chucky (1998) e O Filho de Chucky (2004). O novo longa introduz o brinquedo na era da tecnologia e dos aplicativos viciantes que conectam tudo numa única rede e, com isso, cria o gatilho para o suspense. Para completar, ainda tem o tema-chiclete, que fica na sua cabeça depois do filme durante, no mínimo, uma semana. 

Previsível, mas bacaninha.

8 – Star Wars IX – A Ascensão Skywalker: Para fechar com chave de ouro a nova trilogia, o diretor J. J. Abrams invocou toda a temática dos outros oito filmes da saga, bateu tudo no liquidificador e apresentou uma história lotada de referências. Não fechou com chave de ouro, mas encerrou a… hã… nonalogia?… com respeito e reverência. As situações foram previsíveis, os diálogos, idem, mas ainda é Star Wars e, só por isso, já vale o ingresso. Tem batalhas espaciais, tem perseguições, tem momentos para rir, outros para chorar (os mais sensíveis, claro!) e, sobretudo, tem batalhas de sabre de luz. Pronto, é um filme legal, que é tudo que mais interessa ver no cinema. As exigências de fãs (“Ain, mas o cabelo da personagem era 1cm mais comprido no longa anterior!”) ficam para as discussões nos fóruns e redes sociais.

Diversão num estalar de dedos.

7 – A Família Addams: Depois de dois longa-metragens live-action, estava faltando uma animação sobre a divertida família formada por Gomez, Mortícia, Vandinha, Feioso, o mordomo Tropeço e a simpática Mãozinha. Com todos os recursos que a tecnologia 3D pode proporcionar, o filme acerta ao mostrar as origens da família e explora muito bem os estereótipos da sociedade com muito humor negro e sem a frescura do politicamente correto. E, caso identifique as situações ou os personagens com fatos e pessoas da sua própria família, não se preocupe: a ideia é essa mesma.

“Ele vai para o trono ou não vai?” “Vaaaaaaai!”

6 – Shazam!: O universo DC nos cinemas não é algo que se possa cobrir de elogios e vem, ao longo dos anos, acumulando erros e frustrações nos fãs. Mulher-Maravilha (2017) mudou esse panorama e Shazam é, até o momento, o maior acerto do estúdio. Com um roteiro leve e bem-humorado que foge do clima sombrio dos filmes anteriores, o longa adapta a versão modernizada do herói, lançada em 2012, dentro da fase Novos 52, sem modismos e reinvenções desnecessárias. A DC aprendeu que copiar a estratégia da Marvel não era o melhor caminho e decidiu criar o seu próprio – era o que faltava para que os filmes dessem certo. 

Depois do brochante filme anterior, finalmente, o diretor acertou na porradaria de monstros.

5 – Godzilla II – Rei dos Monstros: Tudo que o filme anterior ficou devendo – briga de monstros, bebê!! – este tem de sobra. foi a redenção da franquia, que entregou um filme repleto de ação e muitos monstros clássicos, para deleite dos fãs do lagartão, mas sem desprezar aqueles que não conhecem as referências e estão no cinema para ver uma produção de qualidade. A cereja do bolo virá em 2020, com Godzilla enfrentando… bem, leia nosso Preview 2020, daqui alguns dias.

Agora eles têm rosto humano!

4 – Turma da Mônica – Laços: O primeiro filme com personagens em carne e osso da turminha mais amada do Brasil não teria melhor roteiro do que a graphic novel escrita pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi para o selo Graphic MSP. A abordagem mais madura do álbum serviu perfeitamente para a temática realista que a produção com atores merecia e o resultado foi um filme cativante, terno e engraçado, na medida que pedem os personagens – cujos atores infantis foram escolhidos a dedo e dirigidos com perfeição por Daniel Rezende. Nem precisa dizer que a trilogia de livros será também uma trilogia de filmes. Merecidamente óbvio.

Podem vir, Justiceiros Sociais!

3 – Rambo – Até o fim: Quando você pensa que a franquia está esgotada e não tem mais nada a apresentar, eis que surge um diretor com uma história bacana, que respeita a essência do personagem e não se rende a modinhas nem se preocupa em agradar minorias barulhentas. O filme é honesto, cru, vibrante, cheio de pancadaria, explosões e, sim, violência – é um filme do Rambo, não dos Ursinhos Carinhosos. Desta vez, encerra a carreira do personagem, pelo menos na pele de Sylvester Stallone, mas bem pode retornar em algum remake ou retcon com outro ator porque, afinal, Rambo dá bilheteria (bem mais que as empoderadas novas Panteras.)

Quebrando todos os paradigmas.

2 – Vidro: Quem diria que um filme que começou despretensioso, lá no ano 2000, renderia uma trilogia? Tenho plena convicção que Corpo Fechado (Unbreakable) era fechado em si mesmo (com o perdão do trocadilho). No entanto, 16 anos depois, o diretor M. Night Shyamalan resolveu fazer uma continuação e resgatar a temática de pessoas com poderes especiais que atingiu seu clímax nesta terceira parte. Vidro é um empolgante filme de super-heróis, sem o clichê de trajes coloridos, mas com lutas, salvamentos e uma história que amarra todas as pontas soltas deixadas anteriormente. E, como o diretor tem a característica de surpreender, há também o plot twist no final para cair o queixo. Genial é pouco.

Star Wars não fechou com chave de ouro porque a chave já tinha sido utilizada.

1 – Vingadores – Ultimato: Onze anos e 21 filmes depois, chega ao fim a proposta mais ousada e inovadora do cinema dos últimos anos. Filmes de super-herói podem ter todos os clichês possíveis e até ser o primo pobre do cinema, como diz o diretor Martin Scorsese. Mas até ele tem que se render ao fato de que a Marvel conseguiu deixar sua marca na Sétima Arte e criar obras memoráveis, independentemente de sua qualidade técnica. Porque cinema não é só uma tese de doutorado, mas também imersão, fantasia, sonho, cor, risos e lágrimas. Vingadores: Ultimato merece esse posto, porque, de todos que vi neste ano, foi o único que deu vontade de ver novamente – e olha que são três horas de duração. Apesar da Fase 3 só encerrar no frustrante filme seguinte do Homem-Aranha, para mim, Ultimato fechou o ciclo. Redondinho, com cenas empolgantes, gritos e aplausos na sala de projeção. Filme-pipoca, sim. Mas “O” filme-pipoca.

Esse é para queimar e nunca mais ressurgir das cinzas.

Cinemico: O nosso Troféu Lata de Lixo é concedido, com louvor, ao último (graças a Deus!) filme da franquia X-Men pelas mãos da Fox. Comprado pela Disney, o estúdio teve sua última oportunidade de lucrar com a franquia dos mutantes antes deles trocarem de mãos. Pois ao invés de fazer “o” filme, para mostrar aos fãs que realmente valorizavam aquilo que tinham em mãos, fizeram o oposto: entregaram uma história já usada em 2006 com a premissa de melhorá-la, mas com uma protagonista sem carisma, um roteiro mal escrito, um elenco que estava visivelmente ali apenas para marcar presença e efeitos especiais feitos por algum aplicativo de celular. Além de não melhorar a versão citada, conseguiram piorá-la. X-Men: Fênix Negra não empolga, não tem emoção, não tem razão de ser. E olha que concorrer com Lacraddin, Hellboy e o novo Homem-Aranha tem que ter muita incompetência envolvida! Só faltou mesmo o pedido de desculpas por terem produzido esta porcaria e fazerem os espectadores pagarem ingresso para vê-la.

Não perca, amanhã, nossa lista com os melhores quadrinhos do ano.

Os 35 anos da Garota de Aço

No dia 21 de novembro de 1984 estreava nos Estados Unidos o primeiro longa-metragem para cinema estrelado por uma super-heroína. Sim, Supergirl foi a pioneira em protagonizar um filme-solo estrelado por uma mulher (super-heroína, bem entendido!) nos cinemas, assim como seu primo Superman também foi o primeiro super-herói dos quadrinhos a ganhar as telonas em longa-metragem (obviamente, excetuando-se as séries das matinês e o longa-metragem do Batman de 1966, que foi derivado da série de TV). Consta que o filme da Garota de Aço estreou no Brasil apenas dois dias depois, no dia 23 de novembro, algo incomum para as estreias naquele período, que costumavam demorar bem mais para chegar por aqui. Particularmente, não me lembro desse filme ter estreado nos cinemas, portanto, prefiro deixar essa informação como duvidosa.

Voando rumo a grandes aventuras.

Independentemente disso, é fato que Supergirl marcou época. Produzido por Alexander e Ilya Salkind, que também foram responsáveis por trazer o Superman às telas, o filme quis pegar carona no sucesso do Homem de Aço, uma vez que o terceiro filme do herói não foi tão bem nas bilheterias e o estúdio não queria perder sua mina de ouro. Supergirl teve direção de Jeannot Szwarc, conhecido por seu trabalho no romance Em Algum Lugar do Passado (1980), que por acaso era estrelado por Christopher Reeve. O diretor também teve experiência com filmes de ação ao dirigir episódios das séries de TV Kojak, Baretta e O Homem de Seis Milhões de Dólares.

Roteiro conta origem confusa.

No entanto, o roteiro de David Odell não ajudou. Apesar da ótima caracterização da heroína, as cenas de ação são fracas e a história em si é confusa. A trama não explica, por exemplo, de onde veio a heroína – a cidade de Argo sobreviveu à destruição de Krypton e ficou vagando pelo espaço, mas o filme passa a impressão de que a cidade se encontra no fundo de um lago. Tampouco detalha como Kara conseguiu seu icônico uniforme – diferentemente do que aconteceu em sua estreia nos quadrinhos, na revista Action Comics 252 (1959), onde é mostrado que seus pais observavam a Terra de um telescópio e, por isso, já conheciam a lenda do Superman.

Um toque de delicadeza.

Apesar desses defeitos, o filme tem um certo charme cult e ganhou o coração de milhares de fãs, em parte pelo carisma da atriz Helen Slater, que conseguiu passar credibilidade no papel. Veja a seguir dez curiosidades a respeito deste filme que sobreviveu ao tempo e chega aos 35 anos como uma produção que consegue encantar o público pela simplicidade e fidelidade à personagem.

Cenas de voo apresentam leveza e poesia (e alguns fios também)

1 – O filme teve orçamento de US$ 35 milhões, valor considerado alto para a época. Para se ter uma ideia, Superman III foi feito com um orçamento de US$ 39 milhões. O valor foi muito bem investido nos efeitos especiais, pois as cenas de voo da heroína não deixam nada a desejar às de seu primo, com a diferença de se assemelharem a um balé aéreo, pela suavidade dos movimentos. Só a sequência dos créditos iniciais custou quase US$ 1 milhão.

O ator não quis participar do filme, mas não deixou de marcar presença.

2 – Foram escritas cinco versões do roteiro. Em uma delas, o filme começava com a destruição de Krypton, conforme foi mostrada em Superman – O Filme (1978). Em outra versão, a trama previa que Supergirl viria à Terra para tentar salvar seu primo, que havia sido enfeitiçado por Selena (Faye Dunaway) – só para lembrar, além da kryptonita, o Superman também é vulnerável à magia. Por conta disso, Christopher Reeve deveria fazer uma ponta no filme, mas o ator desistiu pouco antes das filmagens começarem. Apesar disso, ele aparece no pôster do quarto de Lucy Lane (Maureen Teefy).

Que mancada com a Dona Liberdade, hem?

3 – Aposto que você nunca reparou nisso, mas o pôster do filme tem um defeito bem marcante: a Estátua da Liberdade está invertida e segura a tocha na mão esquerda. Outro detalhe que deve ter passado despercebido: quando Linda é apresentada a Lucy, ela está lendo uma HQ do Incrível Hulk (The Incredible Hulk 271, 1982), personagem da concorrente, Marvel.

Selena foi levada para os quadrinhos recentemente.

4 – Assim como aconteceu com Ursa e Non, os vilões da Zona Fantasma de Superman II (1980) que foram incorporados aos quadrinhos somente 37 anos depois – mais especificamente em Action Comics 845 (2007) – , a feiticeira Selena também estreou nas HQs recentemente, em Supergirl 10 (2017). Seu parceiro Nigel (Peter Cook) também é mencionado no início da história e, como acontece no filme, aparentemente ele foi vítima das maldades da feiticeira. A série Supergirl (2015- ) também faz homenagem a Selena em sua terceira temporada. Na série, ela é uma sacerdotisa kryptoniana.

A atriz em três momentos: Como Linda Lee (em Supergirl, 1984), Lara (Smallville) e Eliza Danvers (Supergirl, 2015)

5 – O filme foi o primeiro trabalho de Helen Slater, à epoca com 20 anos. Em sua estreia como atriz, ela já foi indicada para o Saturn Awards (premiação organizada pela Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror dos Estados Unidos) na categoria de Melhor Atriz pela sua interpretação da Heroína de Aço. O papel marcou tanto sua carreira que ela voltou a fazer parte do universo do Superman em Smallville (2001-2010), no papel de Lara, a mãe kryptoniana do Homem de Aço e, mais recentemente, interpreta Eliza Danvers, mãe adotiva da Supergirl (Melissa Benoist) na Terra.

“É aqui o teste de elenco para Flashdance?”

6 – Helen Slater chegou a experimentar um figurino new wave para a heroína, com cabelos encaracolados, faixa na cabeça e detalhe vermelho saindo dos ombros para o peito até o símbolo. A DC chegou até a alterar o uniforme da Supergirl nos quadrinhos, baseado nesse visual, mas o traje não funcionou na tela e foi substituído por uma versão mais sóbria sem que a editora fosse informada. Por conta disso, o figurino acompanhou a heroína por mais dois anos, até sua morte na saga Crise nas Infinitas Terras (1985). A atriz treinou três horas por dia durante três meses para fazer as cenas de voo, nas quais ficava suspensa por um guindaste a cerca de 60 metros de altura.

“Agora que salvei o mundo, vou descansar na lagoa azul e viver um amor sem fim.”

7 – Nomes que poderiam ter feito parte do elenco, mas por diversos motivos recusaram o papel: Brooke Shields como Supergirl, John Travolta como Ethan, Demi Moore como Lucy, Jane Fonda como Selena e Dudley Moore como Zaltar. Brooke Shields, aliás, era uma das preferidas para interpretar Kara Zor-El, mas os produtores preferiram que, assim como aconteceu como Christopher Reeve, a protagonista fosse interpretada por um nome pouco conhecido. A baixa estatura da atriz também pesou para sua recusa ao papel.

Versão remasterizada traz minutos a mais.

8 – O filme deveria ser o início de uma franquia, tanto que o pôster traz a frase “em sua primeira grande aventura”. No entanto, a baixa performance fez com que fosse a única aventura da heroína nos cinemas, até o momento. A Warner Bros. (proprietária da DC Comics) concluiu o filme mas decidiu não lançá-lo após o fracasso de Superman III. A Tri Star Pictures comprou os direitos e cortou os 126 minutos originais para 105 minutos, antes de lançá-lo comercialmente. Anos depois, a Warner comprou de volta os direitos do filme e lançou a versão do diretor em DVD, com 138 minutos. No entanto, consta que ainda existe mais uma hora de cenas deletadas e não utilizadas. Uma delas acontece durante o protesto em Midvale, na qual Selena transforma uma manifestante em gelo e a derrete. No DVD, é possível notar o corte da cena, com uma poça de água aparecendo em frente ao carro de Selena, sem que seja mostrado o destino da manifestante (veja em 1h36min).

Batalha para decidir qual foi o filme número 1 daquele ano.

9 – Supergirl deveria ter estreado juntamente com A História sem Fim (leia nossa homenagem aos 35 anos desse clássico aqui), mas a Warner achou que chocar os dois filmes não seria uma boa estratégia e antecipou o lançamento do segundo em alguns meses. A tática garantiu o sucesso da fábula de Michael Ende.

Forças das trevas rondaram os bastidores.

10 – A produção teve alguns momentos de tensão nos bastidores. Uma das produtoras, Alyssa Cartagena, se desentendeu com Alexander Salkind por não concordar com o roteiro e com a divulgação do filme e, por isso, foi substituída por Timothy Burrill, o que deixou Cartagena bastante ressentida, afinal foi ela quem conseguiu trazer a vencedora do Oscar Faye Dunaway para o elenco principal além de ser a responsável pela maior parte do financiamento para o filme.

Para o alto… e avante!

A trilha sonora explosiva de Jerry Goldsmith também se tornou um elemento importante para o filme, criando uma inesquecível relação entre música e personagem, nos remetendo à heroína logo nos primeiros acordes da canção. Relembre abaixo e comemore conosco os 35 anos desse clássico que, mesmo com todos os defeitos e problemas de roteiro, sobreviveu ao tempo e proporciona diversão e encantamento.

Top 10 – Coisas que você (provavelmente) não sabia sobre A História sem Fim

Há exatos 35 anos, no dia 20 de julho de 1984, estreava nos Estados Unidos o longa-metragem A História Sem Fim. Produção alemã dirigida por Wolfgang Petersen, o filme estreou no país europeu alguns meses antes (em 6 de abril) e foi um sucesso estrondoso (atraiu cinco milhões de pessoas na primeira exibição, feito raro para uma produção local). A terceira temporada da série Stranger Things – que tem várias referências à década de 1980 – trouxe o filme de volta à mídia, com uma cena pra lá de divertida no último episódio que aumentou em mais de 800% a busca pela música-tema no site Spotify em um único dia, fato que chamou a atenção até mesmo do cantor Limahl, intérprete da canção.

Cena de Stranger Things reacendeu o interesse na canção-tema.

Aproveitando esse novo boom e para comemorar os 35 anos do lançamento do filme e 40 anos do lançamento do livro (em setembro), preparamos um Top 10 com curiosidades sobre esta obra-prima do cinema, que ainda teve mais duas continuações, mas sem a mesma magia do filme original.

Cada capítulo começa com uma letra do alfabeto.

1 – A História sem Fim (Die unendliche Geschichte) é baseado na obra de Michael Ende, publicado em setembro de 1979, que tem uma interessante característica: cada capítulo inicia com uma letra diferente do alfabeto, de A a Z. O autor não aprovou a adaptação de sua obra em filme e recusou seu nome nos créditos. Ele pediu aos produtores que alterassem o título do filme e, como não foi atendido, abriu uma ação contra o estúdio, mas perdeu a causa.

Obra será relançada em agosto com ilustrações coloridas pintadas à óleo.

2 – Best-seller mundial e clássico da literatura fantástica, a obra ganhará uma edição especial ilustrada – a primeira que utiliza imagens coloridas, pintadas pelo artista Sebastian Meschenmoser. A obra terá formato maior que o original para melhor apreciação das 50 pinturas a óleo do artista, bem com das mais de 100 ilustrações presentes no livro. O lançamento acontece em agosto.

Quer voar com Falcor? Dê um pulinho na Alemanha.

3 – O filme foi a produção mais cara da Alemanha na época. Não apenas isso: foi o filme mais caro produzido fora dos Estados Unidos e União Soviética (atual Rússia). O investimento valeu a pena, pois custou US$ 27 milhões e arrecadou US$ 100 milhões mundialmente. O sucesso garantiu a criação de o parque de diversões Bavaria Filmstadt, na Alemanha (semelhante à Universal Studios, nos EUA) onde é possível encontrar vários itens relacionados ao filme e até mesmo “voar” nas costas de Falcor, o dragão da história.

Tema do filme não emplacou na época. Hoje, é um superhit!

4 – Fora de casa, o filme foi um grande fracasso. Nos Estados Unidos, por exemplo, ficou em 5º. lugar na semana de estreia e perdeu várias posições nas semanas seguintes. Outro grande fracasso foi a hoje campeã de popularidade música-tema, Never Ending Story, interpretada por Limahl. Ela só se tornou famosa um ano após o lançamento do filme, quando este chegou ao mercado de home-vídeo e começou a ser exibido nas TVs a cabo.

Duas sequências, mas sem o mesmo encanto.

5 – A história cobre apenas a primeira metade do livro escrito por Michael Ende. A segunda metade foi apresentada na sequência, A História sem Fim II – O Próximo Capítulo (1990). A continuação deveria ser filmada logo em seguida ao término do primeiro filme, mas o processo movido pelo autor atrasou em seis anos a produção. Há ainda uma terceira parte – A História Sem Fim III (1994) – que é praticamente esquecido e nem foi lançado em DVD no Brasil. Cada continuação ganhou novos atores nos papéis principais: Bastian é interpretado por Jonathan Brandis na segunda parte e Jason James Richter na terceira. O mesmo acontece com a Imperatriz e Atreyu (que não aparece na parte III). O único a repetir seu papel foi o proprietário da livraria Coreander (Thomas Hill)., mas só na parte II. Na terceira parte, ele foi substituído por Freddie Jones.

Depois de quase morrer nas filmagens, Noah Hathaway decidiu ser tatuador.

6 – O ator Noah Hathaway, intérprete do guerreiro Atreyu, passou maus bocados durante as filmagens. Enquanto aprendia a cavalgar, o cavalo Artax jogou o garoto no chão e chegou a pisar nele. Na cena do Pântano da Tristeza, sua perna ficou presa no elevador que afundava o cavalo e ele foi arrastado para baixo d’água, perdendo os sentidos. Por fim, em sua luta com o lobo Gmork, uma das patas da criatura atingiu o rosto do ator, quase fazendo com que perdesse o olho. Noah, hoje atua como tatuador, também já foi Harry Potter, muito antes do bruxinho ter sido criado por J. K. Rowling. Esse era o nome do seu personagem no filme Troll – O Mundo do Espanto (1986).

O eclético ator Alan Oppenheimer

7 – O que A História sem Fim, He-Man, Rambo, Superman e O Mágico de Oz têm em comum? O ator Alan Oppenheimer, que dublou vários personagens nessas séries (e em muitas outras): ele fazia as vozes do Esqueleto, Pacato e Mentor em He-Man e Os Defensores do Universo (1983-1985), foi o Coronel Trautman na animação de Rambo (1986), fez o pai do Superman, Jonathan Kent, na animação produzida pelos estúdios Ruby-Spears (1988) e foi o próprio Mago, na série animada O Mágico de Oz (1990). Em A História sem Fim, Oppenheimer dublou ninguém menos do que Falkor, o dragão, além do simpático Come-Pedra e o macabro Gmork. Mais eclético impossível!

Filho do Hulk

8 – Inicialmente, o personagem Atreyu deveria ser verde, como no livro. No entanto, seu intérprete achou que ficou “parecendo um fungo” e preferiram deixá-lo ao natural.

Para o alto e avante!

9 – A História sem Fim deveria ter estreado no final do ano, nos Estados Unidos. No entanto, quando a Warner Bros. divulgou o lançamento de Supergirl, que era o principal lançamento naquele ano, o estúdio antecipou a estreia para não perder público. A estratégia funcionou, pois no ranking geral dos filmes de 1984, A História ficou na 54ª. posição, enquanto que a Heroína de Aço ficou em 66º. lugar.

Você lembra? Eu, não…

10 – Pouca gente se lembra, mas o filme rendeu uma série animada entre 1995 e 1996, com 26 episódios. A série mostrava Bastian voltando a Fantasia para ajudar a Imperatriz a combater o Nada, que voltou para ameaçar o reino. Além dos velhos conhecidos Atreyu, Come-Pedra, Falkor, Urgl e Morla, a tartaruga gigante, o garoto encontra novas criaturas e ganha novos amigos.

 

 

Top 10 – Melhores livros lidos em 2018

Finalizando nossa retrospectiva, hoje vamos eleger os 10 melhores livros do ano. Já faz algum tempo que tenho estabelecido uma meta de ler 52 livros por ano (um por semana). Claro, a correria do dia a dia não permite que eu atinja essa meta, mas consigo manter uma boa meta. Neste ano, foram 30 livros lidos (29, na verdade, com um em finalização), dos quais listo aqui os dez melhores.

Sempre uma diversão garantida

10 – Diário de Um Banana 13 – Batalha Neval (Jeff Kinney)– A série Diário de um Banana já rendeu 13 livros e quatro filmes para o cinema. É um fenômeno mundial e inaugurou um estilo divertido que foi copiado por muitos outros autores. A cada nova edição, o “banana” Greg Heffley se mete em muitas confusões em sua busca por popularidade e, talvez aí esteja o sucesso da série, são situações pelas quais muita gente passa também – reservadas as devidas proporções. Após 13 livros, o texto não tem muita novidade e acaba sendo “mais do mesmo”, mas é sempre uma diversão garantida.

Quatro em um

9 – Coração de Vidro (José Mauro de Vasconcelos) – Livro bem antigo (é de 1964), conta uma mesma história narrada sob quatro pontos de vista diferentes: um pássaro, um peixe, um cavalo e uma árvore. O sensacional é perceber como cada história se relaciona com a outra e como transmite preciosas lições sobre empatia, liberdade, respeito com a Natureza, solidão e saudades. Leitura perfeita para pais ensinarem esses valores às crianças.

Lições de vida em família.

8 – Família – Urgências e Turbulências (Mário Sérgio Cortella) – Qualquer livro do filósofo Cortella é uma aula de sabedoria, além de proporcionar uma leitura rápida e fluente, sem termos incompreensíveis. Esta obra reflete sobre as relações familiares e sobre como os pais sentem dificuldades em educar os filhos nos dias atuais, porque desaprenderam a estabelecer limites. Educação não é receita de bolo e cada família tem o seu jeito e a sua vivência de educar os filhos, mas algumas normas são universais e é exatamente estas que o filósofo traz à tona, com toda propriedade que lhe cabe.

Coleção baseada nas séries de TV

7 – Coleção TV Estronho – O Incrível Hulk / Ultraman – Dois livros que fazem parte de uma coleção que resgata clássicos seriados de TV, são um verdadeiro guia para os fãs. O livro do Incrível Hulk, de autoria de Saulo Adami, traz curiosidades de bastidores da série do Verdão, com direito a uma trajetória também pelos desenhos animados, quadrinhos e longa-metragens do cinema. Já o livro do Ultraman, de Danilo S. Modolo (falamos sobre ele aqui), é bem mais informativo, com entrevistas com dubladores originais do seriado japonês além de traçar a trajetória do herói e séries derivadas. Ambos os livros trazem guia de episódios com sinopses detalhadas. Obra de fã.

Fantasia medieval

6 – Drako e a Elite dos Dragões Dourados (Paola Giometti) – Ainda estamos devendo uma matéria mais completa sobre este livro na seção Dicas Literárias, mas já podemos colocar o livro no ranking. Mais uma obra encantadora da autora Paola Giometti, que já nos encantou com a trilogia das Fábulas da Terra (falamos um pouco sobre ela aqui) e, desta vez, nos leva ao reino dos dragões para ensinar valores como a perseverança, a fé e a amizade, independentemente da raça, cor ou condição. Um texto agradável e cheio de reviravoltas a cada capítulo.

Dose cavalar de literatura

5 – A Última Corrida (Marcos Rey) – Obra do famoso autor paulista, datada de 1963, tem como cenário os bastidores das corridas de cavalo, muito mais populares em décadas passadas. E um assunto velho, datado e desinteressante se torna, nas mãos de Marcos Rey, uma história fascinante e envolvente. O autor dominava a arte da escrita como ninguém e soube, com seus livros, trazer muita cultura e um retrato da sociedade de sua época, sempre tendo como pano de fundo as esquinas de São Paulo.

É um livro ou um CD?

4 – Playlist – Vidas em Singles (Leandro Schulai) – Um projeto pra lá de criativo, tanto do autor quanto do editor. O primeiro escreveu contos relacionados a músicas que fizeram parte da sua vida. O segundo criou um livro num formato diferenciado que lembra um CD e reunirá mais três edições até 2021, cujas capas, colocadas lado a lado, formam uma imagem única. Não tem como não se encantar! Mas fora essa questão estética, os textos são muito bons e você praticamente ouve as músicas enquanto lê. Aliás, uma sugestão para leitura é exatamente ouvir a música enquanto lê o conto, tornando a interação entre história e canção ainda mais viva. São experiências criativas que um livro é capaz de proporcionar…

Pesquisa aprofundada sobre a trajetória do Homem de Aço.

3 – Superman – Uma Biografia Não Autorizada (Glen Weldon) – Um verdadeiro dossiê sobre tudo o que se sabe sobre o Homem de Aço, passando pelos quadrinhos, rádio, teatro, séries de TV, cinema, games… enfim, um extenso e completíssimo trabalho de pesquisa realizado pelo autor que só foi estragado pela falta de zelo na edição brasileira, cheia de erros de tradução e digitação. Porém, isso não tira o mérito da qualidade do material original, indispensável para quem é fã do personagem que inaugurou a era dos super-heróis. 

Celebrando 25 anos do selo

2 – Vertigo – Além do Limiar (Vários Autores) – Encabeçado pelo designer, fã de quadrinhos e administrador do site Guia dos Quadrinhos, Edson Diogo, o livro reúne jornalistas especializados em quadrinhos, roteiristas, profissionais da área e conceituados desenhistas em contos para comemorar os 25 anos do selo Vertigo, propriedade da DC Comics. Fizemos nossa crítica mais detalhada aqui, mas vale destacar que o conjunto da obra, que inclui o texto e as artes exclusivas que ilustram cada um deles, além da edição primorosa e impressão de qualidade fazem valer cada centavo gasto com o exemplar. Merece destaque como um dos melhores do ano, com todo mérito!

Livro para ouvir

1 – Almanaque da Música Pop no Cinema (Rodrigo Rodrigues) – O cinema e a música têm uma relação desde os primórdios da sétima arte, quando os filmes eram mudos e as orquestras ocupavam os saguões dos cinemas, animando as projeções com uma trilha sonora incidental. De lá para cá, muito se evoluiu a algumas músicas se tornaram tão marcantes que é impossível separá-las de seus respectivos filmes. Esse livro compila várias delas, de todas as épocas, com curiosidades de bastidores dos filmes e um checklist completo de sua trilha sonora. Ideal para, assim como relatado no item 4 deste check list, ler ouvindo. Uma leitura divertida com uma trilha deliciosa.

Dá pra ficar doente com esse vírus…

Mico Literário – Ambientado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o livro O Vírus Literário Bagunça a Bienal (A. D. Fróss) tem a pretensão de ser uma obra infantil. Mas tem um texto confuso, que se propõe a explicar como funciona o mercado editorial e os bastidores do popular evento, misturando a fantasia de um vírus vilão e um vagalume super-herói que se torna amigo do protagonista… enfim, a história atira para todo lado e não acerta lugar nenhum. Um horror!

Feliz 2019 a todos os leitores e seguidores do blog Raio X!

Com este post, encerramos nossa Retrospectiva 2018. Desejamos a todos os nossos leitores um Feliz Ano Novo e que 2019 traga muitas coisas boas, entre livros, filmes, quadrinhos, games, séries de TV… Nos vemos no ano que vem com nosso Preview Cinema 2019!!