Top 10 – Os Melhores Quadrinhos de 2016

blog-abreContinuando nossa retrospectiva 2016, hoje trazemos a lista com os 10 melhores quadrinhos do ano. O foco foi nas publicações da Panini porque, infelizmente, a editora ainda domina o mercado brasileiro e os independentes ainda têm um preço pouco convidativo. No vídeo, nossos dez classificados:

Top 10 – O melhor do cinema em 2016

blog-abreE aqui estamos nós para mais um Top 10 (Retrospectiva 2016 com nome metido) elegendo os melhores filmes do ano. No final de 2015, estávamos todos empolgadíssimos com a expectativa de um ano cheio de filmes nerds, mas o balanço não se mostrou tão positivo assim e a maioria dessas produções foi bem decepcionante.

pipocaMesmo assim, tivemos bons filmes e listamos os 10 melhores (os que assistimos, pelo menos. Talvez tenha algum muito bom aí nesse meio que não foi mencionado. Desculpem por isso!). Vejam quais foram eles no nosso vídeo:

Amanhã faremos a eleição dos dez melhores quadrinhos do ano. Não percam!

 

Top 10 – Cenas que você (provavelmente) não viu em Luke Cage

blog-abreATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS

A série de Luke Cage está bombando na Netflix e, como sempre, traz várias referências ao universo do super-herói nos quadrinhos e também aos outros filmes e séries do universo cinemático da Marvel. Como nem todo mundo tem a percepção (ou o conhecimento) destas chamados easter eggs, a gente facilitou o trabalho e criamos esse Top 10 pra você ficar antenado em todos os segredinhos da série, que enriquecem a compreensão do personagem. Só tome cuidado na leitura: se você ainda não viu todos os episódios, este post contém revelações importantes sobre a trama (SPOILERS! SPOILERS! SPOILERS!).

Referência poderosa

Referência poderosa

1 – O Poderoso – Logo no primeiro episódio, Pop (Frankie Faison) chama Luke Cage (Mike Colter) de “Poderoso” – Power Man, no original. Esse é o nome com o qual o gibi do herói saiu nos anos 1970.

Quanto você quer pela edição 1 da sua revista?

Quanto você quer pela edição 1 da sua revista?

2 – Herói de Aluguel – Outra referência importante à origem do personagem: quando Luke Cage foi criado, em 1972, ele decidiu utilizar seus recém-adquiridos poderes em benefício próprio e só realizava trabalhos heroicos mediante pagamento. Na série, Luke é um cara mais legal e faz o bem de graça, mas os roteiristas não esqueceram seu passado. Na cena em que Luke defende o restaurante Genghis Connie de um bando de arruaceiros, a proprietária (Jade Wu) quer lhe pagar e diz que ele poderia ganhar muito dinheiro trabalhando como guarda-costas.

Ridículo... mas épico.

Ridículo… mas épico.

3 – Visual clássico – no trailer da série, os fãs mais antigos já se esbaldaram em ver Luke de braceletes e tiara saindo do tonel de produtos químicos, mas os produtores ainda reservaram o melhor. Ao fugir da cadeia, Luke  rouba de um varal uma camisa de seda amarela, calça azul e até o cinto de corrente. Visual dos quadrinhos completinho, pra arrancar suor dos olhos de qualquer fã. Valeu, Netflix!

Minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos... quanta diferença!!

Minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos… quanta diferença!!

4 – David Griffith – Essa ninguém percebeu, a não ser que tenha lido os créditos. O rapaz que vende DVDs do “incidente de Nova York” nas ruas do Harlem e convida Cage para filmar as ações dele e ganhar dinheiro com os vídeos – tornando-se uma espécie de agente do herói – é David Griffith (Jeremiah Craft), que, nos quadrinhos, atua como relações públicas de Cage, recebendo telefonemas e anotando os casos para ele resolver.

O que eu estou fazendo nessa série? Eu devia estar na série do Demolidor!

O que eu estou fazendo nessa série? Eu devia estar na série do Demolidor!

5 – Ben Donovan – Outro personagem que deve ter passado batido é “Big” Ben Donovan (Danny Johnson), o advogado de Boca de Algodão (Mahershala Ali), que também apareceu na segunda temporada da série do Demolidor. Nos quadrinhos, Donovan também é um advogado, que se destaca pela sua estatura avantajada e força proporcional ao tamanho. Em seu primeiro contato com Luke Cage, os dois se desentenderam porque Big Ben estava bêbado e achou que Cage estava se envolvendo com a mulher à qual ele estava interessado. Depois, porém, Ben mostrou que é bom caráter e ajudou o herói em diversas circunstâncias. Ele tem a característica de ser o cara certo se envolvendo com as pessoas erradas e isso também acontece na série.

Estive num SPA e ganhei esse corpinho esbelto.

Estive num SPA e ganhei esse corpinho esbelto.

6 – Black Mariah – Mais uma de personagem: a vereadora Mariah Dillard é uma representação da personagem Black Mariah, líder de uma gangue de criminosos nos quadrinhos de Luke Cage. Ela não possui superpoderes, mas se utiliza de seu tamanho acima do normal e sua força idem para tocar o terror nas ruas do Harlem. Embora a diferença física indique que não haja nenhuma relação entre as personagens, há uma cena em que a vereadora discute com Boca de Algodão e o gangster a ofende, chamando de Black Mariah, deixando claro essa ligação.

“Viu um crime? Denuncie!” Stan Lee ensinando cidadania.

7 – Stan Lee – Como já é tradição, Stan Lee faz sua participação especial na série, de forma bem velada. Quando Luke está fugindo da polícia e vê alguns criminosos se preparando para roubar um bar, na parede do estabelecimento há um pôster com a foto do criador da Marvel, vestido de policial. Vale lembrar que na série do Demolidor, titio Stan também apareceu numa foto na delegacia de polícia, o que significa que tem um “papel fixo” como policial no universo Marvel da Netflix.

Alguém aí tem um braço mecânico sobrando pra me emprestar?

Alguém aí tem um braço mecânico sobrando pra me emprestar?

8 – O braço de Misty – Nos últimos episódios, Misty (Simone Missick) leva um tiro que atravessa seu braço direito e perfura uma artéria. Claire (Rosario Dawson) a examina e diz que, se algo não for feito rapidamente, ela corre o risco de perder o membro. Como todo fã sabe, nos quadrinhos, Misty Knight teve seu braço direito destruído por uma explosão e substituído por uma prótese biônica. Na série, porém, ela aparentemente se recupera do atentado e tudo indica que isso foi só uma homenagem mesmo. No entanto, olhos mais atentos notaram que, de um episódio para outro, a tala que ela tinha no braço desapareceu. Será um erro de continuidade (o mais provável, admito!) ou um indicativo de que ela sofreu alguma cirurgia secreta e ganhou seu membro mecânico a ser revelado futuramente?

A minha voz continua a mesma, mas... ei, já usaram essa piada neste post!

A minha voz continua a mesma, mas… ei, já usaram essa piada neste post!

9 – Filha do Dragão – O último episódio reservou uma surpresa muito boa, com a revelação do novo visual de Misty Knight, que remete ao título Filhas do Dragão (2006) onde a detetive resolve casos com sua colega Colleen Wing (falaremos sobre ela no próximo tópico). A policial (ou ex?) adentrou a boate Harlem’s Paradise com cabelo black power e vestido vermelho, idêntica à sua versão nas HQs.

Gancho para a série do Punho de Ferro

Gancho para a série do Punho de Ferro

10 – Colleen Wing – Também no último episódio, Claire Temple pega ticket do anúncio da escola de artes marciais de Colleen Wing. Colleen é uma exímia lutadora que tem, juntamente com Misty Knight, uma agência de investigações em Nova York. Além disso, a jovem também é uma das melhores amigas de Daniel Rand, o herói conhecido como Punho de Ferro – que será a nova série da Netflix, a estrear em 17 de março de 2017. Esta cena já deixa um gancho para a próxima série e estabelece a conexão de Claire, que provavelmente vai à escola para aprender defesa pessoal (se envolvendo com tantos super-heróis, nada mais apropriado…).

Existem muitos outros easter eggs nos episódios, com citações de personagens como Demolidor, Jessica Jones, Justiceiro, Homem de Ferro, Capitão América, Vingadores… mas são muito óbvios, principalmente para quem vem acompanhando esse universo cinemático e televisivo da Marvel. Nosso post procurou destacar as referências mais sutis ou aquelas mais ligadas aos quadrinhos. E aí? Detectou mais alguma referência bacana que nos passou despercebida? Deixe seu comentário abaixo!

Top 10 – Melhores de 2015 nos Quadrinhos

blog abreContinuando nossa retrospectiva 2015, chegou a hora de eleger os melhores quadrinhos do ano. Como a lista anterior, esta é restrita ao âmbito das coisas que fazem parte da minha coleção. Mesmo assim, incluí algumas edições independentes que li e que merecem destaque, mas sei que ficou faltando muita coisa boa. Ainda tenho esperança de poder abrir o leque e fugir de uma editora única, mas por enquanto, ainda não foi possível. Quem sabe isso não muda em 2016? De qualquer forma, eis as 10 melhores que li este ano:

Transformar uma Estrela de Belém em shuriken pra matar vampiros. Cool!

Transformar uma Estrela de Belém em shuriken pra matar vampiros. Cool!

10 – Kris Klaus – Papai Noel Casca Grossa: É verdade que os autores são meus amigos – Maurício Muniz (roteiro) e Joel Lobo (arte) – mas essa HQ não está aqui por gentileza ou por amizade. Ela é, realmente, muito boa e divertida. Além de resgatar a mitologia do Papai Noel, mistura com uma história de vampiros, criando uma interessante vertente da clássica luta entre o bem e o mal. É um roteiro bem escrito, com boa pesquisa nas raízes do Bom Velhinho e arte em branco e preto que cria o clima perfeito para uma história de terror. Mas um terror leve, que pode ser lido também pelas crianças. É diferente e criativo.

Iac, iac e muito trá-lá-lá

Iac, iac e muito trá-lá-lá

9 – Superpateta – 50 Anos: Uma das melhores edições do Disney Temático dos últimos tempos, resgatando as origens do atrapalhado herói e, pela primeira vez, apresentando suas três origens numa mesma edição – sim, até nisso ele é enrolado. Iac, Iac! Um excelente trabalho de pesquisa de Marcelo Alencar, com editorial que apresenta a evolução do personagem ao longo dos 50 anos e reúne, além das suas HQs mais icônicas, também material inédito. É uma edição para ler e guardar pra sempre, pois trata-se de um documento histórico. No caso, um superdocumento.

Tudo começou aqui

Tudo começou aqui

8 – Marvel Origens – Os anos 60: Uma das notícias mais aguardadas do ano foi a continuidade da Coleção de Graphic Novels Marvel da Salvat, depois de dois anos de seu início. No final de novembro, a editora anunciou uma expansão com mais 60 volumes, sendo 40 de histórias clássicas e 20 de aventuras atuais. A primeira edição clássica é o sonho de todo fã, pois reúne, num mesmo exemplar, as primeiras aparições do Quarteto Fantástico, Homem-Formiga, Hulk, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Vespa, X-Men, Vingadores, Capitão América (a sua ressurreição, depois da guerra) e Demolidor. Mais do que um simples encadernado, este volume reúne o suprassumo da Marvel e mostra, apesar da ingenuidade das histórias, o início dos personagens que se mantêm até hoje na memória e no coração dos fãs.

Material de qualidade para apresentar a saga

Material de qualidade para apresentar a saga

7 – Star Wars: No ano em que Star Wars entrou na moda novamente, a Panini soube aproveitar o hype e, além dos quadrinhos da saga, com histórias recentes de Luke Skywalker e seus amigos, também relançou as quadrinizações dos filmes em edições encadernadas. O acabamento luxuoso – papel de qualidade, letras douradas na primeira trilogia e prateadas na segunda, preço acessível – fez do material um excelente instrumento para apresentar a saga cinematográfica aos novos leitores, além de resgatar a história completa para os fãs antigos. Infelizmente, por erro de planejamento ou algum outro problema interno, ainda ficaram faltando os episódios 5 e 6 – que vão ficar para 2016 – mas mesmo assim, por tudo que foi relatado acima, os encadernados merecem estar nesse ranking.

Sou pequenino, do tamanho de um botão...

Sou pequenino, do tamanho de um botão…

6 – Homem-Formiga: Aproveitando a esteira do filme, a Panini também lançou um encadernado do Homem-Formiga cujo mérito maior está em apresentar histórias com os três homens que vestiram o uniforme do minúsculo herói. Embora a principal história seja a que mostra a origem de Scott Lang (o herói do filme e a imagem estampada na capa do encadernado), o título também traz a primeira aparição de Hank Pym e da Vespa e uma história de Eric O’Grady, inédita no Brasil. Histórias excelentes que valem cada centavo da revista.

Bem que podiam mudar meu nome para Capitão DC

Bem que podiam mudar meu nome para Capitão DC

5 – Shazam – Com uma palavra mágica…: Encadernado que reúne as primeiras HQs do herói na fase Novos 52, traz uma nova origem dentro das mudanças propostas pela renovação editorial da DC Comics, dentre as quais a principal é a adoção oficial do nome Shazam para o personagem, ao invés de Capitão Marvel. O roteirista Geoff Johns trata com muito humor a narrativa e inclui várias referências à mitologia clássica do herói, dando uma nova visão a personagens como o tigre Senhor Malhado, ao vilão Dr. Silvana e a minhoca inteligente Sr. Cérebro. A arte de Gary Frank ajuda a valorizar o material que merece uma continuação, mas infelizmente, a participação de Shazam se limita às HQs da Liga da Justiça. Ou seja: esta é uma edição única.

Ninguém pode dizer que o Cavaleiro da Lua é deselegante.

Ninguém pode dizer que o Cavaleiro da Lua é deselegante.

4 – Cavaleiro da Lua: O roteirista Warren Ellis assumiu o título do obscuro personagem e criou uma excelente fase que explora o lado psicológico do herói, apresentando inimigos tão insanos quanto ele. O arco mostra o vingador noturno envolvido com fatos sobrenaturais, fantasmas, sonhos e outras viagens ao inconsciente. As situações são tão malucas que o leitor se sente dentro da mente do Cavaleiro da Lua. É fenomenal!

Qualidade de cinema

Qualidade de cinema

3 – Aurora: A primeira HQ do ator Felipe Folgosi foi financiada pelo site Catarse e sofreu um atraso de alguns meses em relação ao prometido por problemas técnicos que fugiram ao controle do autor. Apesar disso, Folgosi cumpriu o prometido com uma HQ melhor do que o anunciado: com o dobro de páginas. A história faz uso de fatos científicos misturados à ficção para narrar a origem do homem que é o próximo passo evolutivo da humanidade e desenvolve poderes mentais após ser banhado pela estranha luz de uma aurora boreal. O roteiro é cinematográfico e em nada deixa a dever aos quadrinhos de super-herói mais consagrados das editoras Marvel e DC. Tomara que não pare no primeiro volume.

Quarteto Fantástico

Quarteto Fantástico

2 – Graphic MSP: Em relação ao ano anterior, o projeto ganhou mais agilidade e lançou quatro edições (contra duas em 2014). A qualidade das histórias também se mostrou superior, com um título melhor que o outro: começou em grande estilo com Penadinho – Vida (março), seguiu com Turma da Mônica – Lições (Agosto), Turma da Mata – Muralha (Setembro) e fechou com chave de ouro ao apresentar Louco – Fuga (Novembro). Roteiros primorosos, arte espetacular e cheia de magia e uma visão única dos personagens garante a presença do selo todos os anos no ranking de melhores do ano.

Comemorando os 75 anos do Batman com uma história de 172 anos.

Comemorando os 75 anos do Batman com uma história de 172 anos.

1 – Batman – Noel: Só pelo fato da história adaptar o clássico Conto de Natal de Charles Dickens já é garantia de uma boa história. Aí o roteirista Lee Bermejo mescla o universo do Batman no mundo de Dickens e cria um espetáculo visual quase cinematográfico com arte de encher os olhos a cada página. A relação feita entre os fantasmas do passado, presente e futuro com o mundo do Batman é perfeita e nos deixa a impressão de que tanto a história como os personagens nunca envelhecerão, pois sempre há uma forma nova de abordá-los.

Vou dar porrada em quem escreveu esse troço ruim.

Vou dar porrada em quem escreveu esse troço ruim.

HQ Mico: Claro que não poderia faltar nesta lista aquela revista “vergonha alheia”. Muito embora as atuais revistas de linha da Marvel/DC estejam em baixo nível, sempre tem uma pior. No meu caso, a pior que li este ano foi Punho de Ferro: Arma Viva, lançado pela Panini. A tentativa de recontar a origem do herói para as novas gerações de leitores se perde num roteiro mal escrito, que peca pela falta de qualidade, arte mal feita, além de vilões sem motivação válida e personagens sem carisma. A leitura é tão frustrante que dá vontade de voltar na banca de jornal e pedir o dinheiro de volta. O pior é pensar que tem uma série do Punho de Ferro vindo aí e a Marvel deveria investir pesado no herói para alavancar a série. Com esse material, não vai dar audiência nenhuma.

Top 10 – Melhores de 2015 no Cinema

blog abreChegou a hora das retrospectivas! Tradicional em todos os veículos de comunicação, as retrospectivas nos ajudam a relembrar o que de melhor (e de pior também!) foi realizado durante o ano. Como nos anos anteriores, apresentamos a lista dos 10 melhores filmes do ano, numa escolha bem pessoal e limitada. Por questão de tempo e dinheiro, não foi possível assistir tudo o que deveria e gostaria, mas mesmo discordando das escolhas e tendo outra ordem ou filme favorito, saiba que esta não tem a pretensão de ser uma lista definitiva, mas apenas uma avaliação de boas produções apresentadas neste ano. Caso discorde de algo ou tenha alguma sugestão, deixe nos comentários. Vamos às nossas escolhas!

Roteiro criativo e um elenco bem entrosado.

Roteiro criativo e um elenco bem entrosado.

10 – Caminhos da Floresta: Logo no início do ano, a produção teve o mérito de recontar vários contos de fada numa única história, encontrando um ponto comum entre eles para fazer a ligação das tramas. O ruim da coisa é que a história é toda musicada (a trama é baseada num musical da Broadway) e chega um momento que toda aquela cantoria incomoda. Porém, o fato de ter Meryl Streep como a Bruxa Má e ser uma produção da Disney – o que garante uma produção técnica impecável – compensam o sacrifício.

Estou tão feliz que poderia flutuar...

Estou tão feliz que poderia flutuar…

9 – 007 contra Spectre: O filme de despedida de Daniel Craig no papel do agente secreto mais famoso do mundo fecha com chave de ouro a quadrilogia do reboot do personagem, iniciada com Cassino Royale (2006) e continuada em Quantum of Solace (2008) e Skyfall (2012). A trama amarra as pontas soltas deixadas pelos outros filmes e conclui trazendo de volta um personagem importantíssimo para a mitologia do espião numa história cheia de ação, tiros, carros incrementados e, claro, bond girls. Tem, sim, os seus exageros, mas, no geral, é um excelente filme que faz jus ao clássico heróie consagra Craig como um dos melhores atores a interpretá-lo.

Os maiores heróis da terra reunidos de novo.

Os maiores heróis da terra reunidos de novo.

8 – Vingadores – Era de Ultron: o filme dividiu opiniões, inclusive entre especialistas da área, mas o fato é que a segunda aventura dos Maiores Heróis da Terra cumpriu aquilo a que se propôs. O filme incluiu três novos heróis – Mercúrio, Feiticeira Escarlate e Visão -, introduziu o vilão Ultron, um dos mais importantes inimigos da equipe nos quadrinhos e, de quebra, ainda deixou os ganchos que vão conduzir para Capitão América: Guerra Civil, que estreia em abril/2016. Não teve o mesmo teor da novidade que o primeiro Vingadores (2012) – daí, talvez, a frustração nas expectativas – mas é um ótimo filme de super-heróis, no melhor estilo Marvel.

Pro alto e avante, Anthony!

Pro alto e avante, Anthony!

7 – Homem-Formiga: Mais uma produção da Marvel, que concluiu a fase 2 e, assim como Guardiões da Galáxia (2014), surpreendeu por pegar um personagem de terceiro escalão e criar uma história divertida e cheia de ação. Homem-Formiga não é um filme de super-heróis, é uma comédia que tem um super-herói como protagonista. Está na frente dos Vingadores porque, ao contrário deste, trouxe o teor da novidade e superou expectativas.

Calma que aqui não é a mamãe!

Calma que aqui não é a mamãe!

6 – Jurassic World: A volta ao mundo dos dinossauros de Steve Spielberg trouxe uma renovação à franquia, principalmente com a presença de Cris Pratt como protagonista. O curioso é que o filme não tem nenhuma premissa nova que já não tenha sido explorada nos filmes anteriores – a abertura de um parque onde os dinossauros geneticamente evoluídos são a atração e que, por conta da ganância humana, estes acabam soltos e colocando em risco os visitantes. Mesmo assim, as ótimas cenas de ação e a interpretação de Pratt garantiram ao filme a maior bilheteria do ano nos cinemas mundiais (marca que dificilmente será superada este ano).

Tristeza está chorando de felicidade por estar no nosso Top 10

Tristeza está chorando de felicidade por estar no nosso Top 10

5 – Divertida Mente: Após três anos sem novidades – Universidade Monstros (2013) trouxe personagens já conhecidos, sendo o anterior, Valente (2012) o último filme realmente novo – a Pixar provou que ainda não perdeu o feeling criativo ao “invadir” a mente humana e personificar os sentimentos. Uma das produções mais criativas da empresa, tem humor, tem drama e tem cada expectador dentro da história, porque é impossível não se identificar com as situações e imaginar as memórias sendo cuidadas pelos “bichinhos” da Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojo. Genial, como é comum nos estúdios Pixar!

Essa página é velha conhecida, mas a história é nova.

Essa página é velha conhecida, mas a história é nova.

4 – O Pequeno Príncipe: Outra animação na lista e, o mais interessante é que se trata de uma história que já foi repetida à exaustão em várias mídias. No entanto, esta animação consegue repetir uma história conhecida tornando-a nova como se fosse narrada a primeira vez. Obviamente, isso se deveu à estrutura narrativa, que foca no relacionamento de uma menina com seu vizinho idoso recém-conhecido, tendo a história do Príncipe como uma trama paralela. A fórmula “idoso que conta suas experiências para a criança” também é antiga, mas funciona perfeitamente e cria uma história emocionante e terna, que é ainda mais intensificada com as frases clássicas do Pequeno Príncipe, que já sabemos de cor, mas que se encaixam perfeitamente na história dos vizinhos. É encantador!

Se eu fizer mais um filme com mordaça, juro que vou mudar de profissão!

Se eu fizer mais um filme com mordaça, juro que vou mudar de profissão!

3 – Mad Max: Estrada da Fúria: a maioria dos sites de cinema estão considerando este o melhor filme do ano. Vou contradizer todos eles. O filme é muito bom e tem uma qualidade técnica inquestionável, além de personagens bem explorados. Mas ainda faltou algo para ser considerado o melhor do ano. Talvez o fato do roteiro ter um looping incoerente – na primeira metade, o protagonista foge do local para, na segunda metade, decidir voltar ao ponto de partida. Há, claro, o motivo para isso, mas não deixa de ser estranho gastar tanto tempo para fugir para depois voltar. Fora isso, as cenas de ação são muito bem dirigidas, com perseguições, explosões, tiroteios e heróis cuja moral se confunde às vezes com a do vilão, mas que adoramos torcer por eles.

Entramos pra história do cinema, BB-8!

Entramos pra história do cinema, BB-8!

2 – Star Wars – O Despertar da Força: Num ano recheado de retornos de velhas franquias (tivemos 007, Jurassic Park, Exterminador do Futuro, Mad Max) a melhor ainda foi Star Wars. Além de trazer de volta os mesmos atores da franquia original, ainda passou a tocha para uma nova geração com uma história nem tão criativa – pegou elementos de todos os filmes anteriores, bateu no liquidificador e criou uma história “nova” – mas com a mesma magia do primeiro Star Wars. E os novos protagonistas – Rey, Finn, Poe e BB-8 são apaixonantes. O diretor J. J. Abrams merece aplausos por esse presente aos fãs.

Nosso Mad é muito mais Max do que os outros.

Nosso Mad é muito mais Max do que os outros.

1 – Birdman – A Inesperada Virtude da Ignorância: Embora o filme seja de 2014, ele só chegou aos cinemas brasileiros este ano. Tem uma trama inteligente e uma direção perfeita que passa a impressão que o filme foi gravado num único take. Impossível ficar indiferente à essa produção, que foge de todos os padrões e apresenta uma história ora divertida, ora dramática, ora nonsense, que explora a metalinguagem para criticar a indústria de cinema. Foi um fracasso comercial, mas abocanhou quatro Oscars, incluindo Melhor Filme.

Vamos fazer um fogueirão pra queimar esse filme e esquecer que ele existe!

Vamos fazer um fogueirão pra queimar esse filme e esquecer que ele existe!

Claro que não poderia faltar o CineMico, aquele filme que a gente vai ao cinema pra ver e sai com a impressão que perdeu duas horas da vida inutilmente. Que não consegue imaginar como um estúdio conseguiu pagar pra fazer um troço tão ruim… Em 2015, o CineMico não poderia ser outro, senão o longa-metragem do Quarteto Fantástico, que foi praticamente uma unanimidade. Público e crítica escorraçaram a produção, que conseguiu nos passar a sensação de que os filmes anteriores – incluindo o péssimo longa dirigido por Roger Corman em 1994, banido pela própria Marvel – não são tão ruins como pareceu a primeira vez. Uma façanha para poucos.

Não percam, amanhã, nossa postagem com o melhor dos quadrinhos de 2015.

Top 10 – Os piores filmes da Marvel

blog abreSempre que um novo filme de quadrinhos surge no cinema, é comum os nerds criarem sua lista de favoritos e conversarem sobre qual gostaram mais, qual é o menos bom e, assim, montarem um ranking de favoritos. Motivado pelo fracasso de Quarteto Fant4stico e pela pergunta dos amigos sobre se o Quarteto é melhor ou pior do que aquele outro filme X ou Y, que também é ruim pra dedéu, resolvi montar minha lista de piores.

É melhor ver o filme do Pelé.

É melhor ver o filme do Pelé.

Como estava tendo problemas em organizar o ranking (sim, é complicado decidir uma ordem de filmes ruins, tanto quanto de filmes bons. Difícil escolher qual é o pior…), decidi adotar alguns critérios para não ser tendencioso: escolhi os dez filmes e dei algumas notas para roteiro, efeitos, personagens e fidelidade às HQs, com notas de 1 a 5. Eis o resultado.

"Em quem será que Joel Schumacher se inspirou pra fazer os mamilos do Batman?"

“Em quem será que Joel Schumacher se inspirou pra fazer os mamilos do Batman?”

10 – Howard, o Super-Herói (Howard, The Duck, 1986): Com uma votação de 12 pontos, este filme tem toda cara de “produção Sessão da Tarde“. É daqueles que é tão ruim que até diverte, porque não foi feito pra ser sério mesmo. Então até que dá pra dar um desconto pela tosquice e dar boas risadas.

"É aqui o teste de elenco para a série 'Agentes da Shield'?"

“É aqui o teste de elenco para a série ‘Agentes da Shield’?”

9 – Nick Fury – Agente da S.H.I.E.L.D. (Nick Fury, Agent of Shield, 1998): Feito para TV, esta produção mostra o diretor da SHIELD, interpretado por David Hasselhoff, astro das séries Super Máquina e Baywatch, enfrentando o Barão Strucker e sua filha Víbora. Fez 11 pontos na nossa votação e ganhou a maior nota (4) no quesito personagem. Não chega nem aos pés de Samuel L. Jackson, mas também não desrespeitou a mitologia do herói.

"Foi daqui que pediram uma pizza americana? Não ouvi direito com essas orelhas de borracha..."

“Foi daqui que pediram uma pizza americana? Não ouvi direito com essas orelhas de borracha…”

8 – Capitão América (Captain America, 1990): Com 10 pontos no total, este filme é execrado pelos fãs por conta do Caveira Vermelha italiano e pelos efeitos especiais ruinzinhos. Mas o uniforme do Capitão está bem fiel ao original dos quadrinhos, tanto que ele ganhou uma nota 4 no quesito personagem. Até as orelhas pra fora da máscara ele tinha (mesmo que fossem de borracha). O filme é ruim, mas ainda é “assistível”.

"Obrigado, Josh Trank, por tirar um peso de nossas costas!"

“Obrigado, Josh Trank, por tirar um peso de nossas costas!”

7 – O Quarteto Fantástico (The Fantastic Four, 1994): A icônica produção de Roger Corman virou lenda entre os fãs. Foi feita às pressas para que o estúdio alemão Constantin Films não perdesse os direitos dos personagens, com um orçamento de apenas US$ 1,5 milhão. Claro que o resultado foi constrangedor! Mas no quesito fidelidade às HQs, ganhou um 3, bem como no quesito personagem. Os uniformes do Quarteto estão bacanas (dentro do possível, claro!) e o Dr. Destino é melhor do que a versão atual.

"Por dirigir essa coisa, merece sofrer com meu Olhar de Penitência"

“Por dirigir essa coisa, merece sofrer com meu Olhar de Penitência”

6 – Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance, 2011): a tentativa de fazer uma versão melhor que a anterior, de 2007, fez com que os diretores optassem por um herói mais queimado e sombrio (leia nossa crítica aqui). O problema é que, mesmo dirigido a quatro mãos, o roteiro não empolga, a fumaceira preta que sai da cabeça em chamas do Motoqueiro Fantasma incomoda, o ator Nicolas Cage exagera nas caras e bocas e o ator Christopher Lambert desperdiça seu talento numa participação monossilábica. Um erro que, ainda assim conquistou uma nota 3 no quesito efeitos especiais, garantindo a sexta posição no nosso ranking.

"Vou fazer o teste para a próxima versão do Motoqueiro Fantasma."

“Vou fazer o teste para a próxima versão do Motoqueiro Fantasma.”

5 – O Justiceiro (The Punisher, 1989): Não contente com o fracasso de seu He-Man (que até tem algumas coisas boas se você desconsiderar que aquele é o herói de Etérnia), o sueco Dolph Lundgreen ainda tentou uma nova investida no ramo de super-heróis e encarnou o Justiceiro. Só que não. Apesar da história do homem que vê a família ser assassinada e decide eliminar todos os criminosos, o personagem ficou totalmente descaracterizado numa trama policial qualquer. Nem tiveram a dignidade de lhe dar uma caveira no peito. Ainda assim, conquistou sete pontos na nossa votação.

Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo... não, pera...

Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo… não, pera…

4 – Geração X (Generation X, 1996): Mais uma produção feita para a TV, com o objetivo de ser o piloto de uma série. Como era trabalhoso fazer um filme com os X-Men, os grandes líderes de venda da Marvel na década de 1990, que tal começar com a equipe mutante de terceiro escalão? Ficou tão ruim que não rendeu nem a série de TV, quanto mais superar os originais… Ainda bem que, quatro anos depois, Bryan Singer nos deu um longa-metragem digno. Hoje, as pessoas sequer lembram que essa bomba existiu. Só não é pior que os três filmes abaixo porque ganhou um 2 para o roteiro e outro para fidelidade às HQs (a Rainha Branca até que é legal, vai…).

"Bota o nome dos X-Men lá no alto, quem sabe o povo pensa que o filme é bom?"

“Bota o nome dos X-Men lá no alto, quem sabe o povo pensa que o filme é bom?”

3 – Quarteto Fant4stico (Fantastic 4, 2015): Olha ele aí! Forte concorrente à pior produção de 2015, a família primordial da Marvel ainda conquistou a terceira colocação. Empatou com o filme seguinte (5 pontos), mas ficou numa colocação melhor em respeito às boas ideias que o filme teve (que, infelizmente, foram mal aproveitadas).

Todo aquele que tem medo queima ao toque do Homem-Coisa. Mas no filme foi o herói quem foi queimado.

Todo aquele que tem medo queima ao toque do Homem-Coisa. Mas no filme foi o herói quem foi queimado.

2 – Homem-Coisa – A Natureza do Medo (Man-Thing, 2005): Produção com pretensões de ser filme de terror, mas que o que assusta mesmo é como alguém pode gastar dinheiro com algo tão ruim. A trama insere o monstro do pântano (Ops!) apenas como um subterfúgio para alguns sustos (que não acontecem) numa história que mistura lendas indígenas num terreno assombrado e… ah, não queira entender. Se jogarem as cópias desse filme no pântano, vão dar indigestão nos jacarés.

Parece ator pornô, mas é o Dr. Estranho.

Parece ator pornô, mas é o Dr. Estranho.

1 – Dr. Estranho (Dr. Strange, 1978): O grande campeão dos filmes ruins, com apenas quatro pontos (nota 1 em cada categoria). O desrespeito ao personagem já começa com ele sendo um psiquiatra ao invés de médico. Há outro mago supremo, que quer passar o manto (literalmente) para Strange, que não acredita em misticismo. A grande vilã é Morgana Le Fay, a feiticeira dos tempos do Rei Arthur. Um horror! Espera-se que a Marvel traga a redenção ao mago, pois ele merece!

Coisas que você (provavelmente) não sabia sobre o Homem-Formiga

blog abreMais recente produção da Marvel Studios, o filme Homem-Formiga conquistou o público e a crítica e continua subindo nas bilheterias mundiais. Se você já viu – ou ainda pretende ver – o filme do diminuto herói, separamos 10 curiosidades a respeito do personagem que tornarão muito mais divertida a sua experiência com a produção. Duvida? Então veja abaixo:

Estreia não heroica: o personagem só foi ganhar uniforme colorido meses depois de seu surgimento

Estreia não heroica: o personagem só foi ganhar uniforme colorido meses depois de seu surgimento

1 – O Homem-Formiga estreou na revista Tales of Astonish 27 (1962), sendo um dos primeiros super-heróis da recém-nascida Marvel. Isso você já deve ter lido em várias reportagens por aí. O que você não deve ter lido é que, nessa estreia, o Homem-Formiga não era super-herói: a revista Tales to Astonish (Contos para Surpreender) era uma publicação focada em histórias de ficção científica e realismo fantástico, que apresentou a história de um cientista (Henry Pym) que descobriu uma forma de reduzir seu tamanho e vai parar num formigueiro, onde tem uma série de problemas com as “moradoras”. Percebendo o potencial super-heroico do personagem, Stan Lee resgatou-o algumas edições depois (Tales to Astonish 35), já devidamente transformado em herói, com roupa colorida e identidade secreta.

A concorrente também lançou um Homem-Formiga que nunca mais deu as caras.

A concorrente também lançou um Homem-Formiga que nunca mais deu as caras.

2 – Um ano depois da estreia do Homem-Formiga na Marvel, a concorrente DC também lançou um personagem com o mesmo nome. O Homem-Formiga da DC aparece na revista Batman 156 (1963), lutando ao lado de Robin, numa história em que Batman está fora da cidade. Sempre que o Menino Prodígio chega aos locais onde um crime está acontecendo, ele é surpreendido pela chegada do Homem-Formiga que ajuda a capturar os criminosos. Depois, é revelado que ele é um bandido, que tinha caído num riacho contaminado com uma fórmula de encolhimento criada por um cientista e tudo não passava de um plano para afastar as suspeitas de seus crimes.

Darren Cross existe nas HQs. E não é nada boa pinta.

Darren Cross existe nas HQs. E não é nada boa pinta.

3 – Darren Cross, o vilão do filme do Homem-Formiga, também já enfrentou o herói nos quadrinhos (mas não como Jaqueta Amarela que, ao contrário do filme, não é um vilão, mas sim outra identidade heroica de Hank Pym). Foi na estreia de Scott Lang como herói, publicada na revista Marvel Premiere 47 (1979). Na trama, Cross é um empresário que, na ânsia pela eterna juventude, realiza uma cirurgia para estimular seu coração e ganhar mais vigor. Porém, isso acelera seu metabolismo, obrigando-o a realizar constantes transplantes cardíacos, caso contrário ele morrerá. Assim, Cross sequestra a Dra. Érica Sondheim, que era a única capaz de salvar a vida de Cassie Lang, filha de Scott, que também estava morrendo. Para resgatar a médica e salvar sua filha, Lang se torna o novo Homem-Formiga.

Mitch Carson nas HQs. Essa cara derretida foi culpa do Homem-Formiga (mas não foi um soco no nariz).

Mitch Carson nas HQs. Essa cara derretida foi culpa do Homem-Formiga (mas não foi um soco no nariz).

4 – Outro personagem que aparece no filme e que veio dos quadrinhos é Mitch Carson, interpretado por Martin Donovan (no filme, ele é o agente da SHIELD que tem o nariz quebrado por Hank Pym logo no início do filme e, anos depois, compra a tecnologia do Jaqueta Amarela de Cross). Nas HQs, Carson é um agente de baixo escalão da SHIELD que foi escalado para vestir o traje do Homem-Formiga após a Guerra Civil que separou a comunidade super-heroica. No entanto, o agente nem chegou a por as mãos no traje, pois ele foi roubado pelo trapaceiro Eric O’Grady, que se tornou o terceiro homem a adotar a identidade do Homem-Formiga. Evidentemente, Carson não ficou contente e quase matou O’Grady para tomar dele o uniforme roubado, mas foi impedido pelo Homem de Ferro. Isso foi mostrado no título The Irredeemable Ant-Man (2006).

Levando um banho dos parceiros.

Levando um banho dos parceiros.

5 – Parece piada, mas o Homem-Formiga é o menor filme da Marvel, se considerarmos o seu tempo de duração (117 minutos).  O filme mais longo é Vingadores (2010), com 143 minutos, seguido bem de perto por Vingadores: A Era de Ultron (2015) com 141 minutos.

É a cara do pai!

É a cara do pai!

6 – Nos quadrinhos, Hank Pym é responsável pela criação do robô Ultron. No universo cinemático da Marvel, essa criação foi creditada a Tony Stark, para dar coerência aos acontecimentos que vêm se desenrolando desde o primeiro filme do Homem de Ferro. No entanto, uma sutil referência foi colocada na trama: o capacete do Jaqueta Amarela, que enfrenta o Homem-Formiga no filme, tem as feições do robô Ultron.

Não aguento mais ficar pendurado

Não aguento mais ficar pendurado

7 – A ideia de fazer um filme com o diminuto herói já está na cabeça dos executivos bem antes do surgimento da Marvel Studios. Quando o estúdio foi criado, o Homem-Formiga estava cotado para fazer parte da Fase Um, antes do longa dos Vingadores. Nada mais lógico, afinal o Homem-Formiga é um dos membros fundadores da equipe. No entanto, a produção atrasou e foi deixada para a Fase Dois e, posteriormente, foi cotada para ser o primeiro filme da Fase Três, no lugar de Capitão América: Guerra Civil. Por fim, decidiu-se que ele encerraria a Fase Dois.

Prometeram-me um boné com as orelhas do Mickey se eu assobiasse aquela canção.

Prometeram-me um boné com as orelhas do Mickey se eu assobiasse aquela canção.

8 – Luis (Michael Peña) aparece assobiando a música “It’s a Small World”, tema da Disneyworld. Há três detalhes a se considerarem a respeito desta música: 1) faz referência à Disney, que comprou a Marvel; 2) faz referência ao “pequeno mundo” do Homem-Formiga e 3) é a segunda música-tema que lembra a Disney. A anterior foi “I’ve Got no Strings”, do clássico desenho Pinóquio, tocada em Vingadores: Era de Ultron.

Aparição mais que especial

Aparição mais que especial

9 – Apesar de não mostrar o rosto, a Vespa foi interpretada pela atriz Hayley Lovitt. Por sinal, a história de que a Vespa encolheu até um tamanho subatômico refere-se a um fato que também aconteceu nos quadrinhos, no final da saga Invasão Secreta. Posteriormente, os Vingadores resgataram a heroína e ela voltou à ativa.

Material de divulgação do filme prova poder do herói

Material de divulgação do filme prova poder do herói

10 – Quando reduz seu tamanho, o Homem-Formiga mantém a mesma força de um homem comum. Assim, sob sua diminuta forma, pode-se dizer que o herói tem força “ampliada” em mais de 1400%. Isso faz valer a afirmação científica de que as formigas são capazes de carregar pesos bastante superiores ao seu tamanho (até 100 vezes mais).