Coisas que você (provavelmente) não sabia a respeito de Viva – A Vida é uma Festa

O filme Viva – A Vida é uma Festa estreou no último final de semana como terceira maior bilheteria do país. É uma história terna, que explora a cultura mexicana e os valores familiares, com muita sensibilidade e emoção. A animação foi feita com muito cuidado (como todo filme da Pixar, diga-se de passagem) e tem uma série de curiosidades a respeito de sua produção. Nós descobrimos algumas delas e revelamos para você.

“É a glória, garoto!”

1 – O filme estreou no México em 27 de outubro de 2017, três semanas e meia antes da estreia mundial, a fim de sincronizar com o feriado do Dia dos Mortos, que acontece de 31 de outubro a 2 de novembro. Em pouco tempo, tornou-se a maior bilheteria daquele país, superando o até então imbatível Os Vingadores (2012). No Brasil, o filme estreou só em janeiro para aproveitar o período das férias, em que os pais estão em casa para levar as crianças ao cinema.

“Receba as flores que eu lhe dooooooou…”

2 – Um elemento-chave da trama é uma pétala de flor alaranjada. Esta flor é chamada de Cempasúchil,  também conhecida como calêndula asteca ou calêndula mexicana. Ela é realmente usada na tradição do Dia dos Mortos servindo como guia para os mortos chegarem até seus familiares.

Muito carinho com a vovó.

3 – O título original “Coco” refere-se à personagem Mamá Coco, a bisavó de Miguel, que sofre problemas de memória. O nome é um apelido para “Socorro”, nome bastante comum no México. No Brasil, o título do filme foi mudado para “Viva – A Vida é uma Festa” para evitar a cacofonia com a palavra “cocô”.  O nome da bisavó também foi mudado no Brasil para Mamá Lupita.

O computador é velho, mas acessa o blog Raio X.

4 – O filme é tão minucioso nos detalhes que, para quem prestar atenção, a “tecnologia” usada na Terra dos Mortos é composta por antiquados walkie-talkies e computadores MacIntosh da década de 80, simbolizando que até os equipamentos estão “mortos”.

Depois da novela “Vovô e eu”, o filme “Bisavó e eu”.

5 – O ator Gael Garcia Bernal faz a voz do esqueleto Héctor, que acompanha o garoto Miguel em sua jornada pelo reino dos mortos. Bernal é o único ator do elenco que dublou o personagem tanto na versão em inglês quanto em espanhol. Outra curiosidade acerca de Bernal é sua grande amizade com o ator Diego Luna, que dublou o personagem principal de Festa no Céu (2014), animação produzida por Guillermo del Toro que também se passa no Dia dos Mortos e o protagonista (que é músico) vai parar na Terra dos Mortos, tornando-se um esqueleto.

Curta cortado.

6 – Como tradicionalmente acontece nos longas da Pixar, o filme principal é sempre precedido de um curta-metragem. Com Viva não foi diferente: o curta era Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen, uma história de Natal protagonizada pelo carismático boneco de neve. No entanto, como o filme estreou no Brasil com dois meses de atraso – e, consequentemente, depois do Natal – ele não está sendo exibido nos cinemas. Mesmo no exterior, a aventura de Olaf também foi suprimida após algumas exibições, porque causou desconforto na plateia devido à sua duração (22 minutos).

Giacchino antes e depois da dieta.

7 – A deliciosa trilha sonora do longa, calcada no alegre ritmo mariachi, é composta pelo músico Michael Giacchino, que também foi responsável pela trilha de filmes como Speed Racer (2008), Divertida Mente (2015), Doutor Estranho (2016) e Homem-Aranha: De Volta ao Lar (2017), entre outros. O maestro que conduz a orquestra do show de Ernesto de La Cruz no final do filme é uma caricatura “esquelética” de Giacchino. (Ouça a trilha sonora de Viva pelo Spotify, clicando aqui).

Ernesto de La Cruz e sua inspiração.

8 – O personagem de Ernesto de La Cruz foi baseado no ídolo mexicano Pedro Infante (cujo nome verdadeiro era José Pedro Infante Cruz). O ator e cantor atuou em mais de 60 filmes e ganhou o prêmio Urso de Plata no Festival de Cinema de Berlim em 1957. Foi uma das personalidades mais amadas do país, juntamente com Jorge Negrete e Javier Solís, que eram chamados de Los Tres Gallos Mexicanos. Infante também foi representado no filme e interage com Ernesto de La Cruz.

Coincidências animadas

9 – O longa começou a ser produzido em 2011, sendo o filme de maior tempo de produção do estúdio (2011-2017). Por conta disso, as especulações de que seria “cópia” de Festa no Céu (2014) não procedem, uma vez que, quando este estreou, Viva já estava sendo produzido.

Eu entendi a referência!

10 – Como todo filme da Pixar, Viva é repleto de easter-eggs, entre eles: o tradicional A113 (número da sala onde os animadores da Pixar estudaram);  o carro da Pizza Planet; Luxo, a bola amarela; personagens de animações anteriores (Toy Story é de lei) entre outros. No meio de todos estes, há também o momento-merchan: quando Miguel e Héctor chegam à praça onde várias pessoas comemoram os fogos de artifício, na parede, há um pôster de Incríveis 2, que é a próxima animação da Pixar a estrear em 15 de junho de 2018.

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