Leituras da Semana – Agosto (3)

Nesta semana, aproveitei para colocar em dia alguns encadernados que estavam atrasados na minha lista. Foram só dois, mas com excelentes histórias entre republicações e um arco inédito e empolgante.

Queda e ascensão do Lanterna Verde

Coleção de Graphic Novels DC Vol. 30 – Lanterna Verde: Crepúsculo Esmeralda/Novo Amanhecer (nov/2016) – Uma das HQs mais memoráveis dos anos 1990, faz parte de uma fase sombria dos personagens. Superman morreu, Batman ficou paralítico e o Lanterna Verde se tornou um vilão. Esta história mostra o processo pelo qual o  herói passou até ser possuído por Parallax (que, até então, ninguém sabia ainda que seria uma entidade com vida própria) e a convocação do novo Lanterna, Kyle Rayner. O curioso é que, sempre que os heróis trocam de identidade, é inevitável a comparação com o predecessor, mas no caso de Rayner, ele conquistou seu espaço e se tornou um grande Lanterna Verde também. E vale citar a famosa cena da geladeira, que causou polêmica na época e, se fosse hoje, decretaria o fim do mundo nas redes sociais.

Arco inédito corrige hiato na carreira do herói no Brasil.

Os Heróis Mais Poderosos da Marvel 51 – Surfista Prateado (fev/2017) – Além da HQ que mostra a origem do arauto de Galactus já publicada no volume XIV da coleção  clássica preta da Salvat, este encadernado traz também um excelente arco do início dos anos 1990 que permanecia inédito no Brasil. Nele, acontece uma reunião de todos os arautos de Galactus – a saber: Surfista Prateado, Gabriel, o Andarilho dos Céus, Senhor do Fogo, Terrax e Nova – para convencer o Devorador de Mundos a voltar atrás em sua decisão de ter escolhido o impiedoso Morg como seu novo auxiliar, uma vez que a criatura é destituída de compaixão e não seleciona planetas sem vida para seu mestre. Com uma história vibrante e muito bem conduzida pelo roteirista Ron Marz, a edição corrige um erro de mais de 20 anos, pois além de trazer a história não contada do herói cósmico, também revela como Nebulosa adquiriu seu visual ciborgue. Num período pouco inspirado e repleto de aventuras de gosto duvidoso dos heróis Marvel, esta fase do Surfista se mostra um oásis no deserto.

Crítica: Os Defensores

Estreou ontem na Netflix a aguardada série Os Defensores, que conclui a primeira fase das séries do canal streaming em parceria com a Marvel Studios. Após duas temporadas de Demolidor (2015-2016) e uma de Jessica Jones (2015), Luke Cage (2016) e Punho de Ferro (2017), a série reúne os heróis numa conspiração criada pelo Tentáculo, organização criminosa que esteve presente nas séries anteriores. O elenco secundário de todas as séries tem participação em algum momento, mostrando uma coesão minuciosamente organizada, para dar aos fãs a sensação perfeita de que os heróis fazem parte do mesmo universo.

Estreia dos heróis unidos pela casualidade

Nos quadrinhos, a equipe dos Defensores estreou na revista Marvel Feature 1 (1971) e é formada pelo Dr. Estranho, Hulk e Namor, que se uniram casualmente para combater uma ameaça comum. Mais tarde, juntaram-se ao grupo o Surfista Prateado, Valquíria e Gavião Noturno. Diferente das outras superequipes, como Vingadores ou X-Men, os Defensores não reúnem numa sede com computadores e dali decidem suas ações heroicas. Cada herói vive sua vida particularmente e eles só se juntam quando a ocasião assim o exige.

Daniel é parceiro de Luke, que ama Jessica, que é defendida por Matt, que luta contra o Tentáculo, assim como Daniel. Nada em comum?

Essa premissa permitiu que a equipe tivesse várias formações diferentes ao longo dos anos e, dessa forma, deu abertura para que ganhasse uma conotação totalmente renovada na TV, unindo os heróis das séries independentes que, teoricamente, nada têm em comum, mas cujas habilidades se completam, como nas HQs. Mais enxuta que as séries anteriores, Os Defensores possui apenas oito episódios (contra treze de cada uma de suas antecessoras) e, para fazermos esta crítica, assistimos os cinco primeiros.

Não, um elevador não é uma boa sede para superequipes

O que vimos foi um roteiro primorosamente escrito, que começa lidando individualmente com cada personagem, criando as ramificações para a união deles. A série começa com o Punho de Ferro (Finn Jones) numa luta com uma assassina misteriosa a serviço do Tentáculo. As pistas o levam a Nova York. Matt Murdock (Charlie Cox), aposentado de sua carreira heroica de Demolidor, atua apenas como advogado. Jessica Jones (Krysten Ritter) é procurada por uma esposa preocupada com seu marido e vai investigar o paradeiro dele após receber uma ligação misteriosa. Luke Cage (Mike Colter) sai da prisão após a ação de Foggy Nelson, advogado e ex-parceiro de Matt, e logo se mete numa investigação do envolvimento de um jovem no que ele pensa ser o tráfico de drogas no Harlem.

Alexandra: vilão com profundidade e boa motivação.

Nesse cenário, surge Alexandra (Sigourney Weaver), uma poderosa líder da organização, que provoca um terremoto na cidade para forçar o Punho de Ferro a se revelar. A confusão provocada pelo abalo sísmico e as investigações particulares de cada herói culminam na reunião casual deles contra os assassinos do Tentáculo e, apesar da apatia inicial, eles logo entendem que precisam se unir se quiserem ser fortes suficientes para desmantelar a seita, principalmente após a chegada de Stick (Scott Glenn), que serve de guru para o grupo. É brilhante a forma como a união acontece, pois tudo se encaixa, como um grande quebra-cabeças, unindo elementos das quatro séries e dando sentido ao contexto.

Stick é o mentor da equipe

A série segue num nível que melhora a cada episódio, com um primeiro capítulo morno, onde os fatos e os personagens são apresentados, um segundo melhor (com o primeiro encontro de Luke Cage e Punho de Ferro, para delírio dos fãs de quadrinhos, já que a dupla formou uma parceria bastante famosa no final da década de 1970), um terceiro melhor ainda e assim por diante. Cada episódio é repleto de bons momentos e ótimas atuações, principalmente pela veterana Sigourney Weaver, que consegue transformar uma personagem insossa e criada exclusivamente para a série numa vilã com motivação e profundidade.

Luta no corredor: uma característica das séries Netflix.

O texto dá espaço para que cada herói tenha o seu momento e o elenco auxiliar também tem sua relevância na história e não estão ali apenas para cumprir um contrato. Um problema que poderia ser melhorado está na descrição das legendas, que muitas vezes utiliza nomes em inglês – caso do vilão Cascavel (da série Luke Cage) que é mencionado com seu nome original, Diamondback – ou mal traduzidos, demonstrando uma falta de pesquisa e conhecimento dos personagens.

Sim, a Marvel vai ressuscitar a equipe nas HQs em sua formação da TV.

As séries individuais dos heróis dividiram as opiniões – exceção feita ao Demolidor, que manteve o alto nível em ambas as temporadas – com alguns problemas na condução das tramas, algumas estendidas demais e outras na caracterização dos personagens. De modo geral, porém, a Marvel e a Netflix apresentaram um bom produto que Os Defensores fecha com chave de ouro. Além da futura série do Justiceiro (marcada ainda para 2017, mas sem data confirmada) e das novas temporadas dos outros personagens, não se sabe o que virá por aí na “Fase 2” da Netflix. Não devemos esperar grandes novidades, mas, em vista do que já foi apresentado, sabemos que virá coisa boa. Material para isso, a Marvel tem.

Cotação: 

 

Leituras da Semana – Agosto (2)

Segunda semana da agosto, comemoramos o Dia dos Pais e também listamos as revistas lidas esta semana, que foram poucas, mas interessantes. A única exceção é a revista do Mickey, que deixou um sentimento de frustração que ainda não consegui superar.

Edição (nada) comemorativa.

Mickey 900 (jul/2017) – Chegar à edição 900 de uma revista em quadrinhos publicada ininterruptamente é uma façanha que poucas vezes se conseguiu no Brasil. Por isso, não mereceria menos do que uma baita edição comemorativa, mas infelizmente, tirando-se a referência na capa e um editorial na última página (sim, na última) que, inclusive já foi até compartilhado na internet antes de sair a revista, a edição 900 da revista Mickey é de uma pobreza de dar dó. Tudo bem que o tamanho da revista (52 páginas) não permite muita coisa, mas a Editora Abril já foi mais “festeira” com edições importantes. Tomara que, quando a revista chegar às 1000 edições, receba algo além de duas míseras histórias e um editorial.

Mistério resolvido

Thor 6 (jul/2017) – O mistério da aparição de Jane Foster e Thor ao mesmo tempo é resolvido nesta edição… e a conclusão é surpreendente e, ao mesmo tempo, frustrante. A história é bacana, mas a invenção de um conceito totalmente novo num personagem tão clássico me desagradou. Principalmente porque, mitologicamente falando, não creio que exista qualquer ligação com o fato narrado e também porque muda completamente a origem de Thor como a  conhecemos (Claro que o Thor clássico também tinha suas liberdades poéticas, mas procurava seguir a mitologia nórdica tão fiel quanto pudesse. Já esse acontecimento, parece-me mais uma invencionice criada para agradar minorias.) Em todo caso, as duas histórias desta edição são interessantes.

Conclusão do arco Mulheres-Aranhas

Aranhaverso 14 (jul/2017) – A conclusão do arco Mulheres-Aranhas reserva bons momentos, com as aracnídeas voltando à nossa dimensão para descobrir que a Teia de Seda da Terra 65 manchou a imagem da nossa Seda, conseguiu uma forma de anular os poderes de Gwen-Aranha e deixou seu agente no apartamento da Mulher-Aranha para ameaçar seu bebê. A série manteve a qualidade e a descontração, garantindo bons momentos (como Jéssica lutando com seu algoz e parando no meio da briga para cuidar do bebê). E ainda tem Homem-Aranha 2099 e a divertida Guerreiros da Teia. Vale a leitura.

Elektra não está contente.

Demolidor 13 (jun/2017) – Sem Mark Waid pilotando o título, o Demolidor teve uma queda na qualidade dos roteiros, mas nada que comprometa o conteúdo. As histórias de Charles Soule são dinâmicas, leves e têm diálogos ágeis, preocupando-se mais em apresentar a ação do que em ficar complicando a cabeça dos leitores com tramas complexas que não levam a nada. As coisas começam e terminam ali mesmo, sem enrolações, o que é um mérito. Esta edição conta com várias participações especiais: Elektra, Homem-Aranha, Eco… Diversão garantida!

 

Ultraman ganha livro teórico

Criado em 1966 por Eiji Tsuburaya, o herói Ultraman se tornou um ícone no Japão (tão importante quanto o Superman é para os americanos) e conquistou também outros países, entre eles o Brasil. Por isso mesmo, é surpreendente que só 50 anos depois o personagem  venha a ganhar um livro teórico, com informações a respeito do seriado. Lançado pela Editora Estronho, o livro Ultraman é a obra de estreia de Danilo Sancinetti Modolo e se junta a outros livros da editora que abordam séries de TV famosas nas décadas passadas.

O autor em seu canal do YouTube

Segundo o autor, Ultraman é uma referência do gênero tokusatsu (filmes de efeitos especiais) e abriu caminho para outras produções envolvendo super-heróis que enfrentam monstros gigantes. Piracicabano morando atualmente na Europa, Modolo criou o TokuDoc, um canal no YouTube para trocar informações com fãs do mundo inteiro a respeito de sua paixão por séries japonesas. Hoje, o canal conta com mais de 60 mil inscritos e motivou o autor a escrever o livro.

Ultraman é tão famoso que gerou uma “família” e continua sendo exibido até hoje.

Com 188 páginas, a obra faz parte da coleção TV Estronho e celebra o cinquentenário da série de TV – embora com um ano de atraso, mas antes tarde do que nunca! – trazendo um histórico completo do seriado, suas séries derivadas, entrevistas com dubladores e outras pessoas envolvidas com a exibição de Ultraman em nosso País, num trabalho de pesquisa bastante minucioso que traz, com exclusividade, a data exata e o canal que lançou Ultraman no Brasil. “Foi a parte mais demorada garimpar o suficiente para achar tal informação, mas é uma honra gigante, com o perdão do trocadilho, poder encontrar e dividir essa informação perdida há décadas, num país que mal conserva suas memórias televisivas”, comemora.

Não há monstro de borracha com zíper aparecendo que derrote o herói japonês.

O autor virá ao Brasil nos próximos dias para o lançamento do livro e estará em diversos locais para sessões de autógrafos e bate-papo com os fãs. “São poucos dias em meu país e será a oportunidade perfeita para encontrar os amantes dos super-heróis japoneses pessoalmente, numa ocasião tão especial que é o lançamento do meu primeiro livro sobre o tema e esse universo”. Veja abaixo onde acontecerão esses eventos (com link do evento no Facebook, para mais informações)

12/8 – Curitiba (PR) – Local: Literatiba (Memorial de Curitiba – R. Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco)
15/8 – Campinas (SP) – Local: YoouGeek (Rua Olavo Bilac, 142 – Cambuí)
17/8 – Sorocaba (SP) – Local: Retroid (Rua Rio Grande do Sul, 420)
19/8 – São Paulo (SP) – Local: MIS – Museu da Imagem e do Som (Avenida Europa, 158 – Jardim Europa)
20/8 – Salvador (BA) – Local: Biblioteca Central (Sala Walter da Silveira – Rua General Labatut, nº 27, subsolo, Barris)
22/8 – Piracicaba (SP) – Local: SESC (Rua Ipiranga, 155)

Coleção inclui vários livros sobre séries famosas

A Editora Estronho tem se especializado em lançar, entre outras obras, livros teóricos sobre séries de TV. A editora já publicou Perdidos no Espaço (produzida por Irwin Allen), Kung Fu (famosa série com David Carradiine) e até mesmo a brasileira Shazan, Xerife & Cia, que revelou o ator Flávio Migliaccio. No site da editora, mais informações sobre as obras e como adquiri-las e abaixo você relembra a abertura da série:

 

Leituras da Semana – Agosto (1)

E chegamos ao mês de agosto! Num piscar de olhos, estamos na segunda metade do ano (o primeiro mês já foi) e, daqui pra frente, é ladeira abaixo, sem freios! Tanto o tempo voa que nem deu pra lermos muita coisa, mas tivemos boas leituras nesta semana, entre clássicos e modernos. Veja a seguir aquilo que recomendamos (ou não) para a sua estante:

Clássico incontestável

Coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel Vol. 63 – Elektra (jul/2017) – Frank Miller, no seu auge criativo, criou as melhores histórias que já foram escritas, verdadeiras obras-primas dos quadrinhos, como Cavaleiro das Trevas, Batman – Ano Um, Sin City, A Queda de Murdock e outros. Contudo, este encadernado traz o começo de tudo. Com a Saga da Elektra (ou Elektra Saga, como é chamado na capa), Miller assumiu a revista do Demolidor, prestes a ser cancelada e a tornou um verdadeiro fenômeno de vendas. Em sua primeira edição como roteirista (ele já estava desenhando há alguns meses), incluiu a mercenária Elektra e, a partir daí, a revista só melhorou até atingir um ápice na edição 181, com a batalha contra o Mercenário. Ter essa história inteirinha num encadernado de capa dura é um verdadeiro presente. Trata-se de um material ímpar, atemporal e delicioso de ler, um manual de como escrever uma boa HQ. Algo que os roteiristas atuais estão precisando.

Edição morna

Guardiões da Galáxia 8 (jul/2017) – Esta edição marca a estreia do título Star Lord, que relata detalhes da origem do Senhor das Estrelas em mais um daqueles retcons que só servem para confundir a cronologia. Desta vez, voltamos à juventude de Peter Quill para relatar como ele era rebelde e brilhante ao mesmo tempo, acalentando seu sonho de ser astronauta até se encontrar com Yondu no espaço. Nhé. Em Guardiões da Galáxia, os heróis se dividem para invadir o mundo-prisão da Irmandade Baddoon, mas separar o grupo pode não ter sido uma boa ideia. História que se passa no presente, volta ao passado para explicar os detalhes que levaram até ali e termina exatamente onde começou (não é exagero), com gancho para a próxima edição. Nhé. Drax continua sua missão de proteger as crianças sequestradas e levá-las aos seus lares. Divertidinha, mas… nhé.

O arco Mulheres-Aranhas é o destaque da edição. Um prazer de leitura!

Aranhaverso 13 (jun/2017) – Além de duas HQs do Homem-Aranha 2099, sempre interessantes e bem-vindas (Peter David, o pai da criança, sabe como cuidar do próprio filho!), esta edição dá início ao arco Mulheres-Aranhas, envolvendo… bem… as mulheres-aranha do Aranhaverso – Mulher-Aranha, Gwen-Aranha e Teia de Seda. Nos Estados Unidos, o arco se espalhou pelas revistas-solo das heroínas, mas no Brasil, graças à excelente estratégia da Panini, podemos ler todas essas revistas num mesmo título, sem a necessidade de comprar 8576 revistas para ter a história completa. E que história! Leve, bem humorada, gostosa de ler e, sobretudo, envolvente, algo que está bem difícil de encontrar nas publicações atuais, todas envoltas em tramas mirabolantes e esquecíveis assim que fechamos o gibi. Vale a pena a companhar o encontro das aracnídeas femininas, que se reuniram apenas para tomar um café… e se viram às voltas com um perigo interdimensional. Uma delícia!! Tomara que continue assim.

Leituras da Semana – Julho (5)

Na última semana de julho, muitas novidades, que incluem, além das tradicionais revistas mensais, um lançamento independente e uma HQ infantil, resgatada de um passado já distante.

Soterrado em péssimos roteiros.

O Espetacular Homem-Aranha 9 (jul/2017) – O aracnídeo salva um de seus empregados de um acidente nas Indústrias Parker e se vê às voltas com o seu velho inimigo Chacal (num ridículo traje com cara de Anúbis. Sério isso, Dan Slott?) e novos clones criados pelo vilão. Fica a pergunta: se uma Saga do Clone já foi ruim, para quê repetir a dose? Bobagem também é a história seguinte, onde o Homem-Aranha continua tentando solucionar o caso do homem que ressuscitou, mas cuja trama, que começou interessante e detetivesca, descambou para uma temática inconsequente, apelando para um ateísmo que nunca existiu no Aranha e denegrindo as religiões. O duro de ser fã é que você acompanha um personagem numa fase ruim, esperando que ela melhore… mas ultimamente está difícil…

Terror é tema da segunda HQ de Folgosi

Comunhão (jul/2017) – Segunda HQ independente de Felipe Folgosi financiada pelo site Catarse. Veja a crítica desta HQ aqui. Veja também a crítica da primeira HQ de Folgosi, Aurora, clicando neste link.

A volta de velhos inimigos

Doutor Estranho 8 (jul/2017) – Iniciando um novo arco de histórias, os velhos inimigos do Doutor Estranho, sabendo que seu acesso à magia agora é limitado, resolvem atacá-lo em sequência. A trama é interessante porque resgata todos os inimigos clássicos do herói, mas ao mesmo tempo é bem incoerente, pois se a magia está limitada, como se explica todos os inimigos continuarem megapoderosos? E ainda há quem diga que Jason Aaron é um bom roteirista… Fora isso, as histórias são divertidas e mantém o clima das últimas aventuras do Mago Supremo.

Histórias empolgantes dos Gladiadores Esmeralda

Lanternas Verdes 3 (jun/2017) – Quatro boas histórias nessa HQ. As duas primeiras são dos Lanternas Verdes Simon Baz e Jessica Cruz, que, fora o fato de serem Lanternas inúteis – uma sofre de crise de ansiedade e está sempre com medo (Hein?) e o outro é um chorão criado pra levantar a bandeira do preconceito (é negro e muçulmano, por isso todos o rejeitam. Ó, vida, ó dor…) – ainda conseguiram protagonizar momentos empolgantes na luta contra Atrócitus e os Lanternas Vermelhos. As outras duas, com Hal Jordan e a Tropa dos Lanternas Verdes, traz os Lanternas que valem – Hal, Guy Garner e John Stewart (faltou o Kyle Rayner) – contra a Tropa Sinestro. Tem momentos bem fortes e aquele clima de torcida pelo herói. Muito bom ler histórias assim.

Lanternas Verdes em excelente fase

Lanternas Verdes 4 (jul/2017) – Mais quatro histórias dos heróis esmeralda, no mesmo esquema da edição anterior. As duas primeiras, dos novos lanternas, Simon Baz e Jessica Cruz, nas quais os heróis passam momentos familiares (assando biscoitos!) ao mesmo tempo em que defendem o Guardião do Universo, Rami, do ataque da raça Dominion (aqueles, da saga Invasão, dos anos 90, que também apareceram no crossover das séries de TV da DC). As duas seguintes trazem Hal Jordan e a Tropa contra as forças da Tropa Sinestro – e Hal mostra que porque continua sendo o maior Lanterna Verde de todos. Aventuras empolgantes, numa fase muito boa dos personagens.

Aventuras caninas

TV ColOsso 8 (jun/1995) – Não se assuste de ter uma revista tão antiga nessa lista. É que ganhei de presente de um amigo e achei digno colocar uma resenha. A TV ColOsso foi um programa infantil da Rede Globo (na época em que a emissora tinha programas infantis) que substituiu o Xou da Xuxa. Depois de quase sete anos no ar, com um sucesso estrondoso, difícil acreditar que a Rainha dos Baixinhos pudesse ser substituída por um grupo de muppets caninos. E não é que deu certo? A sheepdog Priscila e seus amigos não apenas substituíram Xuxa muito bem como tiveram um sucesso considerável, que também virou revista em quadrinhos. Nesta HQ, quatro histórias divertidíssimas que mostram Priscila ajudando um amigo a gravar um CD, o aniversário do Gilmar e o patrão J. F. na criação de um talk show para a TV. A quarta é a tirinha da última página. Nostalgia pura!

 

Leituras da Semana – Julho (4)

Com a frente fria que atacou São Paulo nesta semana, nada melhor que ler embaixo dos cobertores depois de um bom banho quente. Eu, que detesto frio, poderia ficar o dia todo nessa, se não tivesse que trabalhar. Como não sou político e tenho que ir à luta pra pagar as contas, não deu pra ler muita coisa, mas ainda deu para salvar alguma coisa, que resenho abaixo:

A Liga da Justiça enfrenta seus próprios medos

Liga da Justiça 4 (jul/2017) – Inicia-se um novo arco, onde uma estranha criatura é capaz de impor medo em todos os heróis da Liga, incluindo o Batman e os Lanternas Verdes – que, diga-se de passagem, são personagens totalmente inúteis. De qualquer forma, a HQ tem bons momentos, como o encontro romântico do Flash com a Lanterna Jessica Cruz e a luta entre o Batman e o Superman.

História continua em outro título: receita para perder leitores.

Batman 4 (jul/2017) – Na conclusão do arco de Gotham e Gotham Girl, o Batman tenta ajudar a garota, que foi afetada pelo Pirata Psíquico e está agindo insanamente pela cidade. Depois, tem início um novo arco, A Noite dos Homens-Monstro, que vai se estender também pela revista Detective Comics. E aqui termina minha leitura pela revista do Homem-Morcego, pois além da história ser ruim, ainda vai ter continuação em outra revista que não compro. É o tipo de estratégia editorial que, mais do que atrair, afasta os leitores.

Edição acima da média.

Superman 4 (jul/2017) – No final do arco O Filho do Superman, o Homem de Aço faz de tudo para defender sua família contra o poder do Erradicador. A história termina perfeitamente e marca a estreia oficial de um novo herói no Universo DC. A segunda história traz um momento família do herói de Krypton, com humor, ternura e aventura também, embora num ritmo mais leve. Mostra porque o Superman é o maior herói de todos, mesmo que não precise usar uniforme.

Boas histórias, mas narrativa dispersa

Homem de Ferro 8 (jul/2017) – Tony Stark continua a busca pelos seus verdadeiros pais em mais uma dose dupla da edição americana International Iron Man. As histórias são boas, mas o estilo narrativo atual ainda me incomoda, com uma “linha do tempo” que parece um jogo de montar, alternando entre datas aleatoriamente e fora de ordem para mostrar eventos que influenciaram o hoje. Deve haver algum problema na mente dos roteiristas para primeiro mostrar todo o passado para depois narrar a história atual sem precisar desse vai-e-vem constante. Tudo bem que seja um recurso literário válido, mas usado constantemente, perde seu impacto. Infelizmente, não é estilo de um único roteirista, mas se repete em todas as HQs modernas. Acabou a história com começo, meio e fim: hoje, temos a história com meio, começo, meio, fim, meio, começo e antes do começo. Por fim, a edição também anuncia oficialmente o início da saga Guerra Civil II para setembro, o que significa que a edição de agosto ainda terá HQs genéricas do Vingador Dourado.