Visão de Raio X 02 – Rocky Racum

Em mais uma sessão Visão de Raio X, damos nossa opinião a respeito do encadernado Os Heróis Mais Poderosos da Marvel 71 – Rocky Racum, que traz seis histórias do guaxinim espacial mais querido dos fãs dos Guardiões da Galáxia. Rocky Racum foi criado em 1976, por Bill Mantlo e Keith Giffen e estreou na revista Marvel Preview 7. Em 1985, ganhou uma minissérie solo, até então inédita no Brasil, que figura nesta edição da Salvat. Veja nossa opinião no vídeo:

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Crítica (em vídeo): Pantera Negra

O filme do Pantera Negra, o herói africano da Marvel Studios, estreou no último final de semana, elevando o nível dos longa-metragens de super-herói a um novo patamar. O filme agradou a maioria esmagadora da crítica e vem agradando também ao público, causando boas reações em quem tem contato ao fabuloso mundo de Wakanda e sua tecnologia extraordinária.

O filme é repleto de ação e tem um visual de tirar o fôlego.

Nós também vimos esta aguardada produção e fazemos nossas considerações no vídeo a seguir – sem spoilers, como de costume. De quebra, no final do vídeo, temos duas dicas de quadrinhos bem legais sobre este nobre herói.

Visão de Raio X 01 – Garota-Aranha

Estamos inaugurando uma nova seção em nosso blox em substituição à antiga Leituras da Semana. Ao invés de analisar todas as revistas lidas durante a semana, faremos a resenha somente das mais importantes ou as que mais valem a pena. A estreia, começa em grande estilo, com a Amigona da Vizinhança, a Garota-Aranha, edição 69 da coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel (capa vermelha) da Editora Salvat.

Para adquirir esta edição, entre no site da Salvat clicando aqui. Se você tem interessem em alguma HQ ou gostaria de ouvir nossa opinião sobre algum lançamento, deixe seu pedido nos comentários que, se for possível, atenderemos.

Crítica (em vídeo): Maze Runner – A Cura Mortal

Fechando a trilogia iniciada em 2014 com Maze Runner – Correr ou Morrer e Maze Runner – Prova de Fogo (2015), chegou ao cinemas no dia 26 de janeiro o longa-metragem Maze Runner – A Cura Mortal (2017), baseado na série de livros de James Dashner. Acompanhe, no vídeo a seguir, nossa opinião sobre o filme e detalhes da trama.

Crítica: Raio Negro

A DC Comics passou a frente de sua rival e, um mês antes da estreia do Pantera Negra nos cinemas, colocou no ar, a série Raio Negro (Black Lightning, 2018), um super-herói afro-americano, com um elenco formado quase em sua totalidade por atores desta etnia. A série estreou no dia 16, pelo canal CW e chegou ontem à Netflix, numa parceria que vai permitir que o público brasileiro possa ver a série com apenas uma semana de atraso em relação à exibição oficial nas TVs americanas.

Elenco da série é quase totalmente formado por atores negros

A estreia tem um grau de importância muito grande, uma vez que o longa do Pantera Negra vinha sendo considerado uma iniciativa ousada da Marvel ao produzir um filme de super-heróis com um elenco totalmente formado por atores afrodescendentes com um protagonista que, além de tudo, carrega a marca de ser o primeiro personagem negro da editora. Nesse sentido, a série da DC estrear primeiro um programa nos mesmos moldes é uma clara declaração de guerra (no bom sentido), uma vez que todos sabemos que a editora é praticamente imbatível em suas séries de TV, ao contrário da concorrente.

Fazendo uma entrada triunfal

Vale mencionar que o pioneirismo ainda pertence à editora de Stan Lee, que nos brindou com a ótima série de Luke Cage pela Netflix em 2016, mas considerando que o canal streaming tem um público restrito, a série Raio Negro estar num canal aberto faz toda diferença e garante a liderança à DC Comics nesse quesito. O grande problema, se é que se pode chamar assim, é a falta de popularidade do herói junto ao público, visto que, mesmo quem acompanha quadrinhos, conhece pouco sobre ele. Mas aí é que está o desafio da série: começar praticamente do zero e apresentar o personagem com categoria para ganhar o público. Isso, a série faz muito bem.

Tobias Whale domina o crime na cidade.

Raio Negro é Jefferson Pierce (Cress Willians), diretor de uma escola, que teve uma carreira como super-herói no passado, mas a abandonou após quase morrer numa batalha (o primeiro episódio não dá muitos detalhes sobre como isso ocorreu). No entanto, com a criminalidade sempre crescente na cidade, Pierce vê sua filha adolescente, Jennifer (China Anne McClain), ameaçada pelos 100, o grupo de delinquentes que domina o local. Assim, ele se vê obrigado a vestir novamente seu uniforme, aperfeiçoado pelo amigo alfaiate Peter Gambi (James Remar). Ao mesmo tempo em que precisa convencer a esposa, que é contra sua vida heroica, Pierce tem que lidar com o mafioso Tobias Whale (o rapper Marvin “Krondon” Jones III) que, aparentemente, é o responsável por quase ter matado Raio Negro no passado.

Momento “massavéio”: Willians mostra os poderes, mas força nas expressões.

A série tem um bom ritmo, mas Willians não convence no papel do herói. Parece ligado no piloto automático, passando pouca credibilidade. De qualquer forma, pode ser apenas uma impressão inicial, visto que o ator tem vários anos de carreira – inclusive em séries de sucesso como Prison Break, Veronica Mars e West Wing – e o personagem ainda tem muito que crescer. O uniforme neon também incomoda inicialmente, principalmente porque o traje clássico dos quadrinhos é mostrado em flashback, na carreira antiga de Raio Negro, e funcionou muito bem.

“Calmae, já vou apagar a luz!”

De qualquer forma, a trama é muito bem elaborada e empolgante. Tem tudo para ser mais um acerto da DC Comics em sua linha de séries – lembrando que Raio Negro funciona de maneira independente e não terá ligação com as outras séries do canal: Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow, que fazem parte do “Arrowverse”, universo compartilhado da TV. Raio Negro passa toda quarta-feira pelo canal CW e o episódio daquela semana é disponibilizado na semana seguinte, sempre às terças-feiras, pela Netflix.

Estreia eletrizante

Nos quadrinhos, Raio Negro estreou em 1977, em título próprio, criação de Tony Isabella (texto) e Trevor von Eeden (arte). Originalmente, os poderes elétricos do herói eram artificiais, gerados pelo cinto que conduziam energia pelo seu uniforme. Posteriormente, o uso constante desse artefato acabou por ativar o metagene no DNA de Pierce, que adquiriu os poderes sem a necessidade do acessório. O título do Raio Negro durou apenas 11 edições, mas o herói continuou a fazer participações especiais em outros títulos.

“Secundário é o Xaveco! Eu faço parte dos grandes!”

Raio Negro ganhou outro título-solo em 1995 que também teve vida curta: apenas 13 edições. Ele foi membro dos Renegados – equipe fundada pelo Batman quando este se desentendeu com a Liga da Justiça e abandonou a equipe para fundar a sua própria – e, pouco tempo depois, se tornou membro da própria Liga. Por questões de direito autoral, a animação dos Superamigos contou com a presença do herói Vulcão Negro, que foi claramente inspirado no personagem. Uma curiosidade: Raio Negro foi também o nome escolhido para o personagem da Marvel, líder dos Inumanos. Contudo, é importante destacar que essa homônimo é só na tradução brasileira. O nome original dos personagens são diferentes: enquanto o da Marvel é conhecido como Black Bolt, o da DC chama-se Black Lightning.

Crítica (em vídeo): Viva – A Vida é uma Festa

As primeiras estreias de janeiro incluem a nova animação da Pixar Studios, Viva – A Vida é uma Festa (Coco, 2017), que chega ao Brasil com dois meses de atraso em relação ao exterior, certamente para aproveitar o período das férias escolares, quando as famílias podem ir juntas ao cinema. Veja nossa crítica em vídeo sobre o filme:

Crítica: O Justiceiro

O Justiceiro nunca foi um dos meus personagens preferidos. Aliás, tenho minhas reservas quanto a um herói (ao menos, é esse o conceito das HQs, não? “Quadrinhos de super-heróis”?) que mata impiedosamente e sem reservas. No entanto, é fato que o personagem tem certo charme que conquista o leitor de suas aventuras. Talvez pela sua história trágica, que justifica seus atos, ou pelo fato de fazer justiça a qualquer preço e só atacar bandidos, nunca inocentes (algo que, verdade seja dita, todos nós, pobres mortais, temos vontade às vezes).

Encarnações anteriores não fizeram justiça ao personagem

O fato é que o público gosta do Justiceiro. Motivo pelo qual ele já foi levado três vezes ao cinema – em 1989, na pele de Dolph “He-Man” Lundgreen, num filme que descaracteriza totalmente o personagem (exceto pelo fato dele matar mafiosos); em 2004, interpretado por Thomas Jane (na minha opinião, a melhor caracterização do anti-herói), mas com um roteiro fraco que não emplacou; e, finalmente, em 2008, num longa violento e fiel aos quadrinhos, mas que também não teve grande repercussão – talvez pelo fato do ator Ray Stevenson (o Volstagg, da trilogia de filmes do Thor) pouco lembrar o personagem, embora ele não estivesse ruim no papel.

Justiceiro roubou a cena na segunda temporada de Demolidor.

Quando parecia que a Marvel finalmente tinha desistido de nos empurrar goela abaixo um personagem que pode até ser legal nos quadrinhos, mas pouco tem de apelo no cinema (já temos vários filmes de fuzileiros linha dura que se revoltam e decidem detonar os inimigos. Bruce Willis, Sylvester Stallone, Kurt Russell, Arnold Schwarzenegger e afins que o digam!), a Netflix decide incluí-lo numa participação na segunda temporada da série do Demolidor. Frisson entre os fãs. Veremos o Justiceiro numa série de TV! Agora vai! E foi. A breve, mas marcante participação do anti-herói na pele do ator Jon Bernthal era a deixa que a Marvel precisava para dar um sinal verde para a produção de uma série de TV. No cinema não emplaca, mas uma série, talvez funcione.

Jon Bernthal e sua cara de mau. “I’m Batm… não, pera…”

Não funciona. Feita às pressas, fora da programação original do canal streaming (que não previa nem a segunda temporada do Demolidor, aliás), a série O Justiceiro (The Punisher, 2017) explora o passado de Frank Castle (Bernthal) desde o tempo em que ele atuava como fuzileiro naval ao lado de Billy Russo (Ben Barnes) e Curtis Hoyle (Jason R. Moore). Vale lembrar que a série do Demolidor já mostrou o assassinato de sua família, que o motivou a declarar guerra contra o crime, então era preciso ir além.

Madani e seu parceiro Sam: investigação proibida.

É revelado que Frank cometeu uma atitude pouco louvável no Afeganistão, muito embora ele a tivesse feito seguindo ordens superiores (soldados não discutem, apenas fazem o que lhes mandam, sabe como é.) Isso o coloca na mira da investigadora Dinah Madani (Amber Rose Revah) que vem para Nova York atrás dos responsáveis por tal ato, mas ela é impedida de prosseguir seu objetivo pelo delegado Carson Wolf (C. Thomas Howell), que, ao que tudo indica, tem muito a esconder sobre o caso.

Microchip – ou simplesmente Micro: bons soldados nunca lutam sozinhos.

Nesse meio tempo, Castle elimina todos os responsáveis pela morte de sua família, destrói o equipamento do Justiceiro e tenta levar uma vida normal, sob a identidade de Pete Castiglione, trabalhando numa obra. No entanto, ele é descoberto por um misterioso hacker chamado Micro (Ebon Moss-Bachrach), que o convoca para lutar contra o Sistema, já que ambos perderam suas vidas graças à corrupção no Governo.

O ritmo é semelhante a fazer uma escultura: muitos detalhes e pouco avanço

Esses três parágrafos resumem os três primeiros capítulos da série – que, como de praxe, assistimos para fazer esta crítica – dos treze disponíveis. Ou seja, em três capítulos, não tem muita coisa para dizer, diferente das outras séries da Netflix, onde a trama já estava bem construída e se desenrolando. Em O Justiceiro, o ritmo é lento, muito lento. Imagens em flashback de sua esposa, na cama, acordando-o pela manhã são mostradas a cada 10 minutos. Cenas com os filhos, a cada 15. Se, por um lado, isso é válido, pois mostra a personalidade psicótica do Justiceiro, por outro, se torna maçante, uma vez que não dá espaço para a trama principal.

Curtis (Esq.) e Russo, amigos de Castle. Nos quadrinhos, Russo é o criminoso conhecido como Retalho.

Já sabemos que Castle perdeu sua família e se culpa por isso. Já sabemos que ele se tornou obcecado em acabar com a criminalidade. Vamos andar? Não, vamos dar mais flashbacks para a investigação de Madani (que também caminha a passos lentos. Parece até a Justiça Brasileira resolvendo os casos de corrupção do Governo). Frank visita seu amigo Curtis, cujo único trabalho é pendurar cadeiras após a reunião dos Fuzileiros Neuróticos Anônimos, ou algo do tipo, para falar sobre nada. Também se encontra com Karen Page (Deborah Ann Woll), que veio direto da série do Demolidor, fazendo uma participação quase romântica. Depois disso, Frank descobre a identidade de Micro e passa um episódio inteiro fazendo três ou quatro perguntas (respondidas com mais flashbacks) para virarem amigos ao final e Castle decidir voltar à ativa.

Conferindo se a caveira está bem desenhada.

A série não tem ritmo – ou tem, mas é vagaroso e sonolento. A investigação (que, invariavelmente revela aquilo que já sabemos: o Governo é corrupto e alguém precisa fazer uma limpeza) não tem nenhum elemento intrigante, que nos faça querer saber mais. Bernthal, que estava tão bom no Demolidor, parece ligado no piloto automático: só fazendo cara feia e tendo pesadelos com a esposa. Isso sem mencionar algumas cenas de dar vergonha alheia, como o Justiceiro acertar um tiro a quilômetros de distância e o bandido em pé conseguir ler um nome num documento caído no chão a mais de 10 metros dele. Ok, é ficção, mas sem forçar demais a barra, né?

Estreia do anti-herói: “nasci coadjuvante; deveria continuar coadjuvante”.

Apesar disso, como só vimos três episódios (equivalente a 23% da série), a esperança é que a trama engate (principalmente porque o terceiro capítulo termina com um gancho que indica isso). Caso melhore, faço questão de voltar aqui e retificar a crítica. Mas vale lembrar que uma série que não conquista logo no início, a tendência é que o público não siga até o final. Como disse no início, o Justiceiro nunca foi um dos meus personagens favoritos. Mesmo assim, ainda tenho um pouco de boa vontade para com ele. A Marvel também deveria ter e perceber, de uma vez por todas, que o personagem simplesmente não funciona em live-action. Melhor deixá-lo nos quadrinhos. Seria muito mais justo. 

Cotação: