Crítica: Power Rangers

Estreia em 23 de março o novo filme da série Power Rangers, grande sucesso nipo-americano da década de 1990. O longa-metragem volta às origens e conta como surgiu a equipe, mostrando cinco jovens adolescentes descobrindo moedas místicas que lhe conferem poderes especiais. Veja nossa crítica em vídeo:

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Crítica: Punho de Ferro

Estreou ontem (17), a nova série da Netflix baseada num super-herói da Marvel: Punho de Ferro. Com seus treze episódios já disponíveis, a série é estrelada por Finn Jones no papel do herói marcial e conta a história de como o jovem Daniel Rand treinou seu corpo até se tornar um mestre nas artes marciais e adquiriu a habilidade de concentrar sua energia para tornar seu punho tão forte como o ferro.

“Desculpe, mas não tenho trocado pra esmola hoje. Só saio com notas de 100 mil”

Como fizemos nas séries anteriores da Netflix (Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage), assistimos aos primeiros episódios (desta vez foram quatro, porque o terceiro tem um gancho imperdível) para podermos fazer esta crítica. Ao contrário do que muita gente vem pregando por aí, a série é bem bacana e fiel ao personagem dos quadrinhos, com algumas mudanças necessárias para adaptação/atualização do enredo. No entanto, há que se concordar que falta um pouco de ritmo ao roteiro, que se prende demais em detalhes desnecessários. Falaremos sobre isso mais à frente.

O herói já estreou distribuindo porradas

Para quem não conhece o personagem, vamos a um breve resumo de sua trajetória nas HQs: Punho de Ferro estreou na revista Marvel Premiere 15 (1972). Daniel Rand é um garoto cujo pai, o empresário Wendell Rand, sonhava em encontrar o reino místico de Kun Lun, uma cidade oculta nas montanhas do Himalaia que só era vista a cada 10 anos. Por isso, embarcou com a família e seu sócio, Harold Meachum, numa busca pelo local. Traído pelo sócio, que desejava se tornar o dono das empresas Rand, Wendell foi assassinado. A esposa, Heather, recusando-se a acompanhar o assassino de seu marido, prosseguiu na busca por Kun Lun, mas foi devorada por uma matilha de lobos, para permitir ao pequeno Danny que atravessasse uma ponte e, assim, chegasse ao reino místico.

A tatuagem é presente do dragão Shu Lao.

Sozinho e desamparado, Daniel foi criado pelos monges e treinado nas artes marciais até atingir o perfeito domínio de corpo e alma. Como último teste, e para dar continuidade à genealogia dos guerreiros escolhidos, Daniel teve que derrotar o dragão Shu Lao, entidade imortal que era a fonte do poder de Kun Lun. Ao encostar seu peito no coração do monstro num abraço durante a luta, Daniel ganhou uma tatuagem no formato de dragão. Depois, ao enterrar seu punho no mesmo coração, o jovem adquiriu o poder do Punho de Ferro – habilidade de concentrar seu chi (energia do corpo) e tornar seu punho tão forte quanto o ferro. De volta à civilização, Daniel reassumiu a posse de suas indústrias das mãos da família Meachum e se tornou o herói marcial.

Rand tem que recuperar sua empresa das mãos de Ward (E) e Joy (D).

É exatamente nesse ponto que começa a série, mostrando um Daniel Rand (Finn Jones) chegando à cidade grande após passar 15 anos em Kun Lun. Dado como morto depois de tanto tempo, Danny é tratado com hostilidade por Ward Meachum (Tom Pelphrey) o atual dono das empresas Rand, uma vez que Harold (David Wenham) também morreu de câncer anos antes. Apenas Joy (Jessica Stroup) parece acreditar no rapaz, devido aos antigos laços de infância que os uniu, mas mesmo assim, age com desconfiança.

Colleen se torna uma aliada

Sem ter como provar sua identidade, Daniel passa a ser perseguido por Ward, que deseja eliminar qualquer evidência de que o verdadeiro proprietário da empresa possa ter retornado e, assim, perder seu posto. Daniel encontra em Colleen Wing (Jessica Henwick) uma amiga que lhe dá abrigo e o auxilia em sua busca por recuperar seu lugar no mundo. Evidentemente, isso não vai ser tão fácil, um vez que o jogo de poder é intenso e ainda existe a ameaça do Tentáculo, criminosos ninjas liderados por Madame Gao (Wai Ching Ho), aquela mesma, que enfrentou o Demolidor na primeira temporada da série.

Esse poder é ótimo para quando falta eletricidade.

Além de Madame Gao, há outros personagens comuns às series anteriores, como Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), a advogada amiga de Jessica Jones e, claro, Claire Temple (Rosario Dawson), a enfermeira que bate ponto nas quatro séries. Diferente dos quadrinhos, porém, a trama não foca tanto nas habilidades marciais do herói, mas sim em sua história pessoal e sua busca para recuperar o que perdeu. Talvez aí esteja a frustração de grande parte da crítica, que esperava ver uma série de super-herói mascarado e encontrou um história policial.

referência verde e amarela

Embora tenha um superpoder incomum, o herói não o usa até o final do segundo episódio – numa cena muito bacana, aliás. O ritmo da história, como já dissemos, é lento e arrastado a ponto de incomodar. O segundo episódio não acontece absolutamente nada de relevante e bem poderia sofrer uma edição que reduzisse os 61 minutos em apenas 20, e ainda seria muito. O terceiro episódio, no entanto, recupera o fôlego e tem um excelente gancho para o quarto, que tem uma queda novamente (não tanto quanto o segundo). Ou seja, a série é inconstante.

Quarteto Fantástico. Não, pera…

De qualquer forma, para um começo, a história está muito boa e intrigante. Jones não tem o mesmo carisma que Mike Colter no papel de Luke Cage, mas também não faz feio. Nos quatro primeiros capítulos, há muitas cenas em flashback que relembram a origem de Daniel Rand – e há uma mudança bem radical com relação aos quadrinhos – e várias referências às HQs que os fãs vão adorar procurar. Talvez fosse uma boa ideia a Netflix repensar a quantidade de episódios das séries a fim de dar mais agilidade aos enredos. Oito episódios ao invés de treze eliminaria uma “barriga” desnecessária na história e tornaria as séries muito mais dinâmicas. Agora é esperar setembro, com a série Os Defensores, para ver os heróis da Netflix reunidos. Por enquanto, Punho de Ferro cumpriu seu papel com saldo positivo.

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Crítica (em vídeo): A Bela e a Fera

Nesta semana, chega aos cinemas de todo o Brasil, o mais novo longa-metragem da Disney Studios: A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 2017), adaptação do conto de fadas escrito em 1740 pela Madame de Villeneuve e adaptado pela própria Disney em 1991 num desenho animado que revolucionou a história do estúdio. O filme com atores traz Emma Watson no papel de Bela, Dan Stevens representando a Fera, Luke Evans como Gaston e grande elenco. Estreia em 16 de março. Veja nossa crítica no vídeo abaixo:

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Crítica (em vídeo): Logan

Estreou no último final de semana o filme derradeiro do ator Hugh Jackman interpretando o papel do mutante Wolverine. Em Logan, o ator conclui sua trajetória com o personagem e finaliza a trilogia que se iniciou com X-Men Origens: Wolverine (2009) e Wolverine Imortal (2013). E, se os trailers e o material promocional do filme davam a entender que a produção seria maçante e tediosa, a realidade se mostrou bem diferente. Veja nossa crítica em vídeo (sem spoilers).

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Crítica (em vídeo): Lego Batman – O Filme

blog-abreEstreia nesta semana o longa-metragem Lego Batman – O Filme, primeiro filme estrelado pelo herói no Universo Lego – ele já foi visto em outras produções Lego, como Uma Aventura Lego (2014) e filmes feitos diretamente para o mercado de DVD, mas nunca estreou um filme solo no cinema. Tivemos a oportunidade de assistir o longa no último final de semana e trazemos nossas impressões sobre a produção (sempre sem spoilers, claro!). Veja o vídeo:

Cotação: blog-cotacaolegobatman

Crítica: Powerless

blog-abreEstreou nesta semana Powerless, a nova série da DC Comics, que inova em sua temática: trata-se da primeira comédia baseada nos super-heróis da editora sem, contudo, ter um super-herói como protagonista. Exibida pelo canal NBC, o foco da série é exatamente as pessoas comuns e como elas reagem num mundo povoado de seres superpoderosos – de onde saem as situações divertidas, como chegar atrasado ao trabalho porque seu trem foi atacado por um supervilão, por exemplo.

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

A série é estrelada por Vanessa Hudjens (alguém lembra da Gabriella de High School Musical?), que interpreta Emily Locke, a recém-contratada chefe de uma seguradora pertencente às Empresas Wayne. A companhia é responsável por garantir a segurança dos moradores de Charm City, uma fictícia cidade vizinha a Gotham, mas se encontra à beira da falência com a crescente ameaça de supervilões.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

Cabe à Emily motivar sua equipe formada por Teddy (Danny Pudi), o diretor de design; Wendy (Jennie Pierson), a engenheira de software, Ron (Ron Funches), chefe de engenharia e Jackie (Christina Kirk), a secretária. Cabe ao grupo inovar e desenvolver um produto inovador que seja realmente funcional e possa garantir a segurança da população. Apesar da animação da líder, isso não é tão simples quanto parece, principalmente porque o diretor Van Wayne (Alan Tudyk), que é primo distante de Bruce Wayne, vem com a notícia que o bilionário decidiu encerrar as atividades da seguradora.

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

Em seus 22 minutos de duração, a série tem várias referências aos quadrinhos e séries de TV da DC, já começando pela ótima abertura, que resgata capas clássicas de revistas em quadrinhos, apresentando os personagens da série escondidos nos detalhes. Os diálogos seguem um ritmo ágil e vibrante, com ótimas piadas e, mesmo sem ter o Superman, o Batman ou qualquer peso pesado voando na tela, o enredo soube explorar o ponto de vista das pessoas comuns, que só enxergam os heróis e vilões à distância, mas precisam lidar com a destruição que as batalhas provocam. Logo no primeiro episódio, há uma participação mais do que especial no elenco que só os nerds das antigas vão identificar, mas que certamente garante boas risadas pela referência.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Alguém já disse que os super-heróis estão sendo tão explorados atualmente, nos cinemas e na TV que, em pouco tempo, o tema vai cansar. Com Powerless, a DC prova o contrário: há outras abordagens a esse universo dos quadrinhos que podem ser exploradas, sem necessariamente focar em alguém com capa esvoaçante e cueca por cima das calças. E, quando bem feitas, podem gerar um excelente resultado. Se os próximos episódios de Powerless continuarem no ritmo do piloto, teremos uma série com grande potencial.

Crítica: iBoy

blog-abreEstreia hoje, na Netflix, o longa-metragem iBoy, produção original do canal por streaming, baseado na obra de Kevin Brooks que traz um adolescente com poderes eletrônicos. Estrelado por Bill Milner no papel-título, o filme mostra o rapaz adquirindo habilidades de acessar qualquer equipamento eletrônico após presenciar um assalto e ser baleado enquanto pedia socorro pelo celular. Peças do aparelho se fixaram em seu cérebro, explicando seus “super-poderes”.

Lucy é a melhor amiga e paixão de Tom

Lucy é a melhor amiga e paixão de Tom

Como todo adolescente, Tom se deslumbra com tais habilidades e decide usá-las para descobrir o paradeiro dos assaltantes a fim de vingar a vítima, sua melhor amiga Lucy (Maise Willians) por quem é apaixonado. O problema é que ele faz isso de forma inconsequente, sem pensar nas repercussões de seus atos e acaba mexendo com poderosos traficantes, que não vão gostar de serem ameaçados.

iBoy confere sua popularidade sem precisar de Facebook.

iBoy confere sua popularidade sem precisar de Facebook.

O filme tem um ritmo muito bom e envolve o espectador logo nos primeiros minutos. O problema é que a história não foge dos clichês tradicionais do gênero como o garoto nerd sem sorte com garotas, o valentão da escola que pratica bullying com o herói, a avó (mas podia ser mãe, tia ou outro parente) preocupada com o neto que anda misterioso, o vilão malvadão que quer dominar o crime na cidade e os capangas burros que posam de malvadões mas são incompetentes e incapazes de lidar com um garoto.

Atenção: fragmentos de celular no cérebro não garantem super-poderes. No máximo, você terá uma dor de cabeça terrível!

Atenção: fragmentos de celular no cérebro não garantem super-poderes. No máximo, você terá uma dor de cabeça terrível!

Não me surpreenderia se o nome do valentão da escola – Eugene – não tenha sido inspirado no nêmese do Homem-Aranha, nos tempos do colégio, Eugene “Flash” Thompson. Pode ter sido apenas coincidência, mas é preferível acreditar numa “homenagem” dos produtores. Além disso, há alguns furos no roteiro que incomodam, tal como o fato do rapaz acessar os dados dos celulares e computadores dos bandidos e, ao invés de entregar tudo para a polícia, preferir ir sozinho ao QG dos bandidos (e, obviamente, ser capturado). Ou, pior: aprender a lutar instantaneamente, só acessando a Internet com o poder da mente.

Uma visão do mundo em bytes e bits.

Uma visão do mundo em bytes e bits.

O baixo orçamento – apenas R$ 1,5 milhão – também limitou os recursos e obrigou a equipe a se virar com cenários, o que faz com que o praticamente o filme inteiro seja feito no mesmo lugar e os corredores dos prédios se repitam, mesmo que ele esteja em outro edifício. Outra coisa que os produtores precisam “consertar” é o caráter de Tom: não é porque o rapaz é jovem adolescente, que ele precisa fumar maconha antes de praticar heroísmo, ok? Ainda sou do tempo em que heróis eram aqueles que passavam bons valores.

Em iBoy II vou querer um uniforme de herói bem irado!

Em iBoy II vou querer um uniforme de herói bem irado!

Mas, mesmo com esses problemas, a história é bem desenvolvida e proporciona bons momentos, com potencial para uma continuação ou, de repente, até uma série de TV com o personagem. A Netflix, que vem criando cada vez mais conteúdo original e oferecendo mais diversidade aos assinantes, bem que poderia melhorar o orçamento e criar uma franquia. Seria bem interessante ter um produto em plataforma virtual no qual o personagem possui poderes cuja fonte é virtual. O marketing perfeito para o canal.

Cotação: blog-cotacaoiboy