Crítica: Os Incríveis 2

No dia 28 de junho, estreia o filme Os Incríveis 2 (Incredibles 2, 2018), o 20º. longa-metragem da Pixar, que dá continuidade à franquia iniciada em 2004, quando estreou o primeiro longa-metragem da super-família. Novamente dirigido por Brad Bird, o novo filme teve sua estreia antecipada em um ano pela Pixar, pois o filme Toy Story 4 – que deveria estrear este ano – estava com sua produção atrasada e, como Os Incríveis 2 já estava mais adiantado, trocou de data com a turma de brinquedos. Sorte nossa!

Vale destacar que Os Incríveis 2 conta com as vozes do jornalista Evaristo Costa, dos apresentadores Raul GilOtaviano Costa e da atriz Flávia Alessandra na dublagem. Veja abaixo nossa crítica sem spoilers. 

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Ilha Paraíso …ou Zona Fantasma? com Maurício Muniz

Seção nova no nosso Blox! Ilha Paraíso …ou Zona Fantasma? terá sempre um convidado especial dando sua opinião sobre vários assuntos e dizendo se enviaria para a Ilha Paraíso (se for algo bacana) ou baniria para a Zona Fantasma (caso o desagrade). É uma forma de motivar o debate, dando voz a especialistas no assunto para falar sobre temas polêmicos ou nerdices em geral. Inaugurando a coluna, convidamos o jornalista Maurício Muniz, editor do site O Pastel Nerd, tradutor de livros e quadrinhos, conhecido por ter opiniões bem controversas mas sempre contundentes e bem humoradas sobre vários assuntos da cultura pop. Dito isso, perguntamos: Maurício, é Ilha Paraíso ou Zona Fantasma para…

Mal chegou na Ilha Paraíso, o velho safado foi logo agarrando umas amazonas…

1) Stan Lee: “Ilha Paraíso. Apesar de achar que o Lee nunca viu problemas em tomar crédito pelo trabalho dos outros, como Jack Kirby e Steve Ditko (que criavam as histórias de verdade, daí Lee colocava os diálogos e levava crédito como escritor), o que o levou ser visto como o único e grande criador do Universo Marvel, ele foi um ótimo editor e gestor de super-heróis e um cara que gostava do que fazia. Criou uma nova maneira de falar com os leitores e deu a cara da Marvel. Só não a criou sozinho, como muita gente (inclusive ele) pensa.”

Versões atualizadas dos heróis DC em Os Novos 52

2) Os Novos 52: “Zona Fantasma – mas só porque não pode mandar pro Inferno ou pra Apokolips. Sim, entendo que a DC não estava bem em 2011. As vendas não andavam boas e as histórias eram chatas em sua maioria. Mas, em vez de trazer equipes criativas melhores, a solução da editora (e de sua nova presidente, Diane Nelson) foi reiniciar todo o universo com equipes criativas medianas. Perdeu-se todo o charme vindo da reformulação ocorrida depois de Crise nas Infinitas Terras e nos deram versões “massa véio” e ruins de nossos heróis. Já foi tarde!” (Nota do editor: atualmente, a versão Os Novos 52 foi substituída pela série Renascimento, que resgatou os elementos clássicos dos personagens, atraindo de volta grande parte do público leitor).

A repórter é tão especializada que veio de uma galáxia muito, muito distante.

3) Jornalismo especializado em quadrinhos: “Ilha Paraíso. Mas só para aqueles 20 ou 30% que andam fazendo um bom trabalho. O jornalismo de quadrinhos no Brasil parece ter sido tomado em grande parte por gente que acha que basta gostar da mídia para poder escrever e opinar sobre ela, sem conhecimento de sua história, de material importante lançado, das influências e das características do mercado. Mas ainda tem gente fazendo bom trabalho, um trabalho sério e que vale ser acompanhado. Infelizmente, eles não são os mais populares hoje.”

Zack Snyder filmando o Universo DC com o celular.

4) Zack Snyder: “Zona Fantasma. E pra PQP também! Snyder é o cara que lê gibis de super-heróis e, sinceramente, não os entende. É o sujeito que acha que vamos ver filmes de super-heróis porque gostamos de ver explosões, destruição e prédios tombando. Na verdade, o fã de quadrinhos gosta de ver o super-herói impedindo a destruição e a queda dos prédios. É por isso que os filmes da Marvel são bem-sucedidos. Os heróis lá querem salvar as pessoas, não criar terrenos baldios. Snyder deveria dirigir só filmes de terror. Disso ele entende.”

Tire os olhos da minha lombada!

5) Encadernados no Brasil: “Ilha Paraíso. Acho que os encadernados são a maneira correta de ler quadrinhos e fico feliz que boa parte do mercado brasileiro esteja tomada por eles. Mas, como nada é perfeito, temos que admitir que os preços de muitos deles andam abusivos. Sim, estamos em meio a uma crise e as editoras precisam rebolar pra sobreviver. As livrarias não andam pagando corretamente as editoras e a situação está dificílima. Mas aumentar o preço para garantir as vendas com aquele público mais fiel me parece uma estratégia perigosa a médio prazo. Talvez seja hora de pensar em menos capa dura e mais capa de cartão para eles. E mais cuidado na revisão de textos também viria a calhar. De qualquer modo, gosto dos encadernados e, sem eles, muita coisa não seria lançada no Brasil.”

E-Books: solução para a falta de espaço

6) Livros digitais: “Ilha Paraíso. Não são pra mim, já tentei e não gosto muito, prefiro o papel. Mas acho que é um formato muito válido e muito prático pra muita gente. E, como eu sempre achei, o livro digital não vai acabar com o livro em papel, como tanta gente profetizou há uns anos. É só mais um canal de leitura. Só não tem o cheiro, a textura e a experiência tátil que o livro físico traz, coitadinho. No final das contas, é o primo pobre do livro em papel. Mas é boa gente.”

Editoras precisam se adaptar à crise.

7) Mercado editorial brasileiro: “Ilha Paraíso… mas com inúmeras ressalvas. É um mercado de grande potencial, no qual muita gente trabalha por amor, mais que por dinheiro. Muitos projetos editoriais fantásticos foram e são criados no Brasil diariamente e, pra quem ama livros ou trabalha com eles (como eu!), é lindo ver isso. Porém, é um mercado que se mostra muito engessado em métodos antiquados de trabalhar. A maioria das editoras não consegue se adaptar rapidamente aos novos tempos, não aposta em divulgação corretamente, não usa a internet como deveriam, não se abre para novas oportunidades e novos públicos. É hora de acordar e evoluir.”

Concorda com as opiniões do nosso convidado? Discorda? Quem ou o que você mandaria para a Zona Fantasma? E para a Ilha Paraíso? Deixe seu comentário abaixo e participe desta discussão.

Dica Literária: Almanaque da Música Pop no Cinema

Desde que O Cantor de Jazz (1927) inaugurou o cinema sonoro, música e filme praticamente se tornaram uma coisa só. Antes disso, até, porque os filmes mudos contavam com pianistas ou orquestras tocando ao vivo enquanto as pessoas acompanhavam as projeções. Mas o fato é que a música é tão importante para o cinema que algumas canções nasceram por causa dos filmes. Outras, deram origem a eles. E outras levaram intérpretes ao estrelato. Há filmes que é impossível lembrar sem associá-los às suas canções-tema.

O autor (ao centro, vestido de Marty McFly) e a banda The Soundtrackers

É disso que trata o livro Almanaque da Música Pop no Cinema (Editora Leya/Lua de Papel), escrito pelo apresentador e músico Rodrigo Rodrigues. Como idealizador e guitarrista do grupo The Soundtrackers, Rodrigues interpretava famosas canções de cinema em shows da banda e a experiência o motivou a escrever o livro, compilando o que de melhor a música pop já produziu em associação com a indústria cinematográfica. Começando com Elvis Presley e Beatles até os dias atuais (o livro foi lançado em 2011), a obra traz uma biografia de quase 120 filmes e a lista de suas trilhas sonoras, tudo repleto de curiosidades de bastidores e perfeitamente organizadinho, como um verdadeiro documento sobre o gênero musical e cinematográfico.

Livro traz informações, imagens e curiosidades sobre trilhas marcantes.

O livro não trata das trilhas chamadas Score (apenas instrumentais, tocadas de fundo nas cenas), mas sim das Soundtracks, as músicas cantadas por astros da música pop que misturam filme e trilha de uma tal forma que ninguém consegue mais imaginar um sem o outro. Por exemplo, alguém conseguiria pensar em Titanic (1997) sem vir à cabeça a melosa canção de Celine Dion? Ou Grease (1978), sem se lembrar de John Travolta e Olívia Newton-John rebolando ao som de You’re the One that I Want e Summer Nights? E o que dizer das sempre excelentes trilhas dos filmes de 007, quase tão icônicas quanto o personagem?

Lista completa das músicas de cada filme faz parte da obra.

O Almanaque da Música Pop no Cinema é ricamente ilustrado, com cenas dos filmes, seus respectivos pôsteres e a capa do CD no box que lista todas as músicas constantes do mesmo. Um livro tão gostoso de ler que se torna ainda melhor se, a cada capítulo/filme, o leitor colocar a trilha sonora respectiva ao fundo enquanto descobre as curiosidades e informações a respeito dela. Assim como o filme e sua trilha não se separam, este livro também não é para ser lido em silêncio.

Crítica: Cobra Kai – a série do Karatê Kid

Já estreou no YouTube Red, canal streaming do site de vídeos, a nova série Cobra Kai, que traz de volta, após mais de 30 anos, a dupla Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (Willian Zabka), os protagonistas rivais do clássico Karatê Kid – A Hora da Verdade (1984). Quando os dois atores se juntaram e anunciaram o revival da parceria, uma onda de nostalgia tomou conta dos fãs do longa-metragem, ansiosos pelo retorno dos personagens.

A vida não foi muito generosa com Johnny

Os dez episódios já estão disponíveis no YouTube, com legendas em português. O primeiro episódio, Ace Degenerate (Campeão Degenerado em tradução livre) se passa 30 anos após o torneio de karatê, no qual Johnny foi derrotado por Daniel. De lá para cá, o rapaz passou a levar uma vida totalmente degradante, trabalhando como uma espécie de “marido de aluguel”, fazendo trabalhos como consertar encanamentos e instalar suportes de TV para madames.

Os rivais se reencontram… e a faísca reacende.

LaRusso, por sua vez, se tornou um bem sucedido empresário do ramo automobilístico, com filiais de sua loja por todo canto e propagandas constantes na TV, para suplício de Johnny, que não esqueceu a humilhante derrota nas mãos do rival (mostrada em flashbacks). O destino faz com que o caminho dos dois torne a se cruzar: um acidente provocado por Samantha LaRusso, a filha de Daniel (Mary Mouser), reacende a mágoa no coração de Johnny, que decide seguir o conselho de seu vizinho Miguel (Xolo Maridueña) e reabrir a escola Cobra Kai para ensiná-lo a lutar, usando a mesma filosofia de seu antigo sensei: “Ataque primeiro, ataque com força, sem piedade”.

Miguel vai aprender karatê no método errado.

Produzida pelos próprios Zabka e Macchio, a série promete colocar os dois rivais frente a frente e, segundo divulgado, mostrar que o vilão da história era Daniel e não Johnny. Ao mesmo tempo, a vida de Miguel e Sam também deve se cruzar e causar muitos problemas. O primeiro episódio é focado na vida de Johnny e o segundo inverte a posição e mostra os fatos sob o ponto de vista de Daniel. Cada episódio tem cerca de 30 minutos e as cenas em flashback ajudam o espectador a entender as motivações de Johnny, tornando desnecessário o conhecimento prévio do longa-metragem (se é que existe alguém que ainda não viu o filme).

Filosofia da escola Cobra Kai. Criando delinquentes.

Contudo, é inegável que Cobra Kai é uma série feita para fãs do longa-metragem. Dificilmente a série teria algum atrativo para um público que não conhece a história original. De qualquer forma, os produtores conseguiram juntar a nostalgia com uma trama envolvente e um ritmo dinâmico, gerando um bom resultado final. Se os novos personagens vão despertar nos jovens o desejo de aprender karatê com técnicas caseiras como encerar um carro ou pintar uma parede, a exemplo do filme de 1984, só o tempo dirá. Mas assim como Macchio e Zabka parecem se divertir muito voltando aos antigos papéis, talvez a pretensão da série seja apenas essa: divertir. E consegue, mas que a tarefa seria mais fácil com o sarcasmo do Sr. Miyagi (Pat Morita, morto em 2005), isso seria.

Cotação: 

Para saber mais sobre a série Karatê Kid, clique aqui, aqui e aqui.

Visão de Raio X 06 – O Melhor da Disney no Brasil

Chegou recentemente ás bancas e livrarias o primeiro exemplar da nova revista trimestral O Melhor da Disney no Brasil 1950 – 1952, trazendo os primórdios desses personagens em nosso País, que inauguraram a Editora Abril, com o primeiro número da revista Pato Donald, em 1950. No vídeo abaixo, esmiuçamos a edição, que é recheada de curiosidades e informações acerca das publicações Disney no Brasil e no mundo, durante o início da década de 1950.

Crítica (em vídeo): Vingadores – Guerra Infinita

ATENÇÃO: CRÍTICA SEM SPOILERS.

Estreou na última quinta-feira o filme Vingadores: Guerra Infinita (Avengers – Infinity War, 2018), longa-metragem que, desnecessário dizer, está entre os mais aguardados filmes deste e dos últimos anos. A expectativa não é em vão: trata-se do resultado de todo trabalho desenvolvido pela Marvel Studios ao longo de 10 anos, com a estreia de Homem de Ferro (exatamente hoje, 30 de abril, em 2008).

“Eis o filme mais explosivo da década!”

Na verdade, Homem de Ferro foi o início de um plano de ação que culminou no primeiro Vingadores, em 2012. Ali, foi deixada a semente, com a aparição de Thanos na cena pós-crédito, que agora chega ao seu ápice, com a batalha de todos os heróis. Não é pouca coisa. Obviamente, seria pretensão dizer que a Marvel já pensava em Guerra Infinita quando lançou Homem de Ferro… mas não há como negar que tudo foi muito bem amarrado desde aquele momento, filme após filme. E temos uma grande produção, que analisamos no vídeo a seguir.

Visão de Raio X 05 – Marvel OGN – X-Men: Chega de Humanos

Estamos de volta com nossa sessão de análise de HQs em vídeo, desta vez esmiuçando um pouco da Graphic Novel dos X-Men, que acaba de chegar às bancas e livrarias. Chega de Humanos é mais um volume do selo Marvel OGN (Original Graphic Novel) e o primeiro álbum original da equipe mutante depois da clássica Deus Ama, O Homem Mata, de 1982. Será que vale a leitura? Acompanhe nosso vídeo: