Crítica (em vídeo): Lego Batman – O Filme

blog-abreEstreia nesta semana o longa-metragem Lego Batman – O Filme, primeiro filme estrelado pelo herói no Universo Lego – ele já foi visto em outras produções Lego, como Uma Aventura Lego (2014) e filmes feitos diretamente para o mercado de DVD, mas nunca estreou um filme solo no cinema. Tivemos a oportunidade de assistir o longa no último final de semana e trazemos nossas impressões sobre a produção (sempre sem spoilers, claro!). Veja o vídeo:

Cotação: blog-cotacaolegobatman

Crítica: Powerless

blog-abreEstreou nesta semana Powerless, a nova série da DC Comics, que inova em sua temática: trata-se da primeira comédia baseada nos super-heróis da editora sem, contudo, ter um super-herói como protagonista. Exibida pelo canal NBC, o foco da série é exatamente as pessoas comuns e como elas reagem num mundo povoado de seres superpoderosos – de onde saem as situações divertidas, como chegar atrasado ao trabalho porque seu trem foi atacado por um supervilão, por exemplo.

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

A série é estrelada por Vanessa Hudjens (alguém lembra da Gabriella de High School Musical?), que interpreta Emily Locke, a recém-contratada chefe de uma seguradora pertencente às Empresas Wayne. A companhia é responsável por garantir a segurança dos moradores de Charm City, uma fictícia cidade vizinha a Gotham, mas se encontra à beira da falência com a crescente ameaça de supervilões.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

Cabe à Emily motivar sua equipe formada por Teddy (Danny Pudi), o diretor de design; Wendy (Jennie Pierson), a engenheira de software, Ron (Ron Funches), chefe de engenharia e Jackie (Christina Kirk), a secretária. Cabe ao grupo inovar e desenvolver um produto inovador que seja realmente funcional e possa garantir a segurança da população. Apesar da animação da líder, isso não é tão simples quanto parece, principalmente porque o diretor Van Wayne (Alan Tudyk), que é primo distante de Bruce Wayne, vem com a notícia que o bilionário decidiu encerrar as atividades da seguradora.

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

Em seus 22 minutos de duração, a série tem várias referências aos quadrinhos e séries de TV da DC, já começando pela ótima abertura, que resgata capas clássicas de revistas em quadrinhos, apresentando os personagens da série escondidos nos detalhes. Os diálogos seguem um ritmo ágil e vibrante, com ótimas piadas e, mesmo sem ter o Superman, o Batman ou qualquer peso pesado voando na tela, o enredo soube explorar o ponto de vista das pessoas comuns, que só enxergam os heróis e vilões à distância, mas precisam lidar com a destruição que as batalhas provocam. Logo no primeiro episódio, há uma participação mais do que especial no elenco que só os nerds das antigas vão identificar, mas que certamente garante boas risadas pela referência.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Alguém já disse que os super-heróis estão sendo tão explorados atualmente, nos cinemas e na TV que, em pouco tempo, o tema vai cansar. Com Powerless, a DC prova o contrário: há outras abordagens a esse universo dos quadrinhos que podem ser exploradas, sem necessariamente focar em alguém com capa esvoaçante e cueca por cima das calças. E, quando bem feitas, podem gerar um excelente resultado. Se os próximos episódios de Powerless continuarem no ritmo do piloto, teremos uma série com grande potencial.

Crítica: iBoy

blog-abreEstreia hoje, na Netflix, o longa-metragem iBoy, produção original do canal por streaming, baseado na obra de Kevin Brooks que traz um adolescente com poderes eletrônicos. Estrelado por Bill Milner no papel-título, o filme mostra o rapaz adquirindo habilidades de acessar qualquer equipamento eletrônico após presenciar um assalto e ser baleado enquanto pedia socorro pelo celular. Peças do aparelho se fixaram em seu cérebro, explicando seus “super-poderes”.

Lucy é a melhor amiga e paixão de Tom

Lucy é a melhor amiga e paixão de Tom

Como todo adolescente, Tom se deslumbra com tais habilidades e decide usá-las para descobrir o paradeiro dos assaltantes a fim de vingar a vítima, sua melhor amiga Lucy (Maise Willians) por quem é apaixonado. O problema é que ele faz isso de forma inconsequente, sem pensar nas repercussões de seus atos e acaba mexendo com poderosos traficantes, que não vão gostar de serem ameaçados.

iBoy confere sua popularidade sem precisar de Facebook.

iBoy confere sua popularidade sem precisar de Facebook.

O filme tem um ritmo muito bom e envolve o espectador logo nos primeiros minutos. O problema é que a história não foge dos clichês tradicionais do gênero como o garoto nerd sem sorte com garotas, o valentão da escola que pratica bullying com o herói, a avó (mas podia ser mãe, tia ou outro parente) preocupada com o neto que anda misterioso, o vilão malvadão que quer dominar o crime na cidade e os capangas burros que posam de malvadões mas são incompetentes e incapazes de lidar com um garoto.

Atenção: fragmentos de celular no cérebro não garantem super-poderes. No máximo, você terá uma dor de cabeça terrível!

Atenção: fragmentos de celular no cérebro não garantem super-poderes. No máximo, você terá uma dor de cabeça terrível!

Não me surpreenderia se o nome do valentão da escola – Eugene – não tenha sido inspirado no nêmese do Homem-Aranha, nos tempos do colégio, Eugene “Flash” Thompson. Pode ter sido apenas coincidência, mas é preferível acreditar numa “homenagem” dos produtores. Além disso, há alguns furos no roteiro que incomodam, tal como o fato do rapaz acessar os dados dos celulares e computadores dos bandidos e, ao invés de entregar tudo para a polícia, preferir ir sozinho ao QG dos bandidos (e, obviamente, ser capturado). Ou, pior: aprender a lutar instantaneamente, só acessando a Internet com o poder da mente.

Uma visão do mundo em bytes e bits.

Uma visão do mundo em bytes e bits.

O baixo orçamento – apenas R$ 1,5 milhão – também limitou os recursos e obrigou a equipe a se virar com cenários, o que faz com que o praticamente o filme inteiro seja feito no mesmo lugar e os corredores dos prédios se repitam, mesmo que ele esteja em outro edifício. Outra coisa que os produtores precisam “consertar” é o caráter de Tom: não é porque o rapaz é jovem adolescente, que ele precisa fumar maconha antes de praticar heroísmo, ok? Ainda sou do tempo em que heróis eram aqueles que passavam bons valores.

Em iBoy II vou querer um uniforme de herói bem irado!

Em iBoy II vou querer um uniforme de herói bem irado!

Mas, mesmo com esses problemas, a história é bem desenvolvida e proporciona bons momentos, com potencial para uma continuação ou, de repente, até uma série de TV com o personagem. A Netflix, que vem criando cada vez mais conteúdo original e oferecendo mais diversidade aos assinantes, bem que poderia melhorar o orçamento e criar uma franquia. Seria bem interessante ter um produto em plataforma virtual no qual o personagem possui poderes cuja fonte é virtual. O marketing perfeito para o canal.

Cotação: blog-cotacaoiboy

Saído do Forno: Dr. Estranho

blog-abreAproveitando o sucesso cinematográfico do filme Dr. Estranho, a Panini acaba de lançar um título estrelado pelo Mago Supremo. Não é a primeira revista que tem o místico como protagonista: em 1972, ele foi o personagem-título da revista Dr. Mistério (sim, ele era chamado assim), mas a publicação durou apenas duas edições. Esta pode ser considerada, portanto, a primeira vez que o Dr. Estranho tem um título com seu nome verdadeiro.

é um mistério o porquê de alguém batizar o doutor com esse nome estranho.

é um mistério o porquê de alguém batizar o doutor com esse nome estranho.

Nos Estados Unidos, o herói não tem um título mensal desde 1996, quando o título Doctor Strange: Sorceress Supreme foi encerrado. A partir daí, o herói só estrelou minisséries e participações especiais em títulos com outros personagens. Em 2015, já antecipando a produção estrelada por Benedict Cumberbatch, a Marvel decidiu contemplar o Mago Supremo com uma nova revista chamada Dr. Strange, dando a ele um perfil mais descontraído, alinhado à sua versão cinematográfica.

HQ resgata origens místicas do personagem

HQ resgata origens místicas do personagem

Essa publicação chega só agora ao Brasil, numa edição com 60 páginas, ao preço de R$ 7,60 e duas histórias por número. O título, escrito por Jason Aaron, traz uma volta às origens do Mago Supremo, quando ele era chamado para resolver casos sobrenaturais – em sua estreia, ele foi chamado de Mestre da Magia Negra, alcunha que foi alterada depois para Mestre das Artes Místicas. O primeiro número começa com Estranho ajudando a livrar a alma de um garoto de espíritos devoradores de almas vindos de outra dimensão. Este é outro resgate do autor: as viagens interdimensionais do mago.

Zelda faz uma visitinha à sala de estar do mago.

Zelda faz uma visitinha à sala de estar do mago.

Há também a inclusão de uma nova personagem, a jovem bibliotecária Zelma Stanton que procura Strange e, por uma falha nos poderes do mago, acaba libertando parasitas espirituais dentro do Sanctum Sanctorum. Com a ajuda da jovem e de seu fiel servo Wong, o Dr. Estranho precisa recapturá-los antes que causem algum estrago. A história é bem humorada e cheia de tiradas sobre as bizarrices que fazem parte da vida de um mestre do sobrenatural. Apesar de não combinar com o clima sério e sombrio que o personagem sempre teve ao longo dos anos, a mudança não incomoda e pode se tornar um recurso bastante atrativo para novos leitores que conheceram o herói nas telonas. E convenhamos: um pouco de humor não faz mal, quando bem utilizado.

Quando a capa variante é melhor que a oficial

Quando a capa variante é melhor que a oficial

A edição brasileira chega com duas capas variantes: a imagem que abre essa postagem, com arte de Chris Bachallo e Tim Townsend (que também são os artistas da HQ) e outra com arte de Kevin Nowlan (acima). Nos Estados Unidos, a revista vem fazendo tanto sucesso que já ganhou uma nova publicação derivada: Doctor Strange and The Sorcerers Supremes, onde o herói treina místicos de várias épocas. A bibliotecária Zelma Stanton também passou a ser uma personagem fixa na série, catalogando e cuidando dos livros místicos do Dr. Estranho. Afinal, Wong precisava de um descanso. 🙂

blog-homem-de-ferro

Antenados com os lançamentos cinematográficos

Universo Compartilhado

A Panini tem sabido explorar o momento cinematográfico atual, lançando títulos conforme as produções estreiam nas telonas. Tudo começou em maio de 2010, quando chegou aos cinemas o filme Homem de Ferro 2, cujo vilão principal era o Chicote Negro. No mesmo mês, a editora lançou a revista O Invencível Homem de Ferro, trazendo o herói e seu inimigo na capa. A partir da edição 9 (janeiro de 2011) a revista passou a se chamar Homem de Ferro & Thor, uma vez que, quatro meses depois, o Deus do Trovão também chegava aos cinemas.

Capitão ganhou título próprio depois de muitos anos.

Capitão ganhou título próprio depois de muitos anos.

Em julho de 2011, quando estreou Capitão América – O Primeiro Vingador, a Panini também deu um título para o Sentinela da Liberdade, chamado Capitão América & Vingadores Secretos, depois de 14 anos como coadjuvante nas revistas mix. O título mais inesperado foi Guardiões da Galáxia, lançado em março de 2015, sete meses depois da estreia no cinema. Talvez porque ninguém imaginava que o filme fosse agradar tanto, um título solo da equipe espacial era uma proposta arriscada demais para ser lançada logo na estreia. Já com Dr. Estranho, a aposta foi mais certeira: o filme estreou em novembro e a HQ tem data de dezembro/2016.

Se não fosse o filme, os Guardiões jamais teriam seu nome estampado numa publicação.

Se não fosse o filme, os Guardiões jamais teriam seu nome estampado numa publicação.

Doutor Estranho no Brasil

O Mago Supremo estreou no Brasil na revista Quarteto Fantástico 16 (Ebal, 1971), como coadjuvante na aventura da família primordial da Marvel. Meses depois, ele apareceu em Super X 49 (Ebal, nov/dez 1971), numa aventura do Hulk que serviu de prelúdio para a estreia da série dos Defensores, equipe da qual o Doutor é um dos fundadores. No ano seguinte, ele protagonizou o título Dr. Mistério, O Mestre das Artes Místicas (Minami & Cunha, 1972). Em maio de 1976, a Bloch lançou a revista Os Defensores, com a superequipe formada por Doutor Estranho, Hulk, Namor, Valquíria e Surfista Prateado. O título, no entanto, teve vida curta (apenas cinco edições), pois era uma prática da Bloch lançar vários títulos aleatórios para ver qual emplacava.

Edições que destacaram as histórias do Mago Supremo.

Edições que destacaram as histórias do Mago Supremo.

Em junho de 1979, o Dr. Estranho teve sua origem revelada no Almanaque Marvel 2 (RGE). Durante todos esses anos, o Doutor Estranho continuou aparecendo como coadjuvante nas aventuras de outros heróis, mas a situação mudou a partir de 1982 quando o místico estreou na revista Superaventuras Marvel 2 (Ed. Abril), que republicou a mesma HQ publicada em Doutor Mistério 1, extraída do título americano Marvel Premiere 3. A partir daí, a Abril passou a dar um bom destaque às suas aventuras solo e os leitores puderam acompanhar boas fases desenhadas por Barry Smith, Frank Brunner e Marshall Rogers, tanto em Superaventuras Marvel como em Heróis da TV.

Metal Pesado lançou HQ que quase ninguém leu.

Metal Pesado lançou HQ que quase ninguém leu.

Ele também foi o astro de duas graphic novels – Shamballa (Abril, 1989) e Triunfo e Tormento (Abril, 1991), ambas relançadas pela Panini em capa dura – e teve uma edição especial lançada pela Metal Pesado em 1998, que pouca gente sabe que existiu. A minissérie Strange (2004) que atualizou a origem do mago, foi publicada em 2006, na revista Marvel Max, já pela Panini. A minissérie O Juramento, outro grande sucesso do mago, foi publicada originalmente na revista Marvel Action (Panini, 2007).

Panini publicou séries solo do mestre místico em Marvel Max e Marvel Action.

Panini publicou séries solo do mestre místico em Marvel Max e Marvel Action.

Presença constante no Universo Marvel, o herói sempre participou dos eventos importantes da Casa das Idéias, como as séries Illuminati, Hulk Contra o Mundo, Vingadores: A Queda e Guerra Civil, entre outras. O anúncio da produção cinematográfica aumentou o destaque do mago nas HQs até culminar com o lançamento que acaba de chegar nas bancas.

 

Crítica (em vídeo): Sete Minutos Depois da Meia-Noite

blog-abreEntre as estreias da semana nos cinemas, um dos destaques é o filme Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls), distribuído pela Diamond Films. É um drama feito em co-autoria entre os Estados Unidos e a Espanha, baseado no best-seller de Patrick Ness, lançado em 2011.

um filme sensível e emocionante.

Um filme sensível e emocionante.

Indicado a 51 prêmios cinematográficos, a produção conta no elenco com o jovem Lewis MacDougall no papel principal, Felicity Jones como a mãe do garoto, Sigourney Weaver no papel da avó e Liam Neeson fazendo a voz do Monstro-Árvore. Veja nossa crítica em vídeo:

Cotação: blog-cotacao-sete-minutos

 

Crítica (em vídeo): Moana – Um Mar de Aventuras

blog-abreEstreia nesta quinta, dia 5 de janeiro, a mais recente animação dos Estúdios Disney : Moana – Um Mar de Aventuras, com a nova heroína do estúdio, uma adolescente habitante das ilhas polinésias dublada pela atriz Auli’i Cravalho. Moana é a 56ª. animação dos Estúdios Disney e promete esquentar ainda mais o verão brasileiro e animar as férias da garotada. Veja nossa crítica em vídeo (sem spoilers!):

Cotação: blog-cotacaomoana

Veja também o trailer completo de Moana:

Crítica: Sing – Quem canta seus males espanta

blog-abreVésperas de Natal é sempre um bom período para estrear animações. Com as crianças em casa e as empresas em férias, é um convite para um passatempo em família. Uma boa opção é Sing – Quem canta seus males espanta, a nova animação da Illumination Entertainment, que estreia esta semana. O filme vai na carona de Zootopia, a animação da Disney lançada no início deste ano, e mostra uma cidade com todas as espécies de animais convivendo em harmonia.

Dona Kiki enlouquece Moon, mas é uma boa secretária.

Dona Kiki enlouquece Moon, mas é uma boa secretária.

O foco é no coala Buster Moon (dublado por Matthew McConaughey no original e Marcelo Garcia na versão nacional), que herdou um império de comunicação do pai, mas não teve muito espírito empreendedor e não consegue emplacar um bom espetáculo. Atolado em dívidas e prestes a perder o único resquício de sua herança – o teatro principal da cidade – Moon decide criar um concurso musical amador para descobrir novos talentos. Ele só não esperava que sua secretária, a hilária e atrapalhada camaleoa Dona Kiki (voz de Garth Jennings, que também é o diretor do longa) fizesse um panfleto com o valor do prêmio superfaturado (por acidente, claro), o que cria um verdadeiro frisson em toda cidade.

Dona Kiki se engana e o prêmio ganha uns zeros a mais.

Dona Kiki se engana e o prêmio ganha uns zeros a mais.

As audições são o ponto alto do filme, com interpretações hilárias dos animais e sucessos que vão desde a década de 1940 até os dias atuais, de Frank Sinatra e a banda Queen a Elton John e Lady Gaga. São mais de 80 músicas, fazendo uma trilha sonora eclética e bem divertida – mas não se assuste: todas essas músicas são tocadas ao longo do filme e não apenas nas audições, que são até bem rápidas. Ao mesmo tempo, os candidatos também têm sua vida particular explorada no desenho.

O estiloso Gunter é um dos candidatos que dá um show na interpretação.

O estiloso Gunter é um dos candidatos que dá um show na interpretação.

A porquinha Rosita (voz de Reese Whiterspoon e Mariana Ximenes na versão nacional), por exemplo, precisa driblar sua vida doméstica e o cuidado com os 25 filhos para participar dos ensaios. Já a porco-espinho fêmea Ash (Scarlet Johanssen no original e Wanessa Camargo na dublagem brasileira) tem que lidar com o namorado machista e egocêntrico, enquanto que o gorila adolescente Johnny (Taron Egerton/Fiuk) luta para ganhar a aceitação do pai, que é um gangster. Há também a elefanta Meena (Tory Kelly/Sandy), com uma belíssima voz, mas tímida ao extremo e, claro, o coala Moon, que usa todos os seus recursos (ou a falta deles) para gerenciar o concurso.

Acreditem: apesar da voz inconfundível, Sandy disfarça bem ao dublar a elefanta Meena.

Acreditem: apesar da voz inconfundível, Sandy disfarça bem ao dublar a elefanta Meena.

Talvez esse seja a grande falha do roteiro, que, por lidar com várias histórias paralelas, acaba se tornando um pouco massante, principalmente para crianças. Faltou um pouco de dinamismo na trama que, em certo momento, chega a ser arrastada e dar a impressão de que o filme é mais longo do que realmente é (tem 110 minutos, sendo o mais extenso produzido pela Illumination, a mesma que fez Meu Malvado Favorito e Pets: A vida Secreta dos Bichos). Outro problema é que tudo conduz para um final clichê e totalmente aguardado, tirando qualquer surpresa do enredo.

É hora do show, Energia!

É hora do show, Energia!

Apesar disso, o filme tem boas piadas e momentos musicais que garantem a diversão. Tanto que o filme mal estreou e já foi indicado ao Globo de Ouro em duas categorias – Melhor Canção Original e Melhor Longa Animado – e também recebeu indicações em outros prêmios cinematográficos. É para terminar 2016 com leveza e uma fórmula dançante, mas não tenha muitas expectativas: o trailer dá impressão que o filme seria melhor do que realmente é.

Cotação: blog-cotacaosing