Homem-Formiga – Trailer 2

Tamanho é documento, pelo menos, neste caso.

Tamanho é documento, pelo menos, neste caso.

Eis o segundo trailer do filme do Homem-Formiga, que estreia em 16 de julho no Brasil. Ao que tudo indica, teremos um show de efeitos especiais e ação de tirar o fôlego, bem ao estilo Marvel. “Imagine um soldado do tamanho de um inseto… Você está pronto para se tornar um herói?”

Crítica: Demolidor

Blog abreEstreou ontem pela Netflix, a série Demolidor, baseada no famoso herói cego da Marvel, que retoma o personagem em live-action após um hiato de mais de 10 anos desde o longa-metragem feito para o cinema. Depois de um longo e tenebroso inverno, a Fox não deu andamento a um novo filme do personagem e a Marvel retomou os direitos em 2013, podendo assim, iniciar a produção da série. Foram investidos US$ 200 milhões na parceria com a Netflix, que compreende a produção de quatro séries – Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro – para os próximos três anos.

O elenco principal reunido.

O elenco principal reunido.

A grande vantagem é que os espectadores não precisam esperar meses para ver o final da série, uma vez que todos os episódios são disponibilizados de uma só vez – o Demolidor tem 13 episódios de 60 minutos cada – para que o assinante veja conforme sua conveniência. Assistimos os três primeiros episódios para poder fazer essa crítica e já podemos perceber a diferença que faz o personagem estar nas mãos certas – no caso, a Marvel.

O longa-metragem foi legal... mas faltava um "tempero materno".

O longa-metragem foi legal… mas faltava um “tempero materno”.

Não que a produção da Fox tenha sido mal feita, pelo contrário. Não faço parte daqueles que engrossam o coro dizendo que o longa-metragem estrelado por Ben Affleck tenha sido um fiasco. Obviamente, ele teve alguns erros, mas de modo geral, o personagem foi bem fiel aos quadrinhos com as devidas adaptações – o uniforme de couro é bacana e a forma que acharam para mostrar como funciona o radar do herói também foi um recurso interessante. Mas, como dizem por aí, não há lugar como a casa da gente: só mesmo nas mãos da “mãe” é que o personagem ganharia o perfil ideal para agradar aos fãs e ao público em geral com maioria de votos.

Acidente cegou o jovem Matt Murdock e ampliou seus outros sentidos

Acidente cegou o jovem Matt Murdock e ampliou seus outros sentidos

A série opta por contar a origem do Demolidor em flashback (talvez uma influência de Arrow, a série que retrata a origem do Arqueiro Verde, no canal pago CW), já começando com o acidente que cegou o garoto Matt Murdock (Skylar Gaertner) e ampliou seus outros sentidos. Em seguida, a história dá um salto no tempo, com ele já na vida adulta (interpretado por Charlie Cox), iniciando a abertura de seu escritório com o parceiro Foggy Nelson (Elden Henson).

Karen olha seção de classificados: "Advogados iniciantes precisam secretária. Para trabalhar e para ser a primeira cliente"

Karen olha seção de classificados: “Advogados iniciantes precisam secretária. Para trabalhar e para ser a primeira cliente”

Ao longo da trama, detalhes do que aconteceu antes e depois do acidente vão sendo narrados, conforme Murdock vai se envolvendo em seu primeiro caso: a defesa da jovem Karen Page (Deborah Ann Woll), acusada de assassinato. A estratégia se mostra acertada, pois diferentemente de Arrow, não é usada à exaustão, mas sim em momentos específicos, permitindo que sejam trabalhadas duas tramas paralelas (a origem do personagem e a história do crime), numa narrativa fluente que envolve o espectador.

Quando Luke Cage estrear, não terei mais que costurar feridas.

Quando Luke Cage estrear, não terei mais que costurar feridas.

Os personagens secundários são inseridos aos poucos: o Rei do Crime (Vincent D’Onofrio) só dá as caras no final do terceiro episódio, mas marca presença no primeiro, só com sua voz, agindo nos bastidores, como o personagem dos quadrinhos. Outro que aparece no terceiro episódio é o repórter Ben Urich (Vondie Curtiss-Hall), que terá importância fundamental nos capítulos seguintes. Uma surpresa para os fãs dos quadrinhos é a presença de Claire Temple (Rosario Dawson), a enfermeira que cuida de Murdock: nas HQs, ela é interesse amoroso do herói Luke Cage, já antecipando uma interligação futura com a série do homem da pele de aço.

Jornal na parede lembra dos Vingadores.

Jornal na parede lembra dos Vingadores.

E por falar em interligações, não faltam referências aos filmes da Marvel Studios: a dupla Nelson e Murdock compra um escritório no bairro de Hell’s Kitchen (assim mesmo, em inglês), cujo preço caiu muito após “as coisas caírem do céu no meio da cidade”, uma referência à batalha contra os alienígenas Chitauri, no longa dos Vingadores (2012). A sala de Ben Urich também tem um jornal na parede, com a manchete “Batalha em Nova York”, outra menção ao filme. Por fim, conforme já havia sido divulgado anteriormente em material promocional da série, Jack Murdock (John Patrick Hayden), o pai do pequeno Matt, enfrenta um lutador chamado Crusher Creel, que nos quadrinhos é o vilão Homem-Absorvente – e que já apareceu na série Agentes da Shield (episódio 1 da segunda temporada).

O pretinho básico nunca sai de moda.

O pretinho básico nunca sai de moda.

A série tem classificação indicativa 18 anos pela sua violência explicita – braços quebrados, corpos perfurados e cenas de luta com bastante sangue – mas faz justiça, com o perdão do trocadilho, ao herói. Os personagens estão perfeitamente bem caracterizados e os roteiros mesclam o tom sombrio de uma cidade dominada pelo crime com momentos de humor na relação entre Foggy e Matt. Mais uma vez, a Marvel prova que sabe como cuidar de seus “filhos” e oferece um produto de qualidade. Cada um pode escolher como deseja ver a série, mas para este crítico, o melhor é degustar aos poucos, para aproveitar bem o que cada episódio tem a oferecer. O que é muita coisa.

Cotação: blog cotaçãodemolidor

O essencial do Demolidor

blog abreA nova série do Demolidor, que estreia amanhã pelo canal Netflix tem gerada muita expectativa entre os fãs. O Homem sem Medo merecia uma nova chance em live-action, depois do longa-metragem de 2003, estrelado por Ben Affleck, que dividiu as opiniões. O canal Netflix e a Marvel Studios investiram alto na série (cerca de US$ 200 milhões, divididos entre as quatro séries previstas para os próximos três anos no canal: Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro) e o material já divulgado atraiu a atenção do público.

Para aquecer os motores, separamos algum material essencial do personagem. São histórias importantes para a cronologia do personagem, que mostram sua relevância para o Universo Marvel. Se você não conhece, fica o convite para procurar em sebos e livrarias especializadas. Quem já conhece, vale a releitura. Preparados?

Os primórdios do Homem sem Medo

Os primórdios do Homem sem Medo

5 – Biblioteca Histórica Marvel – Demolidor (Panini, 2009): Nada melhor do que começar pelo começo. Este encadernado reúne as 11 primeiras edições americanas, publicadas entre 1964 e 1965. Apesar dos roteiros infantis, a leitura vale a pena para conhecer o personagem em seus primeiros dias, quando sua personalidade era mais leve e descontraída.

A saga da Elektra marcou uma fase do herói

A saga da Elektra marcou uma fase do herói

4 – A Saga da Elektra: Quando o roteirista e desenhista Frank Miller assumiu o título do herói, ele pegou uma revista à beira do cancelamento e tornou-a uma das campeãs de vendas. Para isso, revolucionou conceitos, transformando o Demolidor num herói mais sério, com tramas mais realistas e impactantes. Uma das mais importantes foi a Saga da Elektra, que teve início em Daredevil 174 e foi até a edição 181. No Brasil, esta saga foi publicada na revista Superaventuras Marvel 12 a 22 (Ed. Abril, 1983/1984), depois teve republicação na minissérie Elektra Saga (Ed. Abril, 1989) e no encadernado Os Maiores Clássicos do Demolidor 2 e 3 (Panini, 2003/2004). E merecia uma nova republicação.

Frank Miller retoma o herói... e revoluciona de novo.

Frank Miller retoma o herói… e revoluciona de novo.

3 – A Queda de Murdock: Frank Miller encerrou sua participação nas HQs do herói e a revista, novamente, perdeu o prestígio. O roteirista foi novamente chamado e criou outro clássico dos quadrinhos. Em resumo: Matt Murdock tem sua identidade secreta revelada ao seu pior inimigo – o Rei do Crime – que destrói sua vida pessoal. A narrativa é envolvente e nos faz sentir o desespero do personagem ao ver tudo o que ele mais preza destruído. A saga foi relançada recentemente pela editora Salvat, na Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel e é leitura obrigatória.

Os primórdios do Homem sem Medo... com um novo olhar.

Os primórdios do Homem sem Medo… com um novo olhar.

2 – Demolidor Amarelo (Panini, 2002): uma minissérie que mostra os primeiros dias do herói, quando ele ainda usava seu uniforme amarelo (por isso, o título da história). Sua origem é recontada com novos detalhes que exploram mais profundamente o seu relacionamento com o pai, o amigo Foggy Nelson e a sua paixão Karen Page (que também e a paixão de Foggy), além de narrar o início de sua carreira como advogado e defensor do crime.

Genial. Só isso.

Genial. Só isso.

1 – Fase Mark Waid (Panini, 2013 – atual): A atual fase do Demolidor, escrita pelo roteirista Mark Waid, retoma o espírito despojado das primeiras HQs do personagem e lhe devolve o perfil de herói urbano, com roteiros leves e tramas bem escritas. O grande acerto da Panini foi publicar essa fase em encadernados bimestrais, ao invés de diluí-la nas revistas de linha. Assim, cada edição traz histórias fechadas (geralmente de seis ou sete edições americanas), evitando que o leitor tenha que esperar meses para o término de um arco. Atualmente, é a melhor HQ de super-heróis em bancas, daquelas que vale cada centavo investido. Leitura deliciosa.

O filme de 2003 é uma boa opção para entrar no clima.

O filme de 2003 é uma boa opção para entrar no clima.

Evidentemente, há muitas outras HQs marcantes do personagem, mas cinco arcos são o suprassumo do herói. Vale também rever o longa-metragem Demolidor: O Homem sem Medo, citado no início desta reportagem. É um passatempo divertido comparar, depois, qual dos dois, filme ou série, trabalhou melhor o personagem. E, claro, estejam aqui para ler nossa crítica da série.

Crítica: A Cruz

blog abreNão é de hoje que o amor pelos super-heróis me fez descobrir novidades bacanas. Contudo, às vezes também me meto em algumas furadas. A chegada da série do Demolidor na próxima sexta-feira (10 de abril) me levou a fazer assinatura no canal on demand Netflix – onde a série será exibida, com exclusividade. Entre as incontáveis opções e sugestões do canal – baseada no gosto pessoal, ao qual  o novo usuário cadastra, selecionando três opções de filmes que já assistiu – encontrei o longa A Cruz (Cross, 2011), filme feito diretamente para o mercado de vídeo.

Filme tem cara de história em quadrinhos

Filme tem cara de história em quadrinhos

A sinopse parecia interessante: um vigilante que possui uma cruz celta que o impede de morrer, usa os poderes do amuleto para combater as forças do mal através das eras. Com toda cara de quadrinhos de super-herói, comecei a usufruir a assinatura por este longa-metragem e só não cancelei a assinatura depois da experiência porque o Demolidor ainda não estreou. Brincadeiras à parte, o filme tem mesmo toda cara de gibi, a começar pela introdução, feita no estilo motion comic (quadrinhos em movimento). Mas é só. Uma trama ruim, com efeitos especiais que poderiam ser feitos em qualquer computador caseiro e atuações fracas de atores que até têm certa notoriedade, como Brian Austin Green (da série Barrados no Baile), Willian Zabka (Karatê Kid) e Michael Clark Duncan (À Espera de um Milagre).

Desperdício de talento: Rei do Crime mantem a ordem jogando baralho

Desperdício de talento: Rei do Crime mantem a ordem jogando baralho

Callan (Green) é um vigilante que herdou de seu pai – assassinado sob circunstâncias misteriosas – uma cruz celta que passou de geração em geração ao longo das eras. Essa cruz lhe concede invulnerabilidade e “poderes empurrativos” (ele estende o braço e uma força sai dele, jogando o inimigo longe. Nada além disso). Seguindo o desejo do pai, Callan forma uma força de elite para caçar criminosos pela cidade. Tecnicamente, criminosos que a polícia comum não poderia prender, mas são bandidos comuns mesmo, liderados por Erlik (Duncan), que nada mais é do que um Rei do Crime mais pobre, que prova ser o maioral do pedaço matando o capanga que rouba dele no jogo de poker – isso depois de um enfadonho discurso sobre lealdade numa cena que dura uns 10 minutos. Sério, não é piada!

Globalização milenar: sangue de deuses gregos ativam artefato místico egípcio.

Globalização milenar: sangue de deuses gregos ativam artefato místico egípcio.

A situação se complica quando chega à cidade o perigoso “viking” Gunnar (Vinnie Jones, o Fanático de X-Men: O Confronto Final). Dono de uma maldição que o impede de morrer, Gunnar sobreviveu durante séculos e necessita do sangue de descendentes dos deuses gregos para alimentar seu bastão egípcio mágico (sim, essa salada de povos antigos existe. O roteirista deve ter achado cool!) e, assim, conseguir por um fim à sua maldição. Em sua busca pela linhagem dos deuses, os bandidos acabam sequestrando várias mulheres, entre elas, a “peguete” de Callan, que ele conheceu num bar ao defendê-la de uma dupla de bêbados e ela, em agradecimento, aceitou uma carona só pra ir pra cama com ele.

É o fim do mundo! Nunca houve um "efeito especial" tão ruim na história da humanidade.

É o fim do mundo! Nunca houve um “efeito especial” tão ruim na história da humanidade.

Chega a ser constrangedor encontrar atores do cacife de Michael Clark Duncan em um papel tão vergonhoso. Aliás, ele se esforça para dar personalidade ao seu vilão. O problema é que o personagem é ruim mesmo e o roteiro não ajuda nem um pouco. O clímax do filme – a óbvia batalha final entre Callan e Gunnar – é risível e tão empolgante quanto uma corrida de minhocas. Quando você pensa que a luta vai começar pra valer, ela já acabou e tudo se resolveu. Hã? Mas nada é tão cômico quanto a representação do bastão egípcio tomando conta das almas de todo o planeta: uma mancha vermelha se espalhando pelo globo, num efeito tão ruim que parece ter sido criado no Paintbrush.

A cruz e seu "poder" (ou quase isso).

A cruz e seu “poder” (ou quase isso).

Toda essa tosquice poderia ser explicada pelo baixo orçamento do filme (cerca de US$ 2 milhões) e pelo fato de ter sido produzido por empresas acostumadas a fazer filmes religiosos – as produtoras Morningstar Films e Truth and Grace Films – mas considerando que já existem várias provas de excelentes filmes feitos com pouco dinheiro e por produtoras inexperientes, a desculpa não cola. O filme é ruim porque tem um roteiro mal trabalhado e um diretor incompetente. Não adianta colocar uma cruz no filme achando que ele será abençoado e salvo do fracasso. Tem coisas que nem milagre resolve.

Cotação: blog cotaçãocruz

Pixel e HQM cancelam títulos

blog abreNotícia triste para os fãs de histórias em quadrinhos. De uma só vez, perdemos quatro bons títulos em banca, dois deles clássicos. Segundo noticiado no site Planeta Gibi, a Pixel Editora cancelou os títulos Luluzinha e Bolinha após 48 edições da garota de vestido vermelho e 46 números do seu simpático e divertido amigo. Da mesma forma, a HQM Editora decidiu descontinuar os títulos da editora americana Valiant, X-O Manowar e Universo Valiant e investir em encadernados.

Edição de estreia da Luluzinha pela Pixel.

Edição de estreia da Luluzinha pela Pixel.

O lançamento da Luluzinha clássica veio após o sucesso do título Luluzinha Teen, produção exclusivamente brasileira que, por sua vez, veio na cola da Turma da Mônica Jovem, da Mauricio de Sousa Produções (leia notícia sobre o lançamento aqui). Os leitores mais novos tiveram a oportunidade de conhecer o excelente material criado pela cartunista Marge em 1935. As histórias mostravam as travessuras e confusões das crianças com uma inocência característica que atravessaram as décadas e mantiveram hoje o mesmo frescor de quando foram publicadas.

Luluzinha abriu caminho para outros personagens clássicos.

Luluzinha abriu caminho para outros personagens clássicos.

Mesmo com alguns comportamentos politicamente incorretos para os padrões atuais (como quebrar vidraças, vingar-se de gozações e invadir propriedade alheia, entre outros, que deixariam qualquer psicólogo e pedagogo com os cabelos arrepiados), o leitor entendia que tudo não passava de uma brincadeira infantil e jamais influenciaria seu comportamento baseado nos gibis. O sucesso da série foi tanta que a Pixel resgatou diversos outros personagens clássicos como Gasparzinho, Brasinha, Recruta Zero, Popeye, Riquinho e outros. Todos esses títulos tiveram vida curta. Em fevereiro, a Pixel anunciou o cancelamento da Luluzinha Teen e, apenas um mês depois, cancela também a Lulu clássica, deixando os leitores de quadrinhos órfãos.

Heróis da Valiant também tiveram vida curta.

Heróis da Valiant também tiveram vida curta.

A HQM Editora, que trouxe um novo universo de super-heróis para o Brasil, publicado pela editora americana Valiant, também cancelou os dois títulos em banca, X-O Manowar (na 11ª. edição) e Universo Valiant (na 6ª. edição). A justificativa é a baixa vendagem dos títulos, apesar da grande quantidade de fãs dos heróis (segundo a página do Facebook da editora, são mais de 2400 leitores, mas as vendas não atingiam essa marca). A princípio mensais, as revistas vinham apresentando periodicidade indefinida nas últimas edições, o que já era indício de um possível cancelamento. Mesmo assim, a HQM resistiu por mais um período.

Em sua página do Facebook, editora se compromete a concluir os arcos - desde que haja interesse dos leitores.

Em sua página do Facebook, editora se compromete a concluir os arcos – desde que haja interesse dos leitores.

Infelizmente, isso acontece num momento em que os heróis da Valiant serão levados ao cinema, o que aumentaria o interesse nos personagens e, provavelmente, impulsionaria a venda das revistas. Apesar disso, a HQM pretende investir em encadernados e promete concluir os arcos em andamento, publicando as últimas edições das revistas sob demanda. Para tanto, os que desejam adquirir os números derradeiros, devem informar seu interesse na página do facebook da HQM para que os editores possam saber quantas edições serão impressas. Vale lembrar que só devem informar aqueles que realmente forem comprar as revistas, para que a editora não fique com material encalhado.

Até breve, Lulu. Volte quando quiser. :'(

Até breve, Lulu. Volte quando quiser. :'(

Da nossa parte, fica a torcida para que alguma outra editora se interesse por esse material e torne a publicá-los, de modo que esses personagens nunca caiam no esquecimento.

Crítica: Cinderela

blog abreHá pouco a ser dito sobre Cinderela (Cinderella, 2015), o novo longa-metragem da Disney, que estreia no dia 26 de março e adapta o conto de fadas de Charles Perrault, exceto que ele reinventa o clássico desenho animado da própria Disney, lançado em 1950, mas desta vez com atores reais. Contudo, nesta adaptação, a Disney optou por se manter fiel à trama original, diferente do que fez com Malévola (2014), onde recontou a história da Bela Adormecida sobre o ponto de vista da vilã e a transformou em anti-heroína (leia a crítica aqui), e em Caminhos da Floresta (2015), onde Cinderela calça sapatos dourados ao invés de cristal, além do príncipe ter pouco de encantado (leia a crítica aqui).

Cinco patinhos foram passear. Música da Xuxa vai parar nas telonas. Não, pera...

Cinco patinhos foram passear. Música da Xuxa vai parar nas telonas. Não, pera…

Não que isso seja um defeito, pelo contrário. Particularmente, creio que as releituras são sempre positivas, no sentido de explorar um ângulo da história não visto antes, mas a magia do conto original ainda é importante, pois não podemos nos esquecer do objetivo dessas histórias: transmitir um ensinamento aplicável na vida real. Não é à toa que os contos de fada são imortais e vêm sendo contados e recontados de geração em geração.

A Hidra jamais me descobrirá nesse disfarce de camponesa.

A Hidra jamais me descobrirá nesse disfarce de camponesa.

Mas voltando ao filme: a história explora muito mais o relacionamento de Ella (Lily James) – sim, a jovem tem um nome! – e seus pais, interpretados por Ben Chaplin e Hayley Atwell, a Agente Carter da série de TV. É ela quem ensina a filha a sonhar, acreditar em fadas-madrinhas e, principalmente, a ter coragem e ser gentil – frase que se torna um mantra, mais ou menos como “grandes poderes trazem grandes responsabilidades” ensinado ao jovem Peter Parker, antes dele se tornar o Homem-Aranha.

Madrasta chegando para causar.

Madrasta chegando para causar.

Um belo dia, sua mãe morre e o pai casa-se novamente, dando à jovem uma madrasta (Cate Blanchet) e duas irmãs: Drisella (Shophie McShera) e Anastasia (Holliday Grainger). Ambiciosa e cheia de si, o trio de mulheres, logo de cara, começa a abusar da bondade de Ella e a situação fica pior assim que o pai da jovem também morre. A partir daí, passam a tratá-la como uma criada e até colocaram-lhe o apelido de Cinderela – não vou contar o motivo. Vai que você é a Bela Adormecida e esteve hibernando nos últimos 65 anos…

Drisella e Anastasia: futilidade em dose dupla e cores invertidas.

Drisella e Anastasia: futilidade em dose dupla e cores invertidas.

Cinderela nunca reclamava e distraía-se cantando e conversando com seus amigos animais: um ganso e quatro ratinhos, a quem precisava proteger dos ataques de Lúcifer, o gato da madrasta – aí entra o trabalho da empresa Rodeo FX, responsável pelos efeitos visuais na criação dos ratos por computação gráfica. Tudo muda quando ela conhece o príncipe Kit (Richard Madden, de Game of Thrones), se apaixona e é correspondida. Com a perspectiva do amor verdadeiro, Cinderela ganha um incentivo para lutar por sua felicidade e sair das garras da madrasta cruel – se ela deixar, evidentemente.

"Volte antes da meia-noite ou a magia acabará!" E você achando que sua mãe é chata e exigente...

“Volte antes da meia-noite ou a magia acabará!” E você achando que sua mãe é chata e exigente…

As interpretações por vezes soam caricatas e extremistas – Cinderela é excessivamente boa, a Madrasta é excessivamente má e suas filhas são excessivamente fúteis. Tudo no superlativo, para destacar as características de cada personagem. Talvez tenha faltado um pouco mais de realismo – um pouco só, para não estragar a história, como aconteceu em Malévola – mas nada que atrapalhe a diversão. A cena com a participação da Fada-madrinha (a ótima Helena Bonham Carter) e a transformação da abóbora em carruagem, dos ratos em cavalos e o vestido de Cinderela são momentos mágicos e cheios de poesia, como só a Disney sabe fazer. Além disso, remetem ao desenho animado – até a palavra mágica Bibidi-Babidi-Bu foi mantida.

Senhorita, conceda-me o prazer desta dança?

Senhorita, conceda-me o prazer desta dança?

Para finalizar, Cinderela é um filme que traz uma história conhecida com poucas novidades, mas que encanta como se fosse a primeira vez. O figurino belíssimo enche os olhos e a trama resgata o sonho e a fantasia que ficaram perdidos em algum lugar do passado. Algo que está fazendo muita falta em nossos dias tão conturbados. Além, é claro, de nos ensinar que coragem e gentileza podem não ser ingredientes da felicidade, mas certamente colaboram para fazer a vida um pouco melhor.

Elsa pega uma gripe e percebe que o frio pode, sim, incomodar.

Elsa pega uma gripe e percebe que o frio pode, sim, incomodar.

Ah, sim! Já ia esquecendo: o curta-metragem Frozen: Febre Congelante, exibido antes do filme, é uma graça. Elsa pega uma gripe enquanto prepara uma festa de aniversário para sua irmã Anna e, a cada espirro – e sem que ela perceba – cria vários bonecos de neve, os Snowgies, que Olaf considera seus irmãos menores. O curta apresenta também uma nova canção, Making Today a Perfect Day (Fazendo de Hoje um Dia Perfeito), que não tem o mesmo encanto de Let it Go, mas promete se tornar o novo hit da garotada.

Cotação: blog cotação cinderela

Vingadores: A Era de Ultron – Trailer 3

blog VingadoresFoi divulgado nesta semana o terceiro trailer de Vingadores: Era de Ultron, que chega aos cinemas no dia 23 de abril (a estreia foi antecipada em uma semana). O destaque vai para as novas cenas com a Feiticeira Escarlate e Mercúrio, a luta entre o Hulk e o Homem de Ferro em sua armadura “Hulkbuster” (ou Caça-Hulk) e, no final, a primeira aparição do androide Visão. Confira!