Graphic Novels DC chegam em outubro pela Eaglemoss

blog abreFinalmente, após uma longa espera, a Eaglemoss Collections, a mesma empresa que está publicando a Coleção de Miniaturas Marvel e Coleção Super-Heróis DC (veja postagem sobre elas aqui, aqui e aqui)  traz para o Brasil a coleção de Graphic Novels DC Comics, a exemplo do que a Salvat vem fazendo com a Marvel em duas publicações, (leia aqui e aqui). Está marcado para 13 de outubro o lançamento do primeiro volume e, a partir daí, quinzenalmente, teremos um novo fascículo.

Sua estante vai ficar bacanuda com essa arte de Alex Ross

Sua estante vai ficar bacanuda com essa arte de Alex Ross

A “longa espera” foi por conta da chegada das quatro primeiras edições a algumas bancas em setembro do ano passado no que a empresa chama de teste de mercado. Isso provocou um enorme burburinho nas redes sociais e deixou os fãs em polvorosa, ansiosos pela chegada dos fascículos em nível nacional. A coleção tem os mesmos padrões da lançada pela concorrente: é composta de 60 volumes, todos em capa dura, papel de qualidade e lombada que forma uma imagem de Alex Ross.

As maiores sagas da DC, do presente e do passado, nesta coleção

As maiores sagas da DC, do presente e do passado, nesta coleção

Cada fascículo reúne um arco de histórias que enfoca um personagem da editora, reunindo o que de melhor foi publicado ao longo dos últimos anos. Sagas como Crise nas Infinitas Terras, que redefiniu o universo DC nos anos 1980 ou as clássicas aventuras do Lanterna Verde e do Arqueiro Verde pela dupla Denny O’Neil e Neal Adams poderão ser conhecidas pelos leitores mais novos ou relidas pelos veteranos, bem como histórias mais recentes como Ponto de Ignição, a saga que deu origem ao polêmico reboot da editora em 2011.

Batman: Silêncio abre a coleção, com precinho de mãe.

Batman: Silêncio abre a coleção, com precinho de mãe.

A primeira edição traz a saga Batman: Silêncio e terá o preço promocional de R$ 9,99. A segunda edição traz a continuação do arco, ao preço de R$ 19,99. As edições seguintes terão o preço de R$ 34,99. Além das HQs, os fascículos também trazem informações sobre a criação dos personagens e HQs importantes na carreira dos heróis. No caso do Batman, o primeiro volume traz a história de origem do Homem-Morcego, publicada em Detective Comics 27 (1939).

Os primeiros fascículos da coleção

Os primeiros fascículos da coleção

O lançamento da nova coleção vem no exato momento em que a primeira coleção da Marvel pela Salvat chega ao seu final (o último fascículo chega no final de novembro. Há boatos que haverá uma extensão, a exemplo do que aconteceu na Inglaterra, mas a Salvat não confirmou o lançamento), o que vem bem a calhar, já que os leitores poderão iniciar uma nova coleção sem prejuízo (apenas no primeiro mês os fascículos sairão simultaneamente). Ponto para a Eaglemoss, que ganhou uma parcela de público, coisa que talvez não acontecesse se a coleção fosse lançada simultaneamente à outra.

Alguns dos títulos que vêm por aí (em português, claro!)

Alguns dos títulos que vêm por aí (em português, claro!)

Veja a seguir a lista com os sessenta fascículos (pode haver alteração na ordem das publicações ou nas edições que fazem parte do encadernado. Em alguns volumes, omitimos a história clássica porque esta ainda não foi divulgada):

1 – Batman: Silêncio (Parte 1) – Reúne as edições Batman 603-608 e Detective Comics 27
2 – Batman: Silêncio (Parte 2) – Reúne as edições Batman 614-618 e Detective Comics 33
3 – Superman: O último filho de Krypton – Reúne Action Comics 844-846 e 851, Action Comics Annual 11, Superman Annual 13 e Superman 1
4 – Liga da Justiça: Torre de Babel – Reúne JLA 43-46, JLA Secret Files 3 e The Brave and the Bold 28
5 – Superman e Batman: Inimigos Públicos – Reúne as edições Superman/Batman 1-6 e Superman 76
6 – Lanterna Verde: Origem Secreta – Reúne as edições Green Lantern 29-35 e Showcase 22
7 – Mulher Maravilha: O Círculo – Reúne as edições Wonder Woman 14-19 e Wonder Woman (1942) 98 e 105
8 – Batman: O homem que ri – Reúne as edições Detective Comics 784-786 (***)
9 – Liga da Justiça: Ano Um (Parte 1) – Reúne as edições JLA: Year One 1-6 e Justice League of America 9
10 – Liga da Justiça: Ano um (Parte 2) – Reúne as edições JLA: Year One 7-12 e Detective Comics 225
11 – Flash: Nascido para correr – Reúne as edições The Flash 62-65 e The Flash Annual 8 (*)
12 – DC: A Nova Fronteira – Reúne as edições de DC: The New Frontier 1-6 (**)
13 – Superman: O Homem de Aço – Reúne as edições The Man of Steel 1-6
14 –  Batman: Morte em Família – Reúne as edições Batman 426-429
15 – Mulher Maravilha: Paraíso Perdido – Reúne as edições Wonder Woman 164-170

Em Portugal, eles leram a "rapariga de Krypton". Aqui nós teremos apenas a Supergirl mesmo...

Em Portugal, eles leram a “rapariga de Krypton”. Aqui nós teremos apenas a Supergirl mesmo…

16 – Batman: Asilo Arkham – Compreende a edição especial Batman: Arkham Asylum (***)
17 – Liga da Justiça: Terra 2 – Compreende o especial JLA: Earth 2
18 – A morte do Superman – Reúne as edições Superman: The Man of Steel 18-19, Action Comics 684, Adventures of Superman 497, Justice League of America 69 e Superman 74-75
19 – Batman: O Longo dia das bruxas (Parte 1) – Reúne a minissérie Batman: The Long Halloween 1-7
20 – Batman: O Longo dia das bruxas (Parte 2) – Reúne a minissérie Batman: The Long Halloween 8-13
21 –  Arqueiro Verde: Ano um – Reúne a minissérie Green Arrow: Year One 1-6
22 – Lex Luthor: Homem de Aço – Reúne a minissérie Lex Luthor: Man of Steel 1-5
23 – Robin: Ano Um – Reúne a minissérie Robin: Year One 1-4
24 – Superman/Batman: Supergirl – Reúne as edições Superman/Batman 8-13
25 – Superman, Batman e Mulher-Maravilha: Trindade – Reúne a minissérie Superman/Batman/Wonder Woman: Trinity
26 – Novos Titãs: O Contrato de Judas – Reúne as edições Tales of the Teen Titans 42-44 e Tales of the Teen Titans Annual 3
27 – Batman: O Filho do Demônio (Parte 1) – Reúne as edições Batman: Son of Demon, Batman: Bride of Demon e Batman: Birth of Demon
28 – Batman: O Filho do Demônio (Parte 2) – Reúne as edições Batman: Son of Demon, Batman: Bride of Demon e Batman: Birth of Demon
29 – Superman: Origem secreta – Reúne Superman: Secret Origin 1-6
30 – Lobo: Sem Limites – Reúne a minissérie Lobo Unbound 1-6

Realidades alternativas também serão abordadas

Realidades alternativas também serão abordadas

31 – Liga da Justiça: O Prego – Reúne a minissérie JLA: The Nail 1-3
32 – Superman: Brainiac – Reúne as edições Action Comics 866-870
33 – Na Trilha da Mulher-Gato (Parte 1) – Reúne as edições Detective Comics 759-762 e o especial Catwoman: Selina’s Big Score
34 – Na Trilha da Mulher-Gato (Parte 2) – Reúne as edições Catwoman 1-4
35 – Arqueiro Verde: Caçadores – Reúne a minissérie Green Arrow: The Longbow Hunters 1-3
36 – Mulher Maravilha: Deuses e Mortais – Reúne as edições Wonder Woman 139-142 (*)
37 – Batman & Filho – Reúne Batman 655-658, 664-665 e Detective Comics 411
38 – Crise nas Infinitas Terras (Parte 1) – Reúne Crisis On Infinite Earths 1-6
39 – Crise nas Infinitas Terras (Parte 2) – Reúne Crisis on Infinite Earths 7-12
40 – Batgirl: Ano Um – Reúne a minissérie Batgirl: Year One 1-9
41 – Justiça Jovem: Jovens Justiceiros – Reúne as edições Young Justice 1-7 (*)
42 – Arlequina – Prelúdios – Reúne as edições Harley Quinn 1-7 (*) e The Batman Adventures 12
43 – Arqueiro verde: O Espírito da Flecha (Parte 1) – Reúne as edições Green Arrow: Quiver 1-5
44 – Arqueiro Verde: O Espírito da Flecha (Parte 2) – Reúne as edições Green Arrow: Quiver 6-10
45 – Flash: O Retorno de Barry Allen – Reúne as edições The Flash 74-79

Também estão previstas publicações inéditas no Brasil

Também estão previstas publicações inéditas no Brasil

46 – Batman: Estranhas Aparições – Reúne as edições Detective Comics 469-479
47 – Lanterna Verde: A Guerra dos Anéis (Parte 1) – Reúne as edições Green Lantern 21-23, Green Lantern Corps 14-15 e Green Lantern: Sinestro Corps Special 1
48 – Lanterna Verde: A Guerra dos Anéis (Parte 2) – Reúne as edições Green Lantern 24-25, Green Lantern Corps 16-19
49 – Mulher-Maravilha: Petrificada – Reúne as edições Wonder Woman 206-210
50 – Justiça (Parte 1) – Reúne a minissérie Justice 1-6
51 – Justiça (Parte 2) – Reúne a minissérie Justice 7-12
52 – Batman: Sina Macabra – Reúne a minissérie Batman: The Doom That Came to Gotham 1-3
53 – O Bravo e o Audaz: Os Donos da Sorte – Reúne as edições The Brave and the Bold 1-6
54 – Homem Elástico: Em fuga – Reúne as edições Plastic Man 1-6 (*)
55 – Liga da Justiça: Nova Ordem Mundial – Reúne as edições JLA 1-4
56 – Flash: A Guerra de Gangues – Reúne as edições The Flash 220-225
57 – Superman: O Legado das Estrelas (Parte 1) – Reúne as edições da minissérie Superman: Birthright 1-6
58 – Superman: O Legado das estrelas (Parte 2) – Reúne as edições da minissérie Superman: Birthright 7-12
59 – Lanterna Verde/Arqueiro Verde – Reúne as edições Green Lantern 76-89
60 – Flash: Ponto de ignição – Reúne a minissérie Flashpoint 1-5

Só clássicos!

Só clássicos!

Uma curiosidade: Em Portugal, foi publicada uma coleção parecida, em 20 volumes, mas salvo algumas coincidências, a maioria dos títulos traziam outras histórias. Na Europa, a coleção começou a ser publicada na última semana e traz algumas alterações. Por lá, eles irão receber sagas como Superman: Pelo Amanhã, Liga da Justiça: Clamor por Justiça e Batman: Por trás da Máscara.

* INÉDITA NO BRASIL
** Pode ser dividida em duas edições
*** Pode ser fundida em uma única edição

Playarte promove Festival Tokusatsu

blog abreSe você é fã de seriados japoneses (os chamados tokusatsus) não pode perder este festival organizado pela produtora PlayArte, em parceria com a Focus Filmes. De 12 de setembro a 8 de novembro (isso mesmo, serão dois meses!) a produtora realizará o Festival Tokusatsu, que consiste na exibição de séries clássicas e longas-metragens mais recentes em sete cinemas da rede PlayArte (São Paulo, Grande São Paulo e Manaus). É a primeira vez que esse tipo de filme será exibido nos cinemas no Brasil.

Partiu Festival Tokusatsu da PlayArte

Partiu Festival Tokusatsu da PlayArte

Para quem não sabe, tokusatsu é um termo japonês, abreviação de Tokushu Kouka Satsuei, cujo significado é “efeitos especiais” e, com o tempo e a quantidade de produções do gênero, também passou a ser sinônimo de séries de super-heróis japoneses. Os ingressos para o festival também terão preços diferenciados, com inteira a R$ 15 e meia a R$ 7,50. Serão sete fases, cujas cinco primeiras consistem em episódios de séries de TV e as duas últimas de filmes em longa-metragem. Veja abaixo a lista de personagens e as respectivas datas:

Jaspion abre o festival

Jaspion abre o festival

Fase 1 – O Fantástico Jaspion: 12, 13, 19 e 20 de setembro

Fase 2 – Esquadrão Relâmpago Changeman: 26 e 27 de setembro e 3 e 4 de outubro)

Fase 3 – o Incrível Ninja Jiraya: 10 e 11 de outubro

Esse raio gourmetizador vai fazer as séries muito mais legais em tela grande.

Esse raio gourmetizador vai fazer as séries muito mais legais em tela grande.

Fase 4 – Comando Estelar Flashman: 17 e 18  de outubro

Fase 5 – Policial de Aço Jiban: 24 e 25 de outubro

Fase 6 – Ultraman (longa-metragens): 30 e 31 de outubro e 1 de novembro

Fase 7 – Samurai X (longa-metragens legendados): 6, 7 e 8 de novembro

Trilogia Samurai X encerra o festival. Só pelo título, já dá pra ver que é bacana!

Trilogia Samurai X encerra o festival. Só pelo título, já dá pra ver que é bacana!

Os filmes serão exibidos sempre às 17h, exceto a série Samurai X, que terá dois horários: 13h (dublado) e 17h (legendado). A programação completa pode ser vista no site do Festival Tokusatsu e os convites estarão em pré-venda a partir de 1/9. Nunca é demais lembrar que a venda de ingressos estará sujeita à lotação da sala. Se marcar bobeira, sayonara.

Top 10 – Os piores filmes da Marvel

blog abreSempre que um novo filme de quadrinhos surge no cinema, é comum os nerds criarem sua lista de favoritos e conversarem sobre qual gostaram mais, qual é o menos bom e, assim, montarem um ranking de favoritos. Motivado pelo fracasso de Quarteto Fant4stico e pela pergunta dos amigos sobre se o Quarteto é melhor ou pior do que aquele outro filme X ou Y, que também é ruim pra dedéu, resolvi montar minha lista de piores.

É melhor ver o filme do Pelé.

É melhor ver o filme do Pelé.

Como estava tendo problemas em organizar o ranking (sim, é complicado decidir uma ordem de filmes ruins, tanto quanto de filmes bons. Difícil escolher qual é o pior…), decidi adotar alguns critérios para não ser tendencioso: escolhi os dez filmes e dei algumas notas para roteiro, efeitos, personagens e fidelidade às HQs, com notas de 1 a 5. Eis o resultado.

"Em quem será que Joel Schumacher se inspirou pra fazer os mamilos do Batman?"

“Em quem será que Joel Schumacher se inspirou pra fazer os mamilos do Batman?”

10 – Howard, o Super-Herói (Howard, The Duck, 1986): Com uma votação de 12 pontos, este filme tem toda cara de “produção Sessão da Tarde“. É daqueles que é tão ruim que até diverte, porque não foi feito pra ser sério mesmo. Então até que dá pra dar um desconto pela tosquice e dar boas risadas.

"É aqui o teste de elenco para a série 'Agentes da Shield'?"

“É aqui o teste de elenco para a série ‘Agentes da Shield’?”

9 – Nick Fury – Agente da S.H.I.E.L.D. (Nick Fury, Agent of Shield, 1998): Feito para TV, esta produção mostra o diretor da SHIELD, interpretado por David Hasselhoff, astro das séries Super Máquina e Baywatch, enfrentando o Barão Strucker e sua filha Víbora. Fez 11 pontos na nossa votação e ganhou a maior nota (4) no quesito personagem. Não chega nem aos pés de Samuel L. Jackson, mas também não desrespeitou a mitologia do herói.

"Foi daqui que pediram uma pizza americana? Não ouvi direito com essas orelhas de borracha..."

“Foi daqui que pediram uma pizza americana? Não ouvi direito com essas orelhas de borracha…”

8 – Capitão América (Captain America, 1990): Com 10 pontos no total, este filme é execrado pelos fãs por conta do Caveira Vermelha italiano e pelos efeitos especiais ruinzinhos. Mas o uniforme do Capitão está bem fiel ao original dos quadrinhos, tanto que ele ganhou uma nota 4 no quesito personagem. Até as orelhas pra fora da máscara ele tinha (mesmo que fossem de borracha). O filme é ruim, mas ainda é “assistível”.

"Obrigado, Josh Trank, por tirar um peso de nossas costas!"

“Obrigado, Josh Trank, por tirar um peso de nossas costas!”

7 – O Quarteto Fantástico (The Fantastic Four, 1994): A icônica produção de Roger Corman virou lenda entre os fãs. Foi feita às pressas para que o estúdio alemão Constantin Films não perdesse os direitos dos personagens, com um orçamento de apenas US$ 1,5 milhão. Claro que o resultado foi constrangedor! Mas no quesito fidelidade às HQs, ganhou um 3, bem como no quesito personagem. Os uniformes do Quarteto estão bacanas (dentro do possível, claro!) e o Dr. Destino é melhor do que a versão atual.

"Por dirigir essa coisa, merece sofrer com meu Olhar de Penitência"

“Por dirigir essa coisa, merece sofrer com meu Olhar de Penitência”

6 – Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança (Ghost Rider: Spirit of Vengeance, 2011): a tentativa de fazer uma versão melhor que a anterior, de 2007, fez com que os diretores optassem por um herói mais queimado e sombrio (leia nossa crítica aqui). O problema é que, mesmo dirigido a quatro mãos, o roteiro não empolga, a fumaceira preta que sai da cabeça em chamas do Motoqueiro Fantasma incomoda, o ator Nicolas Cage exagera nas caras e bocas e o ator Christopher Lambert desperdiça seu talento numa participação monossilábica. Um erro que, ainda assim conquistou uma nota 3 no quesito efeitos especiais, garantindo a sexta posição no nosso ranking.

"Vou fazer o teste para a próxima versão do Motoqueiro Fantasma."

“Vou fazer o teste para a próxima versão do Motoqueiro Fantasma.”

5 – O Justiceiro (The Punisher, 1989): Não contente com o fracasso de seu He-Man (que até tem algumas coisas boas se você desconsiderar que aquele é o herói de Etérnia), o sueco Dolph Lundgreen ainda tentou uma nova investida no ramo de super-heróis e encarnou o Justiceiro. Só que não. Apesar da história do homem que vê a família ser assassinada e decide eliminar todos os criminosos, o personagem ficou totalmente descaracterizado numa trama policial qualquer. Nem tiveram a dignidade de lhe dar uma caveira no peito. Ainda assim, conquistou sete pontos na nossa votação.

Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo... não, pera...

Ciclope, Garota Marvel, Fera, Anjo e Homem de Gelo… não, pera…

4 – Geração X (Generation X, 1996): Mais uma produção feita para a TV, com o objetivo de ser o piloto de uma série. Como era trabalhoso fazer um filme com os X-Men, os grandes líderes de venda da Marvel na década de 1990, que tal começar com a equipe mutante de terceiro escalão? Ficou tão ruim que não rendeu nem a série de TV, quanto mais superar os originais… Ainda bem que, quatro anos depois, Bryan Singer nos deu um longa-metragem digno. Hoje, as pessoas sequer lembram que essa bomba existiu. Só não é pior que os três filmes abaixo porque ganhou um 2 para o roteiro e outro para fidelidade às HQs (a Rainha Branca até que é legal, vai…).

"Bota o nome dos X-Men lá no alto, quem sabe o povo pensa que o filme é bom?"

“Bota o nome dos X-Men lá no alto, quem sabe o povo pensa que o filme é bom?”

3 – Quarteto Fant4stico (Fantastic 4, 2015): Olha ele aí! Forte concorrente à pior produção de 2015, a família primordial da Marvel ainda conquistou a terceira colocação. Empatou com o filme seguinte (5 pontos), mas ficou numa colocação melhor em respeito às boas ideias que o filme teve (que, infelizmente, foram mal aproveitadas).

Todo aquele que tem medo queima ao toque do Homem-Coisa. Mas no filme foi o herói quem foi queimado.

Todo aquele que tem medo queima ao toque do Homem-Coisa. Mas no filme foi o herói quem foi queimado.

2 – Homem-Coisa – A Natureza do Medo (Man-Thing, 2005): Produção com pretensões de ser filme de terror, mas que o que assusta mesmo é como alguém pode gastar dinheiro com algo tão ruim. A trama insere o monstro do pântano (Ops!) apenas como um subterfúgio para alguns sustos (que não acontecem) numa história que mistura lendas indígenas num terreno assombrado e… ah, não queira entender. Se jogarem as cópias desse filme no pântano, vão dar indigestão nos jacarés.

Parece ator pornô, mas é o Dr. Estranho.

Parece ator pornô, mas é o Dr. Estranho.

1 – Dr. Estranho (Dr. Strange, 1978): O grande campeão dos filmes ruins, com apenas quatro pontos (nota 1 em cada categoria). O desrespeito ao personagem já começa com ele sendo um psiquiatra ao invés de médico. Há outro mago supremo, que quer passar o manto (literalmente) para Strange, que não acredita em misticismo. A grande vilã é Morgana Le Fay, a feiticeira dos tempos do Rei Arthur. Um horror! Espera-se que a Marvel traga a redenção ao mago, pois ele merece!

Crítica: Quarteto Fant4stico (spoilers leves)

blog abreAntes de começar: optamos pela grafia “Quarteto Fant4stico”, como no material promocional, para diferenciar este filme da produção de 2005, que tem o mesmo título.

Quando um diretor anuncia que o filme inspirado em personagens de quadrinhos não será baseado em nenhuma HQ, já dá pra desconfiar que coisa boa não há de vir. Todas as notícias divulgadas na produção do filme Quarteto Fant4stico (que estreia dia 6 de agosto) causavam um verdadeiro rebu nas redes sociais, uma mais preocupante que a outra. O primeiro teaser tinha muito de filme de ficção científica e nada da equipe de super-heróis – diga-se de passagem, a primeira equipe de super-heróis da Marvel, só para deixar clara a sua importância no cânone da cultura pop.

Nem precisaram de mim para queimar o filme...

Nem precisaram de mim para queimar o filme…

Como onde há fumaça, há fogo, o filme mostra exatamente aquilo que se esperava dele, ou seja: nada. Enquanto toda comunidade de fãs insistia em execrar as produções anteriores (Quarteto Fantástico, 2005 e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, 2007), o diretor Josh Trank conseguiu descaracterizar ainda mais os personagens numa trama rasa e arrastada que tem uma única cena de ação: a do clímax. O filme tem ótimas oportunidades de engatar e incluir várias referências aos personagens do universo do Quarteto Fantástico, inclusive inserindo vilões, criando ganchos para as continuações… mas perde todas elas.

Nerds em ação: Ben (esq) e Reed fazendo ciência

Nerds em ação: Ben (esq) e Reed fazendo ciência

A trama: Reed Richards (Owen Judge) é um garoto gênio nerd incompreendido por pais e professores. Com a ajuda de seu único amigo, Ben Grimm (Evan Hannemann, que força na expressão marrenta), ele cria um equipamento capaz de teletransportar matéria, mas ninguém lhe dá crédito. Anos depois, Reed (Miles Teller) apresenta seu projeto numa feira de ciências e é contratado pelo professor Franklin Storm (Reg E. Kathey) para ajudá-lo a desenvolver o mesmo aparelho, que deveria acessar uma dimensão desconhecida. Lá, ele tem contato com outros jovens gênios: a filha adotiva de Storm, Susan (Kate Mara, que concorre com Nicolas Cage ao prêmio de expressão imutável) e Victor Von Doom (Toby Kebbell), que faz a linha rebelde sem causa: “sou mau, não gosto do Governo, mas vou trabalhar para ele”.

Equipe ganha poderes ao visitar uma dimensão paralela

Equipe ganha poderes ao visitar uma dimensão paralela

Soma-se à equipe o outro filho rebelde de Storm, Johnny (Michael B. Jordan), que só aceitou entrar no projeto para poder recuperar seu carro, tomado pelo pai após um racha noturno e temos um quarteto de jovens exploradores. E Ben Grimm (Jamie Bell)? Deslocado no meio de tantos crânios, ele pulou fora para viver sua vida e só foi trazido de volta quando os testes provaram que o equipamento funcionava e Reed não quis excluir aquele que começou tudo com ele. Os quatro visitam a dimensão desconhecida, acontece um acidente e eles voltam com poderes. Com isso, o Governo passa a usar suas habilidades especiais em missões militares.

Os poderes de Sue se explicam por... bem, não se explicam!

Os poderes de Sue se explicam por… bem, não se explicam!

A opção de utilizar o Quarteto Fantástico Ultimate como base para a origem dos heróis foi uma ideia interessante, pois apresenta uma abordagem diferente, já que as versões anteriores do Quarteto (de Roger Corman e de Tim Story) usam a versão oficial dos poderes adquiridos pelos raios cósmicos em uma viagem espacial. A forma como os heróis adquirem, cada um, um poder diferente, também é criativa (exceto pela Sue, que tem uma solução totalmente esdrúxula). O visual do Coisa é o melhor de todas as suas versões, onde as pedras se movem em seu corpo, dando a impressão de que ele é um ser realmente feito de pedras aglomeradas.

Dr. Destino ganha visual que causa vergonha até em cosplayers

Dr. Destino ganha visual que causa vergonha até em cosplayers

Infelizmente, todas essas boas ideias se perdem numa edição malfeita e uma direção desleixada. Não há química alguma entre Reed e Sue, nem qualquer indício de que serão marido e mulher. Ela, por sinal, é o gênio da equipe, enquanto Reed é reduzido a um reles coadjuvante bobão. Nem vou comentar sobre o Dr. Destino com armadura plástica translúcida, de um amadorismo inconcebível. Destino é um dos personagens mais simples de serem transpostos para as telas – um homem de rosto queimado numa armadura. Fizeram o Coisa bem feito e borraram no Destino. Cosplayers fazem melhor.

"Acho que a gente devia chamar os Vingadores..."

“Acho que a gente devia chamar os Vingadores…”

Para enterrar de vez, a última pá de terra fica com o modo como o grupo foi nomeado. Sinceramente, nós não merecíamos uma piada tão tosca… Ainda não foi desta vez que veremos o Quarteto Fantástico com todo glamour nas telas. Eu, particularmente, não considero as produções anteriores ruins, apenas medianas. Tem lá os seus defeitos – muitos – mas divertem. Esta versão tem muito boas ideias e alguns momentos interessantes que até dão a impressão de que o filme vai engatar. Infelizmente, são mal aproveitadas em detrimento a uma seriedade que nunca combinou com os personagens que são, por essência, descontraídos. Como mostrado nos trailers, o filme pode funcionar como uma trama de ficção científica. Mas que ninguém diga que é um filme do Quarteto Fantástico.

Cotação: blog cotaçãoquarteto

 

Saído do Forno: Turma da Mônica – Lições

blog abreOitava produção do selo Graphic MSP, focado em versões mais adultas da Turma da Mônica, o álbum Lições é o segundo escrito e desenhado por Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi e protagonizado pela turminha mais amada do Brasil. O primeiro foi Laços, lançado em 2013  (leia a crítica aqui), que ganhou quatro troféus HQ Mix (melhor Edição Especial Nacional, Publicação Infanto-juvenil, Roteirista Nacional para os dois irmãos e Novo Talento – Desenhista para Lu Cafaggi).

Quem nunca fez algo parecido, que atire o primeiro coelhinho.

Quem nunca fez algo parecido, que atire o primeiro coelhinho.

Em Lições, os laços de amizade estreitados pela Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali no álbum anterior são colocados à prova quando uma travessura comum à quase toda criança faz com que eles tenham que lidar com as consequências não tão agradáveis resultantes daquela peraltice. Tudo começa quando Cebolinha, ocupado com seus planos infalíveis contra a Mônica, percebe que deixou de fazer sua lição de casa. O garoto, então, tenta copiar a lição dos amigos, mas a situação só piora até culminar na travessura citada acima (que não vamos dizer qual é para não estragar a surpresa) e envolve toda a turma.

O álbum quebra vários paradigmas. Inclusive de brincadeiras.

O álbum quebra vários paradigmas. Inclusive de brincadeiras.

Pais são chamados, castigos são infligidos, a responsabilidade é cobrada. O álbum quebra vários paradigmas da turma da Mônica, já estabelecidos ao longo dos mais de 50 anos de existência dos personagens e cria situações totalmente novas – algumas até surpreendentes. Vitor e Lu Cafaggi trabalham os personagens com total liberdade, mantendo suas características básicas, mas mostrando que atos têm consequências e o aprendizado, muitas vezes, pode ser doloroso. Quando a história acaba, ficamos com um gosto de “quero mais”, pois os autores conseguiram criar uma narrativa envolvente que foge do lugar-comum.

Mônica Cafaggi?

Mônica Cafaggi?

A arte dos irmãos evidencia dois tempos da história: Vitor desenha o tempo presente e, quando há algum flashback, é Lu quem assume os lápis, com seu traço delicado e terno. A dupla realiza o sonho de grande parte dos fãs mais antigos da Turma da Mônica, ao colocar as crianças no ambiente escolar e todas as situações que envolvem deste local, como o relacionamento com as outras crianças – oportunidade para a inserção de outros personagens conhecidos – a interação com os professores e as responsabilidades crescentes que vêm com a idade.

Cebolinha vai se meter em encrenca. E a gente se diverte com as referências pop.

Cebolinha vai se meter em encrenca. E a gente se diverte com as referências pop.

O álbum não esquece as referências, divertidíssimas de serem caçadas, algumas mais evidentes (como a letra de uma música nos diálogos de uma personagem) e outras mais discretas (como a semelhança de alguns garotos com famosos personagens da cultura pop. Para completar, os extras, além de detalhes da produção do álbum, trazem também “cenas pós-crédito” da história, que mostram o que acontece depois do fim, em ilustrações inseridas no meio do texto explicativo. Genial!

Disseram pro Cebolinha que ele nunca mais vai ler outro álbum Graphic MSP. Felizmente, era mentira! :-D

Disseram pro Cebolinha que ele nunca mais vai ler outro álbum Graphic MSP. Felizmente, era mentira! :-D

Turma da Mônica – Lições é mais uma edição impecável do selo Graphic MSP que, desde que foi criado, nunca decepcionou. A Turma da Mônica no traço de Vitor e Lu Cafaggi deu tão certo que o estúdio de Mauricio de Sousa deveria pensar na possibilidade de criar uma publicação regular para esta versão. O álbum é para crianças aprenderem normas de comportamento, mas também para os adultos recordarem da infância e reconhecerem ali sua própria história. São lições que a gente carrega para toda a vida e que não se aprende na escola, pois elas nascem com a maturidade.

Coisas que você (provavelmente) não sabia sobre o Homem-Formiga

blog abreMais recente produção da Marvel Studios, o filme Homem-Formiga conquistou o público e a crítica e continua subindo nas bilheterias mundiais. Se você já viu – ou ainda pretende ver – o filme do diminuto herói, separamos 10 curiosidades a respeito do personagem que tornarão muito mais divertida a sua experiência com a produção. Duvida? Então veja abaixo:

Estreia não heroica: o personagem só foi ganhar uniforme colorido meses depois de seu surgimento

Estreia não heroica: o personagem só foi ganhar uniforme colorido meses depois de seu surgimento

1 – O Homem-Formiga estreou na revista Tales of Astonish 27 (1962), sendo um dos primeiros super-heróis da recém-nascida Marvel. Isso você já deve ter lido em várias reportagens por aí. O que você não deve ter lido é que, nessa estreia, o Homem-Formiga não era super-herói: a revista Tales to Astonish (Contos para Surpreender) era uma publicação focada em histórias de ficção científica e realismo fantástico, que apresentou a história de um cientista (Henry Pym) que descobriu uma forma de reduzir seu tamanho e vai parar num formigueiro, onde tem uma série de problemas com as “moradoras”. Percebendo o potencial super-heroico do personagem, Stan Lee resgatou-o algumas edições depois (Tales to Astonish 35), já devidamente transformado em herói, com roupa colorida e identidade secreta.

A concorrente também lançou um Homem-Formiga que nunca mais deu as caras.

A concorrente também lançou um Homem-Formiga que nunca mais deu as caras.

2 – Um ano depois da estreia do Homem-Formiga na Marvel, a concorrente DC também lançou um personagem com o mesmo nome. O Homem-Formiga da DC aparece na revista Batman 156 (1963), lutando ao lado de Robin, numa história em que Batman está fora da cidade. Sempre que o Menino Prodígio chega aos locais onde um crime está acontecendo, ele é surpreendido pela chegada do Homem-Formiga que ajuda a capturar os criminosos. Depois, é revelado que ele é um bandido, que tinha caído num riacho contaminado com uma fórmula de encolhimento criada por um cientista e tudo não passava de um plano para afastar as suspeitas de seus crimes.

Darren Cross existe nas HQs. E não é nada boa pinta.

Darren Cross existe nas HQs. E não é nada boa pinta.

3 – Darren Cross, o vilão do filme do Homem-Formiga, também já enfrentou o herói nos quadrinhos (mas não como Jaqueta Amarela que, ao contrário do filme, não é um vilão, mas sim outra identidade heroica de Hank Pym). Foi na estreia de Scott Lang como herói, publicada na revista Marvel Premiere 47 (1979). Na trama, Cross é um empresário que, na ânsia pela eterna juventude, realiza uma cirurgia para estimular seu coração e ganhar mais vigor. Porém, isso acelera seu metabolismo, obrigando-o a realizar constantes transplantes cardíacos, caso contrário ele morrerá. Assim, Cross sequestra a Dra. Érica Sondheim, que era a única capaz de salvar a vida de Cassie Lang, filha de Scott, que também estava morrendo. Para resgatar a médica e salvar sua filha, Lang se torna o novo Homem-Formiga.

Mitch Carson nas HQs. Essa cara derretida foi culpa do Homem-Formiga (mas não foi um soco no nariz).

Mitch Carson nas HQs. Essa cara derretida foi culpa do Homem-Formiga (mas não foi um soco no nariz).

4 – Outro personagem que aparece no filme e que veio dos quadrinhos é Mitch Carson, interpretado por Martin Donovan (no filme, ele é o agente da SHIELD que tem o nariz quebrado por Hank Pym logo no início do filme e, anos depois, compra a tecnologia do Jaqueta Amarela de Cross). Nas HQs, Carson é um agente de baixo escalão da SHIELD que foi escalado para vestir o traje do Homem-Formiga após a Guerra Civil que separou a comunidade super-heroica. No entanto, o agente nem chegou a por as mãos no traje, pois ele foi roubado pelo trapaceiro Eric O’Grady, que se tornou o terceiro homem a adotar a identidade do Homem-Formiga. Evidentemente, Carson não ficou contente e quase matou O’Grady para tomar dele o uniforme roubado, mas foi impedido pelo Homem de Ferro. Isso foi mostrado no título The Irredeemable Ant-Man (2006).

Levando um banho dos parceiros.

Levando um banho dos parceiros.

5 – Parece piada, mas o Homem-Formiga é o menor filme da Marvel, se considerarmos o seu tempo de duração (117 minutos).  O filme mais longo é Vingadores (2010), com 143 minutos, seguido bem de perto por Vingadores: A Era de Ultron (2015) com 141 minutos.

É a cara do pai!

É a cara do pai!

6 – Nos quadrinhos, Hank Pym é responsável pela criação do robô Ultron. No universo cinemático da Marvel, essa criação foi creditada a Tony Stark, para dar coerência aos acontecimentos que vêm se desenrolando desde o primeiro filme do Homem de Ferro. No entanto, uma sutil referência foi colocada na trama: o capacete do Jaqueta Amarela, que enfrenta o Homem-Formiga no filme, tem as feições do robô Ultron.

Não aguento mais ficar pendurado

Não aguento mais ficar pendurado

7 – A ideia de fazer um filme com o diminuto herói já está na cabeça dos executivos bem antes do surgimento da Marvel Studios. Quando o estúdio foi criado, o Homem-Formiga estava cotado para fazer parte da Fase Um, antes do longa dos Vingadores. Nada mais lógico, afinal o Homem-Formiga é um dos membros fundadores da equipe. No entanto, a produção atrasou e foi deixada para a Fase Dois e, posteriormente, foi cotada para ser o primeiro filme da Fase Três, no lugar de Capitão América: Guerra Civil. Por fim, decidiu-se que ele encerraria a Fase Dois.

Prometeram-me um boné com as orelhas do Mickey se eu assobiasse aquela canção.

Prometeram-me um boné com as orelhas do Mickey se eu assobiasse aquela canção.

8 – Luis (Michael Peña) aparece assobiando a música “It’s a Small World”, tema da Disneyworld. Há três detalhes a se considerarem a respeito desta música: 1) faz referência à Disney, que comprou a Marvel; 2) faz referência ao “pequeno mundo” do Homem-Formiga e 3) é a segunda música-tema que lembra a Disney. A anterior foi “I’ve Got no Strings”, do clássico desenho Pinóquio, tocada em Vingadores: Era de Ultron.

Aparição mais que especial

Aparição mais que especial

9 – Apesar de não mostrar o rosto, a Vespa foi interpretada pela atriz Hayley Lovitt. Por sinal, a história de que a Vespa encolheu até um tamanho subatômico refere-se a um fato que também aconteceu nos quadrinhos, no final da saga Invasão Secreta. Posteriormente, os Vingadores resgataram a heroína e ela voltou à ativa.

Material de divulgação do filme prova poder do herói

Material de divulgação do filme prova poder do herói

10 – Quando reduz seu tamanho, o Homem-Formiga mantém a mesma força de um homem comum. Assim, sob sua diminuta forma, pode-se dizer que o herói tem força “ampliada” em mais de 1400%. Isso faz valer a afirmação científica de que as formigas são capazes de carregar pesos bastante superiores ao seu tamanho (até 100 vezes mais).

Em primeira mão: X-Men – Edição Vampira

blog abreChegou esta semana às lojas o blu-ray com a versão estendida de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (2014). Chamado de Edição Vampira (The Rogue Cut), o blu-ray traz cenas extras que incluem a mutante interpretada pela atriz Anna Paquim, que teve suas cenas deletadas na versão final do filme, exibida nos cinemas.

Frustração: Vampira foi capa da Empire e não apareceu nos cinemas

Frustração: Vampira foi capa da Empire e não apareceu nos cinemas

Marcado por reunir as duas gerações de X-Men – a da primeira trilogia (X-Men – O Filme, 2000; X-Men 2, 2003 e X-Men – O Confronto Final, 2006) e o da nova franquia, que teve início com X-Men – Primeira Classe (2011) – nunca ficou muito claro o motivo pelo qual a personagem de Vampira foi “limada” na nova produção, afinal, a heroína é uma das preferidas dos fãs e sempre teve um papel importante nas tramas anteriores.

Vampira participa mais efetivamente da trama

Vampira participa mais efetivamente da trama

A Edição Vampira não apenas traz a versão completa do filme, com a participação de Vampira – totalizando 20 minutos a mais de história – como também traz nos extras uma entrevista com o diretor Bryan Singer explicando os motivos que o levaram a excluir as cenas com Vampira e filmar novamente algumas tomadas. Uma curiosidade: durante a versão do cinema, há um momento em que Vampira aparece e os produtores só perceberam depois do filme pronto. Então, decidiram deixar como estava para ver se alguém notava esta “aparição fantasma”, mas ninguém percebeu. “Agora todo mundo vai notar”, brinca a produtora Lauren Shuler Donner, na entrevista.

Vampira é resgatada do esquecimento e inserida na trama do filme

Vampira é resgatada do esquecimento e inserida na trama do filme

O blu-ray traz dois discos e tem um preço bem camarada por ser duplo (em média, R$ 49,90). O primeiro disco tem as duas versões do filme: a edição Vampira e a versão do cinema. Traz também comentários do diretor nas duas versões. Sem revelar spoilers, os vinte minutos extras mostram uma participação mais ativa do Professor X e de Magneto (para quem lembra, na versão oficial, eles apenas ficavam na retaguarda da sala onde Kitty Pryde controlava a mente de Wolverine), o resgate de Vampira para uma função importante dentro da história, uma cena de Mística com o Fera na Mansão X, uma outra rápida participação da irmã de Pietro e uma explicação mais plausível de como os Sentinelas chegaram até o monastério onde os X-Men estavam escondidos.

Não é feitiçaria! Ela também tem uma cena nova.

Não é feitiçaria! Ela também tem uma cena nova.

O segundo disco é só de extras: Em Mutantes X Máquinas são revelados segredos da produção como a escolha do roteiro, a trilha sonora, efeitos especiais, etc. É nesse bloco que Bryan Singer explica o corte de Vampira. X-Men Sem Segredos é um divertido bate-papo entre o diretor e o elenco. Trata-se do melhor de todos os extras, onde vemos o clima descontraído entre os atores e a amizade que se criou nos sets. Impossível não rir quando Halle Berry diz que ama a Tempestade, mas usar uma peruca a cada filme foi a pior parte do papel. “Os fãs sempre comentam”, brinca ela. Também é possível notar o carinho de todos por Hugh Jackman, que chegou atrasado na gravação. Não é à toa que ele é o personagem mais querido dos fãs. Completam os extras uma galeria de storyboards, imagens conceituais e de figurino, além de uma olhada na mais recente produção da Fox, Quarteto Fantástico, que estreia em 6 de agosto.

"Aperte o cinto que nós vamos decolar nos extras"

“Aperte o cinto que nós vamos decolar nos extras”

Uma pena que o som do filme fique comprometido pela opção DTS 7.1, mais apropriada para quem possui sistema home theater. Em televisões normais, o som oscila, chegando a aumentar e abaixar sozinho durante a execução do filme. Talvez o problema tenha sido comigo, que não soube adaptar a TV ao sistema surround, já que o DTS 7.1 dá uma qualidade de cinema ao som, mas, de qualquer maneira, fica a dica para ajustar sua TV para um melhor proveito do filme, já que ele não possui a opção 5.1 no áudio original.

"Será que esse fone de ouvido esquisitão ajuda a melhorar o som?"

“Será que esse fone de ouvido esquisitão ajuda a melhorar o som?”

X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido – Edição Vampira é uma versão bacana, voltada para os fãs, que sentiram falta da personagem na história. Efetivamente, as cenas não fizeram falta na versão do cinema (até por isso foram cortadas), mas sua inclusão deixa a trama bem mais completa e compreensível. Ainda bem que temos o blu-ray para os diretores poderem disponibilizar as versões completas de seus filmes que, seja por falta de orçamento, restrições de tempo ou outro motivo comercial, não puderam chegar aos cinemas como deveriam.

Cotação: Filme: expectativa hformiga
Extras: expectativa 007