Sete novos pôsteres de Homem-Formiga

blog abreA Marvel liberou sete novos pôsteres do filme do Homem-Formiga, desta vez, destacando os personagens do longa, que estreia no Brasil em 16 de julho. Veja abaixo:

Paul Rudd como Scott Lank

Paul Rudd como Scott Lang

Michael Douglas é Hank Pym

Michael Douglas é Hank Pym

Evangeline Lilly interpreta Hope Van Dyne

Evangeline Lilly interpreta Hope Van Dyne

Corey Stoll será o vilão Darren Cross (Jaqueta Amarela)

Corey Stoll será o vilão Darren Cross (Jaqueta Amarela)

Bobby Carnavale é Paxton

Bobby Carnavale é Paxton

Michael Peña é Luis

Michael Peña é Luis

Rudd vai dar uma canseira no Jaqueta Amarela

Rudd vai dar uma canseira no Jaqueta Amarela

Crítica: Divertida Mente

blog abreQuando saí de casa para ir ao cinema ver Divertida Mente (Inside Out, 2015), a nova animação da Pixar que estreou neste final de semana, já tinha a certeza que era diversão garantida. Afinal, até agora, em 15 filmes, a Pixar nunca decepcionou. Teve sim, filmes menos legais, como é o caso da franquia Carros (2006 e 2011) e Valente (2012), mas ninguém pode dizer que esses são animações ruins. São menos boas, dentro do universo de produções geniais da empresa.

A história é focada na garota Riley e suas emoções

A história é focada na garota Riley e suas emoções

Considerando que a última grande novidade da produtora foi em 2009, com Up – Altas Aventuras (Valente não conta, pois, como já dito acima, é um filme menor que se juntou às continuações de Carros, Toy Story e Monstros S.A.), começou-se a dizer por aí que a Pixar estava perdendo a criatividade. Divertida Mente chega para provar que ainda tem muita coisa na cabeça dos criadores da empresa e eles fazem isso justamente mostrando o que se passa na cabeça de uma garota de 11 anos de idade – não por acaso, inspirada na filha de Pete Docter, o diretor do longa.

Da esquerda para a direita: Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza, os sentimentos na mente humana.

Da esquerda para a direita: Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza, os sentimentos na mente humana.

A premissa é divertidíssima: cinco sentimentos – Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho – vivem dentro da cabeça da jovem Riley, uma garota que vive muito feliz com sua família no estado de Minnesota. As memórias são armazenadas em pequenos globos coloridos, predominando os momentos alegres. Ao final do dia, todos os globos são enviados para serem armazenados, deixando a sala de controle vazia para o dia seguinte e novas memórias. As memórias mais importantes são as que definem o caráter de Riley e forma pequenas “ilhas de personalidade”: a ilha da Família, da Amizade, do Hóquei (esporte no qual a garota se destaca), da Honestidade e da Bobeira (quem nunca teve desses momentos?).

As ilhas de personalidade na mente de Riley

As ilhas de personalidade na mente de Riley

Alegria (voz de Amy Poehler no original e Mia Mello na versão dublada) tem o controle da situação e mantém o caráter otimista, com poucas intervenções dos outros sentimentos. Porém, tudo começa a mudar quando Riley muda com sua família para São Francisco. A adaptação na nova cidade se torna mais difícil porque Tristeza (Phyllis Smith no original e Katiuscia Canoro na dublagem) tenta ajudar na mesa de controle e acaba provocando um incidente que a leva Alegria e ela para o local onde as memórias de longo prazo são armazenadas. Sem a Alegria e a Tristeza, Riley passa a ser comandada pelos outros três sentimentos e o resultado é cada vez mais catastrófico. Assim, as duas emoções terão que correr contra o tempo para voltar ao seu lugar antes que a garota mude sua personalidade.

A vida em família era perfeita, mas tudo pode mudar com a idade.

A vida em família era perfeita, mas tudo pode mudar com a idade.

Os conceitos utilizados no filme são bastante complexos, de modo que é certo afirmar que a animação não é para crianças. Sim, elas vão gostar das trapalhadas dos personagens, que são coloridos e fofinhos, mas a história mesmo, quem vai absorver são os adultos (prepare-se para uma chuva de perguntas dos pequenos, papai e mamãe!). E também vão chorar em determinados momentos, pois numa trama em que as emoções são personagens, não poderiam deixar de mexer com as do público. Todo mundo vai se lembrar daquela música chata que não sai da cabeça, daquele amigo imaginário que ficou na lembrança ou entrar no Subconsciente, um local sinistro e escuro onde se esconde nossas memórias mais ocultas.

Bing Bong, o amigo imaginário. Filme trata conceitos complexos de psicologia de forma lúdica e divertida.

Bing Bong, o amigo imaginário. Filme trata conceitos complexos de psicologia de forma lúdica e divertida.

O título brasileiro, embora tenha pouco a ver com a tradução ao pé da letra – Inside out seria algo como “De dentro pra fora” ou “do avesso” – cabe perfeitamente naquilo que o filme é: uma divertida incursão na mente humana, explicando de forma lúdica conceitos que psicólogos levam anos para compreender. Vale mencionar que, embora os cinco sentimentos sejam os personagens principais, há outros dentro da mente de Riley, como os Mentalúrgicos, criaturas que vasculham os globos de memória e vão jogando fora aqueles que já não são usados há muito tempo.

Lava, um curta-metragem para encher os olhos (de lágrimas)

Lava, um curta-metragem para encher os olhos (de lágrimas)

Uma coisa é certa: depois de ver Divertida Mente, você nunca mais vai olhar seu comportamento ou falar da memória da mesma forma. É mais um grande acerto da Pixar, que continua mais em forma do que nunca, inclusive com a produção de curtas-metragens. Lava, que é exibido antes do longa, também é pura emoção. Todo musicado, com um toque latino, conta a história de um vulcão em busca de seu par. Não se espante se, ao final, você estiver rindo do trocadilho feito com a última frase do filme (não vou estragar seu prazer. Vá ver o curta!) e chorando pela ternura da história. Ao mesmo tempo.

Cotação: blog cotação diverrtidamente

Pôsteres de Homem-Formiga brincam com Vingadores

blog abreComeça a circular pela Internet três divertidos pôsteres do filme Homem-Formiga, que estreia mês que vem. As imagens associam o herói aos Vingadores, apesar de, no universo cinemático da Marvel, ele não fazer parte da equipe (ainda!). Porém, todo fã sabe que o diminuto herói foi um membro fundador da equipe nos quadrinhos. Veja abaixo:

Sem escudo. Sem martelo. Sem problemas.

Sem escudo. Sem martelo. Sem problemas.

Um poster digno.

Um poster digno.

Patrão e empregado (Sim, nos quadrinhos Tony Stark é patrão de Scott Lang)

Patrão e empregado (Sim, nos quadrinhos Tony Stark é patrão de Scott Lang)

Podemos esperar para breve as versões do Hulk, Gavião Arqueiro e Viúva Negra. Os pôsteres do Homem-Formiga (não todos, evidentemente!) podem entrar para a lista dos mais criativos dos últimos tempos. O filme estreia no Brasil em 16 de julho, um dia antes que nos Estados Unidos.

X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido chega em edição estendida

Edição estendida com 20 minutos de cenas extras

Edição estendida com 20 minutos de cenas extras

Algumas lojas de vendas on line já colocaram em pré-venda a edição estendida do filme X-Men – Dias de um Futuro Esquecido. Trata-se de um blu-ray duplo, cujo primeiro disco, traz a versão de cinema do filme e o segundo traz 20 minutos de cenas deletadas que envolvem a personagem Vampira (cuja participação foi cortada na edição final). Por isso mesmo, esta edição especial foi batizada como Edição Vampira.  O blu-ray especial está previsto para chegar às lojas em 22 de julho ao preço de R$ 49,90 – uma pechincha, considerando tratar-se de um disco duplo e trazer conteúdo inédito. O blu-ray simples está saindo por R$ 39,90.

Em primeira mão: Supergirl

blog abreCom previsão de estreia entre setembro e novembro, que é quando estreiam as novas temporadas dos seriados americanos, o episódio piloto da série Supergirl vazou na Internet na última semana. Se foi um acidente  de percurso ou uma estratégia de marketing do estúdio para despertar o interesse no público, não vem ao caso. O que importa é que nós vimos o primeiro episódio e trazemos aqui nossas primeiras impressões – sem spoilers.

Malina Weissman interpreta Kara em Krypton, nos minutos iniciais da série.

Malina Weissman interpreta Kara em Krypton, nos minutos iniciais da série.

Interpretada pela atriz Melissa Benoist, Kara Zor-El é uma adolescente de 13 anos que vem para a terra simultaneamente ao seu primo Kal-El (nosso conhecido Superman), mas as ondas sonoras da explosão de Krypton desviam sua nave para a Zona Fantasma, fazendo com que ela chegasse à Terra muitos anos depois. Ela encontra um homem já adulto e o maior herói do planeta, enquanto ela, por ter adentrado uma dimensão onde o tempo passa de forma diferente, permaneceu com a mesma idade.

para cuidar de uma Supergirl, nada melhor que outra Supergirl

para cuidar de uma Supergirl, nada melhor que outra Supergirl

Enviada para cuidar do primo, a jovem não tem mais função no planeta e é deixada aos cuidados do casal Danvers – Helen Slater e Dean Cain, que já interpretaram, respectivamente, a Supergirl (no longa-metragem de 1984) e o Superman (na série de TV Lois & Clark, de 1993) – e ganha uma “irmã”, Alex (Chyler Leigh), com quem divide seus segredos. Quando se torna uma mulher adulta, passa a trabalhar em National City, no conglomerado multimídia CatCo. fundado por Cat Grant (Calista Flockhart), onde oculta sua identidade e conhece os amigos Winn Schott (Jeremy Jordan), responsável pelo departamento de TI, e James Olsen (Mehcad Brooks), o “rapaz da diagramação”, que Cat trouxe do Planeta Diário.

É um pássaro? É um avião? Bem... sim, é um avião! E a Supergirl tentando salvá-lo...

É um pássaro? É um avião? Bem… sim, é um avião! E a Supergirl tentando salvá-lo…

A vida normal de Kara vira de pernas pro ar quando o avião onde sua irmã estava sofre uma pane e ameaça cair. Num salvamento heroico, a jovem vai parar em todas as redes de notícias, tornando-se uma celebridade instantânea. Se a fama tem o seu lado positivo, também atrai ameaças e a recém-batizada Supergirl tem que lidar com um criminoso que fugiu da Zona Fantasma quando sua nave passou por ela. E o pior: ele não é o único que está escondido na Terra, o que, certamente, dará o tom dos próximos episódios.

Aparição discreta... mas que faz chorar.

Aparição discreta… mas que faz chorar.

Apesar do roteiro cheio de clichês – avião que cai, acidente que liberta criminoso super-poderoso, trabalho na rede de comunicações, amigo especialista em informática e, o pior, os óculos para ocultar a identidade – o piloto é extremamente divertido e apaixona logo nos primeiros cinco minutos. Sem muita enrolação, mostra a origem da heroína, com a destruição de Krypton, sua chegada na Terra, seu encontro com o Superman – que, mesmo de forma velada, é emocionante de ver – e sua entrega para o casal Danvers. Pronto. Agora é só partir pra ação.

Nada de cenas sombrias: tudo é iluminado e cheio de vida!

Nada de cenas sombrias: tudo é iluminado e cheio de vida!

Só o fato de fugir da tendência de apresentar “heróis realistas” que a DC tem utilizado tanto no cinema quanto na TV – ela já fez isso em The Flash e agora repete a fórmula em Supergirl – já é um ponto positivo. Supergirl é uma série cheia de luz, com uma atriz súper (Ops!) à vontade no papel e com boa química com o elenco de apoio. Há cenas e brigas noturnas, mas a maior parte da ação se passa durante o dia, com céu ensolarado e rostos sorridentes.

Polêmica do novo "Jimmy": negro, saradão e pró-ativo.

Polêmica do novo “Jimmy”: negro, saradão e pró-ativo.

A troca de etnia de James Olsen – “Jimmy é só para minha mãe e para o grandão. Mania dele.”, diz o rapaz – é algo que incomoda no primeiro momento, por conta do personagem não ser negro nos quadrinhos – mas é irrelevante diante de outra mudança, essa sim, muito mais incomum: ele deixou de ser o jovem inseguro e inexperiente que se mete em encrencas para ser salvo pelo herói. Este James cresceu, é pró-ativo e tem músculos que, obviamente serão explorados em alguma cena com o rapaz sem camisa – afinal, a série é claramente focada no público feminino. E nada errado com isso, bom que se deixe claro! Além disso, ele tem uma função um tanto estranha na trama. Vamos ver como isso será desenvolvido nos próximos episódios.

Kara passa o tempo todo sendo humilhada pela chefe.

Kara passa o tempo todo sendo humilhada pela chefe.

O episódio tem um quê de O Diabo Veste Prada – filme de 2006 estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway – com Kara sendo humilhada por Cat Grant e por oficiais do exército que, pelo fato dela ser mulher, desconsideram que possui os mesmos poderes do Homem de Aço. Isso tem levantado a bandeira do feminismo, com afirmações de que a série vem provar o poder e a liberação da mulher e bla bla bla. Pura bobagem! A série é, sim, focada no público feminino adolescente, mas não tem qualquer pretensão de ser ideológica. É apenas mais uma série de super-heróis, criada para 1) divertir o público e 2) aumentar o faturamento da emissora. Simples assim.

Só para meninas? Nã, nã... os marmanjos também vão curtir!

Só para meninas? Nã, nã… os marmanjos também vão curtir!

O fato de ser voltada para garotas não significa que os rapazes não vão gostar. Ei, estamos falando da Supergirl, uma super-heroína que luta, explode coisas e voa por aí numa minissaia vermelha! Se isso não for suficiente para agradar o público masculino, não sei o que seria! Só não esperem cenas violentas como Arrow ou Gotham, pois em Supergirl, a pegada é outra. Como já foi dito acima, o tom da série é bem mais leve e solto, feito para divertir, com várias piadas que fazem referência ao universo do Superman.

Pro alto e avante, garota!

Pro alto e avante, garota!

A única coisa que, no entender deste crítico, ficou meio fora de contexto foi o fato de Kara usar óculos. Dá pra entender o motivo dos produtores: nos quadrinhos, a personagem usa uma peruca escura como disfarçar, mas na transposição para o live-action, fica meio artificial. Porém, a jovem já usava o acessório ANTES de ter uma identidade secreta. Faltou uma explicação, mesmo que rápida – afinal, já sabemos o porquê – apenas para não ficar “jogado no ar”. Fora isso, a brincadeira funciona bem e Kara nem arrumou outro nome como Linda Danvers como nas HQs: ela é Kara, mesmo em sua identidade civil.

blog voo supergirl

A DC dominando a TV

Supergirl tem tudo para agradar. É divertida, romântica e despretensiosa, assim como a personagem das HQs. Se for bem trabalhada, será mais um sucesso da DC na TV. Os roteiristas só precisam se preocupar em fugir da temática o-fugitivo-da-zona-fantasma-da-semana a fim de não cansar o público. No mais, tomara que a estreia chegue logo para que a heroína de aço possa alçar altos voos e conquistar o espaço que merece no coração do público.

Trailer da continuação de Maze Runner

blog abrePara quem (como eu) estava ansioso pela continuação do filme Maze Runner, a Fox liberou o primeiro pôster e trailer da segunda parte da franquia: Maze Runner – Prova de Fogo. O filme, que tinha previsão de estreia para setembro deste ano, foi empurrado para o ano que vem, segundo a imagem do pôster. Confira o trailer abaixo:

 

Saído do Forno: Penadinho – Vida

blog abreDando continuidade à “segunda temporada” de álbuns do selo Graphic MSP, chega às bancas e comic shops nos próximos dias o sétimo álbum da coleção: Penadinho – Vida, de Paulo Crumbim e Cristina Eiko, artistas que, desde 2010, produzem a série independente Quadrinhos A2 e já ganharam com ela o Troféu HQMix 2013 como melhor Publicação Independente de Autor.

Dona Cegonha faz uma entrada triunfal

Dona Cegonha faz uma entrada triunfal

O álbum chega cinco meses depois o último volume (Astronauta: Singularidade foi lançado em dezembro de 2014, na Comic Con XP. Veja nossa crítica aqui.) e apresenta uma visão diferenciada e adulta dos personagens sobrenaturais de Mauricio de Sousa, como é a proposta do selo. A história trata da relação amorosa mal resolvida entre o Penadinho e Alminha e a reencarnação desta última, provocando um grande impacto na forma como Penadinho vem agindo até então. Ele se dá conta de tudo que não disse e deixou de fazer para a amiga-namorada e decide recuperar o tempo perdido antes dela passar definitivamente para “o outro lado”.

Alminha desaparece e seus amigos precisam encontrá-la antes do seu momento final - ou inicial, nesse caso específico.

Alminha desaparece e seus amigos precisam encontrá-la antes do seu momento final – ou inicial, nesse caso específico.

A trama brinca com o tema do pós-vida (ou, no caso, do pós-morte) de forma lúdica e explorando o lado folclórico dos personagens, preferindo fugir de uma abordagem espiritualista do tema, o que poderia causar desconforto com alguns grupos religiosos, algo que, definitivamente, não é o objetivo de Mauricio de Sousa – muito embora, nos álbuns do selo Graphic MSP, o autor dê total liberdade criativa aos artistas convidados.  Assim, Alminha desaparece antes de receber a notícia e mobiliza seus amigos a saírem dos muros do cemitério para procurá-la. Na jornada, descobrem um novo amigo (cuja identidade só é revelada no final, mas um leitor mais atento pode reconhecê-lo facilmente) e uma ameaça capaz de colocar em perigo até o Além.

Caracterização fofa

Caracterização fofa

A caracterização cartunizada dos personagens encanta os olhos. Penadinho, ao invés de testa alta e bochechas largas, ganhou uma cabeça redonda, que lembra bastante outro fantasminha famoso, o Gasparzinho. Já Alminha, com seus cabelos esvoaçantes, se tornou uma personagem tão bela quanto fantasmagórica (ei, ela é uma fantasma, no final das contas!). Frank e Zé Vampir lembram personagens de mangá enquanto que Muminho e Cranicola nunca estiveram tão macabros, assim como a Dona Morte, uma das personagens mais divertidas da turma, cuja aparição é impactante e assustadora. Mesmo sem causar medo – afinal, estamos falando da Turma do Penadinho! – não deixa de ser um visual bastante inovador para personagens infantis.

Tons de cinza no cemitério (mas são menos que 50).

Tons de cinza no cemitério (mas são menos que 50).

Durante o evento de lançamento do álbum (que aconteceu na loja Geek.etc.br, em São Paulo, no dia 14 de maio), a autora Cristina Eiko disse que assistiu inúmeros filmes de terror para entrar no clima da história. Essa “maratona” se faz sentir nas várias referências espalhadas – olhos atentos poderão perceber citações a O Exorcista (1973), Poltergeist (1982) e Os Caça-Fantasmas (1984) entre outros. Outro detalhe que merece destaque são as diferentes tonalidades de cor empregadas no desenrolar da história, conforme os ambientes mudavam. Algo genial que passa despercebido durante a leitura, mas que faz toda a diferença no contexto final e cria todo clima da história. Genial!

O impacto da chegada da Dona Morte.

O impacto da chegada da Dona Morte.

Penadinho – Vida é mais uma obra-prima da MSP e que, certamente, vai impulsionar ainda mais a carreira de Paulo Crumbim e Cristina Eiko. O projeto veio trazer ganhos para todos os lados: ganha Mauricio, que aumenta a popularidade de seus personagens em abordagens inéditas; ganham os autores, que se tornam conhecidos nacionalmente; ganham os leitores, que recebem trabalhos de qualidade ímpar, capazes de despertar emoções das mais profundas. Ao término da leitura, difícil conter a vontade de dizer, parodiando nossa saudosa Hebe Camargo, que o álbum é “lindo de viver”.

Penadinho está triste: sua amada vai viver.

Penadinho está triste: sua amada vai viver.