“Ele passou sua vida inteira como um artista, fazendo as pessoas felizes, fazendo-as rir e tentando fazer deste mundo um lugar melhor” – Burt Ward, o Robin, da série de TV do Batman, em seu discurso, no qual homenageia o parceiro Adam West, que faleceu na última sexta-feira. Na noite de ontem, em Los Angeles, o prefeito da cidade acendeu um batsinal em memória do ator e de seu legado. Veja o vídeo abaixo:

 

Dica Literária: Monstros Entre Nós

Em sua segunda antologia como organizador, Davi Paiva reúne 14 contos que descrevem a relação entre humanos e criaturas fantásticas. Com 100 páginas, o livro Monstros entre Nós – Contos sobre a Relação entre Humanoides e Monstros foi lançado pela Editora Darda no início deste ano e apresenta desde demônios ameaçadores, passando por alienígenas, criaturas lendárias e algumas até bem conhecidas.

Segunda antologia organizada por Davi Paiva

O próprio conto de Paiva, “A Busca”, leva o leitor de volta ao Reino de Raysh, citado na obra Cavaleiro Negro (leia nossa crítica aqui), muito embora o conto seja independente e não exija a leitura da obra anterior. Outros contos trazem os monstros para paisagens mais familiares, como a Avenida Tiradentes (“Perseguição”, de JP Tarcio Jr. ) e o bairro da Vila Guilherme (“O Carrasco das Bestas Elementais”, de Lucas Palhão), ambas em São Paulo.

Tenha muito medo! Não, espera…

Nem todos os monstros são vilões. Alguns são bem amigáveis, a despeito de suas aparências bestiais. É o caso de “Melhor Amigo”, de Wagner Weite Thomé ou “Herzog, o meio-orc, contra Zagull, de mil olhos”, de Rodrigo F. L. Gomes, que trazem monstros amigáveis ou nada ameaçadores. No mesmo raciocínio, o autor J. B. Alves destaca, em “O pior dos demônios”, que o verdadeiro monstro pode ter uma aparência mais familiar.

Mitologia e cotidiano se misturam em 14 contos fantásticos

A maioria dos autores também fez parte da antologia Poderes (leia nossa crítica aqui), a primeira obra organizada por Paiva. Com textos ágeis e envolventes, os textos fazem uso do realismo fantástico para destacar dois lados de uma mesma moeda: o heroísmo e a capacidade de superação do ser humano, além de sua tendência em temer aquilo que não entende. O título do livro deixa bem claro que os monstros estão entre nós desde os tempos mais remotos. Cabe ao leitor identificá-los.  Monstros entre Nós pode ser encontrado no site da Editora Darda.

Saído do Forno: Agentes da Shield

Na cola do sucesso da série televisiva Agentes da Shield – cuja quinta temporada estreia em 2018 pelo canal ABC – a Marvel lançou, em 2015, uma HQ de mesmo nome, com as aventuras dos agentes Phil Coulson, Melinda May, Jemma Simmons e Leo Fitz nos bastidores (ou nem tanto) das atividades dos super-heróis da Marvel. Esse material só chegou agora ao Brasil, pela Panini, em duas versões: capa cartonada (R$ 21,90) e capa dura (R$ 29,90) e papel couché.

Todo Universo Marvel interage com os agentes

Apesar do atraso de dois anos (e isso se faz sentir nas versões dos personagens, pré-Guerras Secretas), o encadernado é uma deliciosa surpresa. O texto ágil de Mark Waid coloca os agentes em contato com a nata do Universo MarvelVingadores, Homem-Aranha, Dr. Estranho – e faz da HQ tudo aquilo que a série deveria ter sido, mas não foi por questões de direitos autorais. A maior crítica dos fãs ao seriado foi exatamente a ausência de personagens conhecidos, fazendo com que Coulson e sua equipe se envolvessem com ameaças mornas e pouco atraentes, o que afastou grande parte da audiência.

Série marca a estreia de May, Fitz e Simmons nas HQs.

Livre dessas limitações, a HQ tem todo o Universo Marvel à disposição e o utiliza de forma primorosa. A primeira história já traz a equipe de Coulson aliada aos Vingadores para derrotar um grupo terrorista que aprisionou Heimdall e tomou posse de sua espada mística para fins de dominação. O conhecimento de Coulson dos poderes e características de cada herói o coloca como o grande estrategista, usando cada habilidade de maneira certeira contra os vilões.

Don’t touch Lola!

Na segunda aventura, Jemma Simmons se disfarça como professora na escola onde a Miss Marvel estuda a fim de desbaratar o contrabando de equipamentos de supervilões. Na história seguinte, o aliado de Coulson é o Homem-Aranha e tem até uma piada envolvendo Lola, o carro tunado do agente. A Mulher Invisível, a Feiticeira Escarlate e o Homem-Absorvente participam das histórias seguintes, que seguem o mesmo clima descontraído.

May é sub-aproveitada, mas ganha edição especial onde é destaque.

Um grande atrativo da edição é que as histórias são praticamente independentes e funcionam isoladamente, evitando o intrincado quebra-cabeças que é formado com as constantes continuações. Ao menos nesse início, há um pequeno item que relaciona as tramas e, mesmo assim, algumas delas funcionam sozinhas, com começo, meio e fim. Ideal para quem está começando a conhecer esse universo e veio atraído pela série de TV. A única crítica vai para o sub-aproveitamento da personagem Melinda May. Uma das mais carismáticas (ou quase isso) da série, ela mal aparece nas HQs. A boa notícia é que a personagem teve um edição especial solo que, espera-se, também seja publicado por aqui.

Fitz ganha um macaco de estimação. Mas só no final do encadernado.

O encadernado reúne as seis primeiras edições do título americano (restam mais seis na primeira fase). Na segunda série, os roteiros ficaram a cargo de Marc Guggenheim e durou 10 edições e incluiu também a participação do agente Grant Ward, que na TV se revelou um agente da Hidra infiltrado. Esta fase, porém, deve demorar um pouco para chegar ao Brasil. Enquanto isso, vale curtir as aventuras dos Agentes da Shield nos quadrinhos, num dos melhores encadernados da Marvel publicados pela Panini nos últimos meses. Considerando a baixa qualidade das HQs atuais, é para se comemorar um material deste nível. Nível oito, como os agentes.

Crítica: Guerra Geek – Episódio 1 – A Ameaça das Vizinhas

Há pouco mais de uma década, ser rotulado como nerd era algo pejorativo e discriminatório, motivo de muita humilhação e exclusão social – ao menos, na maioria dos casos. Porém, Hollywood descobriu esse filão e com a avalanche de filmes no cinema e séries de TV, o termo acabou se popularizando de tal forma que a situação se inverteu: hoje, o excluído é quem não é nerd, pois fica totalmente por fora do assunto nas rodas de conversas no bar da esquina.

Nerdice tripla

Essa moda chegou também ao teatro: a peça Guerra Geek – Episódio 1: A Ameaça das Vizinhas estreou neste final de semana no Teatro UMC (Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Vila Leopoldina – SP) e trata o universo da cultura pop de forma simples e divertida, com um elenco enxuto e sem a necessidade de grandes recursos cenográficos. Apenas um sofá, uma mesa e uma estante, para retratar o apartamento de três jovens nerds – Bruce (Matt Torres), Jhonny (Giacomo Biaggio) e Kiko (Dvd Castillo), que vivem uma vida regada a quadrinhos e videogame.

Cenário enxuto com recursos audiovisuais que lembram um balão de HQ.

A situação se complica com a chegada de Ana (Leticia Scopetta) e Linda (Giovana Previero), duas novas vizinhas que se mudam para o apartamento da frente e, apesar dos alertas de Bruce, que vê nas moças uma ameaça à vida pacata e quase celibatária que levavam, acabam causando uma revolução na vida do trio, que passa a disputar a atenção e o interesse das garotas – e são três para dois, o que vai causar uma guerra de interesses. Além do cenário único, o espetáculo conta com o auxílio de um telão que imita um balão de histórias em quadrinhos, onde são mostrados audiovisuais que ilustram o pensamento ou a fala dos personagens.

Texto bebe na fonte da série The Big Bang Theory

O texto, abertamente influenciado pela série de TV The Big Bang Theory, não se poupa de zombar de vários estereótipos: além do nerd (antissocial, sem sorte com mulheres, fã de super-heróis), há também o gordinho, a loira burra, o gay não assumido, mas totalmente afeminado… um clima descontraído que exagera propositalmente nas características, mas sem a intenção de ofender nenhuma “tribo” – mesmo assim, certamente será um prato cheio para a galera do politicamente correto ter assunto por um mês nas redes sociais.

O pomo da discórdia

Quem gosta de ir ao teatro com a intenção de descobrir o sentido da vida, certamente vai se decepcionar com a Guerra Geek, que não tem o objetivo de revelar os segredos do universo. Porém, se você quer apenas uma diversão descompromissada e aprender a rir de si mesmo e das situações do cotidiano, a peça cumpre bem o papel. O próprio elenco parece se divertir enquanto atua e passa essa sensação à plateia. Apesar do detalhe no título do espetáculo, os atores informam que o Episódio 2 não está confirmado e vai depender da aceitação do público. Mas, considerando o interesse das pessoas na temática geek/nerd, podemos aguardar para breve o ataque dos clones de Bruce, Jhonny e Kiko. Ou, quem sabe, de Ana e Linda.

Guerra Geek – Episódio 1: A Ameaça das Vizinhas está em cartaz nas sextas-feiras de junho (16, 23 e 30) às 21h e nos domingos de julho (02, 09, 16, 23 e 30) às 19h. Em agosto, única apresentação, no dia 6, às 19h. Os ingressos custam R$ 25 (meia entrada) e R$ 50 (inteira). O Teatro UMC fica na Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Vila Leopoldina – SP – a 550 m da estação Imperatriz Leopoldina (Linha 8) da CPTM.

Leituras da Semana – Junho (2)

Nas leituras desta semana, só tivemos revistas da Marvel, com destaque para a continuação da saga do Capitão Marvel, com sua comovente conclusão, que é uma das melhores histórias já escritas por Jim Starlin.

De volta à adolescência, Peter?

O Espetacular Homem-Aranha 7 (mai/2017) – Curti bastante a interação do Homem-Aranha com o Homem de Ferro, ambos trocando farpas sobre quem é o melhor industrial. Engraçado e ágil, mas um tanto quanto adolescente. Combinaria mais com o Aranha teen de anos atrás, mas não com o tio-responsável-multi-milionário atual. O novo herói/vilão/whatever Regente ainda não mostrou a que veio, mas parece uma boa ameaça para o Amigão da Vizinhança. O bom humor do personagem também se faz presente na HQ seguinte, onde ele vai a Cuba investigar o caso de ressurreição de mortos. Trama interessante.

Awesome mix

Guardiões da Galáxia 6 (mai/2017) – Apesar da inutilidade, a história de Rocket & Groot é diversão pura. Não foi feita para ser levada a série mesmo. A primeira história, com Kitty e o Senhor das Estrelas também tem ótimos diálogos (como, aliás, é de praxe nos textos de Brian Bendis). Só Drax tem um tom mais sério, mas também é uma ótima HQ. Atualmente, GdG é um dos títulos mais legais que estão saindo pela Marvel. Estão longe de se tornarem clássicos, mas vale o investimento.

Obra-Prima. Simples assim.

Coleção Oficial de Graphic Novels Salvat Vol. XXV – A Vida e a Morte do Capitão Marvel – Parte 2 (mai/2017) – Este segundo volume conclui o arco onde o Capitão Marvel enfrenta Thanos – agora feito um deus pelo poder do Cubo Cósmico. O texto tem, sim, seus absurdos – como o próprio fato do vilão adquirir poderes divinos, capazes de alterar a própria realidade mas, mesmo assim, não fulminar seus inimigos com um único pensamento – mesmo assim, a dramaticidade da narrativa e os combates cheios de ação compensam essa inocência retórica. E, para coroar o encadernado, uma das melhores – senão a melhor – graphic novel já publicada pela Marvel, narrando a morte do herói. O álbum consegue, com uma história sem ameaças cósmicas e sem um super-vilão querendo dominar o universo, além do texto ligeiramente depressivo, prender a atenção do leitor e fazer todos sentirem o drama de alguém que sabe ter pouco tempo de vida e se resigna com isso, apesar do medo e da incerteza. Uma HQ tocante em 1982 que continua tocante hoje, passados mais de 30 anos. Não envelheceu, nem nunca envelhecerá.

Aventuras aracnídeas

Aranhaverso 12 (mai/2017) – Todas as histórias desta edição são bacanas. Até a Teia de Seda, que costuma ser mais meia-boca está bem dinâmica, com a conclusão do arco dos Duendes. Homem-Aranha 2099 marca o retorno de um antiquíssimo inimigo de Peter Parker que só os fãs mais antigos (mas bem antigos mesmo!) vão lembrar. Aranha traz uma batalha contra o Lagarto, sempre com Peter aprendendo uma lição ao final de cada história (vai ser sempre assim, roteirista?), Gwen-Aranha resolve sua situação com o pai enquanto que a Mulher-Aranha descobre, numa engraçadíssima história, que a vida de mãe é mais difícil do que a de combatente do crime. E os Guerreiros da Teia também encerram o arco contra o Electroverso.

Trailer de Pantera Negra

Conforme prometido, a Marvel Studios liberou ontem à noite o primeiro trailer do filme Pantera Negra, que chega aos cinemas no início do ano que vem. O destaque vai para as belas imagens da região de Wakanda, lar do rei T’Challa (Chadwick Boseman) e a tecnologia do local. Veja o vídeo:

Primeiro pôster de Pantera Negra

A Marvel Studios liberou o primeiro pôster para o filme do Pantera Negra e promete para esta noite o primeiro teaser trailer. O filme, que tem Chadwick Boseman no papel título, estreia em fevereiro de 2018. Também fazem parte do elenco Michael B. Jordan (o Tocha Humana de Quarteto Fant4stico, 2015) como Erik, o Terror Negro e Andy Serkis como Ulisses Klaw, o vilão Garra Sônica. Veja abaixo o majestoso pôster do herói.

Rei das bilheterias em 2018?