Leituras da Semana – Outubro (3)

Como fazemos semanalmente, aqui estão algumas HQs lidas na semana, com uma breve análise, para quem procura dicas de leituras ou simplesmente conhecer o material que vem nas revistas para saber se vale a pena investir na compra.

Quem precisa de um título do Carnificina?

Aranhaverso 15 (ago/2017) – Este título reúne todos os personagens aracnídeos do Universo Marvel (exceto o próprio Homem-Aranha, que tem sua própria revista) e tem histórias bem descontraídas e gostosas de ler. A revista diverte, mas fica uma sensação de irrelevância em cada uma delas: você gosta da trama, mas sabe que vai esquecer dela assim que fechar o gibi. Nesta edição em específico, as únicas ressalvas são os títulos da Gwen-Aranha, um anual cheio de historinhas curtas e babaquinhas (algumas até incompreensíveis na narrativa e no visual) e do Carnificina, título que exalta um sociopata que já deveria ter caído no esquecimento há muito tempo. No máximo, uma relevância como vilão do Homem-Aranha, mas nada além disso. Dar um título próprio para ele é valorizar um personagem que não merece tantos holofotes. Tirando esses dois títulos, os outros são bem bacanas mas com poucas (ou nenhuma) chances de se tornarem memoráveis.

Prelúdio para Guerra Civil II

Guardiões da Galáxia 10 (set/2017) – Um prelúdio para a Guerra Civil II mostra os Guardiões resgatando o Senhor das Estrelas das mãos dos Badoons antes de serem convocados pela Capitã Marvel para se juntar ao time dela contra o Homem de Ferro. Drax luta pra proteger o bebê-dragão de Fing Fang Foom e o Senhor das Estrelas continua sua busca por reconhecimento, em seus primeiros anos. São três HQs bem legais nesta edição. Vamos ver quando chegar a Guerra Civil se o nível das histórias se mantêm.

Para fãs antigos e novos admiradores.

Coleção Mundo Nerd vol. 3 – Star Wars (mar/2017) – Um compêndio completíssimo sobre a maior saga do cinema, com detalhes da produção, segredos de bastidores, as inspirações da saga, fotos praticamente inéditas e o legado nas várias mídias, como livros, games, animações, HQs… uma edição imperdível para todos os fãs de Star Wars, com leitura ágil e repleta de curiosidades e de linguagem acessível a todos os públicos: desde os iniciados aos que estão chegando agora, se apaixonaram pelos novos filmes e querem conhecer um pouco mais sobre as origens desta série de filmes que mudou a história do cinema.

O julgamento de Lex Luthor

Action Comics 7 (out/2017) – O Superman precisa salvar seu maior inimigo de ser condenado pelo Assassino dos Deuses, que afirma que Luthor ocupará o lugar de Darkseid e se tornará um tirano intergalático. Roteiro muito bom e dinâmico, que envolve o leitor e nos faz torcer pelos personagens. Bem como um quadrinho de super-heróis deve ser. Fase Renascimento da DC tem produzido HQs muito boas, apesar do resquício de Novos 52 que ainda ficou no ar. Mas isso está dentro do esperado; o importante é que os clássicos heróis estão de volta e as histórias recuperaram seu ritmo.

Homenagem ou coincidência?

Superman 7 (outu/2017) – O interessante destas duas histórias do Superman está além do fato dele enfrentar dois monstros que sequestram uma amiga de Lois Lane dizendo que ela é uma criminosa alienígena: a diversão está na referência ao visual dos personagens, que representam Frankenstein e sua noiva, cujo cabelo armado remete ao penteado usado pela atriz Elsa Lanchester no clássico A Noiva de Frankenstein (1935). Não saberia dizer se foi algo proposital – até porque não tem um motivo específico para essa homenagem – ou se foi mera coincidência, mas o fato é que o visual dos personagens chama atenção. E a história não deixa de ser divertida e bem humorada, mostrando o conflito conjugal entre os “vilões”. Muito boa edição.

O fim de uma era

Coleção Oficial de Graphic Novels Salvat – Vol. XXX – Capitão América e Falcão: O Império Secreto (ago/2017) – Numa época em que o nome Império Secreto voltou à moda, com a controversa minissérie recém-lançada nos Estados Unidos, que mostra o Capitão América como um vilão e traidor de sua pátria, este encadernado traz a origem do maligno grupo terrorista e apresenta o Sentinela da Liberdade perseguido e desacreditado, tentando provar sua inocência e manter vivo seus ideais. Ao final da edição, o herói entra em conflito consigo mesmo e ocorre uma revolução no título do personagem (na época), onde ele abandona seu escudo por presenciar a corrupção dentro do governo. O resgate dessa HQ vem bem a calhar por dois motivos: primeiro, para nós, brasileiros, presenciarmos o quanto é fácil manipular as massas utilizando os meios de comunicação e não cairmos nas promessas vazias de supostos salvadores da pátria; em segundo lugar, para mostrar como as ideias de antigamente, que renderam ótimas histórias, estão sendo recicladas e apresentadas como algo totalmente revolucionário, criando polêmicas para aumentar tiragens de gibis. Se, nos anos 1970, as reviravoltas eram utilizadas para passar uma mensagem ideológica, mas resultavam em boas histórias que permanecem atuais, as recentes querem apenas passar ideologias que agradem grupos específicos e pecam pela qualidade duvidosa e esquecível dos roteiros. É um bom material de comparação mas, sobretudo, um ótimo material de leitura.

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Novo Século lança livro baseado em Thor Ragnarok

A Editora Novo Século tem se destacado entre os fãs de super-heróis graças ao lançamento de vários livros baseados nos personagens da Marvel, alguns deles romanceando histórias já consagradas como Guerra Civil, Guerras Secretas, Homem-Aranha – A Última Caçada de Kraven e X-Men – Dias de um Futuro Esquecido, entre outros. A poucos dias da estreia do terceiro filme de Thor nos cinemas, a editora lança o romance Thor Ragnarok – O Livro do Filme, escrito por Jim McCann.

Livro adapta a aventura cinematográfica do Deus do Trovão

A obra narra o perigo que ameaça o mundo do Deus do Trovão. Seu meio-irmão Loki tomou o reino de Asgard das mãos de Odin, que está desaparecido e, com isso, Hela, a Deusa da Morte, surge com a intenção de usurpar o trono para si. Thor, por sua vez, encontra-se aprisionado num mundo distante, do outro lado do universo e, para escapar do cativeiro e salvar seu mundo da destruição, ele deve se submeter a uma batalha mortal com ninguém menos que o Incrível Hulk, seu antigo aliado, numa arena alienígena.

O livro é ilustrado com fotos da produção

Além da história do filme, o livro também inclui o conto A História da Ponte, escrita por Steve Behling, e 10 páginas com imagens inéditas e exclusivas da produção. Thor Ragnarok: A História do Filme tem 208 páginas e já está à venda nas livrarias ao preço aproximado de R$ 29,90. O livro também pode ser comprado pelo site da Novo Século. A editora também disponibiliza gratuitamente o primeiro capítulo para leitura pela plataforma Issu. Para ler 14 páginas, basta clicar aqui.

Imagens inéditas e exclusivas

Leituras da Semana – Outubro (2)

Nesta primeira semana de Outubro, as leituras tiveram cara de feriadão prolongado e antecipado. Todas muito divertidas e recomendadas.

A volta dos que não foram

O Espetacular Homem-Aranha 11 (set/2017) – Mês passado, critiquei a edição desta HQ por terem transformado o Amigão da Vizinhança num chato de galocha. O personagem continua chato – não dá pra engolir um Peter Parker rico e empresário – mas, surpreendentemente, as histórias estão muito boas. A mente do Dr. Octopus – oculta no robô auxiliar das Indústrias Parker – busca um novo corpo para se alojar. Ao mesmo tempo, Peter está numa corrida contra o tempo para salvar a vida de Jonah Jameson Sr. sem que a empresa Nova VC (uma fachada para o Chacal-com-máscara-de-Anubis espalhar seus clones por todo lugar) use sua tecnologia renovadora nele. O Rei do Crime também recebe uma proposta do Chacal-com-máscara-de-Anubis. Na história do Homem-Aranha Ultimate, é dado o pontapé inicial para a Guerra Civil II. Gostei bastante desta edição, que tem um clima tenso e ação constante. 

Diversão pura

Guardiões da Galáxia 9 (ago/2017) – Os Guardiões resgatam Ângela, capturada pelos Badoons. Drax e seus amigos enfrentam a vilã Viagem Matadora (parece que os bons nomes para personagens acabaram mesmo…) e o Senhor das Estrelas tem seu primeiro encontro com Yondu – a versão cinematográfica, inserida no Universo Marvel oficialmente (que é diferente da antiga versão dos Guardiões futuristas). Três histórias bastante divertidas e envolventes.

Um jovem de caráter duvidoso se torna o herói da China

Novo Super-Man 1 (ago/2017) – De todos os lançamentos da série Renascimento da DC, este talvez seja o mais inusitado e, talvez por isso, o mais divertido. O Novo Super-Man (assim mesmo, com hífen) é um jovem arrogante e inconsequente, que adora praticar bullying e, totalmente por acaso, se torna o novo protetor da China. Fazia tempo que os quadrinhos de super-heróis não tinham algo tão criativo e diferente, sem precisar apelar para temáticas polêmicas e fora de contexto. Esta, pelo contrário, está dentro da mentalidade imperialista da China, que é totalmente oposta ao governo democrático e capitalista da maioria das nações do ocidente (especialmente os Estados Unidos). É uma crítica bem humorada a tudo isso, mas não tem o tom politizado (e chato) de muitas HQs atuais, mais interessadas em criticar o Governo Trump do que em trazer aventuras emocionantes. O novo Super-Man também é uma crítica à globalização e à fama instantânea promovida pelas redes sociais. Uma revista que merece ser lida com um personagem aprendendo a receita para ser herói.

Uma história que vale milhões.

Disney Capa Dura Vol. 5 – A Saga do Tio Patinhas (mar/2015) – Reunida num tijolão de quase 400 páginas, este especial conta toda a trajetória do pato mais rico do mundo, desde sua infância pobre até e conquista dos quaquilhões de moedinhas em sua tão icônica caixa-forte. Em doze capítulos, a saga traz uma série de referências à mitologia construída por Carl Barks ao longo dos anos e até conserta algumas incoerências (como se isso importasse alguma coisa… afinal, se cronologia no Universo Disney valesse alguma coisa, nosso Tio Patinhas já teria cerca de 120 anos, o que, por si só, já é uma incoerência. Enfim…). Além disso, o volume também traz algumas HQs extras, que podem ser encaixadas entre os capítulos, preenchendo lacunas das histórias. E, obviamente, uma matéria contextualizando cada capítulo, revelando curiosidades de bastidores e as referências escondidas. Um compêndio para fã nenhum botar defeito.

Aventura em clima de anos 80

Lendas do Universo DC – Super Powers Vol. 1 (ago/2017) – Comemorando o centenário de Jack Kirby, a Panini lançou esta edição especial com um dos últimos trabalhos do mestre para a DC Comics: uma minissérie lançada em 1984, até então inédita no Brasil, mesmo ano em que a empresa lançava uma coleção de action figures de mesmo nome, com os mesmos personagens que se destacavam na linha de brinquedos. É óbvio que o título foi lançado para promover os brinquedos – inclusive, na mesma época, o desenho Superamigos ganhou o subtítulo “The Legendary Super Powers Show” e a inclusão do Cyborg na equipe – algo que não acontecia nos quadrinhos, mas como havia um boneco do personagem… bem, vocês entenderam! – e, para isso, Kirby criou uma aventura infantil e bem de acordo com a mentalidade da época, mas mesmo assim, com muita ação e dinamismo. Há várias incongruências no roteiro. Cito apenas uma: Darkseid concede grande poder a quatro guerreiros (não nomeados) e estes, ao invés de usá-los por eles mesmos, decidem dividir com os vilões da Terra (Luthor, Pinguim, Coringa e Brainiac) para que estes façam o trabalho sujo. Mas não importa: a revista é divertida, tem uma trama empolgante e traduz o espírito dos personagens, sem complicações “realistas” e diálogos intelectualizados (e vazios). Uma delícia de ler, mas fica o alerta: Kirby desenhou apenas o último capítulo (são cinco). Os outros quatro ele apenas escreveu o argumento e a arte ficou a cargo de Adrian Gonzales, o que não diminui o mérito da edição.

Crítica (em vídeo): Chocante

Em meio às estreias deste final de semana, um filme nacional entra na briga com as grandes franquias do cinema americano. O longa Chocante (2017) terá um páreo duro pela frente, com Pica-Pau, Blade Runner 2049 e My Little Pony – O Filme, mas promete muitas risadas com a volta do grupo musical que estourou nas paradas nos anos 1990 e decide se reunir novamente, 20 anos depois.

Boy Band dos anos 90 retorna em (não tão) grande estilo.

A convite da Imagem Filmes, nosso blog participou da cabine de imprensa do filme e da coletiva com parte do elenco e dos produtores e trazemos no vídeo abaixo, nossas considerações sobre o longa-metragem. Acompanhe conosco a volta de Téo (Bruno Mazzeo), Tim (Lúcio Mauro Filho), Tony (Bruno Garcia), Clay (Marcus Majella) e Rod (Pedro Neschling) neste lançamento que é um verdadeiro choque!

Cotação: 

Leituras da Semana – Outubro (1)

Iniciando um novo mês, abrimos com uma série de revistas da Marvel, que anda numa fase bem preguiçosa, com histórias sem criatividade e empolgação de outrora. Até mesmo títulos que começam muito bem, perdem o ritmo com o passar de poucos meses, como no caso da revista do Dr. Estranho, que entrou num clima de osmose e acomodamento. A DC, por outro lado, está bem interessante e com um novo frescor nos personagens na fase Renascimento.

A carreira completíssima de dois grandes heróis

Coleção Super-Heróis Vol 4 – Superman / Thor (ago/2017) – O Homem de Aço e o Deus do Trovão ganham dossiês completíssimos que abordam desde suas criações até os dias atuais. Superman já teve várias abordagens em diversas edições da revista Mundo dos Super-Heróis (inclusive, ele foi o herói que inaugurou a revista, em julho/2006), mas Thor teve apenas um minidossiê na revista MSH 26, algo que sempre gerou reclamações entre os leitores. Este livro é a redenção do Deus do Trovão, com a apresentação dos mais importantes momentos da carreira do herói. Infelizmente, não é algo a se gabar: desde a virada do milênio, a qualidade das histórias do deus nórdico só têm despencando num abismo sem fim, com pouca coisa realmente boa, diferentemente do Superman, que teve fases ruins – algumas catastróficas – mas também teve algumas histórias interessantes neste mesmo período. O livro tem a qualidade Mundo dos Super-Heróis, que já possui mais de 10 anos de mercado e dispensa apresentações.

A hora da verdade para a Princesa Diana

Mulher-Maravilha 6 (set/2017) – A Mulher-Maravilha finalmente descobre a verdade sobre o desaparecimento da Ilha Paraíso – e a resposta não é exatamente agradável. Já nas histórias do Ano Um, a Princesa Amazona visita um shopping center com Steve Trevor e precisa defender as pessoas de um atentado, usando seus poderes – alguns que ela nem sabia que tinha – pela primeira vez em público. Ação e aventura com uma arte lindíssima de Nicola Scott.

O melhor herói da Marvel nas piores HQs possíveis.

Homem-Aranha 10 (ago/2017) – Além do ridículo Chacal com máscara do cachorro que lembra o deus egípcio Anúbis, esta edição traz também a estreia da Electra, versão feminina do clássico vilão do Homem-Aranha (o nome da personagem é dado por mim, uma vez que ela não é batizada na história). Na segunda HQ, a conclusão do fraquíssimo arco que insere uma temática religiosa nas aventura do Homem-Aranha, jogando no lixo tudo aquilo que já veio antes e com um final pra lá de ruim. Há ainda mais duas histórias curtas com o aracnídeo enfrentando uma entidade asteca e outra com Manto e Adaga, que é a melhor do gibi. Ou seja: a melhor HQ da revista do Homem-Aranha é aquela sem ele. Fico me perguntando o que a Marvel pretende, avacalhando o seu principal personagem com tantas histórias ruins desde o início da década. Lendo as atuais fases do Homem-Aranha, a gente acha a Saga do Clone um primor de qualidade. E eu ainda achava que, com a volta de Peter Parker e o final da fase “Superior”, as HQs melhorariam. Doce ilusão…

Acabou a magia das primeiras histórias…

Doutor Estranho 10 (set/2017) – O Mago Supremo continua sua busca pela restauração da magia. O Dr. Estranho é capturado e torturado pelo Orbe – vilãozinho mequetrefe que foi elevado à categoria megaultrasuperpower na saga Pecado Original, se tornou um doido varrido depois que incorporou o olho do Vigia e passou a ter conhecimento dos pecados de todo mundo, transformando-se num agente do caos. Na segunda história, o Dr. Estranho e os Magos Supremos se unem em busca do castelo de Camelot para lutar contra um vilão místico. Lembrando que a magia não existe. Mas está cheio de magos por aí. E um vilão mágico. Aham, Marvel… Sabe aquela criatividade inicial do título do Dr. Estranho, quando tudo era muito legal e divertido? Então… passou. E não durou um ano.

Em busca da própria sanidade.

Cavaleiro da Lua 5 (set/2017) – um arco em quatro capítulos onde a única história que vale é a quarta (a conclusão). As outras três são um festival de insanidades, onde o leitor não sabe o que é verdadeiro nem o que é delírio do herói. Uma história que poderia ser contada em 20 páginas, mas que demorou quatro edições para acabar. No entanto, vale destacar as referências à mitologia do Cavaleiro da Lua, pois ele enfrenta lobisomens (como em sua estreia) e há várias menções a aventuras passadas (o vilão Homem da Meia-Noite aparece). Uma pena que só o fã mais radical vá captar esses detalhes, mas vale a iniciativa. A edição fecha com uma trama detetivesca das antigas, escrita por Doug Moench e arte de Bill Sienkiewickz (um iniciante, na ocasião). Perfeita para comparar a mudança radical nas narrativas de antigamente e na atual: antigamente, os diálogos eram mais pobres e bem infantis, mas as tramas eram mais objetivas e empolgantes.

Agendão Raio X de séries de super-heróis

Setembro está terminando e começa, nos Estados Unidos, as novas temporadas das séries de TV, além das novidades que fazem sua estreia. Como de praxe, nosso blog faz um agendão com os lançamentos (um pouco atrasado, aliás) para você se programar e não perder nenhuma novidade. Algumas datas ainda estão pendentes de confirmação, mas não deve demorar muito para as emissoras anunciarem. Vale destacar que focamos apenas nas séries de super-herói, portanto, se sua série favorita ficou de fora, não foi esquecimento nosso.

Também vale mencionar que Raio Negro e Manto e Adaga também não foram mencionadas porque estreiam somente em 2018. Agentes da Shield está aí porque já está entrando em sua quinta temporada, diferente das duas citadas, que são novidades. Dito isto, segue abaixo nosso agendão, pra você copiar, guardar as datas e compartilhar com os amigos.

Em Primeira Mão: O Culto de Chucky

Com lançamento marcado para 3 de outubro nos Estados Unidos e 25 de Outubro no Brasil, o filme O Culto de Chucky (Cult of Chucky, 2017) teve cópias vazadas na Internet, deixando o diretor Don Mancini bem irritado, a ponto dele se manifestar em sua conta no Twitter dizendo que sabe quem vazou e vai tomar as medidas cabíveis. Bom para os fãs, que puderam conferir antes o sétimo filme da franquia Brinquedo Assassino, que traz o boneco Chucky (Brad Dourif) em mais uma história cheia de tensão, violência explícita e muito, muito sangue.

Do You Wanna Play? Andy retorna à franquia e não está nem um pouco feliz.

O novo longa-metragem é uma volta às origens e traz de volta o ator Alex Vincent no papel de Andy Barclay, o primeiro a ter contato com Chucky, no filme de 1988. Barclay, por sinal, já tinha aparecido na cena pós-crédito de A Maldição de Chucky (2013) e é exatamente nesse ponto que a história retoma. Após os eventos do filme anterior, a jovem paraplégica Nica (Fiona Dourif, filha de Brad) é considerada louca e internada num hospício de segurança máxima. Após alguns meses de tratamento, nos quais seu médico, Dr. Foley (Michael Terriault) a convence que ela é que assassinou os membros de sua família e transferiu a culpa para o boneco, ele considera que Nica já pode ser transferida para uma clínica com mais liberdade.

Trazer o boneco para a terapia de grupo pode não ser uma boa ideia.

Durante a terapia de grupo, a jovem conhece outros internos: Michael (Adam Hurtig), com crise de identidade; Claire (Grace Lynn Kung), com problemas de temperamento; Angela (Marina Stephenson Kerr), que acredita já estar morta e Madeline (Elisabeth Rosen), depressiva após a morte de seu filho. O médico decide usar um boneco Bonzinho para ajudar no tratamento de Nica e desperta o instinto materno de Madeline, que associa o brinquedo a seu filho. Ao mesmo tempo, Tiffany (Jennifer Tilly) leva outro boneco para Nica, como “presente” de sua sobrinha Alice.

Tiffany também está de volta.

Não demora e os pacientes começam a morrer assassinados e Nica é a principal suspeita, mesmo ela jurando que os crimes são causados pelo boneco Chucky. Como há dois bonecos na clínica, fica a dúvida qual é o assassino e qual é, de fato, um brinquedo. Porém, é revelado que o verdadeiro Chucky, com sua cabeça destruída pelo tiro de Andy, encontra-se trancado num cofre, na casa do próprio rapaz, que a usa para descarregar sua frustração acumulada de anos contra Chucky.

Que Chucky fez isso a gente sabe. O que não dá pra saber é como o sangue não preenche os espaços das letras.

O filme trabalha o clima de paranoia existente numa clínica de doentes mentais e faz o público entrar na mesma neurose. Afinal, é o brinquedo que está matando ou tudo não passa de um delírio de Nica e ela é a verdadeira assassina? Existe mais de um Chucky? Há outro maníaco se fazendo passar pelo boneco? O filme responde essas perguntas no desenrolar da história, mas não tem uma narrativa clara e muita gente pode ficar confusa com o “culto” de Chuckys que se forma na hora e meia de projeção. A situação piora ainda mais, visto que o filme não tem um final, mas deixa um gancho para uma próxima história e muitas perguntas no ar.

Esse filme é pequeno demais para nós dois!

Felizmente, o diretor Don Mancini (que também é o criador de Chucky) percebeu que o caminho da comédia adotado nos longas A Noiva de Chucky (1998) e O Filho de Chucky (2004) estava ridicularizando o personagem e praticamente enterrando a franquia. Ao retomar o clima de suspense que originou o personagem, Mancini trouxe um ar de renovação que revitalizou a franquia. Até mesmo o rosto costurado do boneco foi restaurado – e a solução para isso foi simples e muito bem aceitável.

Hihihihihihihihi… (Ô risadinha maquiavélica!)

Embora seja inferior ao longa que o antecedeu, O Culto de Chucky é um bom filme de suspense que vai agradar aos fãs e devolve o personagem ao seu lugar como um dos principais assassinos do cinema de terror. Apenas fica o alerta para quem tem estômago fraco que o filme tem cenas bem fortes e sanguinolentas. O velho Chucky está de volta, definitivamente.

Cotação: