Agendão Raio X: Séries 2018

As séries de TV de super-heróis já entraram naquele hiato de final de ano – o chamado mid season – e retornam já nos primeiros dias de janeiro para o encerramento de suas temporadas. Além disso, o ano também reserva novidades, como o novo live action da DC ComicsRaio Negro (Black Lightning), exibido pela CW. Também pela DC, mas um pouco mais tarde (em 21 de março), chega Krypton, série que se passa no planeta natal do Superman, décadas antes da fatídica explosão que trouxe o herói à Terra.

Herói de neon

Já pela Marvel, as novidades são a segunda temporada de Jessica Jones pela Netflix (estreia em 8 de março) e Manto e Adaga, ainda sem data definida de estreia, pelo canal Freeform. Confira abaixo nosso calendário do mês de janeiro com todas as datas de reestreia, lembrando que as informações se referem apenas aos Estados Unidos. No Brasil, ainda não temos dados disponíveis.

O ano já começa bombando!

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Top 10 – Melhores livros lidos em 2017

Encerrando nossa Retrospectiva 2017, vamos agora à lista dos melhores livros lidos este ano. Importante dizer que, como livros são algo mais permanente e exigem mais tempo para ler, as obras que figuram nesta lista não são, necessariamente, lançadas em 2017 (por isso mesmo, o título não é “Melhores de 2017”). Muitas delas estavam na lista de desejos e só este ano foram adquiridas; outras aguardavam um tempo livre para serem apreciados e, finalmente, há também os lançamentos, sempre bem-vindos.

Ler é uma viagem.

No início do ano, fiz um propósito de ler mais livros em 2017, visto que eu dava muita prioridade aos quadrinhos e deixava de ler algo mais complexo. Minha meta era um livro por semana, totalizando 52 livros, mas claro que isso não foi possível, uma vez que alguns deles demandaram mais tempo, nem sempre algo que me sobra. Num balanço geral até que fui bem: consegui ler 36 obras, entre os mais densos, obras de leitura mais rápida e livretos curtos, que lia no mesmo dia. A meta continua para 2018. E estes são os melhores deste ano.

Projeto educacional brilhante

10 – Aquarela (Alan Almario e Camila Soares) – Este é o terceiro livro fruto de um projeto pedagógico da Universidade Ibirapuera que insere os alunos do curso de Pedagogia na criação de contos com temática inclusiva. A primeira obra tratou de contos de fada recontados sob o ponto de vista de outros personagens; a segunda foi especificamente sobre inclusão social, com personagens das mais variadas minorias sociais; esta homenageia as músicas infantis que foram sucesso na televisão e tocou muito nas rádios. Cada conto tratava do tema seguindo a letra das músicas, num exercício de criatividade único e inovador. Uma pena que estes livros não estão à venda (foram produzidos pelos alunos apenas como trabalho de conclusão de curso e distribuídos em tiragem limitada), mas representam um esforço louvável dos professores Alan e Camila na busca pela valorização do processo educacional, tão decadente em nosso País.

Cantando os escritos… ou vice-versa.

9 – Ruído Branco (Ana Carolina) – Que Ana Carolina é uma excelente cantora, é indiscutível. Dona de uma voz ímpar e dotada de grande afinação, a cantora se destaca num cenário musical onde a qualidade nem sempre é predominante. No ano passado, ela também enveredou pelo caminho da literatura e lançou seu primeiro livro, com escritos aleatórios que incluíam poesias, prosas e letras de música inéditas, além de muitas fotos do seu acervo pessoal. A leitura é rápida, agradável e desperta muita reflexão. Uma delícia!

Aqui tem o Ragnarok verdadeiro, não aquela piada cinematográfica.

8 – Os Filhos de Odin (Padraic Colum) – Mitologia é um assunto que sempre me interessou. Quando se fala dos nórdicos, então, o interesse cresce mais ainda, por conta dos personagens fazerem parte do acervo de super-heróis da Marvel. Este livro traz contos originais da mitologia nórdica – muitos deles, quadrinizados por Stan Lee e Jack Kirby – numa linguagem atual e acessível a todas as idades. Muito bom conhecer detalhes dessa história que só conhecia pelos quadrinhos.

Texto ágil e inteligente.

7 – Por que fazemos o que fazemos? (Mário Sérgio Cortella) – O filósofo fala, com clareza e sem rodeios, das motivações que nos leva a tomar certas atitudes e orienta como superar alguns vícios que atrapalham o nosso convívio social. Uma aula de boa educação, que resgata valores e ensina que nem tudo que parece interessante num primeiro momento será positivo em nossa vida profissional.

Fábula encantadora

6 – O Chamado dos Bisões (Paola Giometti) – Terceiro livro da série Fábulas da Terra (que já contou a origem dos lobos e das águias), esta obra aborda o tema das migrações, feitas pela espécie dos bisões (uma espécie de búfalo que habita a América do Norte). Ao se perder da sua família, a pequena Mika inicia uma jornada para reencontrar sua família e aprende sobre a importância das mudanças. Uma história encantadora para adultos e crianças.

Uma série cada vez mais embananada.

5 – Diário de um Banana Vol. 12 – Apertem os Cintos (Jeff Kinney) – Os livros da série Diário de Um Banana completam 10 anos contando as desventuras do adolescente Greg Heffley em sua busca por popularidade. Este 12º. volume (sim, a conta está certa. Foram 12 livros em dez anos, sem contar os especiais Faça Você Mesmo e O Livro do Filme), mostra a família Heffley indo passar as férias num resort paradisíaco, mas claro que nem tudo sai como o planejado. Na verdade, nada sai como o planejado e o garoto vive as situações mais estapafúrdias, num roteiro que lembra bastante o filme Férias Frustradas, estrelado por Chevy Chase. Hilário.

Bom humor do cotidiano

4 – Diálogos Impossíveis (Luiz Fernando Veríssimo) – O estilo irreverente de Veríssimo é sempre uma leitura agradável, seja na sua coluna semanal no jornal O Estado de São Paulo, Zero Hora e O Globo, seja nos livros que compilam suas crônicas. Neste livro, a premissa é mostrar diálogos totalmente improváveis, que sempre resultam em muito bom humor. Um exemplo: Batman se encontra com o Conde Drácula no asilo e refletem sobre a vida e a morte. Outro mostra a mágoa de Isaac com seu pai Abraão, anos depois deste tê-lo tentado oferecer em sacrifício para Deus. É um mais divertido que o outro, sempre com leveza e uma conclusão surpreendente, como compete às boas crônicas.

O nascimento de um vilão. Ou quase isso.

3 – Cavaleiro Negro (Davi Paiva) – O fato do livro estar entre os três primeiros não é apenas uma gentileza com o autor, que faz parte do meu rol de amigos, mas porque a história é realmente boa. Conta a trágica história de Fidler Koogan e sua busca por vingança no fictício reino de Ryddle, tornando-se um hábil espadachim e usando todos os recursos possíveis – inclusive os não tão éticos – para conseguir seu objetivo. A trama é tão envolvente e bem escrita que você simpatiza com as trapaças de Koogan e dá razão a seus atos. Com claras influências de obras como Game of Thrones, O Senhor dos Anéis, Star Wars, Eragon e games como Ragnarök e Magic – The Gathering, tanto o reino como os personagens são desenvolvidos com profundidade e coerência.

Tributo a um mestre

2 – Os Mundos de Jack Kirby (Edson Diogo e Will) – Para comemorar o centenário de Jack Kirby, cocriador do Universo Marvel juntamente com Stan Lee, o site Guia dos Quadrinhos reuniu 100 artistas nacionais, onde cada um deu sua visão para um dos personagens criados pelo “Rei”. Só por este esforço hercúleo, o livro já mereceria um prêmio. Porém, ele é mais do que isso, pois reúne obras espetaculares para prestar um tributo às criações de Kirby. É um verdadeiro museu portátil, onde podemos apreciar lindíssimas obras de arte ladeadas por uma breve biografia dos personagens retratados e dos criadores. Mais do que um livro voltado apenas aos fãs de quadrinhos, a coletânea mostra também aos que não são familiares a este universo a grande contribuição que Jack Kirby deixou para a cultura em geral.

Agora é hora de alegria!

1 – Sílvio Santos – A Trajetória do Mito (Marcelo Morgado) – A popularidade que Sílvio Santos possui não é à toa. Ela não veio por um golpe de sorte ou por ele ter nascido em berço de ouro, nem tampouco foi conquistada por bobagens instantâneas postadas num vídeo no You Tube. O empresário precisou ralar muito para chegar aonde chegou e cada conquista foi celebrada com humildade e consciência de que sorte e talento são inatos, mas nada cai do céu se não for buscado com afinco. Este livro, com uma linguagem agradável, traz depoimentos do próprio “patrão” em vários assuntos (ou capítulos): negócios, artista, dono de televisão, política e vida pessoal. A leitura é tão envolvente que a gente não consegue parar enquanto não chega ao final, fascinados com o exemplo de luta e dedicação deste homem, que é um ícone da televisão. É muito fácil ser fã de Sílvio Santos vendo seus programas pela TV, pois sua simpatia é contagiante. Mas é muito mais fácil ser fã de Senor Abravanel quando conhecemos sua história de vida, que é modelo de empreendedorismo, dedicação e fé.

Como o desleixo pode estragar uma excelente obra.

Mico Literário – O mico literário do ano vai para o livro Almanaque dos Quadrinhos, lançado já há alguns anos pela Discovery Publicações. Vendido em bancas de jornal, a obra é um documento histórico sobre os quadrinhos, contando desde os primórdios da chamada Nona Arte até nossos dias. O autor, Franco de Rosa, é uma das pessoas que mais entendem do assunto no País e o melhor indicado a abordar as várias vertentes deste segmento. No entanto, o livro peca pela falta de zelo na revisão, talvez pela pressa em colocar logo nas bancas antes que a febre pelo tema acabe de forma repentina. Os absurdos vão desde a exibição – no topo de uma página, com destaque e fonte gigantesca – da quantidade de caracteres do editorial até um recado do editor, no meio do texto, pedindo a conferência de uma data. Legendas trocadas, imagens repetidas e informações mal checadas também fazem parte do conteúdo (Nem vou comentar o Superman com o S invertido, logo na capa…). Uma pena, pois alguém com o histórico de Franco de Rosa merecia um pouco mais de carinho no material produzido.

Top 10 – Melhores HQs de 2017

Continuando nossa Retrospectiva 2017, hoje listamos os dez melhores quadrinhos do ano. E foi uma tarefa bem árdua, nem tanto pela quantidade de coisas lidas durante o ano, mas sim pela qualidade, que está bem baixa, principalmente os quadrinhos da Marvel, cujas séries até começam bem, mas depois entram numa zona de conforto e não evoluem. Boa parte dos melhores do ano nem são deste ano, mas republicações de clássicos, o que prova que a fase atual está precisando de uma renovação.

Títulos renovados

Claro que nem tudo é ruim e tem muita coisa boa também, como prova a fase Renascimento, da DC, cujos títulos estão muito bons. Escolhemos o mais inovador para destacar essa fase, exatamente por ser diferente e inesperado. Como as resenhas já foram feitas ao longo do ano, não vamos dar muitos detalhes do conteúdo e destacar apenas o motivo pelo qual estas edições entraram na lista. É importante lembrar que as escolhas ficaram restritas àquilo que adquiri ao longo do ano dentro da minha coleção particular. Assim, muita coisa alternativa ficou de fora porque não fazem parte do meu acervo e, infelizmente, o preço ainda é um tanto proibitivo (entre manter a coleção e arriscar comprar algo que não conheço, é óbvio que vou escolher a primeira opção!). Vamos ao nosso Top 10 HQs!

Complemento da série de TV

10 – Agentes da Shield – Derivada da série de TV, a HQ insere no Universo Marvel os personagens criados para o seriado ao mesmo tempo em que tem a liberdade de usar uma série de caras conhecidas como Homem-Aranha, Dr. Estranho, Vingadores, coisa que a série nunca pode, por questões contratuais – o que afastou muitos fãs de acompanharem o seriado, diga-se de passagem. De qualquer forma, a HQ é divertida, leve, inteligente.

É Jack Kirby. Ponto.

9 – Lendas do Universo DC – Super Powers 1 e 2 – No ano em que Jack Kirby completaria seu centenário, a Panini resgatou os dois últimos trabalhos do Rei para a DC, numa publicação inédita, para homenageá-lo. As minisséries originais foram criadas para impulsionar a venda da linha de brinquedos de mesmo nome, lançada no final dos anos 1980 e têm um tom infantilizado que remete ao desenho dos Superamigos. Mas quem disse que todos os quadrinhos de super-heróis precisam ser complexos e realistas? Um pouco de leveza, com soluções absurdas e diálogos bobinhos também cumprem o papel dos quadrinhos, que é o de entreter. E, mais que tudo isso, é material de Jack Kirby, o que dispensa qualquer justificativa.

Terror psicológico

8 – Comunhão – Fora do âmbito Marvel-DC, este álbum de Felipe Folgosi, financiado pelo Catarse, traz uma história de terror psicológico e uma trama bem desenvolvida, passada em terras brasileiras. O fato do material ser em preto e branco e formato maior que o normal valorizou-o ainda mais. Também pesa o fato de ser o segundo título do artista que evoluiu sua narrativa desde Aurora (2015).

Menção ao conjunto da obra

7 – Graphic MSP – O selo de álbuns adultos de Mauricio de Sousa continua figurando na nossa lista de dez melhores porque se supera a cada novo volume, muito embora já tenha perdido o teor da novidade. Dos quatro volumes lançados em 2017 (Astronauta – Assimetria; Chico Bento  – Arvorada; Capitão Feio – Identidade e Turma da Mônica – Lembranças), todos são de qualidade ímpar. Até mesmo o Astronauta, que já teve três volumes em comparação a outros personagens que não tiveram nenhum, conseguiu surpreender positivamente. Chico Bento é de uma sensibilidade incomum. O Capitão Feio é renovado de maneira espetacular. E a Turma da Mônica nos “faz sorrir de amorzinho” (nas palavras de um conhecido meu).

A saga do clone que vale.

6 – A Coleção Definitiva do Homem-Aranha Vol. 3 – A Saga do Clone Original – A coleção lançada pela Salvat tem pouco material atrativo, pois se limita a republicar arcos já lançados em outras coleções e, as poucas edições que fogem disso, são HQs que pertencem a uma fase recente, onde o Aracnídeo já não tinha mais o frescor de seus primeiros anos. A exceção é esta edição, que reúne uma fase brilhante do roteirista Gerry Conway, cuja ideia inicial foi resgatada anos depois e gerou uma das fases mais negras do Homem-Aranha (algo que, aliás, o roteirista Dan Slott também bem fazendo: resgatar ideias antigas e recauchutá-las de forma piorada ao cubo). De qualquer forma, é um prazer reler estas histórias, que trouxe novos vilões e personagens à mitologia do Amigão da Vizinhança.

Fase maravilhosa

5 – Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha – Em quatro volumes, reúne toda a fase de George Pérez à frente do título da Princesa Amazona como roteirista (ele continuou mais um tempo, mas apenas na arte.) Só isso seria banal, se Pérez não tivesse renovado a heroína após a Crise nas Infinitas Terras e a devolvido seu status de um dos pilares da DC Comics. A fase é brilhante e traz a Mulher-Maravilha mais linda e heroica como nunca em toda sua carreira.

A nata de Frank Miller

4 – Os Heróis mais Poderosos da Marvel 63 – Elektra – A Saga da Elektra, a fase mais icônica do Demolidor, reunida num único volume em capa dura. Só por isso, o encadernado já merece estar nesta lista. Mas ainda tem um agravante: esta fase, que marcou a estreia de Frank Miller como roteirista do Homem sem Medo, é tão incrível que salvou o título do cancelamento e transformou o Demolidor num dos heróis mais populares da Marvel. Se você nunca leu a Saga da Elektra, você não sabe quem é o Demolidor.

As manhãs de sábado voltaram.

3 – Future Quest – Não é apenas um resgate nostálgico de personagens icônicos de Hanna-Barbera que animaram nossa infância. Future Quest é uma releitura desses personagens, reimaginando-os como se eles existissem de fato, numa história de espionagem e ficção científica que coloca juntos os grandes heróis do estúdio de animação. Uma trama de qualidade que junta Jonny Quest, Homem-Pássaro, Frankenstein Jr., Os Herculoides, Dino Boy, Mightor, Galaxy Trio e Space Ghost. Só faltou mesmo o Falcão Azul, Sansão e Golias e o mago Shazzan.

Novidade surpreendente

2 – Novo Super-man – Nas primeiras páginas deste encadernado, o novo Super-Man (assim mesmo, com hífen) nem de longe lembra o personagem que é modelo de virtude para todos nós. Um moleque irresponsável, bully, exibido e arrogante é escolhido por acidente e ganha poderes semelhantes ao do Homem de Aço para se tornar um representante da China. Contudo, conforme a história segue, ela flui de uma forma tão divertida e as situações são tão surreais que a gente não consegue parar a leitura. Uma das surpresas mais agradáveis da fase Renascimento. Ansioso pelo segundo volume.

Iaba-Daba-Du!

1 – Os Flintstones – No mesmo esquema de releitura dos personagens de Hanna-Barbera em versões mais adultas, este encadernado traz a família pré-histórica em seis histórias fechadas, cada uma abordando um aspecto da sociedade, com o humor que é característico aos personagens e uma pitada de acidez na crítica social. Claro que o desenho sempre foi assim, mas nesses novos tempos, a crítica ganha uma abordagem mais madura, mas nem por isso, menos divertida – principalmente com a ridicularização dos costumes. É sensacional! Pena que o título teve duração tão curta (apenas 12 edições, cuja conclusão deve ser publicada em breve pela Panini).

Se o filme for desse nível… vergonha alheia!

HQ Mico – Não tem nada mais desagradável do que você gastar uma grana numa edição elogiadíssima pela crítica, escrita por um autor “bestsellerizado” e passar raiva da primeira à última página. Este encadernado do Pantera Negra – Uma Nação sob Seus Pés fez isso comigo. Uma história sem atrativos, focada na política e lacração, que mostra Pantera Negra às voltas com uma crise em seu reino e mulheres exploradas. O autor Ta-Nehisi Coates é conceituadíssimo em textos políticos, mas seu estilo não casa com quadrinhos de super-heróis, que é uma “arte sequencial”, ou seja, exige uma sequência na narrativa, coisa que não existe. Conseguiu ser pior que Mulher-Maravilha Terra Um, outra forte concorrente ao HQ Mico deste ano (mas que merece uma menção honrosa nesta lista).

Top 10 – Melhores Filmes de 2017

Estamos começando nossa série de matérias com a Retrospectiva 2017 (sim, nós sabemos que é lugar-comum, mas se todo mundo faz, por que a gente ficaria de fora?) onde vamos analisar o que de mais legal nosso blog viu e leu neste ano que termina. Pra começar, vamos falar de cinema. E cabe um esclarecimento: ano passado fizemos o Top 10 em vídeo mas como a audiência foi baixa e ainda pode ocorrer do mesmo ser bloqueado pelo uso das imagens (apesar de ser um trabalho jornalístico, algumas empresas têm dificuldade de entender isso), este ano vai por escrito mesmo. Obrigado pela sua compreensão.

“Não sou capaz de opinar”

O ano foi bem rico na área cinematográfica, com seis produções voltadas para o universo dos super-heróis e muitas outras franquias de sucesso, que causaram muito burburinho entre os fãs. Parodiando Glória Pires, não somos capazes de opinar sobre todas elas, porque não conseguimos ver todas, mas vamos falar sobre as produções que pudemos conferir e que até causaram boas surpresas. Vamos lá!!

Música-chiclete

10 – Chocante – É realmente um choque saber que um filme nacional pode ser bem produzido e fazer rir sem precisar apelar para pobreza, criminalidade e baixaria. Chocante foge do comum e apresenta uma comédia deliciosa sobre uma boy band dos anos 90 que foi esquecida e decide voltar às paradas, com seus membros já quarentões. Uma metáfora sobre a superficialidade da fama e sobre valores familiares que tem, sim, seus clichês e um toque de breguice, mas a gente entra no clima da nostalgia e dá boas gargalhadas. E verdade seja dita: qualquer filme capaz de fazer a trilha sonora (de uma música só) ficar na sua cabeça merece uma posição entre os dez melhores do ano.

Conto tão antigo quanto o tempo

9 – A Bela e a Fera – Uma produção primorosa, com figurino espetacular e toda magia dos clássicos Disney, além da eterna Hermione (Emma Watson) no papel da protagonista. É verdade que o filme não foi ousado o suficiente para fugir da animação da mesma Disney, nos oferecendo uma fotocópia em live-action. Porém, como a animação foi acima da média, o resultado do longa com atores não poderia ser diferente.

Surpresa do ano

8 – Liga da Justiça – Indiscutivelmente, foi a surpresa do ano. Uma produção cheia de problemas desde o início, troca de diretores, refilmagens de última hora, uma aura de “mistério” totalmente desnecessária sobre a participação do Superman (quando todos sabiam que ele ia estar no filme) e estratégia de marketing totalmente errada só podia resultar num tombaço dos mais feios. Mas não foi assim. A chegada do diretor Joss Whedon, aos 45 minutos do segundo tempo, conseguiu aliviar a tonelada de problemas e gerar um produto que tem, sim, suas falhas, mas é agradável e divertido no fim das contas. Infelizmente, já era tarde: o filme atraiu para si uma aura de má vontade da crítica que nem a “cobertura de chantilly” colocada pelo novo diretor tirou o gosto ruim e a Liga está com resultado aquém do esperado. Melhor sorte para o Aquaman, no próximo ano.

O bom filho à casa torna.

7 – Homem-Aranha: De Volta ao Lar – Depois de sua estreia em Capitão América: Guerra Civil (2016), o Homem-Aranha de Tom Holland ganhou a aprovação dos fãs do Aracnídeo e, pela primeira vez desde que foi lançado no cinemas, em 2002, foi apresentado com fidelidade aos quadrinhos: um herói adolescente, nerd, piadista, sem sorte com as garotas, meio irresponsável, mas com um grande desejo de fazer o que é correto. O filme está à altura do personagem e trouxe o melhor Homem-Aranha do cinema, bem como uma atuação impecável de Michael Keaton no papel do Abutre. É uma produção que está longe de ser “espetacular” (com o perdão do trocadilho), mas é simpática o suficiente e entrega aquilo que prometeu, apenas.

Com a força do amor tudo fica possível…

6 – Mulher-Maravilha – O material apresentado nos trailers já mostrava que o tom do filme da Mulher-Maravilha seria bem diferente do clima obscuro adotado por Zack Snyder para o Universo Compartilhado da DC. Gal Gadot – a quem ninguém dava um tostão no papel da heroína – mostrou-se excepcional numa aventura empolgante e agradável de se ver, com o clima heroico que faltou a Homem de Aço (2013), o verdadeiro “ícone da luz” do Universo DC. A batalha final mal feita e carregada de breguice não foi capaz de estragar o brilho da personagem, que estreou nos cinemas de forma digna, como ela merecia.

Legado transferido em grande estilo

5 – Star Wars – Episódio VIII – Os Últimos Jedi – O mais recente episódio da saga Star Wars continua a missão de reconstruir o universo criado há quarenta anos. E fez isso com louvor: os novos personagens Rey, Finn, Poe, BB-8 e o vilão Kylo Ren, lançados em O Despertar da Força (2015), cumprem bem o seu papel (exceção feita a Kylo Ren, que nem de longe lembra a imponência e o carisma de Darth Vader, mas faz o arroz-com-feijão) e a trama os relaciona perfeitamente bem com os heróis da trilogia clássica. passando o bastão de forma condizente. Enquanto que o Episódio VII foi praticamente uma refilmagem de Uma Nova Esperança (1977), o novo longa traz uma aventura nova – embora tenha, sim, alguns momentos “chupados” de O Império Contra-Ataca (1980) – e empolgante. Os Últimos Jedi é um divisor de águas e encerra uma fase brilhante para começar outra, tão brilhante quanto. Aceitar isso dói menos. 

Todos os ingredientes de um bom filme na medida exata.

4 – Guardiões da Galáxia Vol. 2 – Como é bom ir ao cinema ver uma aventura de super-heróis com a dose certa de humor, drama e ação, inserindo novos personagens sem cair na superficialidade e agradar fãs antigos de quadrinhos, que identificam as referências, e os novos, que não percebem as citações, mas mesmo assim, não deixam de compreender a trama do filme. O diretor James Gunn conseguiu essa façanha e, de quebra, ainda deixou uma das cenas mais emocionantes do cinema, embalada, obviamente, por um clássico dos anos 70: a música Father and Son, de Cat Stevens. Quem não deixou escorrer uma lágrima, provavelmente é porque não viu o filme.

“Eu sou a noite. Mas não totalmente escura.”

3 – Lego Batman: O Filme – Não deixa de ser interessante constatar que o melhor filme do Batman dos últimos cinco anos seja uma animação, mesmo a Warner tendo todos os recursos para produzir o mais épico live action do personagem e o mesmo tendo, por si só, um apelo inegável de bilheteria. Depois do vexaminoso Batman V Superman (2016), os fãs do Homem-Morcego mereciam uma redenção para o personagem e esta veio nesta animação leve, divertida, que brinca com a mitologia do personagem tanto no cinema como nas animações e quadrinhos, resgatando personagens dos mais obscuros e fazendo piada de tudo. Sim, o Batman é soturno, mas não precisa necessariamente ser chato.

Humano, apenas.

2 – Logan – A despedida do ator Hugh Jackman ao papel de Wolverine, que o consagrou por 17 anos, não poderia ser mais perfeita. Um longa-metragem violento (às vezes com cenas até desnecessárias), mas com uma história bem narrada que conduz a um final honesto e coerente ao personagem. Foi uma boa surpresa, visto que os trailers apresentavam um filme pouco atraente e maçante, mas o que se viu na tela foi uma verdadeira obra-prima, que, mais do que uma aventura de super-heróis, trouxe um personagem humano.

Não é o Groot, mas é tão tocante quanto.

1- Sete Minutos Depois da Meia-Noite – Este foi o primeiro filme do ano e já abriu 2017 de uma forma tão marcante que nenhum outro conseguiu superá-lo. Uma história tocante e cheia de metáforas sobre a vida e a morte, que envolve o espectador na história até culminar com a cena final, capaz de desmontar o mais duro dos corações. Particularmente, não sou fã de dramas mas este longa tem uma pitada de fantasia que ajudou a contar a história de uma forma primorosa. É o filme do ano, sem qualquer sombra de dúvida.

Quem vê, pensa que é um super-herói. Só pensa.

Troféu Cinemico: O Troféu Cinemico de 2017, prêmio simbólico das produções que pagaram micão no cinema, não poderia ser para outro filme senão aquele que chegou aos cinemas sem saber se era uma produção voltada ao público infantil, se investia nas adolescentes ou se tentava conquistar os adultos, com cenas de ação constrangedoras. Max Steel tem roteiro fraco, efeitos sofríveis, péssimas atuações e um robozinho mais chato que o Jar Jar Binks de Episódio I. Estreou nos Estados Unidos em 2016, mas só chegou aos cinemas brasileiros no início deste ano e poderia ter saído direto em vídeo, poupando o vexame de fracassar nas bilheterias (Não há dados específicos do faturamento no Brasil, mas o Box Office Mojo registra vergonhosos US$ 2,4 milhões mundialmente e o Rotten Tomatoes marca 0% de aprovação – sim, até Mulher-Gato (2004)e Lanterna Verde (2011) são mais bem cotados!). 

Cara, ainda não consigo conceber que fizeram isso com a gente!

Menção honrosa: Não poderia deixar de figurar nessa seção outro longa-metragem capaz de causar vergonha alheia em Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. É claro que estamos falando de Thor: Ragnarok, filme que tinha tudo para fechar com chave de ouro a trilogia do Deus do Trovão e nos oferecer uma batalha épica sobre o fim do mundo, mas apresentou um show de stand up que não apenas descaracterizou o personagem como desconstruiu tudo o que foi mostrado nos filmes anteriores. Uma bola fora da Marvel Studios que, estranhamente, agradou o público.

Leituras da Semana – Dezembro (4)

Nesta quarta semana de Dezembro, às vésperas do Natal, tivemos muitas novidades e leituras bem bacanas, com destaque para os encadernados do universo de Hanna-Barbera, que voltam numa releitura mais adulta, mas não menos divertida.

Tão boa quanto na TV. E vice-versa.

Supergirl 1 (nov/2017) – A fase Renascimento da Supergirl chega alinhada com a série de TV, com a inclusão nos quadrinhos dos pais adotivos da heroína, Jeremiah e Eliza; sua irmã adotiva Alex e o DOE – Departamento de Operações Extranormais, além da CatCo Media, local de trabalho da jovem Kara Danvers. Aos 16 anos de idade, Kara chegou à Terra há poucos meses e ainda está se adaptando ao nosso modo de vida, mas a saudade de Argo City, sua cidade natal em Krypton, atrai o Superciborgue, que nesta nova versão é o corpo restaurado de seu pai, Zor-El, e vai tentar recriar a cidade para agradar a filha e salvar seu planeta morto. Apesar desta discrepância, a trama é muito bem conduzida e não decepciona os fãs mais antigos – principalmente com a referência a Hank Henshaw, o Superciborgue original. A edição tem tudo para agradar os leitores já habituados às aventuras da Garota de Aço, bem como os que estão chegando agora, atraídos pelo sucesso da série televisiva. Material de primeira linha!

As manhãs animadas de sábado voltaram.

Future Quest 1 (set/2017) – Releituras de clássicos antigos são sempre uma via de mão dupla. Da mesma forma que despertam um sentimento bom de (re)ver personagens conhecidos com uma nova cara para novos tempos, também fica aquela sensação de “será que vai ser tão legal como eu me lembro?” No caso de Future Quest, essa sensação se dilui logo nas primeiras páginas. Uma trama calcada no universo dos super-heróis de Hanna-Barbera que mistura a ficção científica das aventuras espaciais de Space Ghost, com a ação desenfreada de Jonny Quest, o clima familiar dos Herculoides e o bom humor d’Os Impossíveis entre outros, não tem como dar errado. O universo recriado pela DC Comics criou uma  história de ação e espionagem, bem parecida com os tradicionais super-heróis da editora, mas protagonizada pelos heróis da Hanna-Barbera. A ousadia é tanta que até se arriscam a criar uma origem para alguns heróis e mudar a etnia de Mightor, mas de uma forma natural, sem forçar a barra, como tem se visto em outras publicações. Uma leitura deliciosa, cheia de referências aos desenhos animados que desperta um clima nostálgico com gostinho de infância numa leitura mais madura. Perfeição define.

Humor nada ultrapassado

Os Flintstones 1 (dez/2017) – O que Future Quest tem de aventuresco, Os Flintstones tem de divertido. E não adianta vir com a conversa de que é uma crítica à sociedade moderna, que o humor é ácido e nos faz refletir sobre normas e costumes da atualidade e bla bla bla. Isso, o desenho animado já fazia. Sim, os quadrinhos fazem tudo isso, mas o grande mérito deste encadernado é que ele também nos faz rir. Cada história (são seis na edição) é fechada em si mesma, como nos desenhos – diferente de Future Quest, que tem um arco só nas seis edições – e cada uma delas aborda um aspecto pra lá de cômico: sejam o consumismo exagerado, a “contravenção” de pessoas que passaram a viver um relacionamento monogâmico, a religião mal organizada ou os absurdos da guerra, tudo passa pelo cotidiano da família Flintstone da forma mais divertida possível. Nos dias atuais, ler um quadrinho que critique o modo de vida sem cair na panfletagem é algo raro. Os Flintstones consegue essa façanha.

Gosto de infância

Graphic MSP 17: Turma da Mônica – Lembranças (dez/2017) – Fechando a trilogia da Turma da Mônica pela dupla Vitor e Lu Cafaggi, Lembranças é um tributo à infância dos próprios autores, que rechearam a HQ com referências a brinquedos, animações e… bem… lembranças de quando eram crianças. Enquanto que Laços (2013) e Lições (2015) tentou trazer uma mensagem de amizade e união, em Lembranças, é possível sentir que a Turma da Mônica é apenas um pano de fundo para resgatar momentos ternos, divertidos e cheios de inocência de uma fase da vida que define nosso futuro. Na história, Mônica e Magali fazem de tudo para participarem da festa de aniversário da Carminha Fru Fru – à qual a Mônica foi a única a não ser convidada – enquanto que Cebolinha e Cascão se unem para reconstruir o clubinho dos meninos, destruído por uma chuva, ao mesmo tempo em que tentam fugir das investidas do Tonhão da Rua de Baixo. Mas a história é o de menos. O divertido é descobrir as citações de quadrinhos antigos da Turminha, personagens, filmes e momentos que a maioria das crianças já viveu, tudo com a arte delicada dos irmãos Cafaggi, que apaixonam ao primeiro olhar. É uma viagem no tempo que, com certeza, vai trazer a nostalgia dos leitores antigos à tona e também fazer parte das lembranças mais doces dos novos fãs.

Leituras da Semana – Dezembro (3)

Às vésperas do Natal e após a Comic Con Experience, começam a chegar às bancas os títulos mensais da Marvel de novembro lançados no evento – alguns com capa variante, caso do Homem-Aranha.

Dois Thors em ação

Thor 10 (nov/2017) – O indigno Thor luta pela posse do martelo do Thor Ultimate com a Ordem Negra de Thanos, representada por Próxima Meia-Noite e Cisne Negro. A história é cheia de ação e regada com flashbacks de três momentos específicos da vida do Deus do Trovão, mostrando sua relação com Mjolnir. A história seguinte também é muito boa e mostra “a” Thor encarando os deuses shiars, Sharra e K’ythri. Um confronto bem tenso e interessante (mas meio sem sentido, naquelas tramas tipo “vamos colocar o herói pra brigar com alguém, sem necessidade de um motivo relevante”).

Quem morreu? A Marvel.

O Espetacular Homem-Aranha 13 (nov/2017) – Ainda não consegui entender a razão de terem dado uma edição especial para o Rei do Crime na Guerra Civil II. Dá para compreender que, quando heróis brigam, o submundo fica livre para agir e planejar, mas o roteiro de Matthew Rosenberg é tão irrelevante que não acrescenta absolutamente nada ao evento. Enfim, ele está aí, preenchendo o espaço na HQ do Aranha e só. As duas HQs seguintes mostram o Aranha Ultimate lidando com a revelação de que sua avó contratou uma detetive para descobrir seu segredo e o Homem-Aranha tentando evitar a previsão de Ulysses sobre o vilão Clash. Uma edição normal.

Guardiões entram na Guerra Civil II

Guardiões da Galáxia 12 (nov/2017) – Os diálogos iniciais da primeira HQ, que mostra os Guardiões chegando a Terra, convocados pela Capitã Marvel para ingressar na Guerra Civil, já mostram o teor da história. Rocky Racum faz um discurso pra lá de ácido sobre o que ele pensa da Terra antes do quebra-pau começar e, no meio do drama, há espaço para o humor. O mesmo tom está na história seguinte, que traz Rocky e Groot se aliando à Gwenpool (ou Gwen Poole, vai saber. A própria Marvel não decidiu ainda). Por fim, a história do Senhor das Estrelas traz um momento definitivo na carreira do herói espacial. Leitura recomendada para quem gosta de texto leve e bem humorado, sem exageros.

Leituras da Semana – Dezembro (2)

Na segunda semana de dezembro, tivemos lançamentos bem interessantes, com destaque para a bem produzida Alfa – A Primeira Ordem, lançamento bastante aguardado pelos fãs de quadrinhos nacionais. Outro personagem brasileiro, Lorde Kramus, foi adquirido no evento de lançamento da revista Alfa e se mostrou uma boa surpresa.

Heróis brazucas unidos!

Alfa – A Primeira Ordem – Parte 1 (dez/2017) – Veja a resenha completa deste título clicando aqui.

Os párias dos super-heróis

Coleção Super-Heróis – Vol. 5 – Hulk & Aquaman (nov/2017) – O quinto volume da Coleção Super-Heróis traz uma dupla bem interessante que, aparentemente, não tem nada a ver um herói com o outro, mas conforme seus perfis vão sendo desvendados, o leitor descobre que ambos são párias, rejeitados por seu povo e até mesmo relegados a um segundo plano nas equipes às quais fazem parte. O livro traz um completo dossiê do Golias Verde e outro do Rei dos Mares, com muitas curiosidades de suas criações, histórias importantes em suas carreiras e momentos mais marcantes. O Aquaman, inclusive, é a primeira vez que tem um dossiê exclusivo (na revista Mundo dos Super-Heróis, ele já teve matérias aleatórias).

Começa o quebra-pau

Guerra Civil II 3 (nov/2017) – A situação entre o Homem de Ferro e a Capitã Marvel se torna insustentável e o primeiro quebra pau entre a comunidade super-heroica acontece. Diferente da primeira Guerra Civil, os X-Men assumem um lado, bem como os Inumanos. Esta é a edição com os momentos mais empolgantes desde que a minissérie começou, mas isso não é, necessariamente, algo bom. Em comparação com a primeira Guerra Civil, tudo parece meio superficial, tornando fácil definir o lado correto. Se antes tanto o Capitão América quanto o Homem de Ferro tinham motivações que colocavam até o leitor dividido sobre quem estava certo, desta vez, a impressão é que o próprio roteirista já conduz a trama para um único lado. Vamos ver como isso terminará – mas, aparentemente, o vencedor já está definido.

Termina o Ano Um.

Mulher-Maravilha 8 (nov/2017) – O arco Ano Um chega ao final, com a batalha da Princesa Amazona contra Ares, o deus da guerra e o reconhecimento mundial da heroína. Ao mesmo tempo, tem início outro arco, chamado A Verdade, onde a Mulher-Maravilha continua em busca de detalhes sobre sua origem. Esta edição possui uma capa variante com a Trindade da DC – obviamente, destacando a Mulher-Maravilha – feita exclusivamente para a CCXP que é bem mais bacana que a capa oficial da edição.

Álbum antigo, mas ainda pouco conhecido.

Lorde Kramus 1 (2010) – Personagem do gênero espada e magia, criado por Gil Mendes, Lorde Kramus é um nobre da raça Krorher, com aparência demoníaca e pele vermelha, que foi banido por conquistadores de sua terra tão logo nasceu e foi criado entre selvagens. O herói lembra muito as HQs de Conan, o Bárbaro, pelo fato de se passarem numa época perdida, nos primórdios da civilização. A revista, no formato magazine (21cm X 29,5cm) em preto e branco, traz duas aventuras do personagem e foi publicada em 2010, depois de um tempo sendo lançado em fanzines e edições esporádicas. A primeira história mostra Kramus ajudando uma fêmea da raça Goros a combater uma criatura capaz de mudar de forma. A segunda HQ reconta a origem do personagem. Temática interessante, com uma arte bacana. Por se tratar de uma publicação independente, a revista pode ser encontrada diretamente no site da Editora Universo

Edição especial colorida

Lorde Kramus Especial em Cores 1 (2017) – Esta edição especial colorida traz o personagem num crossover com Perseu e Aline, irmãos criados pelo quadrinista Tony Brandão. Ao perseguir um mago em busca de dominar a Era Primordial, Lorde Kramus vem parar em nossa época e se encontra com a dupla de irmãos, unindo-se a eles contra a ameaça mística. Mais uma edição bacana e muito bem produzida pela Editora Universo, que também pode ser encontrada no site, no link acima.