Sequência Favorita 03: Homem-Aranha

Dando sequência (ops!) à nossa série Sequência Favorita, hoje destacamos uma cena de Homem-Aranha (2002), filme de estreia do aracnídeo no cinema (excetuando-se o episódio duplo da série de TV, que teve uma exibição nos cinemas em 1979). O longa trouxe Tobey Maguire no papel do herói e Kirsten Dunst como Mary Jane, com direção de Sam Raimi, teve uma cena que se tornou tão icônica que, certamente, entrou para a história do cinema. 

A cena marcante foi reproduzida pelo artista Alex Ross.

Convenhamos: um casal, beijo apaixonado e chuva são grandes clichês do cinema. Mas a cena do Homem-Aranha inovou por se tratar de um beijo sensual envolvendo máscaras e uma posição diferente, como só o herói aracnídeo poderia proporcionar. A sequência começa com Mary Jane saindo do trabalho à noite e sendo perseguida por bandidos. Peter Parker percebeu o perigo e correu para vestir seu traje heroico, mas não teve tempo suficiente e precisou salvar a amada sem a máscara mesmo, usando a escuridão de um beco para ocultar sua identidade.

Dois exemplos de como a cena marcou época.

Quando Mary Jane se aproximou, o rapaz fugiu, vestiu a máscara e, pendurado de ponta-cabeça, recebeu o agradecimento da jovem. Ela tirou a máscara do herói até a expor sua boca e lhe deu um beijo carinhoso – algo que o apaixonado Peter Parker não tinha conseguido ainda, pois não teve coragem de declarar seu amor. Às vezes, ter uma dupla identidade tem seus benefícios… A prova da importância desta cena é que ela foi repetida em outras oportunidades. Só para citar dois exemplos: na própria sequência, Homem-Aranha 3 (2007), quando Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard) homenageia o herói em um evento público e na série The O. C., numa cena em que Seth (Adam Brody) cai do telhado e fica pendurado, sendo beijado por Summer (Rachel Bilson).

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Crítica: Os Incríveis 2

No dia 28 de junho, estreia o filme Os Incríveis 2 (Incredibles 2, 2018), o 20º. longa-metragem da Pixar, que dá continuidade à franquia iniciada em 2004, quando estreou o primeiro longa-metragem da super-família. Novamente dirigido por Brad Bird, o novo filme teve sua estreia antecipada em um ano pela Pixar, pois o filme Toy Story 4 – que deveria estrear este ano – estava com sua produção atrasada e, como Os Incríveis 2 já estava mais adiantado, trocou de data com a turma de brinquedos. Sorte nossa!

Vale destacar que Os Incríveis 2 conta com as vozes do jornalista Evaristo Costa, dos apresentadores Raul GilOtaviano Costa e da atriz Flávia Alessandra na dublagem. Veja abaixo nossa crítica sem spoilers. 

Sequência Favorita 02: Demolidor – O Homem sem Medo

A versão cinematográfica do Demolidor não é o que se pode chamar de unanimidade. O longa de 2003 dividiu os fãs e fez valer a máxima do “ame-o ou deixe-o”. Eu, particularmente, considero o filme bem simpático e fiel aos quadrinhos. Claro que não é nenhuma obra-prima do cinema e, sim, tem alguns momentos bem constrangedores – a luta no parque de diversões é o exemplo clássico – mas, de um modo geral, o filme cumpriu seu papel de apresentar o personagem ao público que não acompanha HQs e mostrar que a Marvel tem heróis bem bacanas em seu segundo escalão.

O filme tem seus defeitos, mas também foi bastante fiel às HQs.

Com Ben Affleck no papel do herói cego e Jennifer Garner como Elektra, a namorada do herói (pouco tempo depois, Garner se tornaria a esposa de Affleck, no melhor estilo da vida que imita a arte), o longa reservou para o casal uma cena cheia de romantismo e magia, que ganha mais sentimento com a versão instrumental música My Immortal, do grupo Evanescense, tocada ao fundo. A cena em questão é a chamada “cena da chuva”, na qual Matt Murdock leva sua amada para o terraço de um prédio onde ele costumava ficar quando criança. 

Uma linda cena de amor com efeitos especiais que emocionam

Quando Elektra diz que precisa ir, Matt pede que ela fique mais um momento, até que comece a chover, pois queria “vê-la” por meio das vibrações provocadas pelos pingos da chuva em seu rosto e captadas por sistema de radar do advogado. A forma como isso é mostrado no filme é repleto de poesia, num efeito especial simples, mas de beleza ímpar. O efeito se repete na cena do funeral do pai de Elektra (deve ser alguma norma de Hollywood que todo funeral tenha chuva), desta vez com My Immortal cantada e um extra: Elektra abre um guarda-chuva e seu rosto desaparece no radar de Matt. Genial!

Dica Literária: Almanaque da Música Pop no Cinema

Desde que O Cantor de Jazz (1927) inaugurou o cinema sonoro, música e filme praticamente se tornaram uma coisa só. Antes disso, até, porque os filmes mudos contavam com pianistas ou orquestras tocando ao vivo enquanto as pessoas acompanhavam as projeções. Mas o fato é que a música é tão importante para o cinema que algumas canções nasceram por causa dos filmes. Outras, deram origem a eles. E outras levaram intérpretes ao estrelato. Há filmes que é impossível lembrar sem associá-los às suas canções-tema.

O autor (ao centro, vestido de Marty McFly) e a banda The Soundtrackers

É disso que trata o livro Almanaque da Música Pop no Cinema (Editora Leya/Lua de Papel), escrito pelo apresentador e músico Rodrigo Rodrigues. Como idealizador e guitarrista do grupo The Soundtrackers, Rodrigues interpretava famosas canções de cinema em shows da banda e a experiência o motivou a escrever o livro, compilando o que de melhor a música pop já produziu em associação com a indústria cinematográfica. Começando com Elvis Presley e Beatles até os dias atuais (o livro foi lançado em 2011), a obra traz uma biografia de quase 120 filmes e a lista de suas trilhas sonoras, tudo repleto de curiosidades de bastidores e perfeitamente organizadinho, como um verdadeiro documento sobre o gênero musical e cinematográfico.

Livro traz informações, imagens e curiosidades sobre trilhas marcantes.

O livro não trata das trilhas chamadas Score (apenas instrumentais, tocadas de fundo nas cenas), mas sim das Soundtracks, as músicas cantadas por astros da música pop que misturam filme e trilha de uma tal forma que ninguém consegue mais imaginar um sem o outro. Por exemplo, alguém conseguiria pensar em Titanic (1997) sem vir à cabeça a melosa canção de Celine Dion? Ou Grease (1978), sem se lembrar de John Travolta e Olívia Newton-John rebolando ao som de You’re the One that I Want e Summer Nights? E o que dizer das sempre excelentes trilhas dos filmes de 007, quase tão icônicas quanto o personagem?

Lista completa das músicas de cada filme faz parte da obra.

O Almanaque da Música Pop no Cinema é ricamente ilustrado, com cenas dos filmes, seus respectivos pôsteres e a capa do CD no box que lista todas as músicas constantes do mesmo. Um livro tão gostoso de ler que se torna ainda melhor se, a cada capítulo/filme, o leitor colocar a trilha sonora respectiva ao fundo enquanto descobre as curiosidades e informações a respeito dela. Assim como o filme e sua trilha não se separam, este livro também não é para ser lido em silêncio.

Sequência Favorita 01

Já faz um tempo que venho amadurecendo a ideia de inaugurar esta seção,  destacando aquelas cenas de filmes que mexem com os nossos sentimentos, seja a vibração por uma cena empolgante, o sonho numa cena romântica ou até mesmo as lágrimas por algum momento mais tocante. No final do mês passado criei até mesmo um rascunho para ficar como lembrete e, assim que sobrar um tempo, redigir o texto. Infelizmente, com a notícia da morte de Margot Kidder na tarde de ontem, a seção Sequência Favorita é inaugurada como uma forma de homenagem póstuma. Apesar da triste motivação, o registro é importante, pois esta cena é uma das mais bonitas sequências da história do cinema. 

Making of da sequência de voo

Chamada de “The Flying Sequence” (a sequência de voo), a cena tem cinco minutos e é, para mim, a primeira que me vem à mente quando penso no assunto. Isso acontece por vários motivos: tanto pela fantasia – quem não gostaria de um voo noturno com o Superman? – como pela excelente direção da cena, a leveza do voo e, principalmente, pelo romantismo. A sequência é embalada pelo instrumental da música Can You Read My Mind?, cuja letra foi narrada por Margot Kidder, dando um toque de poesia à cena. Conta-se que Margot deveria cantar a música – que acabou sendo interpretada pela cantora Maureen McGovern – mas os “dotes musicais” da atriz (ou a falta deles, no caso) não ajudaram.

Cena é tão icônica que serviu de inspiração para outras produções e mídias.

Não importa, porque a música declamada ficou perfeita, garantindo uma cena inesquecível. Tão marcante que se repetiu em Superman IV – Em busca da Paz (1987, sem a mesma poesia e encanto), Superman – O Retorno (2006) e até mesmo na HQ que serve de prelúdio ao mesmo filme. Sabendo que a atriz partiu ontem, aos 69 anos, (re) ver esta cena é a justa homenagem do nosso blox a ela que marcou época neste filme tão icônico e, até o momento, a melhor adaptação do Superman para as telonas. Descanse em paz, Margot Kidder. Obrigado por nos fazer sonhar.

Letra da música Can You Read My Mind

Crítica (em vídeo): Vingadores – Guerra Infinita

ATENÇÃO: CRÍTICA SEM SPOILERS.

Estreou na última quinta-feira o filme Vingadores: Guerra Infinita (Avengers – Infinity War, 2018), longa-metragem que, desnecessário dizer, está entre os mais aguardados filmes deste e dos últimos anos. A expectativa não é em vão: trata-se do resultado de todo trabalho desenvolvido pela Marvel Studios ao longo de 10 anos, com a estreia de Homem de Ferro (exatamente hoje, 30 de abril, em 2008).

“Eis o filme mais explosivo da década!”

Na verdade, Homem de Ferro foi o início de um plano de ação que culminou no primeiro Vingadores, em 2012. Ali, foi deixada a semente, com a aparição de Thanos na cena pós-crédito, que agora chega ao seu ápice, com a batalha de todos os heróis. Não é pouca coisa. Obviamente, seria pretensão dizer que a Marvel já pensava em Guerra Infinita quando lançou Homem de Ferro… mas não há como negar que tudo foi muito bem amarrado desde aquele momento, filme após filme. E temos uma grande produção, que analisamos no vídeo a seguir.

Rapidinhas do Mutante 05/2018

Depois de um período afastados, estamos de volta com notícias quentinhas sobre o mundo nerd e muitas novidades, que vão desde DVDs, passando por filmes no cinema e quadrinhos. Uma visão pelo universo da cultura pop, em doses  rápidas e objetivas. Vamos lá!!

Box em blu-ray

Para comemorar os dez anos das produções da Marvel Studios, a Disney preparou dois boxes especiais em blu-ray recapitulando (quase) toda a trajetória dos heróis no cinema. O box Universo Cinematográfico Fase 1 traz sete discos com os seis primeiros filmes – Homem de Ferro, O Incrível Hulk, Homem de Ferro 2, Thor, Capitão América: O Primeiro Vingador e Vingadores (duplo). Já o segundo box Universo Cinematográfico Fase 2 vem com seis discos e os filmes – Homem de Ferro 3, Thor: O Mundo Sombrio, Capitão América 2: O Soldado Invernal, Guardiões da Galáxia, Vingadores: Era de Ultron e Homem-Formiga. A previsão de lançamento é 30/05 e o preço médio é de R$ 139,90. Resta saber se a distribuidora fará também um box com a fase 3, quando esta estiver completa.

Irmãos Nee vão dirigir longa-metragem do He-Man.

Mestres do Universo, o aguardado filme do He-Man, começa a tomar forma. A Sony Pictures anunciou ontem a contratação do diretor (ou diretores, no caso) para o longa-metragem que, segundo consta, está agendado para dezembro de 2019: serão os irmãos Aaron e Adam Nee (Adam… faz sentido… :-P). Brincadeiras à parte, a dupla é conhecida por dirigir o aclamado Band of Robbers (2015), filme que coloca Tom Sawyer (interpretado por Adam Nee) e Huckleberry Finn como parceiros na busca de um tesouro de infância. David S. Goyer (Blade, Batman Begins, Batman V Superman), tinha sido cotado para ser o diretor, mas desistiu do projeto, preferindo dedicar-se apenas ao roteiro e à produção executiva.

Oitenta, mas com corpinho de 30.

Chegou às comic shops americanas esta semana a história Action Comics 1000, que celebra os 80 anos do Superman. A edição chega às bancas no mesmo dia em que foi lançada, em 1938. A revista presta um tributo ao Homem de Aço, com oito capas variantes e uma série de artistas que homenageiam o primeiro de todos os super-heróis: Brian Michael Bendis, José Luis García-López, Geoff Johns, Dan Jurgens, Paul Dini, Olivier Coipel, Jerry Ordway, Curt Swan, Marv Wolfman e outros. Além disso, a edição traz uma HQ inédita escrita na década de 1940.