Sequência Favorita: Homem de Ferro 2

Nossa Sequência Favorita de hoje traz o que é, para mim, o trecho mais empolgante do filme Homem de Ferro 2 (2010), a sequência que, quando mencionam esse filme, é a primeira que me vem à cabeça. Depois da surpresa que o primeiro longa-metragem do Vingador Dourado causou, pela sua qualidade e fidelidade, além da excelente interpretação do ator Robert Downey Jr. no papel de Tony Stark, a sequência foi feita rapidamente, introduzindo novos elementos na mitologia cinematográfica do personagem.

O veterano Mickey Rourke não encaixou no papel.

É verdade que a sequência deixou a desejar em vários aspectos. Um deles foi o vilão Chicote Negro, interpretado por Mickey Rourke, que não se encaixou tão bem no papel como deveria. No entanto, a primeira cena da luta do vilão contra o Homem de Ferro tem todos os elementos para se tornar inesquecível. Enquanto participava de um evento automobilístico em Mônaco, Tony é atacado pelo Chicote Negro que, com sua arma eletrônica, passa a fatiar o carro dirigido por Stark.

Todo mundo deveria ter uma maleta dessas.

Ao ver o ataque pela TV, Pepper (Gwyneth Paltrow) e Happy (Jon Favreau) correm para entregar ao patrão a maleta com sua armadura, mas são atacados pelo vilão. A sequência, ao mesmo tempo que é tensa, tem muito humor, pois Stark não consegue pegar sua maleta já que Happy tenta prender o Chicote Negro com seu carro enquanto o inimigo distribui chicotadas. Quando a situação parecia fora de controle, Pepper joga a mala pela janela e esta cai aos pés do empresário, que pisa nela, ativando o mecanismo que a transforma na armadura portátil, vermelha e prateada.

Legal, mas nem tanto.

Lembro que, no cinema, a pessoa ao meu lado, bateu os pés no chão de empolgação quando esta cena aconteceu. Uma prova do quanto ela foi emocionante e inesquecível. Uma pena que, a partir do final da luta que se seguiu, o filme começou a decair e perdeu o ritmo. Não a ponto de ser um filme ruim, obviamente (ele tem nota 7 no IMDb, site que lista produções cinematográficas), mas de ser classificado como os piores da Marvel Studios. Veja a cena a seguir e deixe nos comentários qual a sua sequência favorita:

Anúncios

Ilha Paraíso …ou Zona Fantasma? com Sidney Gusman

Estamos de volta com mais uma seção Ilha Paraíso …ou Zona Fantasma? , revelando gostos e desgostos de convidados do nosso blog. O entrevistado da vez é um grande especialista em quadrinhos e editor da Graphic MSP, título que vem revolucionando o mercado editorial desde 2012, com versões bem peculiares da Turma da Mônica. Estamos falando de Sidney Gusman, que além de quadrinhos, também é um “fã-nático” por futebol (especialmente um certo Timão da zona leste de São Paulo) e tem uma larga experiência na área editorial.

Sua larga experiência em quadrinhos, só poderia render um trabalho ao lado do maior autor de HQs nacionais.

Gusman já trabalhou na Conrad Editora, foi editor da revista Wizard Brasil (Panini) e co-autor de vários livros da Coleção 100 Respostas, da revista Mundo Estranho (Ed. Abril). Além disso, também lançou seu livro solo Mauricio – Quadrinho a Quadrinho, onde revela detalhes da vida de Mauricio de Sousa, com quem viria a trabalhar mais diretamente, como responsável pelo planejamento editorial da MSP – Mauricio de Sousa Produções. Pelas suas mãos, foram editados os três livros MSP 50, MSP +50 e MSP Novos 50, em comemoração aos 50 anos de carreira do quadrinhista, além de Ouro da Casa, Mônica (s) e, claro, a Graphic MSP.

Gusman à frente do Universo HQ

Além do trabalho direto com o pai da Mônica, Sidão – como é chamado pelos amigos – também é editor-chefe do site Universo HQ, um dos mais importantes sites sobre quadrinhos do Brasil. Tanta paixão pelos quadrinhos já lhe rendeu o Troféu HQMIx de melhor jornalista especializado em quadrinhos no Brasil entre 2000 e 2006 – mas ele escreve sobre o tema desde 1990. Incansável, criatividade a mil e dono de opiniões firmes em suas postagens no Twitter, Sidney concordou em dividir conosco essas opiniões em sete temas escolhidos e decidir se mandaria para a Ilha Paraíso (quando o tema é agradável) ou se baniria para a Zona Fantasma (quando poderia sumir do mapa).

E aí, Sidney? É Ilha Paraíso ou Zona Fantasma para:

MSP é uma grande família (Você é capaz de encontrar o Sidney nessa foto? Nós acreditamos que o vimos por aí…)

Mauricio de Sousa Produções: Ilha Paraíso. Foi a empresa que me deu oportunidade de editar quadrinhos nacionais, de propiciar oportunidades a muita gente e, especialmente, de ampliar o público que lê quadrinhos. Além disso, edito todos os livros (que não são de quadrinhos) da casa e é sempre incrível ver o quanto essas publicações impactam o público de todas as idades.

Essa imagem de Rafael Albuquerque deu o que falar por conta do “politicamente correto”…

Politicamente correto nas HQs: Zona Fantasma, mas com restrições. Há quem entenda – erradamente – que mostrar inclusão e diversidade (de qualquer tipo ou gênero) seja o que se define por “politicamente correto”. Não! Isso é só retratar o mundo à nossa volta de uma forma mais necessária, a meu ver. Mas, como em todo processo de transição, há uma tendência, por parte de alguns, a querer coibir tudo. Aí, corre-se o risco de tornar os quadrinhos chatos, pasteurizados. E é esse lado que mando pra Zona Fantasma.

Brasil foi campeão da Copa de 2018… na criação de memes.

Seleção Brasileira: Se for na Copa do Mundo de 2018, Zona Fantasma. Um time sem alma, com um treinador que estava mais para guru de autoajuda do que para sua atividade-fim, e que não conseguiu fazer o time jogar. Eu nunca esperei o título, mas achava que cairíamos na semifinal contra a França. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) conseguiu afastar a torcida da Seleção. E, enquanto o Del Nero e companhia por lá estiverem, ficará difícil a “amarelinha” resgatar seu lugar na Ilha Paraíso. O que não me impede de torcer por ela sempre, apesar de ser contraditório.

Sim, nós temos quadrinhos.

Quadrinho nacional: Ilha Paraíso. Nunca se produziu tanto quadrinho nacional, e tanta coisa boa. Claro, tem muita coisa ruim também, mas é importante esse furor de gente fazendo, pra vislumbrarmos dias em que haja um mercado mais forte para todos. Só que nossos autores e editores precisam definir o que querem. Se é publicar somente em livrarias ou se querem investir em bancas. E definir isso muda completamente o foco que cada um deve seguir. Mas o fato é que tem muita gente fazendo quadrinhos bons no Brasil, nos mais diversos gêneros.

Procura-se.

Revisão gramatical nos quadrinhos: Zona Fantasma. Quando você se pega elogiando edições por estarem sem erros de português, algo está errado. Isso é o mínimo que se deveria esperar. E os maus tratos com a revisão não são apenas em obras independentes (em que é mais comum, já que nem sempre o autor tem como pagar um revisor), mas também em editoras consolidadas. Aí, é imperdoável, pra mim. Erros acontecem? Claro, e não é pecado admiti-los. Mas quando são 20, 30 ou mais numa edição, pra mim, incomoda demais.

Se não usar fone de ouvido, vai pra Zona Fantasma!

Podcasts: Ilha Paraíso, mas devo confessar que ouço pouco. Mesmo assim, sabendo separar joio do trigo, certamente se encontra muita coisa boa.

“Cale a boca e leve minha grana!!”

Crowdfunding para quadrinhos independentes: Ilha Paraíso, pois possibilita a muita gente a oportunidade de se lançar no mercado e, de repente, chamar a atenção de uma editora. O problema é: se graficamente os materiais saem com qualidade de editora, o mesmo não se pode dizer no aspecto editorial. A maioria das HQs que apoio saem com problemas de revisão e isso é algo que, na minha opinião, deveria ser colocado como investimento pelos autores, em seus projetos.

Sequência Favorita – X-Men 2

No post de hoje, destacamos uma Sequência Favorita que também deve ser de muita gente sempre que lembra do filme X-Men 2 (2003), ou X2, como também ficou conhecido. E o interessante é que a cena é exibida logo no início do filme, criando um momento tão marcante logo em seus primeiros minutos – algo raro de acontecer.

A sequência foi reproduzida na adaptação em quadrinhos do filme.

A sequência mostra a invasão de Noturno (Alan Cumming) à Casa Branca, teletransportando-se pelos corredores e nocauteando mais de 30 seguranças do presidente (eu contei 34. Alguém corrige?), a fim de intimidar o líder americano e pedir liberdade para os mutantes. A cena dura apenas dois minutos e meio, mas tem um clima de ação tão frenético que o curto espaço de tempo já foi suficiente para deixar os fãs em êxtase.

Para interpretar Noturno, o ator precisou de uma pesada maquiagem.

Cumming foi escolhido para o papel por ser fluente em alemão – a nacionalidade do Noturno nos quadrinhos – e soltou até umas frases completas nessa língua durante o filme. Ele encarou uma maratona de dez horas de maquiagem no corpo para encarnar o herói mutante e, exatamente por isso, não retornou ao papel na sequência de 2006, X-Men – O Confronto Final. Como curiosidade, no videogame inspirado no filme, é revelado que Noturno abandonou os X-Men por preferir uma vida pacífica e não conseguir lidar com o intenso estilo dos heróis mutantes.

Visão de Raio X: Horácio – Mãe

Em mais uma edição do quadro Visão de Raio X, apresentamos a mais recente Graphic MSP que acaba de chegar às bancas e livrarias: Horácio – Mãe, do cartunista Fábio Coala, autor do site Mentirinhas. O álbum é o 19º. volume do selo e tem toda cara de desenho animado – poderia até virar um longa-metragem a ser lançado em DVD! – ao retratar a busca do dinossaurinho criado por Mauricio de Sousa pelas suas origens e pela mãe que ele não conheceu. Veja nosso vídeo analisando esta HQ.

Nova revista Vélox pede financiamento

O novo herói atleta Vélox causou grande repercussão nas redes sociais desde que foi anunciado e agora chegou a hora dele sair do papel – ou melhor, virar papel e, finalmente, ter sua revista impressa. Começou no dia 17 de julho a campanha para arrecadação de fundos para a impressão da HQ no Catarse, com várias opções de valor (de R$ 35 a R$ 250 ou mais), cada uma com premiação específica aos colaboradores, que incluem desde a edição impressa com o nome do financiador nos agradecimentos até a transformação deste em personagem na HQ. Além disso, também há possibilidade de ganhar HQs do autor e pôsteres autografados.

Eron é atleta olímpico (e super-herói nas horas vagas).

Vélox é um herói inspirado nos atletas olímpicos, exemplo de superação e força de vontade, que usa seus poderes para tornar o mundo um lugar melhor. Em sua identidade civil de Eron Maya, era considerado um dos melhores ginastas olímpicos do mundo, mas um terrível acidente faz com que perca o movimento de suas pernas. Com a ajuda de uma entidade misteriosa, recupera os movimentos e ganha poderes sobre-humanos, como velocidade e resistência.

O mal tem muitos olhos.

Na primeira edição, Vélox enfrenta o maléfico Messias, um terrorista que, ao contrário do que o nome indica, não tem nenhuma associação a qualquer denominação religiosa. Ele é um ex-militar que foi expulso da corporação e passou a ser usado pela entidade maligna Apocalyptica como um de seus enviados para espalhar o mal no planeta. Para isso, ela concede ao vilão superpoderes, que causarão muitos problemas a Vélox.

Herói quer ser inspiração para crianças e jovens.

Além disso, o novo super-herói também vive um drama pessoal: a dificuldade em aceitar sua homossexualidade. A nova identidade vai ajudar o atleta a lidar melhor com sua personalidade e superar, não apenas a deficiência física, mas também seus conflitos internos. “É uma trama inspiradora, indicada para todas as idades, que vai mostrar a força interior que todos nós temos dentro de nós e, muitas vezes, não sabemos”, explica Elyan Lopes, autor da HQ.

Equipe premiada

A revista conta com a mesma equipe que produziu o álbum Alfa – A Primeira Ordem, também financiada pelo Catarse em 2017 (veja crítica aqui) e que teve grande sucesso, além de excelentes críticas na mídia especializada. A criação é de Elyan Lopes, com roteiro de Gian Danton, experiente profissional da área, a belíssima arte de Márcio Abreu e as cores vibrantes de Vinícius Townsend, que dão toda energia que o título do velocista exige.

primeira imagem divulgada do personagem, em 2016

Desde que foi anunciado, há dois anos, o personagem causou grande expectativa e o autor espera que todo esse apoio dos fãs resulte em colaborações para o financiamento coletivo. “Muita gente reclama que não existem bons quadrinhos nacionais e exige uma maior abertura nesse campo. É pensando nisso que tenho trabalhado, produzindo HQs de qualidade. Por isso, peço ajuda de todo esse público carente de boas publicações brasileiras para fazermos mais esse título.”, explica o autor.

Autor já é conhecido no cenário nacional com excelentes HQs.

Vélox – O Campeão da Liberdade é o quarto título lançado por Elyan Lopes, que também foi o criador do Capitão R.E.D. (2012), o herói militar que valoriza o trabalho da polícia brasileira e dos projetos Protocolo: A Ordem (2016) e Alfa: A Primeira Ordem (2017), que resgatam os maiores super-heróis brasileiros, reunindo-os na mesma aventura, numa proposta inédita no mercado nacional.

Elyan Lopes, durante a entrega do Troféu Ângelo Agostini (2016)

Estes projetos valeram a Lopes o Troféu Ângelo Agostini na categoria Melhor Quadrinho Independente e Prêmio ABRAHQ (Academia Brasileira de Quadrinhos) como Melhor Lançamento Independente em 2016, além de duas indicações ao ABRAHQ em 2018, como Melhor Lançamento e Melhor Roteirista. Isso prova o alto nível do material criado pelo quadrinhista. “Vélox segue essa mesma linha, com a garantia de uma ótima história impressa em material de qualidade”, promete.

Guarda-roupa: Capitã Marvel

A cena pós-crédito do filme Vingadores: Guerra Infinita deixou os fãs atiçados com o papel que a Capitã Marvel irá desempenhar na continuação do longa e também no próprio filme solo, previsto para estrear em 14 de março de 2019 – muito embora o filme solo já dá pra prever que será mostrada a origem da personagem e, no final, provavelmente tenha um gancho para Vingadores 4. De qualquer forma, nosso blox se antecipa e abre o guarda-roupa da heroína, mostrando os principais trajes (e nomes) já usados por ela desde sua criação. Vamos lá!

Traje original abusava da ousadia.

Clássico: Carol Danvers estreou na revista Marvel Super-Heroes 13 (1968), como coadjuvante de uma história do herói kree Capitão Marvel. Na época, ela era apenas a capitã da Força Aérea americana que se envolveu na luta do herói kree e acabou sendo exposta a um aparelho chamado Psicomagnitron, que fundiu seu DNA com o de Mar-Vell, concedendo-lhe habilidades de voo, força sobre-humana e um sétimo sentido que lhe concedia visões do futuro. Sob a identidade de Ms. Marvel, estreou em Ms. Marvel 1 (1977), com um traje hipersensual, que imitava a roupa do Capitão Marvel, mas tinha as pernas e a barriga de fora. Uma echarpe vermelha simulando uma capa completava o visual.

Boas moças não ficam se insinuando, Carol. Cubra essa barriga!

Clássico 2: A partir de Ms. Marvel 9 (1977), a heroína deu uma “comportada” em seu traje e cobriu a barriga. A parte de cima do uniforme passou a cobrir todo o corpo, mas a parte de baixo continuou exibindo as belas pernas da capitã Danvers.

Em sintonia com a moda

Traje preto: Com o tempo, a heroína passou a se tornar mais independente e deixou de ser apenas uma versão feminina do Capitão Marvel. Assim, em Ms. Marvel 20 (1978), ela adotou um traje novíssimo, feito em moléculas instáveis (o anterior surgia do nada, como uma espécie de superpoder extra) e desenhado pela Vespa, sua colega dos Vingadores. O maiô preto, com o relâmpago no peito, faixa vermelha na cintura, luvas cobrindo até o antebraço e longas botas permaneceu durante muito tempo no visual da personagem. Além disso, ela também adotou cabelos longos ao invés do corte mais curto e armado.

Nova alteração genética provoca uma mudança radical

Binária: Em Uncanny X-Men 164 (1982), Carol passou por mais uma mudança radical: capturada pela raça alienígena Ninhada, ela passou por estranhos experimentos no espaço sideral e ganhou poderes cósmicos. Com “cabelos” de fogo em formato de estrela e um traje vermelho cobrindo todo seu corpo, com detalhes brancos e luvas e botas desta cor com chamas em suas extremidades, Carol passou a se chamar Binária e se uniu aos Piratas Siderais, um grupo de mercenários intergaláticos, permanecendo com eles no espaço.

Pretinho básico

De volta ao negro (ou Back in Black, pra não perder a referência): O espaço pode ser um lugar muito bom para se visitar, mas é silencioso e isolado demais para se viver. Acostumada à vida de aventuras, não demorou muito e Binária voltou à Terra para ajudar os Vingadores, principalmente quando seus poderes cósmicos começaram a diminuir. Nesse período, mostrado em Avengers 1 (1998), Binária voltou a usar seu traje preto, combinado à sua aparência cósmica (pele vermelha e cabelos em chamas). Pouco tempo depois, esses poderes estelares foram totalmente exauridos e ela voltou à aparência humana.

Warbird resgata a veia militar da heroína.

Warbird: Em Avengers 4 (1998), Carol continuou como membro dos Vingadores e adotou o novo nome de Warbird. Nessa época, ela se tornou alcoólatra e causou vários problemas à superequipe e a si mesma, sendo afastada por tempo indeterminado. Quando se recuperou, ela se tornou agente da NASA e adotou um traje militarizado preto e prata, com ombreiras acolchoadas, cotoveleiras e detalhes metálicos. Após o colapso da Feiticeira Escarlate, que debandou os Vingadores, Carol voltou a ser conhecida como Ms. Marvel e retomou seu traje preto quando se uniu aos Novos Vingadores, equipe que se formou pouco tempo depois.

Uniforme funcional: versão com e sem capacete.

Capitã Marvel: Determinada a manter vivo o legado do Capitão Marvel, morto por câncer muitos anos antes, mas que foi ressuscitado pelo Cristal M’Kraan para proteger o império Kree e, novamente, deu sua vida contra a Força Fênix durante a saga Vingadores Vs. X-Men (Nem pergunte, isso é complicado demais!), a heroína decidiu adotar o mesmo nome do seu inspirador e trocou seu uniforme para um colante semelhante ao usado por Mar-Vell, com visual militar e bem diferente da antiga Ms. Marvel. A roupa azul cobre o corpo todo, inclusive o pescoço, tem detalhes em vermelho no pescoço e ombros, além das botas e luvas com botões. A estrela no peito, unida a faixas douradas separa o vermelho dos ombros do azul da roupa. Um capacete retrátil complementa o visual, mas é usado somente em missões no espaço. Como sua identidade é publicamente conhecida, a Capitã Marvel prefere mesmo agir de cara limpa. O corte de cabelo voltou a ser curto e arrepiado, com moicano quando usa capacete. A transição dos uniformes aconteceu em Captain Marvel 1 (2012), mas a heroína já tinha aparecido com sua nova identidade em Avenging Spider-Man 9 (2012), lançado poucos dias antes.

Discrição é o meu lema.

Agente da Shield: Em Avengers 335 (2014), a Capitã Marvel se uniu à Shield a fim de caçar os Illuminati (grupo formado pelo Homem de Ferro, Dr. Estranho, Raio Negro, Charles Xavier, Senhor Fantástico e Namor para prevenir grandes ameaças antes delas acontecerem). Nessa ocasião, ela passou a usar uma versão preta e cinza de seu uniforme recente. A ideia era ser mais discreta em missões furtivas. Mas ela logo voltou à versão colorida tradicional.

Extras:

Promoção automática: de tenente para capitã

Primeira capitã: A primeira pessoa a usar o nome de Capitã Marvel foi Monica Rambeau, que estreou em Amazing Spider-Man Annual 16 (1982). Tenente da Patrulha Portuária de Nova Orleans, ela foi bombardeada por uma energia extradimensional vinda da arma energética de um criminoso e adquiriu a habilidade de controlar todas as formas de energia do espectro luminoso. Ela atuou nos Vingadores durante muito tempo e, assim como Carol, já teve vários nomes heroicos diferentes: Fóton, Pulsar e Espectro, nome que usa atualmente. Seu primeiro uniforme era negro, com uma bata branca e botas curtas na mesma cor.

Versão juvenil

Ms. Marvel Moderna: A jovem muçulmana Kamala Khan se tornou a nova versão da Ms. Marvel ao respirar a nuvem de gás terrígeno que se espalhou pelo planeta com a destruição de Attilan, lar dos Inumanos. Com isso, a jovem despertou o gene inumano de seu organismo e adquiriu a habilidade de mudar a forma de seu corpo, esticando, aumentando de tamanho e até alterando sua aparência. Inspirada por sua heroína preferida – a Capitã Marvel, claro! – Kamala adotou o antigo nome que estava “vago” e criou um uniforme que combina o clássico traje vermelho e azul com o preto: colante vermelho, com camisão azul e o raio amarelo no peito, além da echarpe vermelha e botas azuis.

Visão de Raio X: Coleção Histórica Marvel – Mestre do Kung Fu

Em todas as bancas e livrarias, as quatro edições da Coleção Histórica Marvel – Mestre do Kung Fu (Panini) chegaram com poucos dias de diferença entre uma e outra. Se o lançamento irregular fez mal pro bolso, fez muito bem para a ansiedade, pois permitiu ler mais rapidamente esse material brilhante com roteiros que privilegiavam a ação e uma arte quase cinematográfica.

Herói veio na onda de filmes de artes marciais que viraram febre nos anos 1970

Primeira vez que esse material está sendo republicado após mais de 30 anos, o Mestre do Kung Fu representa um complicado caso de direitos autorais que quase fez os leitores nunca mais verem essas histórias novamente. Tudo porque a editora, na onda da febre de artes marciais que atingiu o mundo no início dos anos 1970, criou um herói inspirado em outros personagens da literatura britânica – no caso, o pai do Mestre do Kung Fu, o maligno Dr. Fu Manchu, criação do autor inglês Sax Rohmer, bem como seus antagonistas: Sir Denis Nayland Smith, Dr. Petrie e Black Jack Tarr – e, depois do cancelamento do título nos anos 1980, perdeu o interesse em renovar os direitos de publicação desses personagens.

Yes, nós temos caixinha!

Com isso, embora Shang-Chi continuasse fazendo suas aparições nos títulos da editora, seu pai e colegas nunca mais puderam ser mencionados. Em 2015, a Marvel conseguiu recuperar esses direitos (detalhes não foram divulgados) e rapidamente anunciou a publicação dos Omnibus (encadernados com mais de 700 páginas) com toda saga do personagem. Material este que chega ao Brasil pela Coleção Histórica Marvel, cujos quatro volumes reproduzem o primeiro omnibus americano, com a diferença que nós temos uma caixinha para guardar as edições.

Um presentaço para os leitores antigos e também para os novos leitores conhecerem esse filosófico herói em histórias repletas de espionagem, intrigas, ação e lutas coreografadas em detalhes, além de quadrinhos pra lá de inovadores. Veja o vídeo abaixo nossos comentários sobre a coleção.