Nova revista Vélox pede financiamento

O novo herói atleta Vélox causou grande repercussão nas redes sociais desde que foi anunciado e agora chegou a hora dele sair do papel – ou melhor, virar papel e, finalmente, ter sua revista impressa. Começou no dia 17 de julho a campanha para arrecadação de fundos para a impressão da HQ no Catarse, com várias opções de valor (de R$ 35 a R$ 250 ou mais), cada uma com premiação específica aos colaboradores, que incluem desde a edição impressa com o nome do financiador nos agradecimentos até a transformação deste em personagem na HQ. Além disso, também há possibilidade de ganhar HQs do autor e pôsteres autografados.

Eron é atleta olímpico (e super-herói nas horas vagas).

Vélox é um herói inspirado nos atletas olímpicos, exemplo de superação e força de vontade, que usa seus poderes para tornar o mundo um lugar melhor. Em sua identidade civil de Eron Maya, era considerado um dos melhores ginastas olímpicos do mundo, mas um terrível acidente faz com que perca o movimento de suas pernas. Com a ajuda de uma entidade misteriosa, recupera os movimentos e ganha poderes sobre-humanos, como velocidade e resistência.

O mal tem muitos olhos.

Na primeira edição, Vélox enfrenta o maléfico Messias, um terrorista que, ao contrário do que o nome indica, não tem nenhuma associação a qualquer denominação religiosa. Ele é um ex-militar que foi expulso da corporação e passou a ser usado pela entidade maligna Apocalyptica como um de seus enviados para espalhar o mal no planeta. Para isso, ela concede ao vilão superpoderes, que causarão muitos problemas a Vélox.

Herói quer ser inspiração para crianças e jovens.

Além disso, o novo super-herói também vive um drama pessoal: a dificuldade em aceitar sua homossexualidade. A nova identidade vai ajudar o atleta a lidar melhor com sua personalidade e superar, não apenas a deficiência física, mas também seus conflitos internos. “É uma trama inspiradora, indicada para todas as idades, que vai mostrar a força interior que todos nós temos dentro de nós e, muitas vezes, não sabemos”, explica Elyan Lopes, autor da HQ.

Equipe premiada

A revista conta com a mesma equipe que produziu o álbum Alfa – A Primeira Ordem, também financiada pelo Catarse em 2017 (veja crítica aqui) e que teve grande sucesso, além de excelentes críticas na mídia especializada. A criação é de Elyan Lopes, com roteiro de Gian Danton, experiente profissional da área, a belíssima arte de Márcio Abreu e as cores vibrantes de Vinícius Townsend, que dão toda energia que o título do velocista exige.

primeira imagem divulgada do personagem, em 2016

Desde que foi anunciado, há dois anos, o personagem causou grande expectativa e o autor espera que todo esse apoio dos fãs resulte em colaborações para o financiamento coletivo. “Muita gente reclama que não existem bons quadrinhos nacionais e exige uma maior abertura nesse campo. É pensando nisso que tenho trabalhado, produzindo HQs de qualidade. Por isso, peço ajuda de todo esse público carente de boas publicações brasileiras para fazermos mais esse título.”, explica o autor.

Autor já é conhecido no cenário nacional com excelentes HQs.

Vélox – O Campeão da Liberdade é o quarto título lançado por Elyan Lopes, que também foi o criador do Capitão R.E.D. (2012), o herói militar que valoriza o trabalho da polícia brasileira e dos projetos Protocolo: A Ordem (2016) e Alfa: A Primeira Ordem (2017), que resgatam os maiores super-heróis brasileiros, reunindo-os na mesma aventura, numa proposta inédita no mercado nacional.

Elyan Lopes, durante a entrega do Troféu Ângelo Agostini (2016)

Estes projetos valeram a Lopes o Troféu Ângelo Agostini na categoria Melhor Quadrinho Independente e Prêmio ABRAHQ (Academia Brasileira de Quadrinhos) como Melhor Lançamento Independente em 2016, além de duas indicações ao ABRAHQ em 2018, como Melhor Lançamento e Melhor Roteirista. Isso prova o alto nível do material criado pelo quadrinhista. “Vélox segue essa mesma linha, com a garantia de uma ótima história impressa em material de qualidade”, promete.

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Guarda-roupa: Capitã Marvel

A cena pós-crédito do filme Vingadores: Guerra Infinita deixou os fãs atiçados com o papel que a Capitã Marvel irá desempenhar na continuação do longa e também no próprio filme solo, previsto para estrear em 14 de março de 2019 – muito embora o filme solo já dá pra prever que será mostrada a origem da personagem e, no final, provavelmente tenha um gancho para Vingadores 4. De qualquer forma, nosso blox se antecipa e abre o guarda-roupa da heroína, mostrando os principais trajes (e nomes) já usados por ela desde sua criação. Vamos lá!

Traje original abusava da ousadia.

Clássico: Carol Danvers estreou na revista Marvel Super-Heroes 13 (1968), como coadjuvante de uma história do herói kree Capitão Marvel. Na época, ela era apenas a capitã da Força Aérea americana que se envolveu na luta do herói kree e acabou sendo exposta a um aparelho chamado Psicomagnitron, que fundiu seu DNA com o de Mar-Vell, concedendo-lhe habilidades de voo, força sobre-humana e um sétimo sentido que lhe concedia visões do futuro. Sob a identidade de Ms. Marvel, estreou em Ms. Marvel 1 (1977), com um traje hipersensual, que imitava a roupa do Capitão Marvel, mas tinha as pernas e a barriga de fora. Uma echarpe vermelha simulando uma capa completava o visual.

Boas moças não ficam se insinuando, Carol. Cubra essa barriga!

Clássico 2: A partir de Ms. Marvel 9 (1977), a heroína deu uma “comportada” em seu traje e cobriu a barriga. A parte de cima do uniforme passou a cobrir todo o corpo, mas a parte de baixo continuou exibindo as belas pernas da capitã Danvers.

Em sintonia com a moda

Traje preto: Com o tempo, a heroína passou a se tornar mais independente e deixou de ser apenas uma versão feminina do Capitão Marvel. Assim, em Ms. Marvel 20 (1978), ela adotou um traje novíssimo, feito em moléculas instáveis (o anterior surgia do nada, como uma espécie de superpoder extra) e desenhado pela Vespa, sua colega dos Vingadores. O maiô preto, com o relâmpago no peito, faixa vermelha na cintura, luvas cobrindo até o antebraço e longas botas permaneceu durante muito tempo no visual da personagem. Além disso, ela também adotou cabelos longos ao invés do corte mais curto e armado.

Nova alteração genética provoca uma mudança radical

Binária: Em Uncanny X-Men 164 (1982), Carol passou por mais uma mudança radical: capturada pela raça alienígena Ninhada, ela passou por estranhos experimentos no espaço sideral e ganhou poderes cósmicos. Com “cabelos” de fogo em formato de estrela e um traje vermelho cobrindo todo seu corpo, com detalhes brancos e luvas e botas desta cor com chamas em suas extremidades, Carol passou a se chamar Binária e se uniu aos Piratas Siderais, um grupo de mercenários intergaláticos, permanecendo com eles no espaço.

Pretinho básico

De volta ao negro (ou Back in Black, pra não perder a referência): O espaço pode ser um lugar muito bom para se visitar, mas é silencioso e isolado demais para se viver. Acostumada à vida de aventuras, não demorou muito e Binária voltou à Terra para ajudar os Vingadores, principalmente quando seus poderes cósmicos começaram a diminuir. Nesse período, mostrado em Avengers 1 (1998), Binária voltou a usar seu traje preto, combinado à sua aparência cósmica (pele vermelha e cabelos em chamas). Pouco tempo depois, esses poderes estelares foram totalmente exauridos e ela voltou à aparência humana.

Warbird resgata a veia militar da heroína.

Warbird: Em Avengers 4 (1998), Carol continuou como membro dos Vingadores e adotou o novo nome de Warbird. Nessa época, ela se tornou alcoólatra e causou vários problemas à superequipe e a si mesma, sendo afastada por tempo indeterminado. Quando se recuperou, ela se tornou agente da NASA e adotou um traje militarizado preto e prata, com ombreiras acolchoadas, cotoveleiras e detalhes metálicos. Após o colapso da Feiticeira Escarlate, que debandou os Vingadores, Carol voltou a ser conhecida como Ms. Marvel e retomou seu traje preto quando se uniu aos Novos Vingadores, equipe que se formou pouco tempo depois.

Uniforme funcional: versão com e sem capacete.

Capitã Marvel: Determinada a manter vivo o legado do Capitão Marvel, morto por câncer muitos anos antes, mas que foi ressuscitado pelo Cristal M’Kraan para proteger o império Kree e, novamente, deu sua vida contra a Força Fênix durante a saga Vingadores Vs. X-Men (Nem pergunte, isso é complicado demais!), a heroína decidiu adotar o mesmo nome do seu inspirador e trocou seu uniforme para um colante semelhante ao usado por Mar-Vell, com visual militar e bem diferente da antiga Ms. Marvel. A roupa azul cobre o corpo todo, inclusive o pescoço, tem detalhes em vermelho no pescoço e ombros, além das botas e luvas com botões. A estrela no peito, unida a faixas douradas separa o vermelho dos ombros do azul da roupa. Um capacete retrátil complementa o visual, mas é usado somente em missões no espaço. Como sua identidade é publicamente conhecida, a Capitã Marvel prefere mesmo agir de cara limpa. O corte de cabelo voltou a ser curto e arrepiado, com moicano quando usa capacete. A transição dos uniformes aconteceu em Captain Marvel 1 (2012), mas a heroína já tinha aparecido com sua nova identidade em Avenging Spider-Man 9 (2012), lançado poucos dias antes.

Discrição é o meu lema.

Agente da Shield: Em Avengers 335 (2014), a Capitã Marvel se uniu à Shield a fim de caçar os Illuminati (grupo formado pelo Homem de Ferro, Dr. Estranho, Raio Negro, Charles Xavier, Senhor Fantástico e Namor para prevenir grandes ameaças antes delas acontecerem). Nessa ocasião, ela passou a usar uma versão preta e cinza de seu uniforme recente. A ideia era ser mais discreta em missões furtivas. Mas ela logo voltou à versão colorida tradicional.

Extras:

Promoção automática: de tenente para capitã

Primeira capitã: A primeira pessoa a usar o nome de Capitã Marvel foi Monica Rambeau, que estreou em Amazing Spider-Man Annual 16 (1982). Tenente da Patrulha Portuária de Nova Orleans, ela foi bombardeada por uma energia extradimensional vinda da arma energética de um criminoso e adquiriu a habilidade de controlar todas as formas de energia do espectro luminoso. Ela atuou nos Vingadores durante muito tempo e, assim como Carol, já teve vários nomes heroicos diferentes: Fóton, Pulsar e Espectro, nome que usa atualmente. Seu primeiro uniforme era negro, com uma bata branca e botas curtas na mesma cor.

Versão juvenil

Ms. Marvel Moderna: A jovem muçulmana Kamala Khan se tornou a nova versão da Ms. Marvel ao respirar a nuvem de gás terrígeno que se espalhou pelo planeta com a destruição de Attilan, lar dos Inumanos. Com isso, a jovem despertou o gene inumano de seu organismo e adquiriu a habilidade de mudar a forma de seu corpo, esticando, aumentando de tamanho e até alterando sua aparência. Inspirada por sua heroína preferida – a Capitã Marvel, claro! – Kamala adotou o antigo nome que estava “vago” e criou um uniforme que combina o clássico traje vermelho e azul com o preto: colante vermelho, com camisão azul e o raio amarelo no peito, além da echarpe vermelha e botas azuis.

Visão de Raio X: Coleção Histórica Marvel – Mestre do Kung Fu

Em todas as bancas e livrarias, as quatro edições da Coleção Histórica Marvel – Mestre do Kung Fu (Panini) chegaram com poucos dias de diferença entre uma e outra. Se o lançamento irregular fez mal pro bolso, fez muito bem para a ansiedade, pois permitiu ler mais rapidamente esse material brilhante com roteiros que privilegiavam a ação e uma arte quase cinematográfica.

Herói veio na onda de filmes de artes marciais que viraram febre nos anos 1970

Primeira vez que esse material está sendo republicado após mais de 30 anos, o Mestre do Kung Fu representa um complicado caso de direitos autorais que quase fez os leitores nunca mais verem essas histórias novamente. Tudo porque a editora, na onda da febre de artes marciais que atingiu o mundo no início dos anos 1970, criou um herói inspirado em outros personagens da literatura britânica – no caso, o pai do Mestre do Kung Fu, o maligno Dr. Fu Manchu, criação do autor inglês Sax Rohmer, bem como seus antagonistas: Sir Denis Nayland Smith, Dr. Petrie e Black Jack Tarr – e, depois do cancelamento do título nos anos 1980, perdeu o interesse em renovar os direitos de publicação desses personagens.

Yes, nós temos caixinha!

Com isso, embora Shang-Chi continuasse fazendo suas aparições nos títulos da editora, seu pai e colegas nunca mais puderam ser mencionados. Em 2015, a Marvel conseguiu recuperar esses direitos (detalhes não foram divulgados) e rapidamente anunciou a publicação dos Omnibus (encadernados com mais de 700 páginas) com toda saga do personagem. Material este que chega ao Brasil pela Coleção Histórica Marvel, cujos quatro volumes reproduzem o primeiro omnibus americano, com a diferença que nós temos uma caixinha para guardar as edições.

Um presentaço para os leitores antigos e também para os novos leitores conhecerem esse filosófico herói em histórias repletas de espionagem, intrigas, ação e lutas coreografadas em detalhes, além de quadrinhos pra lá de inovadores. Veja o vídeo abaixo nossos comentários sobre a coleção.

Visão de Raio X – Scooby Apocalipse

A Panini lançou mais um encadernado com os personagens Hanna-Barbera. Depois de Future Quest (focado na aventura) e Os Flintstones (mais voltado para o humor), chega às bancas Scooby Apocalipse, uma versão adulta dos Caçadores de Mistérios, que pouco lembra a turma atrapalhada e divertida dos desenhos animados. Nesta HQ, a ameaça é real e os personagens têm que matar ou morrer. Com humor, mas muito mais focado no terror, a edição conta como Fred, Daphne, Velma, Salsicha e Scooby se uniram contra uma ameaça comum e os perigos que enfrentam nessa empreitada. Veja nossa análise no vídeo a seguir.

Xeretando: Para ler no banheiro

Quem nunca levou uma revista ou jornal para o banheiro naquela hora em que se vai fazer as necessidades – o chamado “número dois” – que atire a primeira pedra. É o melhor momento para relaxar e curtir uma leitura, porque estamos sós e em silêncio (pelo menos, até a mãe começar a bater na porta por conta da demora). Acredite se quiser, mas no ano de 1979, a Marvel teve uma ideia bem inusitada: colocar uma HQ curta do Homem-Aranha e do Hulk em rolos de papel higiênico.

A cólica foi forte e não deu tempo de pegar algo pra ler? A Marvel resolveu seu problema.

Não, não estamos falando da embalagem. A HQ estava no papel mesmo. O próprio, que você usa para funções nada simpáticas, principalmente considerando o destino do trabalho artístico de algum roteirista e desenhista (no caso, Jim Salicrup e Michael Higgins, que não devem ter se sentido nada à vontade com a utilidade de seu trabalho). De qualquer forma, eram outros tempos e a Marvel talvez quisesse tornar uma atividade tão solitária, e por vezes desagradável, num momento descontraído.

Cada rolo vinha embalado numa caixinha bem legal!

Uma jogada de marketing bem interessante, mas que nunca mais se repetiu, por motivos óbvios. Aliás, nem temos informações de como essa iniciativa repercutiu mercadologicamente e se o papel higiênico cultural foi líder em vendas. Mas vale dizer que a história, que mostrava o Aranha aliado ao Hulk para combater o Líder, que decide roubar um equipamento numa exposição de ciências. Esta HQ está disponibilizada abaixo, em nossa galeria, para você ler e se divertir. Pode ler no banheiro utilizando seu tablet, notebook ou celular, mas desta vez, não vai dar pra usar.

Visão de Raio X 06 – O Melhor da Disney no Brasil

Chegou recentemente ás bancas e livrarias o primeiro exemplar da nova revista trimestral O Melhor da Disney no Brasil 1950 – 1952, trazendo os primórdios desses personagens em nosso País, que inauguraram a Editora Abril, com o primeiro número da revista Pato Donald, em 1950. No vídeo abaixo, esmiuçamos a edição, que é recheada de curiosidades e informações acerca das publicações Disney no Brasil e no mundo, durante o início da década de 1950.

Dica Literária: Vertigo – Além do Limiar

Fruto de mais um esforço coletivo de artistas e fãs de quadrinhos, o livro Vertigo – Além do Limiar foi lançado no último Festival Guia dos Quadrinhos, que aconteceu nos dias 14 e 15 de abril, no Club Homs, em São Paulo. A obra é o segundo projeto lançado pelo criador do site Guia dos Quadrinhos e responsável pelo evento, o designer Edson Diogo. O primeiro foi o livro Os Mundos de Jack Kirby, lançado em 2017, comemorando os 100 anos do artista, cocriador do Universo Marvel, e contendo 100 artes de desenhistas nacionais homenageando as criações do “Rei”.

Primeiro livro lançado pelo site homenageou Jack Kirby.

Em Vertigo – Além do Limiar, a premissa foi basicamente a mesma: comemorar os 25 anos do selo adulto da DC Comics com 25 artistas nacionais dando sua visão particular sobre os personagens do selo. Desta vez, porém, o livro ganhou um atrativo: além dos desenhos, há também 25 contos (está mais para depoimentos) de jornalistas, roteiristas e editores contando suas impressões sobre os personagens, gerando uma obra muito mais rica no quesito literário. A obra foi editada por Diogo e organizado e diagramado pelo quadrinhista Will.

Edson Diogo, orgulhoso, exibe sua obra.

Os textos incluem profissionais do cacife de Leandro Luigi Del Manto (editor que trabalhou na Editora Abril na década de 1990 e foi responsável pelo lançamento dos primeiros títulos da linha Vertigo no Brasil), Manoel de Souza (editor da revista Mundo dos Super-Heróis), Sidney Gusman (atual editor da Mauricio de Sousa Produções), Levi Trindade (editor da linha DC da Panini), Alex Mir, Cassius Medauar, Daniel Esteves, Maurício Muniz, Felipe Folgosi, Carol Pimentel, Marcelo Alencar, Franco de Rosa… todos nomes importantes do mercado de quadrinhos no Brasil.

Textos apaixonados contam a história da Vertigo

Os artistas que ilustraram a obra também incluem nomes consagrados no mercado brasileiro: Laudo Ferreira, Omar Viñole, Joel Lobo, Octavio Cariello, Thiago Spyked, Will, entre outros. Muito mais do que simples depoimentos de fãs, relatando o quanto os títulos da Vertigo tocaram suas vidas, o livro traça um panorama do que foi o selo, destacando sua importância e seu pioneirismo na história das Histórias em Quadrinhos, revolucionando um mercado que andava estático e apagado. Tudo escrito com muita paixão, por quem entende do assunto.

Arte de Joel Lobo para o conto sobre a série Orquídea Negra, escrito por Felipe Folgosi

A obra tem uma linguagem acessível e um visual bastante agradável, com a imagem complementando os textos, ao invés de se tornar um elemento à parte. Além disso, como se trata de textos curtos (quatro páginas para cada título do selo), o livro tem uma leitura viciante, de modo que é impossível terminar de ler um sem se sentir motivado a ler o seguinte. Finalizando cada texto, um perfil de cada autor (texto e imagem) e uma breve resenha do título homenageado (escrito por Ben Santana), enriquecendo a obra com informações editoriais.

Visão de Octavio Cariello para a série Preacher.

Completa a obra entrevistas exclusivas de Wilson Simonetto com Karen Berger (editora responsável pela criação da Vertigo), Jamie Delano e Peter Milligan (roteiristas) e depoimentos de Jenette Kahn e Paul Levitz, editores da DC Comics na década de 80/90, bem como uma lista de todos os títulos da Vertigo publicados no Brasil e suas respectivas edições.  Vertigo – Além do Limiar não é apenas um catálogo ilustrado ou um material feito de fã para fã. Trata-se de um rico trabalho de pesquisa e um documento histórico que serve como fonte de informações sobre o selo Vertigo desde sua criação até os dias atuais. Para adquirir o livro, entre em contato com o autor pelo email guia@guiadosquadrinhos.com.