Leituras da Semana – Outubro (4)

Mais quadrinhos lidos nesta semana, entre clássicos e atuais. O destaque é pra Coleção Histórica (que perdeu o “Marvel” no título, provavelmente para não repetir com a mesma palavra no nome da coleção), com dois volumes que incluem HQs inéditas no Brasil.

As histórias são boas, mas os personagens…

Thor 8 (set/2017) – Às vésperas da estreia do terceiro filme do Thor no cinema, é interessante ver como o personagem mudou e não tem mais absolutamente nada a ver com o que será visto nas telas. A primeira história desta edição mostra o filho de Odin em busca do martelo de Thor Ultimate com a ajuda de Bill Raio Beta. Ao mesmo tempo, ele descobre o destino de Asgard e também que não é o único interessado no artefato místico, o que vai dar uma bela briga. A segunda história mostra “a” Thor e sua “Sociedade do Anel” lutando para salvar o reino de Alfheim das mãos de Malekith. Para isso, ela deve enfrentar “a” Kurse (sim, o monstro agora também é mulher). Boas histórias, conceitos atravessados e difíceis de engolir. A premissa é “aceita, que dói menos”.

Uma dupla do barulho, segundo a Sessão da Tarde

Coleção Histórica Paladinos Marvel Vol. 2 (jul/2017) – Luke Cage e Punho de Ferro, uma das duplas mais famosas da Marvel são o destaque deste volume, que traz a origem de Luke Cage (que já estreou num título próprio) e a primeira HQ solo do Punho de Ferro (cuja estreia se deu na revista Marvel Premiere e só um ano depois migrou para seu próprio título. Portanto, não se espante da história começar “na metade” e não narrar a origem do herói). As histórias seguintes mostram o início da parceria dos dois heróis e têm uma dinâmica tão boa que a revista Power Man passou a se chamar Power Man and Iron Fist a partir da edição 50. Como é de praxe, o encadernado peca pela falta de padronização: a primeira edição tinha as capas originais, frontispício e editorial e esta não tem nada disso.

As origens do Cavaleiro da Lua

Coleção Histórica Paladinos Marvel Vol. 3 (ago/2017) – Este encadernado tem um valor inestimável para os fãs de clássicos da Marvel. Primeiramente, porque traz, pela primeira vez no Brasil, as HQs de estreia do Cavaleiro da Lua. Muita gente não sabe (eu mesmo, só descobri isso recentemente), mas o personagem estreou como coadjuvante na revista do Lobisomem (um personagem que, por si só, já é coadjuvante, imagine ser coadjuvante do coadjuvante!), publicação de terror que teve relativo sucesso na década de 1970, mas pela sua temática ficou restrita a um público mais maduro. A grande “estreia” do personagem foi na revista Almanaque Premiere Marvel (RGE) – chamado de Cavaleiro de Prata – que passou a publicar o título-solo Moon Knight e que, até agora, nunca tinham sido republicadas em nosso País. Por isso, retomo o que disse no início: um encadernado com valor inestimável para leitores mais antigos conhecerem a primeira aparição do herói e relerem suas primeiras histórias-solo e para o leitor novo conhecer este que é um dos mais interessantes personagens da Marvel. O interessante é notar que, quando surgiu na revista do Lobisomem, o Cavaleiro da Lua teve uma origem bem simples: foi contratado como mercenário por um grupo que lhe deu uma fantasia e até ganhou superpoderes provenientes da lua e do fato de ter sido mordido pelo Lobisomem. Já no título-solo, essa origem foi reformulada e o Cavaleiro da Lua ganhou um tom místico, derivado de sua ligação com o deus egípcio Konshu. A arte de um iniciante Bill Sienkiewicz só melhora o roteiro de Doug Moench e dá ao herói um clima fantasmagórico e sinistro. Leitura indispensável.

O Motorista frente a frente com o Motoqueiro.

Motoqueiro Fantasma 2 (ago/2017) – Neste volume, o Motorista Fantasma (Robbie Reyes) se encontra com o Motoqueiro Fantasma (Johnny Blaze) e é revelado mais sobre o espírito que o possuiu e lhe deu os poderes diabólicos. Sem entregar spoilers, trata-se de um conceito bem esquisito que estraga a essência do herói – aliás, algo bem comum nos quadrinhos atuais da Marvel, que parece ter assumido a missão de descaracterizar todos os seus super-heróis. Também é comum essas “inovações” começarem bem (talvez pelo teor da novidade) e, ao longo do caminho, perderem o fôlego, gerando roteiros pífios e esquecíveis. É o que acontece neste volume, que até tem uma temática interessante, com o conflito de Reyes e seu demônio (ou quase isso) interior, mas que se perde em diálogos infantis, desenhos caricatos e personagens com o carisma de um vidro de óleo de rícino. As duas últimas HQs melhoram o ritmo, mas não a ponto de salvar o título, que foi cancelado em 2015, apenas um ano após sua estreia. O personagem teve uma nova chance este ano, nos Estados Unidos, com o atrativo de ter arte do brasileiro Danilo Beyruth, mas não passou da quinta edição (maio/2017). Seria por uma maldição demoníaca? Não, só roteiristas ruins e conceitos toscos mesmo…

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Leituras da Semana – Outubro (3)

Como fazemos semanalmente, aqui estão algumas HQs lidas na semana, com uma breve análise, para quem procura dicas de leituras ou simplesmente conhecer o material que vem nas revistas para saber se vale a pena investir na compra.

Quem precisa de um título do Carnificina?

Aranhaverso 15 (ago/2017) – Este título reúne todos os personagens aracnídeos do Universo Marvel (exceto o próprio Homem-Aranha, que tem sua própria revista) e tem histórias bem descontraídas e gostosas de ler. A revista diverte, mas fica uma sensação de irrelevância em cada uma delas: você gosta da trama, mas sabe que vai esquecer dela assim que fechar o gibi. Nesta edição em específico, as únicas ressalvas são os títulos da Gwen-Aranha, um anual cheio de historinhas curtas e babaquinhas (algumas até incompreensíveis na narrativa e no visual) e do Carnificina, título que exalta um sociopata que já deveria ter caído no esquecimento há muito tempo. No máximo, uma relevância como vilão do Homem-Aranha, mas nada além disso. Dar um título próprio para ele é valorizar um personagem que não merece tantos holofotes. Tirando esses dois títulos, os outros são bem bacanas mas com poucas (ou nenhuma) chances de se tornarem memoráveis.

Prelúdio para Guerra Civil II

Guardiões da Galáxia 10 (set/2017) – Um prelúdio para a Guerra Civil II mostra os Guardiões resgatando o Senhor das Estrelas das mãos dos Badoons antes de serem convocados pela Capitã Marvel para se juntar ao time dela contra o Homem de Ferro. Drax luta pra proteger o bebê-dragão de Fing Fang Foom e o Senhor das Estrelas continua sua busca por reconhecimento, em seus primeiros anos. São três HQs bem legais nesta edição. Vamos ver quando chegar a Guerra Civil se o nível das histórias se mantêm.

Para fãs antigos e novos admiradores.

Coleção Mundo Nerd vol. 3 – Star Wars (mar/2017) – Um compêndio completíssimo sobre a maior saga do cinema, com detalhes da produção, segredos de bastidores, as inspirações da saga, fotos praticamente inéditas e o legado nas várias mídias, como livros, games, animações, HQs… uma edição imperdível para todos os fãs de Star Wars, com leitura ágil e repleta de curiosidades e de linguagem acessível a todos os públicos: desde os iniciados aos que estão chegando agora, se apaixonaram pelos novos filmes e querem conhecer um pouco mais sobre as origens desta série de filmes que mudou a história do cinema.

O julgamento de Lex Luthor

Action Comics 7 (out/2017) – O Superman precisa salvar seu maior inimigo de ser condenado pelo Assassino dos Deuses, que afirma que Luthor ocupará o lugar de Darkseid e se tornará um tirano intergalático. Roteiro muito bom e dinâmico, que envolve o leitor e nos faz torcer pelos personagens. Bem como um quadrinho de super-heróis deve ser. Fase Renascimento da DC tem produzido HQs muito boas, apesar do resquício de Novos 52 que ainda ficou no ar. Mas isso está dentro do esperado; o importante é que os clássicos heróis estão de volta e as histórias recuperaram seu ritmo.

Homenagem ou coincidência?

Superman 7 (outu/2017) – O interessante destas duas histórias do Superman está além do fato dele enfrentar dois monstros que sequestram uma amiga de Lois Lane dizendo que ela é uma criminosa alienígena: a diversão está na referência ao visual dos personagens, que representam Frankenstein e sua noiva, cujo cabelo armado remete ao penteado usado pela atriz Elsa Lanchester no clássico A Noiva de Frankenstein (1935). Não saberia dizer se foi algo proposital – até porque não tem um motivo específico para essa homenagem – ou se foi mera coincidência, mas o fato é que o visual dos personagens chama atenção. E a história não deixa de ser divertida e bem humorada, mostrando o conflito conjugal entre os “vilões”. Muito boa edição.

O fim de uma era

Coleção Oficial de Graphic Novels Salvat – Vol. XXX – Capitão América e Falcão: O Império Secreto (ago/2017) – Numa época em que o nome Império Secreto voltou à moda, com a controversa minissérie recém-lançada nos Estados Unidos, que mostra o Capitão América como um vilão e traidor de sua pátria, este encadernado traz a origem do maligno grupo terrorista e apresenta o Sentinela da Liberdade perseguido e desacreditado, tentando provar sua inocência e manter vivo seus ideais. Ao final da edição, o herói entra em conflito consigo mesmo e ocorre uma revolução no título do personagem (na época), onde ele abandona seu escudo por presenciar a corrupção dentro do governo. O resgate dessa HQ vem bem a calhar por dois motivos: primeiro, para nós, brasileiros, presenciarmos o quanto é fácil manipular as massas utilizando os meios de comunicação e não cairmos nas promessas vazias de supostos salvadores da pátria; em segundo lugar, para mostrar como as ideias de antigamente, que renderam ótimas histórias, estão sendo recicladas e apresentadas como algo totalmente revolucionário, criando polêmicas para aumentar tiragens de gibis. Se, nos anos 1970, as reviravoltas eram utilizadas para passar uma mensagem ideológica, mas resultavam em boas histórias que permanecem atuais, as recentes querem apenas passar ideologias que agradem grupos específicos e pecam pela qualidade duvidosa e esquecível dos roteiros. É um bom material de comparação mas, sobretudo, um ótimo material de leitura.

Leituras da Semana – Outubro (2)

Nesta primeira semana de Outubro, as leituras tiveram cara de feriadão prolongado e antecipado. Todas muito divertidas e recomendadas.

A volta dos que não foram

O Espetacular Homem-Aranha 11 (set/2017) – Mês passado, critiquei a edição desta HQ por terem transformado o Amigão da Vizinhança num chato de galocha. O personagem continua chato – não dá pra engolir um Peter Parker rico e empresário – mas, surpreendentemente, as histórias estão muito boas. A mente do Dr. Octopus – oculta no robô auxiliar das Indústrias Parker – busca um novo corpo para se alojar. Ao mesmo tempo, Peter está numa corrida contra o tempo para salvar a vida de Jonah Jameson Sr. sem que a empresa Nova VC (uma fachada para o Chacal-com-máscara-de-Anubis espalhar seus clones por todo lugar) use sua tecnologia renovadora nele. O Rei do Crime também recebe uma proposta do Chacal-com-máscara-de-Anubis. Na história do Homem-Aranha Ultimate, é dado o pontapé inicial para a Guerra Civil II. Gostei bastante desta edição, que tem um clima tenso e ação constante. 

Diversão pura

Guardiões da Galáxia 9 (ago/2017) – Os Guardiões resgatam Ângela, capturada pelos Badoons. Drax e seus amigos enfrentam a vilã Viagem Matadora (parece que os bons nomes para personagens acabaram mesmo…) e o Senhor das Estrelas tem seu primeiro encontro com Yondu – a versão cinematográfica, inserida no Universo Marvel oficialmente (que é diferente da antiga versão dos Guardiões futuristas). Três histórias bastante divertidas e envolventes.

Um jovem de caráter duvidoso se torna o herói da China

Novo Super-Man 1 (ago/2017) – De todos os lançamentos da série Renascimento da DC, este talvez seja o mais inusitado e, talvez por isso, o mais divertido. O Novo Super-Man (assim mesmo, com hífen) é um jovem arrogante e inconsequente, que adora praticar bullying e, totalmente por acaso, se torna o novo protetor da China. Fazia tempo que os quadrinhos de super-heróis não tinham algo tão criativo e diferente, sem precisar apelar para temáticas polêmicas e fora de contexto. Esta, pelo contrário, está dentro da mentalidade imperialista da China, que é totalmente oposta ao governo democrático e capitalista da maioria das nações do ocidente (especialmente os Estados Unidos). É uma crítica bem humorada a tudo isso, mas não tem o tom politizado (e chato) de muitas HQs atuais, mais interessadas em criticar o Governo Trump do que em trazer aventuras emocionantes. O novo Super-Man também é uma crítica à globalização e à fama instantânea promovida pelas redes sociais. Uma revista que merece ser lida com um personagem aprendendo a receita para ser herói.

Uma história que vale milhões.

Disney Capa Dura Vol. 5 – A Saga do Tio Patinhas (mar/2015) – Reunida num tijolão de quase 400 páginas, este especial conta toda a trajetória do pato mais rico do mundo, desde sua infância pobre até e conquista dos quaquilhões de moedinhas em sua tão icônica caixa-forte. Em doze capítulos, a saga traz uma série de referências à mitologia construída por Carl Barks ao longo dos anos e até conserta algumas incoerências (como se isso importasse alguma coisa… afinal, se cronologia no Universo Disney valesse alguma coisa, nosso Tio Patinhas já teria cerca de 120 anos, o que, por si só, já é uma incoerência. Enfim…). Além disso, o volume também traz algumas HQs extras, que podem ser encaixadas entre os capítulos, preenchendo lacunas das histórias. E, obviamente, uma matéria contextualizando cada capítulo, revelando curiosidades de bastidores e as referências escondidas. Um compêndio para fã nenhum botar defeito.

Aventura em clima de anos 80

Lendas do Universo DC – Super Powers Vol. 1 (ago/2017) – Comemorando o centenário de Jack Kirby, a Panini lançou esta edição especial com um dos últimos trabalhos do mestre para a DC Comics: uma minissérie lançada em 1984, até então inédita no Brasil, mesmo ano em que a empresa lançava uma coleção de action figures de mesmo nome, com os mesmos personagens que se destacavam na linha de brinquedos. É óbvio que o título foi lançado para promover os brinquedos – inclusive, na mesma época, o desenho Superamigos ganhou o subtítulo “The Legendary Super Powers Show” e a inclusão do Cyborg na equipe – algo que não acontecia nos quadrinhos, mas como havia um boneco do personagem… bem, vocês entenderam! – e, para isso, Kirby criou uma aventura infantil e bem de acordo com a mentalidade da época, mas mesmo assim, com muita ação e dinamismo. Há várias incongruências no roteiro. Cito apenas uma: Darkseid concede grande poder a quatro guerreiros (não nomeados) e estes, ao invés de usá-los por eles mesmos, decidem dividir com os vilões da Terra (Luthor, Pinguim, Coringa e Brainiac) para que estes façam o trabalho sujo. Mas não importa: a revista é divertida, tem uma trama empolgante e traduz o espírito dos personagens, sem complicações “realistas” e diálogos intelectualizados (e vazios). Uma delícia de ler, mas fica o alerta: Kirby desenhou apenas o último capítulo (são cinco). Os outros quatro ele apenas escreveu o argumento e a arte ficou a cargo de Adrian Gonzales, o que não diminui o mérito da edição.

Leituras da Semana – Outubro (1)

Iniciando um novo mês, abrimos com uma série de revistas da Marvel, que anda numa fase bem preguiçosa, com histórias sem criatividade e empolgação de outrora. Até mesmo títulos que começam muito bem, perdem o ritmo com o passar de poucos meses, como no caso da revista do Dr. Estranho, que entrou num clima de osmose e acomodamento. A DC, por outro lado, está bem interessante e com um novo frescor nos personagens na fase Renascimento.

A carreira completíssima de dois grandes heróis

Coleção Super-Heróis Vol 4 – Superman / Thor (ago/2017) – O Homem de Aço e o Deus do Trovão ganham dossiês completíssimos que abordam desde suas criações até os dias atuais. Superman já teve várias abordagens em diversas edições da revista Mundo dos Super-Heróis (inclusive, ele foi o herói que inaugurou a revista, em julho/2006), mas Thor teve apenas um minidossiê na revista MSH 26, algo que sempre gerou reclamações entre os leitores. Este livro é a redenção do Deus do Trovão, com a apresentação dos mais importantes momentos da carreira do herói. Infelizmente, não é algo a se gabar: desde a virada do milênio, a qualidade das histórias do deus nórdico só têm despencando num abismo sem fim, com pouca coisa realmente boa, diferentemente do Superman, que teve fases ruins – algumas catastróficas – mas também teve algumas histórias interessantes neste mesmo período. O livro tem a qualidade Mundo dos Super-Heróis, que já possui mais de 10 anos de mercado e dispensa apresentações.

A hora da verdade para a Princesa Diana

Mulher-Maravilha 6 (set/2017) – A Mulher-Maravilha finalmente descobre a verdade sobre o desaparecimento da Ilha Paraíso – e a resposta não é exatamente agradável. Já nas histórias do Ano Um, a Princesa Amazona visita um shopping center com Steve Trevor e precisa defender as pessoas de um atentado, usando seus poderes – alguns que ela nem sabia que tinha – pela primeira vez em público. Ação e aventura com uma arte lindíssima de Nicola Scott.

O melhor herói da Marvel nas piores HQs possíveis.

Homem-Aranha 10 (ago/2017) – Além do ridículo Chacal com máscara do cachorro que lembra o deus egípcio Anúbis, esta edição traz também a estreia da Electra, versão feminina do clássico vilão do Homem-Aranha (o nome da personagem é dado por mim, uma vez que ela não é batizada na história). Na segunda HQ, a conclusão do fraquíssimo arco que insere uma temática religiosa nas aventura do Homem-Aranha, jogando no lixo tudo aquilo que já veio antes e com um final pra lá de ruim. Há ainda mais duas histórias curtas com o aracnídeo enfrentando uma entidade asteca e outra com Manto e Adaga, que é a melhor do gibi. Ou seja: a melhor HQ da revista do Homem-Aranha é aquela sem ele. Fico me perguntando o que a Marvel pretende, avacalhando o seu principal personagem com tantas histórias ruins desde o início da década. Lendo as atuais fases do Homem-Aranha, a gente acha a Saga do Clone um primor de qualidade. E eu ainda achava que, com a volta de Peter Parker e o final da fase “Superior”, as HQs melhorariam. Doce ilusão…

Acabou a magia das primeiras histórias…

Doutor Estranho 10 (set/2017) – O Mago Supremo continua sua busca pela restauração da magia. O Dr. Estranho é capturado e torturado pelo Orbe – vilãozinho mequetrefe que foi elevado à categoria megaultrasuperpower na saga Pecado Original, se tornou um doido varrido depois que incorporou o olho do Vigia e passou a ter conhecimento dos pecados de todo mundo, transformando-se num agente do caos. Na segunda história, o Dr. Estranho e os Magos Supremos se unem em busca do castelo de Camelot para lutar contra um vilão místico. Lembrando que a magia não existe. Mas está cheio de magos por aí. E um vilão mágico. Aham, Marvel… Sabe aquela criatividade inicial do título do Dr. Estranho, quando tudo era muito legal e divertido? Então… passou. E não durou um ano.

Em busca da própria sanidade.

Cavaleiro da Lua 5 (set/2017) – um arco em quatro capítulos onde a única história que vale é a quarta (a conclusão). As outras três são um festival de insanidades, onde o leitor não sabe o que é verdadeiro nem o que é delírio do herói. Uma história que poderia ser contada em 20 páginas, mas que demorou quatro edições para acabar. No entanto, vale destacar as referências à mitologia do Cavaleiro da Lua, pois ele enfrenta lobisomens (como em sua estreia) e há várias menções a aventuras passadas (o vilão Homem da Meia-Noite aparece). Uma pena que só o fã mais radical vá captar esses detalhes, mas vale a iniciativa. A edição fecha com uma trama detetivesca das antigas, escrita por Doug Moench e arte de Bill Sienkiewickz (um iniciante, na ocasião). Perfeita para comparar a mudança radical nas narrativas de antigamente e na atual: antigamente, os diálogos eram mais pobres e bem infantis, mas as tramas eram mais objetivas e empolgantes.

Leituras da Semana – Setembro (4)

Para encerrar o mês, apenas dois encadernados, um de cada editora. No entanto, leituras gostosas que mostram um período inocente, onde a gente se divertia pelo simples fato de ver o bem lutando e triunfando contra o mal e nem percebia certos detalhes bizarros. Embora a HQ do Batman seja atual, ela remete a esse tempo e resgata aqueles fatos hoje absurdos, mas que na época pareciam tão verdadeiros.

Santo sorvete de flocos, Batman!

Batman 66 4 (jun/2017) – o sempre divertido título baseado na série de TV traz várias histórias com os vilões mais amalucados que já foram criados, alguns apenas para a TV, como Zelda, a Grande, na HQ que abre a edição (na TV, Zelda foi interpretada pela atriz Anne Baxter, também conhecida por seus papéis em Os Dez Mandamentos e A Malvada). Vale destacar, nesta edição, a estreia de dois personagens: o Professor Hugo Strange e a psiquiatra Holly Quinn, que ajuda o Coringa a fugir do Arkham e acaba perdendo a sanidade – personagens que não estiveram na série de TV (A Arlequina nem poderia, já que foi criada décadas depois)., mas que ganharam a personalidade e origens condizentes com o clima do seriado. E a zombaria é tão grande que há até uma referência à série de cinema do Batman de 1949 (estrelada por Robert Lowery e John Duncan), quando os heróis têm seu acesso à Batcaverna interrompido e são obrigados a usarem o “protótipo do uniforme” guardado no sótão da Mansão Wayne. É interessante notar que, por algum motivo que só a Panini entende, a numeração sequencial dos encadernados foi abolida. Os dois primeiros são listados como 1 e 2, mas os dois seguintes são marcados como número 1 no código de barras. O número 4 é dado por nós, para efeito de referência.

Demolidor e seus maiores inimigos.

Coleção Histórica Marvel – Paladinos Marvel Vol. 1 (jul/2017) – Os primeiros anos do Demolidor trazem muitos momentos engraçados. Um deles, é o fato de Namor querer processar a humanidade pelo direito de viver na superfície da Terra. Contra todas as leis da física, o vilão Metaloide mantém o equilíbrio, mesmo tendo pernas desproporcionalmente longas. Em outra HQ, para proteger sua identidade secreta, o Demolidor invade um covil de perigosos bandidos “fingindo” ser cego. Sem contar o ridículo “capuz” que o herói colocou em seu uniforme para guardar suas roupas civis (pensa no volume). Eram outros tempos, onda ninguém se preocupava com lógica ou realismo – apesar da necessidade constante de explicar como funcionavam os poderes do Demolidor. O mais bacana é que a coleção não apenas resgata esses momentos, mas traz também histórias praticamente inéditas, publicadas há mais de 40 anos no Brasil. Além disso, o leitor pode ver como surgiram os maiores inimigos do Homem sem Medo, muito antes da chegada do Rei do Crime.

 

Leituras da Semana – Setembro (3)

Já entrando no clima da Primavera, uma semana cheia de títulos protagonizados pelo Superman, mas também com espaço para Marvel e Mauricio de Sousa. Títulos variados como variadas são as espécies de flores que chegam com a nova estação, trazendo colorido e alegria de viver.

Símbolo do comunismo

Superman: Entre a Foice e o Martelo (ago/2017) – Embora tenha sido lançada pela primeira vez numa minissérie em 2004 e republicada num encadernado em 2006, esta é uma HQ que nunca tinha lido. E o furor dos fãs a respeito dela, bem como os constantes pedidos de republicação (a Panini demorou 11 anos para isso!), despertaram a curiosidade a respeito da história, que imaginei algo acima da média. Puro exagero dos fanboys. A minissérie, criada num universo imaginário, não tem absolutamente nada de extraordinário, muito embora tenha uma visão interessante do Homem de Aço. A histórica mostra o que aconteceria se a nave do bebê Kal-El, ao invés de posar nos Estados Unidos, posasse na antiga União Soviética. Criado em regime comunista, o Superman adota outra postura e se torna um herói bem diferente daquele que estamos acostumados. A temática politizada transforma a trama num texto sem dinamismo e, por isso, arrastado em determinados momentos. É, sim, uma HQ com um curioso ponto de vista para o principal herói da DC, mas está longe, bem longe, de ser uma história que revoluciona o universo.

“Não mexa com meu filho!”

Superman 6 (set/2017) – Duas histórias que mostram o encontro entre o Superboy e Robin e o início de uma amizade entre ambos (embora “amizade” não seja bem o termo adequado quando se coloca em destaque a arrogância de Damian Wayne com a inocência de Jon Kent). Claro que, entre brigas e provocações, os superpais vão interferir e preparar um teste de aptidão para seus filhos, onde eles terão que provar que são capazes de trabalhar juntos. Histórias bem divertidas.

Ops! Eliminamos o Superman errado!

Action Comics 6 (set/2017) – Para evitar que Lex Luthor se torne um tirano e dominador de planetas, um alienígena conhecido como Assassino de Deuses e seu comparsa vêm à Terra para eliminar o empresário. Mas encontram o Superman no meio do caminho e, como Luthor também usa o símbolo do Homem de Aço, o herói acaba entranho na lista dos guerreiros espaciais. Duas boas HQs que iniciam um novo arco do herói de Krypton.

Uma visão diferenciada do grande vilão da Turma da Mônica.

Graphic MSP 16 – Capitão Feio: Identidade (ago/2017) – Vilão feito para interagir com a Turma da Mônica e passar mensagens de preservação ambiental e cidadania, o Capitão Feio tem uma interessante releitura pelas mãos dos irmãos paranaenses Magno e Marcelo Costa. Sem memória e com poderes que ele não compreende, o homem que viria a se tornar o Capitão Feio vai recuperando fragmentos de suas lembranças e construindo sua própria identidade, ora agindo como herói, ora como um perigoso supervilão, ao mesmo tempo em que percebe que as pessoas “normais” sempre vão temer aquilo que não entendem. Uma história intrigante, com uma arte belíssima e leitura com poucos diálogos, onde, muitas vezes, a imagem fala muito mais do que o texto. Além disso, há uma infinidade de easter-eggs escondidos, principalmente no meio do lixo. Uma curiosidade: reparem na silhueta que abre o encadernado e na última imagem que, aparentemente, é a mesma. Só aparentemente, porque há pequenos detalhes que mostram a transformação do homem no supervilão. Uma sacada genial!

A estreia de Indigno Thor

Thor 7 (ago/2017) – A primeira HQ desta edição traz a volta de Odinson em busca de redenção por ter deixado de ser digno. O título Indigno Thor promete finalmente revelar o motivo pelo qual o filho de Odin deixou de ser digno (e eu espero, sinceramente, que seja algo bem sério, porque se for algo do tipo “ele bebe hidromel até se embriagar”, vou ficar MUITO bravo). Na segunda história, a poderosa Thor reúne um grupo bastante eclético para invadir o reino de Malekith, no melhor estilo A Sociedade do Anel. Fraquinha.

Tributo a Len Wein

Uma notícia triste para os fãs de quadrinhos: morreu neste final de semana, aos 69 anos, o roteirista Len Wein, um dos nomes mais importantes para os fãs dos quadrinhos Marvel e DC. Wein é ninguém menos do que o “pai” de personagens icônicos como Wolverine, Tempestade, Noturno, Colossus, Pássaro Trovejante e Monstro do Pântano e alguns menos conhecidos como o Irmão Vodu (Marvel), Estrela Vermelha (DC) e os vilões Fogo Fátuo, Rocket Racer, Gangue da Demolição, o terceiro Duende Verde (Dr. Bart Hamilton) e Mongul, poderoso inimigo do Superman, entre vários outros.

Duas importantes criações de Len Wein: Monstro do Pântano e Wolverine.

O artista iniciou sua carreira na DC, estreando na revista Teen Titans 18 (1969). Mais tarde, em 1971, criou, juntamente com o desenhista Bernie Wrigthson (também falecido este ano) o Monstro do Pântano, na revista House of Secrets 92. Também escreveu para as revistas Adventure Comics, Superman, The Flash e Phantom Stranger, além da cultuada fase da Mulher-Maravilha de George Pérez, com quem dividiu os roteiros. Pela Marvel, estreou em Daredevil 71 (1970) e, em pouco tempo, se tornou um dos mais prolíficos roteiristas da Casa das Ideias, passando por uma longa fase na revista do Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Thor, Quarteto Fantástico e Marvel Team-Up entre outras.

Entre os trabalhos de Wein como editor está a icônica minissérie Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons

Wein também atuou como editor e entre seus trabalhos mais marcantes estão as minisséries Camelot 3000, Novos Titãs, Batman e os Renegados, Crise nas Infinitas Terras e a aclamada Watchmen. Nosso blog presta uma homenagem a este grande profissional selecionando 10 histórias escritas por ele que merecem ser lidas. Prova do grande profissional que era, capaz de despertar as melhores emoções nos leitores. Obrigado, Wein! A vida é breve, mas suas histórias são eternas.

Aventura tocante

1 – Os Mais Longos Cem Metros (Amazing Spider-Man 153, 1976) – Uma história tocante na qual o Homem-Aranha ajuda um ex-jogador de futebol a resgatar sua filha, sequestrada por chantagistas. Além do final emocionante, o destaque vai para a sequência que mostra o jogador realizando um touchdown em uma narrativa em flashback, repetida exatamente igual em outra situação. Um toque de genialidade como poucas vezes se viu nos quadrinhos. No Brasil, essa história foi publicada duas vezes: na revista Homem-Aranha 34 (RGE, 1981) e em A Teia do Aranha 32 (Abril, 1992)

Grande estreia

2 – E agora… Wolverine! (The Incredible Hulk 181, 1974) – A clássica estreia de Wolverine (na verdade, o carcaju estreou na edição anterior, mas só aparece no último quadro da história), na qual o mutante canadense enfrenta o Incrível Hulk e o lendário monstro Wendigo dispensa comentários. É interessante notar como o personagem era diferente, muito mais contador de vantagem e com sua indefectível máscara com “orelhas” menores e bigodinhos de gato. O personagem foi criado para fazer esta única aparição, mas agradou tanto que foi incluído na reformulação dos X-Men. O resto é história. No Brasil, esta aventura já foi publicada pela primeira vez na revista O Incrível Hulk 22 (RGE, 1980) e teve várias republicações: Grandes Heróis Marvel 26 (Abril 1989), Wolverine 100 (Abril, 2000), Os Heróis mais Poderosos da Marvel 3 – Wolverine (Salvat, 2014) e Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel XVIII – Marvel Origens: A década de 1960 (Salvat, 2016). Curiosidade: em todas essas republicações, a história sempre foi publicada com nomes diferentes.

Encontro de Titãs

3 – Batman vs. O Incrível Hulk (DC Special Séries 27, 1977) – Depois do sucesso do encontro entre o Superman e o Homem-Aranha, um ano antes, a DC e a Marvel resolveram repetir a dose e juntar mais dois heróis de grande sucesso. E o encontro não poderia ser mais inusitado, com a criatura mais forte do planeta mas de inteligência limitada e o típico homem comum com dons atléticos e uma das mentes mais brilhantes do mundo. O resultado é mais uma história vibrante e cheia de ação que mostra o Coringa se aliando ao Figurador (um alienígena capaz de realizar sonhos) para dominar o mundo. Encontro imperdível. Foi publicado em Batman Vs. O Incrível Hulk – Edição Extra de Batman (Ebal, 1982) e Grandes Encontros Marvel & DC 3 (Abril, 1993)

O reboot que deu certo

4 – A Segunda Gênese (Giant Size X-Men 1, 1975) – Não bastasse criar Wolverine, personagem que se tornaria um dos mais populares e queridos da editora, Len Wein também ajudou a levantar o título dos X-Men, que estava à beira do cancelamento, recriando a equipe com novos membros vindos de vários lugares do mundo (numa época em que ninguém falava em diversidade) e, obviamente, incluindo nela sua criação do ano anterior. Sabe o que aconteceu? A dinâmica entre os membros da equipe foi tão perfeita que o título dos X-Men não apenas deixou de ser cancelado como se tornou o mais popular da editora, igualando – e, tempos depois, superando – até mesmo o imbatível Homem-Aranha. Além dos Novos X-Men, o mundo também ganhou Tempestade, Colossus, Noturno e Pássaro Trovejante (que morreria na missão seguinte, numa dramática aventura). No Brasil, essa aventura foi publicada em Superaventuras Marvel 16 (Abril, 1983), Heróis da TV 109/110, com inclusão de novos detalhes extraídos de Classic X-Men 1 (Abril, 1988), Wolverine 100 (Abril, 2000) e Coleção Histórica Marvel – X-Men 2 (Panini, 2014).

Oito páginas de puro terror… e uma grande criação.

5 – O Monstro do Pântano (House of Secrets 92, 1971) – Em apenas oito páginas, Wein criou uma lenda. Uma história de terror, que mostrava um casal numa mansão isolada, um assassinato em flashback e um monstro pantanoso que surge para salvar a vida de uma moça quando o homem está prestes a matá-la também. O final deixa subentendido que o monstro era a vítima do assassinato anterior, criando um clima para mexer com o imaginário do leitor. O sucesso dessa HQ foi tamanho que gerou um título próprio para o monstro apenas um ano depois. Quando Alan Moore assumiu o Monstro do Pântano na década de 1980 e o levou ao patamar de personagem cult, Len Wein foi o editor das primeiras histórias e fez seu trabalho com o mesmo primor com que criou o herói. No Brasil, essa aventura foi publicada em Vertigo DC – Casa dos Mistérios 16 (Fractal, 1999) e Clássicos DC – Monstro do Pântano: Raízes vol. 1 (Panini, 2013).  

Uma HQ para chorar.

6 – Um nome… para ser lembrado (The Incredible Hulk 182, 1974) – Logo após a estreia de Wolverine, o roteirista produziu outro clássico que, estranhamente, nunca ganhou o devido crédito, talvez por ser uma história “corriqueira”, mas que possui uma enorme carga dramática e uma das mais humanas mensagens numa aventura do Gigante Verde. Fugindo do Canadá após sua luta contra o Wolverine, o Hulk vai se esconder do exército numa floresta, onde encontra um mendigo chamado Jackson Bolachudo. Na amizade que nasce da simplicidade de duas pessoas humildes, o Hulk decide acompanhar seu novo amigo no reencontro com seu filho, que estava na prisão. Ele só não sabia que um alienígena concedeu uma arma poderosíssima para o rapaz e seu parceiro de cela, transformando a dupla numa grande ameaça que o Golias Esmeralda precisaria enfrentar. O final é dos mais emocionantes.  No Brasil, esta HQ foi publicada uma única vez, na revista O Incrível Hulk 23 (RGE, 1980).

O nascimento das lendas

7 – Lendas (Legends 1-6, 1986) – Logo após a saga Crise nas Infinitas Terras, o Universo DC estava se reestruturando e a minissérie Lendas serviu para mostrar a reformulação da Liga da Justiça, que tinha membros bastante impopulares e era pouco querida pelos leitores. Assim, o vilão Darkseid passou a desacreditar os heróis da terra com o objetivo de se tornar ele a única lenda do planeta. Unidos, os heróis derrotaram o tirano e, ao final da batalha, formaram uma nova Liga da Justiça: Batman se encarregou de liderar a equipe formada pelo Capitão Marvel (Shazam), Besouro Azul, Lanterna Verde (Guy Gardner), Canário Negro e Caçador de Marte.  Superman, Flash e Mulher-Maravilha não quiseram se unir ao grupo. Além da nova Liga da Justiça, a minissérie também marcou a estreia de Amanda Waller e do Esquadrão Suicida na Era Moderna. No Brasil, foi publicada na minissérie Lendas 1 a 6 (Abril, 1988), Grandes Clássicos DC 10 – Lendas (Panini, 2007) e Lendas do Universo DC – Darkseid (Panini, 2017). 

Um encontro arrepiante

8 – A nau dos condenados (Giant Size Spider-Man 1, 1974) – Para salvar a vida de sua Tia May, que se adquiriu uma doença mortal, o Homem-Aranha precisa encontrar A. J. Maxfield, a única pessoa capaz de curá-la, que se encontra num navio no meio do Oceano Atlântico. Ao mesmo tempo em que é a fonte de salvação da pobre velhinha, Maxfield também é uma ameaça para o Príncipe dos Vampiros, Drácula, que se dirige ao navio com o intuito de eliminar o problema. O confronto com o aracnídeo é inevitável. Uma HQ com tudo que os leitores mais gostam: o encontro de personagens icônicos que brigam entre si numa história com muito drama, ação e uma surpreendente reviravolta sobre a identidade de Maxfield. Esta história foi publicada pela primeira vez em Homem-Aranha 16 (Abril, 1984) e republicada em Drácula versus Heróis Marvel 2 (Abril, 1995).

Inimigo poderoso

9 – A chave que liberou o caos (DC Comics Presents 27-29, 1980) – Esta HQ marcou a estreia de outro perigoso e poderoso vilão do Universo DC: Mongul. Em busca de um artefato que seria uma chave para conquista, o alienígena sequestra os melhores amigos do Superman e o convence a roubar o item. Sem alternativas, o Homem de Aço vai em busca do item e entra em confronto com o Caçador de Marte, que é seu guardião. Após perder a chave, o Superman conta com a ajuda da Supergirl e do Espectro para recuperá-la. O vilão criado por Len Wein cresceria em importância dentro do Universo DC nos anos seguintes a ponto de se tornar o protagonista de mais duas aventuras memoráveis: Para o Homem que Tem Tudo, escrita por Alan Moore, e A Cidade da Morte, que mostra a destruição de Coast City, fazendo o Lanterna Verde enlouquecer e se tornar o vilão Parallax. Em Super-Homem 2 (Abril, 1984), foram publicadas as três partes da história (com cortes) e em Coleção de Graphic Novels DC Comics 30 – Lanterna Verde: Crepúsculo Esmeralda/Novo Amanhecer (Eaglemoss, 2016) foi publicada só a primeira aventura, na íntegra.

Parceria espetacular

10 – Fóton é o outro nome de…? (Amazing Spider-Man 171, 1977) – Segunda parte de uma aventura que começou na revista Nova 12 (escrita por Marv Wolfman), esta história conclui a trama do assassinato do tio de Richard Rider (o herói Nova) da qual Peter Parker é um dos suspeitos. O Homem-Aranha junta forças com Nova para investigar o caso e capturar o assassino, chamado Fóton. A história tem uma pegada de detetive, com pistas seguidas pelos heróis que conduzem ao gran finale e o leitor descobre que o nome do assassino sempre esteve evidente. Mais um roteiro criativo e dinâmico de Wein, que tem o mérito de juntar os dois personagens adolescentes mais populares daquele final de década de 1970. No Brasil, esta aventura foi publicada em Homem-Aranha 43 (RGE, 1982), A Teia do Aranha 41 (Abril, 1993) e Coleção Histórica Marvel – Homem-Aranha 8 (Panini, 2014).