Trailer de Pantera Negra

Conforme prometido, a Marvel Studios liberou ontem à noite o primeiro trailer do filme Pantera Negra, que chega aos cinemas no início do ano que vem. O destaque vai para as belas imagens da região de Wakanda, lar do rei T’Challa (Chadwick Boseman) e a tecnologia do local. Veja o vídeo:

Primeiro pôster de Pantera Negra

A Marvel Studios liberou o primeiro pôster para o filme do Pantera Negra e promete para esta noite o primeiro teaser trailer. O filme, que tem Chadwick Boseman no papel título, estreia em fevereiro de 2018. Também fazem parte do elenco Michael B. Jordan (o Tocha Humana de Quarteto Fant4stico, 2015) como Erik, o Terror Negro e Andy Serkis como Ulisses Klaw, o vilão Garra Sônica. Veja abaixo o majestoso pôster do herói.

Rei das bilheterias em 2018?

 

Crítica: Mulher-Maravilha

Após a repercussão negativa dos últimos filmes de seu universo cinematográfico – a saber: O Homem de Aço (2013), Batman v Superman – A Origem da Justiça (2016) e Esquadrão Suicida (2016) – a última esperança da DC Comics (e dos fãs) reside na Mulher-Maravilha, longa-metragem que estreia nesta semana e que traz Gal Gadot no papel da Princesa Amazona. Além dessa responsabilidade (que já não é pouca), a heroína também traz o peso de ter sua estreia nos cinemas (desconsiderando-se a aparição em Batman v Superman, onde teve uma participação pequena), depois de mais de 30 anos da bem sucedida série de TV estrelada por Lynda Carter. Portanto, a expectativa em torno da personagem é enorme!

“Mamãe, estamos sendo seguidas por um pavão branco”

Pois a espera valeu a pena: Mulher-Maravilha (Wonder Woman, 2017) é tudo que se espera de um bom filme de super-heróis. O longa-metragem (com 2h21 de duração) mostra a origem da heroína, desde sua infância na paradisíaca ilha de Themyscira, seu treinamento como guerreira e sua vinda para o “mundo dos homens” após salvar um deles, o espião Steve Trevor (Chris Pine), cujo avião caiu acidentalmente nos arredores da ilha. A ilha, por sinal, tem uma belíssima concepção visual, com arquitetura baseada em conceitos gregos, perfeitamente alinhada com as histórias em quadrinhos, demonstrando um cuidado extremo da equipe de filmagens e efeitos especiais com a fidelidade.

Escalada rumo ao sucesso!

A heroína propriamente dita demora um bocado pra aparecer, mas a espera vale a pena. A cena de sua primeira batalha no front de guerra e de tirar o fôlego e mostra bem o porquê ela é chamada de “maravilha”. E, apesar da demora, a história flui naturalmente e não chega a cansar o espectador, de forma que, quando a Mulher-Maravilha finalmente surge, está perfeitamente encaixada dentro do contexto narrativo e no momento certo.

Patty jenkins: “A Mulher-Maravilha aqui sou eu!”

Com um texto bem humorado, poucas cenas escuras e ação constante, o filme nem parece que faz parte do Universo DC pilotado por Zack Snyder – muito embora haja um excesso de cenas em câmera lenta, que é marca registrada do diretor. No entanto, a diretora Patty Jenkins fugiu bastante do estilo sombrio de Snyder e desenvolveu uma personagem que respeita a mitologia dos quadrinhos e mostra a heroína como ela é: uma embaixadora da paz e da verdade.

Encontre o erro de roteiro nesta cena.

Por conta disso, nem dá pra reclamar da mensagem absurdamente piegas passada no clímax do filme. Ela é a personagem em sua essência. Um acerto da direção e do roteirista Allan Heinberg (co-criador dos Jovens Vingadores, para a Marvel). Mesmo assim, o filme tem vários problemas de roteiro: por exemplo, o que mantém Themyscira oculta do mundo “normal” é absurdamente ridículo, a trama “esquece” um importante personagem no meio da história e não explica o fato de Diana ter importante participação na Primeira Guerra Mundial e não aparecer nos livros de História.

Um registro para entrar pros livros de História (só que não)

Além disso, o final é previsível e carregado de clichês de filmes do gênero (para quem reclama dos filmes da concorrente, que são “iguaizinhos”, vão perceber que Mulher-Maravilha não é “diferentão”). Porém, são erros que são facilmente digeríveis diante da quantidade de acertos (exatamente o inverso de Batman v Superman, que tem poucos acertos em meio a um maremoto de equívocos). Um longa com boa narrativa,  bela fotografia e uma bem dosada carga de humor e ação, Mulher-Maravilha é um filme que mostra a heroína na concepção perfeita da palavra.

Finalmente, alguém em quem se inspirar no sombrio universo DC.

Num mundo sombrio e realista onde os “heróis” usam armas de fogo, quebram pescoços e deixam inocentes morrerem para protegerem suas identidades secretas, fazia falta um personagem nobre e valoroso, que faz o bem simplesmente porque é o correto. Mulher-Maravilha é a heroína que faltava para inspirar crianças e jovens a acreditar na verdade e na justiça. Finalmente, a DC acertou no cinema. Já era hora.

Cotação:

Piratas do Caribe 5: Jack Sparrow perde sua voz

No dia 25 de maio, estreia nos cinemas de todo Brasil o filme Piratas do Caribe – A Vingança de Salazar (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, 2017), quinto filme da franquia, novamente trazendo o astro Johnny Depp na pele do pirata Jack Sparrow. Desta vez, porém,  os fãs da franquia terão uma voz diferente para o personagem, visto que o dublador Marco Antônio Costa – voz oficial de Johnny Depp no Brasil desde os tempos de A Hora do Pesadelo (A Nightmare on Elm Street, 1984) – foi afastado do papel que exercia há tanto tempo.

A polêmica se espalhou pelas redes sociais, com centenas de fãs revoltados pela decisão da Disney em trocar a dublagem justamente no último filme da franquia (e, como se não bastasse, Costa dubla os trailers, que estão em exibição nos cinemas). Por isso, convocamos nosso parceiro Júnior Batson, um entusiasta e verdadeiro fã de dublagem, para escrever esta matéria sobre os bastidores dessa briga. Em sua estreia em nosso blox, Batson usou a sabedoria de Salomão e a velocidade de Mercúrio para ir atrás de Costa e trazer mais informações sobre os fatos, a fim de esclarecer a boataria que circula pelas redes. Assim sendo, passamos a palavra a nosso colaborador e seu entrevistado.

Dando uma passadinha na escola mutante para deixar meu artigo.

Cale a boca, pirata!

(por Júnior Batson)

Que o Capitão Jack Sparrow incomoda muita gente no universo da franquia Piratas do Caribe, todo mundo sabe. O que ninguém esperava é que conseguissem calá-lo, ou, ao menos, tirar sua clássica voz de circulação. Seria um embuste de algum ressentido vilão? Algum emissário da Companhia das Índias Orientais que teve êxito nessa tarefa? Não! A responsável por tal façanha foi a própria Disney! Conflitos de entendimento de cachê impossibilitaram a escalação do dublador Marco Antônio Costa, já consagrado como a voz de Johnny Depp, tanto nos filmes da franquia Piratas do Caribe como nos outros filmes protagonizados pelo ator (o artista dubla a voz de Depp desde seu debut no cinema  também na tevê, na série Anjos da Lei (21th Jump Street, 1987-1990).

Marco Antônio Costa é (ou era) a voz oficial de Jack Sparrow no Brasil

Segundo Costa, ele foi substituído na escalação do elenco de dublagem de Piratas do Caribe – A vingança de Salazar, o quinto filme da franquia, por ter solicitado um cachê diferenciado para exercer o papel. O dublador reclama de uma certa arbitrariedade por parte dos Estúdios Disney com relação à classe: pagam R$ 80 mil a um youtuber famoso que fica apenas 40 minutos dentro de um estúdio, enquanto se recusam a pagar um cachê diferenciado (mas infinitamente menor) a um dublador já consagrado, que, além de estar contribuindo ainda mais para a popularidade do personagem e com a divulgação do filme, gasta, em média, oito horas de trabalho.

O último filme da franquia terá um pirata com voz diferente das anteriores

A mesma situação quase aconteceu em 2007, por ocasião da dublagem do terceiro episódio da franquia, mas Costa conseguiu chegar a um acordo com a Disney. No entanto, ficou sabendo que o dublador alemão Marcus Off (que também faz a voz de Depp naquele país) foi vítima de um boicote semelhante e processou a empresa por isso. Segundo Off, a Disney não considera os dubladores como parte do elenco de artistas criativos e apenas paga o que é tabelado. Porém, conseguiu que a Suprema Corte alemã decidisse a seu favor, chancelando que o dublador realmente faz parte do processo criativo de um filme.

Minha cara, quando trocam a dublagem do meu personagem preferido.

Causa ganha, mas houve uma consequência: Off foi colocado numa espécie de lista negra entre os grandes distribuidores cinematográficos norte-americanos e em um dos estúdios de dublagem alemães. Costa reconhece como louvável a atitude do dublador alemão e diverte-se ao dizer que, caso também seja boicotado de alguma forma, entrará em contato com o colega de trabalho alemão a fim de tirar algumas dúvidas sobre como tomar atitudes legais.

É uma prática comum usar nomes que estão na mídia para ganhar popularidade. Michel Teló dublou uma frase de “Universidade Monstros”

Quanto ao filme, é reconhecido o aumento da procura por produções dubladas nos cinemas nacionais, assim como o aumento da qualidade da dublagem em si, seja com traduções bem feitas ou com elencos bem escalados. O que, no ramo da dublagem, é chamado de “boneco” (atores ou personagens majoritariamente dublados pela mesma pessoa) também tem sido honrado e é de se estranhar uma empresa do porte da Disney não concordar com o pagamento de um cachê que valorize esses profissionais com tantos anos de experiência.

Outros atores e personagens dublados por Marco Antônio Costa

Para Costa, o valor pedido não é abusivo nem fora do praticado no mercado, mas apenas o que considera justo por seu trabalho. “Poxa, se um youtuber tem 10 milhões de seguidores, Jack Sparrow tem muito mais. Creio que mais de 30 milhões de pessoas já assistiram ao Jack Sparrow com a minha voz! Então, em comparação, tenho mais “seguidores”, apenas não fico no You Tube perdendo tempo porque sou muito ocupado, pois além de dublador, sou locutor e ainda atuo como médico”, determina ele. A Disney foi procurada, por meio de sua assessoria de Imprensa, para dar sua versão para o caso, mas não respondeu aos nossos emails.

Crítica: Alien: Covenant

Estreia no dia 11 de maio o novo filme da franquia Alien (o oitavo, contando com os quatro principais, mais dois versus Predador e o prelúdio Prometheus, de 2012). O longa Alien: Covenant é a continuação direta de Prometheus (leia nossa crítica aqui) e se passa vários anos após a história, mas ainda antes do primeiro Alien, o Oitavo Passageiro (1979). O diretor, novamente, é Ridley Scott.

Cotação: 

Crítica: Os Guardiões

Há alguns meses, falamos aqui sobre Os Guardiões (Zashchitniki, 2017), filme de super-heróis feito na Rússia, que estreou em fevereiro pelos lados da Europa e Ásia. Distribuído no Brasil pela Paris Filmes, o longa tem previsão de estreia para agosto (segundo o site IMdB), mas provavelmente só sairá mesmo (se sair) no mercado doméstico. Nem no seu país de origem os heróis deram muito ibope: no final de semana da estreia, o filme ficou em primeiro lugar nas bilheterias, mas teve uma queda de 90% no faturamento logo na semana seguinte. No total, o custo estimado de US$ 5 milhões de dólares deu prejuízo aos cofres russos, pois a bilheteria foi de apenas US$ 4.800 (dados do Box Office Mojo).

Homem-urso tem efeitos bem artificiais

Nós tivemos acesso ao longa-metragem e podemos afirmar que, quanto à parte técnica, é muito bem produzido e deixa pouco a desejar às produções hollywoodianas. Tem bons efeitos especiais – apenas o personagem Arsus, que tem a habilidade de se transformar em um homem-urso, tem movimentos artificiais e passa a impressão de ter saído de uma tela de videogame. Porém, os outros personagens convencem na caracterização.

A galáxia será salva novamente… mas não por esses guardiões.

O grande problema de Os Guardiões está mesmo no roteiro. A trama não se aprofunda nos personagens e limita-se a mostrar um grupo de agentes modificados geneticamente durante o período da Guerra Fria voltando à ativa para combater uma ameaça que também sobreviveu às mesmas experiências, mas resolveu se voltar para o mal e se vingar do governo que lhe fez sofrer. Mais clichê, impossível.

Vilão genérico e bombadão sem qualquer carisma

Encontrados e recrutados por uma agente da Shield… isto é… da inteligência russa, os heróis – Ler,  o líder do grupo, com a habilidade de controlar a terra; Xenia, capaz de ficar invisível quando próxima da água; Khan, um hábil lutador com foices e supervelocidade; e Arsus, com o poder de se transformar em um urso (o animal símbolo da Rússia) – são enviados contra Kuratov, que tem a habilidade de controlar equipamentos eletrônicos e também de gerar antipatia para o público que assiste o filme.

Morra de inveja Rocky Racoon!

Com a premissa de ser um Quarteto Fantástico russo, o filme não chega a ser totalmente ruim, mas está longe de passar alguma emoção aos espectadores ou gerar identificação dos personagens com o público. É um filme frio, que apenas cumpre o papel de entreter, sem qualquer comprometimento. Enquanto os filmes hollywoodianos buscam gerar uma empatia capaz de gerar uma franquia, Os Guardiões não fazem nenhum esforço para seguir essa regra: o filme nasceu para ser único. Pelo menos, até a Marvel resolver lançar um longa-metragem dos Supersoldados Soviéticos e mostrar como é que se faz um filme de super-heróis.

Vanguard, Ursa Maior, Dínamo Escarlate e Estrela Negra: os heróis russos da Marvel.

Cotação: 

 

Crítica (em vídeo): Guardiões da Galáxia Vol. 2

Com estreia em 27 de abril (uma semana antes que nos Estados Unidos), o filme Guardiões da Galáxia Vol. 2 chega aos cinemas dando continuidade à Fase 3 da Marvel e com a missão de manter o alto nível do longa anterior, que conquistou público e crítica. Será que ele conseguiu? Veja a crítica no vídeo:

Cotação: