Visão de Raio X: Horácio – Mãe

Em mais uma edição do quadro Visão de Raio X, apresentamos a mais recente Graphic MSP que acaba de chegar às bancas e livrarias: Horácio – Mãe, do cartunista Fábio Coala, autor do site Mentirinhas. O álbum é o 19º. volume do selo e tem toda cara de desenho animado – poderia até virar um longa-metragem a ser lançado em DVD! – ao retratar a busca do dinossaurinho criado por Mauricio de Sousa pelas suas origens e pela mãe que ele não conheceu. Veja nosso vídeo analisando esta HQ.

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Xeretando: O tema cantado do Superman

Em mais uma edição do nossa seção Xeretando, desencavamos uma pérola musical do final dos anos 1970. Não é nenhum exagero afirmar que o tema de Superman – O Filme (1978), composto por John Willians para o longa-metragem do Homem de Aço é uma das mais icônicas trilhas sonoras de cinema e tornou ainda mais memorável o filme estrelado por Christopher Reeve – aliás, em se tratando de John Willians, é difícil uma trilha criada por ele que não tenha se tornado icônica. 

“Olha lá no céu! É um disco voador? Não! É o disco vinil do Superman!”

A marcha é tão marcante que é impossível pensar no Superman sem que os acordes da música venha à mente e vice-versa: não dá para ouvir a música sem mentalizar o herói. E é curioso notar que o tema tem alguns acordes bem parecidos com a trilha da série de TV dos anos 50, estrelada por George Reeves. O fato é que Willians conseguiu criar um tema vibrante, inspirador e heroico, que começa suave e vai crescendo até atingir as alturas, bem à semelhança daquele a quem a música representa.

Disco raríssimo com a única versão cantada do clássico tema de John Willians

Mas pouca gente sabe é que o tema instrumental teve uma versão cantada, voltada para crianças, lançada em 1979 – ano do lançamento do filme no Brasil (por aqui o longa só estreou em abril de 1979, quatro meses depois dos Estados Unidos). Trata-se de um compacto em vinil azul, transparente (como era comum nos discos infantis), lançado pela WEA Discos, gravadora pertencente à Warner Bros., o que deixa claro que a versão foi feita com o aval da produtora.

O vinil era azul e transparente, bem comum nos discos infantis da época.

O lado A do disco trazia a música “Super-Homem” – Tema do Super-Herói, enquanto que o lado B tinha “The Flying Sequence”, o tema romântico do Superman (esta, apenas instrumental), ambas com arranjos do maestro Eduardo Assad. A versão cantada é de autoria do compositor Paulo Sérgio Valle e as vozes ficaram por conta de um coral infantil chamado Os Pequenos Cantores de Krypton, em sua única gravação conhecida (no disco, Krypton estava grafado com I). A letra ainda traduzia o nome do herói, que só passou a ser chamado de Superman na segunda metade da década de 1990, após a série Lois & Clark. Abaixo, a letra da música e o vídeo para você ouvir esta pérola musical:

Eterno Christopher Reeve

Super-Homem 

Atenção, vem vindo no ar
Parece até que é um avião
Um ser do espaço, é o Super-Homem
O Homem de Aço que vem lutar pelo bem

Mais veloz que a luz e o som
Tão audaz, de tudo é capaz
Ele veio do espaço, de outro planeta
Onde morava Jor-El,
Em um ponto do céu

Onde houver perigo o Super-Homem vai
Defender com muito amor a nossa paz
É por isso que ele é o nosso herói
Sempre do lado de quem
Só quer fazer o bem

Onde houver amor o Super-Homem vai
Pra fazer um mundo bom pra se viver
Seu poder faz dele o nosso super-herói
Superamigo também
Que as crianças têm

Crítica: Os Incríveis 2

No dia 28 de junho, estreia o filme Os Incríveis 2 (Incredibles 2, 2018), o 20º. longa-metragem da Pixar, que dá continuidade à franquia iniciada em 2004, quando estreou o primeiro longa-metragem da super-família. Novamente dirigido por Brad Bird, o novo filme teve sua estreia antecipada em um ano pela Pixar, pois o filme Toy Story 4 – que deveria estrear este ano – estava com sua produção atrasada e, como Os Incríveis 2 já estava mais adiantado, trocou de data com a turma de brinquedos. Sorte nossa!

Vale destacar que Os Incríveis 2 conta com as vozes do jornalista Evaristo Costa, dos apresentadores Raul GilOtaviano Costa e da atriz Flávia Alessandra na dublagem. Veja abaixo nossa crítica sem spoilers. 

Visão de Raio X: Coleção Histórica Marvel – Mestre do Kung Fu

Em todas as bancas e livrarias, as quatro edições da Coleção Histórica Marvel – Mestre do Kung Fu (Panini) chegaram com poucos dias de diferença entre uma e outra. Se o lançamento irregular fez mal pro bolso, fez muito bem para a ansiedade, pois permitiu ler mais rapidamente esse material brilhante com roteiros que privilegiavam a ação e uma arte quase cinematográfica.

Herói veio na onda de filmes de artes marciais que viraram febre nos anos 1970

Primeira vez que esse material está sendo republicado após mais de 30 anos, o Mestre do Kung Fu representa um complicado caso de direitos autorais que quase fez os leitores nunca mais verem essas histórias novamente. Tudo porque a editora, na onda da febre de artes marciais que atingiu o mundo no início dos anos 1970, criou um herói inspirado em outros personagens da literatura britânica – no caso, o pai do Mestre do Kung Fu, o maligno Dr. Fu Manchu, criação do autor inglês Sax Rohmer, bem como seus antagonistas: Sir Denis Nayland Smith, Dr. Petrie e Black Jack Tarr – e, depois do cancelamento do título nos anos 1980, perdeu o interesse em renovar os direitos de publicação desses personagens.

Yes, nós temos caixinha!

Com isso, embora Shang-Chi continuasse fazendo suas aparições nos títulos da editora, seu pai e colegas nunca mais puderam ser mencionados. Em 2015, a Marvel conseguiu recuperar esses direitos (detalhes não foram divulgados) e rapidamente anunciou a publicação dos Omnibus (encadernados com mais de 700 páginas) com toda saga do personagem. Material este que chega ao Brasil pela Coleção Histórica Marvel, cujos quatro volumes reproduzem o primeiro omnibus americano, com a diferença que nós temos uma caixinha para guardar as edições.

Um presentaço para os leitores antigos e também para os novos leitores conhecerem esse filosófico herói em histórias repletas de espionagem, intrigas, ação e lutas coreografadas em detalhes, além de quadrinhos pra lá de inovadores. Veja o vídeo abaixo nossos comentários sobre a coleção.

Visão de Raio X – Scooby Apocalipse

A Panini lançou mais um encadernado com os personagens Hanna-Barbera. Depois de Future Quest (focado na aventura) e Os Flintstones (mais voltado para o humor), chega às bancas Scooby Apocalipse, uma versão adulta dos Caçadores de Mistérios, que pouco lembra a turma atrapalhada e divertida dos desenhos animados. Nesta HQ, a ameaça é real e os personagens têm que matar ou morrer. Com humor, mas muito mais focado no terror, a edição conta como Fred, Daphne, Velma, Salsicha e Scooby se uniram contra uma ameaça comum e os perigos que enfrentam nessa empreitada. Veja nossa análise no vídeo a seguir.

Visão de Raio X 06 – O Melhor da Disney no Brasil

Chegou recentemente ás bancas e livrarias o primeiro exemplar da nova revista trimestral O Melhor da Disney no Brasil 1950 – 1952, trazendo os primórdios desses personagens em nosso País, que inauguraram a Editora Abril, com o primeiro número da revista Pato Donald, em 1950. No vídeo abaixo, esmiuçamos a edição, que é recheada de curiosidades e informações acerca das publicações Disney no Brasil e no mundo, durante o início da década de 1950.

Crítica (em vídeo): Vingadores – Guerra Infinita

ATENÇÃO: CRÍTICA SEM SPOILERS.

Estreou na última quinta-feira o filme Vingadores: Guerra Infinita (Avengers – Infinity War, 2018), longa-metragem que, desnecessário dizer, está entre os mais aguardados filmes deste e dos últimos anos. A expectativa não é em vão: trata-se do resultado de todo trabalho desenvolvido pela Marvel Studios ao longo de 10 anos, com a estreia de Homem de Ferro (exatamente hoje, 30 de abril, em 2008).

“Eis o filme mais explosivo da década!”

Na verdade, Homem de Ferro foi o início de um plano de ação que culminou no primeiro Vingadores, em 2012. Ali, foi deixada a semente, com a aparição de Thanos na cena pós-crédito, que agora chega ao seu ápice, com a batalha de todos os heróis. Não é pouca coisa. Obviamente, seria pretensão dizer que a Marvel já pensava em Guerra Infinita quando lançou Homem de Ferro… mas não há como negar que tudo foi muito bem amarrado desde aquele momento, filme após filme. E temos uma grande produção, que analisamos no vídeo a seguir.