Dica Literária: Sílvio Santos: A Trajetória do Mito

Dizem por aí que tudo que Sílvio Santos toca vira dinheiro. O livro Sílvio Santos: A Trajetória do Mito, do professor e pesquisador Fernando Morgado, é uma prova de que o animador não precisa nem tocar para fazer sucesso: basta trazer seu nome e já é garantia de boas vendas. Lançado no início deste ano, o livro já está em sua quarta edição, o que significa que, em cerca de cinco meses, foram vendidos exemplares suficientes para garantir quatro reimpressões.

Livro traz texto dissertativo e declarações do próprio animador.

Publicado pela editora Matrix, o livro não se limita a contar a história do empresário e animador, mas inclui uma série de depoimentos saídos de sua própria boca que mostra como pensa e age um dos artistas mais amados do Brasil. O livro é dividido em seis capítulos: o primeiro traça, em linhas gerais, um perfil do homem Senor Abravanel, o filho de imigrantes que começou sua vida como camelô e, com uma visão empreendedora como poucos, evoluiu, enriqueceu e se transformou em dono de uma das maiores redes de televisão do País.

O autor, em noite de autógrafos na livraria Saraiva.

Os seguintes, temáticos, apresentam um perfil de Sílvio sobre Negócios, o Artista Sílvio Santos, o Dono de Televisão, o ingresso na Política e a Vida Pessoal. O livro termina com uma breve linha do tempo cronológica de sua vida. A obra tem uma leitura tão cativante e ágil que é praticamente impossível parar de ler. O pensamento de Sílvio Santos, por vezes contraditório (ora extremamente conservador, ora liberal), e sua linha de trabalho disciplinada consistem de um verdadeiro modelo de dedicação e perseverança, admirável até mesmo para quem não acompanha seu programa dominical. Simplesmente porque a história de Sílvio Santos vai além do artista e apresentador, mas entra em outros campos, como empreendedorismo, disciplina, honestidade, ética, visão de mundo e muito mais.

Morgado entregou seu livro pessoalmente a Sílvio Santos.

Trata-se de uma leitura apaixonante, não apenas pela suntuosa figura que Sílvio Santos representa, mas porque sua história de vida é, de fato, um exemplo de como o trabalho é importante na vida de uma pessoa. É fato que nem tudo que Sílvio Santos faz é digno de elogios ou de aprovação. No entanto, pelo texto, é possível ver que os motivos por trás de suas atitudes mais polêmicas são corretos, dentro de seu ponto de vista.

Ma oeeee… Sílvio Santos exibe sua biografia.

A apuração do autor é tão boa que apresenta muitos fatos inéditos (ou, ao menos, bem pouco divulgados) na vida do apresentador, que tornam ainda mais rica sua trajetória. Sílvio Santos é um mito, mas Senor Abravanel é um homem como qualquer um de nós, que precisou de ajuda de muita gente para galgar os degraus do sucesso – entre elas, Manoel de Nóbrega, a quem considera como um pai – mas que soube aproveitar suas oportunidades para fazer delas não apenas um degrau, mas um elevador. E que hoje ensina: “vamos sorrir e cantar porque do mundo não se leva nada”.

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Sílvio Santos em quadrinhos

Talvez muita gente não saiba, mas Sílvio Santos já foi personagem de quadrinhos mais de uma vez. Como um dos homens mais influentes do Brasil, dono de um império televisivo, o empresário, cujo nome verdadeiro é Senor Abravanel, já foi retratado diversas vezes em publicações de humor, como nas revistas da Turma da Mônica, Aventuras do Didi, Mad e a similar brasileira Pancada. Segundo o site Guia dos Quadrinhos, foram sete publicações (sem contar as reedições), fora as aparições surpresa que o site pode ter deixado escapar.

Sílvio Santos já foi parodiado diversas vezes nas HQs.

Além dessas participações especiais em quadrinhos alheios, o Homem do Baú também teve sua própria revista em quadrinhos publicada em 1969 pela editora Prelúdio que contou com tiragem de 200 mil exemplares e se esgotou rapidamente, tornando-se objeto de colecionador. Até agora, porque a Avec Editora conseguiu autorização para reeditar o material e lançará a revista em edição especial no mês de outubro. Sílvio Santos: Vida, Luta e Glória é de autoria de Rubens Francisco Lucchetti com desenhos de Sérgio M. Lima e conta a trajetória do empresário desde os tempos de camelô até se tornar um sucesso na TV aos domingos.

HQ passou por processo de restauração e colorização.

O responsável pelo relançamento é o escritor Rafael Spaca, que entrou em contato com o autor e recebeu a bênção para lançar a HQ. Originalmente publicada em preto e branco, a edição foi colorizada pelos alunos da Faculdade Rio Branco em São Paulo e terá uma tiragem bem menor – apenas 1000 exemplares (o mercado de quadrinhos mudou bastante…). Porém, segundo Arthur Vecchi, dono da Avec Editora, declarou ao site BOL, haverá possibilidade de novas edições, caso a procura seja grande. O álbum será em formato A4, capa cartonada e papel couché e já está em pré-venda pelo site Amazon.

Sílvio Santos é modelo de como o trabalho pode engrandecer o homem.

Apesar das mudanças, adaptadas para os quadrinhos atuais, a história original será preservada e contará com uma introdução do autor, contextualizando a história (uma vez que a inauguração do SBT, fato importante na trajetória do apresentador, obviamente, ficou de fora já que a revista foi publicada 12 anos antes deste acontecimento). Com seu exemplo de profissionalismo, Sílvio Santos conquistou uma carreira vitoriosa que serve de inspiração para muita gente e esta HQ pretende resgatar essa história e apresentá-la numa linguagem acessível a todas as idades. Um lançamento mais do que bem-vindo. Sílvio Santos merece essa homenagem e seu público também merece esse presente para ler e guardar para sempre.

Caricaturas de Sílvio Santos viram livro

blog abreEm dezembro de 2014, o apresentador Silvio Santos completou 84 anos e foi tema de uma exposição de caricaturas que percorreu várias estações do Metrô em São Paulo e Rio de Janeiro. A mostra foi organizada em parceria entre o SBT e a Associação dos Cartunistas do Brasil e contou com arte de artistas como Aroeira, Baptistão, Mauricio de SousaQuinho, entre outros.

Ma oe... vem pra cá, vem pra cá...

Ma oe… vem pra cá, vem pra cá…

As imagens foram reunidas e viraram o livro 85 vezes Silvio Santos – As Melhores Caricaturas do Rei dos Domingos, pela Editora Astral Cultural, com lançamento previsto para a segunda quinzena de fevereiro. A obra foi organizada pelo também cartunista José Alberto Lovetro, o Jal, que também trabalha com Mauricio de Sousa. Por sinal, a capa do livro traz a caricatura criada pelo pai da Mônica. A obra já está em pré-venda em várias livrarias a preço promocional. A tiragem é limitada.

Simplesmente o melhor.

Simplesmente o melhor.

Muito mais do que um simples apresentador, Sílvio Santos é um mestre da comunicação, modelo de empresário bem sucedido, reconhecido como um dos maiores contribuintes do País e modelo de honestidade na administração de suas empresas. Trata-se de uma merecida homenagem a este ícone da TV, que mostra sua importância para a cultura popular e para o mundo da comunicação.

SBT 29 anos

Hoje, dia 19 de Agosto, o SBT faz 29 anos. Aproveito a oportunidade para fazer uma postagem dos melhores momentos da “TV mais feliz do Brasil” segundo minhas memórias, uma vez que acompanhei a assinatura da concessão pelo mestre Sílvio Santos. Aliás, o SBT tem o mérito de ser a primeira TV a transmitir o momento da sua própria concessão. Ao longo desses anos, o SBT se estabeleceu como uma emissora popular e conquistou a preferência das classes mais baixas, fato que a colocou na vice-liderança no Ibope, ameaçando a hegemonia da toda-poderosa Rede Globo.

Marco: haja lenço de papel!

Dentre os primeiros programas exibidos pela então TVS (numa clara menção ao dono da emissora, Sílvio Santos) estão os desenhos Marco e Heidi. Duas produções japonesas, Marco conta a história do menino que parte sozinho (cadê o Conselho Tutelar?!?) da Itália até a Argentina em busca de sua mãe, que veio para a América em busca de trabalho. O pequeno viajante passa os 52 episódios tentando achar sua mãe e, não raras vezes, está mais próximo dela do que imagina, mas ou não percebe, ou perde a oportunidade de encontrá-la por causa de algum acontecimento que o atrapalha. O tom dramático e sofredor do desenho fez com que muitas lágrimas fossem derramadas enquanto se torcia pelo protagonista. E a musiquinha de abertura, quem lembra? “Em um porto italiano / por detrás de uma montanha / vive o nosso amigo Marco / em uma humilde casiiiiiiiinha…” Veja abaixo a abertura do desenho (em espanhol):

Heidi: clássico da literatura e do SBT

Quando Marco terminou e Sílvio Santos anunciou Heidi como sendo superior, achei exagero. Não era. Heidi é uma menina órfã que vive na Suíça e vai morar com o avô, conhecido como um homem ríspido e antissocial. No entanto, a convivência com a inocente menina prova que ele não é tão ranzinza quanto pregavam. O desenho é apaixonante e, tão logo descobri que se tratava de uma adaptação da obra da autora suíça Johanna Spyri, tratei de adquirir o livro. É um marco (ops!) do SBT que deveria ser reprisado. Aliás, ele é tão marcante que vai ganhar um post exclusivo em breve, com mais detalhes da história. Abaixo, a abertura da série com seu inesquecível tema: (também em espanhol):

A primeira novela mexicana do SBT

Uma das características da programação do SBT é a parceria com a TV Mexicana Televisa. Desde sua origem, a emissora exibe novelas mexicanas e conquistou com elas uma grande parcela de fãs. A primeira novela a ser exibida foi Os Ricos Também Choram, que consagrou a atriz Verônica Castro e, junto com ela, a desconhecida cantora Sarah Regina, responsável também pelo tema de abertura da novela “Chispita” (outro sucesso mexicano do SBT), do desenho Jem e as Hologramas e da famosa vinheta Quem procura, acha

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Novela com gosto de seriado de aventuras

Quem lembrar desse ganha um doce

O SBT teve um núcleo brasileiro de novelas em seu início e produziu várias delas que fizeram relativo sucesso, tais como Jerônimo, A Justiça de Deus, A Força do Amor (lembram do cantor Adriano, que fez sucesso com o tema e desapareceu com a mesma rapidez?), Sombras do Passado (esta novela lançou o Luiz Ricardo, hoje garoto-propaganda do Baú da Felicidade), mas foram as novelas mexicanas que se tornaram marca da emissora. Criticadas por muitos, algumas novelas se tornaram verdadeiros clássicos, como as duas citadas acima e também: Carrossel, Quinze Anos (a primeira da hoje estrela Thalia), Alcançar uma Estrela (nesta, Ricky Martin dava seus primeiros passos como ator, após desligar-se do grupo Menudo), Vovô e Eu (protagonizada por um certo astro mirim chamado Gael Garcia Bernal), Maria do Bairro, Rebelde e outras.

Você consegue identificar esses rostinhos?

Nossos comerciais, por favor!

"The Real" Jota Silvestre (com microfone do Sílvio Santos)

Na linha de shows, vários apresentadores inesquecíveis passaram pelos estúdios do SBT: Flávio Cavalcanti, Ayrton e Lolita Rodrigues e o seu Almoço com as Estrelas, Jota Silvestre e o inesquecível O Céu é o Limite, Raul Gil, hoje de volta à casa, Moacyr Franco, com o delicioso “A Mulher é um Show”, uma espécie de precursor do programa Hebe com apresentador masculino, e Gugu Liberato em início de carreira com o impagável grito “Viva a noiteeeeeee!”

Os dois vieram do céu, mas um é ET, o outro é anjo.

As boas séries e filmes também fizeram o SBT crescer muito e botaram medo na concorrente. Das séries, o destaque vai para O Homem que veio do Céu, Super-Herói Americano, Esquadrão Classe A, V – A Batalha Final, Starman – O Homem das Estrelas, Super-Máquina, Voyagers – Os Viajantes do Tempo, Miami Vice, Carro Comando e o grande sucesso Pássaros Feridos.

Amor de padre: sucesso mundial

Rambo inaugurou o Cinema em Casa. E virou concurso no Gugu.

Quando o SBT comprou um pacotaço de filmes e estreou o Cinema em Casa, a Globo adotou uma estratégia no mínimo antiética, esticando sua novela (na época, Roque Santeiro) em até 60 minutos, para atrapalhar a programação da concorrente, mas SS não se fez de rogado e programou A Pantera Cor-De-Rosa para preencher o tempo enquanto a novela não acabava, tornando-se mais uma tradição da emissora. A estreia foi com o filme Rambo, depois veio Trovão Azul, Um Lobisomem Americano em Londres, Alligator, A História sem Fim, A Rena do Nariz Vermelho, Tuff Turf, Amor sem Fim e muitos outros.

Poderia ainda falar sobre os infantis (Bozo, Show Maravilha, Oradukapeta, Mariane, Do Re Mi Fa Sol La Simony), Jornalísticos (O Povo na TV, Aqui Agora, TJ Brasil, Documento Especial,), Humorísticos (Reapertura, A Praça é Nossa) e, claro, os inesquecíveis quadros do programa Sílvio Santos (Qual é a Música, Porta da Esperança, Show de Calouros, Ela Disse Ele Disse, O Preço Certo, Domingo no Parque, Cinderela…) mas um só post não basta. São 29 anos de história e só pelo que foi mostrado aqui, já dá pra perceber que o SBT tem muita história vivida e ainda por viver.

Campeão de audiência no coração

A verdade é que Sílvio Santos é um gênio da comunicação e exemplo de honestidade e trabalho. Sabe, como ninguém, como vender um produto, seja ele uma capinha de título de eleitor (seu primeiro item vendido como camelô), seja um carnê de mercadorias, seja um programa de TV. Por sua credibilidade, o SBT chega aos 29 anos com o vigor de um jovem adolescente. Pode ser chamado de “popularesco” por alguns, mas a emissora tem algo que as outras não têm: o sentimento de família envolvendo seus contratados. Falo isso por experiência própria, pois já tive contato com várias pessoas que lá trabalham e que passaram essa impressão. Eu alimento o sonho de, algum dia, também fazer parte dessa família que é a mais feliz do Brasil e, com sua programação, também fez os meus dias mais felizes. Parabéns, SBT!

Visite o novo site do SBT, inaugurado hoje, com visual moderno e vídeos exclusivos.

Visite também a página dedicada ao mestre Sílvio Santos.