Sequência Favorita – X-Men 2

No post de hoje, destacamos uma Sequência Favorita que também deve ser de muita gente sempre que lembra do filme X-Men 2 (2003), ou X2, como também ficou conhecido. E o interessante é que a cena é exibida logo no início do filme, criando um momento tão marcante logo em seus primeiros minutos – algo raro de acontecer.

A sequência foi reproduzida na adaptação em quadrinhos do filme.

A sequência mostra a invasão de Noturno (Alan Cumming) à Casa Branca, teletransportando-se pelos corredores e nocauteando mais de 30 seguranças do presidente (eu contei 34. Alguém corrige?), a fim de intimidar o líder americano e pedir liberdade para os mutantes. A cena dura apenas dois minutos e meio, mas tem um clima de ação tão frenético que o curto espaço de tempo já foi suficiente para deixar os fãs em êxtase.

Para interpretar Noturno, o ator precisou de uma pesada maquiagem.

Cumming foi escolhido para o papel por ser fluente em alemão – a nacionalidade do Noturno nos quadrinhos – e soltou até umas frases completas nessa língua durante o filme. Ele encarou uma maratona de dez horas de maquiagem no corpo para encarnar o herói mutante e, exatamente por isso, não retornou ao papel na sequência de 2006, X-Men – O Confronto Final. Como curiosidade, no videogame inspirado no filme, é revelado que Noturno abandonou os X-Men por preferir uma vida pacífica e não conseguir lidar com o intenso estilo dos heróis mutantes.

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Sequência Favorita 03: Homem-Aranha

Dando sequência (ops!) à nossa série Sequência Favorita, hoje destacamos uma cena de Homem-Aranha (2002), filme de estreia do aracnídeo no cinema (excetuando-se o episódio duplo da série de TV, que teve uma exibição nos cinemas em 1979). O longa trouxe Tobey Maguire no papel do herói e Kirsten Dunst como Mary Jane, com direção de Sam Raimi, teve uma cena que se tornou tão icônica que, certamente, entrou para a história do cinema. 

A cena marcante foi reproduzida pelo artista Alex Ross.

Convenhamos: um casal, beijo apaixonado e chuva são grandes clichês do cinema. Mas a cena do Homem-Aranha inovou por se tratar de um beijo sensual envolvendo máscaras e uma posição diferente, como só o herói aracnídeo poderia proporcionar. A sequência começa com Mary Jane saindo do trabalho à noite e sendo perseguida por bandidos. Peter Parker percebeu o perigo e correu para vestir seu traje heroico, mas não teve tempo suficiente e precisou salvar a amada sem a máscara mesmo, usando a escuridão de um beco para ocultar sua identidade.

Dois exemplos de como a cena marcou época.

Quando Mary Jane se aproximou, o rapaz fugiu, vestiu a máscara e, pendurado de ponta-cabeça, recebeu o agradecimento da jovem. Ela tirou a máscara do herói até a expor sua boca e lhe deu um beijo carinhoso – algo que o apaixonado Peter Parker não tinha conseguido ainda, pois não teve coragem de declarar seu amor. Às vezes, ter uma dupla identidade tem seus benefícios… A prova da importância desta cena é que ela foi repetida em outras oportunidades. Só para citar dois exemplos: na própria sequência, Homem-Aranha 3 (2007), quando Gwen Stacy (Bryce Dallas Howard) homenageia o herói em um evento público e na série The O. C., numa cena em que Seth (Adam Brody) cai do telhado e fica pendurado, sendo beijado por Summer (Rachel Bilson).

Sequência Favorita 02: Demolidor – O Homem sem Medo

A versão cinematográfica do Demolidor não é o que se pode chamar de unanimidade. O longa de 2003 dividiu os fãs e fez valer a máxima do “ame-o ou deixe-o”. Eu, particularmente, considero o filme bem simpático e fiel aos quadrinhos. Claro que não é nenhuma obra-prima do cinema e, sim, tem alguns momentos bem constrangedores – a luta no parque de diversões é o exemplo clássico – mas, de um modo geral, o filme cumpriu seu papel de apresentar o personagem ao público que não acompanha HQs e mostrar que a Marvel tem heróis bem bacanas em seu segundo escalão.

O filme tem seus defeitos, mas também foi bastante fiel às HQs.

Com Ben Affleck no papel do herói cego e Jennifer Garner como Elektra, a namorada do herói (pouco tempo depois, Garner se tornaria a esposa de Affleck, no melhor estilo da vida que imita a arte), o longa reservou para o casal uma cena cheia de romantismo e magia, que ganha mais sentimento com a versão instrumental música My Immortal, do grupo Evanescense, tocada ao fundo. A cena em questão é a chamada “cena da chuva”, na qual Matt Murdock leva sua amada para o terraço de um prédio onde ele costumava ficar quando criança. 

Uma linda cena de amor com efeitos especiais que emocionam

Quando Elektra diz que precisa ir, Matt pede que ela fique mais um momento, até que comece a chover, pois queria “vê-la” por meio das vibrações provocadas pelos pingos da chuva em seu rosto e captadas por sistema de radar do advogado. A forma como isso é mostrado no filme é repleto de poesia, num efeito especial simples, mas de beleza ímpar. O efeito se repete na cena do funeral do pai de Elektra (deve ser alguma norma de Hollywood que todo funeral tenha chuva), desta vez com My Immortal cantada e um extra: Elektra abre um guarda-chuva e seu rosto desaparece no radar de Matt. Genial!

Sequência Favorita 01

Já faz um tempo que venho amadurecendo a ideia de inaugurar esta seção,  destacando aquelas cenas de filmes que mexem com os nossos sentimentos, seja a vibração por uma cena empolgante, o sonho numa cena romântica ou até mesmo as lágrimas por algum momento mais tocante. No final do mês passado criei até mesmo um rascunho para ficar como lembrete e, assim que sobrar um tempo, redigir o texto. Infelizmente, com a notícia da morte de Margot Kidder na tarde de ontem, a seção Sequência Favorita é inaugurada como uma forma de homenagem póstuma. Apesar da triste motivação, o registro é importante, pois esta cena é uma das mais bonitas sequências da história do cinema. 

Making of da sequência de voo

Chamada de “The Flying Sequence” (a sequência de voo), a cena tem cinco minutos e é, para mim, a primeira que me vem à mente quando penso no assunto. Isso acontece por vários motivos: tanto pela fantasia – quem não gostaria de um voo noturno com o Superman? – como pela excelente direção da cena, a leveza do voo e, principalmente, pelo romantismo. A sequência é embalada pelo instrumental da música Can You Read My Mind?, cuja letra foi narrada por Margot Kidder, dando um toque de poesia à cena. Conta-se que Margot deveria cantar a música – que acabou sendo interpretada pela cantora Maureen McGovern – mas os “dotes musicais” da atriz (ou a falta deles, no caso) não ajudaram.

Cena é tão icônica que serviu de inspiração para outras produções e mídias.

Não importa, porque a música declamada ficou perfeita, garantindo uma cena inesquecível. Tão marcante que se repetiu em Superman IV – Em busca da Paz (1987, sem a mesma poesia e encanto), Superman – O Retorno (2006) e até mesmo na HQ que serve de prelúdio ao mesmo filme. Sabendo que a atriz partiu ontem, aos 69 anos, (re) ver esta cena é a justa homenagem do nosso blox a ela que marcou época neste filme tão icônico e, até o momento, a melhor adaptação do Superman para as telonas. Descanse em paz, Margot Kidder. Obrigado por nos fazer sonhar.

Letra da música Can You Read My Mind