Saído do Forno: Agentes da Shield

Na cola do sucesso da série televisiva Agentes da Shield – cuja quinta temporada estreia em 2018 pelo canal ABC – a Marvel lançou, em 2015, uma HQ de mesmo nome, com as aventuras dos agentes Phil Coulson, Melinda May, Jemma Simmons e Leo Fitz nos bastidores (ou nem tanto) das atividades dos super-heróis da Marvel. Esse material só chegou agora ao Brasil, pela Panini, em duas versões: capa cartonada (R$ 21,90) e capa dura (R$ 29,90) e papel couché.

Todo Universo Marvel interage com os agentes

Apesar do atraso de dois anos (e isso se faz sentir nas versões dos personagens, pré-Guerras Secretas), o encadernado é uma deliciosa surpresa. O texto ágil de Mark Waid coloca os agentes em contato com a nata do Universo MarvelVingadores, Homem-Aranha, Dr. Estranho – e faz da HQ tudo aquilo que a série deveria ter sido, mas não foi por questões de direitos autorais. A maior crítica dos fãs ao seriado foi exatamente a ausência de personagens conhecidos, fazendo com que Coulson e sua equipe se envolvessem com ameaças mornas e pouco atraentes, o que afastou grande parte da audiência.

Série marca a estreia de May, Fitz e Simmons nas HQs.

Livre dessas limitações, a HQ tem todo o Universo Marvel à disposição e o utiliza de forma primorosa. A primeira história já traz a equipe de Coulson aliada aos Vingadores para derrotar um grupo terrorista que aprisionou Heimdall e tomou posse de sua espada mística para fins de dominação. O conhecimento de Coulson dos poderes e características de cada herói o coloca como o grande estrategista, usando cada habilidade de maneira certeira contra os vilões.

Don’t touch Lola!

Na segunda aventura, Jemma Simmons se disfarça como professora na escola onde a Miss Marvel estuda a fim de desbaratar o contrabando de equipamentos de supervilões. Na história seguinte, o aliado de Coulson é o Homem-Aranha e tem até uma piada envolvendo Lola, o carro tunado do agente. A Mulher Invisível, a Feiticeira Escarlate e o Homem-Absorvente participam das histórias seguintes, que seguem o mesmo clima descontraído.

May é sub-aproveitada, mas ganha edição especial onde é destaque.

Um grande atrativo da edição é que as histórias são praticamente independentes e funcionam isoladamente, evitando o intrincado quebra-cabeças que é formado com as constantes continuações. Ao menos nesse início, há um pequeno item que relaciona as tramas e, mesmo assim, algumas delas funcionam sozinhas, com começo, meio e fim. Ideal para quem está começando a conhecer esse universo e veio atraído pela série de TV. A única crítica vai para o sub-aproveitamento da personagem Melinda May. Uma das mais carismáticas (ou quase isso) da série, ela mal aparece nas HQs. A boa notícia é que a personagem teve um edição especial solo que, espera-se, também seja publicado por aqui.

Fitz ganha um macaco de estimação. Mas só no final do encadernado.

O encadernado reúne as seis primeiras edições do título americano (restam mais seis na primeira fase). Na segunda série, os roteiros ficaram a cargo de Marc Guggenheim e durou 10 edições e incluiu também a participação do agente Grant Ward, que na TV se revelou um agente da Hidra infiltrado. Esta fase, porém, deve demorar um pouco para chegar ao Brasil. Enquanto isso, vale curtir as aventuras dos Agentes da Shield nos quadrinhos, num dos melhores encadernados da Marvel publicados pela Panini nos últimos meses. Considerando a baixa qualidade das HQs atuais, é para se comemorar um material deste nível. Nível oito, como os agentes.

Marvel lança novo gibi com Homem-Aranha Clássico

blog-abreA Marvel acaba de anunciar via twitter (@Marvel) um novo título para o Homem-Aranha a ser lançado em maio deste ano. Peter Parker: The Spectacular Spider-Man terá roteiros de Chip Zdarsky (Howard, The Duck) e arte de Adam Kubert (Wolverine: Origem II), trazendo as aventuras do Amigão da Vizinhança como ele sempre foi: aquele mesmo, incompreendido, azarado, pobretão, mas com uma vontade enorme de fazer o que é certo. A capa da edição mostra o herói abrindo a camisa e a aranha estilizada sem o brilho neon que caracteriza o aracnídeo atualmente.

Segundo o autor, o título fará parte de uma linha do tempo diferente da revista Amazing Spider-Man, da qual o roteirista Dan Slott  é o titular, que mostra Peter Parker como um empresário multimilionário em um uniforme tecnológico. O título explorará a vivência de Peter na cidade de Nova York, sua família e seus amigos, bem como a relação com seus parceiros super-heróis. Ou seja: exatamente aquilo que esperamos ver no aracnídeo mais amado do planeta.

Top 10 – Os maiores robôs da Marvel

blog-abreA Marvel postou em seu twitter (@marvel) um vídeo com o ranking dos 10 principais robôs (ou afins) da editora. Confira o vídeo abaixo e veja se concorda com a lista (texto em inglês).

 

 

Marvel anuncia elenco da série dos Fugitivos

blog-abreDisposta a conquistar também o segmento de séries de TV na mesma proporção em que já conquistou os cinemas, a Marvel anunciou hoje os seis jovens contratados para a série Fugitivos (Runaways), prevista para ir ao ar pelo canal streaming Hulu – canal semelhante à Netflix, mas ainda indisponível no Brasil – e estreia em 2018.

Equipe estreou em 2003. No Brasil, a primeira aparição foi na Coleção Pocket Panini, de 2006.

Equipe estreou em 2003. No Brasil, a primeira aparição foi na Coleção Pocket Panini, de 2006.

Se você não faz a mínima ideia de quem sejam os Fugitivos, não se envergonhe. O grupo é relativamente novo e não faz parte dos personagens mais conhecidos da editora. Mas foi uma das melhores coisas que a Marvel lançou no início da década de 2000, criados por Brian K. Vaughn (roteiros) e Adrian Alphona (desenhos). O sexteto se uniu por um detalhe que possuíam em comum: seus pais são supervilões, membros de uma equipe chamada Orgulho, que se reunia anualmente para um ritual misterioso que, a princípio, os filhos achavam ser uma reunião de caridade.

Equipe já se uniu aos Jovens Vingadores durante a Guerra Civil, numa série legal à beça!

Equipe já se uniu aos Jovens Vingadores durante a Guerra Civil, numa série legal à beça!

Quando descobriram que seus pais, na verdade, sacrificavam humanos para oferecer aos ídolos Gibborin e, assim, manterem seus poderes durante aquele ano, Alex Wilder, Nico Minoru, Chase Stein, Gert Yorks, Karolina Dean e Molly Hayes fugiram de casa (daí o nome da equipe) e passaram a lutar contra os pais. A série trouxe uma premissa bem interessante que mostrava um retrato da adolescência, com o conflito de gerações e as descobertas comuns da idade (no caso, os jovens descobriram que possuíam poderes incomuns, herdados dos pais). Abaixo, veja cada um dos atores selecionados e seus respectivos papeis:

Alex é o líder do grupo. E tem um grande segredo.

Alex é o líder do grupo. E tem um grande segredo.

Alex Wilder (Rhenzy Feliz) – Codinome: não tem. O líder da equipe, é um gênio intelectual, estrategista e hábil com computadores. Fã de super-heróis (para desespero de seus pais) e campeão no videogame, Alex é quem descobre primeiro que seu pai é um criminoso.

Nico é gótica, mística... e tem tendências suicidas.

Nico é gótica, mística… e tem tendências suicidas.

Nico Minoru (Lyrica Ocano) – Codinome: Irmã Grimm. Gótica, só se veste de preto e está sempre deprimida. Possui poderes místicos que são canalizados através do seu Cajadodo Absoluto. Sua magia possui duas características: só funcionam quando o sangue de Nico é derramado (o que faz com que ela viva se cortando) e só podem ser utilizadas uma única vez, de modo que ela tenha que ter muita sagacidade para inventar novos feitiços. Uma curiosidade: a mãe de Nico apareceu numa cena bem rápida em Doutor Estranho (2016).

Chase e seu Sapão providenciam o transporte da equipe.

Chase e seu Sapão providenciam o transporte da equipe.

Chase Stein (Gregg Sulkin) – Codinome: Boca-dura. Gênio tecnológico, construiu uma manopla de energia que lhe dá poder de fogo para lutar contra os inimigos e também é o criador do Sapão, um veículo voador que sua para transportar a si e seus amigos. É namorado de Gertrude Yorkes.

Gert tem um bichinho de estimação bem diferente.

Gert tem um bichinho de estimação bem diferente.

Gert Yorkes (Ariela Barer) – Codinome: Arsênico. Antes de descobrir que seus pais eram vilões, Gert acabou encontrando um dinossauro em seu porão e percebeu que tinha um elo mental com ele (ou ela, no caso, já que batizou o réptil de Alfazema). Essa ligação psíquica faz com que tudo que Gert sinta, Alfazema sinta também, seja sentimentos ou sensações. Gert tem um humor bem ácido e é engajada em causas sociais.

Karolina é de outro mundo... literalmente.

Karolina é de outro mundo… literalmente.

Karolina Dean (Virginia Gardner) – Codinome: Lucy in the Sky. Karol é uma extraterrestre com a habilidade de transformar seu corpo em energia que assume as cores do arco-íris.  Ela pode voar, disparar rajadas concusivas e usar a energia para projetar campos de força. É lésbica e sente atração por Nico, mas não foi correspondida.

Molly é hiperativa. E forte, muito forte.

Molly é hiperativa. E forte, muito forte.

Molly Hayes (Allegra Acosta) – Codinome: Fortona. Molly é a mais jovem do grupo e também a mais ingênua, por conta da pouca idade. Como seu codinome diz, é uma mutante dotada de superforça e invulnerabilidade, mas sempre que usa seu poder, ela fica com muito sono e precisa dormir imediatamente para recarregar as energias.

Manto e Adaga também vão virar série.

Manto e Adaga também vão virar série.

Em tempo: a Marvel também anunciou esta semana os atores escolhidos para a série de TV de Manto e Adaga, prevista para ir ao ar pelo Freeform, canal de séries e filmes online. Os astros Aubrey Joseph e Olivia Holt interpretarão, respectivamente, os personagens criados na década de 1980. A dupla surgiu como coadjuvante numa HQ do Homem-Aranha que discutia o problema do tráfico de drogas.

Manto e Adaga também ganham seus rostos.

Manto e Adaga também ganham seus rostos.

Forçados a provar de uma droga experimental, o jovem Tyrone Johnson adquire uma imensa escuridão em seu corpo que ele controla dentro de seu manto enquanto que Tandy Bowen adquire o poder de controlar a luz, que ela usa como adagas luminosas para purificar os jovens do vício. Essa premissa da oposição entre luz e trevas dá margem para roteiros que, se bem trabalhados, podem discutir a realidade das ruas, do preconceito, tráfico e outros. 

Título dos Defensores se alinha à série da Netflix

blog-abreA Marvel acaba de anunciar um novo título dos Defensores, equipe tradicional da editora, criada em 1971 por Roy Thomas. A novidade está na formação da equipe que passa a ser alinhada à produção vindoura da Netflix, com Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro. O novo título será escrito por Brian Michael Bendis (o atual faz-tudo da Marvel) e terá arte de David Marquez e o lançamento será em junho.

Equipe original foi criada em 1971

Equipe original foi criada em 1971

Para quem não sabe, os Defensores é uma equipe de super-heróis com uma característica bem diferente das tradicionais: eles não possuem nenhum esconderijo secreto ou uma sede – como os Vingadores ou a Liga da Justiça, por exemplo – e só se reúnem quando alguma ameaça assim exige. Originalmente, o grupo foi formado pelo Dr. Estranho, Hulk e Namor e estrearam na revista Marvel Feature 1 (1971). Três edições depois, ganharam um título próprio e novos membros: Surfista Prateado (The Defenders 2, 1972) e Valquíria (The Defenders 4, 1973).

Série da Netflix estreia em setembro.

Série da Netflix estreia em setembro.

O interessante da nova publicação é que o logotipo é o mesmo da publicação original. Apesar da proximidade da série da Netflix (prevista para estrear em setembro deste ano, seis meses depois de Punho de Ferro, que chega em março), o diretor executivo da Marvel, Tom Brevoort afirmou que a ideia para tal formação surgiu em 2012, quando Punho de Ferro, Luke Cage e Demolidor integraram os Novos Vingadores (título também encabeçado por Bendis).

Heróis unidos - uma selfie defensora

Heróis unidos – uma selfie defensora

A equipe, totalmente urbana, mostrará a luta dos heróis nas ruas, combatendo traficantes e criminosos que batalham pelo domínio da cidade de Nova York. Ao mesmo tempo, dará a Bendis a oportunidade de trabalhar tudo aquilo que ele vinha inserindo nas mitologias desses personagens ao longo dos últimos anos. Ou seja, não é apenas um título que embarca na modinha de uma série de TV, mas uma consequência de sementes plantadas nos últimos cinco anos.

Nick Fury volta a ter um título solo

Novo título do agente casca grossa chega nos EUA

Novo título do agente casca grossa chega nos EUA

A Marvel acaba de anunciar a nova HQ de Nick Fury, que estreia em abril nos Estados Unidos e traz o jovem filho do Nick Fury original tentando provar que é digno do legado do pai. O título é escrito por James Robinson, que afirma que, diferente do título anterior – referenciado na capa (preenchendo o corpo do personagem) – as tramas são focadas somente em Fury, sem agentes da Shield para ajudá-lo nas missões. No entanto, o escritor revela que a agência estará monitorando seus passos, testando suas habilidades para saber se ele é mesmo capaz de substituir o pai. No Brasil, este título deve estrear somente em 2018.

Opinião desse blog: a Marvel parece ter aderido à tendência de que menos é mais e está simplificando seus logotipos. Ou então aderiu à outra tendência: a da preguicite aguda para desenvolver logos mais criativos. Não é preciso nada 3D ou muito sofisticado. Bastaria uma fonte um pouco mais desenhada…

Novo Universo Marvel comemora 30 anos

blog-abreEntre outubro e novembro de 1986, a Marvel lançou um novo projeto em comemoração aos seus 25 anos – contados a partir da publicação da revista Fantastic Four 1 (1961), título que inaugurou oficialmente a Era Marvel. Anos depois, adotou-se como aniversário oficial da editora, o lançamento da revista Marvel Comics 1 (1939). A ideia consistia em uma nova leva de super-heróis, desvinculados do universo em que viviam o Homem-Aranha, Capitão América e companhia, com uma temática mais realista.

Anúncio da época mostrava o Evento Branco como catalizador dos novos heróis.

Anúncio da época mostrava o Evento Branco como catalizador dos novos heróis.

Jim Shooter, o editor-chefe da Marvel na época, ficou encarregado da criação desse “novo universo Marvel”, que resultou em oito novos títulos interligados por um fato em comum, o chamado Evento Branco. Trata-se de um fenômeno cósmico que despertou os superpoderes em uma parcela da população do planeta – ideia que foi adaptada, anos mais tarde, na série de televisão Heroes (2006-2010). Para diferenciar os novos títulos do universo tradicional, as capas traziam uma borda preta com a inscrição Novo Universo, além de um selo mostrando a Terra atingida pelo Evento Branco.

Novo Universo começou marcado por uma estrela.

Novo Universo começou marcado por uma estrela.

O primeiro título a ser lançado foi Star Brand, em outubro de 1986, seguida por Spitfire and the Troubleshooters (que passou a se chamar Codename: Spitfire a partir da edição 10). No mês seguinte, chegaram os outros seis títulos: Psi Force, Justice, Mark Hazzard: Merc, Kickers, Inc., Nightmask e D.P. 7. Como toda novidade, o Novo Universo foi um sucesso… mas só nos primeiros meses. Os leitores logo cansaram daquele universo desvinculado do tradicional e os roteiros pouco criativos, com um realismo que amarrava as tramas. Além disso, problemas internos na editora, como a saída de Jim Shooter e sua substituição por Tom DeFalco, provocou uma mudança na linha editorial que não conseguiu segurar os títulos.

P.N. 7 lembravam os X-Men e tiveram vida mais longa.

P.N. 7 lembravam os X-Men e tiveram vida mais longa.

Como resultado, metade das revistas foram canceladas um ano depois: Kickers, Inc., Mark Hazzard: Merc e Nightmask encerraram na edição 12, enquanto que Spitfire foi até a edição 13. Pouco depois, Star Brand também chegou ao fim com a edição 19. Apenas Psi-Force, Justice e D.P. 7 tiveram uma vida mais longa, com 32 edições mensais, talvez por serem títulos mais “super-herói” do que os outros. Antes do cancelamento definitivo da linha, a Marvel ainda lançou algumas minisséries e edições especiais como Marvel Graphic Novel: The Pitt (1987), The Draft (1988), The War (1989) e Untold Tales of the New Universe (2006), minissérie criada para celebrar os 20 anos do lançamento do Novo Universo.

Crossover entre o Novo Universo e o Universo Marvel tradicional

Crossover entre o Novo Universo e o Universo Marvel tradicional

Como alguns personagens caíram no gosto dos leitores, a Marvel criou um crossover com o personagem cósmico Quasar, que acidentalmente vai parar no Novo Universo e usa a Marca da Estrela para voltar ao nosso universo. Porém, ele causa um evento que se resolve na saga Starblast (inédita no Brasil) com repercussões nas revistas do Quarteto Fantástico, Namor, Defensores além do próprio Quasar. Justice também apareceu na revista Homem-Aranha 2099, sendo apresentado como o Profeta da Rede.

Não é só a DC que faz reboots...

Não é só a DC que faz reboots…

Em 2007, o roteirsta Warren Ellis reimaginou o Novo Universo na minissérie em seis edições New Universal, que trouxe novas origens para os personagens. Oficialmente, a minissérie foi considerada como uma realidade paralela, mas esses conceitos foram retomados em 2013 pelo roteirista Jonathan Hickman, que inseriu os personagens Estigma e Máscara Noturna no universo Marvel tradicional. Na série dos Vingadores da fase Nova Marvel, os dois heróis ingressam na superequipe e ajudam na batalha contra o vilão Ex-Nihilo. Até o momento, os outros personagens do Novo Universo continuam na geladeira e não há informações se também serão incorporados ao universo tradicional.

Estigma e Máscara Noturna são inseridos em definitivo no Universo Marvel tradicional

Estigma e Máscara Noturna são inseridos em definitivo no Universo Marvel tradicional

No Brasil, o Novo Universo foi publicado em apenas duas revistas mensais: Força Psi e Justice. A primeira foi lançada em 24 de julho de 1987 e trazia um mix formado pelos títulos Força Psi, Estigma, a Marca da Estrela, Trovão e Máscara Noturna. No dia 5 de agosto de 1987, chegava às bancas Justice, que dividia suas aventuras com Merc, o Mercenário, Torpedos e P.N. 7. As duas revistas foram canceladas na edição 12, com grande parte do material americano permanecendo inédito. Estigma, o preferido dos leitores brasileiros, migrou para a revista Superaventuras Marvel anos depois e foi publicado até o final (apenas as edições 9 e 10 permanecem inéditas).

No Brasil, os dois títulos do Novo Universo, com 12 edições cada.

No Brasil, os dois títulos do Novo Universo, com 12 edições cada.

A seguir, um resumo de todos os títulos do Novo Universo Marvel:

Uma tatuagem é a arma mais poderosa do Universo. Morra de inveja, Lanterna Verde.

Uma tatuagem é a arma mais poderosa do Universo. Morra de inveja, Lanterna Verde.

Estigma, a marca da Estrela (Star Brand): A revista era protagonizada pelo jovem Kenneth Connell, que recebeu de um extraterrestre chamado apenas de “o Velho” uma tatuagem no formato de uma estrela que lhe conferia poderes extraordinários. Essa tatuagem era a arma mais poderosa do universo e podia ser transferida, segundo a vontade de seu portador. Com isso, Ken (e a Terra) se tornou um alvo para outros aliens, que desejavam roubar dele a marca da estrela.

Homem de Ferro versão feminina. E a Riri Willians achando que era pioneira...

Homem de Ferro versão feminina. E a Riri Willians achando que era pioneira…

Trovão (Spitfire and the Troubleshooters): Era uma espécie de Homem de Ferro com uma ajudantes adolescentes. Na verdade, uma mulher de ferro, já que a usuária da armadura MAX (sigla para Man Amplified eXperimental Armor, ou Módulo Amplificador Experimental, em português) era a professora Jennifer Swensen. A armadura foi desenvolvida pelo pai de Jenny para revolucionar o mercado da construção, mas atraiu a atenção de militares que desejavam utilizar o artefato para fins bélicos. Com isso, Jenny rouba a armadura e, com a ajuda de um grupo de alunos gênios chamados de Milagrosos (Theresa Roberts, Eduardo Giotti, Tim Ferris, Eric Chin e Andrew Meadows) passa a usar o protótipo para vingar a morte do pai e combater o mal.

Pela união de seus poderes, eu sou... o Falcão Psi!

Pela união de seus poderes, eu sou… o Falcão Psi!

Força Psi (Psi-Force): Cinco jovens descobrem com poderes paranormais passam a fugir de pessoas que desejam explorar esses poderes para fins egoístas e são protegidos por um agente indígena chamado Emmet Proudhawk, também um paranormal telecinético. Quando Emmet morre, após um confronto psíquico, os jovens – Wayne Tucker, com poderes telepáticos; Kathy Ling, uma telecinética; Tyrone Jesup, capaz de projetar uma forma astral; Michael Crawley, com o poder de explodir coisas com a mente; e Anastasia Inyushin, com habilidade para cura – se reúnem ao redor do medalhão de seu mentor e libertam o Falcão Psi, uma forma mística dotada da união dos cinco poderes, num conceito bem parecido com o desenho Capitão Planeta, que foi lançado anos depois.

Fazendo justiça com as próprias mãos... literalmente!

Fazendo justiça com as próprias mãos… literalmente!

Justice (Justice): John Tensen é um guerreiro de outra dimensão, com poder de enxergar a aura das pessoas e, com isso, fazer justiça e proteger os inocentes. Para isso, ele usa a “espada”, um poder energético gerado pela sua mão direita e o “escudo”, gerado pela sua mão esquerda. Sem memória, John surge em nosso mundo e, lembrando apenas de seus conceitos de bem e mal, se torna um justiceiro em busca de sua identidade.

Mutantes, não! Paranormais!

Mutantes, não! Paranormais!

P. N. 7 (D. P. 7): Sete pessoas com estranhas habilidades procuram uma clínica especializada em paranormais a fim de encontrar uma cura ou uma forma de controlar esses poderes, mas o que encontram são uma organização interessada em dominar essas habilidades e evitar o surgimento de novos paranormais. Assim, os sete se tornam um grupo de fugitivos e párias da sociedade. A equipe é formada por David Landers (Montanha, um homem de grande estatura e força sobre-humana), Randall O’Brien (Anticorpo, jovem capaz de liberar um espectro eletromagnético de seu corpo), Stephanie Harrington (Brilho, capaz de aliviar a dor e a tensão e curar pequenos ferimentos), Lenore Fenzl (Crepuscular, capaz de emitir radiação de seu corpo que provoca desmaios em quem está ao redor), Denis Cusinski (Scuzz, com a habilidade de desintegrar tudo o que toca), Charlotte Beck (Fricção, capaz de modificar a superfície dos objetos, eliminando o atrito ou tornando-os aderentes) e Jeffrey Walters (Vulto, dotado de supervelocidade).

Só para os fãs de esporte.

Só para os fãs de esporte.

Torpedos (Kickers, Inc.): o astro do futebol americano Jack Magniconte adquire força sobre-humana após os Evento Branco e tem seus dons despertados ao se submeter a uma máquina inventada por seu irmão mais velho Steve,  com o objetivo de aumentar a massa muscular. Com isso, o Senhor Magnífico, como era conhecido no campo, passou a ter uma vantagem sobre os outros jogadores, o que provocou sua saída do futebol. Quando Steve foi assassinado porque Jack se recusou a jogar no Superbowl, o astro se uniu a seus parceiros de time e, juntamente com sua empresária Darlene, formou a equipe dos Torpedos, para investigar casos incomuns e ajudar outras pessoas.

Justiceiro versão Novo Universo

Justiceiro + Nick Fury + Luke Cage = Merc

Merc, o Cão de Guerra (Mark Hazzard: Merc): Veterano da Guerra do Vietnã, Mark Hazzard é um ex-militar solitário e renegado, que usa suas habilidades aprendidas na guerra para ganhar dinheiro, oferecendo seus serviços a quem pagar melhor, desde que ele acredite na causa.

Freddy Krueger que se cuide!

Freddy Krueger que se cuide!

Máscara Noturna (Nighmask): Após o Evento Branco, o jovem Keith Remsen desperta de um coma e descobre ter a habilidade de entrar no sonho das pessoas e interagir com elas por ali. Assim, o psicoterapeuta Keith tornou-se o herói Máscara Noturna e passou a usar seus poderes para resolver os problemas de seus pacientes penetrando em seus sonhos. O problema é que o que acontece a Keith no mundo onírico se reflete em sua vida real. Assim, o herói precisa lidar com os perigos dessa dimensão da psique humana e continuar vivo para voltar à realidade.