Leituras da Semana – Dezembro (5)

Adeus, ano velho! Feliz ano novo! Estamos encerrando o ano de 2017 exatamente no domingo para já começarmos um novo ano, um novo mês e uma nova semana com muitas expectativas de coisas boas para acontecer. Estas são as últimas leituras do ano e, para 2018, estamos estudando um novo esquema para nossas resenhas. Talvez fazer um texto só, destacando a melhor da semana e as outras apenas dando uma geral ou fazer um ranking, com notas ou ainda abolir de vez essa seção e postar com mais frequência a seção Saído do Forno, resenhando uma única HQ por vez. O que acham? Deixem suas sugestões nos comentários.

Conclusão espetacular

Future Quest Vol. 2 (dez/2017) – O conclusão do arco que reúne os super-heróis do Universo Hanna-Barbera atinge seu clímax, com todos unindo forças para derrotar o alienígena Omnikron. A ação não para e explora bem as características de cada personagem. A única exceção é o Galaxy Trio, que ficou totalmente esquecido. A história termina deixando aquele gosto de quero mais, um desejo que a DC Comics transforme esse título em uma publicação mensal. Infelizmente, a série terminou, mas a boa notícia é que, este ano, a editora lançou o título Future Quest Presents, com histórias-solo dos heróis. A editora também lançou o especial Adam Strange/Future Quest, que mostra um crossover da família de Jonny Quest e o Homem-Pássaro com o herói da DC. De bônus, um encontro entre Batman, Mulher-Gato e Manda-Chuva. Tomara que a Panini também traga esse material para o Brasil.

Superbobagem

Superman 9 (dez/2017) – A conclusão do arco Multiplicidade é a coisa mais inútil já lida nos últimos tempos. As lutas são bacanas, mas as soluções ficam mal explicadas, o vilão é derrotado de forma ridícula e a história termina no ar. A ideia de juntar vários Supermen de realidades diferentes é até bacana, mas muito mal desenvolvida pelo roteirista Peter J. Tomasi. Felizmente, foi bem curta (só três capítulos).

Intrigante

Action Comics 9 (dez/2017) – O que a revista do Superman teve de ruim, esta Action Comics tem de boa. O mistério sobre o Clark Kent humano cresce cada vez mais e Lois Lane se dispõe a descobrir o que se esconde por trás dele. Ao mesmo tempo, o Superman e Aço lutam para salvar a vida da Superwoman, enquanto a localização da Fortaleza da Solidão é descoberta, com consequências catastróficas.

Em busca da verdade (ainda!)

Mulher-Maravilha 9 (dez/2017) – Passado e presente continuam se misturando na revista da Princesa Amazona. A primeira história se passa no passado e mostra os irmãos Fobos e Deimos tramando contra a vida de Diana. No presente, a Mulher-Maravilha continua confinada num sanatório, em busca da verdade sobre si mesma. Histórias mornas, sem nada fora do comum.

A nata dos mutantes está aqui.

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Clássicos XXXIV – X-Men – Segunda Gênese (nov/2017) – A reformulação dos X-Men em 1975 foi um divisor de águas para a carreira dos mutantes, que vinham sofrendo baixas vendas e o título estava à beira do cancelamento, só com republicações de histórias antigas. A nova equipe veio de encontro à premissa da equipe, que era a diversidade, e acrescentou heróis de vários países e etnias. Deu tão certo que o título se tornou, em pouco tempo, um dos mais vendidos da editora. Toda essa fase inicial está reunida nesse sensacional encadernado, com histórias já republicadas várias vezes (como a origem da equipe, a morte do Pássaro Trovejante e o nascimento da Fênix) e outras praticamente inéditas (como a batalha dos X-Men contra Black Tom Cassidy no castelo da Irlanda e a luta de Ciclope contra seu irmão Destrutor). São histórias que definiram os heróis e seus poderes – pela primeira vez Wolverine foi mostrado sem máscara e revelado que suas garras eram parte de seu corpo, a origem de Ororo, Noturno invisível nas sombras e muito mais. Uma edição imperdível para quem curte os heróis mutantes.

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Leituras da Semana – Dezembro (4)

Nesta quarta semana de Dezembro, às vésperas do Natal, tivemos muitas novidades e leituras bem bacanas, com destaque para os encadernados do universo de Hanna-Barbera, que voltam numa releitura mais adulta, mas não menos divertida.

Tão boa quanto na TV. E vice-versa.

Supergirl 1 (nov/2017) – A fase Renascimento da Supergirl chega alinhada com a série de TV, com a inclusão nos quadrinhos dos pais adotivos da heroína, Jeremiah e Eliza; sua irmã adotiva Alex e o DOE – Departamento de Operações Extranormais, além da CatCo Media, local de trabalho da jovem Kara Danvers. Aos 16 anos de idade, Kara chegou à Terra há poucos meses e ainda está se adaptando ao nosso modo de vida, mas a saudade de Argo City, sua cidade natal em Krypton, atrai o Superciborgue, que nesta nova versão é o corpo restaurado de seu pai, Zor-El, e vai tentar recriar a cidade para agradar a filha e salvar seu planeta morto. Apesar desta discrepância, a trama é muito bem conduzida e não decepciona os fãs mais antigos – principalmente com a referência a Hank Henshaw, o Superciborgue original. A edição tem tudo para agradar os leitores já habituados às aventuras da Garota de Aço, bem como os que estão chegando agora, atraídos pelo sucesso da série televisiva. Material de primeira linha!

As manhãs animadas de sábado voltaram.

Future Quest 1 (set/2017) – Releituras de clássicos antigos são sempre uma via de mão dupla. Da mesma forma que despertam um sentimento bom de (re)ver personagens conhecidos com uma nova cara para novos tempos, também fica aquela sensação de “será que vai ser tão legal como eu me lembro?” No caso de Future Quest, essa sensação se dilui logo nas primeiras páginas. Uma trama calcada no universo dos super-heróis de Hanna-Barbera que mistura a ficção científica das aventuras espaciais de Space Ghost, com a ação desenfreada de Jonny Quest, o clima familiar dos Herculoides e o bom humor d’Os Impossíveis entre outros, não tem como dar errado. O universo recriado pela DC Comics criou uma  história de ação e espionagem, bem parecida com os tradicionais super-heróis da editora, mas protagonizada pelos heróis da Hanna-Barbera. A ousadia é tanta que até se arriscam a criar uma origem para alguns heróis e mudar a etnia de Mightor, mas de uma forma natural, sem forçar a barra, como tem se visto em outras publicações. Uma leitura deliciosa, cheia de referências aos desenhos animados que desperta um clima nostálgico com gostinho de infância numa leitura mais madura. Perfeição define.

Humor nada ultrapassado

Os Flintstones 1 (dez/2017) – O que Future Quest tem de aventuresco, Os Flintstones tem de divertido. E não adianta vir com a conversa de que é uma crítica à sociedade moderna, que o humor é ácido e nos faz refletir sobre normas e costumes da atualidade e bla bla bla. Isso, o desenho animado já fazia. Sim, os quadrinhos fazem tudo isso, mas o grande mérito deste encadernado é que ele também nos faz rir. Cada história (são seis na edição) é fechada em si mesma, como nos desenhos – diferente de Future Quest, que tem um arco só nas seis edições – e cada uma delas aborda um aspecto pra lá de cômico: sejam o consumismo exagerado, a “contravenção” de pessoas que passaram a viver um relacionamento monogâmico, a religião mal organizada ou os absurdos da guerra, tudo passa pelo cotidiano da família Flintstone da forma mais divertida possível. Nos dias atuais, ler um quadrinho que critique o modo de vida sem cair na panfletagem é algo raro. Os Flintstones consegue essa façanha.

Gosto de infância

Graphic MSP 17: Turma da Mônica – Lembranças (dez/2017) – Fechando a trilogia da Turma da Mônica pela dupla Vitor e Lu Cafaggi, Lembranças é um tributo à infância dos próprios autores, que rechearam a HQ com referências a brinquedos, animações e… bem… lembranças de quando eram crianças. Enquanto que Laços (2013) e Lições (2015) tentou trazer uma mensagem de amizade e união, em Lembranças, é possível sentir que a Turma da Mônica é apenas um pano de fundo para resgatar momentos ternos, divertidos e cheios de inocência de uma fase da vida que define nosso futuro. Na história, Mônica e Magali fazem de tudo para participarem da festa de aniversário da Carminha Fru Fru – à qual a Mônica foi a única a não ser convidada – enquanto que Cebolinha e Cascão se unem para reconstruir o clubinho dos meninos, destruído por uma chuva, ao mesmo tempo em que tentam fugir das investidas do Tonhão da Rua de Baixo. Mas a história é o de menos. O divertido é descobrir as citações de quadrinhos antigos da Turminha, personagens, filmes e momentos que a maioria das crianças já viveu, tudo com a arte delicada dos irmãos Cafaggi, que apaixonam ao primeiro olhar. É uma viagem no tempo que, com certeza, vai trazer a nostalgia dos leitores antigos à tona e também fazer parte das lembranças mais doces dos novos fãs.

Leituras da Semana – Dezembro (3)

Às vésperas do Natal e após a Comic Con Experience, começam a chegar às bancas os títulos mensais da Marvel de novembro lançados no evento – alguns com capa variante, caso do Homem-Aranha.

Dois Thors em ação

Thor 10 (nov/2017) – O indigno Thor luta pela posse do martelo do Thor Ultimate com a Ordem Negra de Thanos, representada por Próxima Meia-Noite e Cisne Negro. A história é cheia de ação e regada com flashbacks de três momentos específicos da vida do Deus do Trovão, mostrando sua relação com Mjolnir. A história seguinte também é muito boa e mostra “a” Thor encarando os deuses shiars, Sharra e K’ythri. Um confronto bem tenso e interessante (mas meio sem sentido, naquelas tramas tipo “vamos colocar o herói pra brigar com alguém, sem necessidade de um motivo relevante”).

Quem morreu? A Marvel.

O Espetacular Homem-Aranha 13 (nov/2017) – Ainda não consegui entender a razão de terem dado uma edição especial para o Rei do Crime na Guerra Civil II. Dá para compreender que, quando heróis brigam, o submundo fica livre para agir e planejar, mas o roteiro de Matthew Rosenberg é tão irrelevante que não acrescenta absolutamente nada ao evento. Enfim, ele está aí, preenchendo o espaço na HQ do Aranha e só. As duas HQs seguintes mostram o Aranha Ultimate lidando com a revelação de que sua avó contratou uma detetive para descobrir seu segredo e o Homem-Aranha tentando evitar a previsão de Ulysses sobre o vilão Clash. Uma edição normal.

Guardiões entram na Guerra Civil II

Guardiões da Galáxia 12 (nov/2017) – Os diálogos iniciais da primeira HQ, que mostra os Guardiões chegando a Terra, convocados pela Capitã Marvel para ingressar na Guerra Civil, já mostram o teor da história. Rocky Racum faz um discurso pra lá de ácido sobre o que ele pensa da Terra antes do quebra-pau começar e, no meio do drama, há espaço para o humor. O mesmo tom está na história seguinte, que traz Rocky e Groot se aliando à Gwenpool (ou Gwen Poole, vai saber. A própria Marvel não decidiu ainda). Por fim, a história do Senhor das Estrelas traz um momento definitivo na carreira do herói espacial. Leitura recomendada para quem gosta de texto leve e bem humorado, sem exageros.

Leituras da Semana – Dezembro (2)

Na segunda semana de dezembro, tivemos lançamentos bem interessantes, com destaque para a bem produzida Alfa – A Primeira Ordem, lançamento bastante aguardado pelos fãs de quadrinhos nacionais. Outro personagem brasileiro, Lorde Kramus, foi adquirido no evento de lançamento da revista Alfa e se mostrou uma boa surpresa.

Heróis brazucas unidos!

Alfa – A Primeira Ordem – Parte 1 (dez/2017) – Veja a resenha completa deste título clicando aqui.

Os párias dos super-heróis

Coleção Super-Heróis – Vol. 5 – Hulk & Aquaman (nov/2017) – O quinto volume da Coleção Super-Heróis traz uma dupla bem interessante que, aparentemente, não tem nada a ver um herói com o outro, mas conforme seus perfis vão sendo desvendados, o leitor descobre que ambos são párias, rejeitados por seu povo e até mesmo relegados a um segundo plano nas equipes às quais fazem parte. O livro traz um completo dossiê do Golias Verde e outro do Rei dos Mares, com muitas curiosidades de suas criações, histórias importantes em suas carreiras e momentos mais marcantes. O Aquaman, inclusive, é a primeira vez que tem um dossiê exclusivo (na revista Mundo dos Super-Heróis, ele já teve matérias aleatórias).

Começa o quebra-pau

Guerra Civil II 3 (nov/2017) – A situação entre o Homem de Ferro e a Capitã Marvel se torna insustentável e o primeiro quebra pau entre a comunidade super-heroica acontece. Diferente da primeira Guerra Civil, os X-Men assumem um lado, bem como os Inumanos. Esta é a edição com os momentos mais empolgantes desde que a minissérie começou, mas isso não é, necessariamente, algo bom. Em comparação com a primeira Guerra Civil, tudo parece meio superficial, tornando fácil definir o lado correto. Se antes tanto o Capitão América quanto o Homem de Ferro tinham motivações que colocavam até o leitor dividido sobre quem estava certo, desta vez, a impressão é que o próprio roteirista já conduz a trama para um único lado. Vamos ver como isso terminará – mas, aparentemente, o vencedor já está definido.

Termina o Ano Um.

Mulher-Maravilha 8 (nov/2017) – O arco Ano Um chega ao final, com a batalha da Princesa Amazona contra Ares, o deus da guerra e o reconhecimento mundial da heroína. Ao mesmo tempo, tem início outro arco, chamado A Verdade, onde a Mulher-Maravilha continua em busca de detalhes sobre sua origem. Esta edição possui uma capa variante com a Trindade da DC – obviamente, destacando a Mulher-Maravilha – feita exclusivamente para a CCXP que é bem mais bacana que a capa oficial da edição.

Álbum antigo, mas ainda pouco conhecido.

Lorde Kramus 1 (2010) – Personagem do gênero espada e magia, criado por Gil Mendes, Lorde Kramus é um nobre da raça Krorher, com aparência demoníaca e pele vermelha, que foi banido por conquistadores de sua terra tão logo nasceu e foi criado entre selvagens. O herói lembra muito as HQs de Conan, o Bárbaro, pelo fato de se passarem numa época perdida, nos primórdios da civilização. A revista, no formato magazine (21cm X 29,5cm) em preto e branco, traz duas aventuras do personagem e foi publicada em 2010, depois de um tempo sendo lançado em fanzines e edições esporádicas. A primeira história mostra Kramus ajudando uma fêmea da raça Goros a combater uma criatura capaz de mudar de forma. A segunda HQ reconta a origem do personagem. Temática interessante, com uma arte bacana. Por se tratar de uma publicação independente, a revista pode ser encontrada diretamente no site da Editora Universo

Edição especial colorida

Lorde Kramus Especial em Cores 1 (2017) – Esta edição especial colorida traz o personagem num crossover com Perseu e Aline, irmãos criados pelo quadrinista Tony Brandão. Ao perseguir um mago em busca de dominar a Era Primordial, Lorde Kramus vem parar em nossa época e se encontra com a dupla de irmãos, unindo-se a eles contra a ameaça mística. Mais uma edição bacana e muito bem produzida pela Editora Universo, que também pode ser encontrada no site, no link acima.

Leituras da Semana – Dezembro (1)

Dezembro chegou! No último mês do ano, é tempo de começar a zerar as leituras (Ha! Ha! Vai sonhando! Minha pilha nunca diminui…) para preparar a lista dos melhores do ano. Ainda pegando um restinho de novembro, esta semana reserva poucos títulos, mas bem diversos: um da Marvel, um da DC e um da Disney. Vamos a eles:

Consequências de guerra

Homem de Ferro 11 (nov/2017) – Duas histórias relacionadas com a Guerra Civil II, onde o Homem de Ferro e Capitã Marvel refletem sobre as consequências das duas primeiras tragédias do evento. História com pouca ação e nenhuma ameaça a enfrentar. Só flashbacks e reflexões, mas sempre com os diálogos ágeis de Brian Michael Bendis. No frigir dos ovos, não é uma edição que vá fazer alguma diferença no contexto geral da saga.

Kirby é sempre Kirby.

Lendas do Universo DC – Super Powers Vol. 2 (set/2017) – Aventura dos anos 1970, desenhada pelo “rei” Jack Kirby com um roteiro bem “superamigos”. Darkseid é expulso de Apokolips e decide conquistar outro planeta. Adivinhem aonde ele vem? Óbvio que para a Terra! Para isso, planta sementes em cada canto do planeta, que crescem e suas raízes devem alcançar o centro da Terra. Os heróis se dividem e vão, cada um para um canto, para conter a ameaça. E assim a minissérie foca, cada capítulo, num grupo de personagens até culminar na união de todos e na batalha contra o tirano no último capítulo. Apesar dos clichês e da ingenuidade, é um bom material que coroa o último trabalho de Kirby para a DC Comics e uma bela homenagem ao centenário do criador.

Trapalhadas heroicas

Disney Especial – Os Heróis (nov/2017) – Dezesseis histórias com os super-heróis mais divertidos dos quadrinhos. Tem o Superpato, Superpateta, Morcego Verde, Morcego Vermelho, Superpata e alguns heróis incomuns, como Mickman e Robteta (nem precisa dizer quem são…) ou a dupla Mancha e Roedor. E também tem a batalha do século com Superpato vs. Morcego Vermelho. Diversão garantida.

Leituras da Semana – Novembro (4)

Novembro já está chegando ao fim e, neste último domingo, a fase Renascimento da DC é destaque, com duas boas opções de leitura. A Salvat também tem dois encadernados épicos e os Clássicos do Cinema da Turma da Mônica, como sempre, vêm com uma divertida sátira cinematográfica.

Boa história que peca pelo texto fragmentado.

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Clássicos XXXI – Deathlok: Origem (out/2017) – A primeira vez que li uma história do Deathlok foi na revista Heróis da TV 69 (1985) e achei sensacional o conceito do ciborgue que passa o tempo todo dialogando (discutindo, na verdade) com o computador instalado em seu cérebro. Passados 30 anos, a mesma história foi republicada neste encadernado, acrescida das seguintes, que permaneciam inéditas. Confesso que já não achei tão boa assim: as frases do computador tornam a narrativa bastante fragmentada e quebra o ritmo da história, que é, sim, muito boa. Talvez (precisaria ler novamente para comprovar) o fato de eu ter gostado tanto na época foi por causa de uma atitude totalmente execrável da Editora Abril, de cortar as histórias para adequar o espaço das revistas. Com isso, as três HQs se tornaram uma única história e, o que deveria ser condenável, acabou eliminando muita enrolação e tornando a história mais dinâmica. Quem diria! De modo geral, a trama é interessante e mostra o herói angustiado com sua situação e tentando ser humano. Um conceito interessante que poderia ser melhor se o texto fosse mais ágil.

O ouro de Jim Starlin

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Clássicos XXXIII – Warlock – Parte 2 (nov/2017) – Conheci Adam Warlock na antiga revista da Bloch (Thor 16, 1976), quando ele era conhecido apenas como Ele e enfrentou o Deus do Trovão. Na época, eu era muito criança e não compreendia aquela história. Era só mais um inimigo do Thor e pronto. Sem saber que era o mesmo personagem, tive outro contato com o herói no Superalmanaque do Homem-Aranha 5 (RGE, 1981), quando ele se alia ao Homem-Aranha para enfrentar o Estranho na lua, com a ajuda do Jardineiro (história que está nesta edição). História bacana, mas como Warlock era um coadjuvante, também passou batido. A primeira história solo do personagem li em Heróis da TV 48 (Abril, 1983), que comprei exatamente porque, na ocasião, os personagens da RGE estavam todos migrando para a nova casa. A história do Ladrão de Estrelas era algo tão sensacional que fiquei fascinado pela genialidade da história, do personagem ao roteiro, passando pela arte, tudo ali era perfeito. Este encadernado também traz essa aventura, que resgatou todas essas recordações. A conclusão da saga do Warlock, que culminará com sua morte, na clássica batalha contra Thanos é o suprassumo de Jim Starlin, o auge do escritor, que nos presenteou com muito mais sagas cósmicas, todas excelentes, mas nenhuma com o mesmo nível destas aventuras de Adam Warlock. Que prazer poder ter tudo isso compilado nesta edição!

Pouco papo, muita ação.

Viúva-Negra 2 (set/2017) – A conclusão do título da espiã russa escrito por Mark Waid. O roteirista é sempre sinônimo de boas histórias, mas esta edição é inferior ao primeiro volume. Viúva tenta salvar um grupo de crianças de serem transformadas em armas vivas, a exemplo dela própria. A história tem um ritmo dinâmico e a leitura é bem rápida, com as imagens falando mais do que o texto. É a maneira de Waid contar histórias, sem muitos diálogos, mas com muito conteúdo.

Reino ameaçado

Aquaman 2 (set/2012) – O segundo volume da fase Renascimento do Rei dos Mares continua interessante. Aquaman enfrenta uma criatura praticamente invencível e tem que fazer isso sem a ajuda da Liga da Justiça. Mera tem que provar que é digna de ser rainha da Atlântida, mas uma profecia pode colocar tudo a perder. E o Arraia Negra ameaça o reinado de Aquaman colocando a superfície e a Atlântida em pé de guerra. Edição bem bacana.

Melhorando o “imelhorável”

Clássicos do Cinema Turma da Mônica 58 – Batmenino Vs Super-Home (nov/2017) – É possível consertar um dos piores (senão o pior) filmes de super-heróis dos últimos tempos e transformá-lo numa aventura divertida e coerente? Sim, se for a sátira feita para esta edição de Clássicos do Cinema. A Turma da Mônica encarna os heróis brigões numa hilária HQ que não deixa passar uma única referência do filme: desde o nome Martha, a descaracterização de Lex Luthor e a falta de habilidade dedutiva de Bruce Wayne. As risadas são garantidas!

Personagem alinhado com a série de TV

Flash Vol. 2 (out/2017) – Ainda lidando com as consequências da população que adquiriu poderes de supervelocidade iguais aos seus, o Flash tem que descobrir a identidade do misterioso Deus da Velocidade, que está matando os velocistas. Essa revelação, na conclusão do arco, é surpreendente. Ao mesmo tempo, a edição também traz a relação de Barry Allen com o novo Wally West da realidade Novos 52, que também é um dos que adquirem superpoderes e se torna o Kid Flash. O bacana desta HQ é que ela está bem alinhada com a série de TV do Corredor Escarlate e, quem ler, pode fazer a associação – como, aliás, deve ser feito sempre. Embora sejam mídias diferentes, a pessoa que se interessa pela TV e vai comprar quadrinhos, não pode ver um personagem diferente daquele que ele vê, senão perde o interesse. Dos títulos da fase Renascimento, sem dúvida o do Flash é um que está valendo a pena ler.

O clima está tenso!

Guerra Civil II 2 (out/2017) – O Incrível Hulk sempre teve um papel dúbio no Universo Marvel: ora como aliado dos heróis, ora como antagonista, o fato é que o Verdão sempre foi um problema, devido à sua natureza selvagem e imprevisível. Quando o inumano Ulysses prevê que o Hulk será responsável pela destruição dos Vingadores, a Capitã Marvel e seus aliados se vêem na obrigação de impedi-lo antes que ele o faça… o que se mostra uma atitude não tão eficaz. Não bastasse a morte da edição anterior, esta edição reserva mais uma perda importante. O ritmo da história é bem dinâmico e tenso. Particularmente, estou gostando da minissérie. Resta saber se vai continuar assim ou vai desandar no meio do caminho.

 

Leituras da Semana – Novembro (3)

Chegamos à terceira semana do mês, com um feriadão prolongado, propício para colocar as leituras em dia, pegar um cinema para conferir a estreia da Liga da Justiça ou mesmo ficar em casa, conferindo a série do Justiceiro pela Netflix. Todas essas críticas, você confere aqui no nosso blog (leia a crítica da Liga da Justiça aqui e a da série do Justiceiro aqui). Conforme prometido na última semana, desta vez trazemos a resenha do encadernado do Magneto e outras HQs.

Seja como herói ou como vilão, Magneto inspira respeito.

Magneto – Infame (nov/2017) – Anunciado pela Panini desde março, finalmente chegou às bancas o encadernado do Magneto, que reúne as primeiras histórias do título do vilão lançada em 2014 nos Estados Unidos e publicado por aqui na revista X-Men Extra 15 a 19 (2015). Acostumado a lutar ao lado dos X-Men para defender a raça mutante, Magneto se auto-reprimiu e não é mais o criminoso impiedoso de outrora, mas ele decide retomar o que perdeu e provar ao mundo que ainda deve ser temido. É uma boa história, escrita por Cullen Bunn (responsável por trazer para os quadrinhos a versão atual de Nick Fury e o Agente Coulson) que tem uma trama envolvente e dinâmica, mas nada fora do normal. A arte de Gabriel Hernandez Walta e Javier Fernandez também é bacana e vale a leitura.

Histórias duplas para adiantar a cronologia.

Aranhaverso 16 (set/2017) – Uma edição “adianta-cronologia” com aventura dupla de Gwen-Aranha (bem chatinha) e dos Guerreiros da Teia (divertida), além de continuar com a história do Carnificina (Bleargh!), da Teia de Seda (boa, com a Gata Negra descobrindo a traição da heroína) e do Aranha em início de carreira enfrentando o Dr. Destino (Nhé!). Ficaram de fora desta edição a Mulher-Aranha e o Homem-Aranha 2099, que voltam na edição de outubro (mas que não vou resenhar aqui, porque estou parando a coleção deste título).

O roteiro original de George Lucas que (ainda bem!) não foi filmado.

Star Wars – A Guerra nas Estrelas Vol. 1 e 2 (2015) – Pouca gente sabe, mas antes do Episódio IV estrear no cinema e revolucionar a cultura pop, praticamente inaugurando o “cinema blockbuster”, houve um roteiro anterior da história, com uma trama bem diferente daquela que foi mostrada nas telas. É essa história que é mostrada nos oito capítulos presentes nesses dois encadernados (com o artigo antes do título, para diferenciar do original), onde podemos ver, entre outras coisas, um Han Solo com cara de lagarto, um Darth Vader sem máscara, um Luke Skywalker no auge de seu poder jedi, um R2-D2 falante e um C-3PO com visual saído do filme Metrópolis, de Fritz Lang. Sem contar a trama, que é arrastada e chata pra dedéu. Ainda bem que os estúdios recusaram o roteiro e Lucas o reescreveu. Se essa versão original fosse filmada, teríamos um filme esquecível e não a maior saga espacial do cinema, que perdura até hoje, às vésperas da estreia de um novo filme da franquia. Vale a leitura pela curiosidade e só.  Importante mencionar que esta edição em duas partes está sendo relançada pela Panini em uma única edição com capa dura, neste mês.