Animação dos Supremos volta com outro nome

Para pegar carona no sucesso do filme Os Vingadores, a Marvel Animation e a Paris Filmes relançam no Brasil, as animações Os Supremos e Os Supremos 2 em embalagem única, com outro nome. O DVD Os Supremos Vingadores (com o nome “Vingadores” em destaque) chega às lojas em 22 de agosto, uma semana antes do longa-metragem dos cinemas.

Capa original do desenho, lançado em 2006

Os Supremos (Ultimate Avengers, no original) é uma animação do ano de 2006 e traz a versão modernizada dos Vingadores, baseada no Universo Ultimate. Os personagens apresentam ligeiras diferenças do universo tradicional, entre uniformes, origens e personalidades. Apesar disso, essa realidade alternativa fez grande sucesso entre os leitores, por apresentar personagens mais realistas, motivo pelo qual os recentes longa-metragens dos heróis Marvel baseiam-se muito mais nas novas versões do que nas antigas.

Segunda animação, também lançada em 2006.

O Nick Fury negro, por exemplo, foi criado para o Universo Ultimate com as feições do ator Samuel L. Jackson – normalmente, acontece o contrário: o ator é que é escolhido de acordo com as feições do personagem nas HQs. No universo tradicional, ele é branco e foi companheiro do Capitão América na Segunda Guerra Mundial. O próprio Capitão América é mais agressivo e o Thor é considerado como um hippie que pensa que é um deus. Os Supermos 2 (Ultimate Avengers 2) também foi lançado em 2006 e incluiu o Pantera Negra e os alienígenas Chitauri – que foram os inimigos dos Vingadores no filme do cinema.

Objeto de desejo

Enquanto isso, nos EUA, o filmes dos Vingadores chega numa edição de fazer babar qualquer colecionador: uma maleta semelhante à de Nick Fury contendo uma réplica do Cubo Cósmico e sete blu-rays com todos os filmes da Marvel, além de um disco de extras e pastas com informações sobre cada um deles. Evidentemente, isso não deve chegar ao Brasil, pois nosso mercado é diferente do americano, que investe bastante em “edições de colecionador” para o público de alto poder aquisitivo. Quem tiver interesse, deve recorrer às importadoras. E preparar o bolso, claro! (mas, vendo o produto pelas imagens, até que dá uma vontade de arriscar vender o carro para poder ter esse mimo, não dá não?)

50 vezes Disney

Estreou nos Estados Unidos, no último dia 24, a nova animação da Disney, Enrolados (Tangled), que conta a história modernizada de Rapunzel no inconfundível estilo do estúdio.  Trata-se do 5oº. desenho de longa-metragem produzido pelos Estúdios Disney e, para comemorar este marco, foi criado um vídeo com cenas clássicas de todas essas produções na ordem em que elas foram lançadas. Será que você é capaz de identificar todos eles? Faça o teste:

É importante ressaltar que só foram considerados os desenhos de longa-metragem e que foram lançados no cinema. Assim, aqueles feitos diretamente para DVD (como Rei Leão 2, Pateta – O Filme, Leitão e outros) e os curta-metragem (como Steamboat Willie, primeira animação sonora da história, que lançou o camundongo Mickey Mouse). Também ficaram de fora os filmes produzidos pela Pixar.

Branca de Neve foi o primeiro desenho animado em longa-metragem da história.

Walt Disney foi um visionário da indústria cinematográfica. Além do primeiro desenho sonoro da história, também lançou o primeiro longa-metragem (Branca de Neve e os Sete Anões, 1937) quando todos achavam que as crianças não ficariam tanto tempo dentro do cinema e um projeto que une desenho animado com música clássica (Fantasia, 1940), o qual, mais uma vez, Hollywood achou inviável um desenho sem diálogos, apenas sonorizado e ainda mais sendo música clássica. Era erudito demais!!

sonho e fantasia

Dificilmente encontraremos uma pessoa que nunca tenha visto uma animação da Disney. Os cinquenta desenhos mostrados no vídeo e listados a seguir são apenas uma parte de tudo que esses estúdios já produziram e ainda vão produzir nos próximos anos (no total, a Disney já produziu mais de 600 filmes). E são uma parte infinitamente menor da quantidade de magia e sonho que um único homem conseguiu trazer para crianças de todas as idades nos últimos 73 anos. Tudo isso apenas acreditando na força do sonho.

“Todos os nossos sonhos podem se realizar, se tivermos a coragem de persegui-los.” (Walt Disney)

Conseguiu descobrir todos os 50 filmes? Senão, aqui estão eles:

1 – Branca de Neve e os Sete Anões (1937)
2 – Pinóquio (1940)
3 – Fantasia (1940)
4 – Dumbo (1941)
5 – Bambi (1942)
6 – Alô, Amigos (1943)
7 – Você já foi à Bahia? (1945)
8 – Música, maestro (1946)
9 – Como é bom se divertir (1947)
10 –  Tempo de Melodia (1948)
11 – As Aventuras de Ichabood e Sr. Sapo (1949)
12 – Cinderela (1950)
13 – Alice no País das Maravilhas (1951)
14 – Peter Pan (1953)
15 – A Dama e o Vagabundo (1955)
16 – A Bela Adormecida (1959)
17 – 101 Dálmatas (1961)
18 – A Espada era a Lei (1963)
19 – Mogli, o Menino-lobo (1967)
20 – Aristogatas (1970)
21 – Robin Hood (1973)
22 – Puff, o Ursinho Guloso (1977)
23 – Bernardo e Bianca (1977)
24 – O Cão e a Raposa (1981)
25 – O Caldeirão Mágico  (1985)
26 – As Peripécias de um Ratinho Detetive (1986)
27 – Oliver e Seus Amigos (1988)
28 – A Pequena Sereia (1989)
29 – Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus (1990)
30 – A Bela e a Fera (1991)
31 – Aladdin (1992)
32 – O Rei Leão (1994)
33 – Pocahontas (1995)
34 – O Corcunda de Notre Dame (1996)
35 – Hercules (1997)
36 – Mulan  (1998)
37 – Tarzan (1999)
38 – Fantasia 2000 (2000)
39 – Dinossauro (2000)
40 – A Nova Onda do Imperador (2001)
41 – Atlantis – O Reino Perdido (2001)
42 – Lilo & Stich  (2002)
43 – O Planeta do Tesouro (2002)
44 – Irmão Urso (2003)
45 – Nem que a Vaca Tussa (2004)
46 – O Galinho Chicken Little (2005)
47 – A Família do Futuro (2007)
48 – Bolt, o Supercão (2008)
49 – A Princesa e o Sapo (2009)
50 – Enrolados (2010)

Enrolados estreia no Brasil em 7 de Janeiro de 2011.

Sucesso no topo… das montanhas suíças

No início dos anos 80, uma animação japonesa estreou na recém-inaugurada TVS (atual SBT) e entrou para a história, não apenas da emissora, mas da vida de muita gente que, como eu, teve sua infância marcada para sempre pelo desenho. Estou falando de Heidi, uma “novelinha” com 52 episódios (embora, naqueles tempos de infância, pareçam ter sido muito mais. O tempo era algo que não tinha muita importância naquela idade) baseado na obra da autora suíça Johanna Spyri, que contava a história da menina que ia viver com o avô nos Alpes Suíços.

Heidi e seu avô

Com fama de velho rabugento e antissocial, o velho morava sozinho na montanha e, um belo dia, recebeu a visita da sobrinha Odete, trazendo a tiracolo a pequena Heidi, órfã de sua irmã, para o avô cuidar, enquanto ela se mudava para a cidade grande em busca de emprego. O avô não gostou da ideia de receber o pequeno “encargo”, pois não tinha experiência em cuidar de crianças além de não ter mais idade pra isso, mas a tia abandonou Heidi lá e foi embora.

Total liberdade com Névoa, o São Bernardo de estimação

Aos poucos, a fama de velho ranzinza se desfaz quando, com a convivência, Heidi percebe que o avô é amável e gentil. A chegada da criança também muda o coração do velho, que passa a ser mais sociável e solidário. A história explora a inocência e a pureza da menina diante das coisas. Um simples banquinho de madeira feito pelo avô para que ela alcançasse a mesa é motivo para festa. Heidi também conhece Pedro, o pastor de ovelhas, que diariamente ia pegar as ovelhas do avô e levá-las para o pasto. A menina passou a acompanhar o garoto e os dois se tornaram grandes amigos. Assim, o que começou como um peso, tanto para a menina quanto para o avô, se tornou a realização da vida de ambos.

Heidi, Clara e Pedro: amigos quase irmãos

Mas tudo isso acabou quando tia Odete voltou para buscar Heidi e levá-la para Frankfurt, numa casa em que trabalhava, a fim de que a menina fizesse companhia para uma garota rica e paraplégica. A dor da separação fez o velho avô voltar a ser ranzinza novamente e a menina tornou-se depressiva e triste, tanto pela falta das coisas que vivia em seu cotidiano como pela ausência do amado avô. Para piorar, ainda era constantemente judiada pela governanta da casa, a Srta. Rottenmeyer, que exigia da pobre garota um comportamento de uma dama, esquecendo-se que ela estava acostumada à liberdade da vida nas montanhas. A governanta implicou até com seu nome e passou a chamá-la de Adelaide, seu nome de batismo. Por coincidência, esse era o nome da minha professora de Português, de quem eu gostava muito.

Heidi fez grande amizade com Clara, a menina paraplégica, e se tornou quase como uma irmã para ela. Mas a vida na cidade grande se tornou um sofrimento para a jovem,  que reprimia os sentimentos para não entristecer “Clarita”, mas quando estava sozinha, chorava e sofria muito. Não tardou e Heidi adoeceu e o pai de Clara, que era médico, deu o único diagnóstico possível: devolver Heidi para seu verdadeiro lar. A menina nunca perdeu contato com Clarita, pois ambas se correspondiam constantemente. Por causa disso, o pai de Clara achou que seria bom para a saúde da filha enviá-la para passar uns dias nas montanhas com a amiga.

O ar puro das montanhas, a pureza do leite ordenhado na hora e a companhia de Heidi fizeram um verdadeiro milagre: o trauma que fez Clara perder os movimentos foi curado e a menina voltou a andar. A animação mesclava esses momentos de humor, drama, ternura com as belas paisagens suíças e personagens cativantes. Era impossível não se envolver e não se apaixonar pela história. Quem acompanhou o desenho sabe do que estou falando.

Obras que deram origem ao desenho

Algum tempo depois, descobri que o desenho foi baseado num clássico da literatura e tratei logo de adquirir o livro. Lançado pela Ediouro, o livro Heidi terminava quando a menina voltava para as montanhas e recebia uma carta dizendo que Clara ia visitá-la. A continuação da história estava em outro livro Outra Vez Heidi, que ganhei de presente de aniversário três anos depois de ter comprado o primeiro. Nem é preciso dizer que li e reli as obras incontáveis vezes. Anos depois, ganhei da mesma pessoa que me deu o segundo livro, uma outra versão da obra lançada pela Abril Cultural na década de 70, com a história completa. Os três livros fazem parte da minha biblioteca.

 

História desconhecida quando foi lançada pela Abril Cultural

A história continua em carne e osso

A animação nunca mais foi exibida – parece-me que chegou a ser reprisada mais uma vez, mas depois desta reprise, desapareceu para sempre – mas Heidi ainda voltou ao SBT em forma de longametragem com atores reais, cerca de 10 anos depois da animação. O filme As novas aventuras de Heidi é um filme de 1978 e mostra o avô com uma doença degenerativa que o deixa cego e o drama da menina em sentir que vai perder aquele que mais ama na vida e sua busca para curá-lo.

Trilha sonora oficial: raridade pura

Em 1991, enquanto realizava um trabalho de rua, uma surpresa. Ao entrar em uma loja de discos para olhar as novidades, eis que me deparo com um LP (sigla para long play, os discos de vinil que antecederam o CD) com a trilha sonora oficial da animação, que eu nem sabia que existia. Não comprei no dia, mas arrependi-me amargamente. Dias depois, voltei à mesma loja na esperança de encontrá-lo ainda e, para minha felicidade, o disco ainda estava lá. Além das músicas da série (Vovozinho, Diga-me; Canção de Ninar; Copo de Neve e Eu; Pedro e Eu; Hora de Dormir e Olha Lá) as outras faixas narravam a história do desenho. Queria postar aqui o clássico tema de abertura, mas a voz aguda da intérprete tornou impossível a transcrição literal da música. Lamento…

Em DVD, imitação fraquinha. Original, só em Portugal.

Finalmente, com a era do DVD, adquiri também um disco com o desenho feito pela produtora Good Times, no qual Heidi é chamada de “Raid” (pronúncia que lembra um nome de inseticida) e sem a magia do original. Impossível contar, em 50 minutos, uma história tão rica e cheia de detalhes. De qualquer forma, é a única que existe, já que a animação japonesa não existe em DVD, pelo menos, não na versão brasileira. Há sim, uma versão lançada em Portugal, dublada com o português de lá, que circula pela Internet. Apesar do sotaque soar estranho, pode ser a única forma de (re) ver um desenho tão encantador, que marcou uma geração e despertou, não apenas em mim, mas em muitos outros, o interesse pela literatura e pelo conhecimento da cultura de países europeus.

Heidi em quadrinhos. Suíços.

Uma curiosidade: Na Suíça foi lançado, na mesma época do desenho, uma revista em quadrinhos baseada na animação. Em Portugal, além da coleção de DVDs, há uma série de outros produtos baseados na pequena órfã, incluindo um álbum de figurinhas. E no Japão, país original da animação, até hoje ainda são vendidos produtos com a imagem dos personagens estampados. Há, inclusive, pré-venda de calendários 2011. Sucesso total!

Calendário de 2011 por apenas 580 ienes (R$ 12).

 

Top 10 – Famílias Animadas

Ainda em clima de Toy Story e como os Top 10 sempre fazem sucesso, apresentamos hoje as 10 melhores famílias de desenhos animados/animações. Porque família é o porto seguro onde qualquer um pode encontrar apoio quando o mundo inteiro estiver contra. É o lugar onde aprendemos os conceitos básicos de uma vida social, as lições que vão permanecer por toda a nossa vida. Porque estão tentando acabar com ela, com relacionamentos superficiais e vazios, mas apesar disso, ela continua sendo nosso maior tesouro.

Família pra lá de fofa

10 – Barbapapa – quem foi criança nos distantes anos 70 deve lembrar dos Barbapapa, bonecos sem forma definida, que se transformavam em qualquer coisa e eram exibidos no Globo Cor Especial, programa infantil da Rede Globo de desenhos animados. Foi criada na França por Annete Tiso e Talus Taylor e virou um programa educativo numa co-produção da Holanda e Japão. É formada pelo Barbapapa (pai), Barbamama (mãe) e sete filhos: Barbabela (lilás), Barbaclic (azul), Barbacuca (laranja), Barbalala (verde), Barbatinta (preto), Barbazoo (amarelo) e Barbaploc (vermelho).

Go, Speed Racer!

9 – Speed Racer – Produção japonesa criada por Tatsuo Yoshida, foi exibida pela Rede Record nos anos 70 e conta a história de Speed (Go Mifune no original, o que explica o G da sua camiseta, algo que nunca foi explicado para as crianças da época) e suas aventuras nas pistas de corrida. Speed dirige o Mach 5, um carro superequipado com uma série de acessórios especiais que lhe permitem sobreviver nas violentas corridas ao redor do mundo e também ajuda na solução de crimes e fraudes nas corridas. O carro foi construído por seu pai, Pops Racer. Ele também conta sempre com o apoio da mãe, da namorada Trixie, do mecânico Sparky e do irmão mais novo Gorducho e o chimpanzé Zequinha. Completa a família o Corredor X, o irmão mais velho de Speed, que fugiu de casa e foi dado como morto.

Família que só tem homens

8 – Jonny Quest – A família, no caso, é Jonny e seu pai, Dr. Benton Quest, o cientista que atravessa o mundo em busca de relíquias e outros artefatos. Nada se fala sobre a mãe de Jonny e não se sabe se ela morreu ou se se separou do marido. De qualquer forma, outros membros convivem com pai e filho e, de tão queridos, são como se fossem membros da família. É o caso de Roger “Race” Bannon, segurança do Dr. Benton e seu filho, do indiano Hadji, que foi salvo das ruas da índia e adotado pelo cientista, e do cãozinho buldogue Bandit. O desenho foi criado em 1964 pelos estúdios Hanna-Barbera e revolucionou pelo roteiro adulto e animação realista, bem diferente dos animais estilizados feitos pelo estúdio.

Quem gostaria desses bichinhos de estimação?

7 – Os Herculoides – Outro desenho dos estúdios Hanna-Barbera, os Herculoides (sem acento, pela Nova Ortografia da Língua Portuguesa) são uma família que vive num planeta desconhecido com características pré-históricas e enfrenta as mais bizarras ameaças para defender o local. É formado por Zandor, o pai; Tara, a mãe e Dorno, o filho. Completam a equipe o homem de pedra Igoo, o dragão alado Zok, uma espécie de rinoceronte com 10 patas chamado Tundro, que lança pedras energéticas de um de seus chifres, e os seres amórficos Gleep e Gloop, com propriedades elásticas. Os Herculoides foram criados por Alex Toth em 1967 e o desenho teve 35 episódios. Em 1981, uma nova animação foi feita, mas sem o mesmo sucesso.

Trapalhadas em família

6 – Família Urso – Criada pelos estúdios de Walter Lantz – o mesmo do Pica-Pau – a Família Urso é formada pelo pai, Charlie Urso (Ursulão, na nova dublagem), a mãe Bessie (Úrsula), o tapado filho mais velho Júnior (Ursulino) e a espertinha filha mais nova Susy (Ursulina). Completa a família o ganso Goose, que detestava o pai e vivia lhe dando bicadas. Aliás, Ursulão é o típico pai que só arruma confusão com sua mania de economizar uns trocados e mostrar que sabia fazer os consertos domésticos. O problema é que o conserto sempre saía mais caro do que se contratasse um profissional para fazer o serviço e resultava em paneladas na cabeça após destruir toda a casa. Ursulino tinha mesmo a quem puxar no quesito “idiotice”.

Eles são super!

5 – Os Incríveis – Quem não gostaria de ter um pai super-herói? Uma mãe super-heroina? Aliás, não seria ótimo ter uma família inteira de super-heróis? Pois é… É isso que acontece com os Incríveis, a superfamília formada pelo pai Sr. Incrível, com superforça; a mãe Mulher-Elástica, com corpo maleável, capaz de se esticar e tomar qualquer forma; a filha mais velha Violeta, com o poder da invisibilidade e de produzir campos de força; o filho do meio Flecha, superveloz, e o bebê Zezé, que é o único que não tem superpoderes. Bem, ao menos aparentemente. Quando um vilão ameaça sua vida recém-começada, ele prova que sabe se defender.

Família do futuro

4 – Os Jetsons – Num futuro indeterminado, vive o palerma George, juntamente com sua esposa Jane, os filhos Judy e Elroy, o cachorro Astor e a empregada robô Rosie. O desenho, feito pelos estúdios Hanna-Barbera, apresentava o “american way of life” de forma bastante divertida, com engenhocas futuristas que qualquer um queria ter em casa. Qual dona de casa não gostaria de ter uma máquina que bastava apertar um botão e a comida sair pronta? Ainda não chegamos nesse nível, mas ninguém pode negar que o desenho não foi visionário, pois já mostrava a telefonia móvel e a vídeoconferência mais de 40 anos antes de sua invenção. Por isso mesmo, era muito, muito divertido imaginar o futuro!

Essa família é pedra!

3 – Os Flintstones – Se era divertido imaginar o futuro com Os Jetsons, não era menos engraçado ver o passado com os Flintstones, pois essa família pré-histórica tinha todos os eletrodomésticos que tínhamos em casa em versão idade da pedra. O chuveiro era um mamute que esguichava água, a máquina fotográfica tinha um pássaro dentro, que reproduzia a cena que via e assim por diante. Sem dúvida, Fred, Vilma, Pedrita e Dino eram os vizinhos que qualquer um gostaria de ter. Ou não. Que o digam Barney, Beth e Bambam!

Não é a mamãe!

2 – Família Dinossauro – Já que falamos em Idade da Pedra, claro que não poderíamos esquecer essa família maluca formada por Dino da Silva Sauro, Fran, Bobby, Charlene e o pequeno Baby, cada um com uma característica: Fran era a mais sensata e a verdadeira rainha do lar; Charlene, a fútil filha mais nova cuja maior preocupação era fazer compras; Bobby, o típico adolescente, ligado em rock’n’roll e pouco interessado em estudar; Baby, o astro da casa, aquele em quem todas as atenções se concentravam (e ai de todos se não fosse assim!) e Dino… bem… Dino era o pai e isso bastava. O “poderoso megalossauro” que nunca fazia nada de útil e passava o tempo vendo TV ou bebendo com o amigo Roy. A família era completada (pra suplício eterno de Dino) com a sogra Zilda. A série animada foi produzida pela Disney, em parceria com Jim Henson, o mesmo criador dos Muppets e teve quatro temporadas, de 1991 a 1994, com 65 episódios.

A família mais querida do mundo

1 – Os Simpsons – Sem dúvida, a família mais querida da TV, no ar há mais de 20 anos. Antes dos Simpsons, os Flintstones era a série animada mais longa da TV, com seis temporadas e 166 episódios. Atualmente, Homer, Marge, Bart, Lisa e Maggie já quebraram diversos recordes, incluindo “a mais longe sitcom americana”, “o mais longo programa animado” e, em 2009, superaram Gunsmoke, como a mais longa série americana em horário nobre. Não há como não rir das palhaçadas de Homer e não identificar algumas situações como já vividas por todos nós. É uma série extremamente inteligente que satiriza tudo, desde astros de TV, religião, política… nada escapa ao humor refinado de Matt Groening, criador da série. E, verdade seja dita: ser imortalizado em algum episódio dos Simpsons é uma honra! Para quem tem bom humor, claro!

O rei da mídia pop

Ontem comemoramos (se é que se pode dizer assim) o primeiro aniversário da morte de um dos maiores astros que o planeta já conheceu: Michael Jackson. Não tenho medo de exagerar nos adjetivos, porque baseio-me em todo o trabalho realizado pelo cantor, que não se limitou à música, ao jeito peculiar e único de dançar, ao estilo inconfundível da voz e ao frisson que causava a cada novo álbum lançado. Não, Michael não foi um artista de uma mídia só. Ele estava presente em todas elas: Música, TV, Cinema, Quadrinhos, Internet.

Filme clássico

Alguém se lembra?

Para fugir um pouco do lugar comum, de flashbacks da carreira do cantor, eleição de suas melhores músicas, números de álbuns e outras coisas que os leitores já estão cansados de ver, resolvemos fazer diferente e relembrar algumas aparições do Rei do Pop que pouca gente sabe ou se lembra delas. A primeira delas é no cinema. Você certamente lembra de Moonwalker, certo? Certo… mas 10 anos antes de Moonwalker, Michael participou da versão de um dos maiores clássicos da literatura: fez o papel de Espantalho no filme O Feiticeiro (The Wiz, 1978), músical baseado em “O Mágico de Oz”. Diana Ross e Richard Pryor também abrilhantaram o elenco do longa.

Adivinhe onde está Michael...

Vai um thriller aí?

Em 1997, Michael protagonizou outro filme cujo roteiro foi coescrito pelo mestre do terror Stephen King. O filme é de média metragem (possui apenas 45 minutos) e mostra o astro como um maestro que vive sozinho em uma mansão de aparência assustadora e entretém as crianças fazendo truques de mágica aterrorizantes. Os pais se reúnem e fazem de tudo para expulsá-lo do local, mas as crianças dizem que ele nunca fez nada de errado. Seria uma resposta às constantes denúncias de que o popstar molestava os menores?

Agent M: "Esta mensagem se autodestruirá em 30 segundos"

É o agente ou o ET?

Em 2002, fez ainda uma ponta no filme Homens de Preto II, como o Agente M. Seu visual já estava tão andrógino que ele poderia, facilmente passar por um dos ETs do filme. No campo da animação, Michael ganhou uma versão em desenho animado nos distantes anos 70, na época em que ainda era criança e fazia sucesso com o Jackson Five. O desenho foi ao ar de 1971 a 1973 e teve duas temporadas, uma com 17 episódios e a segunda, com o título de “The New Jackson 5ive Show”, com apenas seis. O design dos cinco irmãos (Jackie, Tito, Jermaine, Marlon e Michael) ficou a cargo de Paul Coker, que à época era desenhista da revista Mad.

Cabelos black power e calça boca de sino

Jackson 5ive narrava as aventuras do grupo musical, no qual Michael era o destaque, semrpe metendo a si mesmo e seus irmãos em enrascadas. O clima era de comédia, com direito a risadas pré-gravadas, e clips pra lá de psicodélicos, bem ao estilo dos anos 70. Além dos cinco irmãos, também fazia parte dos desenhos e empresário Berry Gordy e os “bichinhos de estimação” de Michael: os ratinhos Ray e Charles e a cobra cor-de-rosa Rosie. Diana Ross também aparecia em alguns episódios.

Simpsons: Mão naquilo e o gritinho: UHHHHHHH!

Os Simpsons, com sua tradição de homenagear vários artistas do mundo inteiro, também não poderiam deixar de citar o Rei do Pop. Mais do que várias citações, Michael participou de um episódio específico, no primeiro episódio da terceira temporada (1991), em que dublou o personagem Leon Kompowsky, um sujeito no hospício que jura ser Michael Jackson e se torna amigo de Homer. Em uma das cenas, ele o ensina a dançar Billie Jean. Por razões contratuais, Michael foi creditado na dublagem com John Jay Smith.

Capa de Thriller também foi destaque

Há um outro episódio na 12ª temporada em que Michael é homenageado. É o episódio 7, entitulado “The Grat Money Caper” (Os dois golpistas) em que aparece com seu visual “Thriller”, atado a quatro marionetes e Homer não sabe distinguir quem é o verdadeiro. O astro retribuiu as homenagens e o clip de Black or White termina com a participação especialíssima de Bart e Homer.

Lilliput ou Neverland?

Até os quadrinhos já tiveram Michael Jackson como personagem. Em 1991, a revista “Rock’N’Roll Comics”, publicação que, a cada edição, lançava um nome da música em versão HQ (não autorizada, é bom que se diga), teve Michael estrelando a edição 36. A história, escrita por Jay Allen Sanford e desenhada por Chas Gillen, trazia o astro personificando Gulliver. Nada mais apropriado para alguém que adorava histórias fantásticas e surreais.

Homenagem de Mauricio de Sousa

Isso, claro, sem mencionar os quadrinhos brasileiros de Mauricio de Sousa, que mais de uma vez, usou o cantor em suas historias. No ano passado, para homenagear o astro morto, Mauricio lançou a edição especial “Maico Jeca”, com a republicação dessas histórias e uma inédita da turma do Penadinho.

É por isso que Michael Jackson é um artista inigualável e eterno. Mesmo com tantos distúrbios psicológicos, fruto de uma infância problemática, ninguém pode negar que sua contribuição ao mundo pop foi muito mais positiva do que negativa. Acostumados a potencializar o que as estrelas têm de negativo a fim de vender mais jornais e revistas, a imprensa muitas vezes se esquece de olhar o lado bom de alguém que só queria ser feliz, ao seu modo. Felizmente, o público soube dar o merecido reconhecimento a um jovem que sempre teve um futuro brilhante. Obrigado, Michael! Que sua mensagem de paz possa atravessar as gerações para que possamos fazer desse mundo um lugar melhor.