Operação Big Hero – A Série estreia no Disney XD

Operação Big Hero, grande sucesso da Disney baseado na equipe de super-heróis da Marvel, ganhou uma série animada que estreia em breve (a previsão é para 1 de março, nos Estados Unidos). A Disney liberou um curta-metragem para aquecer os motores e exibirá no canal Disney XD no próximo sábado, 24 de fevereiro, às 18h30, após a exibição do longa-metragem de 2014, programado para as 16h30. Nós adiantamos pra vocês a prévia da série, que promete ser bem divertida, graças ao robô Baymax.

 

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Crítica: Raio Negro

A DC Comics passou a frente de sua rival e, um mês antes da estreia do Pantera Negra nos cinemas, colocou no ar, a série Raio Negro (Black Lightning, 2018), um super-herói afro-americano, com um elenco formado quase em sua totalidade por atores desta etnia. A série estreou no dia 16, pelo canal CW e chegou ontem à Netflix, numa parceria que vai permitir que o público brasileiro possa ver a série com apenas uma semana de atraso em relação à exibição oficial nas TVs americanas.

Elenco da série é quase totalmente formado por atores negros

A estreia tem um grau de importância muito grande, uma vez que o longa do Pantera Negra vinha sendo considerado uma iniciativa ousada da Marvel ao produzir um filme de super-heróis com um elenco totalmente formado por atores afrodescendentes com um protagonista que, além de tudo, carrega a marca de ser o primeiro personagem negro da editora. Nesse sentido, a série da DC estrear primeiro um programa nos mesmos moldes é uma clara declaração de guerra (no bom sentido), uma vez que todos sabemos que a editora é praticamente imbatível em suas séries de TV, ao contrário da concorrente.

Fazendo uma entrada triunfal

Vale mencionar que o pioneirismo ainda pertence à editora de Stan Lee, que nos brindou com a ótima série de Luke Cage pela Netflix em 2016, mas considerando que o canal streaming tem um público restrito, a série Raio Negro estar num canal aberto faz toda diferença e garante a liderança à DC Comics nesse quesito. O grande problema, se é que se pode chamar assim, é a falta de popularidade do herói junto ao público, visto que, mesmo quem acompanha quadrinhos, conhece pouco sobre ele. Mas aí é que está o desafio da série: começar praticamente do zero e apresentar o personagem com categoria para ganhar o público. Isso, a série faz muito bem.

Tobias Whale domina o crime na cidade.

Raio Negro é Jefferson Pierce (Cress Willians), diretor de uma escola, que teve uma carreira como super-herói no passado, mas a abandonou após quase morrer numa batalha (o primeiro episódio não dá muitos detalhes sobre como isso ocorreu). No entanto, com a criminalidade sempre crescente na cidade, Pierce vê sua filha adolescente, Jennifer (China Anne McClain), ameaçada pelos 100, o grupo de delinquentes que domina o local. Assim, ele se vê obrigado a vestir novamente seu uniforme, aperfeiçoado pelo amigo alfaiate Peter Gambi (James Remar). Ao mesmo tempo em que precisa convencer a esposa, que é contra sua vida heroica, Pierce tem que lidar com o mafioso Tobias Whale (o rapper Marvin “Krondon” Jones III) que, aparentemente, é o responsável por quase ter matado Raio Negro no passado.

Momento “massavéio”: Willians mostra os poderes, mas força nas expressões.

A série tem um bom ritmo, mas Willians não convence no papel do herói. Parece ligado no piloto automático, passando pouca credibilidade. De qualquer forma, pode ser apenas uma impressão inicial, visto que o ator tem vários anos de carreira – inclusive em séries de sucesso como Prison Break, Veronica Mars e West Wing – e o personagem ainda tem muito que crescer. O uniforme neon também incomoda inicialmente, principalmente porque o traje clássico dos quadrinhos é mostrado em flashback, na carreira antiga de Raio Negro, e funcionou muito bem.

“Calmae, já vou apagar a luz!”

De qualquer forma, a trama é muito bem elaborada e empolgante. Tem tudo para ser mais um acerto da DC Comics em sua linha de séries – lembrando que Raio Negro funciona de maneira independente e não terá ligação com as outras séries do canal: Arrow, The Flash, Supergirl e Legends of Tomorrow, que fazem parte do “Arrowverse”, universo compartilhado da TV. Raio Negro passa toda quarta-feira pelo canal CW e o episódio daquela semana é disponibilizado na semana seguinte, sempre às terças-feiras, pela Netflix.

Estreia eletrizante

Nos quadrinhos, Raio Negro estreou em 1977, em título próprio, criação de Tony Isabella (texto) e Trevor von Eeden (arte). Originalmente, os poderes elétricos do herói eram artificiais, gerados pelo cinto que conduziam energia pelo seu uniforme. Posteriormente, o uso constante desse artefato acabou por ativar o metagene no DNA de Pierce, que adquiriu os poderes sem a necessidade do acessório. O título do Raio Negro durou apenas 11 edições, mas o herói continuou a fazer participações especiais em outros títulos.

“Secundário é o Xaveco! Eu faço parte dos grandes!”

Raio Negro ganhou outro título-solo em 1995 que também teve vida curta: apenas 13 edições. Ele foi membro dos Renegados – equipe fundada pelo Batman quando este se desentendeu com a Liga da Justiça e abandonou a equipe para fundar a sua própria – e, pouco tempo depois, se tornou membro da própria Liga. Por questões de direito autoral, a animação dos Superamigos contou com a presença do herói Vulcão Negro, que foi claramente inspirado no personagem. Uma curiosidade: Raio Negro foi também o nome escolhido para o personagem da Marvel, líder dos Inumanos. Contudo, é importante destacar que essa homônimo é só na tradução brasileira. O nome original dos personagens são diferentes: enquanto o da Marvel é conhecido como Black Bolt, o da DC chama-se Black Lightning.

Rapidinhas do Mutante 3/2018

Cá estamos para mais uma edição das nossas Rapidinhas do Mutante, com notícias curtas do que aconteceu durante a semana no mundo da cultura pop.

A redenção do vilão

– Segunda chance: Após encarnar Sinestro no malfadado filme do Lanterna Verde (2011), o ator Mark Strong foi confirmado no elenco do vindouro filme do Shazam – o ex-Capitão Marvel da DC. Ele fará o papel do Dr. Silvana, o cientista inimigo do herói trovejante. A expectativa é que aconteça com ele o mesmo que houve com Ryan Reynolds, que saiu de um fracassado Lanterna Verde para um bem sucedido Deadpool. Estamos na torcida para que o Dr. Silvana seja a virada na carreira do ator e a redenção de Sinestro.

Kitty Pryde é legal, mas será que tem potencial para um filme-solo?

– Vem aí…: Depois da Fox anunciar a retomada do filme-solo do Gambit (parece que só o estúdio tem interesse nesse filme…), uma nova X-Man também ganhará um longa só pra ela. O diretor Tim Miller (Deadpool) confirmou que está trabalhando na adaptação de um filme de Kitty Pryde, a mutante com poder de atravessar objetos sólidos. Por enquanto, ainda não tem data marcada para estreia, nem nenhum nome confirmado no elenco. Outra personagem que também está em estudos há um bom tempo e parece que finalmente sairá do papel com um filme só dela é a Viúva Negra. Este blog acredita que um filme da Viúva tem tudo para dar certo, com uma aventura de espionagem no melhor estilo James Bond. Já a Kitty, embora gostemos da personagem, não dá pra imaginar que ela tenha cacife para segurar um filme sozinha. Mas tudo pode acontecer. Aguardemos o desenrolar dos fatos.

Vai, monstro!

– A volta do Rei dos Monstros: Estreou na Netflix uma animação longa-metragem do monstro mais querido do cinema. Claro que estamos falando de Godzilla, cujo desenho é todo computadorizado e produzido pelo estúdio de anime japonês Polygon Pictures, responsável pelo longa Final Fantasy (2001) e também pela animação Star Wars: The Clone Wars para a Lucas Film, entre outros trabalhos. Na trama, os habitantes da Terra foram obrigados a fugir do planeta por conta do monstro e, depois de 20 anos no espaço, decidem retornar e enfrentá-lo. Porém, para a Terra, se passaram 20 mil anos e a própria geologia do planeta está diferente. Só uma coisa permanece: Godzilla, claro! O visual do monstro é idêntico à produção recente feita para o cinema (há, inclusive, cenas que foram nitidamente tiradas do filme), mas os movimentos do monstro são lentos e limitados. A segunda parte do longa-metragem já tem confirmação para maio/2018.

A volta da supercueca.

– Volta às origens: A revista Action Comics aproveita a milésima edição para atender ao desejo de milhares de fãs do Superman ao redor do mundo e trazer de volta o visual clássico do herói, com a sunga vermelha, que foi abandonada em 2011, com o reboot do Universo DC. Odiada por muita gente e motivo de várias piadas, a peça foi inspirada no visual dos halterofilistas de circo e ajudava a compor o visual do traje. A revista Action Comics 1 foi a edição de estreia do Superman em 1938 e chega à sua milésima edição em abril de 2018. Além da volta da sunga vermelha, a edição também marca a estreia do roteirista Brian Michael Bendis na DC.

Quem disse que vilões não se destacam?

– Esta semana, via Twitter, o canal Hulu liberou novos cartazes da série Fugitivos, focando o Orgulho, o grupo de vilões formado pelos pais dos jovens protagonistas. A série encerrou a primeira temporada no dia 9 de janeiro, com 10 episódios e já foi renovada para a segunda, ainda sem data de estreia. Confira as imagens do Orgulho.

Rapidinhas do Mutante 1/2018

Ainda em clima de ano novo, estamos resgatando esta seção, para publicar notícias curtinhas do mundo pop que aconteceram durante a semana. Com isso, devolvemos um pouco do caráter jornalístico do nosso blog, que acabou se perdendo ao longo do tempo.

Novas temporadas

– Duas séries da Marvel foram renovadas para a segunda temporada nesta semana: a primeira delas é The Gifted (Fox), que se passa no universo mutante e terá seu último episódio da primeira temporada exibido esta semana, num especial de duas horas. A outra é Fugitivos (Hulu), uma surpresa em se tratando de um canal streaming. Parece que a série teve ótima aceitação do público pela grande fidelidade aos quadrinhos. Ótima notícia!

Novos encadernados da fase Renascimento

– A DC anuncia “uma invasão” de encadernados nas bancas em fevereiro. Os encadernados com a fase Renascimento têm dado muito certo e o mês que vem trará cinco deles: Flash e Exterminador chegam em seus terceiros volumes, enquanto que os Titãs, Hellblazer e o Novo Super-Man lançam o volume dois de cada um. Prepare o bolso!

Lançamentos Disney

– A Disney também está com novidades nas bancas: a primeira delas é a estreia de Lendas Disney, um encadernado trimestral que trará as primeiras histórias dos personagens. O número de estreia trará o Superpato (192 páginas, capa cartão, R$ 29,90) e chega ainda em janeiro. No mês seguinte, será a vez de Disney Saga (192 páginas, capa cartão, R$ 29,90), publicação trimestral  que trará sempre uma saga completa ou uma série que se estenda por mais de uma edição. A estreia será com A Nova História e Glória da Dinastia Pato, HQ inédita publicada na Itália. Em março chega Os Melhores Anos Disney, no mesmo formato, abordando sempre um ano marcante para as publicações Disney no Brasil. Na estreia, o ano de 1950, ano da estreia de O Pato Donald 1, título que inaugurou a Editora Abril.

Coleção selvagem

– Finalmente, depois de um bom tempo em que foi lançada no “mercado-teste”, chega às bancas em março a coleção de A Espada Selvagem do Conan, pela Salvat. Como as anteriores, será quinzenal, capa dura, com arte na lombada e terá 65 volumes.

Quadrinhos divinos.

– A Editora 100% Cristão lançou uma coleção de quadrinhos baseada em personagens bíblicos. Falaremos detalhadamente sobre elas em um post específico sobre o tema.

A Força está com eles.

Star Wars – O Último Jedi fechou o ano passado como a maior bilheteria de 2017 nos Estados Unidos, segundo o site Box Office Mojo. O filme ultrapassou o líder (desde março) A Bela e a Fera e faturou US$ 539,4 milhões com apenas 15 dias de exibição. Mundialmente, o oitavo capítulo da saga espacial ficou em terceiro lugar, com US$ 1, 129 bilhão. Perdeu para Velozes e Furiosos 8 (US$ 1, 235 bi) e A Bela e a Fera (US$ 1, 263 bi).

Agendão Raio X: Séries 2018

As séries de TV de super-heróis já entraram naquele hiato de final de ano – o chamado mid season – e retornam já nos primeiros dias de janeiro para o encerramento de suas temporadas. Além disso, o ano também reserva novidades, como o novo live action da DC ComicsRaio Negro (Black Lightning), exibido pela CW. Também pela DC, mas um pouco mais tarde (em 21 de março), chega Krypton, série que se passa no planeta natal do Superman, décadas antes da fatídica explosão que trouxe o herói à Terra.

Herói de neon

Já pela Marvel, as novidades são a segunda temporada de Jessica Jones pela Netflix (estreia em 8 de março) e Manto e Adaga, ainda sem data definida de estreia, pelo canal Freeform. Confira abaixo nosso calendário do mês de janeiro com todas as datas de reestreia, lembrando que as informações se referem apenas aos Estados Unidos. No Brasil, ainda não temos dados disponíveis.

O ano já começa bombando!

Crítica: O Justiceiro

O Justiceiro nunca foi um dos meus personagens preferidos. Aliás, tenho minhas reservas quanto a um herói (ao menos, é esse o conceito das HQs, não? “Quadrinhos de super-heróis”?) que mata impiedosamente e sem reservas. No entanto, é fato que o personagem tem certo charme que conquista o leitor de suas aventuras. Talvez pela sua história trágica, que justifica seus atos, ou pelo fato de fazer justiça a qualquer preço e só atacar bandidos, nunca inocentes (algo que, verdade seja dita, todos nós, pobres mortais, temos vontade às vezes).

Encarnações anteriores não fizeram justiça ao personagem

O fato é que o público gosta do Justiceiro. Motivo pelo qual ele já foi levado três vezes ao cinema – em 1989, na pele de Dolph “He-Man” Lundgreen, num filme que descaracteriza totalmente o personagem (exceto pelo fato dele matar mafiosos); em 2004, interpretado por Thomas Jane (na minha opinião, a melhor caracterização do anti-herói), mas com um roteiro fraco que não emplacou; e, finalmente, em 2008, num longa violento e fiel aos quadrinhos, mas que também não teve grande repercussão – talvez pelo fato do ator Ray Stevenson (o Volstagg, da trilogia de filmes do Thor) pouco lembrar o personagem, embora ele não estivesse ruim no papel.

Justiceiro roubou a cena na segunda temporada de Demolidor.

Quando parecia que a Marvel finalmente tinha desistido de nos empurrar goela abaixo um personagem que pode até ser legal nos quadrinhos, mas pouco tem de apelo no cinema (já temos vários filmes de fuzileiros linha dura que se revoltam e decidem detonar os inimigos. Bruce Willis, Sylvester Stallone, Kurt Russell, Arnold Schwarzenegger e afins que o digam!), a Netflix decide incluí-lo numa participação na segunda temporada da série do Demolidor. Frisson entre os fãs. Veremos o Justiceiro numa série de TV! Agora vai! E foi. A breve, mas marcante participação do anti-herói na pele do ator Jon Bernthal era a deixa que a Marvel precisava para dar um sinal verde para a produção de uma série de TV. No cinema não emplaca, mas uma série, talvez funcione.

Jon Bernthal e sua cara de mau. “I’m Batm… não, pera…”

Não funciona. Feita às pressas, fora da programação original do canal streaming (que não previa nem a segunda temporada do Demolidor, aliás), a série O Justiceiro (The Punisher, 2017) explora o passado de Frank Castle (Bernthal) desde o tempo em que ele atuava como fuzileiro naval ao lado de Billy Russo (Ben Barnes) e Curtis Hoyle (Jason R. Moore). Vale lembrar que a série do Demolidor já mostrou o assassinato de sua família, que o motivou a declarar guerra contra o crime, então era preciso ir além.

Madani e seu parceiro Sam: investigação proibida.

É revelado que Frank cometeu uma atitude pouco louvável no Afeganistão, muito embora ele a tivesse feito seguindo ordens superiores (soldados não discutem, apenas fazem o que lhes mandam, sabe como é.) Isso o coloca na mira da investigadora Dinah Madani (Amber Rose Revah) que vem para Nova York atrás dos responsáveis por tal ato, mas ela é impedida de prosseguir seu objetivo pelo delegado Carson Wolf (C. Thomas Howell), que, ao que tudo indica, tem muito a esconder sobre o caso.

Microchip – ou simplesmente Micro: bons soldados nunca lutam sozinhos.

Nesse meio tempo, Castle elimina todos os responsáveis pela morte de sua família, destrói o equipamento do Justiceiro e tenta levar uma vida normal, sob a identidade de Pete Castiglione, trabalhando numa obra. No entanto, ele é descoberto por um misterioso hacker chamado Micro (Ebon Moss-Bachrach), que o convoca para lutar contra o Sistema, já que ambos perderam suas vidas graças à corrupção no Governo.

O ritmo é semelhante a fazer uma escultura: muitos detalhes e pouco avanço

Esses três parágrafos resumem os três primeiros capítulos da série – que, como de praxe, assistimos para fazer esta crítica – dos treze disponíveis. Ou seja, em três capítulos, não tem muita coisa para dizer, diferente das outras séries da Netflix, onde a trama já estava bem construída e se desenrolando. Em O Justiceiro, o ritmo é lento, muito lento. Imagens em flashback de sua esposa, na cama, acordando-o pela manhã são mostradas a cada 10 minutos. Cenas com os filhos, a cada 15. Se, por um lado, isso é válido, pois mostra a personalidade psicótica do Justiceiro, por outro, se torna maçante, uma vez que não dá espaço para a trama principal.

Curtis (Esq.) e Russo, amigos de Castle. Nos quadrinhos, Russo é o criminoso conhecido como Retalho.

Já sabemos que Castle perdeu sua família e se culpa por isso. Já sabemos que ele se tornou obcecado em acabar com a criminalidade. Vamos andar? Não, vamos dar mais flashbacks para a investigação de Madani (que também caminha a passos lentos. Parece até a Justiça Brasileira resolvendo os casos de corrupção do Governo). Frank visita seu amigo Curtis, cujo único trabalho é pendurar cadeiras após a reunião dos Fuzileiros Neuróticos Anônimos, ou algo do tipo, para falar sobre nada. Também se encontra com Karen Page (Deborah Ann Woll), que veio direto da série do Demolidor, fazendo uma participação quase romântica. Depois disso, Frank descobre a identidade de Micro e passa um episódio inteiro fazendo três ou quatro perguntas (respondidas com mais flashbacks) para virarem amigos ao final e Castle decidir voltar à ativa.

Conferindo se a caveira está bem desenhada.

A série não tem ritmo – ou tem, mas é vagaroso e sonolento. A investigação (que, invariavelmente revela aquilo que já sabemos: o Governo é corrupto e alguém precisa fazer uma limpeza) não tem nenhum elemento intrigante, que nos faça querer saber mais. Bernthal, que estava tão bom no Demolidor, parece ligado no piloto automático: só fazendo cara feia e tendo pesadelos com a esposa. Isso sem mencionar algumas cenas de dar vergonha alheia, como o Justiceiro acertar um tiro a quilômetros de distância e o bandido em pé conseguir ler um nome num documento caído no chão a mais de 10 metros dele. Ok, é ficção, mas sem forçar demais a barra, né?

Estreia do anti-herói: “nasci coadjuvante; deveria continuar coadjuvante”.

Apesar disso, como só vimos três episódios (equivalente a 23% da série), a esperança é que a trama engate (principalmente porque o terceiro capítulo termina com um gancho que indica isso). Caso melhore, faço questão de voltar aqui e retificar a crítica. Mas vale lembrar que uma série que não conquista logo no início, a tendência é que o público não siga até o final. Como disse no início, o Justiceiro nunca foi um dos meus personagens favoritos. Mesmo assim, ainda tenho um pouco de boa vontade para com ele. A Marvel também deveria ter e perceber, de uma vez por todas, que o personagem simplesmente não funciona em live-action. Melhor deixá-lo nos quadrinhos. Seria muito mais justo. 

Cotação: 

Agendão Raio X de séries de super-heróis

Setembro está terminando e começa, nos Estados Unidos, as novas temporadas das séries de TV, além das novidades que fazem sua estreia. Como de praxe, nosso blog faz um agendão com os lançamentos (um pouco atrasado, aliás) para você se programar e não perder nenhuma novidade. Algumas datas ainda estão pendentes de confirmação, mas não deve demorar muito para as emissoras anunciarem. Vale destacar que focamos apenas nas séries de super-herói, portanto, se sua série favorita ficou de fora, não foi esquecimento nosso.

Também vale mencionar que Raio Negro e Manto e Adaga também não foram mencionadas porque estreiam somente em 2018. Dito isto, segue abaixo nosso agendão, pra você copiar, guardar as datas e compartilhar com os amigos.