“Ele passou sua vida inteira como um artista, fazendo as pessoas felizes, fazendo-as rir e tentando fazer deste mundo um lugar melhor” – Burt Ward, o Robin, da série de TV do Batman, em seu discurso, no qual homenageia o parceiro Adam West, que faleceu na última sexta-feira. Na noite de ontem, em Los Angeles, o prefeito da cidade acendeu um batsinal em memória do ator e de seu legado. Veja o vídeo abaixo:

 

Crítica: Guerra Geek – Episódio 1 – A Ameaça das Vizinhas

Há pouco mais de uma década, ser rotulado como nerd era algo pejorativo e discriminatório, motivo de muita humilhação e exclusão social – ao menos, na maioria dos casos. Porém, Hollywood descobriu esse filão e com a avalanche de filmes no cinema e séries de TV, o termo acabou se popularizando de tal forma que a situação se inverteu: hoje, o excluído é quem não é nerd, pois fica totalmente por fora do assunto nas rodas de conversas no bar da esquina.

Nerdice tripla

Essa moda chegou também ao teatro: a peça Guerra Geek – Episódio 1: A Ameaça das Vizinhas estreou neste final de semana no Teatro UMC (Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Vila Leopoldina – SP) e trata o universo da cultura pop de forma simples e divertida, com um elenco enxuto e sem a necessidade de grandes recursos cenográficos. Apenas um sofá, uma mesa e uma estante, para retratar o apartamento de três jovens nerds – Bruce (Matt Torres), Jhonny (Giacomo Biaggio) e Kiko (Dvd Castillo), que vivem uma vida regada a quadrinhos e videogame.

Cenário enxuto com recursos audiovisuais que lembram um balão de HQ.

A situação se complica com a chegada de Ana (Leticia Scopetta) e Linda (Giovana Previero), duas novas vizinhas que se mudam para o apartamento da frente e, apesar dos alertas de Bruce, que vê nas moças uma ameaça à vida pacata e quase celibatária que levavam, acabam causando uma revolução na vida do trio, que passa a disputar a atenção e o interesse das garotas – e são três para dois, o que vai causar uma guerra de interesses. Além do cenário único, o espetáculo conta com o auxílio de um telão que imita um balão de histórias em quadrinhos, onde são mostrados audiovisuais que ilustram o pensamento ou a fala dos personagens.

Texto bebe na fonte da série The Big Bang Theory

O texto, abertamente influenciado pela série de TV The Big Bang Theory, não se poupa de zombar de vários estereótipos: além do nerd (antissocial, sem sorte com mulheres, fã de super-heróis), há também o gordinho, a loira burra, o gay não assumido, mas totalmente afeminado… um clima descontraído que exagera propositalmente nas características, mas sem a intenção de ofender nenhuma “tribo” – mesmo assim, certamente será um prato cheio para a galera do politicamente correto ter assunto por um mês nas redes sociais.

O pomo da discórdia

Quem gosta de ir ao teatro com a intenção de descobrir o sentido da vida, certamente vai se decepcionar com a Guerra Geek, que não tem o objetivo de revelar os segredos do universo. Porém, se você quer apenas uma diversão descompromissada e aprender a rir de si mesmo e das situações do cotidiano, a peça cumpre bem o papel. O próprio elenco parece se divertir enquanto atua e passa essa sensação à plateia. Apesar do detalhe no título do espetáculo, os atores informam que o Episódio 2 não está confirmado e vai depender da aceitação do público. Mas, considerando o interesse das pessoas na temática geek/nerd, podemos aguardar para breve o ataque dos clones de Bruce, Jhonny e Kiko. Ou, quem sabe, de Ana e Linda.

Guerra Geek – Episódio 1: A Ameaça das Vizinhas está em cartaz nas sextas-feiras de junho (16, 23 e 30) às 21h e nos domingos de julho (02, 09, 16, 23 e 30) às 19h. Em agosto, única apresentação, no dia 6, às 19h. Os ingressos custam R$ 25 (meia entrada) e R$ 50 (inteira). O Teatro UMC fica na Av. Imperatriz Leopoldina, 550 – Vila Leopoldina – SP – a 550 m da estação Imperatriz Leopoldina (Linha 8) da CPTM.

Primeira imagem dos Fugitivos, nova série da Marvel

A Marvel divulgou ontem, via Twitter, a primeira imagem da série dos Fugitivos, grupo adolescente que estreia pelo canal on demand Hulu (semelhante à Netflix). Surpreende a semelhança da imagem com a capa de uma das edições da revista Runaways, lançada em 2003. O grupo foi criado por Brian K. Vaughn e Adrian Alphona e é formado pelos jovens (da esqueda para a direita): Gertrude York (Arsênico), Nico Minoru (Irmã Grimm), Alex Wilder (sem codinome), Chase Stein (Boca-Dura), Karolina Dean (Lucy in the Sky) e Molly Hayes (Fortona).

Igualzinho à capa do gibi

O elenco é composto por Ariela Barer, Lyrica Okano, Rhenzy Feliz, Gregg Sulkin, Virginia Gardner e Alegra Acosta. A série tem previsão de estreia em 2018. ATUALIZADO: um trailer da série vazou na Internet durante uma exibição feita pela Hulu. Veja abaixo:

Série dos Inumanos já tem pôster oficial

A Marvel acaba de divulgar o primeiro pôster da série dos Inumanos, que devia ser um longa-metragem dentro da fase 3 mas mudou de rumo no meio do caminho. A nova série já tem, inclusive, data de estreia: 1º. de Setembro, abrindo a temporada americana de nova séries na rede ABC (a mesma que também exibe Agentes da Shield) – e a estreia será nos cinemas, de acordo com a informação na própria imagem. Como sempre, a Marvel bota muita fé nos seus produtos.

Crítica: Punho de Ferro

Estreou ontem (17), a nova série da Netflix baseada num super-herói da Marvel: Punho de Ferro. Com seus treze episódios já disponíveis, a série é estrelada por Finn Jones no papel do herói marcial e conta a história de como o jovem Daniel Rand treinou seu corpo até se tornar um mestre nas artes marciais e adquiriu a habilidade de concentrar sua energia para tornar seu punho tão forte como o ferro.

“Desculpe, mas não tenho trocado pra esmola hoje. Só saio com notas de 100 mil”

Como fizemos nas séries anteriores da Netflix (Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage), assistimos aos primeiros episódios (desta vez foram quatro, porque o terceiro tem um gancho imperdível) para podermos fazer esta crítica. Ao contrário do que muita gente vem pregando por aí, a série é bem bacana e fiel ao personagem dos quadrinhos, com algumas mudanças necessárias para adaptação/atualização do enredo. No entanto, há que se concordar que falta um pouco de ritmo ao roteiro, que se prende demais em detalhes desnecessários. Falaremos sobre isso mais à frente.

O herói já estreou distribuindo porradas

Para quem não conhece o personagem, vamos a um breve resumo de sua trajetória nas HQs: Punho de Ferro estreou na revista Marvel Premiere 15 (1972). Daniel Rand é um garoto cujo pai, o empresário Wendell Rand, sonhava em encontrar o reino místico de Kun Lun, uma cidade oculta nas montanhas do Himalaia que só era vista a cada 10 anos. Por isso, embarcou com a família e seu sócio, Harold Meachum, numa busca pelo local. Traído pelo sócio, que desejava se tornar o dono das empresas Rand, Wendell foi assassinado. A esposa, Heather, recusando-se a acompanhar o assassino de seu marido, prosseguiu na busca por Kun Lun, mas foi devorada por uma matilha de lobos, para permitir ao pequeno Danny que atravessasse uma ponte e, assim, chegasse ao reino místico.

A tatuagem é presente do dragão Shu Lao.

Sozinho e desamparado, Daniel foi criado pelos monges e treinado nas artes marciais até atingir o perfeito domínio de corpo e alma. Como último teste, e para dar continuidade à genealogia dos guerreiros escolhidos, Daniel teve que derrotar o dragão Shu Lao, entidade imortal que era a fonte do poder de Kun Lun. Ao encostar seu peito no coração do monstro num abraço durante a luta, Daniel ganhou uma tatuagem no formato de dragão. Depois, ao enterrar seu punho no mesmo coração, o jovem adquiriu o poder do Punho de Ferro – habilidade de concentrar seu chi (energia do corpo) e tornar seu punho tão forte quanto o ferro. De volta à civilização, Daniel reassumiu a posse de suas indústrias das mãos da família Meachum e se tornou o herói marcial.

Rand tem que recuperar sua empresa das mãos de Ward (E) e Joy (D).

É exatamente nesse ponto que começa a série, mostrando um Daniel Rand (Finn Jones) chegando à cidade grande após passar 15 anos em Kun Lun. Dado como morto depois de tanto tempo, Danny é tratado com hostilidade por Ward Meachum (Tom Pelphrey) o atual dono das empresas Rand, uma vez que Harold (David Wenham) também morreu de câncer anos antes. Apenas Joy (Jessica Stroup) parece acreditar no rapaz, devido aos antigos laços de infância que os uniu, mas mesmo assim, age com desconfiança.

Colleen se torna uma aliada

Sem ter como provar sua identidade, Daniel passa a ser perseguido por Ward, que deseja eliminar qualquer evidência de que o verdadeiro proprietário da empresa possa ter retornado e, assim, perder seu posto. Daniel encontra em Colleen Wing (Jessica Henwick) uma amiga que lhe dá abrigo e o auxilia em sua busca por recuperar seu lugar no mundo. Evidentemente, isso não vai ser tão fácil, um vez que o jogo de poder é intenso e ainda existe a ameaça do Tentáculo, criminosos ninjas liderados por Madame Gao (Wai Ching Ho), aquela mesma, que enfrentou o Demolidor na primeira temporada da série.

Esse poder é ótimo para quando falta eletricidade.

Além de Madame Gao, há outros personagens comuns às series anteriores, como Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), a advogada amiga de Jessica Jones e, claro, Claire Temple (Rosario Dawson), a enfermeira que bate ponto nas quatro séries. Diferente dos quadrinhos, porém, a trama não foca tanto nas habilidades marciais do herói, mas sim em sua história pessoal e sua busca para recuperar o que perdeu. Talvez aí esteja a frustração de grande parte da crítica, que esperava ver uma série de super-herói mascarado e encontrou um história policial.

referência verde e amarela

Embora tenha um superpoder incomum, o herói não o usa até o final do segundo episódio – numa cena muito bacana, aliás. O ritmo da história, como já dissemos, é lento e arrastado a ponto de incomodar. O segundo episódio não acontece absolutamente nada de relevante e bem poderia sofrer uma edição que reduzisse os 61 minutos em apenas 20, e ainda seria muito. O terceiro episódio, no entanto, recupera o fôlego e tem um excelente gancho para o quarto, que tem uma queda novamente (não tanto quanto o segundo). Ou seja, a série é inconstante.

Quarteto Fantástico. Não, pera…

De qualquer forma, para um começo, a história está muito boa e intrigante. Jones não tem o mesmo carisma que Mike Colter no papel de Luke Cage, mas também não faz feio. Nos quatro primeiros capítulos, há muitas cenas em flashback que relembram a origem de Daniel Rand – e há uma mudança bem radical com relação aos quadrinhos – e várias referências às HQs que os fãs vão adorar procurar. Talvez fosse uma boa ideia a Netflix repensar a quantidade de episódios das séries a fim de dar mais agilidade aos enredos. Oito episódios ao invés de treze eliminaria uma “barriga” desnecessária na história e tornaria as séries muito mais dinâmicas. Agora é esperar setembro, com a série Os Defensores, para ver os heróis da Netflix reunidos. Por enquanto, Punho de Ferro cumpriu seu papel com saldo positivo.

Cotação: 

 

Lego Batman conhece seus superamigos da CW

blog-abreDepois dos pôsteres promocionais que transformaram as séries do canal CW em personagens Lego, a emissora lançou um vídeo promocional que mostra o Batman encontrando com seus amigos super-heróis: Supergirl, Arqueiro Verde (Arrow), Flash e Átomo (Legends of Tomorrow). Tudo para promover Lego Batman – O Filme, que estreia nesta semana. Veja o vídeo:

 

Séries da Warner se “Legolizam” para promover Lego Batman

blog-abreNuma daquelas ações de marketing bem bacanas, a CW (canal de TV pertencente ao Grupo Warner) entrou na onda Lego e transformou os pôsteres das séries do canal ao estilo dos bonequinhos a fim de promover Lego Batman – O Filme, longa que estreia esta semana. Veja abaixo, na galeria. Além disso, os créditos finais das séries Supergirl, Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow também apresentarão os logotipos dos créditos finais “legolizados”, segundo informações do site Ksite TV. Ainda faltam vários seriados, que provavelmente serão liberados durante a semana. Será? Vamos aguardar.