Primeira imagem dos Fugitivos, nova série da Marvel

A Marvel divulgou ontem, via Twitter, a primeira imagem da série dos Fugitivos, grupo adolescente que estreia pelo canal on demand Hulu (semelhante à Netflix). Surpreende a semelhança da imagem com a capa de uma das edições da revista Runaways, lançada em 2003. O grupo foi criado por Brian K. Vaughn e Adrian Alphona e é formado pelos jovens (da esqueda para a direita): Gertrude York (Arsênico), Nico Minoru (Irmã Grimm), Alex Wilder (sem codinome), Chase Stein (Boca-Dura), Karolina Dean (Lucy in the Sky) e Molly Hayes (Fortona).

Igualzinho à capa do gibi

O elenco é composto por Ariela Barer, Lyrica Okano, Rhenzy Feliz, Gregg Sulkin, Virginia Gardner e Alegra Acosta. A série tem previsão de estreia em 2018. ATUALIZADO: um trailer da série vazou na Internet durante uma exibição feita pela Hulu. Veja abaixo:

Série dos Inumanos já tem pôster oficial

A Marvel acaba de divulgar o primeiro pôster da série dos Inumanos, que devia ser um longa-metragem dentro da fase 3 mas mudou de rumo no meio do caminho. A nova série já tem, inclusive, data de estreia: 1º. de Setembro, abrindo a temporada americana de nova séries na rede ABC (a mesma que também exibe Agentes da Shield) – e a estreia será nos cinemas, de acordo com a informação na própria imagem. Como sempre, a Marvel bota muita fé nos seus produtos.

Crítica: Punho de Ferro

Estreou ontem (17), a nova série da Netflix baseada num super-herói da Marvel: Punho de Ferro. Com seus treze episódios já disponíveis, a série é estrelada por Finn Jones no papel do herói marcial e conta a história de como o jovem Daniel Rand treinou seu corpo até se tornar um mestre nas artes marciais e adquiriu a habilidade de concentrar sua energia para tornar seu punho tão forte como o ferro.

“Desculpe, mas não tenho trocado pra esmola hoje. Só saio com notas de 100 mil”

Como fizemos nas séries anteriores da Netflix (Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage), assistimos aos primeiros episódios (desta vez foram quatro, porque o terceiro tem um gancho imperdível) para podermos fazer esta crítica. Ao contrário do que muita gente vem pregando por aí, a série é bem bacana e fiel ao personagem dos quadrinhos, com algumas mudanças necessárias para adaptação/atualização do enredo. No entanto, há que se concordar que falta um pouco de ritmo ao roteiro, que se prende demais em detalhes desnecessários. Falaremos sobre isso mais à frente.

O herói já estreou distribuindo porradas

Para quem não conhece o personagem, vamos a um breve resumo de sua trajetória nas HQs: Punho de Ferro estreou na revista Marvel Premiere 15 (1972). Daniel Rand é um garoto cujo pai, o empresário Wendell Rand, sonhava em encontrar o reino místico de Kun Lun, uma cidade oculta nas montanhas do Himalaia que só era vista a cada 10 anos. Por isso, embarcou com a família e seu sócio, Harold Meachum, numa busca pelo local. Traído pelo sócio, que desejava se tornar o dono das empresas Rand, Wendell foi assassinado. A esposa, Heather, recusando-se a acompanhar o assassino de seu marido, prosseguiu na busca por Kun Lun, mas foi devorada por uma matilha de lobos, para permitir ao pequeno Danny que atravessasse uma ponte e, assim, chegasse ao reino místico.

A tatuagem é presente do dragão Shu Lao.

Sozinho e desamparado, Daniel foi criado pelos monges e treinado nas artes marciais até atingir o perfeito domínio de corpo e alma. Como último teste, e para dar continuidade à genealogia dos guerreiros escolhidos, Daniel teve que derrotar o dragão Shu Lao, entidade imortal que era a fonte do poder de Kun Lun. Ao encostar seu peito no coração do monstro num abraço durante a luta, Daniel ganhou uma tatuagem no formato de dragão. Depois, ao enterrar seu punho no mesmo coração, o jovem adquiriu o poder do Punho de Ferro – habilidade de concentrar seu chi (energia do corpo) e tornar seu punho tão forte quanto o ferro. De volta à civilização, Daniel reassumiu a posse de suas indústrias das mãos da família Meachum e se tornou o herói marcial.

Rand tem que recuperar sua empresa das mãos de Ward (E) e Joy (D).

É exatamente nesse ponto que começa a série, mostrando um Daniel Rand (Finn Jones) chegando à cidade grande após passar 15 anos em Kun Lun. Dado como morto depois de tanto tempo, Danny é tratado com hostilidade por Ward Meachum (Tom Pelphrey) o atual dono das empresas Rand, uma vez que Harold (David Wenham) também morreu de câncer anos antes. Apenas Joy (Jessica Stroup) parece acreditar no rapaz, devido aos antigos laços de infância que os uniu, mas mesmo assim, age com desconfiança.

Colleen se torna uma aliada

Sem ter como provar sua identidade, Daniel passa a ser perseguido por Ward, que deseja eliminar qualquer evidência de que o verdadeiro proprietário da empresa possa ter retornado e, assim, perder seu posto. Daniel encontra em Colleen Wing (Jessica Henwick) uma amiga que lhe dá abrigo e o auxilia em sua busca por recuperar seu lugar no mundo. Evidentemente, isso não vai ser tão fácil, um vez que o jogo de poder é intenso e ainda existe a ameaça do Tentáculo, criminosos ninjas liderados por Madame Gao (Wai Ching Ho), aquela mesma, que enfrentou o Demolidor na primeira temporada da série.

Esse poder é ótimo para quando falta eletricidade.

Além de Madame Gao, há outros personagens comuns às series anteriores, como Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss), a advogada amiga de Jessica Jones e, claro, Claire Temple (Rosario Dawson), a enfermeira que bate ponto nas quatro séries. Diferente dos quadrinhos, porém, a trama não foca tanto nas habilidades marciais do herói, mas sim em sua história pessoal e sua busca para recuperar o que perdeu. Talvez aí esteja a frustração de grande parte da crítica, que esperava ver uma série de super-herói mascarado e encontrou um história policial.

referência verde e amarela

Embora tenha um superpoder incomum, o herói não o usa até o final do segundo episódio – numa cena muito bacana, aliás. O ritmo da história, como já dissemos, é lento e arrastado a ponto de incomodar. O segundo episódio não acontece absolutamente nada de relevante e bem poderia sofrer uma edição que reduzisse os 61 minutos em apenas 20, e ainda seria muito. O terceiro episódio, no entanto, recupera o fôlego e tem um excelente gancho para o quarto, que tem uma queda novamente (não tanto quanto o segundo). Ou seja, a série é inconstante.

Quarteto Fantástico. Não, pera…

De qualquer forma, para um começo, a história está muito boa e intrigante. Jones não tem o mesmo carisma que Mike Colter no papel de Luke Cage, mas também não faz feio. Nos quatro primeiros capítulos, há muitas cenas em flashback que relembram a origem de Daniel Rand – e há uma mudança bem radical com relação aos quadrinhos – e várias referências às HQs que os fãs vão adorar procurar. Talvez fosse uma boa ideia a Netflix repensar a quantidade de episódios das séries a fim de dar mais agilidade aos enredos. Oito episódios ao invés de treze eliminaria uma “barriga” desnecessária na história e tornaria as séries muito mais dinâmicas. Agora é esperar setembro, com a série Os Defensores, para ver os heróis da Netflix reunidos. Por enquanto, Punho de Ferro cumpriu seu papel com saldo positivo.

Cotação: 

 

Lego Batman conhece seus superamigos da CW

blog-abreDepois dos pôsteres promocionais que transformaram as séries do canal CW em personagens Lego, a emissora lançou um vídeo promocional que mostra o Batman encontrando com seus amigos super-heróis: Supergirl, Arqueiro Verde (Arrow), Flash e Átomo (Legends of Tomorrow). Tudo para promover Lego Batman – O Filme, que estreia nesta semana. Veja o vídeo:

 

Séries da Warner se “Legolizam” para promover Lego Batman

blog-abreNuma daquelas ações de marketing bem bacanas, a CW (canal de TV pertencente ao Grupo Warner) entrou na onda Lego e transformou os pôsteres das séries do canal ao estilo dos bonequinhos a fim de promover Lego Batman – O Filme, longa que estreia esta semana. Veja abaixo, na galeria. Além disso, os créditos finais das séries Supergirl, Arrow, The Flash e Legends of Tomorrow também apresentarão os logotipos dos créditos finais “legolizados”, segundo informações do site Ksite TV. Ainda faltam vários seriados, que provavelmente serão liberados durante a semana. Será? Vamos aguardar.

 

Crítica: Powerless

blog-abreEstreou nesta semana Powerless, a nova série da DC Comics, que inova em sua temática: trata-se da primeira comédia baseada nos super-heróis da editora sem, contudo, ter um super-herói como protagonista. Exibida pelo canal NBC, o foco da série é exatamente as pessoas comuns e como elas reagem num mundo povoado de seres superpoderosos – de onde saem as situações divertidas, como chegar atrasado ao trabalho porque seu trem foi atacado por um supervilão, por exemplo.

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

A série é estrelada por Vanessa Hudjens (alguém lembra da Gabriella de High School Musical?), que interpreta Emily Locke, a recém-contratada chefe de uma seguradora pertencente às Empresas Wayne. A companhia é responsável por garantir a segurança dos moradores de Charm City, uma fictícia cidade vizinha a Gotham, mas se encontra à beira da falência com a crescente ameaça de supervilões.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

Cabe à Emily motivar sua equipe formada por Teddy (Danny Pudi), o diretor de design; Wendy (Jennie Pierson), a engenheira de software, Ron (Ron Funches), chefe de engenharia e Jackie (Christina Kirk), a secretária. Cabe ao grupo inovar e desenvolver um produto inovador que seja realmente funcional e possa garantir a segurança da população. Apesar da animação da líder, isso não é tão simples quanto parece, principalmente porque o diretor Van Wayne (Alan Tudyk), que é primo distante de Bruce Wayne, vem com a notícia que o bilionário decidiu encerrar as atividades da seguradora.

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

Em seus 22 minutos de duração, a série tem várias referências aos quadrinhos e séries de TV da DC, já começando pela ótima abertura, que resgata capas clássicas de revistas em quadrinhos, apresentando os personagens da série escondidos nos detalhes. Os diálogos seguem um ritmo ágil e vibrante, com ótimas piadas e, mesmo sem ter o Superman, o Batman ou qualquer peso pesado voando na tela, o enredo soube explorar o ponto de vista das pessoas comuns, que só enxergam os heróis e vilões à distância, mas precisam lidar com a destruição que as batalhas provocam. Logo no primeiro episódio, há uma participação mais do que especial no elenco que só os nerds das antigas vão identificar, mas que certamente garante boas risadas pela referência.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Alguém já disse que os super-heróis estão sendo tão explorados atualmente, nos cinemas e na TV que, em pouco tempo, o tema vai cansar. Com Powerless, a DC prova o contrário: há outras abordagens a esse universo dos quadrinhos que podem ser exploradas, sem necessariamente focar em alguém com capa esvoaçante e cueca por cima das calças. E, quando bem feitas, podem gerar um excelente resultado. Se os próximos episódios de Powerless continuarem no ritmo do piloto, teremos uma série com grande potencial.

Marvel anuncia elenco da série dos Fugitivos

blog-abreDisposta a conquistar também o segmento de séries de TV na mesma proporção em que já conquistou os cinemas, a Marvel anunciou hoje os seis jovens contratados para a série Fugitivos (Runaways), prevista para ir ao ar pelo canal streaming Hulu – canal semelhante à Netflix, mas ainda indisponível no Brasil – e estreia em 2018.

Equipe estreou em 2003. No Brasil, a primeira aparição foi na Coleção Pocket Panini, de 2006.

Equipe estreou em 2003. No Brasil, a primeira aparição foi na Coleção Pocket Panini, de 2006.

Se você não faz a mínima ideia de quem sejam os Fugitivos, não se envergonhe. O grupo é relativamente novo e não faz parte dos personagens mais conhecidos da editora. Mas foi uma das melhores coisas que a Marvel lançou no início da década de 2000, criados por Brian K. Vaughn (roteiros) e Adrian Alphona (desenhos). O sexteto se uniu por um detalhe que possuíam em comum: seus pais são supervilões, membros de uma equipe chamada Orgulho, que se reunia anualmente para um ritual misterioso que, a princípio, os filhos achavam ser uma reunião de caridade.

Equipe já se uniu aos Jovens Vingadores durante a Guerra Civil, numa série legal à beça!

Equipe já se uniu aos Jovens Vingadores durante a Guerra Civil, numa série legal à beça!

Quando descobriram que seus pais, na verdade, sacrificavam humanos para oferecer aos ídolos Gibborin e, assim, manterem seus poderes durante aquele ano, Alex Wilder, Nico Minoru, Chase Stein, Gert Yorks, Karolina Dean e Molly Hayes fugiram de casa (daí o nome da equipe) e passaram a lutar contra os pais. A série trouxe uma premissa bem interessante que mostrava um retrato da adolescência, com o conflito de gerações e as descobertas comuns da idade (no caso, os jovens descobriram que possuíam poderes incomuns, herdados dos pais). Abaixo, veja cada um dos atores selecionados e seus respectivos papeis:

Alex é o líder do grupo. E tem um grande segredo.

Alex é o líder do grupo. E tem um grande segredo.

Alex Wilder (Rhenzy Feliz) – Codinome: não tem. O líder da equipe, é um gênio intelectual, estrategista e hábil com computadores. Fã de super-heróis (para desespero de seus pais) e campeão no videogame, Alex é quem descobre primeiro que seu pai é um criminoso.

Nico é gótica, mística... e tem tendências suicidas.

Nico é gótica, mística… e tem tendências suicidas.

Nico Minoru (Lyrica Ocano) – Codinome: Irmã Grimm. Gótica, só se veste de preto e está sempre deprimida. Possui poderes místicos que são canalizados através do seu Cajadodo Absoluto. Sua magia possui duas características: só funcionam quando o sangue de Nico é derramado (o que faz com que ela viva se cortando) e só podem ser utilizadas uma única vez, de modo que ela tenha que ter muita sagacidade para inventar novos feitiços. Uma curiosidade: a mãe de Nico apareceu numa cena bem rápida em Doutor Estranho (2016).

Chase e seu Sapão providenciam o transporte da equipe.

Chase e seu Sapão providenciam o transporte da equipe.

Chase Stein (Gregg Sulkin) – Codinome: Boca-dura. Gênio tecnológico, construiu uma manopla de energia que lhe dá poder de fogo para lutar contra os inimigos e também é o criador do Sapão, um veículo voador que sua para transportar a si e seus amigos. É namorado de Gertrude Yorkes.

Gert tem um bichinho de estimação bem diferente.

Gert tem um bichinho de estimação bem diferente.

Gert Yorkes (Ariela Barer) – Codinome: Arsênico. Antes de descobrir que seus pais eram vilões, Gert acabou encontrando um dinossauro em seu porão e percebeu que tinha um elo mental com ele (ou ela, no caso, já que batizou o réptil de Alfazema). Essa ligação psíquica faz com que tudo que Gert sinta, Alfazema sinta também, seja sentimentos ou sensações. Gert tem um humor bem ácido e é engajada em causas sociais.

Karolina é de outro mundo... literalmente.

Karolina é de outro mundo… literalmente.

Karolina Dean (Virginia Gardner) – Codinome: Lucy in the Sky. Karol é uma extraterrestre com a habilidade de transformar seu corpo em energia que assume as cores do arco-íris.  Ela pode voar, disparar rajadas concusivas e usar a energia para projetar campos de força. É lésbica e sente atração por Nico, mas não foi correspondida.

Molly é hiperativa. E forte, muito forte.

Molly é hiperativa. E forte, muito forte.

Molly Hayes (Allegra Acosta) – Codinome: Fortona. Molly é a mais jovem do grupo e também a mais ingênua, por conta da pouca idade. Como seu codinome diz, é uma mutante dotada de superforça e invulnerabilidade, mas sempre que usa seu poder, ela fica com muito sono e precisa dormir imediatamente para recarregar as energias.

Manto e Adaga também vão virar série.

Manto e Adaga também vão virar série.

Em tempo: a Marvel também anunciou esta semana os atores escolhidos para a série de TV de Manto e Adaga, prevista para ir ao ar pelo Freeform, canal de séries e filmes online. Os astros Aubrey Joseph e Olivia Holt interpretarão, respectivamente, os personagens criados na década de 1980. A dupla surgiu como coadjuvante numa HQ do Homem-Aranha que discutia o problema do tráfico de drogas.

Manto e Adaga também ganham seus rostos.

Manto e Adaga também ganham seus rostos.

Forçados a provar de uma droga experimental, o jovem Tyrone Johnson adquire uma imensa escuridão em seu corpo que ele controla dentro de seu manto enquanto que Tandy Bowen adquire o poder de controlar a luz, que ela usa como adagas luminosas para purificar os jovens do vício. Essa premissa da oposição entre luz e trevas dá margem para roteiros que, se bem trabalhados, podem discutir a realidade das ruas, do preconceito, tráfico e outros.