Godzilla, o monstro mais famoso da história do cinema, estreou esta semana num novo longa-metragem de tirar o fôlego. Depois do frustrante filme anterior (Godzilla, 2014), a Warner Bros. estava devendo uma aventura decente, com muita porradaria entre monstros e uma trama mais bem dirigida. Assim, Godzilla II – Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters, 2019) ganhou a condução de Michael Dougherty, responsável pelo roteiro de X-Men 2 (2003) e Superman: O Retorno (2006), que, a despeito de sua pouca experiência como diretor, realizou um trabalho bem eficiente e à altura do que merece o lagartão japonês.

“E pensar que eu deixei a leitura do meu jornal de amanhã para caçar monstros…”

O filme se passa em tempo real, com relação ao último longa (leia crítica aqui), ou seja, acontece cinco anos após o ataque do monstro em São Francisco, em 2014. Neste dia, o filho mais jovem da família de Mark Russell (Kyle Chandler) morreu soterrado, o que provocou a separação de Russel e sua esposa, Emma (Vera Farmiga), que ficou com a guarda da filha mais velha, Madison (Millie Bobbie Brown, a Onze de Stranger Things em seu primeiro papel no cinema). Godzilla desapareceu no oceano e nunca mais foi visto, fazendo com que Emma, que é cientista das empresas Monarch (a mesma que realizou testes nucleares no Atol do Biquini e despertou Godzilla no filme anterior) passasse a desenvolver um dispositivo que emulasse a frequência de voz de vários monstros.

Tem certeza que vocês querem fazer essa burrada?

Sim, “vários”, porque a Monarch trabalha em segredo pesquisando a existência desses titãs ao redor do planeta. Obviamente, um dispositivo capaz de “falar a língua” dos monstros chama a atenção de um grupo terrorista, que sequestra a cientista e sua filha e as obriga a libertar o Rei Gidorah, um dragão de três cabeças que é considerado a encarnação do próprio demônio e estava enclausurado no gelo da Antártida. Não apenas este, mas também Mothra, uma mariposa gigantesca bioluminiscente, Rodan, um pterossauro que habitava o interior de um vulcão e cujo nome significa “demônio de fogo”, e outros, espalhados pelo mundo.

Terroristas forçam (só que não!) a Dra. Emma a usar sua invenção para libertar os monstros.

O objetivo dos terroristas é devolver o planeta aos seus verdadeiros “donos”, uma vez que a humanidade não soube cuidar do planeta e provoca destruição por onde passa. Com o despertar dos Titãs, a Natureza seguiria seu curso natural e o planeta seria restaurado. Essa teoria, obviamente, é confrontada pelo Dr. Russell, convocado para ajudar a localizar Godzilla, uma vez que ele tem um histórico com o monstro. Isso coloca marido e esposa (que está do lado da Monarch) em atrito, tendo a filha Madison no meio do fogo cruzado. E ela terá papel fundamental nessa briga conjugal.

Vem pro pau!

Entre dramas familiares e muita destruição provocada pelos Titãs, o gigantesco Godzilla (que ganhou 11 metros a mais do que sua versão anterior e agora possui 119,8 metros) aparece como o único capaz de salvar o planeta, protagonizando batalhas épicas com o Rei Gidorah. Este, por sua vez, enfrenta Rodan, que enfrenta Mothra numa batalha aérea… ou seja, a porradaria come solta neste filme, para compensar tudo que ficou faltando no longa de 2014.

Calma, Godz… este filme redimiu o anterior!

A trama tem uma ótima narrativa e, além de ser bem amarrada, dosa bem os momentos de ação com as cenas mais tensas e a calmaria para o desenrolar da história. A trilha sonora também ajuda bastante nesse sentido. A mensagem ecológica nas entrelinhas deixa claro quem “monstro” é um conceito bem abstrato e que tem pouca relação com feiura ou estatura. No final, ficamos sabendo o porquê do subtítulo do filme, com um momento digno de aplausos.

A luta do século já é ano que vem

Claro que não poderiam faltar referências a outros monstros além dos citados, inclusive um certo gorila gigante que será o próximo adversário do lagartão, já com estreia marcada para o ano que vem: Godzilla Vs. Kong estreia em 29 de maio de 2020, segundo informações do site IMDb. Essa data pode sofrer alterações até lá, mas o que importa é que o filme já está em produção e trará parte do elenco de Godzilla II de volta: Kyle Chandler e Millie Bobbie Brown estão confirmados.

Voando alto na bilheteria. E sem tapete voador!

A julgar pela bilheteria da estreia (US$ 49 milhões, passando a frente de Rocketman, outra importante estreia deste final de semana, e derrubando Aladdin da liderança), tudo indica que o reinado do monstro está longe de terminar. Vida longa ao Rei!

Cotação Raio X:

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