Leituras da Semana – Agosto (1)

E chegamos ao mês de agosto! Num piscar de olhos, estamos na segunda metade do ano (o primeiro mês já foi) e, daqui pra frente, é ladeira abaixo, sem freios! Tanto o tempo voa que nem deu pra lermos muita coisa, mas tivemos boas leituras nesta semana, entre clássicos e modernos. Veja a seguir aquilo que recomendamos (ou não) para a sua estante:

Clássico incontestável

Coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel Vol. 63 – Elektra (jul/2017) – Frank Miller, no seu auge criativo, criou as melhores histórias que já foram escritas, verdadeiras obras-primas dos quadrinhos, como Cavaleiro das Trevas, Batman – Ano Um, Sin City, A Queda de Murdock e outros. Contudo, este encadernado traz o começo de tudo. Com a Saga da Elektra (ou Elektra Saga, como é chamado na capa), Miller assumiu a revista do Demolidor, prestes a ser cancelada e a tornou um verdadeiro fenômeno de vendas. Em sua primeira edição como roteirista (ele já estava desenhando há alguns meses), incluiu a mercenária Elektra e, a partir daí, a revista só melhorou até atingir um ápice na edição 181, com a batalha contra o Mercenário. Ter essa história inteirinha num encadernado de capa dura é um verdadeiro presente. Trata-se de um material ímpar, atemporal e delicioso de ler, um manual de como escrever uma boa HQ. Algo que os roteiristas atuais estão precisando.

Edição morna

Guardiões da Galáxia 8 (jul/2017) – Esta edição marca a estreia do título Star Lord, que relata detalhes da origem do Senhor das Estrelas em mais um daqueles retcons que só servem para confundir a cronologia. Desta vez, voltamos à juventude de Peter Quill para relatar como ele era rebelde e brilhante ao mesmo tempo, acalentando seu sonho de ser astronauta até se encontrar com Yondu no espaço. Nhé. Em Guardiões da Galáxia, os heróis se dividem para invadir o mundo-prisão da Irmandade Baddoon, mas separar o grupo pode não ter sido uma boa ideia. História que se passa no presente, volta ao passado para explicar os detalhes que levaram até ali e termina exatamente onde começou (não é exagero), com gancho para a próxima edição. Nhé. Drax continua sua missão de proteger as crianças sequestradas e levá-las aos seus lares. Divertidinha, mas… nhé.

O arco Mulheres-Aranhas é o destaque da edição. Um prazer de leitura!

Aranhaverso 13 (jun/2017) – Além de duas HQs do Homem-Aranha 2099, sempre interessantes e bem-vindas (Peter David, o pai da criança, sabe como cuidar do próprio filho!), esta edição dá início ao arco Mulheres-Aranhas, envolvendo… bem… as mulheres-aranha do Aranhaverso – Mulher-Aranha, Gwen-Aranha e Teia de Seda. Nos Estados Unidos, o arco se espalhou pelas revistas-solo das heroínas, mas no Brasil, graças à excelente estratégia da Panini, podemos ler todas essas revistas num mesmo título, sem a necessidade de comprar 8576 revistas para ter a história completa. E que história! Leve, bem humorada, gostosa de ler e, sobretudo, envolvente, algo que está bem difícil de encontrar nas publicações atuais, todas envoltas em tramas mirabolantes e esquecíveis assim que fechamos o gibi. Vale a pena a companhar o encontro das aracnídeas femininas, que se reuniram apenas para tomar um café… e se viram às voltas com um perigo interdimensional. Uma delícia!! Tomara que continue assim.

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