Leituras da Semana – Julho (5)

Na última semana de julho, muitas novidades, que incluem, além das tradicionais revistas mensais, um lançamento independente e uma HQ infantil, resgatada de um passado já distante.

Soterrado em péssimos roteiros.

O Espetacular Homem-Aranha 9 (jul/2017) – O aracnídeo salva um de seus empregados de um acidente nas Indústrias Parker e se vê às voltas com o seu velho inimigo Chacal (num ridículo traje com cara de Anúbis. Sério isso, Dan Slott?) e novos clones criados pelo vilão. Fica a pergunta: se uma Saga do Clone já foi ruim, para quê repetir a dose? Bobagem também é a história seguinte, onde o Homem-Aranha continua tentando solucionar o caso do homem que ressuscitou, mas cuja trama, que começou interessante e detetivesca, descambou para uma temática inconsequente, apelando para um ateísmo que nunca existiu no Aranha e denegrindo as religiões. O duro de ser fã é que você acompanha um personagem numa fase ruim, esperando que ela melhore… mas ultimamente está difícil…

Terror é tema da segunda HQ de Folgosi

Comunhão (jul/2017) – Segunda HQ independente de Felipe Folgosi financiada pelo site Catarse. Veja a crítica desta HQ aqui. Veja também a crítica da primeira HQ de Folgosi, Aurora, clicando neste link.

A volta de velhos inimigos

Doutor Estranho 8 (jul/2017) – Iniciando um novo arco de histórias, os velhos inimigos do Doutor Estranho, sabendo que seu acesso à magia agora é limitado, resolvem atacá-lo em sequência. A trama é interessante porque resgata todos os inimigos clássicos do herói, mas ao mesmo tempo é bem incoerente, pois se a magia está limitada, como se explica todos os inimigos continuarem megapoderosos? E ainda há quem diga que Jason Aaron é um bom roteirista… Fora isso, as histórias são divertidas e mantém o clima das últimas aventuras do Mago Supremo.

Histórias empolgantes dos Gladiadores Esmeralda

Lanternas Verdes 3 (jun/2017) – Quatro boas histórias nessa HQ. As duas primeiras são dos Lanternas Verdes Simon Baz e Jessica Cruz, que, fora o fato de serem Lanternas inúteis – uma sofre de crise de ansiedade e está sempre com medo (Hein?) e o outro é um chorão criado pra levantar a bandeira do preconceito (é negro e muçulmano, por isso todos o rejeitam. Ó, vida, ó dor…) – ainda conseguiram protagonizar momentos empolgantes na luta contra Atrócitus e os Lanternas Vermelhos. As outras duas, com Hal Jordan e a Tropa dos Lanternas Verdes, traz os Lanternas que valem – Hal, Guy Garner e John Stewart (faltou o Kyle Rayner) – contra a Tropa Sinestro. Tem momentos bem fortes e aquele clima de torcida pelo herói. Muito bom ler histórias assim.

Lanternas Verdes em excelente fase

Lanternas Verdes 4 (jul/2017) – Mais quatro histórias dos heróis esmeralda, no mesmo esquema da edição anterior. As duas primeiras, dos novos lanternas, Simon Baz e Jessica Cruz, nas quais os heróis passam momentos familiares (assando biscoitos!) ao mesmo tempo em que defendem o Guardião do Universo, Rami, do ataque da raça Dominion (aqueles, da saga Invasão, dos anos 90, que também apareceram no crossover das séries de TV da DC). As duas seguintes trazem Hal Jordan e a Tropa contra as forças da Tropa Sinestro – e Hal mostra que porque continua sendo o maior Lanterna Verde de todos. Aventuras empolgantes, numa fase muito boa dos personagens.

Aventuras caninas

TV ColOsso 8 (jun/1995) – Não se assuste de ter uma revista tão antiga nessa lista. É que ganhei de presente de um amigo e achei digno colocar uma resenha. A TV ColOsso foi um programa infantil da Rede Globo (na época em que a emissora tinha programas infantis) que substituiu o Xou da Xuxa. Depois de quase sete anos no ar, com um sucesso estrondoso, difícil acreditar que a Rainha dos Baixinhos pudesse ser substituída por um grupo de muppets caninos. E não é que deu certo? A sheepdog Priscila e seus amigos não apenas substituíram Xuxa muito bem como tiveram um sucesso considerável, que também virou revista em quadrinhos. Nesta HQ, quatro histórias divertidíssimas que mostram Priscila ajudando um amigo a gravar um CD, o aniversário do Gilmar e o patrão J. F. na criação de um talk show para a TV. A quarta é a tirinha da última página. Nostalgia pura!

 

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