Leituras da Semana – Julho (1)

Na última semana de junho e o primeiro final de semana de julho, muitas (mas muitas mesmo!) revistas para resenhar. Colocando em dia as leituras atrasadas e já incluindo várias HQs de junho, estamos praticamente zerados nas leituras. Nas próximas semanas, vamos estar bem mais atualizados com as resenhas, falando daquilo que está chegando fresquinho nas bancas. Vamos começar com as HQs do mês:

Aquaman prova que é, sim, um personagem relevante.

Aquaman Vol. 1 (jun/2017) – Entrando na fase Renascimento, o soberano dos mares continua com fôlego para boas histórias enfrentando a descrença e o preconceito das pessoas. Os roteiristas estão sabendo explorar muito bem a história de que o herói é “irrelevante” e proporcionando excelentes tramas. Nesse encadernado, que reúne seis edições americanas e mais o especial Aquaman Rebirth, Arthur tenta provar ao povo da superfície que os atlantes são amigáveis e desejam conviver pacificamente. Porém, entre os atlantes, há quem não queira paz com o povo da superfície e essa tensão é o suficiente para que Aquaman se veja no meio de uma guerra que vai envolver até o Superman. Muito boa história!

Batman está encrencado com o novo herói de Gotham.

Batman 3 (jun/2017) – Controlado pelo Pirata Psíquico, Gotham (o novo herói de Gotham City) perde o controle e se torna uma perigosa ameaça que Batman sozinho não consegue conter. Obviamente, nosso Cavaleiro das Trevas sabe a quem pedir ajuda quando a coisa foge ao controle, mas o auxílio verdadeiro vem de quem ele menos espera. Boa história, com roteiro inteligente e uma chocante reviravolta.

Poderes quase divinos contra a Liga da Justiça

Liga da Justiça 3 (Jun/2017) – Na conclusão do arco dos Similares, a Liga da Justiça precisa impedir os seres quase onipotentes de destruir o planeta. Atuando em várias frentes, onde cada herói explora aquilo que tem de melhor, a Liga pode não ser capaz de conter uma ameaça tão poderosa. É uma história tensa, com uma conclusão mediana.

Releitura da origem da Mulher-Maravilha

Mulher-Maravilha 3 (jun/2017) – O Ano Um da Princesa Amazona continua, desta vez mostrando a escolha de Diana para conduzir o recém-recuperado Steve Trevor ao mundo do patriarcado e assumir o manto de embaixadora de Themyscira entre a humanidade. Na segunda história, Diana continua sua busca pela verdade sobre quem ela é realmente. A história é boa, mas tem tantas tramas paralelas que a Mulher-Maravilha fica em segundo plano na trama. Edição com duas capas diferentes (eu, claro, escolhi a capa do filme).

Novas ameaças para o Dr. Estranho

Doutor Estranho 7 (Jun/2017) – Após a derrota do Empirikul, é hora do Doutor Estranho reconstruir sua vida, mas ele percebe que isso não vai ser tão fácil quanto aparentava. A HQ traz de volta uma personagem há muito afastada de suas histórias e mantém o clima de humor ácido que passaram a caracterizar o Mago Supremo. Boas histórias nesta edição.

Identidade ameaçada

Thor 5 (jun/2017) – A identidade de Thor continua ameaçada, principalmente quando a Shield invade os aposentos de Jane Foster em Asgárdia e descobre mensagens trocadas com o Capitão América. Para piorar, a deusa do trovão ainda tem que lidar com o Samurai de Prata enquanto tenta evitar a explosão da ilha da Roxxon sobre Manhattan. Boa trama com muita ação e suspense, além de uma conclusão intrigante.

A mais divertida revista Marvel da atualidade.

Guardiões da Galáxia 7 (jun/2017) – Se tem uma edição mensal que vale a pena acompanhar, é Guardiões da Galáxia. As tramas são tão leves e bem humoradas que é uma das leituras mais divertidas do mês. Sim, é infantil. Mas dane-se! Melhor que o “mundo sombrio e realista” de uma certa outra editora ou os heróis lacradores e representativos de minorias da própria Marvel. A primeira história mostra o Coisa e Rocky Racum numa aventura que mostra uma química perfeita entre os dois personagens, muito mais do que com Groot. Se bem que a última HQ, da americana Rocky Racoon & Groot também tem cenas hilariantes (Groot atendendo o telefone, por exemplo), embora, cronologicamente falando, o título não acrescente absolutamente nada à mitologia dos heróis. Mas é pura diversão e é isso que importa. Ainda tem uma HQ solo do Drax, onde o Destruidor reencontra um velho amigo.

Conclusão da trama do Regente reserva ótimos momentos.

O Espetacular Homem-Aranha 8 (jun/2017) – O Regente captura todos os Vingadores e, com os poderes de vários heróis reunidos, só falta enfrentar o Homem de Ferro e nosso simpático Amigão da Vizinhança. Mais uma vez, sobra pro Aranha salvar a pátria, contando com uma ajudinha pouco provável de dois amigos muito especiais. A conclusão da trama é muito boa, no quesito ação e reviravoltas. A última HQ continua a trama do Homem-Aranha tentando resolver o mistério do homem que ressuscitou. Será um milagre ou há uma resposta científica? Um bate-papo com o Fera traz uma discussão bem interessante, provando que quadrinhos são muito mais do que mera discussão e, mesmo no âmbito da ficção, pode trazer boas reflexões.

Lemire acerta no alvo em nova série do Gavião Arqueiro.

Gavião Arqueiro – Legado do Arco 1 (jun/2017) – Nova série do Gavião Arqueiro da fase Totalmente Nova Marvel que reconta detalhes da origem e infância do herói enquanto ele e a Gaviã Arqueira tentam salvar crianças com poderes especiais de serem usadas como arma, tanto pela Hidra como pela própria Shield. Apesar de, particularmente, não gostar de histórias com narrativa vai-e-vem, que não segue uma linha narrativa, mas fica indo e voltando ao passado e presente, no geral, o arco é muito bom e tudo indica que fará uma dobradinha com o encadernado do herói em capa dura que a Panini vem lançando, da fase anterior do personagem. Para quem gostou da fase de Matt Fraction, essa nova série, de Jeff Lemire mantém a mesma qualidade. Que continue assim.

Encadernado que completa a coleção de adaptações cinematográficas.

Star Wars – Episódio VII – O Despertar da Força (jun/2017) – Estava faltando este encadernado capa dura para fechar a coleção de quadrinizações da saga espacial. Completamente inesperado (não foi anunciado pela Panini), mas totalmente bem-vindo, é um excelente material, tão bom quanto o filme que ele adapta. O destaque fica para a arte de Luke Ross e Mark Laming. Imperdível para quem tem os outros seis capas-duras, formando uma coleção muito legal.

O suprassumo do Mago Supremo

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Clássicos Vol. XXVI – Doutor Estranho: Uma realidade à parte (jun/2017) – Uma das primeiras HQs do Mago Supremo que li, foi quando o herói enfrentou o misterioso Adaga de Prata, um vilão que consegue matá-lo usando uma adaga (de prata, claro!) enfeitiçada. Nostalgicamente, essa história tem um grande valor sentimental para mim, mas não só isso: ela é, de fato, muito boa (embora tenha uma enrolação no meio, que a Editora Abril pulou quando publicou por aqui na revista Superaventuras Marvel, mas que a Salvat publicou na íntegra). Além desse arco do Adaga de Prata, o encadernado também compreende o que veio antes, publicado na revista Marvel Premiere, onde Strange encontra-se com o mago Sise-Neg e presencia a origem do Universo. O que dizer disso tudo? Leitura obrigatória para quem conheceu o Doutor Estranho no cinema e quer descobrir o que de melhor já foi publicado

Os brutos também amam

Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel – Clássicos Vol. XXII – Hulk: No Coração do Átomo (mar/2017) – Se há uma fase memorável do Gigante Esmeralda são as histórias desenhadas por Sal Buscema e Herb Trimpe. Em uma dessas HQs, o Hulk encontra uma mulher de pele verde e se apaixona por ela, sendo correspondido. A rainha do mundo subatômico, Jarella, foi uma personagem que apareceu em algumas histórias do incompreendido herói e foi capaz de trazer um pouco de paz ao seu coração. Este encadernado compila todas as histórias em que a personagem aparece e mostra que, por traz de um corpo gigantesco e bruto, também existe um coração manso e capaz de amar. Imperdível.

Dois velhos conhecidos em duas novas identidades.

Coleção Histórica Marvel – Wolverine 2 (mar/2017) – Nas histórias-solo de Wolverine em Madripoor, quando adotou o codinome de Caolho, ele se encontrou com o Hulk, quando este vivia um momento cinza e inteligente, chamado de Sr. Tira-Teima. Este encadernado contempla este período, com o Caolho no meio de uma guerra de gangues, pela liderança do crime na cidade. São boas histórias clássicas do mutante canadense.

Arco completo de excelente qualidade neste volume.

Coleção Histórica Marvel – Wolverine 3 (abr/2017) – Um excelente e intrigante arco é publicado completo neste volume. São seis histórias que mostram o Caolho e seus amigos às voltas com uma pedra mística capaz de libertar um demônio com poderes sobrenaturais. História envolvente e de qualidade.

Qualidade excepcional

Injustiça – Deuses entre Nós  7 (abr/2017) – Quando Tom Taylor saiu dos roteiros e foi substituído por Brian Bucellato, me disseram que o nível das histórias deste universo decairia. Não é verdade: a qualidade dos roteiros continua altíssima e vale a pena a leitura. Neste sétimo volume, correspondente ao ano quatro da série original, os deuses gregos decidem intervir na tirania do Superman e sua equipe e interferir no mundo dos homens, surpreendendo, inclusive, com a Mulher-Maravilha. Shazam também se mostra uma peça fundamental na batalha, que fica cada vez pior para o time de Batman. Ação e aventura nota 10.

Boa HQ, mas superestimada.

Cavaleiro da Lua 4 (mai/2017) – Outro encadernado cujas críticas não equivalem ao conteúdo. Ouvi dizer que era uma história com roteiro excepcional, que explorava muito bem a esquizofrenia do herói e tudo o mais e o que vi foi uma trama intrigante, sim, mas com um final idiota e inconclusivo, que não esclarece nada do que veio sendo apresentado nas cinco edições presentes neste encadernado. Claro que a história não terminou e haverá uma nova edição que pode trazer algumas respostas, mas o roteiro não é nada fora do comum. É apenas uma história bacana, inferior à fase antecedente e até um tanto confusa, principalmente para quem não conhece o personagem. Por sinal, vale dizer que a esquizofrenia do Cavaleiro da Lua é recente. Quando ele foi criado, tinha quatro personalidades, mas não era nenhum lunático, com o perdão do trocadilho.

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