Leituras da Semana – Junho (2)

Nas leituras desta semana, só tivemos revistas da Marvel, com destaque para a continuação da saga do Capitão Marvel, com sua comovente conclusão, que é uma das melhores histórias já escritas por Jim Starlin.

De volta à adolescência, Peter?

O Espetacular Homem-Aranha 7 (mai/2017) – Curti bastante a interação do Homem-Aranha com o Homem de Ferro, ambos trocando farpas sobre quem é o melhor industrial. Engraçado e ágil, mas um tanto quanto adolescente. Combinaria mais com o Aranha teen de anos atrás, mas não com o tio-responsável-multi-milionário atual. O novo herói/vilão/whatever Regente ainda não mostrou a que veio, mas parece uma boa ameaça para o Amigão da Vizinhança. O bom humor do personagem também se faz presente na HQ seguinte, onde ele vai a Cuba investigar o caso de ressurreição de mortos. Trama interessante.

Awesome mix

Guardiões da Galáxia 6 (mai/2017) – Apesar da inutilidade, a história de Rocket & Groot é diversão pura. Não foi feita para ser levada a série mesmo. A primeira história, com Kitty e o Senhor das Estrelas também tem ótimos diálogos (como, aliás, é de praxe nos textos de Brian Bendis). Só Drax tem um tom mais sério, mas também é uma ótima HQ. Atualmente, GdG é um dos títulos mais legais que estão saindo pela Marvel. Estão longe de se tornarem clássicos, mas vale o investimento.

Obra-Prima. Simples assim.

Coleção Oficial de Graphic Novels Salvat Vol. XXV – A Vida e a Morte do Capitão Marvel – Parte 2 (mai/2017) – Este segundo volume conclui o arco onde o Capitão Marvel enfrenta Thanos – agora feito um deus pelo poder do Cubo Cósmico. O texto tem, sim, seus absurdos – como o próprio fato do vilão adquirir poderes divinos, capazes de alterar a própria realidade mas, mesmo assim, não fulminar seus inimigos com um único pensamento – mesmo assim, a dramaticidade da narrativa e os combates cheios de ação compensam essa inocência retórica. E, para coroar o encadernado, uma das melhores – senão a melhor – graphic novel já publicada pela Marvel, narrando a morte do herói. O álbum consegue, com uma história sem ameaças cósmicas e sem um super-vilão querendo dominar o universo, além do texto ligeiramente depressivo, prender a atenção do leitor e fazer todos sentirem o drama de alguém que sabe ter pouco tempo de vida e se resigna com isso, apesar do medo e da incerteza. Uma HQ tocante em 1982 que continua tocante hoje, passados mais de 30 anos. Não envelheceu, nem nunca envelhecerá.

Aventuras aracnídeas

Aranhaverso 12 (mai/2017) – Todas as histórias desta edição são bacanas. Até a Teia de Seda, que costuma ser mais meia-boca está bem dinâmica, com a conclusão do arco dos Duendes. Homem-Aranha 2099 marca o retorno de um antiquíssimo inimigo de Peter Parker que só os fãs mais antigos (mas bem antigos mesmo!) vão lembrar. Aranha traz uma batalha contra o Lagarto, sempre com Peter aprendendo uma lição ao final de cada história (vai ser sempre assim, roteirista?), Gwen-Aranha resolve sua situação com o pai enquanto que a Mulher-Aranha descobre, numa engraçadíssima história, que a vida de mãe é mais difícil do que a de combatente do crime. E os Guerreiros da Teia também encerram o arco contra o Electroverso.

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