Leituras da Semana – Junho (1)

Começando um novo mês, ainda com um finalzinho de maio, as leituras da semana incluem as edições restantes da fase Renascimento da DC, a atual fase da Marvel e o resgate histórico de uma das melhores fases de Wolverine na estreia de seu título solo.

Nesta edição, a Mulher-Aranha finalmente dá à luz seu bebê.

Aranhaverso 11 (abr/2017) – Na última edição, teve a estreia de Aranha (Spidey), uma série que é uma espécie de “ano um” do Homem-Aranha e eu comentei que eram retcons até engraçadinhos, mas que não acrescentavam nada à mitologia do herói e, portanto, desnecessários. Esta edição traz o segundo número da revista, com o aracnídeo enfrentando o Homem-Areia e a história é bem divertida, bem melhor que a antecessora. Continua inútil, mas pelo menos, a leitura é agradável. As duas HQs do Homem-Aranha 2099 são as melhores desta edição, que também tem Teia de Seda, Gwen-Aranha, Guerreiros da Teia e o final da gravidez da Mulher-Aranha, com uma conclusão bacana.

Duas boas HQs da Liga

Liga da Justiça 2 (mai/2017) – A superequipe continua lidando com a invasão dos misteriosos Similares, que se tornam seres gigantescos ao absorver as mentes da população mundial. o segredo para derrotá-los está no núcleo da Terra e o único capaz de entrar lá e suportar o calor é o Superman. Ou talvez, nem ele. As histórias têm um ritmo bom e valoriza bem as habilidades de cada herói no trabalho de equipe. Queria ver isso no cinema (sonho meu!).

O início de uma nova fase na vida do Wolverine.

Coleção Histórica Marvel – Wolverine 1 (mar/2017) – Aproveitando o lançamento do filme Logan, a Panini lançou esta coleção com histórias clássicas do mutante invocado. Esta primeira edição mostra os primórdios das histórias solo do canadense, que começou com uma série em 10 capítulos publicada em Marvel Comics Presents – em HQs de oito páginas – antes dele partir, de fato, para seu título próprio, onde passou a viver aventuras na ilha de Madripoor sob o codinome de Caolho. São histórias escritas por Chris Claremont e com desenhos de John Buscema, que trazem um clima de espionagem às aventuras do mutante. Muito bom.

Trama tem conclusão que é o fundo do poço!

Doutor Estranho 6 (mai/2017) – O combate final com o Empirikul para salvar a magia do planeta reserva momentos emocionantes… só que não. Conclusão tosca e completamente fria, com um monstro esquisito, que não mostra a que veio. Participações especiais sem função nenhuma e uma conclusão totalmente sem sentido. A história padece do mesmo mal que a grande maioria das sagas atuais da Marvel: começam bem, tem um desenvolvimento legal, mas não sabem como terminar. Não gostei.

A identidade da Thor em perigo

Thor 4 (mai/2017) – A primeira história dá continuidade à narrativa de Loki contando uma aventura viking, com rabiscos pavorosos que parecem feitos por uma criança em idade pré-escolar. A ideia é até boa: transformar a narrativa em um visual que lembre os antigos livros de histórias, mas o resultado deixou a desejar. Como se não bastasse, a história também é ruim. Para compensar, a segunda HQ desta edição é bem bacana e traz Jane Foster sendo questionada por agentes da Shield sobre sua ligação com Thor, enquanto que o líder da Roxxon (secretamente, o vilão Minotauro) participa de uma reunião com diversos líderes criminosos descontentes com suas atividades em Asgard.

Começam as aventuras do Jovem Tony Stark.

Homem de Ferro 6 (mai/2017) – Histórica com participação dos Vingadores que encerra o arco do Homem de Ferro no Japão investigando os terroristas biohackeados que atacaram sua empresa. A segunda história marca a estreia de International Iron Man, novo título americano onde o Vingador Dourado investiga a verdade sobre seus pais. Roteiro de Bendis e arte de Alex Maleev, a mesma dupla que revitalizou o Demolidor anos atrás. Neste primeiro capítulo, todo “flashbackeado”, ainda não mostrou a que veio. Vamos aguardar os próximos.

Lanterna Verde: Renascimento (Não, pera… essa é outra história!)

Lanternas Verdes 1 (abr/2017) Hal Jordan recupera o anel (bem… não é bem “recuperar”, mas…) e parte em busca do paradeiro da Tropa dos Lanternas Verdes, que está desaparecida. Antes disso, dá uma passadinha aqui na Terra e dá seu aval para que Simon Baz e Jessica Cruz sejam os protetores do planeta. A dupla, por sinal, ainda pouco entrosada, precisa aprender a trabalhar em equipe, pois os Lanternas Vermelhos estão chegando. Edição muito boa da fase Renascimento, com histórias empolgantes e cheias de ação.

O medo encontrou seu rival

Lanternas Verdes 2 (mai/2017) – Continuando sua busca pela Tropa desaparecida, Hal Jordan se encontra com membros da Tropa Sinestro e tenta, sozinho, forçar os vilões a revelar o paradeiro de seus amigos. Enquanto isso, Simon e Jessica tentam superar suas diferenças e controlar a onda de ira que se espalhou pelo planeta. Das novas revistas do Renascimento, Lanternas era uma que não tinha interesse em dar continuidade, mas as tramas estão tão boas que acho que me ganharam.  O único ponto negativo é Jéssica, uma Lanterna chata e pedante, que só sabe chorar suas inseguranças. Personagem vazia e sem carisma, mas nada que atrapalhe a leitura, até porque sua interação com Baz é bem dinâmica.

 

Anúncios