Leituras da Semana – Maio (3)

Nesta terceira semana de maio, o destaque são vários encadernados, com excelentes fases dos personagens. São edições perfeitas para se conhecer o passado dos heróis e descobrir momentos inesquecíveis que definiram suas trajetórias e os transformaram em verdadeiros ícones da cultura pop.

Clássico é clássico.

Homem-Aranha – A Coleção Definitiva 2 – A Saga Original do Clone (mai/2017) – Quando se fala em Saga do Clone, a maioria dos fãs do Homem-Aranha torce o nariz, porque lembra de uma trama longa, confusa e que desconcertou todo o universo do herói aracnídeo. Mas a história que deu origem à esta saga absurda é fantasticamente boa e inteligente. Idealizada por Gerry Conway, um dos mais importantes roteiristas do Aranha – criador do Justiceiro e autor da morte de Gwen Stacy entre outras histórias espetaculares -, a Saga Original do Clone é uma história ágil, criativa, bem conduzida, cujos fatos levariam a uma conclusão lógica. Isso, claro, se algum roteirista maluco não resolvesse resgatar o roteiro e… bem, vocês sabem. E, se não sabem, melhor continuar sem saber. Leia este encadernado, curta a genialidade dos roteiros, os vilões excepcionais (Justiceiro, Chacal, Ciclone, Escorpião, Tarântula…) e termine com a sensação de ter um verdadeiro clássico em mãos, muito superior às duas edições anteriores desta coleção.

O essencial da Princesa Amazona

Lendas do Universo DC – Mulher Maravilha de George Pérez – Vol. 2 (mar/2017) – Que esta fase da Mulher-Maravilha é excepcional, já disse na crítica do volume 1 (leia aqui). Este volume, porém, tem alguns leves defeitos que, na minha opinião, o tornam inferior ao anterior. A primeira história, por exemplo, escrita em forma de textos ilustrados, é uma quebra na narrativa tradicional das histórias em quadrinhos e não há como negar sua originalidade. Porém, os textos longos e o uso de fontes diferentes (e pequenas) para cada interlocutor dificulta um pouco a leitura. A segunda HQ, que mostra o primeiro confronto da heroína com a Mulher-Leopardo, fecha o arco começado no volume anterior, mas também não empolga. Porém, o arco seguinte, que mostra Diana realizando várias tarefas para os deuses gregos – provavelmente inspirada na lenda dos Doze Trabalhos de Hércules – recupera o ritmo e fecha o encadernado com chave de ouro. Um material que dá gosto de ler e guardar para sempre.

Estreia da nova série “Aranha”, que tenta ser engraçada.

Aranhaverso 10 (mar/2017) – O destaque desta edição é a estreia de Aranha, uma série babaquinha que é uma espécie de Homem-Aranha Ano 1. É babaquinha porque está no clima da Marvel atual que é de “vamos fazer uma piadinha a cada diálogo” e não traz nada de novo á mitologia do herói (ainda bem, diga-se de passagem! Chega de retcons inúteis!), tornando-a desnecessária. Boas são as HQs do Homem-Aranha 2099 e da Mulher-Aranha, em seus últimos momentos de gravidez (que também tem o estilo engraçadinho, mas coloca a heroína em situações tão ridículas que são, sim, divertidas). Os Guerreiros da Teia, Teia de Seda e Gwen-Aranha também são boas histórias, mas são do tipo que ninguém mais vai lembrar depois que fechar a edição.

 

 

 

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