Crítica: Os Guardiões

Há alguns meses, falamos aqui sobre Os Guardiões (Zashchitniki, 2017), filme de super-heróis feito na Rússia, que estreou em fevereiro pelos lados da Europa e Ásia. Distribuído no Brasil pela Paris Filmes, o longa tem previsão de estreia para agosto (segundo o site IMdB), mas provavelmente só sairá mesmo (se sair) no mercado doméstico. Nem no seu país de origem os heróis deram muito ibope: no final de semana da estreia, o filme ficou em primeiro lugar nas bilheterias, mas teve uma queda de 90% no faturamento logo na semana seguinte. No total, o custo estimado de US$ 5 milhões de dólares deu prejuízo aos cofres russos, pois a bilheteria foi de apenas US$ 4.800 (dados do Box Office Mojo).

Homem-urso tem efeitos bem artificiais

Nós tivemos acesso ao longa-metragem e podemos afirmar que, quanto à parte técnica, é muito bem produzido e deixa pouco a desejar às produções hollywoodianas. Tem bons efeitos especiais – apenas o personagem Arsus, que tem a habilidade de se transformar em um homem-urso, tem movimentos artificiais e passa a impressão de ter saído de uma tela de videogame. Porém, os outros personagens convencem na caracterização.

A galáxia será salva novamente… mas não por esses guardiões.

O grande problema de Os Guardiões está mesmo no roteiro. A trama não se aprofunda nos personagens e limita-se a mostrar um grupo de agentes modificados geneticamente durante o período da Guerra Fria voltando à ativa para combater uma ameaça que também sobreviveu às mesmas experiências, mas resolveu se voltar para o mal e se vingar do governo que lhe fez sofrer. Mais clichê, impossível.

Vilão genérico e bombadão sem qualquer carisma

Encontrados e recrutados por uma agente da Shield… isto é… da inteligência russa, os heróis – Ler,  o líder do grupo, com a habilidade de controlar a terra; Xenia, capaz de ficar invisível quando próxima da água; Khan, um hábil lutador com foices e supervelocidade; e Arsus, com o poder de se transformar em um urso (o animal símbolo da Rússia) – são enviados contra Kuratov, que tem a habilidade de controlar equipamentos eletrônicos e também de gerar antipatia para o público que assiste o filme.

Morra de inveja Rocky Racoon!

Com a premissa de ser um Quarteto Fantástico russo, o filme não chega a ser totalmente ruim, mas está longe de passar alguma emoção aos espectadores ou gerar identificação dos personagens com o público. É um filme frio, que apenas cumpre o papel de entreter, sem qualquer comprometimento. Enquanto os filmes hollywoodianos buscam gerar uma empatia capaz de gerar uma franquia, Os Guardiões não fazem nenhum esforço para seguir essa regra: o filme nasceu para ser único. Pelo menos, até a Marvel resolver lançar um longa-metragem dos Supersoldados Soviéticos e mostrar como é que se faz um filme de super-heróis.

Vanguard, Ursa Maior, Dínamo Escarlate e Estrela Negra: os heróis russos da Marvel.

Cotação: 

 

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