Leituras da Semana – Março (3)

As dicas desta semana estão bem atuais, com lançamentos recentes, referentes ao mês de fevereiro e que podem ser encontrados nas bancas com facilidade. Todas elas agradáveis e divertidas.

clima descontraído nas HQs do grupo

Guardiões da Galáxia 3 (fev/2017) – Os textos desta revista são descontraídos e com um humor leve e característico da equipe, que se consagrou no cinema. A edição tem três histórias – Guardiões, Drax e Rocket & Groot – nesse clima light, sendo que a última conclui a saga que resolve o mistério da busca de Rocky Racum de uma forma bem inusitada e como só o guaxinim falante poderia solucionar.

O vilão de Star Wars não tem a Força no título-solo.

Star Wars: Darth Vader – Vader (fev/2017) – O encadernado reúne as seis primeiras edições do título-solo do lorde sith e, aparentemente, teria muita história para contar, mas deixou a desejar no desenvolvimento da trama. Não que a história seja ruim – ei, estamos falando da franquia Star Wars. Mesmo quando é ruim, é bom! – mas quando falamos do maior vilão da saga espacial, a esperança é que seja uma história para arrebentar a boca do balão. Particularmente, achei que o texto não engatou, ficou perdido na apresentação de uma personagem nova e sem carisma e apresentou uma missão arrastada e mal explicada do vilão. O que tem de bom é a ligação com o outro encadernado já lançado (leia sobre ele aqui), com uma espécie de crossover entre as histórias.

A volta da identidade secreta – mas sem explicações.

Demolidor 12 (Fev/2017) – Após a saída de Mark Waid, que escreveu uma das melhores fases do super-herói cego, assumiu o roteirista Charles Soule. Ele manteve o mesmo perfil criado por Waid (um herói mais bem humorado e urbano) e trouxe uma novidade: um parceiro para o personagem: o herói Ponto Cego, capaz de ficar invisível graças a um equipamento movido a pilha (!!!) e criado por ele mesmo. O encadernado é bom, com histórias que trazem o Demolidor de volta à Nova Iorque, enfrentando um líder religioso nos moldes do Rei do Crime (É criminoso, mas influente e ninguém consegue provar sua culpa), mas o duro de engolir é a explicação dada para o fato de ninguém mais saber a identidade secreta do herói: nenhuma. Algumas pistas são dadas, mas nada é revelado. Sabe-se apenas que todo mundo “esqueceu” a identidade do Demolidor. E os jornais, que publicaram a notícia com ampla cobertura? E o documento que expulsa Matt Murdock da Ordem dos Advogados, não consta nada? Ou seja: a Marvel tratando o leitor como idiota.

Nostalgia mutante

X-Men’92 (Fev/2017) – Sabe Deus porque a Panini decidiu excluir este título de seus lançamentos na época das Guerras Secretas (que foi de setembro a dezembro do ano passado). Sabe Deus ainda o motivo pelo qual a editora resolveu lançar a edição encadernada somente agora, três meses depois que a Guerra acabou – e com o selo Guerras Secretas na capa, afinal a história se passa naquele período. Apesar desse contrassenso, o fato é que a edição saiu. E é divertida. Mas, excetuando-se a formação da equipe, não tem nada a ver com o desenho animado, sendo muito mais uma homenagem à cronologia dos mutantes, com várias referências de histórias anteriores da equipe espalhadas pelas páginas. A própria vilã – Cassandra Nova – nem tinha sido criada ainda na época do desenho. Ou seja: é uma leitura gostosa, descomprometida, mas não espere relação com o desenho animado.

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