Crítica: Powerless

blog-abreEstreou nesta semana Powerless, a nova série da DC Comics, que inova em sua temática: trata-se da primeira comédia baseada nos super-heróis da editora sem, contudo, ter um super-herói como protagonista. Exibida pelo canal NBC, o foco da série é exatamente as pessoas comuns e como elas reagem num mundo povoado de seres superpoderosos – de onde saem as situações divertidas, como chegar atrasado ao trabalho porque seu trem foi atacado por um supervilão, por exemplo.

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

Como assim? Não tem o Zac Efron no elenco?

A série é estrelada por Vanessa Hudjens (alguém lembra da Gabriella de High School Musical?), que interpreta Emily Locke, a recém-contratada chefe de uma seguradora pertencente às Empresas Wayne. A companhia é responsável por garantir a segurança dos moradores de Charm City, uma fictícia cidade vizinha a Gotham, mas se encontra à beira da falência com a crescente ameaça de supervilões.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

A equipe da seguradora promete situações hilárias.

Cabe à Emily motivar sua equipe formada por Teddy (Danny Pudi), o diretor de design; Wendy (Jennie Pierson), a engenheira de software, Ron (Ron Funches), chefe de engenharia e Jackie (Christina Kirk), a secretária. Cabe ao grupo inovar e desenvolver um produto inovador que seja realmente funcional e possa garantir a segurança da população. Apesar da animação da líder, isso não é tão simples quanto parece, principalmente porque o diretor Van Wayne (Alan Tudyk), que é primo distante de Bruce Wayne, vem com a notícia que o bilionário decidiu encerrar as atividades da seguradora.

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

O primo do Batman. Quer um diretor melhor que esse?

Em seus 22 minutos de duração, a série tem várias referências aos quadrinhos e séries de TV da DC, já começando pela ótima abertura, que resgata capas clássicas de revistas em quadrinhos, apresentando os personagens da série escondidos nos detalhes. Os diálogos seguem um ritmo ágil e vibrante, com ótimas piadas e, mesmo sem ter o Superman, o Batman ou qualquer peso pesado voando na tela, o enredo soube explorar o ponto de vista das pessoas comuns, que só enxergam os heróis e vilões à distância, mas precisam lidar com a destruição que as batalhas provocam. Logo no primeiro episódio, há uma participação mais do que especial no elenco que só os nerds das antigas vão identificar, mas que certamente garante boas risadas pela referência.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Wendy é uma promessa da série. Seu sarcasmo vai proporcionar muitas gargalhadas.

Alguém já disse que os super-heróis estão sendo tão explorados atualmente, nos cinemas e na TV que, em pouco tempo, o tema vai cansar. Com Powerless, a DC prova o contrário: há outras abordagens a esse universo dos quadrinhos que podem ser exploradas, sem necessariamente focar em alguém com capa esvoaçante e cueca por cima das calças. E, quando bem feitas, podem gerar um excelente resultado. Se os próximos episódios de Powerless continuarem no ritmo do piloto, teremos uma série com grande potencial.

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