Crítica: iBoy

blog-abreEstreia hoje, na Netflix, o longa-metragem iBoy, produção original do canal por streaming, baseado na obra de Kevin Brooks que traz um adolescente com poderes eletrônicos. Estrelado por Bill Milner no papel-título, o filme mostra o rapaz adquirindo habilidades de acessar qualquer equipamento eletrônico após presenciar um assalto e ser baleado enquanto pedia socorro pelo celular. Peças do aparelho se fixaram em seu cérebro, explicando seus “super-poderes”.

Lucy é a melhor amiga e paixão de Tom

Lucy é a melhor amiga e paixão de Tom

Como todo adolescente, Tom se deslumbra com tais habilidades e decide usá-las para descobrir o paradeiro dos assaltantes a fim de vingar a vítima, sua melhor amiga Lucy (Maise Willians) por quem é apaixonado. O problema é que ele faz isso de forma inconsequente, sem pensar nas repercussões de seus atos e acaba mexendo com poderosos traficantes, que não vão gostar de serem ameaçados.

iBoy confere sua popularidade sem precisar de Facebook.

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O filme tem um ritmo muito bom e envolve o espectador logo nos primeiros minutos. O problema é que a história não foge dos clichês tradicionais do gênero como o garoto nerd sem sorte com garotas, o valentão da escola que pratica bullying com o herói, a avó (mas podia ser mãe, tia ou outro parente) preocupada com o neto que anda misterioso, o vilão malvadão que quer dominar o crime na cidade e os capangas burros que posam de malvadões mas são incompetentes e incapazes de lidar com um garoto.

Atenção: fragmentos de celular no cérebro não garantem super-poderes. No máximo, você terá uma dor de cabeça terrível!

Atenção: fragmentos de celular no cérebro não garantem super-poderes. No máximo, você terá uma dor de cabeça terrível!

Não me surpreenderia se o nome do valentão da escola – Eugene – não tenha sido inspirado no nêmese do Homem-Aranha, nos tempos do colégio, Eugene “Flash” Thompson. Pode ter sido apenas coincidência, mas é preferível acreditar numa “homenagem” dos produtores. Além disso, há alguns furos no roteiro que incomodam, tal como o fato do rapaz acessar os dados dos celulares e computadores dos bandidos e, ao invés de entregar tudo para a polícia, preferir ir sozinho ao QG dos bandidos (e, obviamente, ser capturado). Ou, pior: aprender a lutar instantaneamente, só acessando a Internet com o poder da mente.

Uma visão do mundo em bytes e bits.

Uma visão do mundo em bytes e bits.

O baixo orçamento – apenas R$ 1,5 milhão – também limitou os recursos e obrigou a equipe a se virar com cenários, o que faz com que o praticamente o filme inteiro seja feito no mesmo lugar e os corredores dos prédios se repitam, mesmo que ele esteja em outro edifício. Outra coisa que os produtores precisam “consertar” é o caráter de Tom: não é porque o rapaz é jovem adolescente, que ele precisa fumar maconha antes de praticar heroísmo, ok? Ainda sou do tempo em que heróis eram aqueles que passavam bons valores.

Em iBoy II vou querer um uniforme de herói bem irado!

Em iBoy II vou querer um uniforme de herói bem irado!

Mas, mesmo com esses problemas, a história é bem desenvolvida e proporciona bons momentos, com potencial para uma continuação ou, de repente, até uma série de TV com o personagem. A Netflix, que vem criando cada vez mais conteúdo original e oferecendo mais diversidade aos assinantes, bem que poderia melhorar o orçamento e criar uma franquia. Seria bem interessante ter um produto em plataforma virtual no qual o personagem possui poderes cuja fonte é virtual. O marketing perfeito para o canal.

Cotação: blog-cotacaoiboy

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