Saído do Forno: Cavaleiro das Trevas III – A Raça Superior

blog abreQuando foi anunciado, no segundo semestre de 2015, a minissérie Cavaleiro das Trevas III gerou um burburinho enorme nas redes sociais, questionando tanto a necessidade de uma nova investida na série – principalmente considerando o fracasso da continuação, lançada no início dos anos 2000 – como a capacidade de Frank Miller em escrever a história, visto que as últimas fotos do autor mostraram uma pessoa bastante debilitada e envelhecida – muito embora nem ele nem seus assessores confirmem qualquer doença.

A arte de Miller é alvo de muitas críticas

A arte de Miller é alvo de muitas críticas

A própria arte de Miller, que já foi considerada exemplar e até mesmo utilizada em cursos de desenho para ensinar noções de luz, sombra e ângulos diversos, hoje é vista com ressalvas por conta dos traços rústicos e anatomia exagerada. Talvez por conta disso – e para acalmar o “incêndio” dos fãs na Internet -, foi anunciado que a terceira parte da obra máxima de Miller seria escrita a quatro mãos. Para ajudar nos roteiros, entra o Brian Azarello, conhecido por sua obra 100 Balas e pelo atual trabalho na série da Mulher-Maravilha. Já para os desenhos, Miller contaria com a ajuda de Andy Kubert, famoso por seu trabalho na minissérie Origem, estrelada por Wolverine.

Capas variantes tem edições exclusivas para comic shops

Capas variantes tem edições exclusivas para comic shops

Esta série acaba de chegar ao Brasil, pela Panini. Para comemorar o lançamento, a editora lança a revista com quatro capas variantes, duas para bancas e duas exclusivas para comic shops. Além disso, a revista tem um acabamento de luxo, com papel de qualidade (couché) e capa cartonada. A revista tem 36 páginas em formato americano e vem acompanhada de uma minirrevista em formatinho (14cm X 21,5cm) com 16 páginas e uma HQ solo do herói Átomo, com uma trama paralela que mostra seu envolvimento na história.

Ideia bacana: minirrevista para o mini-herói

Ideia bacana: minirrevista para o mini-herói

A história bebe na fonte da HQ clássica e mostra o retorno do Batman depois de um período afastado e a repercussão que isso causa na mídia (com as telas de TV noticiando o fato) e entre a população, com bate-papo pelo celular, trazendo um ar de modernidade. Mas não se trata da mesma história, é bom deixar claro. Em 36 páginas, o leitor é reapresentado a velhos conhecidos e seus respectivos destinos desde o capítulo anterior, além de acompanhar a nova comissária de polícia na busca pelo Cavaleiro das Trevas.

Bom ritmo de narrativa prende a atenção do leitor

Bom ritmo de narrativa prende a atenção do leitor

Já na HQ do Átomo, Ray Palmer é procurado pela Supergirl para ajudá-la com uma tarefa que só seus conhecimentos em miniaturização podem resolver. As histórias têm o “estilo Miller” de narrativa, bastante lento e detalhista, mas  com bom ritmo, cenas intrigantes, que prendem a atenção e um final surpreendente que deixa o gancho para o próximo capítulo. É inquestionável a desnecessidade de um novo capítulo na série e que o lançamento é muito mais uma tentativa de capitalizar em cima de um grande clássico do que contar uma nova história que seja relevante, como o foi a edição original. No entanto, a tentativa é válida e desde que seja uma boa trama, os leitores só têm a ganhar. Pelo que foi mostrado no primeiro capítulo, parece que ganhamos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s