Crítica: Demolidor – 2ª. Temporada

blog abreEstreia hoje, no Netflix, a segunda temporada da série Demolidor, dando continuidade às aventuras do “demônio de Hell’s Kitchen”. Assim como aconteceu na temporada anterior, esta chega com seus 13 episódios já disponíveis e é estrelada por Charlie Cox no papel do herói, Elden Henson como o advogado Foggy Nelson e Deborah Ann Woll como a secretária Karen Page. A segunda temporada tem como novidade as presenças de John Bernthal (da série The Walking Dead) como Justiceiro e Elodie Yung (G.I. Joe – Retaliação) como a assassina ninja Elektra, o amor de juventude do Demolidor. Vimos os três primeiros episódios e trazemos nossas impressões.

Série já começa com uma perseguição frenética.

Série já começa com uma perseguição frenética.

A série mantém o clima sombrio da primeira temporada, com muita violência crua, sangue jorrando e linguajar adulto, mas o ritmo se apresentou um pouco mais lento, muito embora os minutos iniciais já comecem com uma frenética perseguição do Demolidor a um grupo de quatro criminosos pelas ruas de Hell’s Kitchen. O ritmo “mais lento” não significa, no entanto, que a série está maçante. Pelo contrário, é uma necessidade do roteiro para narrar o que acontece na cidade após a prisão do Rei do Crime.

Criminosos estão sendo assassinados e o Raio X revela por quem.

Criminosos estão sendo assassinados e o Raio X revela por quem.

Sem seu principal líder, as diversas facções criminosas começam a lutar entre si para ocupar a vaga deixada pelo vilão, mas os bandidos começam a ser executados implacavelmente pelo que acreditam ser um exército rival. Um deles, Grotto (McCaleb Burnett) – nos quadrinhos é chamado de Mongol, parceiro do atrapalhado Tucão) – , consegue fugir de um massacre e vai procurar proteção com os advogados Nelson e Murdock. No entanto, o “exército rival” se mostra como sendo um único homem – o Justiceiro, chamado na série pelo seu nome original, Punisher – que não está disposto a deixar nenhum criminoso impune e invade o hospital para matar Grotto.

Demolidor acorrentado. Qualquer semelhança com a HQ não é coincidência.

Demolidor acorrentado. Qualquer semelhança com a HQ não é coincidência.

Não demora e os caminhos do Demolidor e do Justiceiro se cruzam, principalmente com a chegada da inescrupulosa promotora Reyes (Michelle Hurd), que usa Grotto como armadilha para capturar o Justiceiro. O terceiro episódio reproduz a cena da HQ Pegando o Diabo pelo Chifre, publicada recentemente pela Salvat no encadernado Bem-Vindo de Volta, Frank – Parte I. Na cena, o Demolidor, capturado pelo Justiceiro, é acorrentado a uma chaminé com uma arma na mão, enquanto que o Justiceiro se prepara para matar um criminoso. O Demolidor pode salvá-lo usando a arma que tem em mãos e atirando na cabeça do Justiceiro ou deixá-lo matar o bandido, carregando essa morte na consciência.

"Me soltem! Quero ver os próximos episódios!!"

“Me soltem! Quero ver os próximos episódios!!”

Os diálogos entre o herói e o anti-herói são espetaculares, mostrando as motivações de ambos e provando que a verdade sempre possui dois lados bem distintos. O desfecho desta situação é diferente dos quadrinhos e dá margem para outra cena de luta com um único plano-sequência, como a que ganhou grande destaque na primeira temporada. As referências aos quadrinhos foram minimizadas nesta segunda temporada, mas continuam existindo aos olhos mais atentos – como a repetição constante da expressão Zona de Guerra, que é o subtítulo de uma das revistas do Justiceiro nos Estados Unidos. Outra: a gangue de motoqueiros Cães do Inferno também aparece no episódio 15 da primeira temporada de Agentes da Shield.

Hell's Kitchen vai virar uma Zona de Guerra.

Hell’s Kitchen vai virar uma Zona de Guerra.

Há que se elogiar a atuação de Bernthal no papel do Justiceiro, um personagem difícil de acertar e que já teve inúmeras interpretações nos anos anteriores – Dolph Lundgreen, Thomas Jane e Ray Stevenson já deram vida ao anti-herói em produções solo em 1989, 2004 e 2008, respectivamente. O ator tem a aparência ideal para transmitir toda a brutalidade do personagem e sua busca implacável por justiça. No entanto, ao menos no início, a tradicional caveira no peito foi omitida.

Elektra chega depois para botar mais lenha na fogueira.

Elektra chega depois para botar mais lenha na fogueira.

O conflito com o Demolidor tende a se intensificar e está longe de se tornar amistoso, tornando-se o fio condutor perfeito para conduzir a série a um grande clímax, principalmente com a chegada de Elektra (que só aparece no quinto episódio, segundo as sinopses) e o surgimento do Tentáculo, a ordem ninja que vai entrar na batalha pelo poder do crime em Hell’s Kitchen. Pelos três primeiros episódios, já dá pra ver que é mais um acerto da Marvel/Netflix.

Cotação: blog cotaçãodemolidor

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