Top 10 – Melhores de 2015 nos Quadrinhos

blog abreContinuando nossa retrospectiva 2015, chegou a hora de eleger os melhores quadrinhos do ano. Como a lista anterior, esta é restrita ao âmbito das coisas que fazem parte da minha coleção. Mesmo assim, incluí algumas edições independentes que li e que merecem destaque, mas sei que ficou faltando muita coisa boa. Ainda tenho esperança de poder abrir o leque e fugir de uma editora única, mas por enquanto, ainda não foi possível. Quem sabe isso não muda em 2016? De qualquer forma, eis as 10 melhores que li este ano:

Transformar uma Estrela de Belém em shuriken pra matar vampiros. Cool!

Transformar uma Estrela de Belém em shuriken pra matar vampiros. Cool!

10 – Kris Klaus – Papai Noel Casca Grossa: É verdade que os autores são meus amigos – Maurício Muniz (roteiro) e Joel Lobo (arte) – mas essa HQ não está aqui por gentileza ou por amizade. Ela é, realmente, muito boa e divertida. Além de resgatar a mitologia do Papai Noel, mistura com uma história de vampiros, criando uma interessante vertente da clássica luta entre o bem e o mal. É um roteiro bem escrito, com boa pesquisa nas raízes do Bom Velhinho e arte em branco e preto que cria o clima perfeito para uma história de terror. Mas um terror leve, que pode ser lido também pelas crianças. É diferente e criativo.

Iac, iac e muito trá-lá-lá

Iac, iac e muito trá-lá-lá

9 – Superpateta – 50 Anos: Uma das melhores edições do Disney Temático dos últimos tempos, resgatando as origens do atrapalhado herói e, pela primeira vez, apresentando suas três origens numa mesma edição – sim, até nisso ele é enrolado. Iac, Iac! Um excelente trabalho de pesquisa de Marcelo Alencar, com editorial que apresenta a evolução do personagem ao longo dos 50 anos e reúne, além das suas HQs mais icônicas, também material inédito. É uma edição para ler e guardar pra sempre, pois trata-se de um documento histórico. No caso, um superdocumento.

Tudo começou aqui

Tudo começou aqui

8 – Marvel Origens – Os anos 60: Uma das notícias mais aguardadas do ano foi a continuidade da Coleção de Graphic Novels Marvel da Salvat, depois de dois anos de seu início. No final de novembro, a editora anunciou uma expansão com mais 60 volumes, sendo 40 de histórias clássicas e 20 de aventuras atuais. A primeira edição clássica é o sonho de todo fã, pois reúne, num mesmo exemplar, as primeiras aparições do Quarteto Fantástico, Homem-Formiga, Hulk, Homem-Aranha, Homem de Ferro, Vespa, X-Men, Vingadores, Capitão América (a sua ressurreição, depois da guerra) e Demolidor. Mais do que um simples encadernado, este volume reúne o suprassumo da Marvel e mostra, apesar da ingenuidade das histórias, o início dos personagens que se mantêm até hoje na memória e no coração dos fãs.

Material de qualidade para apresentar a saga

Material de qualidade para apresentar a saga

7 – Star Wars: No ano em que Star Wars entrou na moda novamente, a Panini soube aproveitar o hype e, além dos quadrinhos da saga, com histórias recentes de Luke Skywalker e seus amigos, também relançou as quadrinizações dos filmes em edições encadernadas. O acabamento luxuoso – papel de qualidade, letras douradas na primeira trilogia e prateadas na segunda, preço acessível – fez do material um excelente instrumento para apresentar a saga cinematográfica aos novos leitores, além de resgatar a história completa para os fãs antigos. Infelizmente, por erro de planejamento ou algum outro problema interno, ainda ficaram faltando os episódios 5 e 6 – que vão ficar para 2016 – mas mesmo assim, por tudo que foi relatado acima, os encadernados merecem estar nesse ranking.

Sou pequenino, do tamanho de um botão...

Sou pequenino, do tamanho de um botão…

6 – Homem-Formiga: Aproveitando a esteira do filme, a Panini também lançou um encadernado do Homem-Formiga cujo mérito maior está em apresentar histórias com os três homens que vestiram o uniforme do minúsculo herói. Embora a principal história seja a que mostra a origem de Scott Lang (o herói do filme e a imagem estampada na capa do encadernado), o título também traz a primeira aparição de Hank Pym e da Vespa e uma história de Eric O’Grady, inédita no Brasil. Histórias excelentes que valem cada centavo da revista.

Bem que podiam mudar meu nome para Capitão DC

Bem que podiam mudar meu nome para Capitão DC

5 – Shazam – Com uma palavra mágica…: Encadernado que reúne as primeiras HQs do herói na fase Novos 52, traz uma nova origem dentro das mudanças propostas pela renovação editorial da DC Comics, dentre as quais a principal é a adoção oficial do nome Shazam para o personagem, ao invés de Capitão Marvel. O roteirista Geoff Johns trata com muito humor a narrativa e inclui várias referências à mitologia clássica do herói, dando uma nova visão a personagens como o tigre Senhor Malhado, ao vilão Dr. Silvana e a minhoca inteligente Sr. Cérebro. A arte de Gary Frank ajuda a valorizar o material que merece uma continuação, mas infelizmente, a participação de Shazam se limita às HQs da Liga da Justiça. Ou seja: esta é uma edição única.

Ninguém pode dizer que o Cavaleiro da Lua é deselegante.

Ninguém pode dizer que o Cavaleiro da Lua é deselegante.

4 – Cavaleiro da Lua: O roteirista Warren Ellis assumiu o título do obscuro personagem e criou uma excelente fase que explora o lado psicológico do herói, apresentando inimigos tão insanos quanto ele. O arco mostra o vingador noturno envolvido com fatos sobrenaturais, fantasmas, sonhos e outras viagens ao inconsciente. As situações são tão malucas que o leitor se sente dentro da mente do Cavaleiro da Lua. É fenomenal!

Qualidade de cinema

Qualidade de cinema

3 – Aurora: A primeira HQ do ator Felipe Folgosi foi financiada pelo site Catarse e sofreu um atraso de alguns meses em relação ao prometido por problemas técnicos que fugiram ao controle do autor. Apesar disso, Folgosi cumpriu o prometido com uma HQ melhor do que o anunciado: com o dobro de páginas. A história faz uso de fatos científicos misturados à ficção para narrar a origem do homem que é o próximo passo evolutivo da humanidade e desenvolve poderes mentais após ser banhado pela estranha luz de uma aurora boreal. O roteiro é cinematográfico e em nada deixa a dever aos quadrinhos de super-herói mais consagrados das editoras Marvel e DC. Tomara que não pare no primeiro volume.

Quarteto Fantástico

Quarteto Fantástico

2 – Graphic MSP: Em relação ao ano anterior, o projeto ganhou mais agilidade e lançou quatro edições (contra duas em 2014). A qualidade das histórias também se mostrou superior, com um título melhor que o outro: começou em grande estilo com Penadinho – Vida (março), seguiu com Turma da Mônica – Lições (Agosto), Turma da Mata – Muralha (Setembro) e fechou com chave de ouro ao apresentar Louco – Fuga (Novembro). Roteiros primorosos, arte espetacular e cheia de magia e uma visão única dos personagens garante a presença do selo todos os anos no ranking de melhores do ano.

Comemorando os 75 anos do Batman com uma história de 172 anos.

Comemorando os 75 anos do Batman com uma história de 172 anos.

1 – Batman – Noel: Só pelo fato da história adaptar o clássico Conto de Natal de Charles Dickens já é garantia de uma boa história. Aí o roteirista Lee Bermejo mescla o universo do Batman no mundo de Dickens e cria um espetáculo visual quase cinematográfico com arte de encher os olhos a cada página. A relação feita entre os fantasmas do passado, presente e futuro com o mundo do Batman é perfeita e nos deixa a impressão de que tanto a história como os personagens nunca envelhecerão, pois sempre há uma forma nova de abordá-los.

Vou dar porrada em quem escreveu esse troço ruim.

Vou dar porrada em quem escreveu esse troço ruim.

HQ Mico: Claro que não poderia faltar nesta lista aquela revista “vergonha alheia”. Muito embora as atuais revistas de linha da Marvel/DC estejam em baixo nível, sempre tem uma pior. No meu caso, a pior que li este ano foi Punho de Ferro: Arma Viva, lançado pela Panini. A tentativa de recontar a origem do herói para as novas gerações de leitores se perde num roteiro mal escrito, que peca pela falta de qualidade, arte mal feita, além de vilões sem motivação válida e personagens sem carisma. A leitura é tão frustrante que dá vontade de voltar na banca de jornal e pedir o dinheiro de volta. O pior é pensar que tem uma série do Punho de Ferro vindo aí e a Marvel deveria investir pesado no herói para alavancar a série. Com esse material, não vai dar audiência nenhuma.

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