Top 10 – Melhores de 2015 no Cinema

blog abreChegou a hora das retrospectivas! Tradicional em todos os veículos de comunicação, as retrospectivas nos ajudam a relembrar o que de melhor (e de pior também!) foi realizado durante o ano. Como nos anos anteriores, apresentamos a lista dos 10 melhores filmes do ano, numa escolha bem pessoal e limitada. Por questão de tempo e dinheiro, não foi possível assistir tudo o que deveria e gostaria, mas mesmo discordando das escolhas e tendo outra ordem ou filme favorito, saiba que esta não tem a pretensão de ser uma lista definitiva, mas apenas uma avaliação de boas produções apresentadas neste ano. Caso discorde de algo ou tenha alguma sugestão, deixe nos comentários. Vamos às nossas escolhas!

Roteiro criativo e um elenco bem entrosado.

Roteiro criativo e um elenco bem entrosado.

10 – Caminhos da Floresta: Logo no início do ano, a produção teve o mérito de recontar vários contos de fada numa única história, encontrando um ponto comum entre eles para fazer a ligação das tramas. O ruim da coisa é que a história é toda musicada (a trama é baseada num musical da Broadway) e chega um momento que toda aquela cantoria incomoda. Porém, o fato de ter Meryl Streep como a Bruxa Má e ser uma produção da Disney – o que garante uma produção técnica impecável – compensam o sacrifício.

Estou tão feliz que poderia flutuar...

Estou tão feliz que poderia flutuar…

9 – 007 contra Spectre: O filme de despedida de Daniel Craig no papel do agente secreto mais famoso do mundo fecha com chave de ouro a quadrilogia do reboot do personagem, iniciada com Cassino Royale (2006) e continuada em Quantum of Solace (2008) e Skyfall (2012). A trama amarra as pontas soltas deixadas pelos outros filmes e conclui trazendo de volta um personagem importantíssimo para a mitologia do espião numa história cheia de ação, tiros, carros incrementados e, claro, bond girls. Tem, sim, os seus exageros, mas, no geral, é um excelente filme que faz jus ao clássico heróie consagra Craig como um dos melhores atores a interpretá-lo.

Os maiores heróis da terra reunidos de novo.

Os maiores heróis da terra reunidos de novo.

8 – Vingadores – Era de Ultron: o filme dividiu opiniões, inclusive entre especialistas da área, mas o fato é que a segunda aventura dos Maiores Heróis da Terra cumpriu aquilo a que se propôs. O filme incluiu três novos heróis – Mercúrio, Feiticeira Escarlate e Visão -, introduziu o vilão Ultron, um dos mais importantes inimigos da equipe nos quadrinhos e, de quebra, ainda deixou os ganchos que vão conduzir para Capitão América: Guerra Civil, que estreia em abril/2016. Não teve o mesmo teor da novidade que o primeiro Vingadores (2012) – daí, talvez, a frustração nas expectativas – mas é um ótimo filme de super-heróis, no melhor estilo Marvel.

Pro alto e avante, Anthony!

Pro alto e avante, Anthony!

7 – Homem-Formiga: Mais uma produção da Marvel, que concluiu a fase 2 e, assim como Guardiões da Galáxia (2014), surpreendeu por pegar um personagem de terceiro escalão e criar uma história divertida e cheia de ação. Homem-Formiga não é um filme de super-heróis, é uma comédia que tem um super-herói como protagonista. Está na frente dos Vingadores porque, ao contrário deste, trouxe o teor da novidade e superou expectativas.

Calma que aqui não é a mamãe!

Calma que aqui não é a mamãe!

6 – Jurassic World: A volta ao mundo dos dinossauros de Steve Spielberg trouxe uma renovação à franquia, principalmente com a presença de Cris Pratt como protagonista. O curioso é que o filme não tem nenhuma premissa nova que já não tenha sido explorada nos filmes anteriores – a abertura de um parque onde os dinossauros geneticamente evoluídos são a atração e que, por conta da ganância humana, estes acabam soltos e colocando em risco os visitantes. Mesmo assim, as ótimas cenas de ação e a interpretação de Pratt garantiram ao filme a maior bilheteria do ano nos cinemas mundiais (marca que dificilmente será superada este ano).

Tristeza está chorando de felicidade por estar no nosso Top 10

Tristeza está chorando de felicidade por estar no nosso Top 10

5 – Divertida Mente: Após três anos sem novidades – Universidade Monstros (2013) trouxe personagens já conhecidos, sendo o anterior, Valente (2012) o último filme realmente novo – a Pixar provou que ainda não perdeu o feeling criativo ao “invadir” a mente humana e personificar os sentimentos. Uma das produções mais criativas da empresa, tem humor, tem drama e tem cada expectador dentro da história, porque é impossível não se identificar com as situações e imaginar as memórias sendo cuidadas pelos “bichinhos” da Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojo. Genial, como é comum nos estúdios Pixar!

Essa página é velha conhecida, mas a história é nova.

Essa página é velha conhecida, mas a história é nova.

4 – O Pequeno Príncipe: Outra animação na lista e, o mais interessante é que se trata de uma história que já foi repetida à exaustão em várias mídias. No entanto, esta animação consegue repetir uma história conhecida tornando-a nova como se fosse narrada a primeira vez. Obviamente, isso se deveu à estrutura narrativa, que foca no relacionamento de uma menina com seu vizinho idoso recém-conhecido, tendo a história do Príncipe como uma trama paralela. A fórmula “idoso que conta suas experiências para a criança” também é antiga, mas funciona perfeitamente e cria uma história emocionante e terna, que é ainda mais intensificada com as frases clássicas do Pequeno Príncipe, que já sabemos de cor, mas que se encaixam perfeitamente na história dos vizinhos. É encantador!

Se eu fizer mais um filme com mordaça, juro que vou mudar de profissão!

Se eu fizer mais um filme com mordaça, juro que vou mudar de profissão!

3 – Mad Max: Estrada da Fúria: a maioria dos sites de cinema estão considerando este o melhor filme do ano. Vou contradizer todos eles. O filme é muito bom e tem uma qualidade técnica inquestionável, além de personagens bem explorados. Mas ainda faltou algo para ser considerado o melhor do ano. Talvez o fato do roteiro ter um looping incoerente – na primeira metade, o protagonista foge do local para, na segunda metade, decidir voltar ao ponto de partida. Há, claro, o motivo para isso, mas não deixa de ser estranho gastar tanto tempo para fugir para depois voltar. Fora isso, as cenas de ação são muito bem dirigidas, com perseguições, explosões, tiroteios e heróis cuja moral se confunde às vezes com a do vilão, mas que adoramos torcer por eles.

Entramos pra história do cinema, BB-8!

Entramos pra história do cinema, BB-8!

2 – Star Wars – O Despertar da Força: Num ano recheado de retornos de velhas franquias (tivemos 007, Jurassic Park, Exterminador do Futuro, Mad Max) a melhor ainda foi Star Wars. Além de trazer de volta os mesmos atores da franquia original, ainda passou a tocha para uma nova geração com uma história nem tão criativa – pegou elementos de todos os filmes anteriores, bateu no liquidificador e criou uma história “nova” – mas com a mesma magia do primeiro Star Wars. E os novos protagonistas – Rey, Finn, Poe e BB-8 são apaixonantes. O diretor J. J. Abrams merece aplausos por esse presente aos fãs.

Nosso Mad é muito mais Max do que os outros.

Nosso Mad é muito mais Max do que os outros.

1 – Birdman – A Inesperada Virtude da Ignorância: Embora o filme seja de 2014, ele só chegou aos cinemas brasileiros este ano. Tem uma trama inteligente e uma direção perfeita que passa a impressão que o filme foi gravado num único take. Impossível ficar indiferente à essa produção, que foge de todos os padrões e apresenta uma história ora divertida, ora dramática, ora nonsense, que explora a metalinguagem para criticar a indústria de cinema. Foi um fracasso comercial, mas abocanhou quatro Oscars, incluindo Melhor Filme.

Vamos fazer um fogueirão pra queimar esse filme e esquecer que ele existe!

Vamos fazer um fogueirão pra queimar esse filme e esquecer que ele existe!

Claro que não poderia faltar o CineMico, aquele filme que a gente vai ao cinema pra ver e sai com a impressão que perdeu duas horas da vida inutilmente. Que não consegue imaginar como um estúdio conseguiu pagar pra fazer um troço tão ruim… Em 2015, o CineMico não poderia ser outro, senão o longa-metragem do Quarteto Fantástico, que foi praticamente uma unanimidade. Público e crítica escorraçaram a produção, que conseguiu nos passar a sensação de que os filmes anteriores – incluindo o péssimo longa dirigido por Roger Corman em 1994, banido pela própria Marvel – não são tão ruins como pareceu a primeira vez. Uma façanha para poucos.

Não percam, amanhã, nossa postagem com o melhor dos quadrinhos de 2015.

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