Crítica: Star Wars – O Despertar da Força

blog abreSEM SPOILERS – Muito mais do que uma produção cinematográfica, o lançamento de um filme da franquia Star Wars é um evento. Não deixa de ser impressionante notar que a empolgação e a expectativa dos fãs ainda se mantenha tão alta, mesmo após uma trilogia de qualidade duvidosa. E acreditem: toda espera e a esperança valeram a pena. Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars – The Force Awakens, 2015), que estreia hoje no circuito nacional, reúne todos os elementos que um fã da saga idolatra. O diretor J. J. Abrams, que parece ter se especializado em renovar franquias de sucesso e idolatradas por uma legião de pessoas – ele já dirigiu os dois filmes de outra saga espacial: Star Trek, em 2009 e 2013 – foi a escolha certa para a missão de conduzir uma nova trilogia depois que George Lucas vendeu os direitos da marca Star Wars para a Disney em 2012.

"É bom estar de volta, Chewie!"

“É bom estar de volta, Chewie!”

Embora Lucas tenha dito que já contou tudo o que queria a respeito de Star Wars, era óbvio que a Disney não ia comprar uma marca tão lucrativa para deixá-la no limbo. Sorte nossa, pois o Epísódio VII traz de volta o clima do primeiro filme (o quarto, na verdade) com ótimas cenas de ação, batalhas espaciais, lutas de sabre de luz (menos do que a gente esperava, mas tudo bem!) e a cereja do bolo, que é a volta dos personagens clássicos – Han Solo (Harrison Ford), Chewbacca (Peter Mayhew), Leia (Carrie Fisher), C-3PO (Anthony Daniels), R2-D2 (Kenny Baker) e, claro, Luke Skywalker (Mark Hamill), cuja ausência nos trailers é justificada pela trama (não, não vamos contar o motivo).

Rey, Finn e BB-8: novos personagens, a mesma batalha

Rey, Finn e BB-8: novos personagens, a mesma batalha

A história também inclui uma nova linhagem de personagens: Finn (John Boyega), Rey (Daisy Ridley) e Poe Dameron (Oscar Isaac), além do simpático droide BB-8, que se unem à Resistência para lutar contra a Primeira Ordem, o novo poder vigente, liderada pelo Supremo Líder Smoake (Andy Serkis, em mais um personagem em CGI, criado pela tecnologia de captura de movimentos, na qual Serkis se especializou) e seu comandante, o sith Kylo Ren (Adam Driver).

Milennium Falcon sendo perseguida por caças imperiais. Sim, você já viu isso.

Milennium Falcon sendo perseguida por caças imperiais. Sim, você já viu isso.

Que o clima é nostálgico, não resta dúvidas – e os fãs vão gostar, principalmente pelas várias piadas que remetem à trilogia clássica – mas nem tudo são flores: a partir da segunda metade do filme, os problemas começam a aparecer e a trama deixa uma sensação de déja-vù e a impressão de que, assim como George Lucas havia dito, não há mais nada a ser contado. Não dá pra revelar muito mais do que isso para não revelar spoilers, mas um olhar mais apurado vai transparecer que J. J. Abrams foi escolhido para dirigir o filme porque ele consegue captar aquilo que faz sucesso nas versões originais e reproduzir na nova versão, não por sua capacidade inovadora.

É chegada a hora de passar o bastão... isto é... o sabre de luz.

É chegada a hora de passar o bastão… isto é… o sabre de luz.

Como filme de ação, o longa não deixa nada a dever e vale cada centavo do ingresso, mas o sabor da novidade se esvai após a primeira hora. O que ele faz – e muito bem, diga-se de passagem – é servir de ponte para uma nova geração de heróis que, a partir de agora, irá assumir os sabres de luz e construir sua própria história, apoiados no sucesso de seus antecessores, que abriram as portas para que Star Wars se tornasse o fenômeno que é. O Episódio VIII certamente ainda terá a presença de Luke e seus amigos, mas podemos esperar por despedidas e novos rumos para a saga – o que é um caminho natural, visto que os atores envelheceram.

"Estou com um mau pressentimento sobre isso".

“Estou com um mau pressentimento sobre isso”.

De uma coisa, podemos ter certeza: Star Wars – O Despertar da Força, sozinho, é melhor do que os episódios I, II e III juntos. Se os próximos capítulos seguirem a mesma tendência, teremos uma excelente trilogia que fará jus à aura quase sagrada que envolve o título Star Wars. O que não é menos do que se espera. A Força está de volta e é muito bem-vinda.

Esbanjando maldade pelas galáxias

Esbanjando maldade pelas galáxias

Cotação: blog cotaçãostarwars7

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