Crítica: 007 Contra Spectre (sem spoilers)

blog abreEstreou no último final de semana o novo longa-metragem de 007, o 24º. da franquia, que começou em 1962 e que conta com mais três filmes não oficiais – Cassino Royale (feito para a TV em 1954), Cassino Royale (1967) e Nunca Mais Outra Vez (1983). Em 007 Contra Spectre (Spectre, 2015) o agente James Bond, interpretado por Daniel Craig – segundo declarações do próprio, pela última vez – parte numa missão solitária para cumprir o último desejo de sua amiga M (Judi Dench), morta no longa anterior.

"Cheguei pra acabar com a festa do Oscar"

“Cheguei pra acabar com a festa do Oscar”

A história começa no México, durante a comemoração do Dia de Los Muertos, quando Bond provoca um incidente que causa graves problemas ao MI6, uma vez que ele agia por conta própria e sem o conhecimento da organização. Com a chegada do novo diretor do Centro de Segurança Nacional (Andrew Scott) – a quem Bond apelida de “C” – a organização corre o risco de ser desativada e o programa 00 ser substituído por drones e satélites de vigilância, que fariam o serviço de espionagem de forma muito eficiente.

Uma das características dos filmes de James Bond são os carros tunados

Uma das características dos filmes de James Bond são os carros tunados

Afastado por tempo indeterminado, Bond revela a Moneypenny (Naomie Harris) que está cumprindo o último desejo de M antes de sua morte. Para isso, ele conta com a ajuda da bela morena e também de Q (Ben Whishaw), que lhe providencia as engenhocas e o carrão da vez – um Aston Martin DB10. O agente só não sabe que sua busca vai levá-lo a um confronto com a Spectre, a organização mundial criminosa e altamente influente, com olhos pro todo lugar, e com seu líder, o vilão Hannes Oberhauser, interpretado por Christoph Waltz. Com isso, o filme amarra os fatos dos longas anteriores e cria um fio condutor que vai culminar numa batalha decisiva.

O roteiro envolve o público como num jogo de xadrez

O roteiro envolve o público como num jogo de xadrez

O filme encerra a quadrilogia de Daniel Craig de forma magnífica, resgatando todos os principais elementos da mitologia de James Bond ao longo dos mais de 50 anos de história e inserindo-os ao longo das produções. Olhos atentos perceberão algumas pistas ao longo do filme que remetem a filmes anteriores. Com isso, Craig tem o mérito de ressuscitar a franquia do agente secreto, que estava bem decadente desde o final da década de 1980, quando Timothy Dalton assumiu o papel de 007, passando por Pierce Bronsan nos anos 1990.

Sequências explosivas marcando a história do cinema

Sequências explosivas marcando a história do cinema

O longa tem ótimas sequências de ação, com muitos tiros e perseguições eletrizantes – algumas exageradas, é verdade, mas convenhamos: é James Bond! – além de várias explosões (a do deserto de Marrocos, inclusive, entrou para o livro dos recordes como a maior cena de explosão da história do cinema). Também há belas paisagens, com locações no México, Áustria, Marrocos e Itália. A trama é bem conduzida pelo diretor Sam Mendes (o mesmo de Skyfall) e consegue prender a atenção e criar momentos de tensão e torcida, apesar dos vários clichês já naturais em filmes do gênero.

Abertura: espetáculo visual

Abertura: espetáculo visual

Também vale destacar a tradicional presença das bond girls Lucia Sciarra (Monica Bellucci, esta mais uma “bond woman”) e Madeleine Swann (Léa Seydoux), um colírio para os olhos, além da abertura magistral feita por Dennis Gassner, com a trilha sonora Writing’s On the Walls, interpretada por Sam Smith. A canção não tem o encanto de Nobody Does It Better, For Your Eyes Only ou Live and Let Die, mas não foge do “Estilo Bond” de ser. Só essa sequência já faz valer o ingresso.

O líder da Spectre: o autor de tudo.

O líder da Spectre: o autor de tudo.

007 Contra Spectre não conseguiu superar a genialidade do longa anterior, mas também não fez feio. Recuperou a mitologia do agente, tendo Daniel Craig à frente desse reboot e pavimentou com os elementos que faltavam para completar o histórico. Além disso, Craig também modernizou a série, deixando aberto o caminho para o próximo ator a encarnar o espião mais amado da cultura pop. Na trama, o projeto 00 – que caracteriza os agentes com permissão para matar – é tratado como algo ultrapassado, mas ao final do filme, temos a certeza de que ele continuará sempre atual e contemporâneo.

Cotação: blog cotação007

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