Em primeira mão: Supergirl

blog abreCom previsão de estreia entre setembro e novembro, que é quando estreiam as novas temporadas dos seriados americanos, o episódio piloto da série Supergirl vazou na Internet na última semana. Se foi um acidente  de percurso ou uma estratégia de marketing do estúdio para despertar o interesse no público, não vem ao caso. O que importa é que nós vimos o primeiro episódio e trazemos aqui nossas primeiras impressões – sem spoilers.

Malina Weissman interpreta Kara em Krypton, nos minutos iniciais da série.

Malina Weissman interpreta Kara em Krypton, nos minutos iniciais da série.

Interpretada pela atriz Melissa Benoist, Kara Zor-El é uma adolescente de 13 anos que vem para a terra simultaneamente ao seu primo Kal-El (nosso conhecido Superman), mas as ondas de choque da explosão de Krypton desviam sua nave para a Zona Fantasma, fazendo com que ela chegasse à Terra muitos anos depois. Ela encontra um homem já adulto e o maior herói do planeta, enquanto ela, por ter adentrado uma dimensão onde o tempo passa de forma diferente, permaneceu com a mesma idade.

para cuidar de uma Supergirl, nada melhor que outra Supergirl

para cuidar de uma Supergirl, nada melhor que outra Supergirl

Enviada para cuidar do primo, a jovem não tem mais função no planeta e é deixada aos cuidados do casal Danvers – Helen Slater e Dean Cain, que já interpretaram, respectivamente, a Supergirl (no longa-metragem de 1984) e o Superman (na série de TV Lois & Clark, de 1993) – e ganha uma “irmã”, Alex (Chyler Leigh), com quem divide seus segredos. Quando se torna uma mulher adulta, passa a trabalhar em National City, no conglomerado multimídia CatCo. fundado por Cat Grant (Calista Flockhart), onde oculta sua identidade e conhece os amigos Winn Schott (Jeremy Jordan), responsável pelo departamento de TI, e James Olsen (Mehcad Brooks), o “rapaz da diagramação”, que Cat trouxe do Planeta Diário.

É um pássaro? É um avião? Bem... sim, é um avião! E a Supergirl tentando salvá-lo...

É um pássaro? É um avião? Bem… sim, é um avião! E a Supergirl tentando salvá-lo…

A vida normal de Kara vira de pernas pro ar quando o avião onde sua irmã estava sofre uma pane e ameaça cair. Num salvamento heroico, a jovem vai parar em todas as redes de notícias, tornando-se uma celebridade instantânea. Se a fama tem o seu lado positivo, também atrai ameaças e a recém-batizada Supergirl tem que lidar com um criminoso que fugiu da Zona Fantasma quando sua nave passou por ela. E o pior: ele não é o único que está escondido na Terra, o que, certamente, dará o tom dos próximos episódios.

Aparição discreta... mas que faz chorar.

Aparição discreta… mas que faz chorar.

Apesar do roteiro cheio de clichês – avião que cai, acidente que liberta criminoso super-poderoso, trabalho na rede de comunicações, amigo especialista em informática e, o pior, os óculos para ocultar a identidade – o piloto é extremamente divertido e apaixona logo nos primeiros cinco minutos. Sem muita enrolação, mostra a origem da heroína, com a destruição de Krypton, sua chegada na Terra, seu encontro com o Superman – que, mesmo de forma velada, é emocionante de ver – e sua entrega para o casal Danvers. Pronto. Agora é só partir pra ação.

Nada de cenas sombrias: tudo é iluminado e cheio de vida!

Nada de cenas sombrias: tudo é iluminado e cheio de vida!

Só o fato de fugir da tendência de apresentar “heróis realistas” que a DC tem utilizado tanto no cinema quanto na TV – ela já fez isso em The Flash e agora repete a fórmula em Supergirl – já é um ponto positivo. Supergirl é uma série cheia de luz, com uma atriz súper (Ops!) à vontade no papel e com boa química com o elenco de apoio. Há cenas e brigas noturnas, mas a maior parte da ação se passa durante o dia, com céu ensolarado e rostos sorridentes.

Polêmica do novo "Jimmy": negro, saradão e pró-ativo.

Polêmica do novo “Jimmy”: negro, saradão e pró-ativo.

A troca de etnia de James Olsen – “Jimmy é só para minha mãe e para o grandão. Mania dele.”, diz o rapaz – é algo que incomoda no primeiro momento, por conta do personagem não ser negro nos quadrinhos – mas é irrelevante diante de outra mudança, essa sim, muito mais incomum: ele deixou de ser o jovem inseguro e inexperiente que se mete em encrencas para ser salvo pelo herói. Este James cresceu, é pró-ativo e tem músculos que, obviamente serão explorados em alguma cena com o rapaz sem camisa – afinal, a série é claramente focada no público feminino. E nada errado com isso, bom que se deixe claro! Além disso, ele tem uma função um tanto estranha na trama. Vamos ver como isso será desenvolvido nos próximos episódios.

Kara passa o tempo todo sendo humilhada pela chefe.

Kara passa o tempo todo sendo humilhada pela chefe.

O episódio tem um quê de O Diabo Veste Prada – filme de 2006 estrelado por Meryl Streep e Anne Hathaway – com Kara sendo humilhada por Cat Grant e por oficiais do exército que, pelo fato dela ser mulher, desconsideram que possui os mesmos poderes do Homem de Aço. Isso tem levantado a bandeira do feminismo, com afirmações de que a série vem provar o poder e a liberação da mulher e bla bla bla. Pura bobagem! A série é, sim, focada no público feminino adolescente, mas não tem qualquer pretensão de ser ideológica. É apenas mais uma série de super-heróis, criada para 1) divertir o público e 2) aumentar o faturamento da emissora. Simples assim.

Só para meninas? Nã, nã... os marmanjos também vão curtir!

Só para meninas? Nã, nã… os marmanjos também vão curtir!

O fato de ser voltada para garotas não significa que os rapazes não vão gostar. Ei, estamos falando da Supergirl, uma super-heroína que luta, explode coisas e voa por aí numa minissaia vermelha! Se isso não for suficiente para agradar o público masculino, não sei o que seria! Só não esperem cenas violentas como Arrow ou Gotham, pois em Supergirl, a pegada é outra. Como já foi dito acima, o tom da série é bem mais leve e solto, feito para divertir, com várias piadas que fazem referência ao universo do Superman.

Pro alto e avante, garota!

Pro alto e avante, garota!

A única coisa que, no entender deste crítico, ficou meio fora de contexto foi o fato de Kara usar óculos. Dá pra entender o motivo dos produtores: nos quadrinhos, a personagem usa uma peruca escura como disfarçar, mas na transposição para o live-action, fica meio artificial. Porém, a jovem já usava o acessório ANTES de ter uma identidade secreta. Faltou uma explicação, mesmo que rápida – afinal, já sabemos o porquê – apenas para não ficar “jogado no ar”. Fora isso, a brincadeira funciona bem e Kara nem arrumou outro nome como Linda Danvers como nas HQs: ela é Kara, mesmo em sua identidade civil.

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A DC dominando a TV

Supergirl tem tudo para agradar. É divertida, romântica e despretensiosa, assim como a personagem das HQs. Se for bem trabalhada, será mais um sucesso da DC na TV. Os roteiristas só precisam se preocupar em fugir da temática o-fugitivo-da-zona-fantasma-da-semana a fim de não cansar o público. No mais, tomara que a estreia chegue logo para que a heroína de aço possa alçar altos voos e conquistar o espaço que merece no coração do público.

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