Crítica: Vingadores – Era de Ultron

Blog abreA espera acabou! Um dos filmes mais aguardados do ano finalmente estreia no dia 23 de abril (uma semana antes que nos Estados Unidos). Vingadores – A Era de Ultron (Avengers- Age of Ultron, 2015) vem coroar a fase 2 da Marvel, reunindo seus principais super-heróis em uma épica batalha contra o robô Ultron, um dos mais perigosos inimigos da equipe.

Filmes da fase 2 da Marvel que se direcionaram para Os Vingadores

Filmes da fase 2 da Marvel que se direcionaram para Os Vingadores

A fase 2 da Marvel iniciou com Homem de Ferro 3 (2013) e prosseguiu em Thor: O Mundo Sombrio (2013), Capitão América: O Soldado Invernal e Guardiões da Galáxia (2014). A fase 2 termina em agosto, com a estreia do Homem-Formiga, mas nesses quatro filmes já exibidos, foi construído o fio condutor que levará à reunião dos heróis e culminará na criação do maligno robô. Além de Ultron (voz de James Spader), o filme traz outras novidades: a estreia de Mercúrio (Aaron Taylor-Johnson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o sintozoide Visão (Paul Bettany). As participações especiais também são fartas: Hayley Atwell (Agente Carter), Idris Elba (Heimdall), Cobie Smulders (Maria Hill), Stelan Skarsgård (Dr. Erik Selvig), Anthony Mackie (Falcão), Don Cheadle (Máquina de Combate) e Andy Serkis (Dr. Ulisses Klaw).

Elenco bilionário

Elenco bilionário

Obviamente, também voltam aos seus papéis os atores Robert Downey Jr (Homem de Ferro), Chris Hemsworth (Thor), Chris Evans (Capitão América), Mark Ruffalo (Bruce Banner/Hulk), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro) e Samuel L. Jackson (Nick Fury). Com um elenco tão numeroso (e milionário), pode-se pensar que o diretor Joss Whedon perderia a mão e deixaria de dar atenção a algum personagem, mas ele repete aquilo que fez com o primeiro Vingadores (2012): cada um tem o seu momento de brilhar nas telas e ninguém é deixado de lado.

Não dá pra perder tempo. A origem de Ultron é explicada bem superficialmente.

Não dá pra perder tempo. A origem de Ultron é explicada bem superficialmente.

A direção de Whedon é espetacular e o roteiro foi muito bem trabalhado, apesar de algumas incoerências que não prejudicam o produto final. Por incoerências, entenda-se a superficialidade na criação de Ultron, que pode incomodar alguns fãs mais radicais. Ninguém vai ver Tony Stark trancado num laboratório apertando parafusos de um corpo robótico, como fez Hank Pym (nos quadrinhos, o criador de Ultron não foi o Homem de Ferro, mas sim o Homem-Formiga). Ultron já surge pronto, porque os tempos são outros.

De boas intenções, o inferno está cheio... e os robôs malvados são criados.

De boas intenções, o inferno está cheio… e os robôs malvados são criados.

O mundo dos Vingadores do cinema é um mundo virtual, onde tudo funciona na base da holografia (ou telas de computador 3D flutuando no ar). E Stark, apesar da boa vontade de proteger o mundo de outra invasão alienígena (lembrando que ele está recém-curado de seu trauma, mostrado em Homem de Ferro 3), acaba exagerando e criando um robô assassino. Na trama, isso não foi bem trabalhado, mas o que exige uma dose de resiliência para “pegar o bonde andando”, mas, como já foi dito, não interfere no contexto nem ofende a inteligência do espectador.

Essa briga é de tirar o fôlego e fazer qualquer fã suar pelos olhos.

Essa briga é de tirar o fôlego e fazer qualquer fã suar pelos olhos.

O filme é repleto de ação, desde seus primeiros minutos até o final, com batalhas estonteantes (a do Homem de Ferro com sua armadura Hulkbuster enfrentando o Golias Esmeralda é de fazer qualquer fã pular na cadeira de felicidade) e o clímax com a luta final da equipe contra o exército de Ultrons também causa a mesma sensação. Há uns momentos água-com-açúcar que incomodam um pouco pela lentidão e poderiam ser cortados na edição final sem qualquer prejuízo, mas nada insuportável. Pior é ver o Ultron – uma criatura metálica – fazendo biquinho para falar. Exagero do CGI.

Guardado a sete chaves, o Visão é uma agradável surpresa.

Guardado a sete chaves, o Visão é uma agradável surpresa.

A estreia do Visão é outro ponto forte do filme. Um dos heróis mais aguardados pelos fãs dos Vingadores, o Visão é o ponto alto da história e teve sua origem muito bem construída, além de estar otimamente caracterizado. O que faltou, talvez, foi uma definição mais explícita de seus poderes – ele não é visto atravessando paredes ou aumentando sua densidade, exceto num momento de luta, onde ele usa um golpe clássico: atravessar o punho no adversário. Fora isso, a participação do personagem garante ótimos momentos incluindo várias “mensagens subliminares” que só os fãs dos quadrinhos perceberão e que, obviamente, se tornarão uma diversão extra para estes.

Irmãos têm origem diferente dos quadrinhos

Irmãos têm origem diferente dos quadrinhos

Com Mercúrio e Feiticeira Escarlate, há também alguns detalhes a se considerar: como a Marvel não pode usar o termo “mutante” em seus filmes, já que os direitos destes pertencem à Fox, o jeito foi mudar a origem dos personagens e de seus poderes. Mercúrio continua hiperveloz, mas a Feiticeira Escarlate não tem poder de alterar probabilidades. Agora ela controla mentes e tem telecinesia (capacidade de mover objetos com a mente). São poderes reduzidos, mas nem por isso menos úteis, como a trama faz mostrar.

Destinos ligados

Destinos ligados

Outro detalhe importante fica por conta da participação do Dr. Ulisses Klaw, um cientista corrupto que faz experiências com Vibranium (o material usado no escudo do Capitão América). Sua participação no filme, bem como seu destino, já deixam abertas as portas para o filme do Pantera Negra, a ser lançado em 2018.

Sequência que é HQ em sua essência.

Sequência que é HQ em sua essência.

Por tudo que foi dito, dá pra ver que Vingadores: Era de Ultron está longe de ser um filme perfeito, até porque esse filme não existe, mas toda expectativa criada por esta sequência vale a pena. O filme possui ótimas cenas de ação, com batalhas dignas das maiores sagas dos quadrinhos Marvel e boas piadas na medida certa – a releitura do soco que Hulk deu em Thor no filme anterior ficou excelente. Vá ao cinema sem medo: a Marvel acertou de novo.

"Peraí, Pietro! Os créditos ainda não acabaram!"

“Peraí, Pietro! Os créditos ainda não acabaram!”

P.S.: nas exibições para a Imprensa, foi exibida apenas uma cena pós-crédito, confirmando o que o diretor afirmou em entrevistas que circularam pela net. No entanto, alguns sites já vazaram uma suposta cena extra. Por via das dúvidas, não saia da sala antes do último crédito subir.

Cotação:blog cotaçãovingadores

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