O essencial do Demolidor

blog abreA nova série do Demolidor, que estreia amanhã pelo canal Netflix tem gerada muita expectativa entre os fãs. O Homem sem Medo merecia uma nova chance em live-action, depois do longa-metragem de 2003, estrelado por Ben Affleck, que dividiu as opiniões. O canal Netflix e a Marvel Studios investiram alto na série (cerca de US$ 200 milhões, divididos entre as quatro séries previstas para os próximos três anos no canal: Demolidor, Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro) e o material já divulgado atraiu a atenção do público.

Para aquecer os motores, separamos algum material essencial do personagem. São histórias importantes para a cronologia do personagem, que mostram sua relevância para o Universo Marvel. Se você não conhece, fica o convite para procurar em sebos e livrarias especializadas. Quem já conhece, vale a releitura. Preparados?

Os primórdios do Homem sem Medo

Os primórdios do Homem sem Medo

5 – Biblioteca Histórica Marvel – Demolidor (Panini, 2009): Nada melhor do que começar pelo começo. Este encadernado reúne as 11 primeiras edições americanas, publicadas entre 1964 e 1965. Apesar dos roteiros infantis, a leitura vale a pena para conhecer o personagem em seus primeiros dias, quando sua personalidade era mais leve e descontraída.

A saga da Elektra marcou uma fase do herói

A saga da Elektra marcou uma fase do herói

4 – A Saga da Elektra: Quando o roteirista e desenhista Frank Miller assumiu o título do herói, ele pegou uma revista à beira do cancelamento e tornou-a uma das campeãs de vendas. Para isso, revolucionou conceitos, transformando o Demolidor num herói mais sério, com tramas mais realistas e impactantes. Uma das mais importantes foi a Saga da Elektra, que teve início em Daredevil 174 e foi até a edição 181. No Brasil, esta saga foi publicada na revista Superaventuras Marvel 12 a 22 (Ed. Abril, 1983/1984), depois teve republicação na minissérie Elektra Saga (Ed. Abril, 1989) e no encadernado Os Maiores Clássicos do Demolidor 2 e 3 (Panini, 2003/2004). E merecia uma nova republicação.

Frank Miller retoma o herói... e revoluciona de novo.

Frank Miller retoma o herói… e revoluciona de novo.

3 – A Queda de Murdock: Frank Miller encerrou sua participação nas HQs do herói e a revista, novamente, perdeu o prestígio. O roteirista foi novamente chamado e criou outro clássico dos quadrinhos. Em resumo: Matt Murdock tem sua identidade secreta revelada ao seu pior inimigo – o Rei do Crime – que destrói sua vida pessoal. A narrativa é envolvente e nos faz sentir o desespero do personagem ao ver tudo o que ele mais preza destruído. A saga foi relançada recentemente pela editora Salvat, na Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel e é leitura obrigatória.

Os primórdios do Homem sem Medo... com um novo olhar.

Os primórdios do Homem sem Medo… com um novo olhar.

2 – Demolidor Amarelo (Panini, 2002): uma minissérie que mostra os primeiros dias do herói, quando ele ainda usava seu uniforme amarelo (por isso, o título da história). Sua origem é recontada com novos detalhes que exploram mais profundamente o seu relacionamento com o pai, o amigo Foggy Nelson e a sua paixão Karen Page (que também e a paixão de Foggy), além de narrar o início de sua carreira como advogado e defensor do crime.

Genial. Só isso.

Genial. Só isso.

1 – Fase Mark Waid (Panini, 2013 – atual): A atual fase do Demolidor, escrita pelo roteirista Mark Waid, retoma o espírito despojado das primeiras HQs do personagem e lhe devolve o perfil de herói urbano, com roteiros leves e tramas bem escritas. O grande acerto da Panini foi publicar essa fase em encadernados bimestrais, ao invés de diluí-la nas revistas de linha. Assim, cada edição traz histórias fechadas (geralmente de seis ou sete edições americanas), evitando que o leitor tenha que esperar meses para o término de um arco. Atualmente, é a melhor HQ de super-heróis em bancas, daquelas que vale cada centavo investido. Leitura deliciosa.

O filme de 2003 é uma boa opção para entrar no clima.

O filme de 2003 é uma boa opção para entrar no clima.

Evidentemente, há muitas outras HQs marcantes do personagem, mas cinco arcos são o suprassumo do herói. Vale também rever o longa-metragem Demolidor: O Homem sem Medo, citado no início desta reportagem. É um passatempo divertido comparar, depois, qual dos dois, filme ou série, trabalhou melhor o personagem. E, claro, estejam aqui para ler nossa crítica da série.

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