Pixel e HQM cancelam títulos

blog abreNotícia triste para os fãs de histórias em quadrinhos. De uma só vez, perdemos quatro bons títulos em banca, dois deles clássicos. Segundo noticiado no site Planeta Gibi, a Pixel Editora cancelou os títulos Luluzinha e Bolinha após 48 edições da garota de vestido vermelho e 46 números do seu simpático e divertido amigo. Da mesma forma, a HQM Editora decidiu descontinuar os títulos da editora americana Valiant, X-O Manowar e Universo Valiant e investir em encadernados.

Edição de estreia da Luluzinha pela Pixel.

Edição de estreia da Luluzinha pela Pixel.

O lançamento da Luluzinha clássica veio após o sucesso do título Luluzinha Teen, produção exclusivamente brasileira que, por sua vez, veio na cola da Turma da Mônica Jovem, da Mauricio de Sousa Produções (leia notícia sobre o lançamento aqui). Os leitores mais novos tiveram a oportunidade de conhecer o excelente material criado pela cartunista Marge em 1935. As histórias mostravam as travessuras e confusões das crianças com uma inocência característica que atravessaram as décadas e mantiveram hoje o mesmo frescor de quando foram publicadas.

Luluzinha abriu caminho para outros personagens clássicos.

Luluzinha abriu caminho para outros personagens clássicos.

Mesmo com alguns comportamentos politicamente incorretos para os padrões atuais (como quebrar vidraças, vingar-se de gozações e invadir propriedade alheia, entre outros, que deixariam qualquer psicólogo e pedagogo com os cabelos arrepiados), o leitor entendia que tudo não passava de uma brincadeira infantil e jamais influenciaria seu comportamento baseado nos gibis. O sucesso da série foi tanta que a Pixel resgatou diversos outros personagens clássicos como Gasparzinho, Brasinha, Recruta Zero, Popeye, Riquinho e outros. Todos esses títulos tiveram vida curta. Em fevereiro, a Pixel anunciou o cancelamento da Luluzinha Teen e, apenas um mês depois, cancela também a Lulu clássica, deixando os leitores de quadrinhos órfãos.

Heróis da Valiant também tiveram vida curta.

Heróis da Valiant também tiveram vida curta.

A HQM Editora, que trouxe um novo universo de super-heróis para o Brasil, publicado pela editora americana Valiant, também cancelou os dois títulos em banca, X-O Manowar (na 11ª. edição) e Universo Valiant (na 6ª. edição). A justificativa é a baixa vendagem dos títulos, apesar da grande quantidade de fãs dos heróis (segundo a página do Facebook da editora, são mais de 2400 leitores, mas as vendas não atingiam essa marca). A princípio mensais, as revistas vinham apresentando periodicidade indefinida nas últimas edições, o que já era indício de um possível cancelamento. Mesmo assim, a HQM resistiu por mais um período.

Em sua página do Facebook, editora se compromete a concluir os arcos - desde que haja interesse dos leitores.

Em sua página do Facebook, editora se compromete a concluir os arcos – desde que haja interesse dos leitores.

Infelizmente, isso acontece num momento em que os heróis da Valiant serão levados ao cinema, o que aumentaria o interesse nos personagens e, provavelmente, impulsionaria a venda das revistas. Apesar disso, a HQM pretende investir em encadernados e promete concluir os arcos em andamento, publicando as últimas edições das revistas sob demanda. Para tanto, os que desejam adquirir os números derradeiros, devem informar seu interesse na página do facebook da HQM para que os editores possam saber quantas edições serão impressas. Vale lembrar que só devem informar aqueles que realmente forem comprar as revistas, para que a editora não fique com material encalhado.

Até breve, Lulu. Volte quando quiser. :'(

Até breve, Lulu. Volte quando quiser. 😥

Da nossa parte, fica a torcida para que alguma outra editora se interesse por esse material e torne a publicá-los, de modo que esses personagens nunca caiam no esquecimento.

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3 comentários

  1. É uma pena essa notícia e falta de respeito com quem estava colecionando. Mas a baixa vendagem é porque não quiseram investir em propagandas, poucas pessoas sabiam da Luluzinha clássica de volta as bancas. Pelo menos um único comercial na TV para a edição 1, traria enorme resultado para a venda de todas as demais revistas, afinal temos fortes rivais de entretenimento como a internet e smartphones, hoje em dia. Achei muita falta de visão ignorar as propagandas. Vou ligar na Pixel e perguntar a Daniel Stycer se existe chances de continuar com a revista Lulu e Bolinha clássicos. Se todos ligarem lá pelo número 0300 3131345, talvez dê algum resultado.

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