Top 10 – Os melhores filmes de 2014

blog abreElegemos ontem os melhores dos quadrinhos. Hoje é a vez dos melhores filmes de 2014. Tivemos um bom ano, com várias superproduções e muitas surpresas – nem todas positivas, é fato. O ano também destacou cinco produções baseadas em quadrinhos de super-heróis, todos muito bem cotados pela crítica e público, mostrando que o gênero veio pra ficar. E antes de iniciar nossa lista dos 10 mais, vale destacar a iniciativa da rede Cinemark, que resgatou produções antigas e clássicas, como , reexibindo-as em sessões especiais e mais baratas. Uma ótima iniciativa que deveria continuar em 2015 (mas melhorem os horários de exibição: domingo ao meio-dia é cruel!).

cinema nacional de qualidade

cinema nacional de qualidade

10 – Hoje Eu Quero Voltar Sozinho: normalmente, produções nacionais resumem-se a palavrões, sexo e apologia ao crime e à droga. Isso quando não são subprodutos de programas globais que até têm seu charme mas deixam uma impressão de mais do mesmo. Com Hoje eu Quero… foi diferente. Baseado no curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho, do mesmo diretor, a trama conta a descoberta do amor entre um rapaz cego e seu recém-chegado colega de sala de aula. A boa repercussão do curta no You Tube motivou o diretor Daniel Ribeiro a transformar os 17 minutos em uma hora e meia e, ao invés de estragar a história, conseguiu melhorá-la ainda mais, em parte graças à atuação primorosa dos protagonistas Guilherme Lobo e Fábio Audi. Tudo isso sem perder a característica inicial: a simplicidade e a leveza com que trata um tema tão polêmico. Sim, é um filme de romance gay, mas tratado como deve ser: com sutileza, respeito e ternura.

Suspense e aventura que prende a atenção

Suspense e aventura que prende a atenção

9 – Maze Runner – Correr ou Morrer: Obras literárias que viram filme já viraram carne de vaca – desde sempre, é verdade, mas atualmente, com mais intensidade. O livro de ficção científica de James Dashner mostra um grupo de jovens que, de repente, se veem presos numa clareira rodeada por um labirinto sem saber como foram parar lá. Só lembram seu nome e mais nada. Para fugir, precisam penetrar no labirinto, mas quem entra lá não sai vivo. O filme mantém o clima de suspense desde os minutos iniciais até o seu clímax, revelando aos poucos os motivos daquilo tudo estar acontecendo e deixando um gancho para a continuação. Se o livro é melhor que o filme, não sei dizer porque não o li. Mas certamente, o filme é um dos melhores do ano e uma agradável surpresa.

Melhorou, mas ainda não é perfeito

Melhorou, mas ainda não é perfeito

8 – O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro: Com uma sensível melhora em relação ao longa anterior, que reiniciou a franquia do herói aracnídeo no cinema, esta continuação ainda teve alguns problemas, entre os quais o excesso de vilões. Electro é o principal, mas há também o Duende Verde – personificado por Dane DeHaan – que tem uma função importante na história. A inclusão do Rino é que foi totalmente dispensável e exagerada, visto que o personagem não acrescenta nada na trama. Mas o filme acerta na carga dramática e devolve ao Homem-Aranha aquilo que ele sempre foi nos quadrinhos: um cara problemático e muito, muito azarado. Merece estar entre os melhores do ano, mas com ressalvas.

Disney com qualidade Marvel. Ou vice-versa.

Disney com qualidade Marvel. Ou vice-versa.

7 – Operação Big Hero: Quem diria que uma equipe de heróis da Marvel desconhecida até pelos leitores mais fiéis se tornaria uma animação com a cara da Disney? O filme tem todos os ingredientes para agradar adultos e crianças: tem boas piadas, ação constante, momentos para se emocionar e personagens extremamente carismáticos – principalmente o robô “balãozão” Baymax, o preferido de dez entre dez espectadores. Se você sair do cinema sem se apaixonar por Baymax, você é um sério candidato a se tornar supervilão na próxima produção da Disney.

Injustiçado

Injustiçado

6 – No Limite do Amanhã: Um filme que passou praticamente despercebido e que recebeu duras críticas, mas que não lhe cabem (sabe-se lá por qual motivo os críticos resolveram malhar a produção). É uma trama cheia de ação e tem um conceito bem interessante sobre viagem no tempo: para deter uma invasão alienígena, o protagonista precisa morrer consecutivas vezes para retornar a um ponto específico no tempo e reviver tudo o que já viveu, mas com suas memórias anteriores. Isso garante uma vantagem, pois ele já sabe o que vai acontecer e pode evitar. Tom Cruise e Emily Blunt possuem química perfeita e os efeitos especiais são bem legais. Sem dúvida, um filme injustiçado.

Sucesso fenomenal

Sucesso fenomenal

5 – Frozen: O fato de ser uma produção da Disney já é sinônimo de qualidade. Mas com Frozen, a produtora retomou seu estilo “Princesas”, numa produção repleta de músicas chicletes e um visual belíssimo. O resultado: o filme superou a marca de US$ 1,2 bilhão e se tornou o desenho mais popular da Disney, superando O Rei Leão (1994). O fenômeno foi tanto que muita gente não pode nem ouvir falar – muito menos escutar – a canção-tema Let It Go. Mas a execução quase ininterrupta da música não é culpa do filme. Ele é muito bom!

A maior concentração de mutantes da história do cinema

A maior concentração de mutantes da história do cinema

4 -X-Men – Dias de Um Futuro Esquecido: Um dos arcos mais conceituados dos mutantes nos quadrinhos só poderia gerar uma ótima adaptação cinematográfica. Algumas mudanças foram feitas com relação à HQ, mas não comprometem o resultado final, que apresenta uma excelente trama, o encontro das duas gerações de X-Men (juntando os atores da primeira trilogia com os da nova franquia) e batalhas memoráveis. Isso pra não falar de uma das cenas mais legais do cinema, protagonizada pelo mutante Mercúrio (Evan Peters). Um filme para não ser esquecido no futuro.

O espaço não é a fronteira final

O espaço não é a fronteira final

3 – Interestelar: O nome de Christopher Nolan já indica que o filme é um produto inteligente com roteiro complexo e denso. A trama mostra a busca dos seres humanos por um lugar no espaço com condições de vida semelhantes às da Terra e usa conceitos de física e astronomia para embasar uma história que não cansa, apesar das quase três horas de duração. Há, sim, semelhanças com 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968) e até com o recente Gravidade (2013), mas isso não desmerece a produção, que teve um dos finais mais geniais da história do cinema.

A surpresa do ano

A surpresa do ano

2 – Guardiões da Galáxia: uma produção com todos os ingredientes para ser um fracasso – personagens que ninguém conhece, um diretor pouco relevante, nenhum grande nome envolvido, uma trama que tinha todo jeito de ser uma cópia mal feita de Star Wars. Ledo engano: Guardiões da Galáxia é um filme divertido, emotivo, com respeito aos personagens, tornou a equipe mais conhecida e teve a façanha de ter seus dois melhores personagens feitos por computação gráfica. Não é à toa que ele é o filme mais visto de 2014. Se a Marvel Studios ainda deixava alguma dúvida de sua qualidade cinematográfica, todas elas desapareceram.

O melhor dos quadrinhos na tela

O melhor dos quadrinhos na tela

1 – Capitão América 2 – O Soldado Invernal: Para quem achava que quadrinhos (e filmes) de super-heróis são produções infantis com roteiros bobinhos e sem profundidade e, pior, que o Capitão América é um capacho do Governo Americano, propagandista de um americanismo ufanista, este filme calou a boca de milhões. Ele não é o primeiro lugar do nosso ranking porque é um filme de super-heróis, mas porque é um excelente filme, com uma trama política que não faz propaganda do Governo norte-americano (pelo contrário, o desmerece), espionagem do mesmo nível ou até superior aos clássicos filmes de James Bond e, por acaso, tem um super-herói como protagonista. É o melhor filme do ano, com louvor.

blog cinemicoCinemico: Não é porque um filme é otimamente bem produzido, tem uma campanha de marketing multimilionária, elenco bem afinado e arrasta multidões ao cinema que ele é uma excelente produção. Há casos em que a descaracterização dos personagens ou rombos no roteiro desmerecem todo um trabalho bem feito. É bem verdade que 2014 teve produções muito piores do que esta tríade, mas é impossível esconder a frustração de ver um filme que não correspondeu àquilo que os trailers prometiam. Noé, pela transformação do personagem bíblico num velho neurótico, dos anjos caídos (demônios) em seres de luz e de Deus num cruel vilão; Malévola, pela descaracterização da personagem, novamente transformando o mal em bem e, por fim, Godzilla, por uma montagem mal feita. Difícil eleger apenas um quando os três me causaram o mesmo sentimento: decepção.

Com isso, terminamos nossa retrospectiva do ano. Esperamos que o próximo ano traga muita diversão e muitas nerdices, tanto no campo do cinema como na TV, quadrinhos e literatura. Não perca, em breve, nosso Preview 2015, com os principais lançamentos do ano.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s