Crítica: O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos

blog abreAguardadíssimo por todos os fãs da obra de J. R. R. Tolkien, o capítulo final da trilogia de O Hobbit, que precedeu o clássico O Senhor dos Anéis (2001/2003) chegou aos cinemas cercado de expectativas tanto positivas quanto negativas. Ao mesmo tempo em que havia o interesse de saber como o diretor Peter Jackson encerraria a saga e o desejo de ver o final da história, também havia a frustração trazida pela segunda parte da trama, que desagradou grande parte do público por se estender além da conta.

Adoro visitar os cofres da Warner.

Adoro visitar os cofres da Warner.

Aliás, verdade seja dita, todo o filme se estendeu além da conta. Um livro infantil de pouco mais de 200 páginas se transformar numa trilogia de seis horas de duração é um exagero que só os cofres da Warner conseguiram imaginar que daria certo. Não que O Hobbit tenha sido um fracasso, claro. Só os dois primeiros filmes lucraram o suficiente para recuperar o valor gasto no orçamento, fazer outra trilogia igual e ainda sobrar dinheiro. Considerando o faturamento do terceiro filme, dá pra dizer que a nova trilogia é um sucesso. Porém, não chega aos pés do que foi e representou a Saga do Anel que faturou, ao todo, 17 Oscars.

As coisas vão esquentar logo no início do filme.

As coisas vão esquentar logo no início do filme.

O filme começa com o ataque de Smaug à Cidade do Lago, seguindo o ponto onde o filme anterior terminou. Em meio à toda destruição provocada, os habitantes decidem se estabelecer ao pé da Montanha Solitária, mas encontram a resistência de Thorin (Richard Armitage), que recuperou as terras de seus ancestrais e voltou atrás em sua palavra de dar uma parte do tesouro aos humanos, apesar da insistência de Bilbo (Martin Freeman).

Não vão faltar soldados na tela.

Não vão faltar soldados na tela.

Ao mesmo tempo, os Elfos, ao saber da morte de Smaug, também querem a sua parte que foi roubada pelo dragão. Esse é o mote para que surja uma tensão entre Anões, Homens e Elfos que aponta para uma guerra. Completa o quadro os Orcs, liderados pelo maléfico Azog (voz de Manu Bennett), que busca vingança contra Thorin e temos a Batalha dos Cinco Exércitos do título. Opa, falta um: são as águias, trazidas pelo mago Radagast (Sylvester McCoy), atendendo ao pedido de Gandalf (Ian McKellen) após este ser salvo das mãos do Necromante (Benedict Cumberbatch) por Galadriel (Cate Blanchet) e Saruman (Christopher Lee).

Haverá mortes de personagens importantes (Não, não é o Gandalf! Ele está vivo na trilogia seguinte, né?)

Haverá mortes de personagens importantes (Não, não é o Gandalf! Ele está vivo na trilogia seguinte, né?)

O filme tem de positivo o fato de não deixar o público dormir na plateia, como seu capítulo anterior, apesar das quase três horas de duração. A ação é constante, com poucos momentos de calmaria para respiração e o desenvolvimento da trama. O resto, cumpre o que o título deixa transparente: são cinco exércitos brigando, cada qual com seu motivo – orgulho ferido, vingança, ganância, honra. Outro destaque é o papel de Alfrid (Ryan Gage), que alivia a trama pesada com momentos de humor.

Thorin, bota mais água no feijão que chegou visita pra almoçar!

Thorin, bota mais água no feijão que chegou visita pra almoçar!

Por outro lado, a produção decepciona pelo fato de não encerrar a trilogia no mesmo nível épico que teve O Retorno do Rei (2003). Além disso, as mortes de alguns personagens relevantes não possuem a dramaticidade necessária. Tudo é muito superficial. Os fãs de Tolkien mereciam uma conclusão melhor e mais memorável. Em certos momentos, fica nítido que a história está apenas preenchendo tempo de projeção, porque não há mais história para contar. A impressão que fica é que Peter Jackson reproduzia na tela a história da produtora, que também entrou na guerra, como um sexto exército em busca do tesouro de Smaug (leia-se “bilheterias”) ao exigir uma trilogia onde duas partes resolveriam com folga.

Este pôster é gigantesco (igual ao filme). Clique para ver no tamanho original.

Este pôster é gigantesco (igual ao filme). Clique para ver no tamanho original.

De qualquer forma, A Batalha dos Cinco Exércitos conseguiu seu objetivo principal que é recuperar-se do fiasco do capítulo anterior e dar um final digno à trama de O Hobbit. Pode não ser o final aguardado por três anos, mas ao menos não decepcionou.

Cotação: blog cotaçãohobbit

 

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