Crítica: Operação Big Hero

blog abreNormalmente, as marcas da Marvel e da Disney, por si só, já atraem multidões ao cinema. Se elas são colocadas juntas, então, a possibilidade de sucesso imediato é praticamente certa. É o caso do filme Operação Big Hero (Big Hero 6, 2014), que chega aos cinemas brasileiros em 25 de Dezembro. A convite da Disney, tivemos acesso a uma versão original, em inglês e sem legendas na data de ontem e trazemos as primeiras impressões. Curiosamente, a produtora optou por não dar destaque à Marvel na animação. Eles não escondem a origem dos personagens, mas também não promovem, provavelmente para manter o perfil de produção “disneyana” – e, há que se reconhecer, filme que tem a assinatura da Disney não precisa de outra marca para se autopromover.

Equipe surgiu nas HQs da Marvel.

Equipe surgiu nas HQs da Marvel.

De qualquer forma, Big Hero 6 surgiu como quadrinhos da Marvel em uma minissérie escrita por Scott Lobdel e ilustrada por Gus Vasquez. Era um grupo bem diferente do visto no cinema, que incluía o ex-x-man Solaris e o ex-terrorista Samurai de Prata. Ao longo dos anos, o grupo mudou e incluiu novos personagens até adquirir a formação que veremos nas telas. No cinema, os personagens ganharam características com a cara da Disney, mais infantilizadas, mas respeitando seu perfil original.

Hiro é um garoto gênio que cria microbôs para uma feira de ciências

Hiro é um garoto gênio que cria microbôs para uma feira de ciências

O filme tem início com uma apresentação do garoto Hiro Hamada, que logo de cara, já mostra o quanto é esperto e genial (dizer mais que isso é estragar a surpresa). Aos poucos, somos apresentados aos outros personagens da história: Tadashi, irmão mais velho de Hiro, desenvolve um robô-enfermeiro para cuidar da saúde das pessoas.  Como sabe da genialidade do jovem Hiro, Tadashi o leva até o Instituto de Tecnologia de Fransókyo – a cidade fictícia onde se passa a trama – e o apresenta a seus amigos Go Go Tomago, criadora dos discos Maglev, Honey Lemon, química que desenvolveu esferas coloridas que mudam de propriedade em contato com o ar; Wasabi, criador de lâminas de plasma capazes de cortar qualquer coisa; o aloprado Fred, fã de quadrinhos de monstros e o Professor Callaghan, chefe e mentor de Tadashi no Instituto.

Yokai rouba os microbôs e usa para o mal.

Yokai rouba os microbôs e usa para o mal.

Por influência do irmão, Hiro se inscreve numa feira científica e apresenta uma criação sua: os microbôs, pequenos mecanismos controlados por ondas mentais que podem se juntar e assumir qualquer forma. No entanto, um acidente na feira causa a morte de Tadashi e, pouco tempo depois, Hiro descobre que seus microbôs estão sendo produzidos em larga escala por um misterioso mascarado chamado Yokai com objetivos criminosos. Assim, junta-se a seus novos amigos e cria uma equipe de super-heróis para derrotar o vilão.

Baymax é o coração do filme e vai levar muito marmanjo às lágrimas.

Baymax é o coração do filme e vai levar muito marmanjo às lágrimas.

Operação Big Hero tem um ritmo acelerado e ação constante, com ótimas piadas no momento certo. A maioria delas, protagonizada pelo robô Baymax, que é a alma do filme, da mesma forma como Groot o foi em Guardiões da Galáxia (2014). Aliás, é uma marca registrada da Disney destacam o lado humano em personagens que não são humanos, sejam animais, criaturas míticas ou robôs. Baymax é puro, inocente e seu jeito autômato proporciona boas risadas além de momentos de extrema ternura que, facilmente, podem levar às lágrimas.

Os Big Hero 6: antes e depois

Os Big Hero 6: antes e depois

O filme peca pela falta de profundidade do vilão. É obvio que, como não é o protagonista, a trama não perde muito tempo com ele, mas deixá-lo apenas como um trampolim para os heróis agirem fará com que, a curto prazo, ele mal seja lembrado, diferentemente do caráter permanente dos outros vilões Disney, como Malévola, Jafar, Cruela, Capitão Gancho e tantos outros. Mas isso certamente não é motivo para prejudicar ou atrapalhar a diversão.

"Olá. Eu sou Baymax. Pelo bem da sua saúde, fique na sala após o fim do filme."

“Olá. Eu sou Baymax. Pelo bem da sua saúde, fique na sala após o fim do filme.”

A animação traz várias homenagens e “participações especiais” que são uma agradável surpresa. Inclusive, uma cena pós-crédito deixa claro o DNA da Marvel na produção. Aliás, até os créditos são importantes pois trazem imagens que complementam a trama. Creia-me: sair na sala antes das luzes se acenderem é perder boa parte da diversão. Apenas o 3-D é dispensável. Opte pela versão tradicional e economize para as pipocas.

Curta-metragem faz o fofômetro disparar freneticamente.

Curta-metragem faz o fofômetro disparar freneticamente.

Por fim, já que falamos do “depois”, vamos falar também do “antes”: O Banquete (Feast, no original), o curta-metragem que antecede o filme, é, por si só, um espetáculo. Sob o ponto de vista de um cachorro, a pequena história mostra o quão geniais são os roteiristas da Disney. Não é por acaso que a empresa é a número 1 em animações desde que um certo rato de calças curtas surgiu no primeiro desenho sonoro da História. Operação Big Hero está longe de superar Frozen nas bilheterias, mas tem tudo para ser a melhor animação do verão. Um ótimo presente de Natal para as crianças.

Cotação: blog cotaçãobig hero

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