Crítica: Maze Runner – Correr ou Morrer

blog abreNo último final de semana, chegou aos cinemas brasileiros o filme Maze Runner – Correr ou Morrer, baseado no best seller de James Dashner que já está no quarto volume. No Brasil, a série foi publicada pela V&R Editoras, a mesma que trouxe a série O Diário de um Banana. Como ainda não tive a oportunidade de ler o livro, esta crítica não fará comparações entre as duas mídias e vamos nos limitar apenas a citar os eventos vistos no filme.

O filme é baseado no best seller de James Dashner.

O filme é baseado no best seller de James Dashner.

A história é um thriller psicológico que já começa tensa: o jovem Thomas (Dylan O’Brien) desperta dentro de um elevador em movimento, sem saber quem é ou como foi parar lá. Quando o elevador chega ao seus destino – uma enorme clareira cercada por altíssimos muros que dão acesso a um labirinto – Thomas descobre vários rapazes da sua faixa etária que chegaram ali nas mesmas condições – sem saber quem são, como foram parar ali e o principal: o porquê.

Minho (Ki Hong Lee, à esq.) e Newt (Thomas Brodie-Sangster, à dir.) logo se afeiçoam a Thomas (centro)

Minho (Ki Hong Lee, à esq.) e Newt (Thomas Brodie-Sangster, à dir.) logo se afeiçoam a Thomas (centro)

Aos poucos, o rapaz lembra seu nome, mas é o máximo de memória que consegue recuperar, salvo alguns lampejos desconexos. Conversando com os seus recém-conhecidos companheiros, é revelado que o elevador traz suprimentos uma vez por mês, juntamente com um novo adolescente desmemoriado. Aprisionados naquele local, os rapazes estabelecem suas próprias leis de sobrevivência, que consistem em todos colaborarem uns com os outros e jamais entrarem no labirinto, uma vez que ninguém conseguiu passar a noite naquele lugar e retornar vivo.

Não gostaria de entrar para tomar uma xícara de café?

Não gostaria de entrar para tomar uma xícara de café?

Os únicos dentre eles com autorização para tanto são os corredores, por serem os mais rápidos do grupo. Os corredores são encarregados de penetrar no labirinto todas as manhãs para mapeá-lo, retornando ao final da tarde, quando as portas se fecham para só se abrirem novamente no dia seguinte. Durante a noite, o labirinto muda suas configurações, o que caracteriza um trabalho praticamente interminável aos corredores. Eles também precisam evitar o contato com os Verdugos, monstros com aparência aracnídea cuja picada transforma a vítima em uma pessoa transtornada e altamente agressiva.

Uma única garota no meio de um monte de rapazes só pode sinalizar confusão.

Uma única garota no meio de um monte de rapazes só pode sinalizar confusão.

Com a chegada de Thomas, as coisas mudam na Clareira. Determinado a sair daquele local, o rapaz começa a questionar as leis do grupo, que tornam todos acomodados e covardes. Ao mesmo tempo, os responsáveis pelo labirinto também parecem dispostos a quebrar as regras e começam a alterar aquilo que, até então, era rotina: Verdugos passam a atacar o acampamento durante o dia e o elevador entrega uma menina (Kaya Scodelario), com um bilhete dizendo que aquela seria a última entrega. A situação piora quando Teresa demonstra conhecer Thomas. A partir daí, o grupo se vê obrigado a tomar uma atitude mais ativa e se divide entre os favoráveis a Thomas e os contrários a ele.

É preciso entrar no labirinto para sair dele.

É preciso entrar no labirinto para sair dele.

O espectador é envolvido nesse clima de tensão e mistério, uma vez que sabe tanto quanto os protagonistas e vai descobrindo tudo junto com os personagens. O fato de usar atores pouco conhecidos aumenta mais a identificação com os garotos, o que seria bem menos intenso se fossem usados rostinhos conhecidos. Mas o mérito maior é mesmo a mensagem sobre até que ponto a obediência cega às leis favorecem uma sociedade. Muitas vezes, sair da zona de conforto e ir contra as regras impostas, pode ser um benefício maior para o grupo.

Esta foto não devia estar aqui, mas a gente achou que ela é legal.

Esta foto não devia estar aqui, mas a gente achou que ela é legal.

O filme tem lá seus clichês e algumas cenas previsíveis, mas de modo geral, reserva boas surpresas para o público, principalmente nos 10 minutos finais, onde é revelado o motivo de tudo aquilo estar acontecendo. Com um gancho para a continuação, Maze Runner deixa mostras que veio para adotar os órfãos de Harry Potter com uma nova saga cheia de ação, suspense e valores como a amizade e  o trabalho de equipe. Excelente pedida!

Cotação: blog cotaçãomaze

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