Crítica: Capitão América 2 – O Soldado Invernal

blog abreUm dos filmes mais aguardados do ano, Capitão América 2 – O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier, 2014) chega aos cinemas no dia 10 de abril e dá continuidade à Fase 2 da Marvel, que teve início com Homem de Ferro 3 (2013) e prosseguiu com Thor – O Mundo Sombrio (2013). Além disso, o filme também tem a missão de continuar as aventuras-solo do Sentinela da Liberdade após os eventos mostrados em Capitão América: Primeiro Vingador (2011) e Os Vingadores (2012).

Soldado Invernal vai fazer um estrago infernal.

Soldado Invernal vai fazer um estrago infernal.

O roteiro do novo longa é baseado nos arcos Tempo Esgotado e O Soldado Invernal, escritos pelo roteirista Ed Brubaker e recém-publicados pela Editora Salvat na Coleção Oficial de Graphic Novels. Na história, Bucky Barnes, antigo parceiro do Capitão América, que se supunha estar morto deste os tempos da Segunda Guerra Mundial, ressurge sem memória e como assassino de elite dos russos, usado para eliminar políticos no período da Guerra Fria.

 

Errr... hummm... esquecemos o que íamos dizer nessa legenda.

Errr… hummm… esquecemos o que íamos dizer nessa legenda.

No filme, o roteiro toma a liberdade poética e transforma Bucky (Sebastian Stan) num assassino a serviço da Hidra, a associação terrorista que o Capitão combateu na Segunda Guerra, da qual fazia parte o Caveira Vermelha. A história já começa em grande estilo, com uma sequência cheia de ação, na qual o Capitão América (Chris Evans) e a Viúva Negra (Scarlett Johansson) deve resgatar agentes da Shield que se encontram reféns de terroristas liderados por Batroc (Georges St-Pierre). Georges Batroc é um vilão francês, perito na arte marcial do savate (tipo de luta que usa pés e mãos) e importante personagem da galeria de inimigos do Sentinela da Liberdade.

Agente Rumlow passa de mocinho a bandido.

Agente Rumlow passa de mocinho a bandido.

Após o resgate, o Capitão percebe que ele sabe menos do que deveria a respeito de suas missões e entra em atrito com Nick Fury (Samuel L. Jackson) por conta da falta de confiança. A conspiração se mostra maior do que o herói imaginava e atinge os altos escalões do Governo, representado na pessoa de Alexander Pierce (Robert Redford), o contato da Shield com o Governo. Assim, o Capitão resolve agir por conta própria e passa a ser perseguido pela agência de espionagem, inclusive por seus antigos aliados, os agentes Jasper Sitwell (Maximiliano Hernández) e Brock Rumlow (Frankie Grillo) – este último é o vilão Ossos Cruzados, nos quadrinhos.

 

O Falcão alça altos voos.

O Falcão alça altos voos.

Mas o herói não tem só inimigos, claro! Além da Viúva Negra e Nick Fury, o novo filme introduz dois novos personagens: o Falcão (Anthony Mackie) e a Agente 13 (Emily VanCamp), que é vizinha de Steve Rogers e passa a ser uma das únicas operativas da Shield a defender o Capitão América. A agente Maria Hill (Cobie Smulders) também faz uma participação especial na história, num momento-chave do roteiro. A trama funciona de forma independente dos outros filmes da Marvel, mas faz referências às aventuras anteriores do Capitão e prepara o terreno para Vingadores 2, a ser lançado em 2015.

Tomara que o James Franco não se importe de eu ter tomado emprestada a máscara dele.

Tomara que o James Franco não se importe de eu ter tomado emprestada a máscara dele.

É importante destacar que, como foi dito no início, a história do filme é baseada na HQ de Ed Brubaker – com ênfase no “baseada”. Os diretores Anthony Russo e Joe Russo optaram por criar uma história de espionagem e teorias de conspiração no estilo Missão Impossível, tendo o Soldado Invernal apenas como mais um elemento na trama, não como o personagem principal, ao contrário do que o subtítulo deixa transparecer. Isso não significa que os fãs serão decepcionados, muito pelo contrário: o filme tem um ritmo frenético, com muitas perseguições, explosões e o Capitão América usando seu escudo como nunca. É pura HQ nas telas.

Ei!! O que aconteceu com o velho estilingue? Vou me queixar na Sociedade Protetora das Aves!

Ei!! O que aconteceu com o velho estilingue? Vou me queixar na Sociedade Protetora das Aves!

Assim como aconteceu em Os Vingadores, o excesso de personagens não prejudicou o desenvolvimento da trama: todos são muito bem trabalhados e, em maior ou menor participação, ganham seu momento. O maior destaque fica para o Falcão: importante parceiro do Capitão América nos quadrinhos dos anos 1970/1980, o herói alado é magistralmente interpretado por Anthony Mackie. O Falcão tem carisma, suas cenas de voo são perfeitas e cheias de adrenalina e o herói mostra que tem potencial para novas aventuras – talvez até ser incluído nos Vingadores. A única ausência foi de Asa Vermelha, a mascote do herói, que certamente daria um charme a mais nas cenas de ação – mas isso é opinião de um fanboy apaixonado, pois a ausência do pássaro não atrapalha em nada a diversão.

Ninguém morreu nesta explosão. Realismo é com a outra produtora. Aqui é pura HQ!

Ninguém morreu nesta explosão. Realismo é com a outra produtora. Aqui é pura HQ!

Com Capitão América 2, a Marvel deixa claro o quanto vem melhorando a cada nova produção, com uma aventura tão boa ou no mesmo nível de Os Vingadores. O melhor é que a produtora não nega a fonte da qual bebe: seus filmes são baseados em histórias em quadrinhos. Portanto, nada de cenas realistas e cientificamente explicadas. O herói pula de um avião sem para-quedas, é jogado de um prédio de 25 andares, leva tiros… e sai andando como se nada tivesse acontecido. Absurdo, sim, mas assumidamente fantasioso. Se assim não o fosse, não seria um filme de super-herói.

Prevejo uma ótima bilheteria. Vou até trocar minha Harley por uma moto mais moderna.

Prevejo uma ótima bilheteria. Vou até trocar minha Harley por uma moto mais moderna.

Para concluir, vale dizer que há duas cenas pós-créditos: uma após a apresentação do elenco principal, importante para a ligação com Vingadores 2 e a outra no final dos créditos, não tão essencial assim, mas que deixa um gancho para Capitão América 3. Ambas comprovam que a Marvel Studios, com apenas seis anos de vida, chegou pra ficar e hoje já está no mesmo nível das grandes produtoras cinematográficas. Nada mal para quem começou tímida e desacreditada, com um praticamente desconhecido Homem de Ferro, lá em 2008…

Cotação: blog cotação capitão

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