Crítica: Frozen – Uma Aventura Congelante

blog abreParece que a Disney quer transformar em tradição começar o ano com uma animação nova. Em 2013, tivemos Detona Ralph e, logo no primeiro final de semana do novo ano – dia 3 de janeiro, pra ser mais específico – chega aos cinemas Frozen – Uma aventura congelante (Frozen, 2014), que de frio só tem o título. O filme é um resgate dos antigos clássicos da Disney no estilo “princesas”, ao contrário daquilo que é mostrado no trailer, que nos faz crer se tratar apenas de uma comédia engraçadinha com bichinhos.

Elsa tem poderes congelantes que não consegue controlar.

Elsa tem poderes congelantes que não consegue controlar.

O boneco de neve Olaf e a rena Sven são apenas coadjuvantes da história, embora tenham papel fundamental na história. Mas falaremos deles mais tarde. A protagonista é a princesa Elsa, que nasceu com poderes congelantes. Na infância, tudo era diversão, principalmente para a sua pequena irmã Anna, que se maravilhava com as criações geladas da irmã. Por acidente, Elsa usa seus poderes em Anna e ela quase morre, mas é salva pelo Rei dos Trolls. Para evitar novos incidentes, o troll apaga da mente de Anna a lembrança dos poderes de sua irmã e esta passa a viver trancada e escondida até aprender a controlar suas habilidades.

Elsa é coroada rainha e faz contatos comerciais com o ambicioso Duque de Weselton

Elsa é coroada rainha e faz contatos comerciais com o ambicioso Duque de Weselton

Como nada fica escondido para sempre, os poderes de Elsa vêm à tona justamente no dia da sua coroação como rainha do reino de Arendelle. Incapaz de controlá-los, Elsa foge e se isola no alto da montanha, num castelo de gelo. Involuntariamente, ela deixa o reino num inverno eterno e Anna parte em busca de sua irmã, para convencê-la a voltar e consertar as coisas. Para isso, ela conta com a ajuda de Kristoff, um jovem vendedor de gelo que encontra no caminho, a rena Sven, perspicaz e inteligente como um humano, e o boneco de neve Olaf, bem humorado e inocente, que ganhou vida graças à magia de Elsa.

Anna cai de amores por Hans. Literalmente.

Anna cai de amores por Hans. Literalmente.

Olaf e Sven são o alívio cômico da história. Ingênuo, o boneco de neve solta uma pérola a cada declaração. Sven, por sua vez, não fala, mas sua expressão diz tudo. A rena logo percebe o interesse de seu dono pela princesa Anna, mas Kristoff esconde seus sentimentos, uma vez que Anna lhe disse que estava apaixonada pelo príncipe Hans, nobre do reino vizinho que ela conheceu no dia da coroação e já aceitou seu convite de casamento, mesmo sem conhecê-lo a fundo.

Será que serei admitida no time das Princesas Disney?

Será que serei admitida no time das Princesas Disney?

O desenho é a cara da Disney: tem músicas que ajudam a contar a história – uma mais linda que a outra – e efeitos visuais que lembram produções como A Bela Adormecida, Aladdin e A Bela e a Fera. Um dos destaques da trilha sonora é a música Let it Go, interpretada pela cantora Demi Lovato. A história é baseada no conto The Snow Queen de Hans Christian Andersen, o mesmo que inspirou a animação O Reino Gelado, que estreou ano passado e cuja crítica fizemos aqui. Mas vale dizer que são duas histórias distintas e uma em nada lembra a outra, começando pela protagonista: a doce Elsa em nada lembra a cruel Rainha da Neve. É a magia da Disney transformando a vilã da história em mais uma integrante do seu rol de princesas.

Não se engane: parece antigo, mas é ultra moderno.

Não se engane: parece antigo, mas é ultra moderno.

Frozen é uma animação cativante, mágica, envolvente, com canções tão grudentas que te fazem sair do cinema cantando. Um conto de fadas moderno com toques de produções antigas – ou vice-versa, já que a história foi escrita em 1845 por Andersen e se tornou um belíssimo desenho animado com toda tecnologia da atualidade. Aliás, falando em produções antigas, o curta metragem Get a Horse também tem cara de clássico: traz o velho Mickey de calças curtas e em preto-e-branco, do jeitinho que ele foi apresentado pela primeira vez, mas no decorrer do desenho, a plateia percebe que o personagem não poderia ser mais contemporâneo. Veja em 3D para ter uma sensação muito mais empolgante e divertida. Nesse caso, vale a pena pagar um pouco mais pelo ingresso.

Assista, senão eu congelo você!

Assista, senão eu congelo você!

Por curiosidade, veja também O Reino Gelado, para comparar as duas histórias. Você vai descobrir – se é que não sabe ainda – o motivo da Disney ter se tornado uma das maiores indústrias de entretenimento do mundo.

Cotação: blog cotação frozen

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