Top 10 – O Melhor dos Quadrinhos em 2013

blog abreDando continuidade à nossa retrospectiva 2013, elegemos hoje os 10 melhores quadrinhos do ano. Assim como aconteceu no post de ontem sobre cinema, não consegui ler todas as HQs que gostaria e tenho plena consciência que muita coisa boa ficou de fora. Mas, das que foram lidas, muita coisa merece estar na estante com honra – considerando que os quadrinhos de super-heróis entraram numa fase bem desinteressante.

Diga a palavra... sinta o poder... do novo Shazam!

Diga a palavra… sinta o poder… do novo Shazam!

10 – Liga da Justiça Nº. 0 – Em junho, todos os títulos da DC apresentaram os números zero dos Novos 52, com a origem renovada dos heróis. A primeira edição a ser lançada foi a Liga da Justiça, que trouxe a estreia de Shazam, de longe a melhor de todas as histórias. Apesar de todas as mudanças absurdas que vieram com a fase dos Novos 52, o roteirista Geoff Johns conseguiu recontar a origem de Shazam de forma inteligente e a arte de Gary Frank torna a leitura muito mais agradável. Como nem tudo é perfeito, o herói agora não se chama mais Capitão Marvel – por motivos óbvios, ou seja, nada de remeter à concorrente – e o mago, que era o Shazam, agora se chama apenas… Mago. Ah, tá… Mas a história é bacana e merece estar nesse top 10.

Um grande herói em dois universos

Um grande herói em dois universos

9 – Homens-Aranha – Vira e mexe, a Marvel faz um encontro entre seus heróis de diferentes mundos. O Homem-Aranha já se encontrou duas vezes com o seu homônimo do Universo 2099 mas, nesse especial, ele conhece Miles Morales, o Homem-Aranha do Universo Ultimate. A HQ brinca com o fato de Peter Parker ter morrido nesse universo alternativo e ser idolatrado por lá, o que gera várias piadas feitas pelo nosso Homem-Aranha, além de situações bem divertidas. Nada como um super-herói “inferior” para gerar histórias inteligentes…

Edição caprichada, em todos os sentidos!

Edição caprichada, em todos os sentidos!

8 – Batman – Arquivos de Casos Inexplicáveis – Nos anos dourados, a DC produziu uma série de histórias absurdas dos super-heróis: casos como o Batman transformado em gorila ou cacique, os Batmen de várias épocas, a criação do Bat-Mirim e outras situações pra lá de bizarras. Todas essas HQs, que serviram de inspiração para o roteirista Grant Morrison criar o arco Descanse em Paz e que foram escolhidas pessoalmente por ele para a coletânea, foram reunidas nesse encadernado com capa dura e papel couché que, apesar do luxo, teve um preço bem camarada. Uma ótima oportunidade para conhecer uma fase bem inocente e divertida do personagem. Como se costuma dizer entre os nerds, “É cofre!”.

Novos heróis em um novo universo.

Novos heróis em um novo universo.

7 – X-O Manowar – Mesmo com a irregularidade na distribuição, a nova revista que inaugurou o Universo Valiant no Brasil é de uma qualidade ímpar e saiu da mesmice, ao apresentar novos personagens interessantes e roteiros de qualidade. Tanto deu certo que a revista já se desdobrou em um novo título que deve sair em breve e, segundo informações dadas pelos editores, deve se multiplicar ainda mais, com a publicação de histórias clássicas. Só falta mesmo acertar a periodicidade.

Leitura deliciosa que nos faz voltar à infância.

Leitura deliciosa que nos faz voltar à infância.

6 – Luluzinha Especial – Foram quatro edições só neste ano, cada uma com um tema diferente, trazendo de volta histórias clássicas dos anos 40 e 50: Primeiras Histórias, Meninos X Meninas, Aventuras com Bolinha e A Turma do Barulho. O tratamento dado às edições, com capa cartão, papel de qualidade e a separação temática das histórias é um atrativo a mais. Mas o mérito maior é que as HQs não estão nem aí para o “politicamente correto” e mostram as crianças quebrando vidraças, brincando com armas, praticando bullying… enfim, tudo que é pouco recomendável nos tempos atuais… e mantendo o frescor da infância. Enquanto outros personagens mudam de comportamento e até de visual para atender às neuroses de psicólogos e educadores, Luluzinha prova que as gerações que cresceram lendo comportamentos distorcidos não necessariamente se tornaram delinquentes por conta disso.

Um acerto da editora foi não diluir essas HQs em títulos de linha.

Um acerto da editora foi não diluir essas HQs em títulos de linha.

5 – Demolidor – A Panini lançou, no segundo semestre, dois encadernados do Homem de Medo que compilam várias edições da fase escrita pelo roteirista Mark Waid. Depois de um tempo fora de ação, Matt Murdock volta à identidade do Demolidor em tramas que mostram os dois lados do personagem: de dia, um advogado que ajuda as pessoas a resolverem seus problemas cotidianos e à noite, o herói urbano age aonde a Justiça não chega. O clima descontraído das histórias fizeram dos encadernados uma leitura deliciosa e obrigatória. Tomara que continue nesse ritmo.

Enrolar pra quê? Menos é mais!

Enrolar pra quê? Menos é mais!

4 – Homem-Aranha: A Morte de Jean DeWolff – Este ano a Panini decidiu investir em histórias clássicas do Homem-Aranha em diversas fases e universos e lançou quatro encadernados: A Morte de Jean DeWolff (com o Aranha tradicional em uniforme negro), Tormento (com o herói em seu traje clássico), Início (com Homem-Aranha 2099) e Poder e Responsabilidade (Homem-Aranha Ultimate). Com a mesma identidade visual (capa toda preta, com o título em vermelho, papel couché, arcos completos), tudo indicava que a editora pretendia criar uma coleção com o melhor do herói – principalmente para comemorar os 50 anos do personagem, celebrado em 2012 e que passou praticamente em brancas nuvens. Todos são excelentes, mas A Morte de Jean DeWolff é o melhor de todos, tanto pela relevância da história para o personagem como pelo roteiro de Peter David, bem escrito, ágil e descomplicado. Como as HQs devem ser.

Desculpa, Superman.. mas eu te superei. De novo!

Desculpa, Superman.. mas eu te superei. De novo!

3 – Batman: Terra Um – Recontar origens de seus principais personagens sempre fez parte da política das editoras. Pouco antes do reboot da DC, a editora modernizou a origem do Superman num especial que teve uma repercussão muito boa. Evidentemente, o segundo super-herói da casa não poderia ficar de fora e superou seu antecessor numa aventura cheia de ação que renova o mito sem estragar aquilo que os leitores mais velhos aprenderam a amar. Uma pena que, com a chegada dos Novos 52, essa origem tornou-se apenas um exercício de criatividade de Geoff Johns (ele de novo) e Gary Frank (ele também, de novo!), algo como uma realidade alternativa. O que, evidentemente, não diminui a qualidade da publicação. Leitura obrigatória!

Uma melhor que a outra. E vem mais por aí.

Uma melhor que a outra. E vem mais por aí.

2 – Graphic MSP – Desde que foi anunciado, no final de 2011, o selo Graphic MSP causou enorme repercussão. Afinal, a “brincadeira” de realizar trabalhos autorais com a Turma da Mônica já vinha sendo mostrada aos leitores desde a primeira edição especial MSP 50 em 2009, sempre com um sucesso estrondoso. Contudo, diferente das três edições comemorativas aos 50 anos do cartunista, onde havia apenas uma história curta de cada autor, o selo dava mais liberdade criativa e um roteiro mais desenvolvido. Ano passado saiu Astronauta: Magnetar e conquistou vários prêmios. Este ano, fomos presenteados com edições bimestrais, uma melhor que a outra: Turma da Mônica: Laços, de Victor e Lu Cafaggi, Chico Bento: Pavor Espaciar, de Marcelo Duarte e, por fim, Piteco: Ingá, de Shiko. Daí vem o Sidney Gusman, editor da MSP e responsável pelas obras me perguntar qual eu mais gostei. Pô, isso é pergunta que se faça? Não dá pra escolher. Todas são espetaculares, cada uma à sua maneira! E só estão em segundo lugar nessa lista porque não dá pra ter dois primeiros colocados.

O melhor da Marvel em fascículos quinzenais

O melhor da Marvel em fascículos quinzenais

1 – Coleção de Graphic Novels Marvel – Nunca uma coleção causou tanto burburinho no ambiente nerd – pelo menos, não que eu lembre. Desde seu lançamento – apenas em mercados teste, provocando uma febre nas redes sociais, com o anúncio por parte dos sortudos e o desespero naqueles que não estavam sabendo do assunto – a coleção já mexeu com os leitores. Depois de muitas dúvidas, informações desencontradas, especulações e pesquisas por parte dos jornalistas especializados, finalmente, a coleção chegou nos grandes centros. A escolha dos arcos, a apresentação do material, a qualidade dos encadernados e o preço acessível, tudo fez com que a coleção se tornasse um sucesso imediato. Recentemente, um pequeno fato – a distorção da imagem da lombada nos fascículos – abalou um pouco a credibilidade da Editora Salvat junto aos leitores, mas isso não tira o mérito da excelente coleção e da qualidade gráfica dos volumes.

Só um adjetivo cabe nesse título: lixo.

Só um adjetivo cabe nesse título: lixo.

HQ Mico: A edição mico do ano não poderia ser outra, embora ainda não tenha chegado às bancas – estava programada para dezembro, mas como a Panini está com todos os lançamentos atrasados em 30 dias, deve chegar em janeiro. Refiro-me ao lançamento da edição número 1 de Homem-Aranha Superior, que insere o “herói” aracnídeo no evento Nova Marvel da pior forma que poderia acontecer. Na verdade, nem é só por essa edição, mas por todo o contexto que levou a ela. O Homem-Aranha, indiscutivelmente o mais carismático herói da Marvel, vem passando por uma fase sofrível nas mãos do roteirista Dan Slott que não se limita apenas aos textos: o desenho, geralmente de Humberto Ramos, também não ajuda. Não bastasse isso, o roteirista decide matar Peter Parker e fazer com que um de seus maiores inimigos, o Dr. Octopus, assuma a identidade do herói, tornando-se “superior”. Histórias com trocas de mente já foram feitas inúmeras vezes. Nunca, porém, alguma foi tão ilógica e sem sentido. O Aranha já passou pela Saga do Clone, poderes totêmicos, gravidez retroativa de Gwen Stacy, pacto com Mefisto… mas nada consegue ser tão ruim quanto esse “Homem-Aranha Superior”. É, o Homem-Aranha é um azarado mesmo… e seus roteiristas se superaram na bizarrice.

Anúncios

7 comentários

  1. Muito bom o post, Edu! E outra, eu não sabia que já havia lançado o “Homens Aranha” ! Vou procurar ela pra adicionar na minha coleção, já que agora não compro as mensais, vou me preocupar em conseguir as que deixei passar! haha ;)) sabe me informar quando foi lançado esse “Homens Aranha”? :)) Mais uma vez, ótimo post e concordo com a “HQ Mico” haha abraços e Feliz ano novo! 😉

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s