Top 10 – O melhor do cinema em 2013

blog-abre4O Natal já passou e agora é hora de sentar e usar os últimos dias do ano para fazer aquele tradicional balanço e ver o que foi bom e ruim no ano que passou. Em 2013, os fãs de cinema não podem reclamar. Tivemos ótimas produções, muitas animações legais e cinco – isso mesmo: CINCO – filmes baseados em histórias em quadrinhos. Neste Top 10, elegemos aqueles que, na nossa opinião, foram as melhores produções do ano – claro que listas são polêmicas e talvez você discorde da ordem ou de alguma ausência. Fique à vontade para discordar e deixe sua opinião nos comentários.

Te quiero!

Te quiero!

10 – Odeio o Dia dos Namorados – particularmente, não sou fã de produções nacionais, mas este ano em particular reservou ótimos filmes. Neste que abre nossa lista, Heloísa Périssé é chefe de um departamento de publicidade, bem-sucedida e muito mal humorada, especialmente quando o clima do Dia dos Namorados invade a agência e ela, por ter dispensado um grande amor na juventude (o excelente Daniel Boaventura), ficou solteirona. Claro que o destino faz com que ela e seu antigo amor – que também virou publicitário – se reencontrem e a chama da paixão se reacenda, mas ela vai ter que vencer seu orgulho se não quiser continuar sozinha. O filme tem tiradas excelentes e até a música Ai, se eu te pego consegue ser divertida e arrancar gargalhadas.

Pequeno mundo, grande animação

Pequeno mundo, grande animação

9 – Reino Escondido – Gosto quando vou ao cinema despretensiosamente e acabo surpreendido. Foi o que aconteceu com essa animação da Blue Sky, a mesma produtora que fez a quadrilogia A Era do Gelo e o excelente Rio. A princípio não me interessei e só fui ao cinema porque convidado pela empresa para cabine exclusiva para a Imprensa. Valeu a pena: trata-se de um desenho com um visual belíssimo e uma história que mistura humor, ação e ainda passa uma importante mensagem ecológica. Um desenho para crianças e adultos.

O céu é o limite

O céu é o limite

8 – Aviões – Outra animação na lista e outra animação que surpreendeu. Dos filmes da Pixar, os menos interessantes (sem que isso signifique que são ruins) são os da franquia Carros. Aviões não é da Pixar, é da DisneyToon (uma nova divisão da Disney voltada para animações feitas diretamente para o mercado doméstico e que teve sua primeira incursão cinematográfica), mas a referência é óbvia. Mesmo assim, o desenho consegue ser bastante divertido ao contar a saga do monomotor que vai parar numa corrida internacional de aviões, onde só os mais velozes podem participar. A mensagem é de superação e de fé em si mesmo. Um voo alto da Disney que compensou o investimento.

Antes tarde do que nunca: dois meses de atraso em relação à estreia nos EUA

Antes tarde do que nunca: dois meses de atraso em relação à estreia nos EUA

7 – Kick-Ass 2: Outra adaptação de quadrinhos, manteve o nível do filme anterior com boas cenas de ação, pancadaria e fidelidade à fonte – mesmo fazendo algumas alterações necessárias. Desta vez, o jovem Dave Lizewski (Aaron Taylor-Johnson) se junta a uma equipe de super-heróis urbanos para combater o vilão Mother Fucker (Christopher Mintz-Plasse), o ex-herói Red Mist do primeiro longa. Tudo isso, sem a ajuda de Hit Girl (a ótima Chlöe Grace Moretz), que ganhou mais destaque nessa aventura, ofuscando totalmente o dono do título. É um filme-pipoca que, se não é espetacularmente incrível, também não decepciona. Uma pena que a distribuidora tenha demorado tanto para lançar o filme no Brasil. Com a velocidade da Internet, é inadmissível esperar dois meses por uma estreia.

Comédia para rir até não querer mais

Comédia para rir até não querer mais

6 – Minha Mãe é uma Peça – Outra produção nacional na lista, provando o que falei acima: este ano, o Brasil realizou excelentes filmes, especialmente as comédias. Baseado numa peça de teatro, este filme conta a história de Dona Hermínia, personagem interpretada pelo ator Paulo Gustavo, uma mãe superprotetora que não percebe o quanto incomoda os dois filhos até que ouve uma conversa pelo celular e decide abandoná-los. O exagero na caracterização da mãe não é exagero, já que o ator inspirou-se na própria mãe e faz questão de mostrar isso no final do filme, num extra tão divertido como o filme. Prova do grande sucesso deste filme é que foi um dos mais visitados do blox neste ano. Nem tinha como não estar presente na lista.

Produção poderosa como um trovão.

Produção poderosa como um trovão.

5 – Thor: O Mundo Sombrio – A segunda aventura do Deus do Trovão (que não se sabe mais se é deus, alienígena ou garoto propaganda de shampoo) dá continuidade à segunda fase cinematográfica da Marvel e é uma ótima opção de diversão. Só pecou porque arrastou demais o início da história e só engatou na segunda hora. Claro que tudo foi dentro de um contexto e o roteiro foi bem amarradinho – isso é um mérito – mas um pouco mais de agilidade não ia fazer mal algum. De qualquer forma, é um filmão!

Olhem lá no céu! É um pássaro? É um avião? Não, é o Superman no topo da lista dos melhores filmes!

Olhem lá no céu! É um pássaro? É um avião? Não, é o Superman no topo da lista dos melhores filmes!

4 – O Homem de Aço – Para quem iniciou o ano com expectativa quase zero neste reboot do Superman e já imaginando que veria um longa-metragem que não estivesse à altura do personagem, o filme também surpreendeu. Claro que ainda não é o filme perfeito e tem uma tonelada de problemas, mas ao menos empolgou as plateias com cenas de ação eletrizantes. Nem mesmo na quadrilogia de Christopher Reeve o herói bateu e apanhou tanto, chegando ao limite do exagero e gerando uma série de piadinhas na Internet. Mas é inegável que o filme é muito bom, o ator Henry Cavill teve uma excelente caracterização do Homem de Aço e, abstraindo-se os problemas da produção, é diversão garantida.

Eu sou o melhor no que eu faço. Inclusive no cinema!

Eu sou o melhor no que eu faço. Inclusive no cinema!

3 – Wolverine Imortal  – A segunda aventura-solo do baixinho mais invocado dos gibis – que, cronologicamente, é a primeira, considerando que a anterior foi ignorada pelos estúdios – adapta aquela que é tida como uma das melhores HQs do Wolverine, escrita por Chris Claremont e desenhada por Frank Miller. Com uma fonte de inspiração tão boa, seria muita incompetência fazer um filme ruim. Felizmente, não foi isso o que aconteceu. Wolverine Imortal redimiu o personagem depois do fracassado X-Men Origens: Wolverine e ainda deu o pontapé inicial para Dias de um Futuro Esquecido, o novo longa da franquia mutante, que estreia ano que vem. Mais um ponto para a Marvel!

Onde nenhum homem jamais esteve

Onde nenhum homem jamais esteve

2 – Além da Escuridão – Star Trek – Quando um filme se destina a recomeçar uma franquia consagrada está entrando em terreno perigoso. Se não agradar a enorme legião de fãs, corre o risco de enterrar de vez a marca, sujar o nome de atores e diretores, sem mencionar o enorme prejuízo financeiro. Com Star Trek não foi assim. A franquia estava precisando de uma injeção de ânimo há anos. Em 2009, o diretor J. J. Abrams assumiu a difícil missão de reiniciar a franquia do zero e mexer na memória afetiva de milhares de trekkers mundo afora. Foi bem sucedido, embora não tenha sido uma unanimidade. Nesta segunda aventura da tropa, ele superou o original: uma história bem escrita, tensa, cheia de momentos explosivos e um vilão magistralmente interpretado por Benedict Cumberbatch que conseguiu manter o segredo sobre sua real identidade até o final. Para Abrams, o espaço não é a fronteira final. Ele vai além.

Com uma bilheteria de mais de um bilhão, não tem como negar: é o filme do ano.

Com uma bilheteria de mais de um bilhão, não tem como negar: é o filme do ano.

1 – Homem de Ferro 3 – Dos filmes de 2013, talvez esse seja o mais controverso. Não teve meio termo: quem gostou, gostou demais. Quem odiou, odiou com todas as forças. Felizmente, pertenço ao primeiro grupo. Curiosamente, também saí do cinema um pouco frustrado porque o Mandarim não era aquilo que eu esperava. Mas depois percebi que a abordagem dada ao personagem foi a mais genial possível e tem tudo a ver com a direção que a Marvel está dando a seus personagens. O filme tem humor, um roteiro brilhante, personagens carismáticos e o ritmo ideal para um filme baseado em quadrinhos.

blog honraMenções honrosas: Alguns filmes ficaram de fora da lista, mas faço questão de incluí-los. Por uma série de motivos, apesar da vontade de vê-los, falta de tempo ou oportunidade me impediram. Mas os comentários positivos lidos e ouvidos levam a crer que, se os tivesse visto, eles entrariam neste Top 10, tirando o posto de algum outro. Pode ser que não, já que nem tudo o que um gosta, o outro vá gostar também (taí o Homem de Ferro pra não me deixar mentir). De qualquer forma, para não ser injusto, cito Círculo de Fogo e Gravidade, dois filmes que, apesar da vontade imensa de assisti-los, obriguei-me a deixá-los de fora por pura falta de subsídios para avaliá-los. Também faço uma menção para As Aventuras de Pi, filme que não é de 2013, mas que só tive a oportunidade de vê-lo este ano e que vale cada minuto: um visual belíssimo e uma história que lembra uma fábula. Não é à toa que ganhou o Oscar deste ano.

A máscara é para esconder a vergonha, kemosabe.

A máscara é para esconder a vergonha, kemosabe.

Cinemico: Não se pode acertar sempre. Neste ano, o grande mico fica para Cavaleiro Solitário, que avacalhou um grande herói, transformando sua história num pastelão. A Disney tinha tudo pra criar uma aventura inesquecível, mas preferiram investir no gênero comédia. Não combinou, apesar da atuação sempre memorável de Johnny Depp como o índio Tonto. Fica para a próxima.

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