Em primeira mão: Agentes da S.H.I.E.L.D.

blog abreEstreou terça-feira à noite, pelo canal ABC nos Estados Unidos, a aguardada série Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D., a primeira série de TV ligada ao universo cinemático da editora. No Brasil, a série chega com um atraso de apenas dois dias: estreia hoje à noite, às 21h pelo canal Sony. Tomamos a liberdade de nos referir à série com um título traduzido e sem o nome da editora, evitando apóstrofos e acrônimos.

Logo da série

Logo da série

A premissa de Agentes da SHIELD é mostrar a ação da agência de espionagem num mundo de pessoas normais que, de uma hora pra outra, se viu envolvida numa batalha espacial entre extraterrestres, deuses, monstros verdes e outros seres superpoderosos. Tanto que as primeiras imagens do episódio piloto começa com uma narração lembrando brevemente os eventos do longa Os Vingadores (2012), ao mesmo tempo em que situa o espectador no universo da série.

Ele não é o Luke Cage. Mas poderia ser.

Ele não é o Luke Cage. Mas poderia ser.

Depois da guerra intergalática que uniu os super-heróis e praticamente destruiu Nova York, a população ingressou num “mundo novo”: um mundo em que pessoas com superpoderes caminham junto com seres humanos comuns e que, de uma hora para outra, tais poderes se fazem necessários. Isso fica evidente quando o último andar de um prédio explode de repente. Um encapuzado (J. August Richards) salva uma mulher do andar em chamas e desaparece. No entanto, o salvamento é filmado pelo celular de uma jovem e vai parar na Internet, criando um herói instantâneo. É sobre esse misterioso personagem que o episódio vai girar e os motivos pelo qual o prédio explodiu.

"Crachás" da equipe de agentes

“Crachás” da equipe de agentes

Aos poucos, os outros protagonistas vão sendo apresentados: não como “esse é o fulano e ele é faz isso”, mas durante o desenrolar da ação, deixando que o espectador perceba qual o papel do fulano na trama. São eles: o agente Grant Ward (Brett Dalton), encarregado de investigar a ação da misteriosa Maré Crescente (aparentemente, uma entidade que intercepta as comunicações da SHIELD e atrapalha as investigações); Melinda May (Ming-Na Wen), uma agente linha dura e boa de briga; Leo Fitz (Iain De Caestecker), um engenheiro tagarela e hiperativo e Jemma Simmons (Elisabeth Henstridge), uma bioquímica, forma dupla com Fitz no melhor estilo gato-e-rato; e Phil Coulson (Clark Gregg), o responsável por coordenar as ações desses agentes.

Agente Coulson: retorno da morte mal explicado... mas quem se importa?

Agente Coulson: retorno da morte mal explicado… mas quem se importa?

A série explica o retorno de Coulson – ele morreu em Os Vingadores – de forma bem pouco plausível, mas essa superficialidade não chega a incomodar. Simplesmente precisavam dar uma explicação para a volta do agente e o fizeram no melhor estilo Marvel, onde heróis nunca ficam mortos muito tempo. O que importa mesmo é saber que Clark Gregg trouxe de volta todo carisma que emprestou ao personagem, capaz de transmitir a mesma segurança quando dá uma bronca em seus comandados (“Não me digam que não tem jeito. Isso é com vocês! Façam acontecer!”) como quando encara uma ameaça com um sorriso sereno no rosto.

Maria Hill ajuda a ligar os eventos

Maria Hill ajuda a ligar os eventos

Assim como nos longa-metragens, Coulson é o ponto comum entre o universo cinemático e a série de TV e a forma como eles são ligados é excepcional. A participação especial de Maria Hill (Cobie Smulders) remete à Fase 1 da Marvel, que se encerrou com Vingadores e o superpoderoso Mike Peterson (o encapuzado do início) amarra o enredo com Homem de Ferro 3 (2013), que marca o início da Fase 2, explicando, de forma genial o motivo pelo qual a SHIELD sequer é mencionada no filme do Vingador Dourado. Eles estavam enfrentando seu próprio problema que… bem, é ver o episódio pra saber.

Skye é uma peça fundamental na equipe. E ela nem é agente!

Skye é uma peça fundamental na equipe. E ela nem é agente!

Nem todos são agentes da SHIELD na série. A jovem Skye (Chloe Bennet), que filmou a ação de Peterson, se junta ao grupo mais tarde, após a descoberta de um segredo que não vamos revelar para evitar spoilers. Mas é algo divertido e que mostra que até mesmo uma agência secreta de espionagem tem suas fraquezas, mas que elas não são tão frágeis quanto aparentam. A química entre o agente Ward e Skye também promete momentos divertidos para os próximos episódios.

Eu curti!

Eu curti!

De um modo geral, Agentes da SHIELD começou muito bem: roteiro inteligente e divertido, com o mesmo ritmo do filme dos Vingadores, casando momentos de ação com piadas certeiras e ótimas referências ao Universo Marvel. Também começou muito bem na questão da audiência: segundo o KSiteTV o piloto registrou uma audiência de 11,9 milhões de espectadores concorrendo, no mesmo horário, com o reality The Voice. Esta foi a maior audiência registrada em uma estreia desde o piloto da série V em 2009 e a maior de 2013. Espera-se que a série mantenha o fôlego pelos 22 episódios já confirmados da primeira temporada. Revistas em quadrinhos dos novos personagens surgidos na série sendo produzidas em 10… 9… 8…

Em tempo: S.H.I.E.L.D. significa Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão. Agora você já pode conversar naquela rodinha de assuntos nerds sem fazer feio. 🙂

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