Crítica: Wolverine: Imortal

blog abreDepois das cicatrizes deixadas pelo longa X-Men Origens: Wolverine (2009) recuperar a boa imagem do mutante mais invocado dos quadrinhos parecia uma tarefa difícil até mesmo para seu fator de cura. Mas, considerando a popularidade do personagem, a Fox resolveu investir mais uma vez e apagar de vez a imagem deixada pela aventura anterior.

Hugh Jackman volta ao papel para redimir o fiasco do filme anterior

Hugh Jackman volta ao papel para redimir o fiasco do filme anterior

Tanto que em Wolverine: Imortal (The Wolverine, 2013) foi decidido que a história não teria nenhuma ligação com o filme, a começar pelo título, que mudou de X-Men Origens: Wolverine 2 para simplesmente The Wolverine – título que o mutante pronuncia numa cena chave do longa-metragem – e que não vamos revelar aqui para não entregar spoilers.

Encadernado reúne os quatro números da minissérie Wolverine, que inspirou o longa.

Encadernado reúne os quatro números da minissérie Wolverine, que inspirou o longa.

A trama do filme é baseada na minissérie escrita por Chris Claremont e Frank Miller em 1982, que consiste no primeiro título solo do personagem antes de ganhar uma revista regular. No Brasil, foi publicada em formato de minissérie pela Editora Abril em 1987 e, mais recentemente, ganhou um encadernado em capa dura chamado Eu, Wolverine, pela Panini.

Ele só queria um pouco de paz. Mas ganhou uma viagem ao Japão.

Ele só queria um pouco de paz. Mas ganhou uma viagem ao Japão.

A história se passa após os eventos de X-Men: O Confronto Final (2006), no qual Wolverine (Hugh Jackman) matou Jean Grey (Famke Janssen) com suas garras para evitar que a Fênix Negra destruísse o universo.  Abalado pelo que foi obrigado a fazer, o herói abandonou os X-Men e partiu pelo mundo em busca de paz interior. Mas paz é algo difícil de encontrar, principalmente se você é um mutante chamado Wolverine, com faro para encrencas.

Para agradecer por ter sido salvo, Yashida dá a Wolverine o dom da morte. Arigatô!

Para agradecer por ter sido salvo, Yashida dá a Wolverine o dom da morte. Arigatô!

Tudo começa com uma cena em flashback mostrando Logan no Japão, salvando um jovem soldado chamado Yashida (Ken Yamamura) de uma explosão atômica. Décadas depois, já nos dias atuis, Wolverine se isola nas florestas canadenses mas é encontrado por uma jovem chamada Yukio (Rila Fukushima) e levado ao Japão para se despedir do mesmo jovem que ele salvara. Ao chegar lá, o ancião (Haruhiko Yamanouchi) lhe faz uma oferta: acabar com seu fator de cura e dar-lhe a oportunidade de morrer, a fim de evitar o sofrimento de ver todas as pessoas queridas morrerem primeiro.

Velório tumultuado

Velório tumultuado

Wolverine recusa a oferta e, antes de partir de volta aos Estados Unidos, é surpreendido pela morte de Yashida. No enterro, salva a vida de Mariko (Tao Okamoto) de uma gangue da Yakuza cujo objetivo em sequestrar a jovem é revelado conforme o desenrolar dos acontecimentos. O pai de Mariko, Shingen (Hiroyuki Sanada), quer a filha de volta e mobiliza todos os seus capangas para encontrá-la. O ex-namorado de Mariko, Harada (Wil Yun Lee), que foi criado desde a infância com a jovem, também está atrás dela para protegê-la, cumprindo a promessa que fez a Yashida.

Mariko e Logan fogem da máfia numa loja de... videogames?

Mariko e Logan fogem da máfia numa loja de… videogames?

Envenenado pela Víbora (Svletana Khodchenkova), Wolverine tem seu fator de cura removido e conta apenas com sua habilidade e fúria para proteger Mariko, descobrir o motivo de tal perseguição e reverter sua situação. O filme mescla muito bem as sequências de ação com os momentos de calmaria e humor, de modo que a trama flui de forma natural sem se tornar cansativa ou exagerada. Ponto para o diretor James Mangold, que não necessitou explorar efeitos pirotécnicos para ganhar a audiência.

É um pássaro? É um avião? Não, é o Wolverine, mais rápido que um trem-bala

É um pássaro? É um avião? Não, é o Wolverine, mais rápido que um trem-bala

A cena da luta sobre o trem-bala, um dos símbolos japoneses, é um dos momentos mais emblemáticos do longa, bem como a luta final contra o Samurai de Prata, que se revela surpreendente ao seu final. Os fãs radicais provavelmente vão reclamar das mudanças com relação ao personagem nos quadrinhos, mas como sempre ocorre em adaptações, esta se fez necessária para dar sentido à trama e se mostrou genial.

Samurai de Prata reserva uma luta inesquecível

Samurai de Prata reserva uma luta inesquecível

Em sua sexta interpretação do herói mutante, Hugh Jackman estava em perfeita forma e, diferentemente do que ocorreu em X-Men Origens, o personagem foi bastante fiel ao que o público está acostumado a ler nos quadrinhos. Infelizmente, o romance com Mariko Yashida, que funciona tão bem nas HQs ficou meio superficial, talvez por conta da inexperiência de Tao Okamoto, em seu primeiro papel como atriz, ou mesmo por conta do roteiro, que não privilegiou o romance. De qualquer forma, o papel de Mariko era servir de escada para Logan agir: ela era a mocinha em perigo, ele, o herói salvador. Isso funciona muito bem.

Ela não usa os produtos Jequiti.

Ela não usa os produtos Jequiti.

Também merece destaque a personagem Víbora, uma mulher normal e sanguinária nos quadrinhos, mas que no longa ganhou poderes mutantes para se equiparar ao herói. O exagero da cena da troca de pele – que foi mostrada apenas para dizer “Ei, tenho poderes de serpente, olha como minha pele sai”, sem qualquer relevância para a história – é compensado pela interpretação da atriz russa, que deu à vilã toda maldade necessária para o papel. Víbora é a real vilã do filme e não o Samurai de Prata, como deixa transparecer as notícias divulgadas anteriormente. E ela é a vilã não apenas porque Wolverine precisava de alguém para lutar. Há um motivo por trás disso.

Wolverine até pagou promessa pra ter um bom filme. Deu resultado.

Wolverine até pagou promessa pra ter um bom filme. Deu resultado.

Abstenho-me de comentar sobre a viabilidade ou não do 3D, visto que assisti o filme sem o efeito. No entanto, segundo declarações do diretor, um não adepto da utilização de 3D, a profundidade foi colocada a pedido do estúdio e “apenas no limite da realidade, não para atirar coisas no nariz do público”. Assim, cabe ao espectador decidir aquilo que sua preferência (ou bolso) achar melhor. Por fim, a cena pós-créditos deixa um gancho sensacional para o próximo longa-metragem da equipe mutante – X-Men: Dias de um Futuro Esquecido – previsto para o próximo ano e que contará com Jackman pela sétima vez no papel de Wolverine. Pelo que foi mostrado, podemos esperar um grande filme. Wolverine se redimiu. Afinal, ele continua sendo o melhor no que faz.

Cotação: blog cotação wolverinej

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5 comentários

  1. filme mal feito!! não tem nada haver com a historia. na historia dos quadrinhos o metal dentro dele é indestrutível e neste filme quebra! neste filme não luta com nenhum outro mutante só com humanos e ainda por cima apanha feio!!! filme mal feito!!!!

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